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Tamanho do texto

Mojibake

atualizada em wiki

Mojibake (文字化け) é a palavra japonesa para o texto que sai errado quando o computador acerta os bytes e erra a tabela. É o ç no lugar do ç, o ã no lugar do ã, a linha de garranchos onde devia estar uma frase. Literalmente, "caractere que se transforma".

Este site roda num programa que eu chamo assim.

Por que esse nome

Em 2026 eu juntei num lugar só o que estava espalhado por mais de duas décadas: um backup de WordPress com posts de 2002 a 2019 com 2.174 posts, um wiki em ikiwiki, cinco vaults do Obsidian, um site que veio do Bear Blog, um site estático que rodei em Hugo. Cada um com a sua ideia de como guardar texto.

Boa parte da migração não foi mover arquivo — foi consertar texto que tinha atravessado a conversão errada em algum ponto desses anos todos. Eram 238 trechos corrompidos em 80 posts. O jeito de recuperá-los foi simular a corrupção para frente: pegar cada palavra plausível, quebrá-la do mesmo jeito que o computador quebraria, e ver qual quebra batia com o que estava no arquivo. Onde mais de uma batia, o programa marcou em vez de adivinhar.

O nome ficou por isso. Não é (apenas) uma metáfora bonita sobre jardins digitais, onde através da reconstrução constante de ideias, pensamentos e palavras, as coisas vão tomando forma: é muito mais o nome do problema que este programa resolveu para existir.

A marca

A marca é MOJIBAKE com o O trocado pelo — o caractere que o sistema operacional desenha quando não conseguiu decodificar o que veio. Uma palavra legível com uma letra doente, que é como o mojibake brando aparece de verdade: o texto quase todo certo, e um caractere errado no meio.

Ela é desenhada em vetor, e não escrita como texto. Isso não é capricho: como texto, aquele caractere depende da fonte de quem está lendo — some onde o glifo não existe e muda de peso onde existe. Um programa que se chama Mojibake não pode ter uma marca que quebra dependendo do aparelho.

O que é o programa

PHP e SQLite, sem framework, sem etapa de build, sem JavaScript do lado de quem lê. Ele guarda três coisas que eu antes mantinha em três lugares: um blog (datado, público), um diário (datado, privado) e um wiki (sem data, cuidado ao longo do tempo). Também guarda o que eu leio.

Não é um produto e não está à venda. É simplesmente o lugar onde eu escrevo.

Inspirações para esta ferramenta

Antes de decidir rodar minha própria ferramenta no site, observei muita coisa legal por aí. E daí trouxe várias ideias pra cá.

Minha paleta de cores clara (os tons de areia, marrom, bege, dourado) foi inspirada pelo fabuloso Satorii, tema para WordPress 2.7 criado pelo Felipe Lavin (o CSS original está aqui). Eu adaptei as cores para o modo escuro.

#meta

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