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Como eu uso IA

atualizada em

Em 27 de setembro de 2026, esta é a maneira como uso ferramentas de IA generativa e LLMs.

Tenho uma assinatura paga do Claude, que uso para direcionar minhas perguntas, tanto no celular quanto pelo site. Penso no Claude da mesma maneira que penso em qualquer outra IA: como um parceiro de pensamento.

Penso em sites pessoais como o meu da mesma maneira que o próprio nome pessoal sugere: como tentativas pessoais de expressão.

Certa vez, eu li o Cris Dias falando sobre o significado da palavra ensaio (essay, em inglês). Ela vem do francês essais, ou tentativas. Foi Michel de Montaigne quem popularizou o termo por volta de 1570. Cris observa que é pela mesma razão que usamos essa palavra, no Brasil, para o ensaio teatral: “isso ainda não está exatamente pronto, certo?”.

Declaro, portanto, que tudo o que é escrito aqui — seja uma postagem no blog, seja uma nota compartilhada no meu jardim digital — é um ensaio. Um grande “Então, é o seguinte: eu estava pensando que…”.

Carrega minha opinião, minha visão pessoal, minha interpretação pessoal das coisas — nunca as do Claude, ou de qualquer outra IA.

Ethan Mollick propõe uma maneira interessante de decidir quando vale a pena usar IA: a pergunta não deveria ser “a IA é melhor do que um ser humano?”, mas “a melhor IA disponível neste momento é melhor do que o melhor ser humano a que eu consigo realmente ter acesso, para este problema específico, neste momento específico?”.

Gosto dessa definição porque ela é muito honesta. A comparação real nunca é com algum especialista idealizado, mas com quem está efetivamente disponível. Não tenho um especialista de plantão às onze horas da noite quando uma ideia surge do nada para uma nota que quero investigar e desenvolver. É aí que o Claude entra: não como substituto do melhor ser humano disponível, mas como o melhor parceiro de pensamento que eu consigo alcançar naquele momento.

Enquanto escrevo, posso fazer perguntas como “quantas bandeiras existem no mundo que não têm formato retangular?” ou “como um astronauta dorme durante uma missão espacial?”.

E imagens?

Imagens são um pouco diferentes.

Eu não sou ilustrador, cartunista nem artista visual profissional. Às vezes, porém, tenho uma ideia para uma imagem que eu gostaria de colocar ao lado de algo que escrevi. A IA generativa, sobretudo o ChatGPT, me dá uma maneira de transformar essa ideia em uma ilustração quando não tenho as habilidades necessárias para desenhá-la sozinho.

Stephen Wolfson, escrevendo para a Creative Commons, descreveu uma experiência que se aproxima bastante da minha. Ele conta que não tinha muito talento ou formação em artes visuais e que nunca havia conseguido desenhar aquilo que tinha na cabeça. Com ferramentas de IA generativa, porém, conseguiu transformar sua visão artística em algo concreto.

É uma maneira de pensar sobre geração de imagens que faz sentido pra mim.

Isso não significa que eu me considere ilustrador, nem que ache que a IA generativa substitui ilustradores, cartunistas ou outros profissionais das artes visuais. Significa apenas que, no contexto do meu site pessoal, às vezes posso usar a geração de imagens como (mais uma) ferramenta criativa: eu trago a ideia, o conceito, a composição, as palavras e o julgamento... e o modelo me ajuda a transformar isso em algo visual.

E que fique claro: eu procuro deixar claro quando uma imagem foi gerada com IA e colocada aqui.

E programação?

Tenho trabalhado com tecnologia da informação, ou com coisas relacionadas a ela, há mais de duas décadas: gerenciando projetos de TI, escrevendo e revisando business cases, fazendo brainstorming e desenhando processos.

Mas já não escrevo código à mão como antigamente (exceto pela ocasional macro em VBA para automatizar alguma coisa que não deveria precisar ser automatizada). A lógica ficou, porém — e é nela que me apoio quando decido fazer vibe coding.

Ainda assim, não quero dar a impressão de que estou fazendo vibe coding o tempo todo, porque não estou.

E, para deixar claro: este site é sobre ensaios, prosa e ideias — não sobre programação.

Se isso mudar no futuro, atualizarei esta página, que permanecerá neste endereço permanente: /como-eu-uso-ia.