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Daniel Santos
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Toy Story 5

atualizada em blog

Pôster do Toy Story 5 Ontem assistimos Toy Story 5. Trata-se de uma franquia que eu adoro: fiz questão de assistir a todos os desenhos anteriores (alguns mais de uma vez, inclusive). Só que devo confessar que estava com o pé atrás com esse novo capítulo.

O motivo é simples: pra mim, toda sequência de filme tende a ser pior que o original. Ainda que eu considere a série de cinco filmes de Toy Story uma grata exceção à regra, fico sempre imaginando o momento em que a Pixar vai declarar o final da saga (porquê, eventualmente, isso vai acabar acontecendo). E enquanto não acontece, fico pensando se os roteiristas vão continuar se reinventando e se superando.

Toy Story 5 parece ter mantido o que seus antecessores fizeram: conseguiram criar, mais uma vez, uma história que aborda problemas comuns que as pessoas comuns passam. Todos os filmes trouxeram temas novos e genuínos. Em Toy Story 1 (1995), lidaram com ciúmes. Em Toy Story 2 (1999), foi a vez de tratar de abandono. O terceiro filme, de 2010, onde o ciclo de Andy como dono dos brinquedos se encerrou, tratou, evidentemente, de como seguir em frente. O quarto filme, que chegou aos cinemas em 2019, que mostra os brinquedos se adaptando à Bonnie, sua nova dona, lida com Woody redescobrindo seu propósito e deixando "sua família" para trás.

O quinto filme, que chegou aos cinemas brasileiros este ano, também lida com um tema com o qual é fácil se relacionar atualmente: como as crianças trocam brinquedos convencionais por telas de tablets, celulares e computadores. É um retorno ao tema de obsolescência, ao medo de Jessie e seus amigos de serem esquecidos em uma caixa, preteridos pela tecnologia digital.

Toy Story 5 se tornou o terceiro filme da franquia a ultrapassar a barreira de US$ 1 bilhão de receita, e então ultrapassou Toy Story 4, tornando-se o filme de maior arrecadação da franquia da Pixar.

Eu li uma crítica da Variety onde o jornalista compara escolher seu Toy Story favorito a escolher seu álbum favorito dos Beatles, querendo dizer com isso que todos os cinco filmes estão no mesmo patamar altíssimo. Eu concordo, do ponto de vista de qualidade de produção e efeitos. Foi uma sequência digna, muito bem feita.

Mas, apesar das sequências mostrando a imaginação de Bonnie e de Blaze em ação, um elemento que eu não tinha visto em outros episódios da série e que me lembrou da imaginação das crianças cuidadas pela babá de Muppet Babies, o quinto filme não foi meu favorito da franquia. A trilogia original, pra mim, ainda é a vencedora: há um charme nos brinquedos mais comuns e convencionais, e em como eles nos personificam, com seus diálogos e situações, parecendo adultos. De qualquer maneira, amo todos os cinco.

#cinema

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