Sobre o Lito
Eu pensei, pensei, e resolvi que devia escrever alguma coisa a respeito do Lito Sousa.
Primeiro, porque acompanho o trabalho fantástico que ele realiza há anos. Segundo, porque sou um ser humano com fé, e acho que todo pensamento positivo, toda oração, toda corrente do bem, vale nesse tipo de situação.
Eu trabalho na indústria aeronáutica, e pra quem permanece no ramo há muitos anos, como eu, a coisa se torna uma paixão. Quando a gente encontra alguém capaz de explicar esse mundo de forma simplificada, junta o útil ao agradável e desenvolve também admiração. E a minha admiração começou quando, há muitos anos, um amigo no trabalho me indicou o Aviões e Músicas.
Não tem ninguém melhor que o Lito pra falar do mundo da aviação para leigos. Ponto.
Por isso me doeu saber o que ele está passando.
Começou em julho, quando ele informou a descoberta de um câncer de próstata e, depois, de um quadro de inflamação no sistema nervoso. Essa inflamação, inclusive, estava prejudicando o movimento de uma de suas mãos. Para tratar as duas coisas, se internou no Albert Einstein, em São Paulo, onde permaneceu algum tempo e depois voltou pra casa.
Após sair do hospital, publicou um documentário original, com uma hora e meia de duração, falando do acidente aéreo com o Voepass 2283, chamado Os Elos da Corrente. No vídeo, ele fala da aeronave, dos pilotos, do voo fatídico e do desfecho das investigações, num trabalho de muita qualidade.
Hoje, Mila Seidl, a esposa do Lito, que fundou com ele o canal, divulgou um vídeo através do Instagram, informando aos seguidores e fãs do marido que ele recebeu outro diagnóstico: está com a Doença de Creutzfeldt-Jakob. A Wikipédia diz o seguinte sobre a DCJ (negritos por minha conta):
A Doença de Creutzfeldt e Jakob (DCJ), também denominada encefalopatia espongiforme subaguda, é uma doença neurodegenerativa incurável e sempre fatal. Os sintomas iniciais mais comuns são perda de memória, alterações no comportamento, falta de coordenação e perturbações visuais. Entre os sintomas mais tardios estão demência, movimentos involuntários, perda de visão, fadiga e coma. Cerca de 70% dos pacientes morrem dentro de um ano após o diagnóstico.
Eu me sinto destruído. E por isso, sequer creio ser possível imaginar a dor que a família do Lito está passando. Como eu disse acima, resolvi escrever. Porque como fã, estou revoltado com as coisas que a vida às vezes nos apresenta. Como fã, estou torcendo por um milagre. E como fã, quero transmitir força.
Força, Lito.
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