E não sobrou motivo (pra não ler de novo)
Resolvi começar hoje uma segunda leitura de "E não sobrou nenhum", da Agatha Christie.
A primeira vez que eu li esse livro foi em 2020. Eu gosto de romances policiais, e E não sobrou nenhum, lançado em 1939, é um ótimo exemplar do gênero, além de ser considerado a obra mais sombria, técnica e influente da Dama do Crime.1
Aqui não há Hercule Poirot, como em Assassinato no Expresso do Oriente, nem Miss Marple, como em A Mão Misteriosa, para observar as pistas, pegar na mão do leitor e desvendar o mistério. Temos, no lugar disso, dez pessoas presas em uma ilha. Alguém está matando uma a uma, e isso transforma cada potencial vítima também em suspeito — e detetive.
Christie afirmou em sua autobiografia que escreveu o livro porque a ideia de dez pessoas morrerem sem que o assassino fosse óbvio (ou a situação se tornasse ridícula) era fascinante e extremamente difícil de realizar.2
Difícil, pra mim, foi ler esse livro, ao menos da primeira vez, já que esta será minha segunda tentativa. Na primeira, em 2020, me arrastei com a leitura por 39 dias até tomar a decisão de abandonar a leitura. Não me lembro agora o motivo exato para parar, mas provavelmente tenha sido relacionado ao fato de estarmos no meio da pandemia: a cabeça não estava muito 100%, e eu não consegui acompanhar.
Agora a coisa mudou de figura: a pandemia já acabou há anos, e meu filho, além disso, teve que ler a obra pra escola. Isso fez com que eu pensasse, "bom, por que não tentar novamente?". Então cá estou eu. Desejem-me sorte.
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