O Paradoxo de Stockdale

James Stockdale

Um colega de trabalho me apresentou hoje ao Paradoxo de Stockdale. Estávamos discutindo sobre as chances de um dado projeto que temos em mente para a empresa ser aprovado ou não por nosso departamento financeiro para execução ao longo do ano que vem, e ele citou a história, que, no final das contas se aplica não apenas aos ambientes corporativos, mas também à nossa vida pessoal.

termo paradoxo de Stockdale foi citado no livro Good to Great: Why Some Companies Make the Leap and Others Don’t, escrito por Jim Collins. A obra retrata a pesquisa que o autor e sua equipe fizeram ao longo de cinco anos tentando identificar os principais fatores que separam as boas empresas — ou aquelas que se tornaram brevemente grandiosas das empresas que conseguiram não apenas alcançar, mas também sustentar a excelência por 15 anos consecutivos ou mais.

O paradoxo se refere ao Almirante James “Jim” Stockdale, oficial militar de mais alta patente a permanecer recluso na prisão de Hoa Lo, instalação utilizada para manter os prisioneiros de guerra americanos durante a Guerra do Vietnã. Stockdale foi torturado mais de 20 vezes durante os 8 anos que passou aprisionado, entre 1965 e 1973, não tendo direito a qualquer regalia supostamente oferecida a outros prisioneiros, não sabendo qual seria sua data de soltura daquela instalação ou se ele de fato sobreviveria para ver sua família novamente.

A situação crítica a que Stockdale estava submetido foi exatamente o ponto a que meu colega de trabalho se referiu. No capítulo 4 de Good to Great, o autor Jim Collins relata sua ansiedade ao se ver diante da chance de passar uma parte de uma tarde ao lado de Stockdale, após convite do próprio para almoçarem juntos, uma vez que se descobriram colegas de pesquisa na Hoover Institution da Universidade de Stanford e que um dos alunos de Collins tinha escrito sua tese sobre Stockdale. Para se preparar para o encontro, Collins leu In Love and War, relato sobre o que Stockdale viveu, escrito em conjunto com sua esposa, e se sentiu deprimido com o que o oficial passou, mesmo sabendo que ele mais tarde escaparia e se salvaria, para contar sua história. Quando Collins perguntou a Stockdale como ele próprio aguentou passar por aquilo, recebeu como resposta, em tradução livre feita por mim:

 Nunca perdi a fé no final da história ,” ele disse, quando lhe fiz a pergunta. “ Nunca duvidei de que não apenas eu sairia [da prisão] mas também de que eu prevaleceria no final e transformaria toda aquela experiência no evento que definiria a minha vida , o que, olhando para trás, eu não trocaria por nada.”

Eis o que meu colega de trabalho me perguntou quando mencionou o paradoxo de Stockdale: “Passando pelo que esse cara passou, por tanto tempo, quem você acha que não conseguiu sobreviver? Os prisioneiros otimistas ou os pessimistas?”. Eu confesso que errei a resposta. E Jim Collins ficou igualmente perplexo quando recebeu a resposta do próprio Stockdale:

“Quem não conseguiu sobreviver?”
“Ah, isso é fácil,” ele disse. “Os otimistas.”
“Os otimistas? Eu não entendo,” respondi, agora completamente confuso, dado o que ele havia dito [antes].

Segundo Stockdale, os otimistas se deram mal porquê eram eles quem ficavam dizendo coisas como “Nós vamos sair até o Natal“. Aí eis que chegava o Natal, e o Natal ia embora, e nada desses prisioneiros otimistas saírem da prisão. Mas eternos otimistas, eles diriam “Nós vamos sair até a Páscoa“, mas a Páscoa chegaria e iria embora sem que ninguém saísse de lá. Depois o Dia de Ação de Graças, e depois o Natal, de novo. E esses caras, muito otimistas, morreriam deprimidos.

A questão aqui, a meu ver, é de resiliência: Recobrar-se facilmente ou adaptar-se à quaisquer intempéries ou mudanças: Stockdale fez o que pôde para ajudar o maior número de prisioneiros que dividiam aquele dia-a-dia com ele a saírem de lá ilesos, criando um sistema de comunicação por batidas que eles podiam usar durante o silêncio obrigatório durante a noite, inflingindo a si próprio diversas torturas e desfigurações, para evitar que seus captores pudessem usar sua imagem como propaganda militar, escreveu cartas para sua esposa ocultando nas entrelinhas diversos segredos de estado, entre outras coisas. Na prática, com os diversos limões que a vida lhe apresentou, tomou o máximo de limonada que pôde.

Reprodução do livro “Good to Great”, capítulo 4

Assim, a grande lição deste paradoxo é que nunca devemos deixar de ser otimistas, até porquê otimismo é muito bom.  Mas, nosso otimismo tem que ser realista . Nunca devemos confundir a fé na vitória, no final, com a disciplina de enfrentar a realidade atual, ainda que ela possa parecer muito dura. Na prática, haverão algumas vezes na vida em que nós simplesmente não vamos sair quando o Natal chegar, e vamos ter que viver com isso.

Como enviar uma mensagem de WhatsApp para um número que não está nos seus contatos?

Com o WhatsApp tendo se tornado a opção número um de milhões de pessoas para comunicação através de mensagens instantâneas, não é de se admirar que algumas vezes nos vejamos às voltas com a seguinte situação: Você precisa enviar uma mensagem através do WhatsApp para alguém, mas não tem o número da pessoa cadastrado em seu celular.

A situação, embora possa não parecer, é mais comum do que parece: Você pode estar fazendo negociações em sites de leilão como o Mercado Livre, comprando ou vendendo produtos no OLX, ou algo similar. Em circunstâncias como essa, muita gente normalmente cadastraria o número de telefone desejado temporariamente em seus contatos, enviaria as mensagens que precisasse pelo WhatsApp e, em seguida, apagaria o número. Mas então, pense: para que se dar ao trabalho?

O WhatsApp possui um recurso pouco conhecido da grande maioria dos usuários, chamado Conversa em um Clique. Com este recurso é possível que você mande mensagens justamente para números de telefone que não estão em seus contatos. O mais interessante é que a Conversa em um Clique funciona tanto através dos smartphones quanto através do WhatsApp Web. Usar a ferramenta é muito simples. Tudo o que você precisa fazer é saber o número do telefone para quem quer mandar mensagem, abrir um navegador web e digitar o seguinte:

https://api.whatsapp.com/send?phone=número-do-telefone

número do telefone precisa começar com o código internacional do país ao qual o número pertence. Como a maioria das pessoas que conheço mora no Brasil — e se este for o seu caso —, vamos esclarecer que o código internacional de nosso país é 55. Em seguida, você precisa acrescentar o DDD do telefone, para, finalmente, complementar com o número da linha do aparelho celular que você vai contactar.

Suponha que um número de celular válido no Brasil fosse (011) 12345-6789. Para enviar uma mensagem via WhatsApp pelo Conversa em um Clique para esse número, então, bastaria acessar o endereço da seguinte maneira:

https://api.whatsapp.com/send?phone=5511123456789

O importante é notar que não é necessário colocar o número zero (0) na frente do número desejado, nem acrescentar outros caracteres, como parênteses ( ) ou hífens. Uma vez que você entre com o endereço acima no navegador, um chat será aberto com o número de telefone indicado. Acompanhe abaixo o que acontece neste caso quando você está no Windows e no iPhone.

Quando você usa um navegador de internet do próprio celular, o WhatsApp exibe uma tela pedindo que você confirme que quer enviar mensagens para o número solicitado. Uma vez que este processo seja realizado, o próprio aplicativo do WhatsApp será aberto, com uma nova janela de chat aberta, que você poderá usar enquanto for necessário, de uma maneira descartável, que, novamente, lembro ser muito interessante para quando estamos negociando em sites como Mercado Livre ou OLX. Para quem usa o WhatsApp a partir da web, no entanto, o processo é um pouquinho mais demorado, mas quando concluído, permite o mesmo envio de mensagens citado anteriormente.

Para quem depende do WhatsApp Web

Ao digitar o endereço acima em um navegador de seu computador, seja ele desktop ou notebook, você se deparará com a seguinte tela, parte da interface do WhatsApp Web. O número de telefone completo para o qual você enviará a mensagem aparecerá em destaque. Neste caso, se tudo estiver correto, basta que você pressione o mouse sobre o botão Enviar Mensagem.

Como medida de segurança do WhatsApp, o próximo passo envolverá a leitura de um QR Code usando seu celular para completar a operação. Abaixo, destaco a tela com as instruções para quem tem aparelhos iPhoneAndroid ou Windows Phone. Na prática, bastará você apontar a câmera do seu celular para o código que estará na tela, e a conexão será feita automaticamente.

Aliás, para facilitar o trabalho das próximas vezes, caso você esteja fazendo isso através de um computador que acessa sempre e em que confia, como o de sua casa, por exemplo, basta deixar marcada a opção Mantenha-me conectado, como ilustro a seguir.

Quando a verificação do código estiver concluída, uma janela muito similar àquela que conhecemos dos aplicativos de smartphone será aberta, e a partir dela você poderá enviar quantas mensagens desejar. Mais uma vez, para que você possa acompanhar o passo-a-passo, ilustro a tela tal como ela aparece:

Espero que seja de ajuda para muitos de vocês.

 

Segundos em hh:mm:ss no Excel

Você já precisou converter um valor expresso em segundos para horas, minutos e segundos (HH:MM:SS) usando o Excel?

Se você é um usuário do Excel no dia-a-dia, pode ser que tenha uma planilha onde estes valores estão em uma determinada coluna, apenas esperando para serem convertidos e utilizados em um relatório que você está gerando. Se você é um usuário um pouco mais avançado e está envolvido com programação de macros em VBA, provavelmente já passou por pelo menos uma situação em que, dado um tempo de processamento de uma rotina ou job em segundos, era necessário realizar e apresentar os resultados desta conversão.

Neste artigo, vou lhes mostrar como atingir os dois resultados, de forma muito simples.

Sou um usuário comum do Excel, o que preciso fazer?

Ao me referir a usuário comum, estou apenas dizendo que você nunca ouviu falar em VBA — ou que você não precisa disso, no momento.

Neste caso, dê uma olhada na imagem a seguir. A coluna apresenta valores hipotéticos em segundos, sendo estes números inteiros, ou seja, sem casas decimais. Na coluna estão representados os tempos, já expressos em horasminutos e segundos. Para chegar a este resultado, você precisa apenas de uma divisão simples e de uma formatação, oferecida pelo próprio Excel. Vejamos:

Tomando por base a célula B2, vamos inspecionar seu conteúdo:

Veja que o número total de segundos da célula A2 (33312) está sendo dividido por 86400. Este não é um valor aleatório: Representa o total de segundos existentes em um dia completo. Chega-se a este valor multiplicando-se 60 segundos x 60 minutos x 24 horas, e trata-se de uma constante, ou seja, não haverá mudança neste total, pois os dias como os conhecemos sempre terão esta quantidade de segundos.

Mas, como eu disse anteriormente, a divisão acima precisa estar acompanhada de uma formatação. Existem diversas maneiras de acessar as opções de formatação de células no Excel, mas vou me ater a uma que você pode acionar a partir do próprio teclado. Selecione as células que você deseja formatar e pressione a combinação de teclas CTRL + 1.

Uma vez tendo acessado as opções de formatação do conjunto de células, escolha, na guia Número, entre as categorias apresentadas, a opção Personalizado. Veja que existe uma lista de valores pré-definidos, e que basta você escolher a opção hh:mm:ss entre as que estão disponíveis. Uma vez feita a seleção, clicar sobre o botão OK resultará na formatação desejada, conforme a primeira imagem que ilustra este texto.

DICA: Se ao invés de representar seus valores em horas, minutos e segundos você precisa representá-los em diashorasminutos segundos, nada tema. Utilizando o mesmo método descrito acima, você pode digitar uma formatação diferente, usando o formato dd:hh:mm:ss e obter seu resultado facilmente, tal como demonstro abaixo:

Espero que as dicas acima tenham ajudado você.

Sou um conhecedor de VBA. Como resolvo isso com programação?

Usuários de VBA, ou Visual Basic for Applications estarão em busca de uma solução que utilize código. Para que isso seja possível, no entanto, as considerações que explico acima são as mesmas. Você também precisará converter o valor total em segundos para um decimal, utilizando a divisão por 86400. Uma vez que tenha este valor, pode apresentá-lo na formatação que desejar.

Estou assumindo que você está familiarizado com o editor de código do Excel, então abra-o e utilize a função abaixo:

Function SegundosEmTempo(celula As Range)
' Função simples para converter um valor em segundos para hh:mm:ss
' Por Daniel Santos
' http://danielsantos.org/
'
 If Not IsNumeric(celula.Value) Then
 'Retorna um erro caso o valor não seja numérico
 SegundosEmTempo = CVErr(xlErrNum)
 Else
 'Divide o valor da célula por 86400 e formata, como no caso
 'de uma planilha comum...
 SegundosEmTempo = Format(celula.Value / 86400, "dd:hh:mm:ss")
 End If
End Function

Lembrando que já que criamos o código acima como uma função, o mesmo pode ser executado através da própria planilha no Excel, bem como reaproveitado ou ajustado conforme suas próprias necessidades, em seu próprio código.

Espero ter ajudado.

Como pedir reembolso no Steam?

Ao longo de muitos anos como dono de uma conta no Steam, acumulei uma quantidade razoável de games que, durante as horas de lazer, procuro jogar com meus filhos, e às vezes, com algumas visitas. Sou fã de games há muito tempo, e aprecio particularmente estes que compro através da plataforma, por um motivo muito simples: Ao contrário de outras lojas de aplicativos como as da Microsoft ou Apple, onde em algum canto do regulamento existe uma inscrição similar à “all purchases are final and non-refundable”, o Steam permite que peçamos reembolso dos games que compramos.

E isso veio bem a calhar.

TL; DR: Leia a política de reembolso do Steam mais abaixo e, logo em seguida, pule diretamente para o passo-a-passo.

Entre os dias 14 e 18 de setembro deste ano, foi ao ar um final de semana de descontos Bandai Namco, em que vários títulos da gamehouse foram remarcados com descontos significativos: foi nesta ocasião que resolvi comprar, por cerca de R$ 17,00, o game PAC-MAN™ Championship Edition 2, isso porquê, como já tenho a versão anterior da franquia, PAC-MAN™ Championship Edition DX+, pensei que seria bom ter a versão mais recente.

No entanto, qual foi minha surpresa quando, ao executar o game pela primeira vez e ser apresentado aos seus níveis de tutorial, me vi vítima do famigerado Infinite Loading Bug, reportado, aliás, por centenas de usuários. Trata-se de uma situação em que você escolhe um dos níveis de tutorial e fica eternamente olhando para uma única tela, que eu chamo de loading screen da depressão:

Loading screen da depressão

Depois de navegar pelos fóruns da comunidade do game no Steam e tentar soluções como usar modo de compatibilidade do Windows, iniciar e reiniciar o computador, verificar a integridade dos arquivos do jogo e algumas outras peripécias, acumulei 38 minutos de jogo — ou melhor, de aplicação sendo executada, porquê, de jogo mesmo, neca de pitibiriba. Foi aí que me lembrei da política de reembolso do Steam e daquela que considero sua restrição mais importante:


Reembolsos no Steam

Você pode solicitar o reembolso de quase tudo no Steam — por qualquer motivo. Talvez o seu computador não atenda os requisitos mínimos; talvez tenha comprado o jogo por engano; talvez tenha jogado por uma hora e não gostou.

Não importa. Dentro de um prazo de catorze dias, se o jogo tiver sido jogado por duas horas ou menos, a Valve atenderá solicitações de reembolsos feitos através de help.steampowered.com. Há mais alguns detalhes abaixo, mas mesmo que você não atenda as regras mencionadas, a sua solicitação será analisada.

O reembolso será emitido dentro de uma semana da data em que foi aprovado. Você receberá o reembolso na sua Carteira Steam ou diretamente na forma de pagamento original. Caso o Steam não seja capaz de emitir o reembolso por qualquer motivo para a forma original de pagamento, a sua Carteira Steam receberá o valor total.

Já tendo usado o reembolso da Steam pelo menos mais duas vezes no passado, estava atento ao prazo de reembolso. Acumulando, como disse acima, apenas 38 minutos de tentativas frustradas de jogar, atendi a um dos requisitos, enquanto que, tendo solicitado o reembolso apenas 6 dias após a compra, atendi ao outro. Assim, num intervalo de apenas 42 minutos entre solicitação de reembolso e retorno do Steam,  recebi a seguinte mensagem:

Consegui!

O que vale ressaltar é que, ainda de acordo com a política da plataforma de games, o valor reembolsado volta para a carteira Steam e só pode ser usado a partir de 7 dias após a solicitação. De qualquer maneira, é uma forma de, pelo menos, conseguir empregar o dinheiro anteriormente gasto em algum outro game que seja de interesse. E como o saldo da carteira não expira, não há pressa. Mas qual é o passo-a-passo, caso você nunca tenha feito um reembolso antes?

Passo-a-passo para reembolso no Steam

Passo 1

Acesse as informações da sua conta. No cliente para Windows, vá ao canto superior direito, encontre seu nome de usuário, clique sobre ele e, em seguida, no link Detalhes da conta que aparecerá;

Passo 2

Na página que será aberta, você precisará visualizar seu histórico de compras. Para isso, também do lado direito, encontre o link Ver histórico de compras;

Passo 3

Você chegará à lista dos jogos que comprou, organizados da compra mais recente para a mais antiga. Se você satisfaz a política de reembolso do Steam — ou seja, não jogou o game por mais de 2 horas e não o comprou há mais de 14 dias (vide box acima) —, basta clicar sobre o nome do jogo em questão, para obter maiores informações.

Passo 4

Assim que os detalhes forem exibidos, você perceberá que existe um menu de opções para relatar problemas com a compra realizada. O link que você precisará utilizar é o primeiro da lista, “desejo ser reembolsado“, tal como eu ilustro a seguir:

Passo 5

Na sequência, o Steam exibirá um novo menu de opções para o jogo. Neste caso, para continuar com o processo, o link a ser seguido é o segundo, “desejo solicitar um reembolso”. Novamente eu ilustro a opção, para referência:

Passo 6

Este é o passo final para solicitar o reembolso. Os dados da compra serão apresentados na tela e, na região inferior, você poderá escolher o motivo pelo qual o está solicitando. Novamente, aqui pesa positivamente o fato de que a política de reembolso do Steam é muito liberal, e você pode pedir seu dinheiro de volta por praticamente qualquer motivo. O formulário em questão se assemelha ao que ilustro a seguir, com minha justificativa para devolver meu game:

Por fim, é importante que você use o campo observações para descrever pelo menos alguns detalhes adicionais sobre o motivador da devolução. Em seguida, clique sobre Enviar solicitação. Desta maneira, o atendimento receberá sua solicitação e, através de seu endereço de e-mail registrado no Steam, você saberá dos trâmites envolvendo o reembolso. Se tudo correr bem, sua resposta será rapidamente recebida — e você poderá usar o saldo devolvido após 7 dias.

Ajudou você? Deixe um comentário!

Meu aspecto menos favorito das typing notifications

Quantas e quantas vezes, no meio de um chat do WhatsApp ou do Facebook Messenger você já se pegou observando uma typing notification — aquele aviso amigável que mostra que alguém está digitando uma resposta para você?

Essa tirinha do xkcd acertou em cheio: Sempre me perguntei porquê tantos segundos se passam, alternando as typing notifications com períodos de aparente inatividade, só para na sequência receber respostas mnemônicas:

— Ok.

— Sim.

— Tá bom.

Randall Munroe, wise as usual.

Como transferir arquivos entre PC e iPhone via wi-fi

Já faz algum tempo que criei o hábito de enviar todas as minhas fotos e vídeos para o Google Photos, de maneira que eu tenha um backup em nuvem de todas as minhas memórias familiares.

O aplicativo para iPhone é uma mão na roda para isso, já que uso o próprio smartphone para filmar e fotografar. Uma vez que tenha feito isso, basta abrir o Google Photos e aguardar pelo backup automático de conteúdo.

As fotos, arquivos menores, são rapidamente processadas e chegam à nuvem em questão de pouquíssimos minutos. Já os vídeos… 

Bem, o processo de upload é o mesmo das fotos, mas enquanto alguns deles chegam normalmente ao mesmo destino que elas, outros — notadamente os arquivos maiores —- ficam literalmente emperrados em processamento. Já deletei o aplicativo para reinstalar, já fiz limpeza de cache e nada: os uploads de vídeos grandes ficam travados tal como reportado neste thread do Reddit.

Que dureza: Upload de vídeos travado…

Seja como for, sempre que estou lidando com vídeos maiores, o jeito é fazer o envio através da interface web do site, que nunca falha é mais difícil de dar problema.

A maneira convencional de fazer os arquivos chegarem ao Google Photos desta maneira é plugando o iPhone no computador através de seu cabo lightning e acessando o Windows Explorer. Em seguida, arrasto as fotos que quero do iPhone para o PC.

Mas eis a questão: Como enviar os vídeos do iPhone para o PC , quando não temos cabo à mão e tudo o que está à disposição é uma conexão wi-fi?

Encontrei uma resposta muito interessante a esta pergunta: O Air Transfer é o app ideal para o serviço, uma vez que através dele é possível transferir não apenas fotos e vídeos, mas também textos, notas, favoritos do navegador, documentos e músicas que estejam em um iPhone ou iPad para o PC. A operação inversa também é possível, graças a uma interface web oferecida pelo app.

Os arquivos transferidos para o PC podem ser baixados individualmente ou em grupos. Neste último caso, o Air Transfer cria um arquivo no formato zip, contendo tudo o que se decidiu transferir. O conteúdo deste arquivo então, pode ser trabalhado, editado e, posteriormente, enviado a sites na internet, como o Google Photos.

Neste rápido vídeo demonstro como transferi duas fotos e um vídeo que estavam armazenados em meu iPhone. Note que o app é bastante intuitivo:

Ah. Esqueci de mencionar: As funcionalidades que demonstrei são todas integrantes da versão gratuita do app Air TransferApenas para constar, aliás, dentro da aplicação há uma opção para se pagar USD 1,99 e liberar todos os recursos: Mas nem dentro do app, nem na App Store, nem no site do desenvolvedor, uma empresa coreana, consegui encontrar resposta para que recursos seriam estes. Mas pelo visto, não fizeram falta.

Devo explorar mais um pouco o app e complementar este artigo com o tempo.

Quanto vale a bicicleta do meu filho?

No ano passado, quando meu filho mais novo  completou 5 anos e ficou grandinho a ponto de não caber mais no seu berço, ele inevitavelmente nos pediu para comprar uma cama grande, igual à do irmão mais velho. Depois de algum tempo pesquisando, encontramos e encomendamos uma pra ele, em uma loja aqui da cidade.

O problema? Precisávamos nos desfazer do berço, pois berço e cama não caberiam no quarto. E precisava ser rápido, porquê a cama, que estava disponível praticamente a pronta entrega, chegaria em 2 dias.

Assim como muita gente antes de mim, recorri ao site do OLX, já que todo o marketing deles em cima de mim funcionou. O mote parecia uma espécie de earworm (“Desapega, desapega…“) e funcionou: Menos de 2 horas depois de colocado o anúncio, um casal veio aqui em casa para levar o berço.

Desde então, bastou encontrarmos alguma coisa sem mais serventia pra gente aqui em casa que lá vamos nós para o site. Esta semana, pelos mesmos motivos do berço, criei um anúncio para vender a bicicleta do meu filho, já que toda vez que ele a pedalava, ultimamente, batia os joelhos no guidão. E pus essa foto bonitona:

Daí pedi R$ 95,00 por ela. Uma nova está por volta de R$ 350,00, então minha esposa e eu achamos que seria um preço justo.

Dependendo da época do ano — e do mês —, além do tipo de coisa que você está oferecendo, o número de visitas pode ser considerável ou não. Para este anúncio específico, recebi um número razoável delas. Muitas pessoas demonstrando interesse: Em dois casos, inclusive, as pessoas me mandaram mensagem via WhatsApp, dizendo que “mais tarde passariam aqui em casa para pegar“, mas nunca vieram de fato.

Entre as diversas mensagens que eu recebi, uma me chamou a atenção:

— Eu tenho R$ 50. Se você fizer pra mim, vou ai buscar agora.

Agora vejam só: Um amigo de faculdade há muitos anos comentou comigo que em certos países da Ásia, África e do Oriente Médio, como Índia, Arábia Saudita, China, Turquia, Indonésia e Marrocos, é muito comum que existam negociações — às vezes longas, às vezes demoradas, para que vendedor e comprador cheguem a um acordo. Chega a ser, segundo a experiência dele, uma afronta que quem está comprando não faça contra-ofertas.

Loja de tapeçarias, no Marrocos

Mas não estamos em um desses países. E, por R$ 50? Eu não estava desesperado para vender nada, então resolvi esperar. Mais mensagens chegaram, mais pessoas prometeram passar por aqui. Passado mais algum tempo, eis que a mesma pessoa me mandou uma mensagem parecida:

— Olha, eu tenho R$ 70. Posso ir buscar com você?

Vejam só. Uma oferta de maior valor.

Mas as ofertas chegavam e, entre elas, muitas pessoas me pedindo para comprar, pelo valor originalmente pedido pela bicicleta. Então, mais uma vez, decidimos não arredar o pé. Teimosos, mantivemos o preço inicial. E mais uma vez as pessoas não chegavam ao finalmente.

Finalmente, depois de passado mais algum tempo, esta mesma pessoa manda sua última mensagem. Usou sua última cartada, seu último recurso. E me perguntou:

— Você faz por R$ 90? É o que eu tenho.

Então concordei.

Cerca de 16 horas após a publicação do anúncio da bicicleta do meu filho, nós a vendemos por R$ 5 menos do que o preço original. Para mim, foi uma forma de recompensar a insistência do camarada, e também, de passar adiante um brinquedo que, como disse, não tinha mais serventia ao meu filho. Em poucas horas tínhamos tanto comprador quanto vendedor satisfeitos.

Essa história me fez pensar.

A situação, embora transcorrida quase que exclusivamente de forma eletrônica, me lembrou de quando eu era pequeno e íamos à praia, em Ubatuba: Meus pais ficavam sempre em suas cadeiras debaixo de um guarda-sol e, quase que invariavelmente, vinha um vendedor de redes negociar com meu pai para que ele comprasse uma delas.

Eu admirava aquele bate-papo entre o vendedor e o meu pai: Como algumas pessoas sentem prazer em negociar, mesmo que no final talvez não concretizem uma venda. Meu pai levou algumas redes pra casa ao longo dos anos. Outras vezes, não levou nada. E seja como for, essa história de vender a bicicleta do meu filho me trouxe esta lembrança.

No meu caso, embora não tenha feito grande concessão de valor, senti-me, de certa forma, transportado à lembrança do meu amigo de faculdade anos atrás: A de estar em um mercado a céu aberto, num país do Oriente Médio.

Curti.

As melhores frases do Pica-Pau

Algumas das memórias mais tenras da minha infância foram construídas passando manhãs e tardes inteirinhas assistindo a PopeyeLooney Tunes Tom e Jerry. Mas, sem dúvida nenhuma, o meu desenho favorito naquela época era, de longe, o Pica-Pau. Criado em 1940 pelo desenhista e animador norte-americano Walter Lantz, esta ave de cabelo vermelho foi garantia de que eu desse muitas e muitas risadas.

Não é de hoje, posso dizer, portanto, que o Pica-Pau influencia minha vida. Seja em casa ou no trabalho, vira e mexe me lembro de alguns dos desenhos mais memoráveis aos quais assisti. E são essas lembranças que me fazem citar algumas passagens e frases do desenho, muitas vezes divertindo os colegas que têm mais ou menos a minha idade — e que portanto se lembram tão bem quanto eu do personagem e suas travessuras — e intrigando o pessoal que é um pouco mais novo.

Após refletir um pouco sobre o assunto, resolvi compartilhar aqui uma lista, contendo 5 frases e/ ou passagens que mais utilizo,  ou que mais costumam me divertir. E são elas:

Se o Pica-Pau tivesse comunicado à polícia, isso nunca teria acontecido

O episódio Bunco Busters (no Brasil, Um Tesouro Difícil), que foi ao ar originalmente em 21 de novembro de 1955, narra a história do caso do Pica-Pau pateta (The Case of the Gullible Woodpecker): O desenho começa com um jornal noticiando que “o Pica-Pau herda uma nota firme”. Pica-Pau passa com um pote cheio de dinheiro por Zeca Urubu, que decide que vai tomar toda a fortuna do Pica-Pau, inventando um mapa do tesouro e diversas artimanhas para lhe tirar cada centavo. A frase “Se o Pica-Pau tivesse comunicado à polícia, isso nunca teria acontecido” era repetida exaustivamente pelo detetive da polícia que nos narra o caso, todas as vezes em que Zeca tirava mais um dinheirinho de nosso amigo penado.

Ok. Mas nada disto, e disto

O episódio Woody’s Clip Joint (no Brasil, O Pica-Pau na barbearia), exibido pela primeira vez em 3 de agosto de 1964, mostra o Pica-Pau indo cortar seu cabelo (hã?) como muita gente faz todos os dias. Abandonado pelo barbeiro (porque era hora do almoço, afinal de contas), Pica-Pau ouve o noticiário que informa sobre a fuga do leão Rei Luisinho. É claro que o leão vai justamente até a barbearia onde está o Pica-Pau e o obriga a escondê-lo. Até que o Pica-Pau descobre que há uma recompensa pela captura do leão e o engana, oferecendo-se para disfarçá-loLuisinho maltrata Pica-Pau o tempo inteiro com tapas no rosto e socos na cabeça, e, à certa altura, nosso herói só concorda em continuar ajudando caso o leão pare com isso.

Asas batendo. Marcha de decolagem. Turbinas e… já!

Em Sufferin’ Cats (no Brasil, O Gato a Jato), de 1961, um homem está sendo atormentado pelo Pica-Pau, que transformou seu telhado em uma reprodução de queijo suíço com mais buracos do que se pode imaginar. Cansado da situação, ele resolve contratar os serviços do Gato a Jato, que se diz “o gato mais a jato do mundo“. Obviamente, como em qualquer desenho da série, não é nada fácil para os inimigos do Pica-Pau se livrarem dele, e neste caso não há exceção. A frase que cito neste caso é usada pelo Gato a Jato, quando este vai “decolar” para mais uma investida veloz no Pica-Pau.

¡Yo no lo conozco, señor!

O episódio Panhandle Scandal (no Brasil, Pica-Pau Delegado), que foi ao ar pela primeira vez em 18 de maio de 1959 é um dos que mais me provoca risadas. A frase acima é repetida por um baixinho, vestido com trajes mexicanos e sombrero, como parte de um diálogo muito engraçado entre ele e um bandido que chega na cidade e está em busca do Pica-Pau, que proibiu a entrada de bandidos na cidade.  O diálogo é assim:  “Quiere dicer el tal de cabelo vermelho? (sim) E de grande nariz? (sim) E que faz ha-ha-ha? (sim, sim, sim) E que é um grande astro da TV? (Esse mesmo!) ¡Yo no lo conozco, señor!“.  De bônus, o espirituoso cavalo do bandido em questão, quando se mete a pedir uma bebida no bar local é expulso, proferindo a pérola “Nhé, não gosta de beber com cavalo, é?“.

Tô procurando rachador. É um cara que faz assim: VRRUMMMM…

The Screwdriver (no Brasil, O Rachador, ou, algumas vezes, O Pica-Pau biruta) é o segundo desenho do Pica-Pau produzido em toda a filmografia. É um episódio em que o Pica-Pau tem aquela aparência mais amalucada, com olhos verdes, tal como o coloquei neste post. Durante o desenho, o carro do Pica-Pau quebra e ele resolve tentar consertá-lo. Depois de consertá-lo, ele volta a ficar possante, e ele acaba se encontrando com um policial rodoviário que está procurando rachadores. A certa altura, ocorre um diálogo entre o oficial e o Pica-Pau, onde o primeiro está explicando o conceito de um rachador.

 

Weapons of Math Destruction

Cathy O’Neil, matemática e cientista de dados faz um excelente TED Talk e nos conta os chamados segredos obscuros do big data: Em poucos minutos, ela demonstra como os algoritmos modernos representam um grande perigo, uma vez que podem ser extremamente tendenciosos preconceituosos, se tornando verdadeiras weapons of math destruction, termo cunhado por Cathy.

O perigo do viés, aliás, fica bem demonstrado em uma das frases da palestra, onde ela cita que os algoritmos nada mais fazem do que automatizar o status quo. Para evitar análises burras, portanto, é necessário ter parcimônia, acompanhar seus resultados de perto, e, como diz aquela expressão em inglês, take them with a grain of salt.

 

A logomarca da Embraer nos céus

E ontem, 19 de agosto, foi dia do aniversário da Embraer.

A empresa está completando 48 anos, e para marcar a data ganhou um presente diferente: Teve sua logomarca desenhada nos céus dos Estados Unidos — mas não no estilo em que a Esquadrilha da Fumaça faria, e sim, através do traçado de uma rota, que pôde ser acompanhada pelo mundo inteiro, ao vivo, a partir do site Flight Radar 24.

A aeronave responsável pelo feito foi a N177HQ, um Embraer 190 voando a cerca de 900 km/h. Os pilotos saíram do centro de manutenção de aeronaves da empresa em Nashville, no Tennessee, e a rota passou por mais seis estados: Kentucky, Indiana, Illinois, Iowa, Nebraska e Missouri.

Eu resolvi acessar o histórico de vôos do avião, e capturei o playback do de ontem, que compartilho com vocês abaixo:

Taí uma coisa que não se vê todos os dias.

Projeto Coelho Branco

Descobri esta semana, meio que por acaso, a série White Rabbit Project, produção original da Netflix que me foi sugerida com 90% de chance de combinar com meu gosto por programas de TV — confesso, aliás, que até agora os algoritmos mágicos da Dona Netflix estão acertando mais do que errando!

Mas também pudera: White Rabbit Project, que foi disponibilizada em 10 episódios e estreou já há tempo considerável, em 09 de dezembro de 2016, é apresentada por Kari Byron, Tory Belleci e Grant Imahara, o trio que auxiliou Adam Savage e Jamie Hyneman na série Mythbusters, que aqui no Brasil ficou conhecida como Os Caçadores de Mitos.

Se esta não é minha série favorita de todos os tempos, ela passa muito perto: sempre achei muito divertido acompanhar essa turma detonando mitos e explodindo coisas pelo caminho, e me entristeceu de verdade a notícia de que a produção chegaria a seu fim.

Embora White Rabbit Project não seja exatamente 100% sobre experimentos científicos — o formato do programa apresenta sempre seis eventos, como assaltos milionários impensáveis, fugas da cadeia sensacionais, os maiores charlatões da história, entre outros, para os quais os próprios apresentadores sugerem pontuações e definem o vencedor — ainda é possível ver os três construírem uma ou outra engenhoca aqui e realizarem uma experiência acolá, no estilo do programa Mythbusters.

Para mim, esses são ingredientes suficientes para muita diversão: tanto que já detonei 100% dos episódios disponíveis e estou no aguardo de uma segunda temporada, que eu espero que a Netflix disponibilize, já que gastou uma boa grana na primeira temporada, ao investir em tema e formato até então inéditos para a empresa. Resta esperar…

Ficou mais legal acompanhar letras de música pelo iOS usando Musixmatch e Spotify

Eu sempre gostei muito de usar o Musixmatch para descobrir e acompanhar as letras das músicas que eu escuto, no melhor estilo sing along.

Alguns anos atrás, quando eu utilizava um Samsung Galaxy S3, havia um recurso interessantíssimo do Musixmatch, que me permitia acompanhar letras de música através de um popup, que aparecia por cima da interface do Spotify enquanto a música estivesse sendo reproduzida.

Eu achava esse recurso tão sensacional que confesso que depois que voltei para a Apple e o iPhone, foi uma das coisas que mais senti falta, pois, para acompanhar letras de música utilizando o app em conjunto com o Spotify, vinha sendo obrigado a abrir os dois aplicativos no celular ao mesmo tempo, e ficar trocando entre eles: fazendo assim, toda vez que volto para o Musixmatch, a música se interrompe um pouco, pois o microfone precisa ser novamente acessado pelo aplicativo, e isso  atrapalha um pouco a experiência de ouvir música.

Eis que, atualizando o Musixmatch hoje, me deparei com um novo widget que pode ser acrescentado à área de notificações do iPhone. E a melhor notícia é que este novo recurso se integra perfeitamente com o Spotify, e à medida em que ouço músicas no aplicativo, as respectivas letras aparecem normalmente após serem carregadas no widget.

Ainda não se trata do popup que aparecia por cima do aplicativo do Spotify quando eu utilizava um Android. Mesmo assim, é um avanço muito bem-vindo, que deve deixar muita gente feliz, da mesma forma que me deixou.

Profissão: Protetor do Planeta

Entre o grande número de profissões existentes no mercado atualmente, sejam elas clássicas ou modernas, eu certamente nunca tinha ouvido falar de uma: Ocorre que a NASA está procurando candidatos a ocuparem a vaga de oficial protetor planetário.

Pode ser a chance de alguém conseguir ganhar a vida defendendo nosso Planeta Terra de ameaças e invasores alienígenas e, se não fosse o fato de a NASA ser uma agência norte-americana a milhares de quilômetros de onde eu moro, e meus compromissos atuais, eu bem que me candidataria à função, pois assim eu seria capaz de fazer igualzinho aos homens de preto, quem sabe, inclusive, ganhando meu próprio desneuralizador para carregar por aí.

Calma rapazes. É brincadeirinha.

Na verdade, a vaga aberta pela NASA, para uma função que de fato existe, é para buscar profissionais muito menos parecidos com Will Smith e Tommy Lee Jones,  e e muito mais parecidos com aqueles caras das equipes de Apollo 13 ou de Perdido em Marte, ou seja, nada de atirar em alienígenas e outras coisas do gênero, por mais fantástico que isso pudesse ser.

Protetores planetários, na verdade, são profissionais que estudam, de forma muito aplicada, aliás, uma grande diversidade de métodos de contaminação e como fazer para desinfetar equipamentos robóticos utilizados nas missões espaciais realizadas pela agência de maneira apropriada.

Mas como assim… desinfetar?

Pode parecer estranho, mas, de acordo com um texto publicado por Randall Munroe, editor e desenhista por trás do site xkcd, todas as naves espaciais carregam bactérias, e é papel do oficial de proteção planetária esterelizá-las antes e durante os lançamentos, já que ninguém quer contaminar outros planetas ou luas com bactérias terrestres.

Parece bobagem? Eu também pensei isso, mas existem dois grandes motivos para fazer isso. O primeiro é que, da mesma forma que ninguém gostaria de ver nosso tão amado planetinha ter seus ecossistemas invadidos por formas de vida alienígena, a NASA também não quer que isso ocorra ao contrário, ou seja, não seria nada legal deixar vidas terrestres se infiltrarem em outros planetas e seus ecossistemas — uma questão ética e tanto.

O segundo motivo é que, caso encontremos mesmo alguma forma de vida alienígena pelo espaço afora, não seria nada legal ter que ficar gastando um tempão para descobrir se era mesmo um organismo extraterreno ou um de nossos próprios seres já conhecidos — os tataranetos das bactérias que viajassem acidentalmente da Terra para outro lugar no espaço, por exemplo.

Assim, caso alguém por aí resolva se candidatar à vaga da NASA, vai estar prestando um serviço muito grande à NASA — o que, de qualquer maneira, preencheria o tempo até que de fato precisássemos lutar com forças extraterrestres pelo domínio de nosso planeta, o que ainda pode levar anos e anos, se resolvermos ouvir Stephen Hawking, ou nunca de fato acontecer…

Os Minions num Embraer E190

E o dia 27/07/2017 não marcou apenas o aniversário de São José dos Campos, mas também, de acordo com um recente comunicado de imprensa da Japan Airlines, a entrada em serviço da aeronave Embraer E190 JA248 da empresa, especialmente decorada com uma pintura especial dos Minions, após parceria entre a companhia aérea e a Universal Studios Japan, conforme postado no perfil oficial da Embraer no Facebook:

Congratulations Japan Airlines on the inaugural flight of JA248J, J-AIR’s 8th #E190! This JAL #Minion jet features a…

Posted by Embraer on Friday, August 4, 2017

A iniciativa comemora o lançamento da Despicable Me Minion Mayhem Ride, a maior atração do Minion Park, aberto no final do mês de abril deste ano. Abaixo, um comercial de TV que mostra a atração:

Sensacional! Pena que não veremos este avião voando em céus brasileiros…