A triste geração que virou escrava da própria carreira

E a juventude vai escoando entre os dedos.1)Este é um texto de Ruth Manus, blogueira do Estadão, com o qual cruzei através das redes sociais, e que resolvi reproduzir integralmente aqui em meu blog, por concordar com ele em gênero, número e grau.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

References   [ + ]

1. Este é um texto de Ruth Manus, blogueira do Estadão, com o qual cruzei através das redes sociais, e que resolvi reproduzir integralmente aqui em meu blog, por concordar com ele em gênero, número e grau.

Concatene apenas células com texto no Excel

Você já deparou, certamente, com uma situação em que precisou combinar no Excel os valores de duas ou mais células em uma outra célula. A este processo chama-se concatenação, e o programa da Microsoft possui uma função especialmente criada para fazer isso, chamada CONCATENAR.

A sintaxe da função é simples:

=CONCATENAR(texto1, [texto2], ...)

No exemplo acima ilustrado, a célula D4 terá, como string resultante, “Daniel Santos“, isso porquê foi informado, como um dos parâmetros, o espaço (” “).

A função CONCATENAR será eficiente sempre que você informar, como parâmetros, células ou intervalos (ranges) que possuem texto inserido.

Agora, imagine que você possui uma tabela com vários dados, e que, por algum motivo, existem colunas ora em branco, ora preenchidas, em algumas linhas. Só que você precisa concatenar somente os textos das colunas preenchidas. Algo mais ou menos assim:

Se todas as células entre as colunas B e E estivessem preenchidas com nomes, seria fácil criar uma única fórmula CONCATENAR na coluna F, que tivesse a seguinte sintaxe, arrastando a fórmula para baixo nas demais linhas:

=CONCATENAR(B3:E3)

Mas este não é o caso, e a função CONCATENAR, especificada como acima, não será capaz de apresentar os resultados necessários. O que fazer então?

Embora provavelmente existam algumas dezenas de soluções possíveis, eu, ao me deparar com a situação acima em um outro contexto, acabei optando por criar uma função CONCATENAR customizada, usando VBA.

Eis a função em questão:

Function Conca(Faixa As Range, Optional separador As String = " ") As String
''''
' Concatena um conjunto de células, considerando como valores
' apenas aquelas em que exista algum valor preenchido
'
' Por Daniel Santos
' http://danielsantos.org/
'

'Declaração de variáveis
Dim c As Range
Dim strConcat As String

'Examina cada célula da faixa especificada
For Each c In Faixa.Cells

'Se o valor da célula atual contiver texto...
If c.Value <> "" Then
'Constrói a string concatenada célula-a-célula
strConcat = IIf(strConcat = "", c.Value & separador, strConcat & c.Value & separador)
End If

Next

'Retorna a string resultante para o Excel
Conca = strConcat

End Function

Uma vez que ela seja inserida em um módulo VBA, bastará utilizá-la como se fosse uma função pré-definida do Excel:

=CONCA(B3:E3)

Arraste o conteúdo para baixo, e pronto.

Uma coisa interessante que a função que criei admite um parâmetro opcional: o separador. Por default, a função usa espaços em branco entre os termos, mas você pode trocar o espaço por um ponto-e-vírgula, uma vírgula ou qualquer outro caractere que você quiser. Veja abaixo um exemplo com o ponto-e-vírgula como separador:

Espero que a função em questão ajude mais pessoas, e que ela seja útil também para você. Qualquer dúvida, diga aí nos comentários.

Keep talking and nobody explodes

ktane

Tensão. Nervosismo. Raiva. Tensão. Nervosismo. Mais tensão. Mais nervosismo.

Vocês entenderam. São exatamente estes os sentimentos dos jogadores que resolvem disputar uma partida de Keep talking and nobody explodes, um jogo sensacional que está disponível no Steam desde 08 de outubro de 2015, e que eu, infelizmente, só vim a descobrir mais de um mês depois.

Imagine que você está sozinho em um quarto, e que na sua frente está uma bomba prestes a explodir, cheia de módulos, um mais complicado do que o outro. Sua tarefa é muito simples (ou não): Tentar desarmar a bomba.

Só que tem um problema: Você não sabe como.

É aqui que entra o ingrediente que torna o jogo sensacional: Seus amigos especialistas possuem um detalhado manual contendo instruções sobre como desarmar todo e qualquer módulo de bomba já visto na história (do jogo), mas não podem ver a bomba. Você, ao contrário, só vê a bomba na sua frente.

Cabe a vocês se comunicarem na esperança de desarmar a bomba. Mas se o timer chegar a zero, vai tudo pelos ares, e o jogo acaba.

mecanica-do-jogo

Um dos maiores segredos do jogo está justamente no manual de desarmamento de bombas, que está disponível para ser baixado online em formato PDF, ou para ser visualizado como página web. Isso torna as possibilidades de jogo ilimitadas, já que apenas uma cópia do jogo é necessária para jogar:

  • Você pode estar em uma festa com amigos e, enquanto você está na frente da tela do computador, seus amigos estão com cópias impressas do manual, tentando te orientar na mesma sala, sem enxergar nada: Coloquem-se uns em frente aos outros, usem lençóis para tampar as cabeças, ou o que for;
  • Você pode jogar com seus filhos: Minha opção favorita, sendo a que eu pratico em casa. Eu viro o monitor de uma forma que ninguém mais enxergue a imagem, e nós nos revezamos no papel de especialista e de desarmador de bombas;
  • Você pode jogar com um ou mais amigos através do Skype, WhatsApp ou até mesmo no viva voz do celular: A alternação de papéis também pode ser praticada aqui.

Existem dois modos de jogo: Um onde a dificuldade e o número de módulos das bombas — que pode chegar a 11 — vão aumentando progressivamente, e outro, chamado free play, em que você pode desarmar bombas criadas por você mesmo, just for fun.

Oficialmente, o manual de desarmamento está disponível apenas em inglês, mas nossos intrépidos amigos da Comunidade Steam já deram um jeitinho nisso, criando uma tradução extra-oficial para o português, também livre para ser baixada.

No final das contas, não importa como você vai jogar: O que importa é que eu garanto que você terá horas de diversão explodindo — e evitando explodir.

(imagem do topo criada pelo usuário Ron Quiney, da comunidade Steam)

O dia em que troquei a Cyanogenmod pela SlimKAT

Cyanogenmod e Slimkat

Como diz aquele velho ditado, quem não tem cão, caça com gato. Para mim significa dizer que, enquanto preparo minha — sonhada e antecipada — volta aos celulares da Apple, vou me virando com o que tenho: Um Samsung Galaxy SIII GT-I9300.

O aparelho em questão, embora tenha sido lançado no — longínquo, para os padrões de tecnologia — ano de 2012, ainda bate um bolão. Para que isso seja possível, já há muito tempo, joguei fora a ROM original do telefone — que vinha com a interface Touchwiz, da Samsung, e troquei-a pela ROM da Cyanogenmod, seguindo o conselho de um amigo do trabalho, que me recomendou o sistema customizado por se tratar de uma opção leve, dinâmica e que consumia muito menos recursos, e bateria.

Isso de fato se mostrou verdade, e não apenas a leveza do sistema se fez sentir, como também a facilidade de instalação. O firmware Cyanogenmod é um dos únicos — talvez o único — do que tenho notícia que pode ser instalado usando-se um par de aplicativos: Um deles é baixado no celular e o outro, no PC com Windows. Em aproximadamente 10 minutos você pode ter um celular totalmente livre e leve seguindo tutoriais que estão disponíveis na internet.

Como nunca me contento com nada, vira e mexe lá ia eu fazer flash na pobre ROM da CM. Assim, trocava uma versão stable por outra nightly, depois por stable de novo, e assim sucessivamente. A coisa ia bem, até a hora em que resolveu não ir mais. Me vi preso a uma versão nightly da CM, que, entre outras coisas, estava impedindo o Google Now de funcionar corretamente, causando erros de leitura e gravação nas fotos que eu vinha tirando com meu celular e uma série de mensagens do tipo “o programa XXXX parou“.

O pior de tudo, nesta situação, foi ver que o celular começou a esquentar demais e consumir bateria freneticamente. Na semana passada me vi em busca de alternativas à — até então, amada — CM. Procura daqui, procura dali, tento uma ou outra ROM, e, alguns sistemas flashed sem sucesso depois, encontro a luz no fim do túnel: A SlimKAT, que é uma das menores ROMs que eu já vi, e, nem por isso, menos genial.

O nome em si vem do fato de que a equipe responsável pelo desenvolvimento, a SlimRoms, baseou-se na versão Kitkat do Android, que combina muito bem com meu bom e velho GT-I9300.

As vantagens? Esta ROM é mais leve que a CM, possui um número semelhante de aplicações e customizações próprias e, além disso, consome menos bateria do que sua antecessora. Vale a pena.

A desvantagem? Nada das facilidades de instalação da Cyanogenmod. Você quer o SlimKAT? Tem que instalar tudo na unha.

Eis que eu fui fazer exatamente isso. E abaixo, explico, resumidamente, como foi que consegui instalar o SlimKAT no meu aparelho. Não é simples, mas também não é a coisa mais complicada do mundo.

ATENÇÃO: Como bom curioso, eu vivo fazendo os procedimentos abaixo no meu celular o tempo inteiro, e não posso ser considerado responsável caso você decida segui-los e algo der errado. É tudo por sua própria conta e risco.

PASSO 1:

A primeira coisa que você vai precisar é de um restaurador como o ClockworkMod Recovery, ou CWM. Este programa permite a realização de diversas operação de restauração, instalação e manutenção que, de outra forma, você não conseguiria fazer no seu celular. Para instalá-lo, caso você ainda não o tenha, você vai precisar do Odin e de uma versão flashable do CWM.

Salve o arquivo do CWM em seu computador, abra o Odin em modo Administrador e, em seguida, clique em PDA para carregar o arquivo em questão.

No seu GT-I9300 (ou qualquer outro aparelho, se compatível), entre no modo de download (ou download mode). Para isso, mantenha pressionadas as teclas de abaixar volume, home e power do seu aparelho, até que o modo seja iniciado.

Conecte o seu celular ao computador através do cabo USB e, uma vez que o Odin o reconheça, clique o botão start. Quando a instalação do CWM terminar, o aparelho deve reiniciar. Se tudo correu bem, você terá o CWM instalado.

PASSO 2

Com o CWM instalado, agora será necessário fazer o download da ROM SlimKAT. Para isso, baixe do site do desenvolvedor, para o seu computador, a versão correspondente ao Galaxy S3 GT-I9300 e também, em seguida, o pacote contendo o conjunto de Google Apps necessário.

IMPORTANTE: Se o seu modelo de celular não for igual ao meu, veja se seu aparelho está na lista de aparelhos compatíveis com a SlimKAT antes de continuar.

Depois de salvos, transfira os arquivos do seu computador para o cartão de memória do seu celular. Será a partir daí que a instalação será posteriormente realizada.

PASSO 3

CWM

Reinicie o seu aparelho em modo de recuperação (ou recovery mode). O processo é quase idêntico ao modo de download, bastando manter pressionadas as teclas de aumentar volume, home e power do seu aparelho, até que o modo seja iniciado.

Se tudo correr bem, você deverá se deparar com um menu similar ao que estou ilustrando ao lado.

A primeira coisa a fazer será um factory reset, ou seja, restaurar os padrões de fábrica do aparelho. Vá até a opção  wipe data/factory resetdo menu, usando para isso as teclas de volume do aparelho. Confirme com o botão home. Em seguida, selecione a opção Yes -- delete all user data.

Na sequência, será necessário limpar o cache. Usando a imagem acima como referência, selecione agora a opção wipe cache partitione em seguida, confirme selecionando Yes -- wipe cache.

A etapa seguinte consistirá em formatar a partição de sistema. Selecione a opção mounts and storagee em seguida escolha format /system. Em seguida, ainda na opção mounts and storage, formate também a partição de cache (format /cache) e a de data (format /data).

Agora, de volta ao menu principal do CWM, escolha a opção advanced. Em seguida, selecione wipe dalvik cache. Isso limpará os arquivos usados pela Dalvik virtual machine, que é uma espécie de sandbox onde se rodam aplicações Java.

PASSO 4

É chegado o momento de instalar (ou fazer flash) da ROM do SlimKAT. Para isso, volte ao menu principal do CWM e selecione a opção install zip from sdcard.

Escolha a opção choose zip from /storage/sdcard1— tal como eu fiz, no meu caso, por ter copiado os arquivos para o cartão SD. Se você copiou os arquivos diretamente para o celular, pode ser que precise optar por choose zip from /sdcard. As descrições, aliás, podem ser ligeiramente diferentes: O importante, no fim, será localizar os arquivos apropriados.

Navegue até a pasta do seu celular (ou cartão SD) onde o arquivo com a ROM SlimKAT está gravada e selecione o arquivo Slim-i9300-4.4.4.build.9.0-OFFICIAL-8312.zip. Isso iniciará o procedimento de flash da ROM, e você precisará aguardar por algum tempo até o final do mesmo.

Em seguida, repita a escolha da opção install zip from sdcard e agora localize o arquivo com as Google Apps, que rodam junto com a ROM do SlimKAT. Desta vez, o arquivo será Slim-Addons-normal_gapps.4.4.4.build.9-20150107.zip.

Aguarde até o final do procedimento e você poderá experimentar sua nova SlimKAT: Para isso, novamente no menu principal do CWM, basta escolher a opção reboot system now.

Pronto! Agora basta curtir sua nova ROM!

O melhor antivirus do mundo é o mouse. E quando isso falha?

O melhor antivirus do mundo é o mouse.

02

Digo e repito esta frase inúmeras vezes aos meus filhos — sobretudo o mais velho, que já tem idade para jogar Minecraft e instalar e desinstalar mod packs e outros bichos, todos tirados diretamente da grande rede mundial de computadores.

Sabendo que, se conselho fosse bom, a gente vendia, e não dava, eis que, essa semana, me deparei com um alerta de vírus no computador — fruto de algum destes add ons que meu filho instalou —, vírus este que foi prontamente removido com minha cópia do Kaspersky 2016.

Apenas um pequeno detalhe: O vírus realmente se foi, mas uma mensagem alertando sobre link malicioso bloqueado, emitida pelo antivirus, começou a aparecer o tempo inteiro, sempre que resolvia navegar e abrir uma nova aba. Para quem navega abrindo abas e mais abas o tempo tempo, isso pode ser uma verdadeira chatice.

Como executar o Kaspersky mais uma vez, usar o Hitman Pro, o MalwareBytes e o Vipre Rescue foram todas técnicas que não tiveram sucesso — a mensagem teimava em continuar a aparecer o tempo inteiro —, pensei que precisava fazer alguma coisa diferente, ou morrer louco com os pop ups do próprio antivirus, que, apesar de estarem ali para me avisar que o acesso ao link malicioso foi bloqueado, não deixam de ser bastante irritantes à sua maneira.

Eis que lembrei que sou um usuário pago da Kaspersky.

Assim, resolvi entrar em contato com o suporte técnico deles, fazendo o que normalmente fazemos quando estamos com um problema técnico, ou seja, acionar o Help Desk e abrir um ticket de suporte com eles. O mais interessante é que, descontado o fato de que resolvi abrir um ticket com eles num sábado, a resposta foi muito rápida, e quero dividir os passos que executei através deste texto, para ajudar outras pessoas que possam estar passando pela mesma situação:

Clique em sairA primeira coisa que se deve fazer é baixar um utilitário criado pela própria Kaspersky, o GetSystemInfo. O download da ferramenta é rápido, e basta salvá-la na Área de Trabalho mesmo.

Em seguida, a recomendação é sair do Kaspersky Anti Virus. Para isso, basta clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone do programa e selecionar a opção Sair.

Execute o GetSystemInfo como administrador. Aceite os termos de licença que serão exibidos e, em seguida, a janela do programa será exibida, conforme ilustrado abaixo. Você pode selecionar um local para gravar o relatório do programa, e, em seguida, clicar sobre o botão verde, para iniciar os procedimentos necessários.

janela_gsi

A ferramenta fará uma varredura completa do seu sistema, coletando uma série de informações internas que ajudarão a equipe de técnicos da Kaspersky a entender o que se passa em seu computador. Este processo é relativamente demorado, então você pode ir tomar um café enquanto a coisa acaba.

Ao final do processo, um arquivo zip com diversas informações e arquivos será criado, e é este arquivo inteiro que deve ser encaminhado ao suporte técnico através do próprio ticket aberto por você.

conteudo-do-zip

A resposta, no meu caso, não demorou muito. O técnico que  estava analisando meu problema simplesmente disse que eu precisava remover um arquivo específico:

Olá tenho isto no relatorio

C:\Program Files (x86)\Viva\viva.exe

Assim, reiniciei o computador no famoso modo de segurança e apaguei não apenas o arquivo executável que o técnico mencionou, mas também os outros que estavam na mesma pasta.

safe-boot-windows7

Para quem não sabe, é possível forçar o Windows a executar o modo de segurança da próxima vez em que for iniciado. Para isso, digite msconfig na caixa Executar do Windows para abrir a janela de Configuração do Sistema e selecione a aba Inicialização do Sistema, selecionando, entre as opções de inicialização, a inicialização segura, com suporte mínimo, evitando assim que drivers e eventuais programas maliciosos sejam carregados indevidamente. Clique em Aplicar e o Windows lhe dirá que o computador precisa ser reiniciado.

Uma vez excluídos os arquivos, ainda no modo de segurança, acesse a janela acima novamente e desmarque a opção de inicialização segura, para que seu computador não fique reiniciando apenas no modo de segurança.

Os procedimentos de exclusão acima não foram os únicos que realizei. Por via das dúvidas, também resetei as configurações de todos os navegadores web que utilizo em casa: Firefox, Chrome e Internet Explorer.

Para restaurar o Firefox

Você pode restaurar o Firefox abrindo o navegador e digitando about:support na barra de endereços do programa. Do lado direito superior da tela, haverá uma seção chamada Restaurar o estado inicial do Firefox, e, a partir desta seção, basta clicar no botão Restaurar o Firefox… e seguir o procedimento.

Para restaurar o Google Chrome

Restaurar o Google Chrome é um processo igualmente simples. Também na barra de endereços do navegador, digite chrome://settings/ e em seguida, vá até o final da página e clique no link Show advanced settings. Mais uma vez, vá até o final da página e clique o botão Reset settings.

Para restaurar o Internet Explorer

Você pode restaurar o Internet Explorer diretamente do menu Iniciar. Na caixa de busca, digite Inetcpl.cpl e abra a janela Propriedades da Internet. Em seguida, vá até a guia Avançado e clique no botão Reset que está no rodapé da guia. Siga os procedimentos.

Moral da história: Se você, assim como eu, possui uma assinatura paga de antivirus, não hesite em usar e abusar do suporte técnico em situações em que todos os procedimentos que você conhece falharam. Eles podem até demorar um pouco pra responder, mas, pelo menos no meu caso, foram eficientes em resolver o problema.

O avião da Turma da Mônica

aviancamonicaUma das personalidades brasileiras que eu mais admiro, Maurício de Sousa, completa, esta semana, seus 80 anos. Entre as diversas comemorações que têm sido feitas pelo criador da Turma da Mônica, uma é, na minha opinião, a mais sensacional de todas, graças à Avianca.

Em um press release do último dia 06 de outubro, a companhia aérea anunciou uma campanha muito legal, em que estampou um Airbus A320, os personagens que fizeram parte da minha infância, e que ainda fazem parte da infância de muita gente:

O avião “Turma da Mônica”, um Airbus A320, estampa em sua fuselagem um adesivo que dá a impressão de que Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão, Bidu, entre outros amigos, estão a bordo. Mauricio aparece como piloto da Turma.

Em seu interior também é possível identificar a divertida Turminha nos compartimentos das bagagens de mão, troleys para distribuição do serviço de bordo, espelhos, portas dos banheiros, mesas e cabeçotes em todos os assentos. A Revista de Bordo deste mês divulga o aniversariante na capa e conta com uma entrevista exclusiva. Além disso, passageiros da companhia serão presenteados com gibis e poderão conferir episódios da Turma da Mônica em seus sistemas individuais de entretenimento a bordo.

A aeronave , que possui a matrícula PR-OCN, vem realizando voos regulares nas mais diversas rotas brasileiras onde a companhia opera. É possível acompanhar os destinos online, e a única coisa que lamento é que eu não esteja precisando viajar de avião pra nenhum deles — que pena.

De qualquer forma, quem sabe eu ainda tenha sorte. Tomara.

Back to the Future Day

Great Scott!!! É hoje. Finalmente.

Depois de anos e anos de espera, a tão aguardada data chegou!

Em De Volta para o Futuro II, Marty McFly e o doutor Emmet Brown, ou, simplesmente, Doc Brown, viajam de 26 de outubro de 1985 para 21 de outubro de 2015, encontrando um mundo totalmente futurista ao chegarem.

É hoje: Circuitos temporais do DeLorean
É hoje: Circuitos temporais do DeLorean

Meu filho assistiu comigo, nesta última semana, os três filmes da trilogia, a melhor de todos os tempos na minha opinião – sorry, Star Wars, but don’t worry because I still love you –, em preparação para o dia de hoje, o Back to the Future Day. Ele adorou, obviamente.

Apesar de não termos ainda (todos) os avanços tecnológicos que o segundo filme da série nos mostra, o lugar de De Volta para o Futuro na história está garantido. E se não temos exatamente estes avanços que os roteiristas imaginaram à época (lembre-se, era 1989!), foi, provavelmente culpa do DeLorean, como explicado neste divertido post do Quora.

De qualquer forma, entre todos os memes que têm surgido no Twitter e em outras redes sociais devido ao Back to the Future Day, o que mais me deixa desolado é mesmo aquele que diz que, a partir de amanhã, De Volta para o Futuro 2 se passará, na verdade, no passado!

Back to the Future in ACTUAL 2015

Não é de hoje que se fala sobre as previsões do filme De Volta para o Futuro 2 que deram certo e que deram errado para o ano de 2015 — o ano da chegada de Marty e do Doutor ao futuro.

Repleto de hologramas, robôs, hoverboards, tênis que se amarram sozinhos,  pizzas desidratadas que aumentam de tamanho como mágica e muito mais, este 2015 bem que poderia ter carros voadores, como os roteiristas imaginaram.

Como,  apesar dos acertos e semi-acertos, nem tudo se tornou realidade, o pessoal do canal College Humor criou uma genial representação em desenho animado da chegada de nossos intrépidos amigos ao verdadeiro 2015.