Fling: Rápido e Inteligente!

bsHoje, depois de passar por mais uma daquelas periódicas faxinas que todo usuário que se preze precisa fazer no seu computador, me dei conta de que, por um deslize anterior de minha parte, estava sem nenhum software instalado para fazer backups, o que, convenhamos, não é nada esperto.

Embora nestes casos eu costume recorrer ao Cobian Backup — uma solução que não apenas é freeware mas também ultra-poderosa —, certos problemas recentes com consumo de memória me fizeram pensar duas vezes antes de ir em frente e instalá-lo novamente por aqui. Ao invés disso, após um pouco de procura, me deparei com um programa chamado Fling.

Segundo seus desenvolvedores, trata-se de um software que ajuda na automação de tarefas de upload ou transferência de arquivos, podendo ser usado, entre outras coisas, para a manutenção de websites ou backup de arquivos, inclusive através de FTP. Embora as características sejam bastante similares às do Cobian, pelo menos uma coisa chama a atenção logo no início: o tamanho dos downloads: O Fling tem cerca de 230kb, contra praticamente 10Mb de seu competidor.

Além disso, ele é acima de tudo, simples. Abaixo está a tela inicial, exibida logo que abrimos o programa:

Fling Wizard

Através de um assistente muito simples, podem ser escolhidas tarefas como realizar backups entre dois discos rígidos, entre drives de rede ou ainda entre uma máquina local e outra na internet — neste caso, um servidor com conexão FTP.

Também é possível automatizar a transferência de arquivos entre uma mídia fixa e um drive USB,  o que, apesar de eu ainda não ter tentado, me lembrou automaticamente de copiar as minhas séries favoritas para carregar por aí sempre que eu fizer um novo download.

Após a seleção da tarefa que se deseja realizar, é necessário informar algumas configurações, mas nada muito complicado. No exemplo abaixo, configuro uma conexão com um servidor FTP — que pode ser realizada também por Secure FTP —, para a transferência de arquivos que se encontram em uma pasta local chamada Importantes, e que serão copiados para uma pasta remota, chamada backup.

Propriedades do Fling

O próximo passo consiste em configurar a periodicidade na qual desejamos que a cópia de arquivos ocorra. A maneira mais simples de fazer as coisas funcionarem é acionar o Fling sempre de forma manual: Um atalho na Área de Trabalho é criado para cada novo job que se cria, e basta então acioná-lo para colocar o programa em funcionamento.

O AtalhoNo entanto, o programa roda como um serviço do Windows, e por isso pode ser configurado para monitorar alterações em uma pasta, quer seja a intervalos regulares, ou, o meu favorito, constantemente, realizando o backup a cada alteração reconhecida pelo programa.

Uma vez determinadas todas as configurações, o Fling fica residente na memória, apenas esperando para que possa entrar em ação. Sua assinatura na memória, aliás, é praticamente imperceptível, o que considero outro de seus diferenciais.

Finalmente, ao perceber um evento que dispare a necessidade de backup — como, no exemplo acima, a gravação de um arquivo na pasta selecionada —, o programa entra em ação e começa a copiar arquivos automaticamente.

Interface principal do programa

No final das contas, há qualidades suficientes para que o programa possa desbancar o meu — até então — favorito,  Cobian Backup. É verdade que este último conta com a possibilidade de compactar os arquivos que estão sendo incluídos no backup, recurso que o Fling não possui. No entanto, este pequeno notável conta com facilidade de configuração, interface leve e simples, e a possibilidade de, uma vez configurados, poder praticamente esquecer que os backups existem.

Nota 10.

Os livros favoritos da minha infância

Sabe aqueles raros momentos em que um simples bate-papo com amigos começa a trazer uma série de boas recordações à tona? Pois bem. Esta semana, isso aconteceu comigo enquanto começamos a discutir, na hora do almoço, lá no trabalho, sobre gostar ou não de ler.

Embora eu não comente muito sobre leitura por aqui — talvez pelo fato de, atualmente, estar com muito menos tempo livre para ler do que realmente gostaria —, eu gosto muito de ler. Aliás, eu costumo dizer que leio qualquer coisa que me caia em mãos — menos a lista telefônica, é claro.

Nunca cheguei a me perguntar sobre quando foi exatamente que meu gosto pela leitura começou. No entanto, observar meu pai sempre às voltas com livros, revistas e jornais em casa e ter a sorte de ter tido contato com uma série de bons títulos quando eu era criança, lá na escola onde eu estudei, com certeza contribuíram totalmente para o fato.

Depois de citar alguns títulos dos quais me lembrei quase que instantaneamente durante o bate-papo, achei que não deveria perder a chance de registrá-los por aqui. Afinal de contas, um pouco de nostalgia nunca é demais. Assim sendo, seguem cinco daqueles que, por terem surgido em minha memória tão rapidamente esta semana, são certamente os meus livros favoritos de infância.

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Tetris: 25 anos!

Alexey Pajitnov, criador do Tetris

Alexey Pajitnov, criador do Tetris

Alexey Pajitnov é, para mim, um dos maiores gênios de todo o mundo. Há exatos 25 anos, em 06 de junho de 1984, ele criou um jogo que marcaria não apenas a minha vida, mas também a de milhões de pessoas ao redor de todo o mundo: O Tetris, um dos quebra-cabeças mais simples e viciantes que o mundo já conheceu, em que o objetivo é posicionar da melhor maneira possível uma série de formas geométricas diferentes — denominadas tetrominós —, que são apresentadas ao jogador em queda livre, para formar o maior número possível de linhas. Quanto mais linhas formadas, mais pontos… e mais rápido as peças caem.

A primeira vez em que tive contato com o jogo — cujo aniversário está sendo homenageado este final de semana pelo Google através do doodle que ilustra este artigo — foi por volta de 1986. Naquela época meus pais instalaram em nosso computador uma versão do Tetris criada pela extinta Speectrum Holobyte, a primeira a trazer o jogo para fora da antiga União Soviética. Apesar da baixa resolução das imagens — todas em padrão EGA, um espetáculo à época —, me viciei absurdamente, e passava horas e horas jogando sem parar. Eu ficava maravilhado cada vez que mudava de fase, e via as paisagens se alternando ao fundo.

A tela de abertura do jogo

A tela de abertura do jogo

Uma coisa da qual não fazia idéia é que, apesar de ser um dos jogos mais lucrativos do mundo, Pajitnov não ganhou muito dinheiro com seu invento: Segundo sua biografia na Wikipedia, o governo soviético alegou serem seus os direitos do programa de computador, e acabou vendendo, através de uma organização chamada Elektronorgtechnica — ou Erlog, para encurtar — diversas licenças de comercialização a empresas do ocidente, por valores muito baratos, repassando quase nada ao autor original.

Este movimento dos russos fez com que, por volta de 1989, meia dúzia de empresas alegassem ter os direitos de criar e distribuir o jogo. No entanto, a que mais acabou lucrando com o Tetris foi a Nintendo,  que criou versões do jogo para o NES e Game Boy, vendendo mais de três milhões de cópias.

Googris, o google doodle homenageando o aniversário de 25 anos do Tetris

Googris, o google doodle homenageando o aniversário de 25 anos do Tetris

Pajitnov só pôde começar a lucrar com seu invento a partir de 1996, quando os direitos “russos” de explorar a marca e o jogo voltaram para suas mãos. Aliás, vale mencionar que em 1984, a intenção de criar o jogo foi buscar distração em seu trabalho no Centro de Computação daAcademia Soviética de Ciências — ou seja, ele não fazia a menor idéia do sucesso que Tetris se tornaria: Na verdade, uma verdadeira febre, que, entre inúmeros outros spin-offs, fez com que alguém desenvolvesse algo chamado Twetris, um game em que você joga Tetris com os textos de tweets alheios.

Mas a influência do Tetris não se limita a video games e computadores: Levou os japoneses a criarem umaversão humana do jogo, denominada Brain Wall. A idéia deu tão certo que foi trazida a mais de 30 países do mundo inteiro, inclusive o Brasil, onde a atração recebeu, no Domingão do Faustão, o nome de De Cara no Muro aliás, é até possível jogar online.

Google Wave: Estou com água na boca!!

wavelogoFazia tempo que eu não escrevia algo sobre o Google. Mas depois de ouvir falar de sua mais nova investida, chamada Google Wave — o que se pode chamar de uma nova proposta de plataforma de comunicação em tempo real — e de assistir ao vídeo com sua demonstração, realizada durante o Google I/O deste ano por seus idealizadores, Lars Rasmussen e Stephanie Hannon — os mesmos que, em 2005, criaram o Google Maps, eu não poderia deixar de escrever pelo menos alguma coisa.

No início da demonstração, Lars Rasmussen comenta que, de longe, o e-mail é hoje a forma mais popular de comunicação online, mas também que ele foi inventado há cerca de 40 anos atrás, antes da internet e da própria web, e que não levou em conta as experiências obtidas através dos mensageiros instantâneos, das redes sociais, dos wikis, dos fóruns de discussão, dos blogs, do SMS e de tantas outras tecnologias que hoje utilizamos para nos manter em constante comunicação.

Ele completa dizendo que, quando começou o projeto do Google Wave, a primeira pergunta que lhe veio à mente foi “qual seria a cara do e-mail caso ele tivesse sido inventado nos dias de hoje”, e que, apesar das milhões de respostas possíveis, o Wave é a visão do Google a respeito.

Mas o que é uma wave? A palavra em inglês significa onda, e, pelo que vi, se encaixa perfeitamente com o que descreve: Uma wave é uma determinada conversa realizada em níveis, ou threads. Pode conter uma única pessoa, ou grupos de pessoas e, apesar de parecer muito semelhante com o que o GMail proporciona atualmente — um histórico de mensagens que pode ser lido de uma única vez —, é mais rica do que isso, na medida em que podem ser adicionadas respostas em qualquer ponto, além de conteúdo multimídia como fotos e filmes.

Junte a isso o fato de que as alterações são visualizadas praticamente em tempo real e que podem sofrer formatação e edição conjuntas na medida em que são criadas, e que se pode compartilhá-las com qualquer pessoa, seja através do próprio serviço, seja através de um blog, do Twitter ou do Orkut — através de APIs —, e você terá uma visão geral do que é a wave.

Através da demonstração em vídeo, vê-se claramente que a nova ferramenta combina aspectos não só do e-mail, mas também de mensagens instantâneas, wikis, redes sociais e de gestão de projeto, tudo isso acessível diretamente a partir de qualquer dos navegadores web mais populares do momento. Em resumo, coisas simples como compartilhar fotos e vídeosdiscutir seu dia com colegas ou combinar uma viagem, e também assuntos profissionais como revisar um documento, escrever uma ata de reunião, acompanhar as atividades de um projeto ou o que quer que venha à mente, podem ser facilmente alcançadas com o Google Wave.

Eu acho que se pudesse descrever as funções do Wave em apenas uma palavra, ela seria “fantástico“. Apesar de ser uma overdose de informações — a apresentação tem 1h20 de duração —, dentre todas as características que foram demonstradas, as minhas favoritas foram a correção ortográfica instantânea, possível de se realizar entre 40 idiomas diferentes — contando aí também a possibilidade de se traduzir instantaneamente o que é escrito, além da capacidade de compartilhar arquivos com um único movimento do mouse, puxando a mídia para dentro de uma wave.

Um último ponto que observei foi uma certa familiaridade com as antigas — mas ainda presentes hoje — salas de bate-papo IRC. É possível manter, dentro das waves criadas, conversas com os membros que estiverem online, e enviar mensagens privativas para uma ou mais pessoas ao mesmo tempo. É realmente excitante, na minha opinião.

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Atualmente, a página oficial da ferramenta declara: Google Wave will be available later this year. Ocorre que fazia um bom tempo que uma mensagem deste tipo não me deixava tão ansioso. O quanto o mundo terá que esperar por este later this year, por enquanto, permanecerá uma incógnita.

Nerd? Eu?

Dia do Orgulho Nerd 2009

Cedendo à tentação de um Tumblelog

Sabe quando você está surfando por seus blogs favoritos e encontra algo que poderia ter sido você mesmo quem escreveu? Pois bem. Lendo há pouco o último artigo do blog do meu amigo Rodrigo Ghedin — entitulado O que o Tumblr tem? — me deparo com a seguinte afirmação (sendo que os negritos ficam por minha conta):

Estou com algumas dificuldades para atualizar este blog. De repente, parece que todos os assuntos são chatos e irrelevantes, minha capacidade de desenvolver textos desceu ralo abaixo, e a coisa simplesmente… não flui.

Contrapondo essa situação despesperadora para quem escreve (e quem nunca passou por ela?), tem um Tumblr na aba ao lado me tentando. Imagine um blog simplificado, com suporte sólido a quaisquer tipos de conteúdo (vídeo, sons, bate-papo, etc.), e que preza a simplicidade, tanto da forma, quanto do conteúdo. Esse é o Tumblr.

Na sequencia do texto, o Rodrigo continua a usar palavras que poderiam ser minhas. Tal como eu, ele já pensou — e ainda pensa — “…em substituir esse blog com cara de cansado pelo Tumblr“. Tudo isso, tenho que concordar com ele, graças à ausência de regras para utilizar o serviço, na verdade, um gerenciador de tumblelogs. Tempos atrás, aliás, quando cheguei a levar adiante uma série de modificações por aqui para mesclar blog, microblog e tumblelog, cheguei a citar a definição do que seria este último:

A tumblelog (also known as a tlog or tumblog) is a variation of a blog that favors short-form, mixed-media posts over the longer editorial posts frequently associated with blogging. Common post formats found on tumblelogs include links, photos, quotes, dialogues, and video. Unlike blogs, tumblelogs are frequently used to share the author’s creations, discoveries, or experiences while providing little or no commentary.

— A definição em português também pode ser vista na Wikipedia.

Agora vejamos: O ritmo de trabalho pelo qual ando passando me impede de pesquisar aprofundadamente assuntos novos. Sem que esta pesquisa ocorra, sei que não serei capaz de produzir artigos que eu julgue serem de qualidade minimamente suficiente para serem publicados por aqui. Me incomoda profundamente o fato de tentar escrever apenas por escrever, e, nos últimos meses, já perdi a conta de quantas vezes já comecei artigos para os quais aquele lampejo de inspiração simplesemente se apagou no meio do processo de criação.

É aqui, exatamente neste ponto, que o pensamento, a tentação do Tumblr e de sua ausência de regras se encaixa. Escrever pequenas notas, comentários, dividir links, fotos e vídeos é muito mais simples — e, Deus, não precisa de pesquisa alguma. Novamente citando minha árdua rotina diária de trabalho, encontro justificativas para talvez começar a dar preferência a este formato mais curto:  Todo o tempo que passo conectado à grande rede em casa, ultimamente, acaba sendo usado em busca de mecanismos de alívio do estresse. É quando eu vou atrás das séries que eu assisto, de dicas de livros, de vídeos que alguém tenha me recomendado assistir no YouTube. É nessas horas, também, ultimamente, que mais vejo os updates do Twitter, e descubro coisas legais.

Coisas legais, é verdade, sobre as quais eu realmente gostaria de comentar alguma coisa. Mas que, como também deu a entender o Rodrigo em seu texto, não renderiam um artigo mais longo do blog. Talvez também não rendesse sequer um comentário. A tentação de usar o Tumblr vem assim, na minha visão, remediar uma angústia, por assim dizer, que só quem é blogueiro sabe qual é. Aquela, que te impele a continuar escrevendo — e, se isso não é possível por dias ou semanas porquê a inspiração simplesmente não vem, pelo menos, a continuar compartilhando informações. Nesta busca de compartilhamento é que as verdadeiras colagens de jornal que se tornam os tumblelogs se tornam interessantes: Descompromissadas, e, se você tiver sorte, divertidas e viciantes.

Ler o artigo escrito pelo Rodrigo e me perguntar o que o Tumblr tem foi como sentir aquela última gota d’água transbordando do copo. Eu, que já havia criado no passado uma conta no Tumblr, voltei ao serviço — uma aba do Firefox com o artigo dele, e outra no site — e resolvi começar a mudar algumas coisas. Apaguei dois ou três posts antigos que estavam mosqueando por lá, e aproveitei para subir dois screenshots de um episódio dos Simpsons que estavam piscando no meu desktop há dias, mas para os quais um artigo mais longo no blog não adiantaria. Estava assim reinaugurado o meu tumblelog. Eu cedi à tentação.

O que é mais interessante neste caso é que eu me senti em casa com isso. Meu impulso de sair navegando internet afora é muito grande, e a quantidade de conteúdo interessante que eu normalmente encontro não é pouca. Talvez agora seja possível continuar compartilhando sem muita culpa. Aliás, talvez eu também use o mecanismo para coisas mais pessoais, outro bloqueio que, para mim, os textos mais longos de um blog convencional representa.

De qualquer maneira, não vou parar com este blog. Só estou me dando o direito de ter um pouquinho mais de liberdade, e tempo para que os artigos que considero ter mais qualidade possam continuar surgindo por aqui. E tenho dito…

Transformando AVI em RMVB

Descobri um programa gratuito, chamado Easy RealMedia Producer, que vem a calhar quando se deseja converter um arquivo para o formato RMVB.

Interface principal do programa

Sua utilização é tão simples que impressiona: Uma vez feito o download e instalado o software, basta selecionar um ou mais arquivos de origem a serem processados. Todos os formatos mais populares, como AVI, MPEG, MOV ou WMV, são suportados, além de uma infinidade de outros. Caso sejam selecionados múltiplos arquivos, é claro, um processamento em lote será executado.

O passo seguinte é opcional: Selecionando qualquer arquivo da lista e clicando em settings, uma série de configurações avançadas pode ser efetuada, como determinar a qualidade do áudio do arquivo a ser gerado, sua resolução, ou até mesmo se será aplicado algum tipo de filtro ao resultado. Além disso, graças a um programa adicional chamado DirectVobSub, que é instalado juntamente com o Easy RealMedia Producer, é possível, se assim desejado, acrescentar legendas definitivas aos arquivos a serem criados. Para tanto, basta que arquivos de legendas com os mesmos nomes dos arquivos de vídeo estejam localizados na pasta de origem, durante o processo de conversão.

Aliás, quando se opta por incluir tais legendas, pode-se configurar como elas deverão aparecer. Afinal de contas, o padrão — legendas brancas, escritas com fonte Arial, em tamanho 10 — pode não agradar a todo mundo. Neste caso, existe um painel de controle oculto para o DirectVobSub, que pode ser acessado uma vez que se execute o seguinte comando:

C:\WINDOWS\system32\rundll32.exe “D:\Install\Easy RealMedia Tools\common\vsfilter.dll”, DirectVobSub

Isso fará com que uma janela de propriedades seja exibida — tal como na figura a seguir — e que, a partir dela, se torne possível alterar configurações como cor, posicionamento, tamanho e tipo da fonte. Uma vez alteradas, estas configurações servirão para todas as conversões a serem realizadas.

Configurações "ocultas" do DirectVobSub

Mas uma questão pode surgir: Porquê exatamente converter arquivos para RMVB?

No meu caso, nos últimos tempos, venho acompanhando muitas de minhas séries favoritas através da chamada Torrent TV : Após baixar cada novo episódio e suas legendas, eu o assisto no formato AVI, e então surge uma necessidade: armazenamento. Isso porquê eventualmente eu acabo assistindo alguns episódios novamente, e também porquê não sou exatamente uma pessoa que gosta de jogar as coisas fora.

Neste aspecto, os arquivos RMVB tem uma vantagem: Ocupam, efetivamente, quase 50% menos espaço em disco. Apenas para efeitos ilustrativos, basta dizer que o espaço necessário para manter no HD um episódio de 42 minutos gravado em AVI é, em média, 350MB, enquanto que o mesmo episódio em formato RMVB consumirá entre 140 e 160MB. É certo que algumas discussões podem se originar desta afirmação, como, por exemplo, que a qualidade dos arquivos AVI é superior, o que, em última instância, pode até ser verdade. No entanto, vejamos as duas imagens abaixo, extraídas do season finale da quinta temporada de Lost:

Lost em AVI

Lost em RMVB

A primeira imagem foi capturada do episódio em formato AVI. A segunda, daquele que está em formato RMVB. Na minha opinião, praticamente não há diferença de qualidade.

Mas antes que alguém me condene pelo comentário, quero deixar claro que, para mim, que não faço uso de um aparelho de DVD para assistir aos últimos episódios de Lost, Heroes, e por ai afora — já que meu gosto por séries não é compartilhado por ninguém aqui em casa — a resolução de exibição de um arquivo RMVB  na tela do computador não chega a apresentar, sinceramente, diferenças que possam ser consideradas tão gritantes assim. E é por isso, que, no final das contas, armazenar os episódios desta maneira me atende plenamente.

Combatendo vírus na nuvem

A PandaLabs anunciou esta semana, segundo nota divulgada pela PCMagazine, a disponibilização de um anti-vírus gratuito, e que consome poucos recursos.

Já que consumir poucos recursos é a promessa de 9 entre cada 10 anti-vírus disponíveis atualmente no mercado, não foi exatamente isso o que me chamou a atenção, mas sim o mecanismo que eles alegam que torna a solução leve: O Panda Cloud Antivirus, como o próprio nome delata, é uma ferramenta que emprega tecnologia de cloud computing.

Imagine ter à sua disposição uma comunidade global de mais de 10 milhões de usuários que façam por conta própria — e automaticamente — o trabalho de identificar e classificar novas ameaças, como malwares e spywares, tudo em tempo real. Assim é a cloud computing, ou computação nas nuvens, ao pé da letra. A nuvem, neste caso, é uma referência à Internet, justamente onde ficam localizados todos os recursos que trabalharão em prol de cada usuário.

Fazendo com que o processamento seja realizado na nuvem, ao invés de no computador da minha ou da sua casa, o Cloud Antivirus deixa de consumir maiores recursos. Além disso, a nova ferramenta posterga ao máximo a análise de cada item suspeito. Na prática, isso quer dizer que o item não será verificado durante a cópia ou um download, mas sim, somente a partir do momento em que tentar executar alguma coisa suspeita, quando será devidamente bloqueado.

Uma coisa é certa: Ao longo dos anos eu já perdi a conta de quantas vezes cruzei com discussões do tipo “qual é o melhor anti-vírus da paróquia“. Não foram poucas, isso é verdade, assim como também é verdade o fato de que, na grande maioria das vezes, as reclamações das pessoas fatalmente estavam em consumo de recursos e lentidão dos programas.

Como esta questão de lentidão também é uma reclamação pessoal, nada melhor do que testar a solução oferecida pela Panda, e assim comprovar por conta própria se a ferramenta é tudo isso mesmo que diz ser. Aguardem. Fui em frente, baixei o programa e o pus à prova. A seguir, conforme prometi, as minhas impressões e comentários.

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Saudades eternas do Geocities

A data era 31 de agosto de 1997.

Depois de regressar de uma viagem ao Nordeste brasileiro exatamente no dia em que a Princesa Diana morria em um acidente de carro, eu carregava na bagagem algumas dezenas de fotos, todas elas tiradas com uma câmera Pentax que hoje, com a modernidade e infinidade de pixels das câmeras digitais, você encontra nos magazines populares por menos de R$ 35. Depois de digitalizar algumas dezenas delas, eu queria — e precisava — de algum lugar para publicá-las on-line, de maneira que alguém que infelizmente tinha ficado por lá pudesse vê-las quando bem quisesse.

Como naquele tempo eu não tinha condições de possuir um domínio próprio na Internet — e, aliás, eu nem sabia direito o que era isso —, e os blogs ainda estavam muito longe de surgir, meu primeiro pensamento foi criar uma homepage no Geocities. Não era a minha primeira experiência no assunto, mas era a segunda: Isso significava recorrer ao famigerado Microsoft Frontpage para criar um layout. Me lembro muito bem da coisa: Um fundo azul mesclado com branco, o mesmo para os dois frames que haviam na página, um à direita — principal — e o outro, à esquerda, com um menu e uma imagem GIF servindo de título que eu criei no Corel Draw.

No frame principal, as fotos, todas circuladas por aquelas horríveis bordas azuis muito grossas que se podia ver quando se navegava no Netscape Navigator. Nada de CSS. De qualquer maneira, subi todo o conteúdo para uma URL da qual me lembro até hoje:

http://www.geocities.com/TimesSquare/Alley/6203

Uma ligação telefônica interurbana depois e eu havia avisado minha namorada de que as fotos que eu havia tirado estavam em uma homepage que eu tinha criado pra nós. Isso a deixou muito, muito feliz.

Essa história me veio à mente porquê essa semana recebi com uma certa tristeza a notícia de que o Yahoo vai descontinuar o Geocities até o final deste ano. É claro que a causa disso é a mesma que fez o bom e velho IRC ser substituído pelos instant messengers como o ICQ e o MSN: A evolução tecnológica é quem faz com que ferramentas de criação e gerenciamento de blogs como o Wordpress ou sites como o Twitter e o Facebook sejam utilizados pelos internautas modernos, que preferem socializar seus pensamentos e opiniões a isolá-los em páginas como as que eram criadas e hospedadas por lá.

De qualquer maneira, não creio que seja pequeno o número de pessoas que tenham pelo menos uma história relacionada ao Geocities para contar. A minha acabou em casamento, e foi outra, afinal de contas, escrita pelo Graveheart, que me motivou a também colocar os dedos em ação, e a plagiar, descaradamente, a frase final do que ele escreveu: Vá com Deus, Geocities. Você ajudou a criar muitos dos que estão aqui hoje. E viverá sempre em nossos corações.

Google Classic?!

Google Classic

[Google Classic via Boomerang]