It Just Happens

Confesso que sou fã de carteirinha do Roxette: A primeira vez que tive contato com as músicas desta fantástica dupla sueca foi em 1988, através do álbum Look Sharp! que, lançado apenas 3 dias após meu aniversário de 11 anos — sim, já fazem quase 27 anos no momento em que eu escrevo este post —, emplacou sucessos como The LookDressed for Success e a clássica Listen to Your Heart.

A dupla se separou e voltou por algumas vezes e os seus maiores sucessos foram relançados exaustivamente ao longo dos anos, junto a músicas inéditas, é claro.

Hoje, surfando no Spotify, me deparei com o mais recente lançamento de Marie Fredriksson e Per Gessle, It Just Happens, lançado em 08 de abril. De acordo com o site do Roxette o single precede o lançamento do décimo album da dupla:

[…] 30 years later, it happens again. Roxette is back with the new single “It Just Happens“, a majestic and highly infectious ballad that introduces the band’s tenth album “Good Karma” in the most promising way.

It Just Happens” revisits that mighty and classic Roxette sound with an updated twist in a melodically strong and musically interesting ballad with Marie Fredriksson and Per Gessle seamlessly taking turns as lead singers.

Roxette: Good KarmaSobre o novo álbum, embora tenha sido gravado em 2014 de acordo com a Wikipedia, deve ainda chegar — em breve, no dia 3 de junho de 2016.

Seja como for, toda nova música — e, neste caso, novo álbum — lançados pelo Roxette para mim sempre foram sinônimos de música boa e de qualidade — sabem como é o velho ditado, afinal, “gosto não se discute“, embora eu acredite que muita gente concorda comigo.Para mim, será mais uma oportunidade de curtir boas músicas, e eu mal posso esperar.

Multiplicando em grade

Uma coisa interessante que a minha esposa me contou outro dia, depois de ter visto a coisa em um programa na TV no Facebook, foi um método de multiplicação que eu não conhecia. Descobri que se trata do que os matemáticos chamam de multiplicação em grade, ou lattice multiplication.

Imaginem multiplicar 36 \times 27. Na escola, já há muitos anos, aprendi a colocar os números uns sobre os outros e, em seguida, multiplicar primeiro o 7 por cada um dos números em 36 e depois o 2, também por cada um deles, somando as parcelas e obtendo o resultado:

(1)   \begin{equation*} \opmul{36}{27} \end{equation*}

Fiquei intrigado ao perceber que a multiplicação em grade chega aos mesmos resultados apresentados acima, porém fazendo com que se precise pensar em diagonal para efetuar os cálculos. A primeira coisa a se fazer é desenhar quatro quadrados, dois em cima, dois embaixo, dividindo cada um deles com uma linha diagonal — assim, você estará criando a grade:

Primeiro passo

Em seguida, os números a serem multiplicados — neste caso, 36 27 devem ser escritos nas partes superior e direita dos quadrados, conforme demonstro a seguir:Segundo passo

Agora deve-se preencher as diagonais criadas multiplicando-se os números de cada linha pelos de cada coluna. Abaixo, dado que 6 \times 2 é igual a 12, a multiplicação deve ser indicada dessa maneira:

Terceiro passo

Para continuar as operações, multiplica-se 2 \times 3, cujo resultado deve ser preenchido conforme abaixo, usando-se um zero à esquerda, ou seja, 06:

Quarto passo

Se o raciocínio anterior for aplicado também para multiplicar 7 \times 6 e, em seguida, 7 \times 3, o resultado a seguir será obtido:

Quinto passo

Finalmente chega o momento de pensar diagonalmente, como eu mencionei há pouco. Deve-se somar, da direita para a esquerda, todas as diagonais que a grade de multiplicação formar. Para ilustrar melhor eu prolongarei as diagonais e demonstrei com cores diferentes as somas:Sexto passo

Veja que o resultado da multiplicação aparece da esquerda para a direita, ou seja, também se chega à conclusão de que 36 \times 27 = 972.

Pegadinha: Quando a soma das diagonais é maior que 9, o que eu faço?

Ao fazer alguns exercícios usando a multiplicação em grade, me deparei com uma situação interessante: Você vai acabar se deparando com situações em que a soma dos números de uma diagonal será maior do que 9.

Agora, imagine multiplicar 28 \times 47. Pelo meio convencional, teríamos:

(2)   \begin{equation*} \opmul{28}{47} \end{equation*}

Ou seja, pela multiplicação em grade precisamos chegar aos mesmos 1316. Mas vejamos o que acontece se usarmos o mecanismo da mesma forma que ilustrei anteriormente, assim:

Números maiores que 9: o que fazer?

A resposta, que novamente deve ser lida da esquerda para a direita, seria, neste caso, 112.116, o que nem de perto lembra os 1316 que a multiplicação convencional encontrou. Assim, nota-se que um número de dois dígitos que surja da soma de uma diagonal não deve ser considerado como resposta imediatamente, e sim, usado para construir a resposta final.

O que precisamos fazer é algo parecido com a soma aritmética — a regra do vai-um. Lembrando: Dado que estamos somando as diagonais da direita para a esquerda, quando nos depararmos com um número de dois dígitos aparecendo no resultado, devemos deixar o dígito da direita e somar 1 à próxima diagonal. Assim:

grade08

Assim, usando este velho e conhecido artifício, fazemos com que o método de multiplicação em grade obtenha o mesmo resultado esperado, 1316.

Origem da multiplicação em grade

Tendo aparecido no primeiro livro impresso de aritmética da história, em Treviso, Itália, no ano de 1478, a multiplicação em grade, também conhecida como multiplicação da peneira (sieve multiplication) ou lattice multiplication foi introduzida na Europa por Fibonacci, mas há registros de que os árabes e os chineses tenham usado o mesmo mecanismo, tornando impreciso saber qual foi sua primeira aparição.

É interessante notar este tipo de multiplicação não será considerada mais simples por muita gente habituada a multiplicar do jeito convencional, ou seja, daquela forma como eu, você e todo mundo aprendemos na escola. Ainda assim, foi meu interesse por essa verdadeira curiosidade matemática — e o fato de eu ter dois filhos pequenos que podem aprender com isso — que me fizeram buscar pelo menos dois argumentos usados para seu ensino em diversas escolas, ainda no século XXI:

  • O método pode ajudar os alunos mais novos a alinhar os dígitos, já que muitos deles não fazem a escrita de números exatamente um embaixo do outro (vamos convir que mesmo alguns adultos não o fazem).  As diagonais acabam por fazer o alinhamento automaticamente e assim a criança não chega a uma resposta errada por conta desse deslize;
  • O método também pode ajudar as crianças mais novas a entenderem o caminho a percorrer quando se passa das multiplicações mais simples — com apenas um dígito — para aquelas mais complexas. Assim, pode ser considerado muitas vezes mais didático do que seu primo convencional, que usamos sempre. Na prática, isso pode depender do nível da criança e de sua idade.

Transferindo arquivos M4R do Windows para o iPhone

Tendo recentemente voltado a utilizar um iPhone, após quase 3 anos de convivência com um Samsung Galaxy SIII rodando Android, confesso que me apeguei à alguns ringtones alarmes que usei durante este tempo todo: Foram eles, afinal de contas, que me acompanharam, lembrando-me de alarmes e me ajudando a acordar.

Dado que o Android aceita que arquivos MP3 sejam diretamente adicionados ao aparelho numa simples operação de drag-and-drop, e que estes podem ser usados como notificação e ringtone automaticamente depois disso — e que o iOS aceita apenas seu formato proprietário, M4R —, a primeira coisa que fiz foi converter os MP3 em M4R. De posse dos arquivos resultantes, fiquei me perguntando como fazer para carregá-los para o iPhone usando a lei do menor esforço.

Foi aí que descobri que podia contar com a ajuda do Walter.

Walter White

Ok. Não deste Walter.

Na verdade, como odeio usar o iTunes no Windows — sempre o achei um programa desnecessariamente pesado e de transferência lenta demais —, acabei buscando uma alternativa: Um programa chamado Waltr.

O Waltr é muito mais do que eu precisava: Trata-se de um conversor de mídia que roda nas plataformas Mac e Windows, e que transfere conteúdo para seu dispositivo iOS, servindo-o diretamente em suas bibliotecas de áudio, vídeo ou reprodutor de mídia padrão. E o que é melhor: Não preciso ter feito jailbreak e nem ter o iTunes instalado.

No meu caso específico, em que eu já tinha disponíveis os arquivos M4R desejados, a operação foi extremamente simples. Localizei a pasta onde estavam os arquivos e abri o Waltr. Em seguida, precisei apenas arrastar o que queria para a interface — super simples — do programa.

waltr_1

Automaticamente será iniciada a atividade de preparação para upload e, em seguida, o upload em si. Se tudo correr bem, o Waltr indicará que os arquivos foram transferidos com sucesso, com um pequeno detalhe: O ícone que ele exibirá indicará o local do iPhone para onde a transferência foi realizada. No meu caso, os arquivos M4R foram parar, acertadamente, nos ringtones.

Sucesso!

sons-waltrCom os ringtones devidamente inseridos no iPhone, basta associá-los a seus alarmes e aplicativos, como seria feito com qualquer ringtone padrão, e pronto.

Como eu disse, para esta necessidade específica, usar o Waltr foi como ter um canhão à disposição para matar formigas: O programa suporta o envio de vídeo nos formatos MKV, AVI, MOV, MP4, M4V, 3GP e WMV, e também o de áudio, suportando MP3, FLAC, APE, ALAC, AAC, M4B, AIFF, WAV, WMA, CUE, OGG, OGA, WV, TTA e DFF.

Um último ponto: Sendo versátil como pude comprovar, é de se esperar que o Waltr não seja gratuito. Suas versões para Windows e Mac têm preços que variam entre USD 30 e USD 50, e, no momento em que este texto foi criado, há um Winter Special que reduziu os valores pela metade. Mas, nada tema: Você pode testar o programa gratuitamente, sem restriçõespor 14 dias, o que, pelo menos para a transferência de arquivos M4R, deve ser suficiente.

A triste geração que virou escrava da própria carreira

E a juventude vai escoando entre os dedos.1)Este é um texto de Ruth Manus, blogueira do Estadão, com o qual cruzei através das redes sociais, e que resolvi reproduzir integralmente aqui em meu blog, por concordar com ele em gênero, número e grau.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

References   [ + ]

1. Este é um texto de Ruth Manus, blogueira do Estadão, com o qual cruzei através das redes sociais, e que resolvi reproduzir integralmente aqui em meu blog, por concordar com ele em gênero, número e grau.

Concatene apenas células com texto no Excel

Você já deparou, certamente, com uma situação em que precisou combinar no Excel os valores de duas ou mais células em uma outra célula. A este processo chama-se concatenação, e o programa da Microsoft possui uma função especialmente criada para fazer isso, chamada CONCATENAR.

A sintaxe da função é simples:

=CONCATENAR(texto1, [texto2], ...)

No exemplo acima ilustrado, a célula D4 terá, como string resultante, “Daniel Santos“, isso porquê foi informado, como um dos parâmetros, o espaço (” “).

A função CONCATENAR será eficiente sempre que você informar, como parâmetros, células ou intervalos (ranges) que possuem texto inserido.

Agora, imagine que você possui uma tabela com vários dados, e que, por algum motivo, existem colunas ora em branco, ora preenchidas, em algumas linhas. Só que você precisa concatenar somente os textos das colunas preenchidas. Algo mais ou menos assim:

Se todas as células entre as colunas B e E estivessem preenchidas com nomes, seria fácil criar uma única fórmula CONCATENAR na coluna F, que tivesse a seguinte sintaxe, arrastando a fórmula para baixo nas demais linhas:

=CONCATENAR(B3:E3)

Mas este não é o caso, e a função CONCATENAR, especificada como acima, não será capaz de apresentar os resultados necessários. O que fazer então?

Embora provavelmente existam algumas dezenas de soluções possíveis, eu, ao me deparar com a situação acima em um outro contexto, acabei optando por criar uma função CONCATENAR customizada, usando VBA.

Eis a função em questão:

Function Conca(Faixa As Range, Optional separador As String = " ") As String
''''
' Concatena um conjunto de células, considerando como valores
' apenas aquelas em que exista algum valor preenchido
'
' Por Daniel Santos
' http://danielsantos.org/
'

'Declaração de variáveis
Dim c As Range
Dim strConcat As String

'Examina cada célula da faixa especificada
For Each c In Faixa.Cells

'Se o valor da célula atual contiver texto...
If c.Value <> "" Then
'Constrói a string concatenada célula-a-célula
strConcat = IIf(strConcat = "", c.Value & separador, strConcat & c.Value & separador)
End If

Next

'Retorna a string resultante para o Excel
Conca = strConcat

End Function

Uma vez que ela seja inserida em um módulo VBA, bastará utilizá-la como se fosse uma função pré-definida do Excel:

=CONCA(B3:E3)

Arraste o conteúdo para baixo, e pronto.

Uma coisa interessante que a função que criei admite um parâmetro opcional: o separador. Por default, a função usa espaços em branco entre os termos, mas você pode trocar o espaço por um ponto-e-vírgula, uma vírgula ou qualquer outro caractere que você quiser. Veja abaixo um exemplo com o ponto-e-vírgula como separador:

Espero que a função em questão ajude mais pessoas, e que ela seja útil também para você. Qualquer dúvida, diga aí nos comentários.

Keep talking and nobody explodes

ktane

Tensão. Nervosismo. Raiva. Tensão. Nervosismo. Mais tensão. Mais nervosismo.

Vocês entenderam. São exatamente estes os sentimentos dos jogadores que resolvem disputar uma partida de Keep talking and nobody explodes, um jogo sensacional que está disponível no Steam desde 08 de outubro de 2015, e que eu, infelizmente, só vim a descobrir mais de um mês depois.

Imagine que você está sozinho em um quarto, e que na sua frente está uma bomba prestes a explodir, cheia de módulos, um mais complicado do que o outro. Sua tarefa é muito simples (ou não): Tentar desarmar a bomba.

Só que tem um problema: Você não sabe como.

É aqui que entra o ingrediente que torna o jogo sensacional: Seus amigos especialistas possuem um detalhado manual contendo instruções sobre como desarmar todo e qualquer módulo de bomba já visto na história (do jogo), mas não podem ver a bomba. Você, ao contrário, só vê a bomba na sua frente.

Cabe a vocês se comunicarem na esperança de desarmar a bomba. Mas se o timer chegar a zero, vai tudo pelos ares, e o jogo acaba.

mecanica-do-jogo

Um dos maiores segredos do jogo está justamente no manual de desarmamento de bombas, que está disponível para ser baixado online em formato PDF, ou para ser visualizado como página web. Isso torna as possibilidades de jogo ilimitadas, já que apenas uma cópia do jogo é necessária para jogar:

  • Você pode estar em uma festa com amigos e, enquanto você está na frente da tela do computador, seus amigos estão com cópias impressas do manual, tentando te orientar na mesma sala, sem enxergar nada: Coloquem-se uns em frente aos outros, usem lençóis para tampar as cabeças, ou o que for;
  • Você pode jogar com seus filhos: Minha opção favorita, sendo a que eu pratico em casa. Eu viro o monitor de uma forma que ninguém mais enxergue a imagem, e nós nos revezamos no papel de especialista e de desarmador de bombas;
  • Você pode jogar com um ou mais amigos através do Skype, WhatsApp ou até mesmo no viva voz do celular: A alternação de papéis também pode ser praticada aqui.

Existem dois modos de jogo: Um onde a dificuldade e o número de módulos das bombas — que pode chegar a 11 — vão aumentando progressivamente, e outro, chamado free play, em que você pode desarmar bombas criadas por você mesmo, just for fun.

Oficialmente, o manual de desarmamento está disponível apenas em inglês, mas nossos intrépidos amigos da Comunidade Steam já deram um jeitinho nisso, criando uma tradução extra-oficial para o português, também livre para ser baixada.

No final das contas, não importa como você vai jogar: O que importa é que eu garanto que você terá horas de diversão explodindo — e evitando explodir.

(imagem do topo criada pelo usuário Ron Quiney, da comunidade Steam)

O dia em que troquei a Cyanogenmod pela SlimKAT

Cyanogenmod e Slimkat

Como diz aquele velho ditado, quem não tem cão, caça com gato. Para mim significa dizer que, enquanto preparo minha — sonhada e antecipada — volta aos celulares da Apple, vou me virando com o que tenho: Um Samsung Galaxy SIII GT-I9300.

O aparelho em questão, embora tenha sido lançado no — longínquo, para os padrões de tecnologia — ano de 2012, ainda bate um bolão. Para que isso seja possível, já há muito tempo, joguei fora a ROM original do telefone — que vinha com a interface Touchwiz, da Samsung, e troquei-a pela ROM da Cyanogenmod, seguindo o conselho de um amigo do trabalho, que me recomendou o sistema customizado por se tratar de uma opção leve, dinâmica e que consumia muito menos recursos, e bateria.

Isso de fato se mostrou verdade, e não apenas a leveza do sistema se fez sentir, como também a facilidade de instalação. O firmware Cyanogenmod é um dos únicos — talvez o único — do que tenho notícia que pode ser instalado usando-se um par de aplicativos: Um deles é baixado no celular e o outro, no PC com Windows. Em aproximadamente 10 minutos você pode ter um celular totalmente livre e leve seguindo tutoriais que estão disponíveis na internet.

Como nunca me contento com nada, vira e mexe lá ia eu fazer flash na pobre ROM da CM. Assim, trocava uma versão stable por outra nightly, depois por stable de novo, e assim sucessivamente. A coisa ia bem, até a hora em que resolveu não ir mais. Me vi preso a uma versão nightly da CM, que, entre outras coisas, estava impedindo o Google Now de funcionar corretamente, causando erros de leitura e gravação nas fotos que eu vinha tirando com meu celular e uma série de mensagens do tipo “o programa XXXX parou“.

O pior de tudo, nesta situação, foi ver que o celular começou a esquentar demais e consumir bateria freneticamente. Na semana passada me vi em busca de alternativas à — até então, amada — CM. Procura daqui, procura dali, tento uma ou outra ROM, e, alguns sistemas flashed sem sucesso depois, encontro a luz no fim do túnel: A SlimKAT, que é uma das menores ROMs que eu já vi, e, nem por isso, menos genial.

O nome em si vem do fato de que a equipe responsável pelo desenvolvimento, a SlimRoms, baseou-se na versão Kitkat do Android, que combina muito bem com meu bom e velho GT-I9300.

As vantagens? Esta ROM é mais leve que a CM, possui um número semelhante de aplicações e customizações próprias e, além disso, consome menos bateria do que sua antecessora. Vale a pena.

A desvantagem? Nada das facilidades de instalação da Cyanogenmod. Você quer o SlimKAT? Tem que instalar tudo na unha.

Eis que eu fui fazer exatamente isso. E abaixo, explico, resumidamente, como foi que consegui instalar o SlimKAT no meu aparelho. Não é simples, mas também não é a coisa mais complicada do mundo.

ATENÇÃO: Como bom curioso, eu vivo fazendo os procedimentos abaixo no meu celular o tempo inteiro, e não posso ser considerado responsável caso você decida segui-los e algo der errado. É tudo por sua própria conta e risco.

PASSO 1:

A primeira coisa que você vai precisar é de um restaurador como o ClockworkMod Recovery, ou CWM. Este programa permite a realização de diversas operação de restauração, instalação e manutenção que, de outra forma, você não conseguiria fazer no seu celular. Para instalá-lo, caso você ainda não o tenha, você vai precisar do Odin e de uma versão flashable do CWM.

Salve o arquivo do CWM em seu computador, abra o Odin em modo Administrador e, em seguida, clique em PDA para carregar o arquivo em questão.

No seu GT-I9300 (ou qualquer outro aparelho, se compatível), entre no modo de download (ou download mode). Para isso, mantenha pressionadas as teclas de abaixar volume, home e power do seu aparelho, até que o modo seja iniciado.

Conecte o seu celular ao computador através do cabo USB e, uma vez que o Odin o reconheça, clique o botão start. Quando a instalação do CWM terminar, o aparelho deve reiniciar. Se tudo correu bem, você terá o CWM instalado.

PASSO 2

Com o CWM instalado, agora será necessário fazer o download da ROM SlimKAT. Para isso, baixe do site do desenvolvedor, para o seu computador, a versão correspondente ao Galaxy S3 GT-I9300 e também, em seguida, o pacote contendo o conjunto de Google Apps necessário.

IMPORTANTE: Se o seu modelo de celular não for igual ao meu, veja se seu aparelho está na lista de aparelhos compatíveis com a SlimKAT antes de continuar.

Depois de salvos, transfira os arquivos do seu computador para o cartão de memória do seu celular. Será a partir daí que a instalação será posteriormente realizada.

PASSO 3

CWM

Reinicie o seu aparelho em modo de recuperação (ou recovery mode). O processo é quase idêntico ao modo de download, bastando manter pressionadas as teclas de aumentar volume, home e power do seu aparelho, até que o modo seja iniciado.

Se tudo correr bem, você deverá se deparar com um menu similar ao que estou ilustrando ao lado.

A primeira coisa a fazer será um factory reset, ou seja, restaurar os padrões de fábrica do aparelho. Vá até a opção  wipe data/factory reset do menu, usando para isso as teclas de volume do aparelho. Confirme com o botão home. Em seguida, selecione a opção Yes -- delete all user data.

Na sequência, será necessário limpar o cache. Usando a imagem acima como referência, selecione agora a opção wipe cache partition e em seguida, confirme selecionando Yes -- wipe cache.

A etapa seguinte consistirá em formatar a partição de sistema. Selecione a opção mounts and storage e em seguida escolha format /system. Em seguida, ainda na opção mounts and storage, formate também a partição de cache (format /cache) e a de data (format /data).

Agora, de volta ao menu principal do CWM, escolha a opção advanced. Em seguida, selecione wipe dalvik cache. Isso limpará os arquivos usados pela Dalvik virtual machine, que é uma espécie de sandbox onde se rodam aplicações Java.

PASSO 4

É chegado o momento de instalar (ou fazer flash) da ROM do SlimKAT. Para isso, volte ao menu principal do CWM e selecione a opção install zip from sdcard.

Escolha a opção choose zip from /storage/sdcard1 — tal como eu fiz, no meu caso, por ter copiado os arquivos para o cartão SD. Se você copiou os arquivos diretamente para o celular, pode ser que precise optar por choose zip from /sdcard. As descrições, aliás, podem ser ligeiramente diferentes: O importante, no fim, será localizar os arquivos apropriados.

Navegue até a pasta do seu celular (ou cartão SD) onde o arquivo com a ROM SlimKAT está gravada e selecione o arquivo Slim-i9300-4.4.4.build.9.0-OFFICIAL-8312.zip. Isso iniciará o procedimento de flash da ROM, e você precisará aguardar por algum tempo até o final do mesmo.

Em seguida, repita a escolha da opção install zip from sdcard e agora localize o arquivo com as Google Apps, que rodam junto com a ROM do SlimKAT. Desta vez, o arquivo será Slim-Addons-normal_gapps.4.4.4.build.9-20150107.zip.

Aguarde até o final do procedimento e você poderá experimentar sua nova SlimKAT: Para isso, novamente no menu principal do CWM, basta escolher a opção reboot system now.

Pronto! Agora basta curtir sua nova ROM!