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 <title>Daniel Santos — wiki</title>
 <subtitle>Notas públicas do wiki.</subtitle>
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 <updated>2026-09-08T18:56:04+00:00</updated>
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  <name>Daniel</name>
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  <title>causas do apodrecimento de links</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2601</id>
  <updated>2026-09-08T18:56:04+00:00</updated>
  <published>2026-09-08T18:03:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p><a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/apodrecimento-de-links">Um link pode apodrecer</a> por diversos motivos: o resultado mais comum retornado por um link podre é um erro 404, que indica que o servidor da web onde determinado link deveria estar respondeu, mas sem conseguir encontrar a página web específica que foi referenciada. </p>
<h2 id="s-paywalls">Paywalls</h2>
<p>Alguns sites de notícia contribuem com o problema do apodrecimento (<em>link rot</em>) mantendo online e liberados para acesso apenas os artigos mais recentes, e movendo os mais antigos para uma área acessível apenas por assinatura (<em>paywall</em>). O impacto que tal comportamento causa ao acesso a esses links em sites que os usam como referência para discutir eventos noticiosos é extremamente grande.</p>
<h2 id="s-mudanca-de-dominio">Mudança de domínio</h2>
<p>Outro tipo de apodrecimento de link ocorre quando o servidor que hospeda a página de destino para de funcionar, ou é transferido para um novo nome de domínio. Neste caso, o navegador retorna um erro de DNS, mas também pode acabar exibindo um site não relacionado com o conteúdo que se estava procurando.</p>
<p>Esse comportamento está sujeito a ocorrer quando o proprietário de um nome de domínio deixa sua validade expirar, e o domínio é posteriormente registrado por um terceiro.</p>
<h2 id="s-link-bloqueado">Link bloqueado</h2>
<p>Um link também pode apodrecer devido a algum tipo de bloqueio, resultado do uso de filtros de conteúdo ou firewalls.</p>
]]></content>
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  <title>apodrecimento de links</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2600</id>
  <updated>2026-09-08T18:54:57+00:00</updated>
  <published>2026-09-08T16:58:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<div class="bloco-nota"><p>Os links que existem na internet duram pra sempre, ou por apenas um ano, o que quer que cause mais inconveniência.<sup class="nota-marca" aria-hidden="true" data-marca="1">1</sup></p><div class="notas-bloco"><span class="nota-margem" role="note" data-nota="1"><span class="nota-margem__num" aria-hidden="true">1</span>Embora eu adore essa frase, ela é do <a href="https://gwern.net/archiving" rel="noopener noreferrer">Gwern Branwen</a>.</span></div></div>
<blockquote>
<p>“<em>Tudo que foi criado está sujeito à decadência e à morte. Tudo é transitório:  trabalhem a própria salvação com disciplina e paciência.</em>”</p>
<p>— <strong>Buda</strong>, dizendo suas últimas palavras</p>
</blockquote>
<hr>
<p><strong>Apodrecimento de links</strong>, do termo em inglês <em>link rot</em> (também escrito como <em>linkrot</em>) é o processo em que o conjunto de links existentes nas páginas de um site começa progressivamente a apontar para páginas web ou servidores que estão <strong>permanentemente indisponíveis</strong>. Há <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/causas-do-apodrecimento-de-links">alguns motivos</a> que levam ao seu aparecimento.</p>
<p>Além de <em>rotten link</em> (link podre), o link que não funciona mais (ou seja, que não abre o endereço que esperava-se que abrisse) também pode ser chamado de <em>dead link</em> (link morto), <em>broken link</em> (link quebrado) ou <em>dangling link</em> (link pendente).</p>
<p>Links podres podem perdurar por grandes períodos de tempo, e são uma grande inconveniência para os visitantes, leitores e usuários de um site, que têm sua experiência de navegação prejudicada. Os sites que não tratam do problema de podridão de links são vistos como não profissionais.</p>
<hr>
<p>Aqui no site, <a class="link-interno" href="https://danielsantos.org/links-podres">eu criei uma forma</a> de lidar com esse apodrecimento.</p>
]]></content>
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  <title>humanismo como forma de humanocentrismo</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/humanismo-como-forma-de-humanocentrismo"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2596</id>
  <updated>2026-09-08T00:10:34+00:00</updated>
  <published>2026-09-07T22:36:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Na definição de Harari (<em>Sapiens</em>), o humanismo pressupõe que o <em>Homo sapiens</em> tem natureza única e sagrada, e que o bem supremo do universo é o bem dessa espécie — o resto existe em função dela. Ou seja: humanismo, nessa leitura, não é paralelo ao <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/humanocentrismo">humanocentrismo</a>, é uma <em>versão</em> dele.</p>
<p>Historicamente, o humanismo renascentista tirou Deus do centro (teocentrismo) mas manteve a estrutura — só trocou quem ocupa o centro.</p>
<p>Essa lógica — tudo existe em função do Homo sapiens — é justamente o que a inteligência artificial reforça quando existe apenas para &quot;<em>servir</em>&quot; humanos.</p>
]]></content>
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  <title>humanocentrismo</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2594</id>
  <updated>2026-09-07T23:51:15+00:00</updated>
  <published>2026-09-07T22:28:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Humanocentrismo descreve a postura que coloca o ser humano no centro de tudo — do universo, da moralidade, do valor. </p>
<p>O termo é usado sobretudo para <em>diagnosticar</em> uma visão de mundo, muitas vezes de forma crítica, como quando se diz que a ética humanocêntrica ignora o valor intrínseco de animais ou ecossistemas.</p>
<p>Existe o humanismo como forma de humanocentrismo, embora os dois termos não sejam exatamente sinônimos.</p>
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  <title>inteligência artificial de memória limitada</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2593</id>
  <updated>2026-09-07T19:57:01+00:00</updated>
  <published>2026-09-07T19:55:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>A inteligência artificial de memória limitada é a <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/inteligencia-artificial">inteligência artificial</a> que utiliza informações previamente observadas, além dos dados presentes, para tomar decisões. </p>
<p>Sistemas de direção autônoma são um exemplo típico: o veículo pode utilizar informações recentes sobre outros veículos, pedestres, condições da via e seu próprio estado para decidir como agir. </p>
<p>Muitos sistemas modernos de IA podem ser classificados, em algum grau, nessa categoria.</p>
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  <title>inteligência artificial reativa</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2592</id>
  <updated>2026-09-07T19:49:09+00:00</updated>
  <published>2026-09-07T19:46:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Inteligência artificial reativa é a <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/inteligencia-artificial">inteligência artificial</a> que não utiliza memória de experiências anteriores para orientar suas decisões: responde apenas às informações disponíveis no momento. </p>
<p>O IBM Deep Blue, que jogou xadrez contra Garry Kasparov, é um exemplo clássico</p>
]]></content>
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  <title>inteligência artificial estreita</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2590</id>
  <updated>2026-09-07T19:44:23+00:00</updated>
  <published>2026-09-07T18:35:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p><strong>Inteligência artificial estreita</strong> (do inglês <em>narrow artificial intelligence</em>), também chamada de <strong>IA fraca</strong> (<em>weak AI</em>), é o único tipo de <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/inteligencia-artificial">inteligência artificial</a> existente atualmente, se considerarmos como alternativas a IA estreita e a inteligência artificial geral (AGI).</p>
<p>Trata-se de uma inteligência artificial projetada para realizar determinadas tarefas ou classes de tarefas. Alguns sistemas conseguem executar uma ampla variedade de atividades e, em determinadas tarefas, podem apresentar desempenho superior ao humano. No entanto, não possuem a inteligência geral, a flexibilidade e a autonomia atribuídas a uma AGI.</p>
<p>Assistentes virtuais como Siri e Alexa, além de modelos de linguagem como o ChatGPT, são exemplos de IA estreita.</p>
]]></content>
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  <title>muitos cozinheiros na cozinha da sua mente</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/muitos-cozinheiros-na-cozinha-da-sua-mente"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2582</id>
  <updated>2026-09-01T10:48:24+00:00</updated>
  <published>2026-09-01T01:18:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Minha avó costumava usar muito o ditado &quot;<em>Muitos cozinheiros estragam a massa</em>&quot;. Mineira do sul de Minas Gerais e descendente de italiana, era natural que ela tivesse sua própria versão do ditado &quot;<em>Muitos cozinheiros estragam o caldo</em>&quot; que, a depender do país, pode ser sopa, mingau...  ou massa.</p>
<p>É difícil traçar a origem exata de provérbios: eles nascem do senso comum das pessoas, da sabedoria popular. O importante é o significado: se muita gente estiver cozinhando, a chance de que algo dê errado é grande. Cada um quer dar ao prato seu jeito, temperar conforme seu entendimento, e então o resultado pode se tornar intragável.</p>
<p>Esse ditado popular sábio é o contraponto de outro ditado popular muito difundido: &quot;<em>Duas cabeças pensam melhor do que uma</em>&quot;. É verdade: buscar colaboração é bom, mas quando tem gente demais &quot;<em>colaborando</em>&quot;, o negócio fica difícil de administrar.</p>
<hr>
<p>Me deparei dia desses com uma variação desse ditado: &quot;<em>Too many cooks in the kitchen of your mind</em>&quot;. Ou seja, muitos cozinheiros <strong>na cozinha da sua mente</strong>. Assim como cozinheiros em excesso podem ser um transtorno na hora de cozinhar, <strong>mentores demais</strong> podem causar problema, ainda mais dentro da nossa mente. </p>
<p>Quando estamos criando alguma coisa — qualquer coisa: uma música, um texto, um livro (<a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/eu-tenho-essa-vontade-de-escrever">eu tenho essa vontade de escrever</a>), ou até mesmo durante o início de uma tarefa de cunho profissional — é normal buscar conselhos e opiniões.</p>
<p>Mas tem uma pegadinha aí, e é preciso ficar atento: escolher ouvir diversos mentores pode parecer uma decisão rodeada de sabedoria... até que escutar tantos pontos de vista, tantas opiniões, tantos <em>conselhos</em>... <strong>paralisa você</strong>.</p>
<p><strong>Ouvir pessoas demais com opiniões diferentes sobre o que você está fazendo te atrapalha.</strong> Ao invés de ajudar, chega um ponto em que começa a atrapalhar, e não por culpa das pessoas, nada disso. É só que você pode acabar não sabendo <strong>qual das orientações seguir</strong>.</p>
<p>Cozinheiros demais em nossa mente são companheiros terríveis para a <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/mente-macaco">mente macaco</a>. Tenho certeza, aliás, aproveitando a metáfora, que por serem cozinheiros, <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/alimento-para-a-mente-macaco">eles alimentam a mente macaco</a>. </p>
<p>Algumas formas de combater o excesso de cozinheiros na sua mente: </p>
<ul>
<li><span>Diminuir o número de pessoas com quem você fala: escolha uma ou duas pessoas (&quot;<em>duas cabeças pensam melhor do que uma</em>&quot;). </span></li>
<li><span>Ignorar o barulho: quanto às outras opiniões, esqueça. Até que seu trabalho esteja concluídom ouvi-las trará mais insegurança e contradição em relação ao que você já aprendeu.</span></li>
<li><span>Assim que uma informação confiável existir, comece a agir, comece a criar imediatamente. Não espere.</span></li>
</ul>
]]></content>
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  <title>AI;DR</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/ai-dr"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2573</id>
  <updated>2026-08-26T17:08:05+00:00</updated>
  <published>2026-08-26T17:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Tem um acrônimo que encontrei em <a href="https://twitterwebviewer.com/?tweet=2088660446270128324" rel="noopener noreferrer">uma postagem do X</a>:</p>
<p><strong><code>AI;DR</code></strong></p>
<p>Provavelmente inspirada pelo primo, TL;DR (<em>too long, didn&#039;t read</em>, &quot;era longo demais, não li&quot;), essa significa <em>AI? Didn&#039;t read</em>.</p>
<p><strong>É uma ideia sensacional.</strong> Me fez pensar na diferença entre perguntar uma coisa pra <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/inteligencia-artificial">inteligência artificial</a> — o que você provavelmente já fez — e perguntar alguma coisa a alguém de carne e osso, como um amigo, ou um mentor.</p>
<p>A inteligência artificial é fria, analítica e rápida: ela tem acesso à &quot;média de todo o conhecimento do mundo&quot; e, por isso mesmo, vai te dar uma resposta rápida e mediana que, em certas circunstâncias, será suficiente e tudo bem.</p>
<p>Mas tem horas em que você quer uma resposta <em>fora da média</em>. Baseada em coisas que a inteligência artificial não possui: vivência e experiência. Aquele <em>feeling</em>. Aquele toque especial. E é justamente aí que eu procuro um amigo ou mentor. Quando dirijo uma pergunta a essa pessoa, não espero uma resposta estilo IA. <strong>E não recebo uma.</strong></p>
<p>Mas, já recebi essa resposta estilo IA de outras pessoas. Não julgo quem faz isso — todos temos pelo menos um motivo legítimo pra isso: o mais recorrente, arrisco dizer, é falta de tempo. A gente lança a pergunta, a IA pesquisa e, com base na média do conhecimento, responde. Ok.</p>
<p>Mas já pensou quão melhor seria ler atentamente o que a IA te respondeu? Eu sei que ela pode dar [[a IA é verborrágica|umas respostas longas]], mas é a chance de revisar, ver se faz sentido e então adicionar vivência e experiência próprias.</p>
<p>O acrônimo <code>AI;DR</code> é muito útil: ao receber texto que eu perceber que veio de IA, vou passar a usar como resposta. O motivo é simples: <em>se você não dedicou tempo pra ler o que me mandou, por que é que eu dedicaria?</em></p>
]]></content>
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  <title>termos de uso do jardim digital</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/termos-de-uso-do-jardim-digital"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2481</id>
  <updated>2026-08-18T10:57:22+00:00</updated>
  <published>2026-08-18T09:18:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Seja bem-vindo às páginas do meu <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/jardim-digital">jardim digital</a>! Este é meu espaço pessoal dedicado à aprender em público. Eu me considero um _<a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/lifelong-learning">lifelong learner</a>, então sempre que escrevo, procuro fazer da escrita um trabalho em andamento, algo propositalmente inacabado e em desenvolvimento. </p>
<p>Embora no dia-a-dia eu me considere perfeccionista — e acredite que o perfeccionismo é inimigo do aprendizado em público —, tento fazer com que minha mania de perfeição não atrapalhe. Na prática, isso significa que qualquer coisa que você ler nesse jardim digital não deve ser considerado autoritativo, nem completo, nem a melhor representação do meu trabalho.</p>
<p>Entretanto, meus escritos aqui são a representação dos meus interesses e do estado atual do meu conhecimento — e se você eventualmente se interessar pelas mesmas coisas que eu, então te convido a usar este espaço como referência e incentivo, e também a me dar <em>feedback</em> e a compartilhar — dado que este é o objetivo de algo ser feito publicamente!</p>
<h2 id="s-1-direito-de-estar-errado">1. Direito de estar errado</h2>
<p>Tenho o direito de estar equivocado ou incompleto no meu jardim digital, seja por falta de tempo ou de conhecimento. Você não deve usar isso contra mim ou contra quem me lê, nem deve julgar meu trabalho por isso, pois continuarei aprendendo e evoluindo com a sua ajuda. Tudo no jardim digital é um documento vivo, e eu revisarei, corrigirei ou reformularei aquilo com o que eu já não concordo.</p>
<h2 id="s-2-critica-construtiva">2. Crítica construtiva</h2>
<p>Você está mais do que convidado a comentar, questionar, refutar ou discordar abertamente de qualquer ideia apresentada aqui. Não se preocupe em suavizar suas críticas com elogios; são as visões divergentes e os argumentos bem fundamentados que mais me ajudam a aprender. Vou considerar atentamente o que você disser, ainda que não haja garantia de que chegaremos à mesma conclusão.</p>
<p>Fique à vontade para sugerir leituras, vídeos, conteúdos ou perspectivas que possam ampliar minha compreensão sobre o assunto. Se achar que eu deixei algo importante de fora, ou que existe uma forma melhor de expressar uma ideia, por favor me diga.</p>
<p>E, melhor ainda, escreva sua própria versão, aprimorada ou alternativa, e publique-a em seu próprio jardim digital. Eu com certeza teria grande prazer em ler a sua perspectiva e aprender com ela.</p>
<h2 id="s-3-atribua-nao-plagie">3. Atribua, não plagie</h2>
<p>Cite, referencie e dê os devidos créditos. Você é livre para utilizar trechos deste conteúdo, desde que atribua a autoria e inclua um link para a publicação original. Eu não cedo direitos autorais para fins comerciais.</p>
<p>As ideias, porém, foram feitas para circular. Use-as como ponto de partida, expanda-as, questione-as, combine-as com outras perspectivas e construa algo novo a partir delas. O conhecimento cresce quando é compartilhado, não quando é guardado.</p>
<hr>
<p>Os <a href="https://swyx.io/digital-garden-tos" rel="noopener noreferrer">Termos de Uso do Jardim Digital</a> foram escritos originalmente pelo Shawn Wang como uma tentativa de definir <em>termos de uso</em> para quem visita e para quem aprende em público dentro de um <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/jardim-digital">jardim digital</a>.</p>
<p>Cruzei com a ideia depois de encontrar o excelente <strong><a href="https://osolnacabeca.com.br/" rel="noopener noreferrer">O Sol na Cabeça</a></strong>, site da Luciana Morin. Precisei imediatamente replicar isso por aqui. À ela, e ao Shawn, meu reconhecimento e respeito.</p>
]]></content>
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  <title>Mojibake</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/mojibake"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2432</id>
  <updated>2026-08-17T21:25:06+00:00</updated>
  <published>2026-08-11T00:56:00+00:00</published>
  <category term="meta"/>
  <content type="html"><![CDATA[<p><em>Mojibake</em> (文字化け) é a palavra japonesa para o texto que sai errado quando o computador acerta os bytes e erra a tabela. É o <code>Ã§</code> no lugar do <code>ç</code>, o <code>Ã£</code> no lugar do <code>ã</code>, a linha de garranchos onde devia estar uma frase. Literalmente, &quot;caractere que se transforma&quot;.</p>
<p><a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/sobre-este-site">Este site</a> roda num programa que eu chamo assim.</p>
<h2 id="s-por-que-esse-nome">Por que esse nome</h2>
<p>Em 2026 eu juntei num lugar só o que estava espalhado por mais de duas décadas: um backup de WordPress com posts de 2002 a 2019 com 2.174 posts, um wiki em ikiwiki, cinco vaults do
Obsidian, um site que veio do Bear Blog, um site estático que rodei em Hugo. Cada um com a sua ideia de como
guardar texto.</p>
<p>Boa parte da migração não foi mover arquivo — foi consertar texto que tinha atravessado a conversão errada em algum ponto desses anos todos. Eram 238 trechos corrompidos em 80 posts. O jeito de recuperá-los foi simular a corrupção <strong>para frente</strong>: pegar cada palavra plausível, quebrá-la do mesmo jeito que o computador quebraria, e ver qual quebra batia com o que estava no arquivo. Onde mais de uma batia, o programa marcou em vez de adivinhar.</p>
<p>O nome ficou por isso. Não é (apenas) uma metáfora bonita sobre jardins digitais, onde através da reconstrução constante de ideias, pensamentos e palavras, as coisas vão tomando forma: é muito mais o nome do problema que este programa resolveu para existir.</p>
<h2 id="s-a-marca">A marca</h2>
<p>A marca é <strong>MOJIBAKE</strong> com o <code>O</code> trocado pelo <code>�</code> — o caractere que o sistema operacional desenha quando não conseguiu decodificar o que veio. Uma palavra legível com uma letra doente, que é como o mojibake brando aparece de verdade: o texto
quase todo certo, e um caractere errado no meio.</p>
<p>Ela é desenhada em vetor, e não escrita como texto. Isso não é capricho: como
texto, aquele caractere depende da fonte de quem está lendo — some onde o glifo
não existe e muda de peso onde existe. Um programa que se chama Mojibake não
pode ter uma marca que quebra dependendo do aparelho.</p>
<h2 id="s-o-que-e-o-programa">O que é o programa</h2>
<p>PHP e SQLite, sem framework, sem etapa de build, sem JavaScript do lado de
quem lê. Ele guarda três coisas que eu antes mantinha em três lugares: um blog
(datado, público), um diário (datado, privado) e um wiki (sem data, cuidado ao
longo do tempo). Também guarda o que eu leio.</p>
<p>Não é um produto e não está à venda. É simplesmente o lugar onde eu escrevo.</p>
<h2 id="s-inspiracoes-para-esta-ferramenta">Inspirações para esta ferramenta</h2>
<p>Antes de decidir rodar minha própria ferramenta no site, observei muita coisa legal por aí. E daí trouxe várias ideias pra cá.</p>
<p>Minha paleta de cores clara (os tons de areia, marrom, bege, dourado) foi inspirada pelo fabuloso <a href="https://felipe.lavin.blog/proyectos/satorii/" rel="noopener noreferrer">Satorii</a>, tema para WordPress 2.7 criado pelo Felipe Lavin (o CSS original <a href="https://github.com/felipelavinz/satorii/blob/master/style.css" rel="noopener noreferrer">está aqui</a>). Eu adaptei as cores para o modo escuro.</p>
<p><a class="etiqueta" href="https://danielsantos.org/tag/meta">#meta</a></p>
]]></content>
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  <title>o que eu e Jon Snow temos em comum</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/o-que-eu-e-jon-snow-temos-em-comum"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/194</id>
  <updated>2026-08-09T15:16:14+00:00</updated>
  <published>2026-08-09T00:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>No universo de fantasia de <em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Game_of_Thrones" rel="noopener noreferrer">Game of Thrones</a></em>, derivado de <em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Song_of_Ice_and_Fire" rel="noopener noreferrer">As Crônicas de Gelo e Fogo</a></em>, obra do americano <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/George_R._R._Martin" rel="noopener noreferrer">George R. R. Martin</a>, o sobrenome <strong><em>Snow</em></strong> não é uma herança de família. Ao invés disso, trata-se de uma espécie de marcador: existe para dizer que você não pertence, de fato, a uma &quot;casa&quot; nobre, nem tem um título ou uma linhagem reconhecida.</p>
<p>A explicação sobre o uso e o significado do sobrenome Snow aparece cedo na saga: no primeiro livro, <em>A Guerra dos Tronos</em>, dentro do primeiro capítulo do ponto de vista de Bran Stark.</p>
<p>No capítulo, há uma cena em que Ned Stark e os filhos encontram uma ninhada de lobos-gigantes no meio da neve, logo após a execução do desertor da Patrulha da Noite. Bran pede para ficar com os filhotes, e Ned em princípio nega. Mas Jon intervém e convence o pai a ficar com os filhotes, dizendo que há cinco lobos, um para cada um dos cinco filhos legítimos dos Stark.</p>
<figure class="figura"><img class="imagem-nota" src="https://danielsantos.org/imagem/57/img-9410.jpg" srcset="/imagem/57/img-9410.jpg?v=800 800w, /imagem/57/img-9410.jpg?v=1200 1200w, /imagem/57/img-9410.jpg 1600w" sizes="100vw" alt="Bran e seu filhote de lobo" width="1600" height="908" loading="lazy" decoding="async"><figcaption>Bran Stark com seu filhote de lobo, em Game of Thrones</figcaption></figure>
<p>Nesta cena, o texto mostra os pensamentos de Bran Stark:</p>
<blockquote>
<p><em>&quot;[...] A contagem só batera certo porque Jon se omitira. Incluíra as meninas, incluíra até Rickon, o bebê, mas não o bastardo que trazia o sobrenome Snow, o nome que o costume decretava ser dado a todos aqueles, no Norte, que tivessem o azar de nascer sem um nome próprio.&quot;</em></p>
</blockquote>
<h2 id="s-santos">Santos</h2>
<p>Assim como <em>Snow</em>, de certa forma o sobrenome <em>Santos</em> era associado a quem nascesse sem um nome próprio. Nossos sobrenomes, então, nos unem: ficção e realidade.</p>
<p>Durante o período colonial brasileiro, escravos eram tratados juridicamente como <em>coisas</em>, e isso fazia com que não tivessem direito a um nome de família. Quando eram batizados, os povos africanos e os indígenas eram obrigados a usar o sobrenome &quot;dos Santos&quot; para <a href="https://terrabrasilnoticias.com/2026/03/por-que-tanta-gente-no-brasil-tem-sobrenome-silva-ou-santos-a-historia-por-tras-desses-nomes-vai-te-surpreender/" rel="noopener noreferrer">apagar suas identidades ancestrais e marcar sua integração forçada à religião cristã</a>.</p>
<p>A mesma coisa acontecia com as crianças que eram abandonadas. Sem pais reconhecidos, ocupavam o último nível da hierarquia social e eram registradas como &quot;dos Santos&quot; para evitar qualquer associação com as linhagens de poder e prestígio das famílias tradicionais.</p>
<p>Depois da abolição da escravidão em 1888, o sobrenome Santos passou por uma grande democratização. Ao longo do tempo, o sobrenome Santos perdeu a associação imediata com abandono e escravidão e começou a ser usado como identidade por milhões de brasileiros de todas as classes sociais.</p>
<div class="bloco-nota"><p>A partir do século XX, <em>Santos</em> consolidou-se como o segundo sobrenome mais comum do Brasil.<sup class="nota-marca" aria-hidden="true" data-marca="1">1</sup> O censo de 2022, cujos resultados foram divulgados em 2025, <a href="https://censo2022.ibge.gov.br/nomes/nome/santos?tipo=sobrenome&amp;localidade=0" rel="noopener noreferrer">dizem que</a> os <em>Santos</em> são mais de 10% dos brasileiros: <strong>21.367.475</strong> pessoas têm o sobrenome.</p><div class="notas-bloco"><span class="nota-margem" role="note" data-nota="1"><span class="nota-margem__num" aria-hidden="true">1</span>Perdemos apenas para os Silva, mas a competição é injusta.</span></div></div>
<h2 id="s-santos-e-snow">Santos e Snow</h2>
<figure class="figura"><img class="imagem-nota" src="https://danielsantos.org/imagem/59/img-9423.jpg" srcset="/imagem/59/img-9423.jpg?v=800 800w, /imagem/59/img-9423.jpg 1179w" sizes="100vw" alt="Jon Snow, 998º lorde comandante da Patrulha da Noite" width="1179" height="559" loading="lazy" decoding="async"><figcaption>Jon Snow, 998º Lorde Comandante da Patrulha da Noite</figcaption></figure>
<div class="bloco-nota"><p>Nos livros, Jon nunca chega a um final.<sup class="nota-marca" aria-hidden="true" data-marca="2">2</sup> Vira Lorde Comandante da Patrulha da Noite — não por sangue, mas por aquilo que faz — e o que Martin nos deixa, pelo menos até o ponto onde escreveu, é um <em>cliffhanger</em>. Não sabemos se ele vai virar rei, lenda ou só mais um nome esquecido na neve. A origem dele, aliás, também segue sem confirmação no texto: um mistério que os leitores armam antes que o próprio livro o revele.</p><div class="notas-bloco"><span class="nota-margem" role="note" data-nota="2"><span class="nota-margem__num" aria-hidden="true">2</span>E não, aquele <em>final</em> da série da HBO não é nem um pouco digno.</span></div></div>
<p>Talvez seja por isso que a comparação me interessa. Não porque o Jon chegue a algum lugar, mas porque, enquanto o destino dele não se resolve, o que sobra é só o que ele já fez sendo, supostamente, ninguém. Acho que é isso que estou tentando fazer aqui, <a class="link-interno" href="https://danielsantos.org/sobre-este-site">neste site</a>. <em>Santos</em> também nasceu como marca de quem não tinha nome próprio. Não escrevo essas notas para recuperar um brasão que nunca existiu, nem para descobrir onde isso vai dar. Escrevo para ir construindo, ideia por ideia, o que esse nome significa enquanto ainda não sei a resposta.</p>
<h3 id="s-bibliografia">Bibliografia</h3>
<ul>
<li><span>Cunha e Souza, Hirão Fernandes; Campos, Lucas Santos. <a href="https://edicoes.uesb.br/index.php/home/catalog/book/205" rel="noopener noreferrer">Por que temos o nome que temos? Uma breve sócio-história do nome próprio no Brasil</a> - capítulo 2.</span></li>
<li><span>Santos, João Carlos dos; Pontes, Ricardo José Soares; Santos Júnior, João Carlos Gomes dos; Santos, João Levi Silva dos. <a href="https://revistageo.com.br/revgeo/article/view/1469" rel="noopener noreferrer">Escrevivência, racismo, vida e saúde da população negra do interior do Estado da Bahia</a>. Revista de Geopolítica, v. 17, n. 2, e1469, 2026.</span></li>
<li><span>Ilustração de Jon Snow como Lorde Comandante feita pelo usuário Sea_Initiative6488, no <a href="https://www.reddit.com/r/ImaginaryWesteros/s/zELLHDglSc" rel="noopener noreferrer">r/ImaginaryWesteros</a>.</span></li>
</ul>
]]></content>
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  <title>Letramento digital</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/letramento-digital"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/187</id>
  <updated>2026-08-08T20:53:27+00:00</updated>
  <published>2026-08-08T16:31:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p><strong>Letramento digital</strong>, ou <em>digital literacy</em> se refere à capacidade de utilizar, entender e navegar de forma crítica e eficiente pelas tecnologias digitais. Dentro deste tema estão um conjunto de habilidades, conhecimentos e competências que permitem que os indivíduos façam proveito de dispositivos, aplicações e recursos de informação digitais.</p>
<p>À medida que a tecnologia continua a moldar diversos aspectos de nossas vidas pessoais e profissionais, o letramento digital capacita as pessoas a participarem plenamente da sociedade digital, acessar informações, se comunicar de forma eficiente e tomar decisões informadas em um mundo cada vez mais digitalizado.</p>
<p>Esta capacidade envolve tanto habilidades técnicas quanto uma compreensão mais ampla de ferramentas digitais, além de seu impacto em vários aspectos da vida, incluindo comunicação, acesso à informação, resolução de problemas e tomada de decisão. O conceito vai além de letramento básico em computação, e inclui também a capacidade de avaliar, analisar e criar conteúdo digital.</p>
<h2 id="s-componentes-chave-do-letramento-digital">Componentes-chave do letramento digital</h2>
<ol>
<li><span><strong>Habilidades digitais:</strong> são as habilidades práticas necessárias para utilizar efetivamente ferramentas digitais. Incluem habilidades como operar computadores e dispositivos móveis, navegar em aplicativos e sites, usar mecanismos de busca, gerenciar arquivos e pastas e utilizar ferramentas de produtividade, como processadores de texto e planilhas.
</span></li>
<li><span><strong>Letramento informacional:</strong> o letramento digital envolve a capacidade de encontrar, avaliar e analisar criticamente informações obtidas de fontes digitais. Isso inclui avaliar a credibilidade e confiabilidade de informações online, entender direitos autorais e questões de propriedade intelectual e identificar viés e desinformação.
</span></li>
<li><span><strong>Comunicação e colaboração:</strong> o letramento digital envolve o uso de plataformas e ferramentas digitais para comunicação, colaboração e <em>networking</em>. Isso inclui habilidades como redigir e enviar e-mails, participar de discussões online, usar as mídias sociais de forma responsável e entender a etiqueta digital.
</span></li>
<li><span><strong>Segurança digital e privacidade:</strong> o letramento digital inclui o conhecimento das práticas de segurança <em>online</em> e a capacidade de proteger informações pessoais e dispositivos contra ameaças cibernéticas. Isso envolve entender conceitos como senhas, criptografia, <em>phishing</em>, malware e a importância de atualizar regularmente o software e usar programas antivírus.
</span></li>
<li><span><strong>Pensamento crítico e solução de problemas:</strong> odigital envolve a capacidade de pensar criticamente, resolver problemas e tomar decisões informadas usando ferramentas e recursos digitais. Isso inclui habilidades como realizar pesquisas online eficazes, solucionar problemas técnicos básicos e usar ferramentas digitais para criatividade e inovação.</span></li>
</ol>
]]></content>
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  <title>Tudo tem dois preços</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/tudo-tem-dois-precos"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2428</id>
  <updated>2026-09-07T18:27:18+00:00</updated>
  <published>2024-09-06T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p><strong>Tudo que compramos tem dois preços.</strong></p>
<p>Existe o primeiro preço, o mais conhecido, que equivale ao <strong>dinheiro</strong> que pagamos por aquilo que estamos comprando.</p>
<p>E existe o segundo preço, o que se refere ao esforço e/ ou a iniciativa que precisamos ter para nos beneficiarmos com o <em>uso</em> daquilo que compramos — e esse segundo preço pode ser maior do que o primeiro.</p>
<p>Há as horas que preciso dedicar a leitura de um novo livro que comprei, ou o tempo que preciso dedicar para ouvir as aulas do curso de idiomas que eu também comprei. Há o tempo que preciso dedicar indo à academia, e o esforço para me exercitar, se eu pago a mensalidade — talvez o pior e mais corriqueiro dos exemplos.</p>
<p>Porque sem dedicação e sem esforço, eu pago apenas o primeiro preço, o financeiro, e não extraio valor da compra. <strong>Pagar somente o primeiro preço é jogar dinheiro pela janela</strong>.</p>
<p>Quando se trata de um livro que não se lê, ou de um curso online que se compra mas não se assiste, ao menos você pagou o primeiro preço apenas uma vez e talvez você consiga viver com isso, movendo sua compra para a coluna dos prejuízos pontuais.</p>
<p>Mas e se o primeiro preço for recorrente, como no caso das academias, ou do curso de idiomas? Ou dos serviços de streaming? Pagar o primeiro preço sem pagar o segundo, nesse caso, é um desperdício pior ainda, porque é recorrente.</p>
<p>Com tanta facilidade e tanta oferta de produtos e serviços no mundo moderno, os preços — <em>os primeiros preços</em> — são até mais baratos do que seriam antes. Mas essa enorme oferta que nos cerca pode provocar a sensação de que nunca temos tudo que queremos, que nunca temos poder aquisitivo — e dinheiro suficientes.</p>
<p>Por isso, se há algo no seu dia-a-dia para o que você não está conseguindo pagar o <em>segundo preço</em>, ou seja, não está conseguindo aproveitar ou usufruir como deveria, ao menos procure eliminar, se possível e aplicável, a redundância e recorrência do primeiro preço.</p>
]]></content>
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  <title>A regra dos três</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/a-regra-dos-tres"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2424</id>
  <updated>2026-08-24T12:18:53+00:00</updated>
  <published>2024-09-02T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<blockquote>
<p><strong>Nota:</strong> Esta é uma tradução da nota <a class="link-interno" href="https://danielsantos.org/note/the-rule-of-the-three/" rel="noopener noreferrer">The rule of the three</a>, que eu escrevi,  originalmente em inglês, em 03/11/2023.</p>
</blockquote>
<p>Vivemos em um mundo atualmente dominado por novos lançamentos, todos os dias, o tempo todo. Pra todo lugar que eu olhe há sempre um novo seriado, um novo filme, um novo livro — e, para mim, mais recentemente —, um novo anime ou um novo mangá. Todos eles são fantásticos, todos do tipo que você não gostaria de perder, porque... bom, apenas <em>porque sim</em>.</p>
<p>É humanamente impossível conseguir acompanhar todo novo lançamento o tempo todo, então eu nem mesmo tento. Mas, para aquela mídia lançada que <em>de fato</em> chama minha atenção, eu tento ser bastante seletivo. É por isso que eu criei um princípio pessoal, uma regra: eu a chamo de <strong>a regra dos três</strong>. E, para ser claro, é uma prática que eu desenvolvi depois de tê-la visto (ou lido a respeito, ou ouvido a respeito, eu simplesmente não consigo me lembrar), ou uma versão muito próxima dela, então não estou solicitando reconhecimento pela originalidade, muito longe disso.</p>
<p>A regra é muito simples: eu pego um livro e <strong>leio os três primeiros capítulos dele</strong>. Eu pego uma nova série e <strong>assisto a três episódios dela</strong>. Depois disso, decido se aquilo <em>me fisgou</em>, ou não. <em>Foi interessante, ou convincente, até o momento?</em> Se eu respondo que sim, então faço um acordo comigo mesmo e continuo a ler a história toda, ou  assistindo à toda a temporada do seriado.</p>
<p>Com os filmes, é mais difícil aplicar a regra dos três, principalmente porque, com três minutos assistidos do enredo de um filme , normalmente não há garantia de se perceber muito, ou exatamente, sobre o que o enredo trata. Então eu posso duplicar, ou triplicar o tempo — até mesmo arredondar para 10 minutos completos dependendo das circunstâncias. Mas a ideia permanece: ter uma noção da ideia geral, o enredo como um todo e pesar isso versus o valor do meu tempo. Fácil.</p>
<p>Para ser honesto, eu posso também, ocasionalmente, ler um ou dois capítulos a mais de um livro, ou assistir alguns episódios a mais  — também pra ser capaz de pegar o fio da meada da história e seu valor potencial.</p>
<p>Acredite em mim quando eu te digo: minha regra dos três já está comigo há muitos anos agora, e ela me evitou ter que gastar — <em>desperdiçar</em> — tempo precioso e limitado. Desta maneira eu pude gerenciar meu tempo e aproveitar o melhor conteúdo possível entre as infinitas possibilidades.</p>
]]></content>
 </entry>
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  <title>Verschlimmbesserung</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/verschlimmbesserung"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2417</id>
  <updated>2026-08-15T00:10:26+00:00</updated>
  <published>2024-02-11T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p><em><strong>Verschlimmbesserung</strong></em> é um substantivo alemão, usado de forma coloquial para descrever o momento em que uma tentativa de melhorar alguma coisa serve apenas para acabar <strong>piorando</strong> essa mesma coisa. </p>
<p>A palavra é composta de um prefixo, <em>Verschlimm-</em>, do verbo alemão <em>verschlimmern</em> (que significa “piorar”), e <em>-besserung</em>, do verbo <em>verbessern</em> (que significa “melhorar”). O substantivo também pode ser usado como verbo: <em>verschlimmbessern.</em></p>
<p>Nunca me ocorreu que os alemães tivessem uma palavra específica pra descrever algo do tipo, mas a situação é clara, e ocorre com mais frequência do que se pode pensar. Por exemplo, sempre que o desenvolvedor de um app para celular acrescenta uma ou mais funcionalidades que pretende que façam seu software melhor, mas que acabam, na verdade, deixando-o mais lento ou mais complexo de utilizar.</p>
<h2 id="s-intraduzivel">Intraduzível?</h2>
<p>Já vi alguns sites dizendo que <em>Verschlimmbesserung</em> é uma palavra sem tradução. No entanto, sou obrigado a discordar:</p>
<ul>
<li><span>em inglês, temos o termo disimprovement.</span></li>
<li><span>em português, meu termo favorito: pioria.</span></li>
</ul>
]]></content>
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  <title>O que é ler um livro de não-ficção</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/o-que-e-ler-um-livro-de-nao-ficcao"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2415</id>
  <updated>2026-08-14T23:53:17+00:00</updated>
  <published>2023-11-04T03:00:00+00:00</published>
  <category term="reading"/>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Para mim, ler um livro de <strong>não-ficção</strong> é  completamente diferente de ler um livro de ficção. Considero como princípio que um livro de não-ficção foi lido quando eu obtive dele <strong>o máximo de valor possível</strong>, <strong>o máximo de entendimento possível</strong>. </p>
<p>Enquanto isso pode equivaler a fazer uma leitura completa da obra, do início ao fim, fazer isso normalmente consome um tempo precioso que nem sempre está disponível, mesmo que muitos livros valham o esforço. Assim, em termos de não-ficção, escolho a dedo os livros aos quais vou dedicar uma leitura completa.</p>
<p>Na maior parte dos casos, considero que li um livro de não-ficção quando, em meio à leitura, <strong>percebo que já aprendi ou entendi o que desejava</strong>, mesmo que eu tenha lido apenas um ou dois capítulos; ou que <strong>já obtive algum tipo de crescimento pessoal</strong>. Quando este é o caso, eu <em>pulo do trem da leitura</em>, evitando assim me forçar a ler o livro até o final, o que me faria ler por alto, ler com desinteresse e me enganaria com relação a me fazer acreditar que eu de fato absorvi o restante do conteúdo.</p>
<p>Há ainda os livros que são para ser lidos várias vezes. As obras de referência, as obras de consulta. Para esses me dirijo sempre que necessário, sempre que uma dúvida aparece e requer confirmação. Então releio desde um conceito até um ou vários capítulos completos, saciando a questão.</p>
<p><a class="etiqueta" href="https://danielsantos.org/tag/reading">#reading</a></p>
]]></content>
 </entry>
 <entry>
  <title>uma mesma tecnologia pode responder questões de formas diferentes</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/uma-mesma-tecnologia-pode-responder-questoes-de-formas-diferentes"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2550</id>
  <updated>2026-08-24T11:06:33+00:00</updated>
  <published>2023-05-26T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Uma mesma <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> pode responder questões de formas diferentes, dependendo do contexto em que estiver introduzida e do problema que foi criada para resolver.</p>
<p><a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/melvin-kranzberg">Melvin Kranzberg</a> cita em seu discurso o DDT, primeiro pesticida moderno, cuja <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> deixou de ser usada nos países industrializados ocidentais por ser um inseticida barato e altamente eficiente a curto prazo, mas a longo prazo prejudicial à saúde humana, mas continuou a ser usada na <strong>Índia</strong>, onde ajudou a reduzir drasticamente os casos de malária e mortes pela doença, apesar dos riscos à saúde da população.</p>
<p>Para mim, esta é a ilustração clássica da <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/seis-leis-da-tecnologia">primeira lei do historiador</a>, demonstrando que a mesma tecnologia <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/a-tecnologia-nao-e-nem-boa-nem-ruim">pode ser boa ou ruim</a>, dependendo do contexto.</p>
]]></content>
 </entry>
 <entry>
  <title>somente a história dirá se uma tecnologia é boa ou ruim</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/somente-a-historia-dira-se-uma-tecnologia-e-boa-ou-ruim"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2547</id>
  <updated>2026-08-24T12:20:17+00:00</updated>
  <published>2023-05-26T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Somente o curso da história pode demonstrar se uma <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> que inicialmente parece ruim — <em>como as condições de trabalho das fábricas no início da era industrial</em> — se tornará melhor, ou se uma tecnologia que inicialmente parece boa — <em>como as redes sociais, inicialmente pensadas para reaproximar familiares e amigos distantes e promover reencontros</em> — se tornará ruim.</p>
<p>Isso se deve ao fato de que <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/a-tecnologia-nao-e-nem-boa-nem-ruim">a tecnologia não é nem boa nem ruim</a>, apenas pode se adaptar dependendo de quem a estiver usando e de como é onde ela for utilizada.</p>
]]></content>
 </entry>
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  <title>dádivas tecnológicas podem se tornar ameaças</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/dadivas-tecnologicas-podem-se-tornar-ameacas"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2523</id>
  <updated>2026-08-24T12:23:02+00:00</updated>
  <published>2023-05-26T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Muitos dos problemas relacionados a <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> surgem devido à consequências imprevistas quando tecnologias aparentemente benignas são empregadas em escala massiva.</p>
<p>Por isso muitas tecnologias que pareciam bençãos ou dádivas para a humanidade quando introduzidas pela primeira vez podem se tornar ameaças quando seu uso se tornou difundido.</p>
]]></content>
 </entry>
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  <title>a tecnologia altera o cenário em que as interações sociais humanas acontecem</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/a-tecnologia-altera-o-cenario-em-que-as-interacoes-sociais-humanas-acontecem"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2510</id>
  <updated>2026-08-24T12:23:59+00:00</updated>
  <published>2023-05-26T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>A <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> altera o cenário em que as interações sociais humanas acontecem, o que está de acordo com a <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/a-tecnologia-nao-e-nem-boa-nem-ruim">primeira das seis leis da tecnologia de Kranzberg</a>, se considerados, por exemplo, os efeitos
das redes sociais na esfera política.</p>
<p>Como as redes sociais surgiram como meios para que velhos amigos, colegas de escola e  membros da família pudessem se reunir e se comunicar, não seria de se esperar que seus fundadores, programadores e investidores do Silicon Valley imaginarem que o Twitter, o Facebook e o Reddit se tornariam salões de debate político para ativistas no mundo todo; da mesma forma que o filósofo <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/jurgen-habermas">Jürgen Habermas</a> argumenta que as <em>coffee shops</em> se tornaram o local para exprimir opiniões políticas durante the Iluminismo.</p>
]]></content>
 </entry>
 <entry>
  <title>tecnologia</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2499</id>
  <updated>2026-08-24T10:31:17+00:00</updated>
  <published>2023-05-26T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p><strong>Tecnologia</strong> é o conjunto de conhecimentos, técnicas, métodos e processos utilizados na criação, desenvolvimento e aprimoramento de produtos, serviços e sistemas para resolver problemas e atender às necessidades humanas. </p>
<p>O conjunto de conhecimentos e técnicas que compõem a tecnologia abrange diversas áreas do conhecimento, como ciência, engenharia, matemática, informática, entre outras. A tecnologia tem um papel fundamental na sociedade moderna, sendo responsável por impulsionar o progresso e o desenvolvimento econômico, social e cultural em todo o mundo.</p>
]]></content>
 </entry>
 <entry>
  <title>Jürgen Habermas</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/jurgen-habermas"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2494</id>
  <updated>2026-08-24T12:23:38+00:00</updated>
  <published>2023-05-26T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p><strong>Jürgen Habermas</strong> é um filósofo e sociólogo alemão que dedicou sua vida ao estudo da democracia, especialmente por meio de suas teorias do agir comunicativo (ou teoria da ação comunicativa), da política deliberativa e da esfera pública.</p>
]]></content>
 </entry>
 <entry>
  <title>a tecnologia não é nem boa nem ruim</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/a-tecnologia-nao-e-nem-boa-nem-ruim"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2501</id>
  <updated>2026-08-24T10:32:40+00:00</updated>
  <published>2023-05-25T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<blockquote>
<p>“A tecnologia não é nem boa, nem ruim; nem é neutra” </p>
</blockquote>
<p>Este é o enunciado da primeira das <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/seis-leis-da-tecnologia">seis leis da tecnologia</a> propostas por <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/melvin-kranzberg">Melvin Kranzberg</a> em 1986.</p>
<p>A <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> é aberta em relação às suas potencialidades <strong>moral</strong> e <strong>ética</strong>. Ela não é nem inerentemente boa, nem inerentemente ruim. Apenas possui a capacidade de se adaptar e mudar, dependendo de quem a estiver usando;  e do local, contexto social e cultural existente onde ela for utilizada.</p>
<p>A principal implicação da primeira lei da <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> de Kranzberg é a imprevisibilidade que existe no potencial de toda tecnologia. Uma única tecnologia pode mudar de condição, sendo ‘boa’, ‘ruim’ ou ‘neutra’ como resultado de quaisquer circunstâncias imprevisíveis, ‘ajustando sua trajetória’ de tal maneira.</p>
]]></content>
 </entry>
 <entry>
  <title>seis leis da tecnologia</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="https://danielsantos.org/nota/seis-leis-da-tecnologia"/>
  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2500</id>
  <updated>2026-08-24T12:17:42+00:00</updated>
  <published>2023-05-25T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>As <strong>seis leis da <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a></strong> foram propostas por <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/melvin-kranzberg">Melvin Kranzberg</a> em seu discurso de posse como presidente da Sociedade da História da Tecnologia (Society for the History of Technology — SHOT), em 19 de outubro de 1985. </p>
<p>Com elas, Kranzberg quis demonstrar a importância de compreender o desenvolvimento da <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> e suas interações com as mudanças socioculturais. </p>
<p>Kranzberg defendeu uma abordagem contextual que levasse em conta os fatores históricos, políticos, econômicos e culturais que influenciam e são influenciados pela <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a>. </p>
<p>Kranzberg também quis demonstrar que a <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> não é um fenômeno isolado ou autônomo, mas sim uma atividade humana que reflete os valores e as escolhas da sociedade.</p>
<p>As seis leis da tecnologia de Kranzberg são as seguintes:</p>
<ol>
<li><span><a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/a-tecnologia-nao-e-nem-boa-nem-ruim">A tecnologia não é boa nem má; nem é neutra</a></span></li>
<li><span>A invenção é a mãe da necessidade</span></li>
<li><span>A tecnologia vem em pacotes, grandes e pequenos.</span></li>
<li><span>Embora a tecnologia possa ser um elemento primordial em muitas questões públicas, os fatores não técnicos têm precedência nas decisões de política tecnológica.</span></li>
<li><span>Toda a história é relevante, mas a história da tecnologia é a mais relevante.</span></li>
<li><span>A tecnologia é uma atividade muito humana - e também é a história da tecnologia.</span></li>
</ol>
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  <title>Melvin Kranzberg</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/2498</id>
  <updated>2026-08-24T11:07:24+00:00</updated>
  <published>2023-05-25T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p><strong>Melvin Kranzberg</strong> foi um historiador americano e professor de história da <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologia">tecnologia</a> na Universidade Case Western Reserve e no Instituto de Tecnologia da Geórgia. </p>
<p>Ele é conhecido por suas <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/seis-leis-da-tecnologia">seis leis da tecnologia</a>, a primeira das quais afirma que <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/a-tecnologia-nao-e-nem-boa-nem-ruim">“a tecnologia não é boa nem má; nem é neutra”</a>.</p>
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  <title>tecnologias que ainda não entendemos a fundo são sinônimo de IA</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/200</id>
  <updated>2026-08-10T00:03:27+00:00</updated>
  <published>2023-01-24T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Atualmente, o termo <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/inteligencia-artificial">inteligência artificial</a> é usado por muita gente para descrever qualquer técnica ou tecnologia que seja tão nova que ainda está além da nossa compreensão.</p>
<p>No entanto, assim que ganhamos entendimento melhor do processo ou da tecnologia em questão, <strong>ela deixa de ser considerada inteligência artificial</strong>. Em outras palavras, vira rotineira, se incorpora ao nosso dia-a-dia.</p>
<blockquote>
<p>Um exemplo é a tecnologia de GPS que usamos para dirigir: sua inteligência artificial foi concebida a partir do final da década de 60, mas tanto tempo já se passou que os algoritmos que calculam percursos e indicam rotas mais curtas, trechos congestionados e bloqueios na pista já estão tão banalizados que ninguém mais acha que isso se trate de IA.</p>
</blockquote>
<p>O fato de ouvirmos falar de <em>large language models</em>, robótica e redes neurais, mas termos dificuldade em distinguir entre uma coisa e outra também não ajuda. Acabamos assim chamando tudo de inteligência artificial.</p>
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  <title>chamar algo de IA indica que você não sabe muito sobre o assunto</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/199</id>
  <updated>2026-08-10T00:05:13+00:00</updated>
  <published>2023-01-24T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>A pessoa que se refere a alguma coisa como <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/inteligencia-artificial">inteligência artificial</a> demonstra que não conhece nada, ou que conhece muito pouco a respeito desta área de conhecimento.</p>
<p>Já li em mais de um lugar que, quem trabalha no ramo, ao invés de usar o termo <em>inteligência artificial</em>, <strong>fala sobre tecnologias e técnicas específicas</strong>, como <em>machine learning</em>, <em>deep learning</em>, <em>redes neurais</em>, <em>natural language processing</em> <em>large language models</em>, robótica e <em>generative adversarial networks</em>, entre outras.</p>
<p>Pessoalmente eu acredito que o papel dos especialistas na área está correto porque, quando nós, leigos, nos referimos à inteligência artificial como algo único, a tendência é acreditar que IA é mais inteligente que você é um erro.</p>
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  <title>todo computador é artificialmente inteligente</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/198</id>
  <updated>2026-08-10T00:03:54+00:00</updated>
  <published>2023-01-24T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p>Todo computador é, por si, algum tipo de <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/inteligencia-artificial">inteligência artificial</a>.</p>
<p>Em algum momento, a minha antiga calculadora da faculdade, uma HP 48GX, já foi considerada inteligência artificial. Da mesma maneira, quando o Google lançou seu mecanismo de busca, isso foi inteligência artificial.</p>
<p>O GPS do carro, o <em>smartphone</em> com um aplicativo de GPS. Até mesmo o micro-ondas programado para estourar pipoca em 3 minutos ou uma geladeira que emite um sinal sonoro para avisar que a porta foi esquecida aberta, tudo já foi considerado inteligência artificial.</p>
<p>A questão é que, hoje em dia, todas estas coisas são consideradas tão triviais, tão banais, enfim, tão comuns e pervasivas que ninguém mais se impressiona com a <em>inteligência</em> que elas possuem. Enquanto isso, <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologias-que-ainda-nao-entendemos-a-fundo-sao-sinonimo-de-ia">àquilo que não entendemos, chamamos de IA</a>.</p>
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  <title>inteligência artificial</title>
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  <id>tag:danielsantos.org,2026:nota/196</id>
  <updated>2026-09-07T18:34:48+00:00</updated>
  <published>2023-01-24T03:00:00+00:00</published>
  <content type="html"><![CDATA[<p><strong>Inteligência artificial</strong>, <strong>IA</strong> ou <strong>AI</strong>, esta última, abreviatura do termo <em>artificial intelligence</em>, em inglês, significa ou representa qualquer sistema de computador que <strong>imite uma inteligência como a dos seres humanos</strong>.</p>
<p>Embora <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/todo-computador-e-artificialmente-inteligente">todo computador seja artificialmente inteligente</a> por ser programado para alcançar um determinado objetivo — ou conjunto de objetivos — executando ações e ajustando seu comportamento através de <em>feedbacks</em>, o termo <em>inteligência artificial</em> hoje em dia virou moda, uma <em>buzzword</em>, e representa uma espécie de termo guarda-chuva para toda tecnologia ou técnica que seja nova e esteja além dos limites da nossa compreensão.</p>
<p>Recentemente, IA se refere com frequência ao <em>entendimento de linguagens</em>, o <em>reconhecimento de padrões</em>, a <em>percepção do mundo</em>, <em>raciocinar</em> e a <em>tomar decisões</em>. Mas <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/chamar-algo-de-ia-indica-que-voce-nao-sabe-muito-sobre-o-assunto">chamar algo de IA indica que você não sabe muito sobre o assunto</a>.</p>
<p>Além disso, costuma-se considerar que <a class="wikilink link-interno" href="https://danielsantos.org/nota/tecnologias-que-ainda-nao-entendemos-a-fundo-sao-sinonimo-de-ia">tecnologias que ainda não entendemos a fundo são sinônimo de IA</a>.  </p>
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