Troque teclado e mouse por joystick nos jogos para PC

Há cerca de dois anos eu presenteei meus dois filhos com um Xbox One, console de jogos da Microsoft o qual eu acho excelente, e que conta com uma série de jogos bacanas que são capazes de nos distrair por horas e horas.

O controle do Xbox One

Quando paro pra pensar no joystick do Xbox One, percebo o quanto o controle evoluiu desde a época de seu tataravô, o Atari. Naquela época o controle que usávamos era uma caixa composta por um bastão e um botão, e nem chegava perto dos seus descendentes modernos, todos com sticks, triggers e botões, anatomicamente localizados para facilitar a vida dos jogadores, que assim podem se concentrar na tela, onde toda a ação acontece.

Aliás, por ser um produto da Microsoft, o joystick do Xbox One pode ser usado não apenas com o console da empresa, mas também com jogos que rodam no PC, na plataforma Windows. Quem circula pelas galerias de lojas de games como o Steam sabe bem que a quantidade de títulos que podem ser jogados com controle aumenta a cada dia — e, embora recomendado, não é necessário que o joystick que você usa seja o do Xbox: eu mesmo, pouco antes de comprar o Xbox One, cheguei a configurar um joystick da Multilaser para jogar no computador.

Mas nem só de jogos que nascem com suporte a joystick vivem os gamers — e eu não estou falando dos games que rodam em tablets smartphones, que, aliás, nem de joystick precisam. Estou falando daquela parcela, ainda significativa, de jogos de computador que não são compatíveis com joystick.

Os primeiros jogos da categoria FPS – First Person Shooter são bons exemplos deste tipo de jogo de computador, e, na própria Steam, é possível encontrar alguns exemplos, como os clássicos Doom II, Quake ou o pai do gênero, Wolfenstein 3D. Estes são todos jogos muito bons, mesmo para aqueles que não os jogaram quando crianças, e que não possuem suporte aos joysticks modernos — em cada um deles, assim, você precisa se virar com o bom e velho teclado e decorar todas as teclas a serem usadas, como no caso do Doom, abaixo:

As teclas para jogar Doom

Mas não são apenas os jogos mais antigos para computador que não possuem suporte à joystick. Pensemos em Minecraft, um sucesso absoluto não apenas para as crianças, como meus dois filhos, que adoram o game, mas também entre os adultos. Desconsiderando as versões posteriores do jogo, que invadiram, além de tablet e celular, os consoles Xbox One e 360, os PlayStation 3 e 4, além do Wii U, onde evidentemente ganharam suporte a joystick, o game original joga-se usando uma combinação de teclado e mouse, segundo vive me informando meu filho mais velho.

Quando se leva em conta os movimentos que um jogador de Minecraft, no computador, precisa realizar, este se vê às voltas com uma combinação de teclas e botões de mouse não menos numerosa que as de games como Doom ou Quake:

As teclas (e botões) para jogar Minecraft

Toda essa combinação de teclas e botões de mouse é muito interessante, e, muitas vezes, até fácil de se acostumar depois de algum tempo jogando. Mas, em prol de facilitar sua vida e, pensando nos games que contam com joysticks modernos como o do Xbox One, você provavelmente já deve ter desejado que houvesse pelo menos uma maneira de jogar estes jogos com joystick.

Bem… Eu, pelo menos, já.

COMO JOGAR COM JOYSTICK JOGOS NÃO COMPATÍVEIS

A primeira coisa que fiz foi — obviamente, vocês já devem ter até adivinhado — uma busca no Google. Como sempre, surgem algumas alternativas para esta questão: Softwares como o Xpadder ou o PGP – Pinnacle Game Profiler.

O que estes programas fazem é simples: Para cada tecla do teclado e  movimento ou pressionamento de botões do mouse, eles são capazes de associar e programar um botão de joystick para fazer o mesmo.

Embora, pelo que pesquisei, ambos sejam boas alternativas e cumpram bem o papel de substituir teclado e mouse por joysticks, há uma questão que quis levar em conta ao ir atrás de uma solução: o custo.

O PGP sai por cerca de US$ 9, enquanto que seu concorrente, Xpadder, sai por um pouquinho mais: US$ 10. Eu, como sou da área de informática, sei melhor do que ninguém que estes softwares precisam certamente ser cobrados, pois são o sustento de seus desenvolvedores. Ainda assim, quando você procura um pouco mais, às vezes acha softwares tão bons quanto os pagos, e que são disponibilizados gratuitamente, graças ao trabalho voluntário de uma ou outra alma caridosa, ou de equipes de desenvolvimento.

ANTIMICRO

Quando o assunto é substituir teclado e mouse pelo joystick, existe uma alternativa que se encaixa neste cenário: Trata-se de um software chamado Antimicro. Dentre os três programas que cito neste texto, nenhum deles tem o nome mais estranho. Ainda assim, é algo que merece todo o meu respeito:

antimicro is a graphical program used to map keyboard keys and mouse controls to a gamepad. This program is useful for playing PC games using a gamepad that do not have any form of built-in gamepad support. However, you can use this program to control any desktop application with a gamepad; on Linux, this means that your system has to be running an X environment in order to run this program.

Aliás, para mostrar como é simples fazer toda a configuração da ferramenta, criei o vídeo abaixo, que disponibilizei no YouTube.

MAS VAMOS ÀS INSTRUÇÕES DETALHADAS…

Primeiro, faça o download do Antimicro, disponível no site do Github.

A ferramenta não funciona apenas com Windows: Também é possível usá-la com algumas variações de Linux, como Debian e Ubuntu. Para o sistema da Microsoft, existem duas maneiras de baixar, sendo a primeira um instalador executável e a segunda, um arquivo compactado, para quem prefere algo portable. Deve-se observar, apenas, que, seja qual for sua opção, deve-se escolher entre versões para 32 ou 64 bits.

Optei por fazer o download da versão portable, pois considero-a mais prática.

Extraído o conteúdo do arquivo para qualquer local em seu computador, basta fazer duplo clique sobre o arquivo ANTIMICRO.EXE .

O conteúdo da pasta da ferramenta Antimicro

Será aberta a interface do programa, de onde podem-se então fazer todas as associações de teclas, movimentos e botões do mouse com os botões e sticks de um controle como o do Xbox One, por exemplo. É óbvio que, para que isso seja possível, você precisa antes conectar um joystick ao PC.

O programa não precisa de nenhum tipo de configuração: é quase como um toque de mágica. Brinco assim porquê, uma vez que conectei meu controle ao PC onde utilizo Windows 10, o reconhecimento foi instantâneo, como quero demonstrar abaixo:

Conecte o joystick, et voilà!

Uma vez conectado o joystick, é importante verificar se todos os botões, os sticks triggers são devidamente reconhedicos pelo Antimicro. Como demonstro na figura acima, cada movimento gera um feedback visual, em azul (ou será roxo?).

Uma vez que os testes tenham sido realizados e você perceba que o controle que você possui é 100% reconhecido pelo programa, programar o joystick para qualquer jogo que você quiser é bem simples.

Note que existem três seções no programa. A primeira se refere aos sticks, a segunda aos dpads (directional pads, ou setas de direção), e finalmente, uma seção referente aos botões (left triggerright trigger, A, B, X,Y, e assim por diante).

Sessões do Antimicro

A configuração do joystick é bastante simples e intuitiva. Para exemplificá-la, vou utilizar como exemplo o próprio Minecraft, que mencionei antes: No jogo, em que você normalmente combina teclado e mouse para jogar, as teclas W, A, S e D são usadas, respectivamente, para mover-se para a frente, para a esquerda, para trás e para a direita, enquanto que o movimento do mouse atua como câmera, direcionando o olhar do jogador para onde é preciso.

Note que existem vários botões marcados como [NO KEY].

Sessão Sticks

Considerando a seção Sticks e a região marcada como L Stick, ou stick esquerdo, deve-se clicar em cada um destes botões para configurar adequadamente as teclas que os movimentos do stick representarão.

Clicar em qualquer um destes botões deve fazer com que um teclado virtual apareça. Nele, basta clicar o mouse sobre o botão que representa a tecla que você deseja que o joystick represente. Abaixo, veja como configurar o L Stick para que se comporte como a tecla A.

O teclado virtual do Antimicro

Note, pela figura acima, que existe, na parte inferior esquerda da janela, seções reservadas à representação das teclas do teclado (keyboard) e também dos movimentos e botões do mouse.

Assim, após usar o método para configurar não apenas a tecla A, mas também as teclas W, S e D com seus respectivos movimentos, basta clicar na seção Mouse para fazer a mesma coisa com os botões e movimentos — tomando cuidado para, desta vez, configurar o R Stick, imitando a câmera do Minecraft.

Configuração do mouse

Após configurar movimentos e câmera, basta configurar as outras teclas necessárias ao jogo, repetindo os procedimentos descritos anteriormente. Ao final do processo, você deverá obter algo mais ou menos similar ao que represento abaixo — sendo que os resultados podem variar, conforme o joystick que você possuir.

Antimicro configurado para Minecraft

Você pode, é claro, configurar outras teclas, botões e movimentos do mouse, dependendo do jogo que quiser fazer funcionar com joystick. Para facilitar o uso posterior, a ferramenta permite que você salve perfis, o que também é muito simples de fazer — basta clicar nos botões Save ou Save as.

Cada perfil salvo é armazenado conforme o padrão abaixo:

nome.do.perfil.gamecontroller.amgp

Antimicro na área de notificaçãoUma coisa interessante, que também vale mencionar, é que quando minimizada a janela do Antimicro, suas opções ficam disponíveis na área de notificações, no canto inferior direito, próximo ao relógio do Windows, facilitando a troca entre os diversos perfis criados por você.

Como última dica, se você não quiser criar os perfis manualmente, há vários deles já disponíveis e prontos para baixar do site do Github, onde, como disse anteriormente, o Antimicro fica hospedado.

Espero que as explicações acima sejam úteis para você, e que assim, você logo esteja usando joystick para jogar no PC aqueles jogos que você sempre jogou usando apenas o teclado e o mouse.

Transferindo arquivos M4R do Windows para o iPhone

Tendo recentemente voltado a utilizar um iPhone, após quase 3 anos de convivência com um Samsung Galaxy SIII rodando Android, confesso que me apeguei à alguns ringtones alarmes que usei durante este tempo todo: Foram eles, afinal de contas, que me acompanharam, lembrando-me de alarmes e me ajudando a acordar.

Dado que o Android aceita que arquivos MP3 sejam diretamente adicionados ao aparelho numa simples operação de drag-and-drop, e que estes podem ser usados como notificação e ringtone automaticamente depois disso — e que o iOS aceita apenas seu formato proprietário, M4R —, a primeira coisa que fiz foi converter os MP3 em M4R. De posse dos arquivos resultantes, fiquei me perguntando como fazer para carregá-los para o iPhone usando a lei do menor esforço.

Foi aí que descobri que podia contar com a ajuda do Walter.

Walter White

Ok. Não deste Walter.

Na verdade, como odeio usar o iTunes no Windows — sempre o achei um programa desnecessariamente pesado e de transferência lenta demais —, acabei buscando uma alternativa: Um programa chamado Waltr.

O Waltr é muito mais do que eu precisava: Trata-se de um conversor de mídia que roda nas plataformas Mac e Windows, e que transfere conteúdo para seu dispositivo iOS, servindo-o diretamente em suas bibliotecas de áudio, vídeo ou reprodutor de mídia padrão. E o que é melhor: Não preciso ter feito jailbreak e nem ter o iTunes instalado.

No meu caso específico, em que eu já tinha disponíveis os arquivos M4R desejados, a operação foi extremamente simples. Localizei a pasta onde estavam os arquivos e abri o Waltr. Em seguida, precisei apenas arrastar o que queria para a interface — super simples — do programa.

waltr_1

Automaticamente será iniciada a atividade de preparação para upload e, em seguida, o upload em si. Se tudo correr bem, o Waltr indicará que os arquivos foram transferidos com sucesso, com um pequeno detalhe: O ícone que ele exibirá indicará o local do iPhone para onde a transferência foi realizada. No meu caso, os arquivos M4R foram parar, acertadamente, nos ringtones.

Sucesso!

sons-waltrCom os ringtones devidamente inseridos no iPhone, basta associá-los a seus alarmes e aplicativos, como seria feito com qualquer ringtone padrão, e pronto.

Como eu disse, para esta necessidade específica, usar o Waltr foi como ter um canhão à disposição para matar formigas: O programa suporta o envio de vídeo nos formatos MKV, AVI, MOV, MP4, M4V, 3GP e WMV, e também o de áudio, suportando MP3, FLAC, APE, ALAC, AAC, M4B, AIFF, WAV, WMA, CUE, OGG, OGA, WV, TTA e DFF.

Um último ponto: Sendo versátil como pude comprovar, é de se esperar que o Waltr não seja gratuito. Suas versões para Windows e Mac têm preços que variam entre USD 30 e USD 50, e, no momento em que este texto foi criado, há um Winter Special que reduziu os valores pela metade. Mas, nada tema: Você pode testar o programa gratuitamente, sem restriçõespor 14 dias, o que, pelo menos para a transferência de arquivos M4R, deve ser suficiente.

Encontre o número de série de sua máquina pelo Windows

Você já se deparou com a necessidade de descobrir o número de série do equipamento que está usando?

Saber qual é o número de série de um equipamento é fundamental em algumas situações corporativas, como, por exemplo, quando se vai emitir uma nota fiscal que comprove que o equipamento com o qual você está andando, para cima e para baixo, pertence à empresa para a qual você trabalha. Também pode ser que o número seja solicitado em situações de requisição de suporte técnico, como quando é necessário acionarmos a garantia da máquina — nestes casos, aliás, a necessidade de localizar o número de série também pode aparecer para os usuários domésticos.

É verdade que, normalmente, esta informação pode ser encontrada em etiquetas estrategicamente afixadas ao próprio notebook ou desktop, mas nem sempre é este o caso: Às vezes o equipamento é mais antigo, às vezes a tal etiqueta com essa preciosa informação pode ter-se descolado e se perdido.

Em situações como essa, se você usa Windows, é interessante saber como fazer para que o próprio sistema operacional lhe indique qual o número de série da máquina.

Para fazer isso, vá até o prompt de comando clicando em Start → Run ou Iniciar → Executar e digitando, em seguida, cmd.

Na janela que será aberta, basta digitar:

wmic bios get serialnumber

Você também pode executar o comando acima diretamente da caixa executar, usando a variação wmic /K bios get serialnumber.

O comando, uma vez processado, exibirá uma saída com duas linhas, sendo a primeira com a string SerialNumber, e a outra, com o número de série do seu equipamento, em si.

Usando o comando WMIC

Uma vez que esta informação esteja em suas mãos, basta copiá-la ou anotá-la para armazenamento em algum lugar seguro — como o Evernote, por exemplo —, e, da próxima vez que precisar, tê-la à mão.

Mantenha o computador acordado com o Caffeine

Eu simplesmente adoro certos utilitários gratuitos que circulam pela Internet, principalmente quando eles têm o tamanho extremamente reduzido e se propõem a resolver algum problema específico pelo qual estamos passando.

Trata-se justamente do caso do Caffeine.

Este pequeno notável — apenas 14kb — tem uma finalidade muito simples: Impedir que seu computador entre em modo sleep, ou que um protetor de tela — alguém ainda usa isso? —- seja ativado, devido ao tempo de inatividade do sistema operacional. E ele faz isso simulando o pressionamento de uma tecla de função a cada 59 segundos, como se alguém estivesse diante do computador, trabalhando com ele.

Mas pra quê serve isso, na prática, exatamente?

Bom, eu uso o programa para, pelo menos, duas coisas diferentes: A primeira, evitar que o monitor desligue sozinho enquanto estou assistindo meus seriados ou filmes. A segunda, evitar que entre em modo sleep durante a noite, quando, por ventura, estou realizando algum download — o que, se acontecer, pode acabar até desligando um ou mais dos HDs que possuo, impedindo que o processo se concretize normalmente.

Ah, e se você usa Mac, há um programa diferente, com o mesmo nome, e a mesma função.

Fling: Rápido e Inteligente!

bsHoje, depois de passar por mais uma daquelas periódicas faxinas que todo usuário que se preze precisa fazer no seu computador, me dei conta de que, por um deslize anterior de minha parte, estava sem nenhum software instalado para fazer backups, o que, convenhamos, não é nada esperto.

Embora nestes casos eu costume recorrer ao Cobian Backup — uma solução que não apenas é freeware mas também ultra-poderosa —, certos problemas recentes com consumo de memória me fizeram pensar duas vezes antes de ir em frente e instalá-lo novamente por aqui. Ao invés disso, após um pouco de procura, me deparei com um programa chamado Fling.

Segundo seus desenvolvedores, trata-se de um software que ajuda na automação de tarefas de upload ou transferência de arquivos, podendo ser usado, entre outras coisas, para a manutenção de websites ou backup de arquivos, inclusive através de FTP. Embora as características sejam bastante similares  s do Cobian, pelo menos uma coisa chama a atenção logo no início: o tamanho dos downloads: O Fling tem cerca de 230kb, contra praticamente 10Mb de seu competidor.

Além disso, ele é acima de tudo, simples. Abaixo está a tela inicial, exibida logo que abrimos o programa:

Fling Wizard

Através de um assistente muito simples, podem ser escolhidas tarefas como realizar backups entre dois discos rígidos, entre drives de rede ou ainda entre uma máquina local e outra na internet — neste caso, um servidor com conexão FTP.

Também é possível automatizar a transferência de arquivos entre uma mídia fixa e um drive USB,  o que, apesar de eu ainda não ter tentado, me lembrou automaticamente de copiar as minhas séries favoritas para carregar por aí sempre que eu fizer um novo download.

Após a seleção da tarefa que se deseja realizar, é necessário informar algumas configurações, mas nada muito complicado. No exemplo abaixo, configuro uma conexão com um servidor FTP — que pode ser realizada também por Secure FTP —, para a transferência de arquivos que se encontram em uma pasta local chamada Importantes, e que serão copiados para uma pasta remota, chamada backup.

Propriedades do Fling

O próximo passo consiste em configurar a periodicidade na qual desejamos que a cópia de arquivos ocorra. A maneira mais simples de fazer as coisas funcionarem é acionar o Fling sempre de forma manual: Um atalho na rea de Trabalho é criado para cada novo job que se cria, e basta então acioná-lo para colocar o programa em funcionamento.

O AtalhoNo entanto, o programa roda como um serviço do Windows, e por isso pode ser configurado para monitorar alterações em uma pasta, quer seja a intervalos regulares, ou, o meu favorito, constantemente, realizando o backup a cada alteração reconhecida pelo programa.

Uma vez determinadas todas as configurações, o Fling fica residente na memória, apenas esperando para que possa entrar em ação. Sua assinatura na memória, aliás, é praticamente imperceptível, o que considero outro de seus diferenciais.

Finalmente, ao perceber um evento que dispare a necessidade de backup — como, no exemplo acima, a gravação de um arquivo na pasta selecionada —, o programa entra em ação e começa a copiar arquivos automaticamente.

Interface principal do programa

No final das contas, há qualidades suficientes para que o programa possa desbancar o meu — até então — favorito,  Cobian Backup. É verdade que este último conta com a possibilidade de compactar os arquivos que estão sendo incluídos no backup, recurso que o Fling não possui. No entanto, este pequeno notável conta com facilidade de configuração, interface leve e simples, e a possibilidade de, uma vez configurados, poder praticamente esquecer que os backups existem.

Nota 10.

Empurrando caixas

Lá pelo final da década de oitenta, mais ou menos na época em que meus pais compraram o primeiro PC lá de casa — um bom e velho PC XT com monitor de fósforo verde posteriormente substituído por um CGA de 4 cores — tive os primeiros contatos com um jogo chamado Sokoban, palavra japonesa que pode ser traduzida, segundo a Wikipedia, como zelador do armazém.

O Sokoban da Spectrum Holobyte
O Sokoban da Spectrum Holobyte

Criado em 1980 pelo programador japonês Hiroyuki Imabayashi, então dono de uma game house chamada Thinking Rabbit, o Sokoban foi um dos dois primeiros jogos que joguei onde o objetivo era resolver puzzles, ou seja, solucionar quebra-cabeças — o outro, da mesma época, foi o Tetris.  A Spectrum Holobyte importou o jogo para o ocidente, e era exatamente esta versão que nós tínhamos instalada no computador de casa. Com ela eu passei horas muito divertidas empurrando caixas.

Aliás, o objetivo do Sokoban era exatamente esse: movimentar caixotes de um armazém — na verdade um labirinto — para que estes pudessem chegar a locais pré-determinados. As regras do jogo são bastante simples, e apenas três:

Regra 1: Só vale empurrar Regra 2: Só vale empurrar 1 caixa por vez Regra 3: Puxar, nem pensar!

Hoje, por acaso, acabei ensinando o jogo e suas regras   minha esposa, que nunca antes em sua vida havia ouvido falar do Sokoban, depois que ela ficou curiosa em me ver jogá-lo através do decodificador da Sky, aqui em casa, apenas para passar o tempo. Como se trata de um jogo muito viciante, ela acabou gostando muito, e eu fui atrás de uma boa versão para deixar instalada no computador aqui de casa. Acabei baixando o YSokoban, programa gratuito que parece estar em franco desenvolvimento, já que a versão 1.127, mais recente, é de março deste ano.

Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)
Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)

A vantagem do programa é que, apesar de leve — apenas 380kb de espaço em disco são ocupados após extrairmos os arquivos compactados —, ele possui diversos recursos úteis para quem acaba adotando o Sokoban como passatempo, sobretudo a possibilidade de realizar infinitos undos e redos apenas com o mouse.

Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban
Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban

O YSokoban permite a utilização de skins, tornando possível deixar o programa com a cara de seu antecessor, o que é muito legal para os saudosistas como eu.

Os 50 níveis padrão que acompanham a instalação são os mesmos da versão japonesa da Thinking Rabbit, importada pela Spectrum Holobyte, mas, para aqueles que querem estender a diversão é possível importar mapas de Sokoban criados em arquivos texto — facilmente encontrados através de uma busca no Google — para dentro do programa, o que torna a diversão ilimitada.

Assim sendo… o que você está esperando?!

O PicPick é nota 10!

Venho usando o FastStone Capture ao longo de anos e anos para capturar e tratar imagens, principalmente com a finalidade de ilustrar diversos dos artigos deste humilde blog. Acontece que, desde sua versão 5.3ainda encontrada para download em diversos sites da Internet e a última que baixei —, a ferramenta não é mais freeware, e sim, shareware. Na prática, isso quer dizer que pode-se experimentar o programa, mas, para obter seus recursos completos — e normalmente mais avançados —, além de versões mais recentes, é necessário pagar pelo benefício.

Confesso que acho que, se considerados todos os recursos avançados do FastStone Capture — na versão 6.3, por exemplo, a mais recente no momento em que escrevo este artigo, é possível não apenas capturar telas ou suas regiões, mas também fazer captura das ações da tela em vídeo, criando-se, com isso, pequenos screencasts —, não é caro desembolsar cerca de US$ 20 por uma licença vitalícia do programa. Ainda assim, após saber da migração freeware para shareware, nunca mais fiz um update e, com isso, venho usando o último dos programas gratuitos porquê penso que ele atende plenamente minhas necessidades.

Hoje, no entanto, lendo meus atrasadíssimos feeds RSS, eis que me dei conta do PicPick. Desenvolvido por apenas uma pessoa, o coreano Dae-woong Moon, o PicPick me chamou a atenção não apenas por conter vários dos recursos que o FastStone Capture contém, mas também pelo fato de, sendo ele um freeware, conter algumas outras ferramentas interessantes embutidas em sua interface.

Uma vez instalado, o PicPick pode ser configurado para iniciar-se juntamente com o Windows, e apresenta não apenas as funções triviais para capturar regiões retangulares e áreas fixas, mas também a possibilidade de capturar componentes de janela, ou seja, desde botões e caixas de texto, até janelas inteiras que precisam ser roladas para baixo para serem completamente capturadas — como, por exemplo, páginas web. Ainda no quesito captura, aliás, a função repetir última captura pode ser extremamente interessante para aqueles que estão criando tutoriais e querem documentar modificações mínimas que ocorrem sempre na mesma janela ou área da tela.

Todas as imagens capturadas pelo PicPick vão para um editor onde estão disponíveis desde comandos básicos como rotacionar ou dimensionar, até a pixelização, desfocagem e ajuste de brilho, nitidez e saturação de imagens ou pedaços de imagens pré-selecionados. Dois pontos interessantes do programa — e, para mim, diferenciados em relação   versão 5.3 do FastStone Capture — são sua capacidade de inserir imagens sobre as imagens já capturadas e a possibilidade de tornar qualquer objeto no editor opaco em maior ou menor intensidade.

Além dos recursos de captura e do editor já mencionados, as ferramentas incluídas com o PicPick incluem um capturador de cores — que pode retornar o código de qualquer cor que esteja atualmente em exibição na tela, uma régua de pixels, útil para medir regiões da tela ou de objetos e componentes de programas e documentos nela expostos, um transferidor, para medir o ângulo entre dois pontos ou componentes da tela, um retículo de referência para medir o tamanho de objetos na tela e, finalmente, uma lousa virtual, que parece aquela disponível em apresentações do Power Point e permite rabiscar a vontade por cima de qualquer coisa, já que cria uma camada de transparência para tanto.

Embora a verdade seja que, se comparado ao FastStone Capture, a maioria dos recursos se equivalham — alguns destes últimos que citei, aliás, raramente serão usados pela maioria dos mortais como você ou eu —, tenho que admitir que, em se tratando de uma ferramenta freeware,  o PicPick arrasa por sua simplicidade e sofisticação, sendo um raro caso de ferramenta com tantos recursos que permanece gratuita ao longo do tempo.

Recomendo baixar e experimentar.

Capturando regiões da tela no Ubuntu

Quem me conhece pessoalmente sabe que meu trabalho atual envolve uma série de atividades relacionadas   documentação de processos e ferramentas, e   criação de how-to’s. Mesmo aqueles que não me conhecem em pessoa e me acompanham apenas aqui pelo blog há algum tempo já sabem que aqui não é muito diferente: Eu vivo tentando explicar detalhadamente muita coisa em cada artigo que escrevo, pra ajudar o máximo de pessoas, porquê no fundo eu gosto muito disso.

No meu modo de encarar a coisa, explicar envolve ilustrar, e ilustrar qualquer procedimento de informática implica em capturar imagens da tela, os famosos screenshots. Dependendo do que se deseja fazer, estes screenshots podem ser da tela toda, de janelas ou de regiões específicas, sejam elas retangulares ou com formato livre.

Recentemente, ao começar a utilizar novamente o Ubuntu, percebi o quanto os dois últimos tipos de captura que citei me fariam especial falta, já que normalmente quero chamar a atenção para detalhes específicos de alguma coisa quando estou escrevendo aqui no blog. A opção padrão do GNOME, localizada em Aplicações ââ? â?? Acessórios ââ? â?? Capturar imagem da tela não conta com a possibilidade de selecionar regiões para captura, o que na prática, se mantida esta única opção disponível, faz com que seja preciso obter uma tela ou janela inteira primeiro, para depois editá-la, por exemplo, com o GIMP, recortando apenas o necessário.

Navegando por aí acabei encontrando um site onde são apresentadas diversas maneiras para se capturar telas no Ubuntu. Dentre estas diversas maneiras, excluindo-se o utilitário padrão que acabei de mencionar, várias realizam a captura pelo terminal ou abrindo o GIMP, o que não é nada prático na minha opinião, e a grande maioria acaba sendo útil apenas para capturas da tela ou janela toda. Mesmo a mais promissora, uma extensão para o Firefox, embora conte com a possibilidade de capturar regiões da tela, faz isso apenas para páginas da web.

Assim, sobram-me duas alternativas para resolver o problema de conseguir capturar apenas regiões específicas da tela.

A primeira delas, a alternativa fácil. Por fácil, quero dizer instalar no GNOME um utilitário originalmente desenvolvido para KDE, o KSnapshot. Para isso, como sempre, basta executar um único comando como root através do terminal:

sudo apt-get install ksnapshot

Após a instalação, o KSnapshot estará disponível no menu Aplicações ââ? â?? Gráficos, e você poderá utilizá-lo para capturar regiões da tela normalmente, pois um cursor em forma de cruz aparecerá caso esta opção seja selecionada. Outro ponto positivo do programa é sua capacidade de salvar as capturas de arquivo em diversos formatos — JPG, PNG, GIF, etc — diretamente, sem a necessidade de um programa adicional ser usado.

KSnapshot

No entanto, a ferramenta ainda não torna possível capturar regiões desenhadas   mão livre — o que, apesar de não ser algo muito corriqueiro para mim, pode fazer falta para alguém. Isso me lembra da segunda opção que me veio   mente para capturar regiões da tela, sendo que esta envolve um utilitário freeware para Windows, e o uso do WINE, ou seja, é a mais longa e mais complicada.

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Ferramentas para proteger suas senhas

Ah, as senhas… quem de nós, eu pergunto, é capaz de viver sem elas no mundo moderno?

No mundo virtual, é preciso senha para praticamente tudo: Entrar na rede, abrir um arquivo protegido, acessar sistemas, o internet banking, o e-mail, o álbum de fotos, um fórum de discussão na web e por aí vai. No mundo real, também não há escapatória: saques e compras só são autorizados com o seu uso, e até mesmo para uma operação trivial, como ligar o celular, muitas vezes é preciso informar um código de acesso, o PIN.

Vê-se, por estes exemplos que dei acima que as senhas existem com uma finalidade básica: proteção. Seja a proteção de um usuário ou pessoa física, seja a proteção de dados e informações virtuais, sensíveis para pessoas físicas e jurídicas, o fato é que uma senha em mãos erradas pode causar danos gravíssimos e até mesmo irreversíveis.

Dessa forma, não queremos que alguém saia por aí e descubra nossa senha, o que demonstra que é preciso protegê-la com unhas e dentes. Quando penso nisso, imediatamente me vêm   cabeça dois pontos muito básicos:

  1. As senhas precisam ser fortes;
  2. As senhas precisam estar seguras.

As senhas precisam ser fortes

Uma das inspirações para este artigo surgiu nas últimas duas semanas, quando ouvi de cinco pessoas diferentes, ao me verem acessar a rede do local onde trabalho, o comentário de que minha senha era longa demais. Imediatamente, ao ouvir este argumento, disse que minha senha era assim por dois motivos: O primeiro, porquê era algo de que eu lembrava. O segundo, porquê era uma senha forte.

Vamos lá: É óbvio que você precisa pensar em uma senha da qual vá se lembrar mais adiante. Caso contrário ao partir para o final de semana numa sexta-feira atribulada, acabará esquecendo da senha na segunda-feira, ao voltar. Exageros   parte, é aí que reside um dos principais perigos das senhas: Buscando usar algo do que venham a se lembrar mais adiante, as pessoas simplesmente acabam usando nomes dos filhos, placas do carro e até mesmo do time de futebol para compor sua senha.

O problema dessa prática é que aquele amigo da onça mal intencionado, tendo se aproximado previamente de você e visando um ataque aos dados protegidos por sua senha, pode tentar invadir sua privacidade partindo destes detalhes que citei acima. E como sabemos que o seguro morreu de velho, bom mesmo é ter certeza de que estamos usando uma senha forte.

E como eu vou saber se minha senha é forte?

Bom, esta é a pergunta de um milhão de dólares. Algumas empresas possuem políticas para a formação de senhas, basicamente compostas de melhores práticas. Independente disso, podem ser usadas, por exemplo, frases a partir das quais são retiradas as iniciais. Assim, “Eu fui ao Canadá em 2006” se tornaria algo como EfaCe2006.

Mas talvez o melhor mesmo seja colocar sua senha   prova. E a melhor maneira de fazer isso é utilizar uma ferramenta especializada e ao mesmo tempo gratuita. O The Password Meter, por exemplo, é uma dessas ferramentas, on-line. Ao entrar no site você pode escolher entre exibir ou não a senha a ser testada (caso não a exiba, será coberta por asteriscos, como uma senha comum) e, em seguida, saber, numa escala percentual, o quanto ela é segura.

Vejamos o que acontece quando se coloca a senha acima   prova:

eface2006.jpg

A ferramenta, que considera pontuações para diversos aspectos da senha testada, conclui que a senha que escolhi ao acaso é 68% forte.

Segundo os critérios do site, ganhei 36 pontos de bonus por usar um número grande de caracteres e mais 14 por ter usado duas letras maiúsculas em meio   senha. Pela lógica empregada na ferramenta, os valores representados em azul são considerados excepcionais, enquanto que os verdes são suficientes.

Enquanto que o fato de ter acrescentado números   minha senha inventada me ajudou, esquecer de colocar um símbolo me reprovou, ou seja, as coisas poderiam ser melhores por aqui.

Assim, o que acontece com a avaliação desta senha se, por acaso, eu decido acrescentar um símbolo no meio da string? Bem, obviamente ela se torna uma senha mais forte. Salta dos 68% anteriores para 86%, um ganho considerável com apenas um caractere a mais, neste caso, um símbolo. Se forem dois deles, então, a pontuação é ainda maior, e a senha se torna 100% segura, ou seja, virtualmente imbatível.

eface2006_2.jpg

Percebam que, usando ou não ferramentas para testar senhas, para montá-las e torná-las fortes o importante é ter um pouco de criatividade, pensando em algo inesquecível e que, ao mesmo tempo, seja complicado de se descobrir. De preferência, memorizável sem que se precise anotar em algum lugar.

Mas e aquelas pessoas que não conseguem memorizar suas senhas e precisam marcá-las em algum lugar? Bem, isso me lembra do meu segundo ponto.

As senhas precisam estar seguras

Eu vou logo dando a mão   palmatória, pois já tive o hábito, no passado, de anotar minhas senhas em um caderninho que eu tinha na gaveta do trabalho, apenas para que, se eu me esquecesse delas, pudesse tê-las ao alcance das mãos. O problema neste caso é que elas também estavam ao alcance de olhos alheios.

desktopss.jpgO caderninho, então, não é um bom lugar para anotar senhas. Como também não é nada recomendável que elas estejam escritas em post-its (ou “lembretes”) como o que usei para ilustar este artigo, ou em pedaços de papel debaixo do teclado, é necessário que aqueles que são mais esquecidos usem algo mais seguro.

Eis que num determinado momento em minha carreira me vi obrigado a gerenciar uma quantidade gigantesca de senhas de diversos sistemas e aplicativos. Naquela oportunidade meu caminho se cruzou, por pura necessidade, com o do KeePass, um gerenciador de senhas de fonte aberta e 100% gratuito, com versões para Windows e Ubuntu, entre outros sabores de Linux e sistemas operacionais.

Entre as vantagens de uma ferramenta como o KeePass estão seu tamanho reduzido (cerca de 1,3Mb) e sua capacidade de se estender a partir de plugins, que, entre outras coisas, permitem a integração com o seu navegador favorito. Ah, eu não mencionei, também, que existe uma versão em português para nós brasileiros.

Ao terminar a instalação e criar uma nova base de dados de senhas, o programa pede que você defina uma master password. Esta será a senha que você deverá usar para acessar o KeePass. Não a anote em lugar nenhum e não a esqueça — de qualquer forma, convenhamos: para o esquecido, será muito mais simples e fácil lembrar de uma senha do que de várias.

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À partir daí, basta adicionar suas senhas. O programa as divide em categorias (que podem ser devidamente editadas) e possui, ele próprio, uma barra de testes de qualidade da senha, similar ao da ferramenta que citei anteriormente.

Para aqueles que podem estar com a pulga atrás da orelha por confiarem sua senha a um software, um aviso: A segurança do programa se baseia em duas cifras fortíssimas de criptografia, utilizadas por bancos para a proteção de seus sistemas. Convenhamos que é bem melhor do que guardar um papel na terceira gaveta atrás do livro de caixa de 2004, não é mesmo?

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Ubuntu direto do pen drive

Encontrei ontem, meio que por acaso, um tutorial bastante simples para fazer algo que pode incentivar muita gente a começar a utilizar um dos melhores sistemas operacionais da paróquia, o Ubuntu Linux: Executá-lo a partir de um pen drive.

Embora já se encontre em sua versão 7.10 (Gutsy Gibbon) e ganhe cada dia mais usuários, o Ubuntu ainda representa um mito para muita gente que até tem vontade de experimentar o sistema, mas que não quer, ao mesmo tempo, sacrificar logo de cara uma máquina rodando Windows.

Com os passos descritos no tutorial, é possível instalar, carregar e executar o sistema do ping¼im diretamente de um dispositivo USB, e deixá-lo em uma partição persistente. Uma mão na roda para quem, para começar a testar o sistema, só precisa ter   mão um CD do Ubuntu, um gravador de CD e uma mídia de 1Gb, embora 2Gb sejam recomendáveis.