O Twitter está desrespeitando seus clientes

Aplicativos para Twitter terão limite de usuários

SÃO FRANCISCO – Em uma medida para regular como os usuários acessam seu serviço de microblogs, o Twitter anunciou novas restrições que desencorajam fortemente produtores de software independentes de criar aplicativos para a plataforma.

Sob as novas regras, produtores independentes de software que criarem novos aplicativos para o Twitter terão permissão para terem um máximo de 100 mil usuários. Os atuais aplicativos com mais de 100 mil usuários poderão dobrar a base antes que o serviço imponha um limite rígido.

O trecho de notícia que citei acima, publicado na sexta-feira (17) pelo Link, do Estadão, me fez pensar em duas coisas:

  • Primeiramente que, como usuário do Tweetbot, para mim, na atualidade, o melhor cliente de Twitter da paróquia, talvez eu deva começar a me preocupar, agora que softwares como este estão literalmente na mira do Twitter.
  • Em seguida, sobre uma frase que um amigo meu sempre diz: Na briga do rochedo com o mar, quem sempre se dá mal é o marisco. Nada mais verdadeiro do que isso para expressar esta situação, e eu explico o porquê disso.

Houve um tempo em que o Twitter não tinha seus próprios aplicativos. Tratava-se do website do serviço, e olhe lá. Ao longo do tempo, isso criou um verdadeiro nicho de mercado para todo e qualquer desenvolvedor que quisesse criar mecanismos e maneiras de interagir com o Twitter, através de sua API.

De qualquer forma, o que expus acima leva ao fato de que, atualmente, é praticamente impossível dizer quantos clientes para Twitter existem — bem, pelo menos eu não conseguiria responder à esta pergunta: Se eu me basear apenas na quantidade deles que usei ao longo dos anos tanto nativamente no Windows, ou na web, e, ainda mais recentemente, no iPhone, eu diria que dezenas. Mas centenas, talvez milhares, também seria um bom chute.

A decisão do Twitter, informada pela notícia que citei no início deste meu texto, simplesmente fecha as portas do serviço para quem até hoje, a meu ver, ajudou aquele que é o serviço de microblog mais popular do mundo a, justamente, se tornar o mais popular do mundo. Na prática, é uma punhalada pelas costas.

No entanto, como não sou um desenvolvedor que depende da API do site — e sim um usuário destas ferramentas agora em check, devo dizer que o meu motivador para escrever este texto é justamente este lado da moeda. Como na frase que mencionei, dita sempre por este meu amigo, nós, usuários, somos os mariscos.

Sim, pois somos os clientes do Twitter. E, deixe-me dizer que acredito que, neste episódio, o Twitter está deixando de ouvir seus clientes.

Antes de continuar com meu raciocínio, deixe-me dizer que também é difícil dizer quantas pessoas usam clientes de Twitter que não sejam os oficiais. No entanto, em busca de uma resposta para isso, acabei me deparando com um artigo de julho de 2012 — recente, portanto, à época em que escrevo este texto —, escrito por Benjamin Mayo, de onde resolvi plotar o seguinte gráfico, baseado em observações do autor após analisar os aplicativos originadores de 1 milhão de tweets:

Como se pode ver, é fato que 71% dos usuários do Twitter atualmente usam os aplicativos e canais oferecidos pelo próprio serviço de microblog. O meu favorito, por exemplo, está apenas na décima quinta posição, usado para originar parcos 1% do volume de tweets analisados pelo Benjamin.

Ainda assim — e agora é hora de retomar o raciocínio —, porquê é que os outros 29% de usuários preferem outros aplicativos aos oferecidos pelo Twitter? A resposta é realmente muito, muito simples: estes aplicativos oferecem a esta parcela de usuários maneiras de interagir com o Twitter que o próprio Twitter ignora.

Exemplifico esta questão comigo mesmo: Eu uso o Tweetbot porquê, para mim, é o que tem a melhor e mais bonita interface gráfica. Além disso, minhas listas se transformam na própria timeline a um toque de dedo. Outras pessoas podem achar que recursos como filtros ou a capacidade de dar mute em alguém ou algum serviço é o que existe de mais importante — quem, afinal, realmente quer saber de todos aqueles check-ins no Foursquare?

A briga entre o quartel-general do Twitter e os desenvolvedores que até agora tanto haviam contribuído para que o serviço fosse enaltecido poderia ter sido evitada — poupando muito mariscos como você e e eu, se pelo menos uma destas duas coisas fosse levada em consideração:

  • Observando a proliferação cada vez maior de clientes para Twitter, a empresa de Ev Williams poderia ter encomendado uma pesquisa de satisfação de mercado, solicitando que os usuários lhe informassem porquê preferiam thrid parties ao invés do software oferecido pelo próprio Twitter. Respostas como as que citei dois parágrafos acima certamente guiariam os desenvolvedores, que, se quisessem mesmo nos agradar, incorporariam uma interface mais agradável aqui, ou um filtro diferenciado ali. Assim, os desenvolvedores terceirizados veriam suas funcionalidades mescladas às aplicações do próprio Twitter, e estas eventualmente se fundiriam, sem prejuízo do ponto de vista dos usuários.
  • O acesso à API do Twitter poderia ser cobrado. Ao impor uma taxa para que os desenvolvedores extraíssem suas informações, o Twitter poderia continuar despreocupado, caso sua intenção não fosse incoporar ele próprio estes anseios dos usuários, descobertos através da mesma pesquisa de satisfação.

A grande questão, no final das contas, é que todos estes anseios dos usuários que hoje são capturados justamente pelos desenvolvedores que criam os clientes third party sabendo que o Twitter não lhes dá ouvidos, provavelmente deixarão de ser coletados, já que novos entrantes agora são desencorajados a entrar, e os players já existentes tendem a sofrer limitações futuras em suas bases de usuários, colocando a continuidade do negócio em check. As idéias dos usuários são combustível para inovações interessantes, mas, com o Twitter declarando com todas as letras que não precisa mais de quem um dia foi tudo o que eles precisaram, estamos mesmo correndo o risco de ficar na mão.

Se você tem uma opinião diferente, comenta aí :)

“Back to the Future”: O viral que não era

Dê uma olhada nas imagens a seguir.

Se você — assim como eu — é um fã da série de filmes Back to the Future, estrelada por Michael J. Fox, deve ter se empolgado com a possibilidade de, finalmente, estar presenciando o Future Day, ou seja, o dia ao qual Martin McFly chegou quando foi ao futuro, no filme número dois da franquia.

Eu mesmo, confesso, fiquei impressionado, pois mal me lembrava deste pequeno detalhe. Aliás, a empolgação foi tanta que eu resolvi repassar a imagem a um monte de amigos que gostam dos filmes em questão — recebi apenas a segunda, por email. Junto com a imagem, recebi o seguinte comentário:

Today is the day that Marty McFly arrived in the future after hitting 88mph in a pimped out Delorean in 1985.

Ocorre que a história toda é um hoax, ou seja, não passou de um boato, ou de uma lenda urbana. Ela começou quando a revista britânica Total Film espalhou um tweet e depois uma imagem com a data de ontem — a primeira que ilustra este texto —, alegando ser 05 de julho de 2010 a data referenciada no filme. Conforme descrito pela Wikipedia, a coisa se tornou uma febre — ou um viral — na rede de micropostagens, de maneira que milhares e milhares de usuários a reproduziram.

Hoje a revista se desculpou, através de uma nota em seu site, onde explica toda a situação, já que milhares de fãs fervorosos do filme notaram o erro:

A segunda imagem — com data de hoje — veio, de acordo com a própria nota da revista, de um terceiro, que resolveu trocar a data e continuar com a coisa toda.

Mas não se preocupem,  já que o Delorean chegou ao futuro em 21 de outubro de 2015, como se pode ver através da imagem acima, retirada da Wikipedia.

No final das contas, a única coisa verdadeira dessa história toda é a seguinte: Eu realmente estou ficando velho. E se você começou a pensar quantos anos fazem desde a segunda parte do  filme — rodado em 1989 —, também está. É a vida.

O Mixero me conquistou!

MixeroLá pelos idos de fevereiro eu publiquei um post por aqui tecendo mil elogios ao TweetDeck, uma das inúmeras aplicações desenvolvidas em Adobe AIR que permitem que você gerencie e atualize as suas contas do Twitter. Na época, fiquei tão empolgado com a ferramenta que declarei em alto e bom tom que minha escolha anterior, o Twhirl, havia perdido a batalha para o pássaro negro.

Mas a vida não é exatamente justa 100% das vezes — e eu, como sempre vez por outra, sofro de severas instabilidades no que tange às minhas aplicações favoritas. E de algumas semanas pra cá, após cruzar com um novo cliente para Twitter, o Mixero, pus em xeque todo o meu amor pelo TweetDeck, trocando-o completamente por este último.

Mas quais são, afinal de contas, as características do Mixero? Abaixo, tentarei resumir as principais, na minha opinião.

Interface

Devo confessar que o que me ganhou logo de cara foi a interface do Mixero. Ela é, de longe, a mais bonita que eu já vi dentre todos os clientes para Twitter que eu já experimentei. Assim sendo, se não houvesse qualquer característica nova na ferramenta em si — o que, claro, não é verdade —, talvez eu tivesse trocado de cliente só por este ponto.

A (bela) interface do Mixero

A (bela) interface do Mixero

Grupos

O Mixero te permite organizar os contatos em grupos — mas ei!!! — obviamente, este é um recurso presente na maioria dos clientes para Twitter que minimamente querem ser levados a sério — como o próprio TweetDeck. Isso porquê com centenas de contatos pessoais, sites e serviços para seguir via Twitter, ficaria difícil usar qualquer ferramenta que não me permitisse fazer isso.

Canais

Também de forma similar ao TweetDeck, o  Mixero permite criar listas baseadas em buscas criadas pelo usuário, quer sejam empregadas para sua construção #hashtags, palavras-chave ou nomes de usuário. A estas listas, foi dado o nome de canais, ou channels, e são elas que lhe permitirão acompanhar somente aquilo que interessa a você.

Filtros

É possível aplicar filtros à timeline de qualquer usuário, grupo ou canal, utilizando palavras-chave de sua escolha. Este é mais um dos recursos em que Mixero e TweetDeck se parecem, e, desta maneira, não é novidade alguma.

Active Lists

Exemplo de Active List

Exemplo de Active List

Para mim, um dos grandes diferenciais que favorecem o Mixero.

Quando você começa a usar a ferramenta, logo percebe que está com muitos grupos e canais criados, o que pode tornar complicado, dependendo do seu tempo livre, humor e paciência, acompanhar todo esse volume de informações de uma única vez.

É aí que entram as Active Lists. Você pode arrastar para um espaço pré-determinado do Mixero apenas aqueles usuários, canais ou grupos que interessam naquele instante. Apenas para ilustrar com um exemplo, quando estou esperando por novos episódios de meus seriados favoritos, eu posso preferir acompanhar apenas o twitter do site eztv.it e os updates dos meus gurus de seriados.

Enquanto uma active list estiver ativa, as atualizações de outros usuários serão processadas, mas naquele dado instante não serão visíveis até que eu desative as listas em que estiver focado.

Contextos

Para facilitar a vida do usuário que tem diversas active lists, é possível utilizar contextos, que nada mais são do que mecanismos que permitem nomear cada uma de suas active lists, para posteriormente tornar possível alternar a leitura entre elas com um simples clique de mouse.  Na figura acima, contextualizei minha active list como seriados. Assim, posso sempre tê-la à mão.

Encurtando URLs

É verdade que os bons clientes para Twitter oferecem pelo menos algum tipo de integração com URL shorteners. Mixero, no entanto, pode ser configurado para encurtar as URLs À medida em que você as digita legal!! Além disso, para os serviços aceitos pelo programa — como o bit.ly ou o is.gd, por exemplo —, é possível verificar qual é o endereço original passando o mouse por cima dos links gerados por você e por seus contatos.

Visualizando a URL original

Visualizando a URL original

Autocompletion

Autocompletion

Autocompletion

Uma outra coisa legal do Mixero é o recurso de autocompletion, que é imediatamente acionado — da forma mais transparente possível, sempre que você digita o @ em qualquer ponto da sua mensagem.

Uma vez que isso aconteça, uma lista dos seus contatos aparece diretamente acima — ou próximo — do texto, permitindo escolher os contatos desejados rapidamente.

Pré-visualização de mídia

O Mixero também permite que você visualize, dentro da própria interface do programa, imagens postadas via TwitPic e no Flickr. Da mesma forma, também é possível pré-visualizar frames de vídeos hospedados no Youtube.

Modo Avatar

Avatar ModeEmbora eu já tenha mencionado a interface do Mixero no começo deste artigo, não posso deixar de mencionar o modo avatar da ferramenta. Este modo permite que você continue a acompanhar as atualizações dos seus contatos mesmo quando você não está com a janela do programa maximizada.

Para tirar proveito deste recurso, basta que você inclua pessoas e grupos em sua active list, e clique no ícone do catavento — o logotipo do programa. Desta forma, apenas os avatares ficarão visíveis, no canto direito de sua tela, permitindo que você continue a trabalhar com outros aplicativos normalmente.

Neste caso, sempre que você receber alguma atualização, além de um alerta sonoro configurável, indicadores visuais lhe informarão quantas mensagens — ou atualizações de canais e grupos você ainda não leu.

Trending Topics

Um último ponto interessante é poder obter a lista de trending topics do Twitter diretamente através do Mixero. A janela em questão pode ser localizada abaixo da lista de canais criada pelo usuário.

A vantagem deste recurso é que, mais uma vez, com um único clique do mouse, você pode acessar todo o noise do momento na twittosfera.

Minha conclusão é que, mesmo que você já tenha pensado que o Mixero é igual ao TweetDeck, ao Seesmic, ou qualquer outra ferramenta de sua preferência, vale a pena dar uma olhada para sentir na pele. E, assim sendo, fica aqui a minha sugestão: experimente.

Há apenas um detalhe: A aplicação, embora possa ser livremente baixada e instalada, só pode ser acessada através de um invite code e, embora o mecanismo incentivado pelos desenvolvedores para obter um desses códigos seja seguir o @mixero, você pode facilmente fazer como eu fiz, depois de cansar de esperar: Buscar no Google.

Da sua cabeça para o Twitter!

brain_twitterAdam Wilson, doutorando em Engenharia Biomédico pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos virou notícia esta semana, depois de ter publicado uma atualização em sua conta no Twitter usando, para isso, apenas a força do seu próprio pensamento.

A coisa parece saída de filmes ou livros de ficção científica, mas na verdade foi possível graças a uma engenhoca — parecida com um capacete — plugada ao computador do rapaz, através da qual ele operou uma Brain Computer Interface, ou BCI, capaz de fazer seu cérebro se comunicar com a máquina.

Esta história me faz logo pensar no brilhante físico inglês Stephen Hawking, que, como a maioria das pessoas sabe, sofre de uma doença neurológica que compromete seu sistema motor, e que, além de deixá-lo permanentemente preso a uma cadeira de rodas, o faz precisar de um sintetizador de voz para se comunicar com as pessoas. Comunicação é justamente a maior dificuldade para pessoas que tem este tipo de problema, e, assim como disse à Wired o engenheiro biomédico Kevin Otto, também envolvido com esta experiência, o mais importante é que ela endereça diretamente esta necessidade de se comunicar e de se socializar, ao utilizar um mecanismo atualmente tão popular como o Twitter:

“It’s in tune with what patients want,” said Otto. “Social networking and communication is really their first desire. There’s been quite a bit of success, and a few demonstrations, helping people to e-mail. But the same reason why people choose Twitter and Facebook over e-mail is the same reason why this is significant.”

Os idealizadores dizem que, embora a interface ainda não esteja pronta para comercialização, ela já está além da fase de prova de conceito, uma vez que já se sabe que o sistema funciona perfeitamente — um vídeo publicado no YouTube demonstra, em quase 2 minutos de duração, que isso é realmente sério. Eles dizem que o próximo passo será a utilização do mecanismo por 10 pessoas que hoje já possuem cópias do software responsável por operar a interface entre o cérebro e os computadores, e, a seguir, pensar em formas de integrá-lo de vez à rotina das residências comuns, de forma que qualquer pessoa possa montar o kit de utilização sem necessitar de ajuda.

Honestamente, eu torço para que chegue logo o dia em que atualizar o Twitter telepaticamente terá se tornado tão corriqueiro que me ajude a estar mais presente nesta e em outras redes sociais, já que hoje nem mesmo com todas as facilidades existentes — como o envio de updates através do celular — eu consigo atualizar meu status tanto quanto eu gostaria.

Adieu, Tweetbacks: Olá, Chat Catcher!

ccbblQuem me acompanha mais de perto sabe que eu venho tentando, através de plugins para o WordPress, integrar tweetbacks ao blog. Minha insistência se baseia no fato de que, caso eu venha a escrever algo interessante ou minimamente útil, essa informação será comentada por uma ou mais pessoas através do Twitter, e eu gostaria de saber a respeito. Neste aspecto, ocorre que a integração através do plugin Tweetback realmente funciona para a maioria dos serviços de URL shortening, mas falha gravemente quando alguém faz uso do migre.me, site que é cada dia mais popular entre os usuários de microblogging brasileiros.

Tal mau funcionamento recentemente me levou há alguns dias a pedir ajuda não apenas ao desenvolvedor do plugin, mas também ao desenvolvedor do serviço brasileiro. Depois de esperar por um tempo razoável sem que houvesse qualquer resposta — fato que eu honestamente compreendo perfeitamente, pois imagino que ambos estejam tão ocupados quanto eu, com seus afazeres profissionais —, resolvi voltar à batalha, buscando qualquer alternativa que me fizesse obter um maior grau de êxito com minha vontade. Foi quando esbarrei sem querer com um artigo de Ari Herzog, especialista em mídias sociais que contribui para o site americano Mashable,  onde ele descreve a forma que ele próprio utiliza para incluir citações a seus artigos em seu blog. Trata-se de um serviço chamado Chat Catcher, criado pelo programador norte-americano Shannon Whitley e introduzido no começo deste ano em um artigo de seu blog pessoal.

O título do artigo de Ari Herzog realmente diz tudo: O Chat Catcher é mesmo mais inclusivo do que os tweetbacks, uma vez que inclui em suas buscas não apenas as citações realizadas através do Twitter, mas também aquelas que estiverem dando sopa em serviços como o FriendFeed e o Identi.ca. Basta que um artigo do seu blog apareça em um destes serviços e pronto: Uma referência a ele se tornará um trackback — ou um comentário comum, se você assim preferir, postado de volta no blog original. Entre as vantagens do Chat Catcher está o fato de que ele funciona com qualquer plataforma de blog que suporte trackbacks, e, mesmo quando isso não é possível, são oferecidas alternativas de integração scriptless. Há também um plugin para WordPress, que eu já instalei e testei aqui no blog.

Integração entre o Chat Catcher e o migre.me

Uma vez realizada a instalação, o procedimento é realmente muito simples: Na verdade, a única coisa realmente necessária é ir até as opções da página do plugin e clicar o botão Register this blog. Opcionalmente você pode listar usuários que deseja excluir das pesquisas — como o seu próprio usuário do Twitter, ou algum engraçadinho que esteja lhe mandando spam — e escolher se deseja tornar cada citação a um artigo seu um trackback ou comentário comum. Uma opção que eu não poderia deixar de mencionar é a possibilidade de moderar as citações antes que apareçam no corpo do blog.

Para concluir, é importante dizer que minha decisão final por adotar o Chat Catcher e abandonar o plugin anterior se baseia no fato de que o serviço cumpre o que promete: Lidar com qualquer serviço de URL shortening, resgatando citações custe o que custar. Neste aspecto, como ilustra a figura que se encontra neste artigo, até mesmo uma citação que eu mesmo fiz através do migre.me foi competentemente capturada. E isso, meus amigos, finalmente põe fim à esta novela.

Tentando fazer Tweetbacks e migre.me se darem bem

Até hoje eu não podia chegar a dizer que possuo um compactador de URLs favorito. De qualquer maneira, reconheço que este tipo de serviço é extremamente necessário nos tempos atuais, principalmente para qualquer um que se encontre às voltas com a arte do microblogging, sobretudo o Twitter.

Tenho acompanhado a crescente utilização, pelos blogueiros brasileiros, de um compactador de URL 100% nacional. Trata-se do migre.me, que não apenas reduz os endereços para que caibam junto às mensagens de 140 caracteres típicas dos serviços de microblogging, mas também atua como uma espécie de Digg brasileiro, computando URLs, vídeos e fotos populares no Twitter, o que eu acho simplesmente genial.

No entanto, é justamente o migre.me que vem me tirando o sono há alguns dias, tudo porquê, usuário do plugin Tweetback para WordPress como me declarei recentemente, estive às voltas com tentativas de ajustar o código PHP do autor para fazer com que eventuais citações a meus artigos através do serviço brasileiro também aparecessem por aqui, entre os últimos comentários.

Minha batalha começou quando, recentemente, percebi que o migre.me já possui uma API. É verdade que dá um pouco mais de trabalho mexer com ela pra obter as URLs compactadas, já que é preciso ler um arquivo XML para que a mágica aconteça, mas nada de outro mundo.

No arquivo principal do plugin para WordPress que eu estou usando para exibir os Tweetbacks aqui no blog — tweetback.php — há uma função chamada fh_tweetback_getshorturl, que é, como o nome diz, responsável por obter as URLs compactadas de serviços como o tinyurl, bit.ly e outros. Foi lá onde eu acrescentei algumas coisas por conta própria para fazer com que também as URLs compactadas pelo migre.me fossem levadas em conta na hora de verificar se houve citações do Twitter por aqui.

A função em si ficou assim — notem que todos os comentários em inglês do autor do plugin foram mantidos… eu só acrescentei mesmo a parte do migre.me:

  function fh_tweetback_getshorturl($permalink,$provider='tinyurl.com') {
  $permalink = urlencode($permalink);
  //http://blog.cli.gs/news/analysis-of-linking-patterns-on-twitter-cligs-scores-well
  switch($provider) {
  case 'tinyurl.com':
  return fh_tweetback_curl('http://tinyurl.com/api-create.php?url='.$permalink);
  case 'is.gd':
  return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);
  case 'bit.ly':
  return fh_tweetback_curl('http://bit.ly/api?url='.$permalink);
  case 'twiturl.de':
  return fh_tweetback_curl('http://api.twiturl.de/friends.php?output=txt&new_url='.$permalink);
  case 'migre.me':
  $xml = simplexml_load_file('http://migre.me/api.xml?url='.$permalink);
  return (string)$xml->migre;
  /* blearg, I really dont feel like all that signupapikeystuffpostcomplicated, what the hell.
  * Maybe I'll have more motivation later on to register or do post mechanism, for now on
  * its just like that. tinyurl ftw! :) 
  * (and yes, I understand why registration and keys can make sense. however, I am still too lazy for that.)
  case 'twurl.nl':
  return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);
  case 'snipurl.com':
  return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);
  case 'snurl.com':
  return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);*/
  default:
  return false;
  }
  return false;
  }

Pois bem: Devo dizer que, antes de partir para a alteração do código do plugin, fiz um teste em arquivo PHP separado para verificar se a obtenção de URLs aqui do blog compactadas pelo migre.me estava funcional, inclusive levando em conta que elas devem ser tratadas pela função PHP urlencode.

Os testes funcionaram perfeitamente. Uma maravilha, mesmo. No entanto, depois de começar a postar uma série de testes a partir do TweetDeck, percebi que os tweetbacks ora aparecem, ora não aparecem no blog. E, sinceramente, estou numa dúvida violenta entre se tratar de um problema no plugin, ou algo que eu esteja fazendo errado com a própria API do migre.me.

A impressão que tenho é que eu quase cheguei lá, mas alguma coisa ainda parece precisar de ajustes. Como entendo um pouquinho de PHP mas no momento estou mais pra weekend programmer do que qualquer outra coisa, enviei o link deste texto para o desenvolvedor do migre.me, na esperança de que ele possa me apontar algum problema — caso aplicável. Também enviei um e-mail ao desenvolvedor do plugin Tweetback, Florian Holzhauer, asking for his advice:

Hi there, Florian!

My name is Daniel Santos, and I’m a Brazilian WordPress user. I came across your e-mail address thanks to your excellent Tweetback plugin for WordPress, which not only I’ve been using in my own blog, but also have been trying to extend.

Let me explain: A lot of Brazilian users have been exchanging abroad URL shorteners like http://tinyurl.com or http://bit.ly for http://migre.me, which is a 100% Brazilian-made URL shortener. Developers from http://migre.me have recently deployed an XML-based API (http://migre.me/blog/api-gerador-de-urls/) that can be used to retrieve shortened URLs to be used as one best fits.

After implementing some code using your PHP plugin file as a reference, I created a variation of it (which I’m sending you, attached to this message). Simple enough, I have added some lines of code to your fh_tweetback_getshorturl function, retrieving a XML file and getting one attibute out of it. Besides, I added http://migre.me to the Admin Panel backend, exactly as I noticed you yourself did with the other services your plugin works with.

Unfortunately, there IS a problem, as shortened URLs created by http://migre.me sometimes appear listed in my post’s comments, sometimes not. Fact is, I don’t know, out of three possible situations, which is actually happening:

(1) my changes to your code were not enough — or are possibly wrong;
(2) the problem might be located in my misuse of http://migre.me API itself.
(3) my PHP skill sucks (LOL)

As #3 is currently impossible to solve and I have contacted http://migre.me developers for help, I’m asking you to please help me figure out if the problem could be with the plugin itself.

Hoping that you will answer me as soon as possible, I would like to thank you in advance, and possibly expect my contribution to your plugin to be useful – as I think several Brazilian tweetbackers will find.

Best regards,

Daniel Santos

http://danielsantos.org/

No entanto, este meu artigo é também um pedido de ajuda pra quem mais quiser se habilitar a fazer a coisa funcionar. Uma vez que a popularidade do migre.me aumenta cada dia mais entre os internautas e blogueiros brazucas, penso que a integração com o plugin para WordPress seja uma ótima pedida.

Ah, é claro: A minha modificação do plugin pode ser visualizada através deste link.

Aderindo aos Tweetbacks

Qualquer um que já tenha escrito pelo menos meia dúzia de artigos em um blog sabe o que é  — ou, pelo menos, já ouviu falar de — um linkback: Também popularmente conhecido como pingback ou trackback, trata-se de um mecanismo que notifica um autor, em seu próprio blog, todas as vezes em que outras pessoas fazem menção a um ou mais artigos seus em outro endereço da Grande Rede de Computadores.

Exemplos de tweetback por aqui

Exemplos de tweetback por aqui

Pois bem: Depois de haver recentemente instalado e saudado com entusiasmo o TweetDeck, me dei conta de alguns links interessantes que mencionavam alguns artigos que eu havia escrito por aqui recentemente. Minha conclusão óbvia é de que, assim como alguns blogueiros têm evoluído para formas aleatórias de microblogging, as pessoas têm usado também seus serviços de microblogging — sobretudo o Twitter como forma de linkback. Esse novo tipo de link, chamado tweetback, foi na verdade introduzido no começo deste ano por Rachel Cunliffe, em seu post  10 Ways Twitter Will Change Blog Design in 2009, publicado no site Mashable:

Bloggers will start to add “Tweetbacks” to their blog posts. The simplest version will show the number of people who have tweeted this post (including all reverse engineered tinyurls). Tweetbacks are not yet available.

Options will include:

  • Showing what tweeters are saying about the post
  • Replies to those tweets from others
  • Showing who is tweeting the post
  • Showing the tweeters’ avatars
  • Ordering tweeters by Twitter influence
  • Mixing tweets in with comments, rather than displaying them separately

Imaginei logo que eu deveria aderir a algum tipo de integração dos assim chamados tweetbacks com o meu próprio blog: Minha motivação foi realmente o fato de acreditar que as pessoas efetivamente têm passado menos tempo visitando e comentando posts dos blogs, e que têm dado preferência ao Twitter, para tanto. Depois de procurar um pouco por aí, acabei fazendo algumas experiências e me decidi com relação ao plugin Tweetback, escrito por Florian Holzhauer.

De maneira resumida, ele é capaz de varrer o Twitter em busca de links que apontem para os artigos do blog, mesmo que eles estejam ocultos por serviços de URL shortening — atualmente, aliás, são suportados, além do tinyurlpadrão —,  o is.gd e o bit.ly, sendo que o autor já prometeu suportes adicionais em breve. Uma vez encontrados estes links, eles são transformados em tweetbacks, e publicados no blog acompanhados dos avatares de seus autores, no Twitter.

Opções do plugin

Opções do plugin

Para não dizer que a instalação foi totalmente plug and play, a única coisa que resolvi fazer foi uma edição no arquivo PHP fonte, apenas para aumentar o tamanho do avatar padrão, para que ele coincidisse com o tamanho que venho usando no blog.

Seja como for, o importante é saber que qualquer comentário ou reação aos meus artigos que venha via Twitter agora passará a ser capturados por aqui — figurando na barra lateral, junto aos comentários feitos direto no blog —-, o que me permitirá ter uma idéia melhor das reações com relação ao que eu escrevo. Espero ter boas surpresas… :)

Twitter pelo TweetDeck é uma maravilha!

tweetdeck_birdJá dizem vários amigos meus que, de tempos em tempos, é inevitável que você precise reformatar seu computador. Há menos de uma semana foi a minha vez de passar pela enésima vez por essa experiência, de forma que eu ainda nem tive tempo de reinstalar a maioria dos programas que venho usando no dia-a-dia.

Entre estes programas está o Twhirl, cliente para interação com o Twitter implementado em Adobe AIR, do qual eu gosto muito. Acontece que hoje, no momento em que eu estava me preparando para reinstalá-lo, acabei me deparando com um interessante artigo do site Mashable, listando justamente os clientes de Twitter mais populares da atualidade, baseado em informações do site TwitStat, e me deparei com o primeiro da lista: O TweetDeck, que também é baseado em Adobe AIR.

Preciso dizer que eu já havia cruzado com a ferramenta antes, gravando-a em meus bookmarks, para eventualmente testá-la qualquer dia desses. Acontece que, como a lista que encontrei demonstra que a aplicação está duas posições à frente do Twhirl, resolvi experimentá-la para saber se era tão bom assim.

Minhas conclusões foram muito positivas.

Logo depois de instalar e configurar o TweetDeck, uma ampla janela com tons de cinza e preto é aberta. Nela são apresentadas, a princípio, três colunas: A primeira com os status mais recentes de todos os seus contatos (All Friends), a segunda com todas as suas replies mais recentes e a última contendo todas as direct messages enviadas a você. Exceto pelo fato de apresentar as informações em três colunas, nada difere, à primeira vista, do Twhirl.

Exemplo de grupo

Exemplo de grupo

Mas as semelhanças param exatamente ai. O TweetDeck se mostra muito mais poderoso, pois permite gerenciar seu tweet feed, dividindo as informações em grupos menores.

Você pode, por exemplo, criar um grupo separado a partir de todos os seus contatos, de forma a acompanhar suas atualizações mais facilmente. Isso pode ser útil, por exemplo, para separar as mensagens dos colegas da faculdade daquelas do trabalho. Ao lado, para ilustrar este artigo, criei um grupo de exemplo, a partir do meu blogroll.

Algumas funções do TweetDeck

Algumas funções do TweetDeck

Outra coisa muito bacana, na minha opinião, é poder utilizar um recurso similar para apresentar em janelas separadas o resultado de suas buscas. Entre estas buscas podem estar nomes de usuário — inclusive @replies dadas a este —, #hashtags e quaisquer palavras soltas. Estas janelas vão se acumulando à direita da interface do TweetDeck, com o número de resultados encontrados para cada uma. A partir daí, os resultados podem ser filtrados, excluídos e marcados como lidos a bel prazer.

Mas o melhor aspecto da coisa mesmo, na minha opinião, é o fato de que, a exemplo das colunas padrão que citei acima, todas estas janelas personalizadas com grupos e buscas vão sendo automaticamente atualizadas à medida em que novas chamadas à API do Twitter são feitas. , o Na prática, isso faz com que a utilização do TweetDeck torne a leitura de tweets muito mais proveitosa, divertida, e até mesmo mais produtiva.

Sinto muito, Twhirl. Você perdeu.