O PicPick é nota 10!

Venho usando o FastStone Capture ao longo de anos e anos para capturar e tratar imagens, principalmente com a finalidade de ilustrar diversos dos artigos deste humilde blog. Acontece que, desde sua versão 5.3ainda encontrada para download em diversos sites da Internet e a última que baixei —, a ferramenta não é mais freeware, e sim, shareware. Na prática, isso quer dizer que pode-se experimentar o programa, mas, para obter seus recursos completos — e normalmente mais avançados —, além de versões mais recentes, é necessário pagar pelo benefício.

Confesso que acho que, se considerados todos os recursos avançados do FastStone Capture — na versão 6.3, por exemplo, a mais recente no momento em que escrevo este artigo, é possível não apenas capturar telas ou suas regiões, mas também fazer captura das ações da tela em vídeo, criando-se, com isso, pequenos screencasts —, não é caro desembolsar cerca de US$ 20 por uma licença vitalícia do programa. Ainda assim, após saber da migração freeware para shareware, nunca mais fiz um update e, com isso, venho usando o último dos programas gratuitos porquê penso que ele atende plenamente minhas necessidades.

Hoje, no entanto, lendo meus atrasadíssimos feeds RSS, eis que me dei conta do PicPick. Desenvolvido por apenas uma pessoa, o coreano Dae-woong Moon, o PicPick me chamou a atenção não apenas por conter vários dos recursos que o FastStone Capture contém, mas também pelo fato de, sendo ele um freeware, conter algumas outras ferramentas interessantes embutidas em sua interface.

Uma vez instalado, o PicPick pode ser configurado para iniciar-se juntamente com o Windows, e apresenta não apenas as funções triviais para capturar regiões retangulares e áreas fixas, mas também a possibilidade de capturar componentes de janela, ou seja, desde botões e caixas de texto, até janelas inteiras que precisam ser roladas para baixo para serem completamente capturadas — como, por exemplo, páginas web. Ainda no quesito captura, aliás, a função repetir última captura pode ser extremamente interessante para aqueles que estão criando tutoriais e querem documentar modificações mínimas que ocorrem sempre na mesma janela ou área da tela.

Todas as imagens capturadas pelo PicPick vão para um editor onde estão disponíveis desde comandos básicos como rotacionar ou dimensionar, até a pixelização, desfocagem e ajuste de brilho, nitidez e saturação de imagens ou pedaços de imagens pré-selecionados. Dois pontos interessantes do programa — e, para mim, diferenciados em relação à versão 5.3 do FastStone Capture — são sua capacidade de inserir imagens sobre as imagens já capturadas e a possibilidade de tornar qualquer objeto no editor opaco em maior ou menor intensidade.

Além dos recursos de captura e do editor já mencionados, as ferramentas incluídas com o PicPick incluem um capturador de cores — que pode retornar o código de qualquer cor que esteja atualmente em exibição na tela, uma régua de pixels, útil para medir regiões da tela ou de objetos e componentes de programas e documentos nela expostos, um transferidor, para medir o ângulo entre dois pontos ou componentes da tela, um retículo de referência para medir o tamanho de objetos na tela e, finalmente, uma lousa virtual, que parece aquela disponível em apresentações do Power Point e permite rabiscar a vontade por cima de qualquer coisa, já que cria uma camada de transparência para tanto.

Embora a verdade seja que, se comparado ao FastStone Capture, a maioria dos recursos se equivalham — alguns destes últimos que citei, aliás, raramente serão usados pela maioria dos mortais como você ou eu —, tenho que admitir que, em se tratando de uma ferramenta freeware,  o PicPick arrasa por sua simplicidade e sofisticação, sendo um raro caso de ferramenta com tantos recursos que permanece gratuita ao longo do tempo.

Recomendo baixar e experimentar.

Novo WordPress 2.6: Problemas e soluções

Saiu esta semana e já está disponível para download o novíssimo WordPress 2.6 Tyner — nome emprestado, como de costume, de alguma celebridade do mundo do jazz, desta vez o pianista McCoy Tyner. O que mais me impressionou logo de cara nesta versão foi a rapidez com que ela veio. Os desenvolvedores falam de lançamento um mês antes do previsto, o que demonstra que eles estão produzindo a todo vapor.

Antes que eu diga qualquer outra coisa, devo fazer uma recomendação a respeito do processo de atualização. Minha migração da versão 2.5 para a 2.6 foi toda automática, graças ao excelente plugin Instant Upgrade, que eu venho usando já há algum tempo, e sobre o qual, inclusive, escrevi um artigo dedicado. Este plugin, além de substituir com total maestria o WPAUWordPress Automatic Upgrade, que parece abandonado —, ainda elimina totalmente a necessidade de baixar arquivos e fazer uploads manualmente, via FTP.

A seguir, minha visão, novamente, com relação a novidades e problemas.

Novidades

Controle de Revisões

O controle de revisões, uma das novidades desta versão, pode ser bom ou mau para o seu blog.

Este recurso pode se mostrar útil quando se comete algum erro no texto que se está escrevendo para um artigo ou página, e é necessário voltar atrás. No rodapé na página de edição estarão disponíveis todas as versões salvas do texto sendo escrito — tanto aquelas salvas pelo usuário quanto as que foram salvas pela auto-gravação.

Neste caso, pode-se comparar quaisquer duas versões do mesmo texto, num sistema visual que lembra muito o que já é usado em diversas plataformas de wiki, ou mesmo em softwares especializados na comparação de texto. A qualquer momento o usuário pode selecionar uma versão mais antiga do texto e substituir pela atual.

Para blogs que funcionam com a colaboração de diversos usuários, em que todos normalmente alteram um ou outro detalhe do texto, o controle de revisão chega ao nível de indicar que usuário alterou o quê, e quando isso aconteceu.

Pesando contra o controle de revisões está sua utilização em blogs com um único usuário ativo e editando textos, como é o meu caso. Ocorre que o processo de armazenamento de revisões de artigos funciona acrescentando um novo registro ao banco de dados — mais especificamente à tabela WP_POSTS — todas as vezes que um texto é editado ou salvo automaticamente.

Assim, com o controle de revisões, se o WordPress grava automaticamente o seu texto 10 vezes enquanto ele é editado, você logo terá 10 novos registros em sua tabela WP_POSTS. Significa dizer que rapidamene sua tabela ficará gigantesca.

Felizmente, conforme Lester Chan, existem algumas providências que podem ser tomadas. A primeira delas, alterar o intervalo de gravação automática utilizado pelo WordPress para gerar cópias dos artigos. Para isso, basta acrescentar a seguinte linha ao arquivo wp-config.php, sendo que o número 60 aqui se refere ao intervalo em segundos entre uma gravação e outra, e pode ser alterado a gosto.

define('AUTOSAVE_INTERVAL', 60);

Uma opção mais radical é desabilitar por completo o controle de revisões do novo WordPress 2.6. Para isso, também será necessário acrescentar uma linha ao arquivo wp-config.php:

define('WP_POST_REVISIONS', false);

Mudanças no painel de plugins

O painel de gerenciamento de plugins também tem uma novidade muito bacana: Agora os plugins ativos estão separados dos plugins inativos, sendo que estes últimos podem ser todos apagados ao mesmo tempo, diretamente através do painel, graças a caixas de seleção — checkboxes — posicionadas ao lado de cada item inativo, e de um botão apagar.

Para mim, que sempre adiei a limpeza dos plugins inativos na minha instalação de WordPress, não há mais desculpas para ficar postergando a hora da faxina.

Pré-visualização de temas

Na minha opinião, uma das coisas mais bacanas que surgiu com a nova versão 2.6 do WordPress foi a capacidade de pré-visualizar a aparência de um tema para o blog antes de ativá-lo definitivamente. Antes deste recurso, era necessária a utilização de plugins como o excelente Theme Test Drive para obter o mesmo resultado.

Pré-visualização de um tema para este blog

Pré-visualização de um tema para este blog

A partir de agora, uma vez instalado o tema desejado, basta clicar sobre seu thumbnail no painel de temas para que uma janela pop-up apareça com a pré-visualização já ativa. Os resultados poderão ser percebidos automaticamente, e, caso assim deseje, o usuário poderá confirmar a ativação do tema, usando para isso um link no canto superior direito da janela.

Para maníacos por novos temas como eu, que não consigo me decidir com relação a que tema deixar instalado ou não para meus visitantes, certamente isso será uma verdadeira mão na roda!

Edição de imagens facilitada

Reparei com surpresa em uma das novidades do WordPress 2.6. Ao editar um de meus artigos mais recentes e clicar sobre uma das imagens que o ilustrava, percebi o aparecimento de uma borda ao redor da figura, e de dois botões no canto superior esquerdo da mesma.

Um desses botões permite editar atributos da imagem — inclusive o tamanho, com uma moderna escala em tempo real — e o outro, excluir a imagem do corpo do texto. As tais bordas da imagem também têm uma função importante: Permitem flutuar com a imagem pelo texto, reposicionando-a a critério do usuário.

Gears

Eu não poderia deixar de mencionar a adoção, pelos desenvolvedores do WordPress, do Gears. Desenvolvido pelo Google, trata-se de um plugin que, instalado no seu navegador, é capaz de estender as plataformas de aplicações web, compartilhando recursos localizados localmente em seu computador.

Nos blogs movidos a WordPress a finalidade do uso do plugin é aumentar a velocidade de acesso a alguns arquivos da área de administração do blog, sobretudo imagens e folhas de estilo CSS, para evitar tráfego web desnecessário.

De qualquer forma, para comprovar por conta própria o quanto o Gears pode de fato influenciar na sua própria experiência com o WordPress, você deverá habilitá-lo. Para isso, deve ser utilizado o link Turbo, que agora se encontra no painel de administração do blog, no canto superior direito. Clicando sobre ele, uma janela aparecerá, solicitando que o plugin seja instalado.


Uma vez prosseguindo-se com a instalação do Gears, o navegador deverá ser reinicializado para que as alterações tenham efeito. Em termos de WordPress, uma vez concluído este processo, será necessário clicar novamente sobre o link Turbo do painel de administração do blog. Uma janela popup do próprio Gears aparecerá, perguntando se o usuário deseja habilitar o plugin para o site — no caso, o próprio blog.

Em seguida, será feito o download de aproximadamente 200 arquivos para o computador do usuário. Neste ponto, é importante lembrar que somente será interessante usar o Gears se isso for feito a partir do seu próprio computador — ou seja, não é legal baixar arquivos do seu site para máquinas públicas.

São estes arquivos, armazenados no seu computador em diferentes locais dependendo do sistema e do navegador internet utilizados, que farão a diferença de velocidade. Em alguns casos, segundo a equipe responsável pelo WordPress, após a ativação da ferramenta, as janelas e páginas chegam a aparecer instantaneamente na tela.

Particularmente, não notei grandes diferenças de desempenho com o uso do Gears. Pode ser que eu ainda não tenha reparado em tudo, mas por enquanto me parece que a diferença virá apenas no caso de conexões com a internet extremamente lentas.

Problemas

Felizmente, ao contrário do que aconteceu na minha migração para a versão 2.5 do WordPress, com a nova versão Tyner eu não me deparei com grandes problemas. Na verdade, tive apenas dois deles — até o momento —, sendo um devido à incompatibilidade de plugins, e o outro, com o envio de imagens para o meu servidor. Vou descrever as soluções encontradas a seguir.

Simple Tags

O plugin Simple Tags, que eu uso por aqui para me ajudar no gerenciamento das tags dos meus posts, parou de funcionar tão logo a migração para a versão 2.6 foi concluída. No entanto, a primeira providência que pensei tomar resolveu a questão: Através do próprio painel de gerenciamento de plugins, fiz a atualização de versão e instalei o Simple Tags 1.5.7, eliminando o problema.

Envio de imagens: Sem miniaturas, ou thumbnails

Com relação ao envio de imagens para o blog, uma coisa mais estranha aconteceu.

Ao atualizar um dos meus artigos recentes e tentar complementá-lo com uma imagem extra, percebi que a miniatura que normalmente é gerada após o upload não estava sendo gerada. Tentei configurar diversas opções do novo WordPress, inclusive alternando entre o uploader baseado em flash e o tradicional, mas nada disso adiantou. A miniatura de qualquer imagem não aparecia de jeito nenhum.

Felizmente, procurando pela internet afora, descobri no próprio fórum de suporte do WordPress, que havia uma solução para o problema. Ocorre que, para usuários que, como eu, têm configurado um diretório para upload de imagens diferente do padrão do WordPress (wp-content/uploads), agora é necessário preencher um campo adicional em Configurações » Diversos, especificando a URL completa para este diretório, conforme ilustro acima.

Por último, quero lembrar que, a exemplo do que já havia sido feito no lançamento da versão anterior, um screencast está disponível em inglês, contendo cerca de 3 minutos de informações sobre o WordPress 2.6. Acredito ser uma boa parada, caso você ainda não o tenha assistido.

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Homem-Aranha 3

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Finalmente assisti à Homem-Aranha 3. Vou logo dizendo que no final das contas acabei gostando da história que, mesmo depois da segunda continuação, ainda consegue prender bastante a atenção do público. Pra mim, continua valendo a afirmação de que não importa quantas continuações a série tenha, vou assistir à todas.

Os efeitos especiais deste filme dão um show à parte — também, segundo a Wikipedia, o orçamento oficial do filme foi de US$ 258 milhões, um dos mais caros da história do cinema —- e trazem à vida seres inimagináveis como o Homem de Areia e Venom, ao mesmo tempo em que o roteiro consegue misturar os enredos destes dois personagens — e o do Duende Verde Jr., é claro — com satisfatória perfeição que eu tinha receio de não encontrar.

Acho que uma das duas únicas coisas das quais eu não gostei foram os excessivos desencontros românticos entre Peter Parker e Mary Jane. Neste aspecto, o roteiro pareceu-me por vezes muito próximo àquelas comédias românticas água-com-açúcar que povoam a Sessão da Tarde. A outra, foi aquele patriotismo exacerbado que os americanos inserem em seus filmes: O Homem-Aranha passar duas vezes no mesmo filme em frente à bandeira dos EUA fazendo acrobacias, ninguém merece.

No mais, como eu disse, o filme valeu muito à pena. Viva a P2P TV.

PS: Aliás, antes que eu me esqueça, fui só eu que tive esta impressão, ou vocês também acharam que o visual Peter Parker sob efeito Venom estava demasiado parecido com outro Peter, o Petrelli?

98 tiros de audiência

98 Tiros de AudiênciaEmbora eu adore navegar a internet atrás de boas dicas de leitura, gosto mesmo é de ir a uma livraria em pessoa e por lá, enquanto passeio por estantes e prateleiras, encontrar eu mesmo alguma coisa que me chame à atenção.

Assim aconteceu com 98 tiros de audiência — escrito por Aguinaldo Silva, aquele mesmo, autor de diversas novelas já televisionadas pela Rede Globo —, que acabou se mostrando ser um dos livros que eu costumo comparar a boas refeições: “Uma vez que você começa a comer, não quer mais que acabe e, quando acaba, você fica pedindo mais“.

O livro — que estava encostado na minha cabeceira desde dezembro e que eu ainda não tinha começado a ler por pura falta de tempo — acabou sendo devorado por este que vos escreve em apenas 3 semanas de leitura (não diária, é verdade).

Trata-se de um romance policial lotado de movimento, bom humor e sarcasmo: 98 tiros conta a história de uma rede de mistério e intrigas que envolvem o assassinato de Aurora Constanti, a protagonista da Novela das Oito. Quem a teria matado e porquê são os mistérios centrais que o autor nos convida a desvendar enquanto vai narrando os fatos através dos depoimentos dos diversos suspeitos, intercalados pelas ações de um detetive-inspetor carioca e sua equipe, que convivem com tipos hilários e até pela divulgação dos últimos acontecimentos relativos à morte da atriz em posts no Blog da Caronte, mantido por uma jornalista do Diário de Notícias.

Em resumo, se você está sem nada pra ler e aceita uma sugestão: Tente esta.

P.S.: Falando nisso, alguém tem boas sugestões pra me dar? Logo logo devo aparecer novamente na livraria… :)

Eles mudaram o (meu) mundo

Lá pelos idos de 1996, quando conheci o mundo da internet, um dos passatempos com os quais eu mais ocupava meu tempo — além das intermináveis sessões de bate-papo via IRC e da leitura de e-mails com um software clássico, era a navegação em sites web.

Quando vejo que, em termos atuais, existem mais de 92 milhões de sites espalhados pelo mundo inteiro, chego à conclusão de que, já naquela época, devo ter adotado o mesmo comportamento de 100% dos usuários recém-chegados ao mundo on-line, ou seja, acessar todo e qualquer site que eu visse pela frente durante um certo tempo — basicamente enquanto tudo era uma novidade muito grande e eu ainda estava às voltas com meu Netscape dos mais antigos — e então reduzir bastante o escopo dos meus passeios a algumas dezenas de sites.

Muitos destes sites se tornaram meus favoritos ao longo do tempo. Seja porquê me permitam encontrar diversas informações, seja porquê o serviço que oferecem tenha características — pelo menos em algum momento — que considero únicas. De fato, não é exagero nenhum dizer que, entre as dezenas de sites que visito regularmente, alguns foram responsáveis por verdadeiras mudanças em meu mundo. Tal assunto, aliás, foi abordado pelo jornal britânico The Observer, que publicou no domingo passado uma interessante reportagem onde figuram os 15 websites que, na opinião dos editores, mudaram o mundo.

O jornal procura, com a lista, fazer um retrato do começo da vida na internet de forma a comemorar este mês os 15 anos de existência da World Wide Web. A reportagem cita, como os sites que mais influenciaram pessoas e mudaram o mundo de alguma forma:

  1. eBay
  2. Wikipedia
  3. Napster
  4. YouTube
  5. Blogger
  6. Friends Reunited, um site de reencontros de turmas de escola.
  7. Drudge Report, um site americano de notícias políticas.
  8. MySpace
  9. Amazon.com
  10. Slashdot
  11. Salon, uma das revistas on-line mais visitadas do mundo.
  12. Craig’s List, uma comunidade centralizadora de outras comunidades urbanas.
  13. Google
  14. Yahoo!
  15. EasyJet, a primeira companhia aérea low-cost da Inglaterra.

Não é preciso que eu discuta a inclusão de certos sites nesta lista, obviamente. Mas o que dizer dos tantos outros sites que mereceriam ao menos uma menção na lista, mas não alcançaram ali um lugar? Resolvi, por conta deste pequeno problema, organizar eu mesmo uma lista, que lhes apresento acreditando ser composta por sites que são merecedores de lembrança em meio à World Wide Web. Me acompanhem.

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Google Spreadsheets

E não é que depois de uma curtíssima espera — apenas 1 dia, na verdade —, consegui colocar as mãos no que eu queria? Um convite para testar o Google Spreadsheets, a nova planilha eletrônica do Google, desenvolvida totalmente com tecnologia AJAX.

No último dia 7, apenas um dia depois do meu pedido, lá estava ele no meu inbox. E agora que pude brincar em primeira mão com a aplicação, vou lhes contar por aqui como foi a minha experiência. Continue reading

Matadores de Velhinhas

Se você gosta de dar umas boas risadas sem compromisso numa sexta-feira a noite, e, ainda por cima, que elas venham acompanhadas de pitadas de humor negro, então Matadores de Velhinhas (The Ladykillers, 2004) é feito especialmente pra você.

O filme, que começa — é verdade — de maneira um pouco atrapalhada, tem duas personagens principais: A primeira delas é Marva Munson (Irma P. Hall), uma senhora que mora sozinha em casa com seu gato, Pickles, após a morte de seu amado marido há 20 anos atrás. A senhora Munson é uma mulher direita e honesta, freqüenta a igreja regularmente e encara a religião de maneira muito fervorosa, colocando-a acima de tudo.

A segunda personagem, interpretada por Tom Hanks, é o Professor G.H. Dorr, homem que se apresenta à Marva como um professor licenciado que faz parte de um grupo que toca música de igreja. Em seguida, pede à senhora que permita que ele alugue um quarto que ela tem a oferecer, segundo uma placa na frente da casa dela. Obviamente, encantada com o professor e suas excelentes maneiras, é o que ela faz, também concordando com um segundo pedido, o de que ela deixe que ele e seus rapazes utilizem o porão da casa para ensaiarem — segundo ele, para que o barulho não a incomode muito.

Mas o Professor e seu grupo de música evangélica logo se revelam, na verdade, uma quadrilha de assaltantes que tem intenção de roubar o cassino da cidade: Para isso, pensam em cavar um túnel subterrâneo que vai da casa de Marva até o cofre do lugar. A princípio, tudo parece funcionar bem. Mas a sorte de todos sofre uma reviravolta quando a simpática senhora descobre as verdadeiras intenções dos bandidos. Com este obstáculo imprevisto em suas vidas, eles precisam se concentrar não apenas em obter o dinheiro, mas numa forma de matar a mulher, antes que ela acabe dando com a língua nos dentes.

Confesso que achei que não fosse gostar do filme. Como já disse, o início, onde os personagens vão sendo apresentados, é meio confuso e demora um pouco até que saibamos a que foi que os irmãos Ethan e Joel Coen vieram. Mas com o desenrolar da trama, Hanks, em uma atuação brilhante, e Irma, que descobri que se tornou atriz por acaso, levam o filme nas costas. Principalmente depois que o assassinato da severa mas carismática dona da casa não se revela lá uma coisa muito fácil de fazer… A diversão, acredito eu, é garantida.

Anjos e Demônios

Depois de — vários meses após a leitura — eu ter finalmente me lembrado de resenhar O Código Da Vinci, resolvi botar a mão na massa e comentar também a outra obra de Dan Brown que li, desta vez há poucos dias. Trata-se de Anjos e Demônios, uma aventura que lembra o estilo de escrita usado por Dan em O Código, e se desenrola no mesmo estilo daquele livro.

A trama, embora não tão comentada (ou até mesmo tão conhecida) quanto a do outro livro, não deixa nada a desejar em relação a ele. Conta com elementos de suspense e simbologia, recheados com humor na medida certa. Nesta história vemos novamente o personagem Robert Langdon que, um ano antes dos acontecimentos descritos em O Código Da Vinci, é chamado às pressas para interpretar um símbolo marcado a fogo no peito de um homem assassinado, pesquisador de um renomado laboratório europeu com sede na Suíça. O símbolo se revela ser dos Illuminati, uma fraternidade secreta muito antiga e que sempre mostrou ser rival da Igreja Católica.

à partir de sua descoberta, Langdon se vê às voltas com uma conspiração assustadora dos Illuminati para destruir a Igreja. De posse de uma nova arma, ainda nem testada completamente, eles ameaçam explodir a Cidade do Vaticano inteira, e justo quando a realização do Conclave, para eleger o novo Papa, está prestes a acontecer.

Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati – um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião.

Pessoalmente, mesmo que contrariado por meu pai e minha irmã, que leram junto comigo O Código Da Vinci, achei a história de Anjos e Demônios melhor. Os acontecimentos talvez não nos deixem tão em dúvida em relação ao que é de fato verdade e o que é ficção da cabeça de Dan Brown. A história com certeza é mais fantasiosa, embora também conte com dados factuais. No entanto, o mesmo elemento que nos prende à história daquele livro está presente em Anjos e Demônios: as constantes reviravoltas.

Mesmo que você não seja um grande fã de Dan Brown, recomendo a leitura. Anjos e Demônios vai lhe propiciar excelentes horas de distração e diversão.

O Código Da Vinci

Em outubro do ano passado, quando ganhei de presente de meus amigos no trabalho uma cópia de O Código Da Vinci, do escritor americano Dan Brown, nunca pensei que fosse terminar de ler a obra tão rapidamente. Foram menos de 15 dias. A culpa por isso, certamente, é da trama escrita pelo autor — muito bem costurada —, recheada com acontecimentos históricos explicados de maneira simples e divertida, fazendo com que não se deseje parar de ler um segundo sequer. Os críticos chamam o livro de unputdownable, literalmente, o que não se consegue largar de lado, e eu concordo.

Ainda no final do ano passado comentei, em um dos meus posts, que fiquei devendo uma resenha desta obra de Dan Brown. Realmente eu esqueci, o tempo passou e agora, com a adaptação da história pelas mãos hollywoodianas prevista para estrear em 19 de maio de 2006, dois parágrafos que encontrei num artigo publicado pelo site Mídia Sem Máscara resumem tudo o que eu gostaria de dizer, se fosse fazer um resumo conciso para quem, por ventura, ainda não teve a oportunidade de colocar as mãos em um exemplar:

O enredo deturpado gira em torno de uma série de indícios ocultos nas obras de Leonardo da Vinci, que pintou “Mona Lisa” e “A Última Ceia”. O romance apresenta da Vinci como membro de uma sociedade secreta chamada de “Priorado de Sião”, fundada em 1099. O livro também liga algumas celebridades como Sir Isaac Newton, Victor Hugo e Claude Debussy à teoria da conspiração de que o priorado teria deliberadamente escondido a “verdade” sobre Jesus e Maria Madalena do resto do mundo durante séculos.

O romance envolve a história de Robert Langdon, um simbologista de Harvard, e uma criptógrafa francesa chamada Sophie Neveu (“nova sabedoria”, em francês). Juntos, eles teriam encontrado uma série de vestígios criptografados que revelam os “segredos” do Cristianismo: que Deus seria uma mulher, Jesus teria descendentes e que Maria Madalena seria divina. O livro alega que essas verdades estariam escondidas numa série de documentos secretos chamados de “Documentos do Santo Graal”.

Eu, adepto de uma ótima ficção entremeada de acontecimentos estimulantes que sou, adorei a história. Tanto que hoje digo que leria qualquer título de Dan Brown criando expectativas com relação a seu desfecho, que de antemão já imaginaria ser algo de tirar o fôlego. Sei que se trata, como o próprio autor deixa bem claro, de uma obra de ficção que mistura elementos da realidade em seu enredo. Dan Brown não é o primeiro a escrever dessa forma. Só para citar um autor brasileiro, o apresentador Jô Soares é mestre em fazer tais coisas. Vide seus três romances: O Xangô de Baker Street, O Homem que Matou Getúlio Vargas e Assassinatos na Academia Brasileira de Letras são exemplos clássicos de invencionice misturada à fatos históricos. Só não causaram tanto impacto ao redor do mundo quanto O Código.

O próprio artigo do site Mídia Sem Máscara, escrito por Ed Hindson, se entitula O Código DaVinci – Enganoso e Ofensivo. Retrata diversos desvios históricos cometidos por Dan Brown ao contar sua história, e reflete sobre as crenças religiosas do próprio autor, que, segundo citado, com certeza que não são baseadas em crenças cristãs ortodoxas. Tais crenças, misturadas, talvez, à história do livro, confundem religiosos e fazem com que se questionem a respeito de verdades absolutas que lhes foram ensinadas há muito tempo.

A própria Igreja Católica, tema central da trama, através do Vaticano, chegou a promover uma série de debates para derrubar as principais teorias do livro — teorias conspiratórias, segundo o que foi publicado na BBC —, no começo desse ano. Estavam preocupados com o fato de turistas do mundo inteiro se dirigirem à Roma usando cópias da obra de Dan Brown como seus guias turísticos particulares. Mas se for para apoiar uma opinião do clero, eu fico com a do reverendo inglês da cidade de Durham, Tom Wright.

Tom afirma, em artigo da BBC, que as teorias conspiratórias são sempre divertidas. De se inventar. De se ler. E de se fantasiar a respeito. E, convenhamos, quanto mais absurda a conspiração, e quanto mais recheada de pesquisas detalhadas a seu respeito para comprová-la, melhor. É por essas e outras que lhes dou meu veredito final. O Código Da Vinci é unputdownable, mesmo. Se você já leu, sabe o porquê. Se você ainda não leu, não perca mais tempo.

Lágrimas do Sol

Acho que a maioria das pessoas não liga um fato ao outro, mas torna-se muito mais impressionante assistir a um filme como Lágrimas do Sol (Tears of the Sun, 2003) no mesmo dia em que uma série de explosões assola mais uma capital mundial, desta vez a cidade de Londres. Atentados terroristas não são necessariamente idênticos à guerras, mas o impacto com certeza é maior, pelo menos na minha opinião.

O filme, estrelado pelo ator Bruce Willis, conta justamente a história do tenente A. K. Waters, interpretado por ele. Waters é um soldado do grupo de operações especiais americano, que recebe a missão de resgatar, na Nigéria, uma médica naturalizada americana, a Dra. Lena Kendricks (Monica Bellucci). Naquele país uma guerrilha rebelde tomou conta do poder e assassinou toda a família presidencial.

O dilema maior do filme é o do tenente que, tendo como única missão buscar a médica e levá-la em segurança para casa, enfrenta sua resistência com relação à partida, visto que ela se importa muito com seus pacientes, constituídos em sua maioria de moribundos que não podem, muitas vezes, sequer se locomover. O oficial Waters se vê às voltas com um dilema: Ceder aos apelos da médica para que salve não só à ela, mas também a seus protegidos, colocando em risco a própria moça, além dos soldados que comanda, ou cumprir a missão conforme lhe havia sido solicitado pelo comando militar.

Explosões, tiroteios, violência. Filmes de guerra são sempre permeados destes ingredientes e, é claro, não podia ser diferente desta vez. Embora filmes deste tipo não sejam exatamente os que figuram entre meus favoritos, recomendo muito que o assistam. É uma história muito bem conduzida, que não merece ser dispensada.