Contra o Tempo

Hoje pela manhã, mais impulsionado por uma sexta-feira muito chuvosa no meio do feriado do que por qualquer outro motivo, acabei assistindo à Contra o Tempo — filme de 2011 que, em inglês, tem o título de Source Code.

Com cerca de 90 minutos de duração, confesso que comecei a assistir à trama com grande desconfiança, acreditando tratar-se de um filminho qualquer — já que nunca tinha visto nenhuma divulgação da história até que encontrei o filme no NOW. Eis a sinopse:

Quando o capitão Stevens acorda e se vê na pele de um homem que ele não conhece, descobre que está fazendo parte de um experimento criado pelo governo americano chamado de Código Fonte. O programa possibilita que Stevens assuma a identidade de um outro homem em seus últimos 8 minutos de vida. Agora sua missão é encontrar os responsáveis por um atentado que deixou milhares de vítimas.

No entanto, a história foi se revelando aos poucos uma grata surpresa — talvez, é verdade, pelos elementos nerds de viagem no tempo. Bem: Não exatamente viagem no tempo, mas sim sua, digamos, reutilização.

Além disso, a trama tem um toque — de leve, bem de leve — de Inception, no que diz respeito à um final no mínimo inusitado. Vale à pena assistir, e quando você menos esperar, vai se ver preso à história.

Que pena tu vida

Fiquei devendo, dias atrás, escrever sobre Que pena tu vida, uma comédia romântica chilena da qual ouvi falar meio que por acaso, enquanto navegava web afora.

O motivo do filme ter me chamado a atenção, aliás, é sua forma de incluir ao longo da trama o que se pode definir como pitadas de tecnologia — afinal, como se desconectar de alguém em uma era em que estamos sempre conectados? é o tema central da história.

Sofía é o grande amor de Javier. Ele tem certeza de que ela é a mulher certa pra se casar e passar o resto da vida. Aos poucos, o amor dos dois vai se tornando uma realidade, em um mundo em que tudo é cor de rosa e os dias ensolarados. Até, é claro, que o tempo vira.

E quando o amor acaba, somos levados a descobrir o que pode acontecer quando uma relação é totalmente baseada em ferramentas web e redes sociais como o Twitter e o Facebook, e os efeitos que se dão na vida de um jovem de 29 anos que de uma hora pra outra se vê sem a namorada de seus sonhos e sem emprego e que, quando cai em si novamente e resolve pedir perdão, descobre que pode já ser tarde demais.

Enfrentar uma vida de solteiro é possível quando você está as voltas com as lembranças — e não só no mundo real, mas também no virtual? Assisti a Que pena tu vida imaginando que iria encontrar uma certa linha de história, e, na verdade, me deparei com outro raciocínio, o que, na verdade, não demerita o filme em absolutamente nada. Pelo contrário, a mistura de humor com drama na medida certa, proporcionada pelo diretor Nicolás López é algo que me agradou do início ao fim, e que realmente me prendeu na cadeira — ou melhor, no sofá — até o final da história.

Se você ainda não viu, eu recomendo, e muito.

Você não entendeu “A Origem”?

Há alguns minutos terminei de assistir “A Origem” (Inception, 2010), filme dirigido, produzido e escrito por Christopher Nolan, que, caso você não saiba, é a mesma mente por trás dos filmes Batman Begins e The Dark Knight, ambos sobre o homem morcego. Sei que o filme já está por aí há um certo tempo agora — estreiou em julho do ano passado, mas resolvi escrever este texto não exatamente para fazer uma review a respeito, mas sim para registrar pensamentos próprios que não quero que se percam.

Porque?

Meus pais, que viram o filme há poucos dias em casa, acreditem, simplesmente dormiram durante a exibição — e não quiseram saber mais dos acontecimentos, depois, porquê classificaram a história como sendo chata. Para tentar provar o contrário, e visando (tentar) auxiliar quem também tenha a mesma opinião, ou tenha ficado perdido no meio do caminho, criarei, baseado em meu próprio entendimento da história, este texto.

E agora, vamos ao que interessa.

— IMPORTANTE: Não leia se você ainda não viu o filme.

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“Back to the Future”: O viral que não era

Dê uma olhada nas imagens a seguir.

Se você — assim como eu — é um fã da série de filmes Back to the Future, estrelada por Michael J. Fox, deve ter se empolgado com a possibilidade de, finalmente, estar presenciando o Future Day, ou seja, o dia ao qual Martin McFly chegou quando foi ao futuro, no filme número dois da franquia.

Eu mesmo, confesso, fiquei impressionado, pois mal me lembrava deste pequeno detalhe. Aliás, a empolgação foi tanta que eu resolvi repassar a imagem a um monte de amigos que gostam dos filmes em questão — recebi apenas a segunda, por email. Junto com a imagem, recebi o seguinte comentário:

Today is the day that Marty McFly arrived in the future after hitting 88mph in a pimped out Delorean in 1985.

Ocorre que a história toda é um hoax, ou seja, não passou de um boato, ou de uma lenda urbana. Ela começou quando a revista britânica Total Film espalhou um tweet e depois uma imagem com a data de ontem — a primeira que ilustra este texto —, alegando ser 05 de julho de 2010 a data referenciada no filme. Conforme descrito pela Wikipedia, a coisa se tornou uma febre — ou um viral — na rede de micropostagens, de maneira que milhares e milhares de usuários a reproduziram.

Hoje a revista se desculpou, através de uma nota em seu site, onde explica toda a situação, já que milhares de fãs fervorosos do filme notaram o erro:

A segunda imagem — com data de hoje — veio, de acordo com a própria nota da revista, de um terceiro, que resolveu trocar a data e continuar com a coisa toda.

Mas não se preocupem,  já que o Delorean chegou ao futuro em 21 de outubro de 2015, como se pode ver através da imagem acima, retirada da Wikipedia.

No final das contas, a única coisa verdadeira dessa história toda é a seguinte: Eu realmente estou ficando velho. E se você começou a pensar quantos anos fazem desde a segunda parte do  filme — rodado em 1989 —, também está. É a vida.

Alvin e os Esquilos 2

Assisti hoje, junto com toda a família, à pré-estreia de Alvin e os Esquilos 2 (Alvin and the Chipmunks: The Squeakquel).

Na sequência das aventuras do trio formado por Alvin, Simon e Theodore, os esquilos continuam vivendo com David “Dave” Seville — nome artístico, na vida real, do próprio criador dos esquilos, Ross Bagdasarian. Acontece que, logo no começo do filme, Dave sofre um acidente, ficando seriamente machucado. Como tem que ficar no hospital por muito tempo, ele pede que sua tia Jackie cuide dos meninos, que deverão voltar aos Estados Unidos.

Mas na melhor das situações típicas de comédia, a tia também sofre um acidente, e o trio acaba ficando sob os cuidados de Toby, que é sobrinho dela, e é um aficcionado por videogames que não tem a menor ideia do que quer fazer da vida além de jogar, e que, além disso, não tem a mínima noção de como cuidar dos irmãos esquilos. De qualquer maneira, ele acaba por levá-los até a escola, seguindo os desejos de Dave, o que acaba se mostrando uma experiência totalmente  nova para eles.

É justamente enquanto ocorre este processo de ambientação entre os estudantes que Ian Hawke,  o antigo empresário dos esquilos, encontra uma nova chance de voltar ao sucesso com as Esquiletes, um grupo feminino formado por Britney, Jeanette e Eleanor, que é novo na cidade e o procura atrás de uma chance no meio artístico.

Em resumo, gostei bastante do filme, achando-o inclusive melhor do que o primeiro filme da série, que estreiou em 2007 — aliás, na minha opinião, as Esquiletes roubam a cena, ao atacarem, entre outras músicas, com o hit All the Single Ladies, de Beyoncétodo cantado em vozes de esquilo, é claro. Durante o filme, notam-se lições claras sobre a importância da convivência em harmonia entre irmãos. Se o que você procura é um bom programa em família, ainda mais quando o primeiro dia do ano resolve ser 100% chuvoso e você simplesmente precisa fazer alguma coisa pra variar, o filme cai como uma luva, dosando comédia, música e ação perfeitamente.

Justiça a Qualquer Preço

Assisti à Justiça a Qualquer Preço (The Flock, EUA, 2007) de uma maneira totalmente inusitada: De uma hora pra outra senti vontade de ir ao cinema, e escolhemos o filme ao acaso, vendo a programação do cinema pelo site de um dos shoppings da cidade. Eu devo confessar que tenho medo de escolher filmes desta forma, porquê já me meti em algumas roubadas desta maneira.

Felizmente, este não foi o caso. A produção, que é estrelada por Richard Gere e Clare Danes, conta a história de um agente do departamento de segurança pública norte-americano chamado Erroll Babbage (que não se deve confundir com o outro Babbage, um dos pais da computação) que está prestes a se aposentar e precisa treinar sua substituta em poucos dias.

A função exercida por Babbage é teoricamente simples: Monitorar o dia-a-dia de ex-presidiários que foram acusados por crimes sexuais. Seguido de perto por sua nova substituta, ele se emaranha entre voyeurs, tarados, pedófilos e muitos outros tipos para descobrir do que estes são capazes.

A trama ganha força quando uma jovem universitária de 17 anos desaparece na região de sua escola, e Babbage, que aliás não é nenhum santo e tem sérios desvios de caráter, suspeita que tal ação pode ter sido obra de um de seus monitorados. O que mais me atraiu no filme foi justamente isso: Baseado em algo simples, a capacidade dos roteiristas de manterem o mistério, o que só é possível quando estamos assistindo a uma história bem escrita e bem amarrada.

Valeu o preço do ingresso, e eu sinceramente recomendo a quem quiser ver uma mistura de filme policial e bom suspense.

Homem-Aranha 3

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Finalmente assisti à Homem-Aranha 3. Vou logo dizendo que no final das contas acabei gostando da história que, mesmo depois da segunda continuação, ainda consegue prender bastante a atenção do público. Pra mim, continua valendo a afirmação de que não importa quantas continuações a série tenha, vou assistir à todas.

Os efeitos especiais deste filme dão um show à parte — também, segundo a Wikipedia, o orçamento oficial do filme foi de US$ 258 milhões, um dos mais caros da história do cinema —- e trazem à vida seres inimagináveis como o Homem de Areia e Venom, ao mesmo tempo em que o roteiro consegue misturar os enredos destes dois personagens — e o do Duende Verde Jr., é claro — com satisfatória perfeição que eu tinha receio de não encontrar.

Acho que uma das duas únicas coisas das quais eu não gostei foram os excessivos desencontros românticos entre Peter Parker e Mary Jane. Neste aspecto, o roteiro pareceu-me por vezes muito próximo àquelas comédias românticas água-com-açúcar que povoam a Sessão da Tarde. A outra, foi aquele patriotismo exacerbado que os americanos inserem em seus filmes: O Homem-Aranha passar duas vezes no mesmo filme em frente à bandeira dos EUA fazendo acrobacias, ninguém merece.

No mais, como eu disse, o filme valeu muito à pena. Viva a P2P TV.

PS: Aliás, antes que eu me esqueça, fui só eu que tive esta impressão, ou vocês também acharam que o visual Peter Parker sob efeito Venom estava demasiado parecido com outro Peter, o Petrelli?

Kwik-E-Marts de verdade?

The Simpsons 7 ElevenApós 18 temporadas contínuas de um dos desenhos mais famosos e divertidos de todos os tempos, é impossível negar a fama da fictícia cadeia de lojas de conveniência Kwik-E-Mart — subsidiária da Nordyne Defense Dynamics —,  já que uma das filiais é operada pelo indiano Apu Nahasapeemapetilon e aparece em praticamente 90% dos desenhos de Os Simpsons.

Mas um movimento anunciado durante a semana passada está prestes a tirar as lojas apenas da ficção e da imaginação dos roteiristas, e transformá-las em lojas de verdade: Coordenadas com o lançamento do The Simpsons Movie — amplamente anunciado aqui no Brasil durante a programação da Fox e com estréia prevista para 27 de julho deste ano —, onze lojas da rede de conveniência 7-Eleven devem se tornar Kwik-E-Marts reais, inclusive com a realização de reformas nas fachadas para que lembrem a loja do desenho animado.

Para os fãs de plantão, a novidade só não é melhor porquê não há ainda um acordo oficial entre a cadeia de lojas internacional e os estúdios da Fox. Tudo o que foi visto se trata de material produzido pelo departamento de marketing da franquia, direcionado a uma audiência interna: Desta forma, não se pode ainda confirmar onde ou quando as lojas começarão a mudar, e se começarão. De qualquer forma, não custa se imaginar comprando a cerveja Duff, o refrigerante Buzz Cola ou o cereal KrustyO’s, não é mesmo?

Os Três Patetas

É muito pouco provável que Harry Moses Horwitz, seu irmão Samuel Horwitz e seu amigo Louis Feinberg despertem qualquer tipo de memória em alguém ao terem seus nomes pronunciados desta maneira. No entanto, basta que eu mencione seus patéticos alteregos Moe, Curly e Larry para que qualquer um se lembre imediatamente de um dos trios cômicos mais famosos de todos os tempos.

The Three Stooges

Esta semana, trocando de canais enquanto assistia televisão, tive a oportunidade de assistir, na HBO, ao filme The Three Stooges (2000), de produção executiva de Mel Gibson, uma verdadeira biografia de Os Três Patetas. O filme, que considerei excelente e emocionante, faz um relato de toda a trajetória de sucesso dos comediantes através dos olhos de Moe Howard — o cérebro do trio — no final dos anos 50, época em que sua carreira está aparentemente acabada e na qual ele se vê sem receber um mísero centavo pela exibição de seus curtas.

Moe é procurado por um jovem executivo de TV que está tentando convencê-lo de voltar à ativa em apresentações ao vivo. A partir daí, suas lembranças nos propiciam um verdadeiro flashback, que remonta à época em que a carreira dos patetas começou, com apresentações em shows de variedades nos teatros da década de 20. O trio, que atuava às sombras de Ted Healy, acabou por ganhar luz própria e se tornou o sucesso que jovens e adultos conhecem e adoram.

O que mais me chamou a atenção no filme foi o fato de que, apesar das excelentes recriações das performances cômicas dos patetas inseridas durante o longa metragem, a história se concentra em mostrar ao público um lado pouco conhecido do trio. Pode-se dizer que eles realmente tiveram que comer o pão que o diabo amassou antes de poderem alcançar o sucesso. Pouco valorizados e explorados pelos executivos de Hollywood, estes três realmente mostraram que eram verdadeiros comediantes, continuando a atuar em prol da nobre missão de poder levar diversão ao público.

Sempre que penso nos Três Patetas — cujos filmes ainda fazem parte eventual da programação do Warner Channel e fixa do canal TCM, para minha felicidade — lembro-me de outros representantes da chamada comédia slapstick, aquela em que se produz o humor através de contato e violência fisíca exagerados, por vezes simulados: Os Trapalhões. Assim como no caso dos Três Patetas, a vida pessoal de Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias foi permeada por diversos conflitos pessoais. Ambos os grupos também sofreram baixas: Enquanto o quarteto brasileiro foi encolhendo até seus dois últimos integrantes hoje vivos se separarem, os patetas ainda chegaram a perder dois dos irmãos Horwitz (ou Howard, seu nome artístico) antes de chegarem à formação final com Joe DeRita, que perdurou até 1975, ano em que tanto Larry quanto Moe morreram vítimas de infarto.

Se não por qualquer outra razão, assistir ao filme The Three Stooges é uma das poucas maneiras que vejo, atualmente, de entrar em contato com um tipo de humor que é cada vez mais raro de se ver no cinema ou televisão: Aquele em que o comediante diverte a seu público por mero prazer, procurando despertar as risadas mais inocentes. Se você puder, não perca!