Contra o Tempo

Hoje pela manhã, mais impulsionado por uma sexta-feira muito chuvosa no meio do feriado do que por qualquer outro motivo, acabei assistindo à Contra o Tempo — filme de 2011 que, em inglês, tem o título de Source Code.

Com cerca de 90 minutos de duração, confesso que comecei a assistir à trama com grande desconfiança, acreditando tratar-se de um filminho qualquer — já que nunca tinha visto nenhuma divulgação da história até que encontrei o filme no NOW. Eis a sinopse:

Quando o capitão Stevens acorda e se vê na pele de um homem que ele não conhece, descobre que está fazendo parte de um experimento criado pelo governo americano chamado de Código Fonte. O programa possibilita que Stevens assuma a identidade de um outro homem em seus últimos 8 minutos de vida. Agora sua missão é encontrar os responsáveis por um atentado que deixou milhares de vítimas.

No entanto, a história foi se revelando aos poucos uma grata surpresa — talvez, é verdade, pelos elementos nerds de viagem no tempo. Bem: Não exatamente viagem no tempo, mas sim sua, digamos, reutilização.

Além disso, a trama tem um toque — de leve, bem de leve — de Inception, no que diz respeito à um final no mínimo inusitado. Vale à pena assistir, e quando você menos esperar, vai se ver preso à história.

Você não entendeu “A Origem”?

Há alguns minutos terminei de assistir “A Origem” (Inception, 2010), filme dirigido, produzido e escrito por Christopher Nolan, que, caso você não saiba, é a mesma mente por trás dos filmes Batman Begins e The Dark Knight, ambos sobre o homem morcego. Sei que o filme já está por aí há um certo tempo agora — estreiou em julho do ano passado, mas resolvi escrever este texto não exatamente para fazer uma review a respeito, mas sim para registrar pensamentos próprios que não quero que se percam.

Porque?

Meus pais, que viram o filme há poucos dias em casa, acreditem, simplesmente dormiram durante a exibição — e não quiseram saber mais dos acontecimentos, depois, porquê classificaram a história como sendo chata. Para tentar provar o contrário, e visando (tentar) auxiliar quem também tenha a mesma opinião, ou tenha ficado perdido no meio do caminho, criarei, baseado em meu próprio entendimento da história, este texto.

E agora, vamos ao que interessa.

— IMPORTANTE: Não leia se você ainda não viu o filme.

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May the force be with you

Às voltas com a decisão de comprar ou não um GPS para usar no carro, acabei encontrando meio que por acaso os vídeos abaixo, que retratam os bastidores das gravações das vozes de, nada mais, nada menos, que Darth Vader e Mestre Yoda para os navegadores TomTom. Além das vozes dos dois personagens, também está disponível a do robô C-3PO e estará, em breve, a de Han Solo.

Ah!! E se alguém por aí por acaso acha que se trata de uma brincadeira, pode ficar tranquilo: Não é não.

Genial!

“Back to the Future”: O viral que não era

Dê uma olhada nas imagens a seguir.

Se você — assim como eu — é um fã da série de filmes Back to the Future, estrelada por Michael J. Fox, deve ter se empolgado com a possibilidade de, finalmente, estar presenciando o Future Day, ou seja, o dia ao qual Martin McFly chegou quando foi ao futuro, no filme número dois da franquia.

Eu mesmo, confesso, fiquei impressionado, pois mal me lembrava deste pequeno detalhe. Aliás, a empolgação foi tanta que eu resolvi repassar a imagem a um monte de amigos que gostam dos filmes em questão — recebi apenas a segunda, por email. Junto com a imagem, recebi o seguinte comentário:

Today is the day that Marty McFly arrived in the future after hitting 88mph in a pimped out Delorean in 1985.

Ocorre que a história toda é um hoax, ou seja, não passou de um boato, ou de uma lenda urbana. Ela começou quando a revista britânica Total Film espalhou um tweet e depois uma imagem com a data de ontem — a primeira que ilustra este texto —, alegando ser 05 de julho de 2010 a data referenciada no filme. Conforme descrito pela Wikipedia, a coisa se tornou uma febre — ou um viral — na rede de micropostagens, de maneira que milhares e milhares de usuários a reproduziram.

Hoje a revista se desculpou, através de uma nota em seu site, onde explica toda a situação, já que milhares de fãs fervorosos do filme notaram o erro:

A segunda imagem — com data de hoje — veio, de acordo com a própria nota da revista, de um terceiro, que resolveu trocar a data e continuar com a coisa toda.

Mas não se preocupem,  já que o Delorean chegou ao futuro em 21 de outubro de 2015, como se pode ver através da imagem acima, retirada da Wikipedia.

No final das contas, a única coisa verdadeira dessa história toda é a seguinte: Eu realmente estou ficando velho. E se você começou a pensar quantos anos fazem desde a segunda parte do  filme — rodado em 1989 —, também está. É a vida.

Sherlock Holmes não é nada elementar

Ontem fui assistir Sherlock Holmes, depois de ter ouvido alguns amigos falarem muito bem do filme, e também depois de capturar algumas opiniões sobre a história através do Twitter.

Não me arrependi: Robert Downey Jr. e Jude Law fazem um par perfeito ao interpretarem a dupla formada pelo famoso detetive londrino e seu amigo e companheiro de aventuras, Dr. Watson.

A história — que eu achei que ia ser baseada em algum dos 4 romances ou dos 55 contos que foram escritos por seu criador, Sir Arthur Connan Doyle, mas que foi escrita especialmente para o cinema — é garantia, ao menos na minha opinião, de prender a todos nas cadeiras: Gira ao redor de Lord Blackwood, praticante de magia negra preso por Holmes e Watson em seu último caso, condenado e morto na forca, mas que volta do mundo dos mortos — isso mesmo!! — disposto a por em prática ardis inimagináveis.

Interessante e recheada de pistas que nos provocam até o final do filme, a narrativa, ao contrário do tom mais sóbrio dos livros, é bem recheada com elementos mais modernos, como cenas de briga em câmera lenta, ao estilo Matrix, muitas vezes narradas por Holmes como que para serem executadas em seguida, nos mínimos detalhes, a partir de fatos ocultos e deduzidos por ele em questão de centésimos de segundo: Os 128 minutos de filme passaram como se fossem em um piscar de olhos, e me deixaram com gosto de quero mais.

Felizmente para mim e outros que gostaram do filme, uma sequência já está planejada, e deve começar a ser filmada rapidamente, já em junho de 2010, pelo menos de acordo com o site ScreeRant. Isso condiz com o final do filme, em que há gancho para tanto, e assim posso sonhar com o dia em que Sherlock Holmes se tornará uma franquia de sucesso.

Minha primeira sessão de cinema!

Já tinha muito tempo que mamãe e papai se perguntavam qual seria a minha reação se eles me levassem pra assistir um filme no cinema:

— O que será que ele vai achar daquela telona grande? — a mamãe dizia.

— Será que ele vai conseguir ficar quietinho o filme todo? — papai se perguntava.

— Eu não sei se ele consegue ver um filme inteiro… — mamãe falava de novo.

A única experiência parecida que eu já tinha tido até então foi ter ido ao teatro ver o Lazy Town. Mas acontece que essa semana eu resolvi que já estava na hora de eu dar mais um grande passo na minha vida, e comecei a pedir aos dois, todas as vezes em que passávamos perto do cinema, que eles me levassem pra ver um filme.

Aproveitando o feriado do Carnaval, papai e mamãe finalmente resolveram pagar pra ver o que acontecia. Pra inaugurar a minha primeira sessão de cinema da vida, me levaram pra assistir a um filme chamado Bee Movie, que em português também se chama A História de uma Abelha. A tal da abelha, aliás, se chama Barry, e é muito engraçada, vejam só ela:

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Bom… quando cheguei dentro do cinema, fiquei muito espantado com o tamanho da sala!! É muito grande mesmo! Papai e mamãe escolheram um lugar bem bacana, lá no fundão, e me compraram pipoca e refrigerante! Eu adorei! E quando o filme começou, o que posso dizer? Mal desgrudei os meus olhinhos daquela telona!! Gostei bastante do filme, e fiquei falando dele um tempão depois que saímos do cinema!

Pena que, infelizmente, papai e mamãe não trouxeram uma câmera pra poder fotografar o meu comportamento: Na pressa de sairmos pra não perder o horário do filme, eu acho que o papai deve ter esquecido… foi uma pena…

Mas gostei tanto, mas tanto mesmo dessa história, que acabei pedindo ao papai e à mamãe que me levassem pra assistir outro filme. Eles ficaram bem espantados, porquê perceberam que eu gostei mesmo de cinema! Assim, em menos de uma semana assisti ao meu segundo filme na telona, dessa vez Alvin e os Esquilos. Olha só eles aí:

alvin-e-os-esquilos-poster03.jpg

Dessa segunda vez mamãe e papai vieram mais preparados, e conseguiram tirar algumas fotos antes do filme começar, vejam só:

Minha primeira ida ao cinema

Minha primeira ida ao cinema

Minha primeira ida ao cinema Minha primeira ida ao cinema

Uma coisa divertida foi ver a moça do cinema chamando a atenção do papai, que bateu as fotos que eu coloquei aqui: Não é permitido tirar fotos dentro da sala do cinema!! Mas tudo bem, deu tempo de tirar essas, e vocês podem ver como eu me diverti!! Mal posso esperar para ver o meu terceiro, quarto, quinto filme… :)

Justiça a Qualquer Preço

Assisti à Justiça a Qualquer Preço (The Flock, EUA, 2007) de uma maneira totalmente inusitada: De uma hora pra outra senti vontade de ir ao cinema, e escolhemos o filme ao acaso, vendo a programação do cinema pelo site de um dos shoppings da cidade. Eu devo confessar que tenho medo de escolher filmes desta forma, porquê já me meti em algumas roubadas desta maneira.

Felizmente, este não foi o caso. A produção, que é estrelada por Richard Gere e Clare Danes, conta a história de um agente do departamento de segurança pública norte-americano chamado Erroll Babbage (que não se deve confundir com o outro Babbage, um dos pais da computação) que está prestes a se aposentar e precisa treinar sua substituta em poucos dias.

A função exercida por Babbage é teoricamente simples: Monitorar o dia-a-dia de ex-presidiários que foram acusados por crimes sexuais. Seguido de perto por sua nova substituta, ele se emaranha entre voyeurs, tarados, pedófilos e muitos outros tipos para descobrir do que estes são capazes.

A trama ganha força quando uma jovem universitária de 17 anos desaparece na região de sua escola, e Babbage, que aliás não é nenhum santo e tem sérios desvios de caráter, suspeita que tal ação pode ter sido obra de um de seus monitorados. O que mais me atraiu no filme foi justamente isso: Baseado em algo simples, a capacidade dos roteiristas de manterem o mistério, o que só é possível quando estamos assistindo a uma história bem escrita e bem amarrada.

Valeu o preço do ingresso, e eu sinceramente recomendo a quem quiser ver uma mistura de filme policial e bom suspense.

Homem-Aranha 3

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Finalmente assisti à Homem-Aranha 3. Vou logo dizendo que no final das contas acabei gostando da história que, mesmo depois da segunda continuação, ainda consegue prender bastante a atenção do público. Pra mim, continua valendo a afirmação de que não importa quantas continuações a série tenha, vou assistir à todas.

Os efeitos especiais deste filme dão um show à parte — também, segundo a Wikipedia, o orçamento oficial do filme foi de US$ 258 milhões, um dos mais caros da história do cinema —- e trazem à vida seres inimagináveis como o Homem de Areia e Venom, ao mesmo tempo em que o roteiro consegue misturar os enredos destes dois personagens — e o do Duende Verde Jr., é claro — com satisfatória perfeição que eu tinha receio de não encontrar.

Acho que uma das duas únicas coisas das quais eu não gostei foram os excessivos desencontros românticos entre Peter Parker e Mary Jane. Neste aspecto, o roteiro pareceu-me por vezes muito próximo àquelas comédias românticas água-com-açúcar que povoam a Sessão da Tarde. A outra, foi aquele patriotismo exacerbado que os americanos inserem em seus filmes: O Homem-Aranha passar duas vezes no mesmo filme em frente à bandeira dos EUA fazendo acrobacias, ninguém merece.

No mais, como eu disse, o filme valeu muito à pena. Viva a P2P TV.

PS: Aliás, antes que eu me esqueça, fui só eu que tive esta impressão, ou vocês também acharam que o visual Peter Parker sob efeito Venom estava demasiado parecido com outro Peter, o Petrelli?

Os Três Patetas

É muito pouco provável que Harry Moses Horwitz, seu irmão Samuel Horwitz e seu amigo Louis Feinberg despertem qualquer tipo de memória em alguém ao terem seus nomes pronunciados desta maneira. No entanto, basta que eu mencione seus patéticos alteregos Moe, Curly e Larry para que qualquer um se lembre imediatamente de um dos trios cômicos mais famosos de todos os tempos.

The Three Stooges

Esta semana, trocando de canais enquanto assistia televisão, tive a oportunidade de assistir, na HBO, ao filme The Three Stooges (2000), de produção executiva de Mel Gibson, uma verdadeira biografia de Os Três Patetas. O filme, que considerei excelente e emocionante, faz um relato de toda a trajetória de sucesso dos comediantes através dos olhos de Moe Howard — o cérebro do trio — no final dos anos 50, época em que sua carreira está aparentemente acabada e na qual ele se vê sem receber um mísero centavo pela exibição de seus curtas.

Moe é procurado por um jovem executivo de TV que está tentando convencê-lo de voltar à ativa em apresentações ao vivo. A partir daí, suas lembranças nos propiciam um verdadeiro flashback, que remonta à época em que a carreira dos patetas começou, com apresentações em shows de variedades nos teatros da década de 20. O trio, que atuava às sombras de Ted Healy, acabou por ganhar luz própria e se tornou o sucesso que jovens e adultos conhecem e adoram.

O que mais me chamou a atenção no filme foi o fato de que, apesar das excelentes recriações das performances cômicas dos patetas inseridas durante o longa metragem, a história se concentra em mostrar ao público um lado pouco conhecido do trio. Pode-se dizer que eles realmente tiveram que comer o pão que o diabo amassou antes de poderem alcançar o sucesso. Pouco valorizados e explorados pelos executivos de Hollywood, estes três realmente mostraram que eram verdadeiros comediantes, continuando a atuar em prol da nobre missão de poder levar diversão ao público.

Sempre que penso nos Três Patetas — cujos filmes ainda fazem parte eventual da programação do Warner Channel e fixa do canal TCM, para minha felicidade — lembro-me de outros representantes da chamada comédia slapstick, aquela em que se produz o humor através de contato e violência fisíca exagerados, por vezes simulados: Os Trapalhões. Assim como no caso dos Três Patetas, a vida pessoal de Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias foi permeada por diversos conflitos pessoais. Ambos os grupos também sofreram baixas: Enquanto o quarteto brasileiro foi encolhendo até seus dois últimos integrantes hoje vivos se separarem, os patetas ainda chegaram a perder dois dos irmãos Horwitz (ou Howard, seu nome artístico) antes de chegarem à formação final com Joe DeRita, que perdurou até 1975, ano em que tanto Larry quanto Moe morreram vítimas de infarto.

Se não por qualquer outra razão, assistir ao filme The Three Stooges é uma das poucas maneiras que vejo, atualmente, de entrar em contato com um tipo de humor que é cada vez mais raro de se ver no cinema ou televisão: Aquele em que o comediante diverte a seu público por mero prazer, procurando despertar as risadas mais inocentes. Se você puder, não perca!

Happy Feet: O Pingüim

Happy Feet - O PingüimManter o interesse, durante quase duas horas initerruptas, pela história de um pequeno pingüim imperador em busca do amor de sua vida é uma das tarefas mais difíceis que eu poderia imaginar para um diretor de cinema: Muito provavelmente, poucos dariam conta do recado. Felizmente, a meu ver, George Miller — diretor dos filmes do porquinho atrapalhado Babe — foi um desses iluminados.

Não é apenas o elenco de peso convocado para a produção — que conta com nomes como Elijah Wood (O Senhor dos Anéis), Hugh Jackman (X-Men) e Nicole Kidman (A Feiticeira) —-, nem apenas a trilha sonora, vibrante, dançante e que tem tudo para agradar todos os gostos, indo de Prince a Queen. Em Happy Feet: O Pingüim (2006), o que vemos é um verdadeiro show de animação, onde a computação gráfica, muito bem utilizada do início ao fim, se transforma numa atração à parte. Vejam por exemplo, as imagens abaixo:

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Leva-se um tempo até descobrirmos que imagem é verdadeira e que imagem é gerada por computação gráfica, não é mesmo? De qualquer forma, em Happy Feet: O Pingüim, conhecemos Mumble — que, na versão dublada virou Mano (horrível tradução, diga-se de passagem) —, um pingüim imperador que habita os arredores da Antártica. Toda a comunidade em que vive está acostumada a encontrar seus amores verdadeiros — atividade, aliás, para a qual os pingüins são preparados desde muito cedo — através de canções. Mas aí é que está o xis da questão: Por uma destas adversidades do destino, Mumble nasce sem saber cantar uma única nota. Sua voz, aliás, é horrível.

Acontece que seu talento se revela de outra maneira: Mumble se mostra detentor de uma incrível capacidade de sapatear. Desde que sai do ovo demonstra que será um dançarino nato e, a partir daí, começa sua jornada para demonstrar que pode ser aceito mesmo com diferenças tão grandes para a maioria, e que isso não será impedimento para que, também ele, possa encontrar o amor verdadeiro, que, aliás, se reflete na personagem Glória, com quem vai junto para a escola, desde bebê.

Repleto de dança e musicais — óbvio em um filme em que o personagem principal é um pingüim que sapateia — o filme conta ainda com um hilário quinteto de pinguins mexicanos que hablan um belo portuñol e que acompanham Mumble em sua jornada através do mundo gelado do filme. O personagem ainda se vê às voltas com conflitos religiosos e ecológicos. Apesar das duras críticas de alguns telespectadores e jornalistas especializados por conta destes dois últimos pontos, minha opinião final é de que foi um belo filme pra se ver, ainda mais na época natalina. Vale à pena.