WordPress Instant Upgrade!

Um dos plugins mais interessantes que eu conheço é o fantástico WordPress Automatic Upgrade. Este plugin torna o processo de atualização de versões do WordPress extremamente rápido e indolor, duas características que certamente atraem qualquer blogueiro, independentemente de seu nível de conhecimento ou tempo de blog.

Admiração à parte, um comentário recente em meu artigo a respeito da migração para o WordPress 2.5 feito pela Lunna, do blog Fascinatte, me chamou a atenção para duas questões que me incomodam: Primeiro, as constantes falhas de atualização a partir do mais novo release do WordPress, que, como efeitos colaterais não permitem o uso pleno da nova interface de upload de imagens e ainda por cima deixam todos os plugins ativos desabilitados, o que, para pessoas ligeiramente desorganizadas como eu, torna um parto lembrar que plugin estava ou não ligado antes da atualização. Em segundo lugar, a aparente falta de ação do autor do plugin para corrigir tais problemas em uma nova versão.

Ainda levando em conta o comentário da Lunna, resolvi tentar me mexer um pouco e pensar fora da caixa. A pergunta de um milhão de dólares que tentei responder era “Certamente deve existir um plugin que faça a atualização do WordPress e que não seja o WPAU”. Felizmente para mim, esse plugin realmente existe: Trata-se do Instant Upgrade, criado pelo alemão Alex Günsche.

Ainda na versão 1.0-beta — o que eventualmente pode desencorajar seu uso por algumas pessoas —, a intenção do plugin é automatizar o processo descrito no guia oficial, só que 30 vezes mais rápido. Desta maneira, as operações realizadas compreendem baixar a versão mais recente diretamente do servidor do WordPress e extraí-la para seu servidor. A seguir o plugin também exclui todos os seus arquivos antigos — exceto o conteúdo das pastas wp-content/ e o arquivo wp-config.php substituindo-os pelos novos. Finalmente, a rotina executa o script de atualização do banco de dados.

Para testar o funcionamento do plugin, atualizei meu blog com a versão mais recente que foi liberada pelos desenvolvedores, a 2.5.1, que corrige alguns problemas e traz algumas melhorias de performance. A seguir procuro descrever como foi realizado este processo de atualização.

Antes de qualquer coisa é necessário providenciar a instalação do plugin. Eu fiz isso através do excelente plugin OneClick Installer, que me permitiu transferir o arquivo zipado automaticamente do servidor do desenvolvedor do Instant Upgrade e instalá-lo aqui no site.

Também muito importante é DESATIVAR — caso esteja em funcionamento — o plugin WordPress Automatic Upgrade. Por utilizarem bibliotecas idênticas da linguagem PHP, o WPAU não funciona em conjunto com o Instant Upgrade e provoca erros caso essa desativação não seja providenciada.

Método de atualização

Em seguida, deve-se ativar o plugin e ir até Settings → InstantUpgrade para que se possa ajustar suas opções. Deve-se configurar a forma pela qual a atualização será feita. O plugin permite o uso dos protocolos FTP ou HTTP. O primeiro é mais recomendável, já que evita que você precise se preocupar com problemas de permissão de diretórios no seu servidor. A atualização via HTTP está disponível, segundo o desenvolvedor, para as pessoas que têm restrição para uso do FTP ou que preferem usar esse método.

Se você optar por realizar as atualizações através de FTP, será necessário informar o endereço do seu servidor, seu usuário e senha, sendo que esta última nunca é armazenada em banco de dados e deve ser informada sempre que uma nova atualização for realizada.

O Instant Upgrade fará então um teste de conexão com seu servidor e, caso tudo corra bem, exibirá uma mensagem dizendo que sua configuração está ok e que você pode começar o processo de atualização, caso assim o deseje.

Ok para continuar!

Uma diferença básica que existe entre o WordPress Automatic Upgrade e o Instant Upgrade é que este último não faz o back-up automático de seu banco de dados. Desta maneira, para se precaver, é necessário instalar plugins a parte ou realizar este procedimento manualmente antes de continuar.

Mesmo com este aparente lado negativo penso que valha a pena usar o Instant Upgrade devido ao fato de que ele é bastante rápido e permite não apenas a atualização para versões mais recentes do WordPress, mas também o downgrade. Este é um ponto importante pois eventualmente, ao encontrar problemas de incompatibilidade com plugins, pode ser necessário voltar atrás.

Assim, quando você inicia o processo de atualização pode escolher se deseja a versão mais recente, ou outra qualquer antes de prosseguir. É importante lembrar que uma vez iniciado o processo de atualização, o mesmo não deve ser interrompido. Será possível acompanhar o andamento pela própria barra de status do navegador que você estiver usando e, ao final do mesmo, verificar as operações realizadas conforme demonstro com as figuras a seguir.

Seleção de versões

Término do processo de atualização

Como eu disse anteriormente, usei o Instant Upgrade na minha atualização para a versão 2.5.1 do WordPress. Somando os processos de configuração — que, afinal de contas, só precisa ser realizado uma vez — e instalação, não levei mais do que míseros 5 minutos para concluir tudo. Para mim, apesar da pouca maturidade do plugin — dada sua versão baixa e beta —, fiquei extremamente satisfeito com os resultados obtidos, e posso dizer que continuarei firme na sua utilização. Enquanto nada de novo surge no horizonte do Automatic Upgrade, este plugin certamente é uma solução simples e ao mesmo tempo sofisticada que tem tudo para ganhar cada vez mais espaço e adeptos.

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Gravatares: Agora com Identicons!

Lendo o Matt hoje pela manhã descobri que uma nova funcionalidade acaba de ser incorporada ao Gravatar. Para quem exibe os avatares dos usuários registrados no serviço que visitam e fazem comentários em seu blog, agora é possível substituir aquela imagem padrão — um G com fundo azul horrível — para quem não possui um avatar registrado por algo muito mais artístico.

Antes de mais nada, o que possibilita essa novidade são os chamados Identicons, ou seja, representações visuais de uma função matemática, geralmente obtidas com base no endereço IP de uma máquina, servindo para identificá-la — e a seu usuário costumeiro — de maneira única. Seu criador, Don Park, surgiu com a idéia em 18 de janeiro de 2007, quando disse o seguinte:

“I originally came up with this idea to be used as an easy means of visually distinguishing multiple units of information, anything that can be reduced to bits. It’s not just IPs but also people, places, and things. IMHO, too much of the web what we read are textual or numeric information which are not easy to distinguish at a glance when they are jumbled up together. So I think adding visual identifiers will make the user experience much more enjoyable.

O Gravatar incorporou três variações novas, todas frutos do trabalho de usuários do WordPress que já procuravam aderir à idéia dos Identicons: Os projetos WP_Identicon, WP-MonsterID e Wavatars foram automaticamente mesclados ao Gravatar original, o que facilita a inclusão de qualquer um deles em substituição ao padrão original. Para isso, basta acrescentar o sufixo &default=opção à função get_avatar() original, onde “opção” pode ser qualquer uma dessas:

Identicons no Gravatar

Na minha opinião, o mais legal dessa história é que agora, quem não gosta do padrão — como eu, que adotei o monsterid como opção — pode personalizar os seus gravatares da maneira que mais lhe agradar, editando o tema diretamente. No meu caso ficou assim:


E se no final das contas nenhum modelo agradar a você, saiba que também é possível desenhar alguns Identicons personalizados

Novo WordPress 2.5: Problemas e soluções

Acaba de sair do forno a muito aguardada versão 2.5 do WordPress. Mantendo a tradição de versões anteriores, esta recebeu o codinome Brecker, em homenagem póstuma ao saxofonista e compositor de jazz americano Michael Brecker, falecido no ano passado.

De qualquer forma, mal saiu a notícia e eu fui logo tratar de seguir os três passos básicos para fazer a atualização do meu site. Poucos instantes depois já contava com o novo dashboard da ferramenta, sem que nenhum problema tivesse ocorrido, ao menos na atualização. Para quem ainda não sabe, só nesta nova versão, de acordo com a nota oficial publicada pelo Matt Mullenweg, foram dispendidos esforços de mais de seis meses de codificação. Ainda segundo a nota oficial, tudo isso culminou em uma série de modificações para os usuários finais ansiosos, como você ou eu.

Vou comentar por aqui o que eu achei da nova versão, e principalmente que problemas eu encontrei e tive até agora, além das devidas soluções já encontradas!

Novo painel do WP2.5

A primeira dessas mudanças, como deve ser do conhecimento pelo menos de alguns de vocês, diz respeito ao Dashboard, ou Painel Administrativo do WordPress. Matt comenta no post de lançamento da nova versão que a idéia por trás do redesenho da sua interface foi torná-la mais simples e mais rápida, permitindo o foco diretamente naquilo que importa, ou seja, as operações do blog, sem complicação. Na minha opinião esse redesenho — que teve o apoio de especialistas da Happy Cog — ficou muito bom. A única coisa que eu sou obrigado a admitir é que eu não gostei muito do novo esquema de cores. Nada que uma visita às opções de usuário não resolva, no entanto, pois é possível usar o esquema de cores antigo, embora o layout fique diferente do que era até a versão 2.3:

Esquema de cores

Segunda mudança: A página de plugins agora além de avisar que existe uma nova versão disponível para um plugin, permite sua atualização automática. Quando eu fui fazer a atualização de alguns plugins, no entanto, recebi uma mensagem de erro referente a uma classe do PHP: Fatal error: Cannot redeclare class pclzip. Felizmente, a correção no meu caso foi simples: O plugin WordPress Automatic Upgrade, que eu uso, também utiliza a classe pclzip , e desabilitá-lo fez com que a atualização ocorresse normalmente para todos os plugins que eu tenho instalados, um a um.

ATUALIZAÇÃO 1: Em tempo, o autor do WPAU também atualizou o seu plugin: Combateu o problema com a biblioteca pclzip. A nova versão é a 1.0, e pode ser atualizada automaticamente, segundo consta, sem maiores problemas.

Upgrade automático de plugins

Mudando de assunto, gostei do suporte nativo ao Gravatar na nova versão do WordPress sem a necessidade de plugins pra isso. A Automattic havia comprado o serviço, e agora a integração está não apenas nos temas, mas dentro do dashboard, em vários locais. No entanto, no caso dos temas, é necessário que os desenvolvedores daqui por diante façam uso de uma função específica para obter esse suporte, a get_avatar . Sem essa função, mesmo com o suporte ao Gravatar habilitado — o que é padrão no WP 2.5 —, nada feito: Seu blog vai ficar sem as imagens que identificam os usuários através do e-mail, exceto no dashboard.

Gravatares nativos!

Neste caso, enquanto se espera por temas que estão em desenvolvimento, há duas opções: Se você, assim como eu, se sente confortável editando seu próprio tema, basta abrir o arquivo comments.php , e lá inserir o seguinte bloco de código onde quiser que o Gravatar apareça:

if (function_exists('get_avatar')) {
echo get_avatar( get_comment_author_email(), '80' );
}

Deve-se lembrar que o parâmetro 80 no bloco de código acima é o tamanho desejado para o avatar, e pode ser personalizado conforme sua preferência.

Caso você não se sinta a vontade em editar seus próprios arquivos, ou não conheça nem um ponto-e-vírgula de PHP, pode recorrer a um plugin fantástico de um dos co-desenvolvedores do WordPress, o Easy Gravatar. Uma vez instalado e habilitado, os avatares aparecem automaticamente ao lado dos comentários, e podem ser configurados pelo painel/dashboard.

Falando em plugins, esse é um outro assunto que me dá medo normalmente, quando atualizo a versão do WordPress. É praticamente certo que pelo menos um plugin dê problema. No meu caso, fui sorteado com o Popularity Contest, do Alex King, que recém havia instalado por aqui. Ao atualizar o WordPress para 2.5 eu imediatamente percebi que ele havia provocado uma falha geral e não pôde ser ativado. Felizmente encontrei a solução: Editar a linha 59 do arquivo do plugin, substituindo esse trecho de código:

require(’../../wp-blog-header.php’);

…por esse outro:

require(’../wp-blog-header.php’);

Ao salvar o arquivo — já que a edição pode ser feita dentro do próprio painel de administração do WordPress — tudo voltou ao normal e eu pude ativar o plugin novamente.

Esse foi o único problema de atualização que tive com relação a plugins. Todos os outros que ativei — felizmente — funcionaram sem problemas, ou seja, pelo menos neste aspecto a atualização pode ocorrer normalmente.

Outra coisa que eu achei muito legal: Alguns usuários devem se lembrar da briga que foi quando o Dashboard do WordPress parou de mostrar os Incoming Links do Technorati e passou a exibir os do Google Blog Search. Para que a funcionalidade anterior voltasse, até mesmo alguns plugins foram desenvolvidos pelos mais insatisfeitos. Agora, a democracia impera: Ao entrar no painel, é possível editar o feed RSS que se deseja usar para exibir os links feitos para o seu blog. Assim, cada um usa o serviço que mais gosta:

Duas etapas para alterar o Incoming Links

Mudando de assunto, no screencast feito pelo Matt com as novas funcionalidades do painel de criação de artigos, uma mudança fantástica é exibida: O upload de múltiplas imagens e outros arquivos de mídia, como filmes e áudio (para podcasts, por exemplo). Tudo funciona às mil maravilhas, e há um botão que invoca uma caixa de diálogo onde se pode realizar a seleção múltipla de arquivos e enviá-los conforme prometido. A versão usada no screencast é a 2.5 RC 2.

INFELIZMENTE, até agora não consegui fazer isso funcionar de jeito nenhum no meu blog. E olha que usei até reza brava. Não há opção que se possa habilitar em toda a interface de administração para ativar a função, e os fóruns de suporte do WordPress estão lotados com reclamações de pessoas que, como eu, gostariam muito que este recurso estivesse funcionando. Além disso, nem mesmo todas as imagens que eu gostaria de usar para ilustrar esse artigo puderam ser enviadas para o servidor: Um outro problema, também bastante recorrente no fórum nesse momento, exibe uma mensagem de erro, Specified file failed upload test. Na prática a imagem vai para o servidor, mas não é exibida nas dimensões corretas dentro do editor do WordPress.

ATUALIZAÇÃO 2: O problema para fazer o upload de múltiplas imagens — além da mensagem de erro que eu mencionei acima — parece ter sido causado pela maneira como eu fiz a atualização da versão 2.5 do WordPress. Como eu já o tinha instalado por aqui, usei o plugin WordPress Automatic Upgrade, e foi a atualização desta forma que causou o problema. Após ler esta mensagem do fórum de suporte, refiz a instalação completamente via FTP (ou seja, às antigas) e consegui que o botão que aparece no screencast apareça, bem como a barra de progresso e a tela de edição de parâmetros de cada imagem. Todas as imagens deste post comprovam isso.

Choose files to upload

Embora eu pretenda ir atualizando este artigo com o que for descobrindo, vai aqui um conselho: Se você puder ser menos apressado, espere um pouco mais de tempo para instalar a nova versão 2.5 do WordPress. Parece que mesmo seis meses de trabalho para seu lançamento não foram suficientes para a detecção de todos os possíveis percalços. Mas não desmereço a equipe, que é sempre ativa e dinâmica: Vou esperar que logo sejam apontadas soluções para os problemas, pois, por enquanto, nada feito :(

ATUALIZAÇÃO 3: O último parágrafo que eu havia escrito anteriormente já demonstrava minha opinião: A equipe do WordPress é muito atenta e dinâmica, e não demoram a pipocar as soluções, seja a partir deles, seja a partir dos próprios usuários. Retiro o que eu disse anteriormente, e recomendo a atualização o quanto antes para que todos possam curtir os benefícios desta novíssima versão. E tenho dito!

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