Lychee: Hospede suas próprias fotos

Se você possui seu próprio site na internet e também gosta de tirar fotos, pode já ter lhe ocorrido que seria interessante hospedar você mesmo suas imagens, sobretudo para evitar que elas acabem se perdendo devido a aquisições repentinas de companhias, ou   má administração financeira. E se hospedar as fotos por conta própria parecia complicado até agora devido  s alternativas disponíveis, pode ser que o Lychee seja, finalmente, o salvador da pátria.

Desenvolvido por Tobias Reich, o Lychee depende apenas de um servidor que possua PHP 5.3 ou posterior e um banco de dados MySQL, e, segundo seu autor, seu processo de instalação é simples e rápido, bastando copiar alguns arquivos para o host, através de FTP. O autor mantém online uma demonstração do software, que é muito bem desenhado e possui responsive design, ou seja, está preparado para ser exibido em qualquer tamanho de tela, inclusive as dos tablets e smart phones. Olhar para a interface do programa, aliás, me faz lembrar do finado Everpix, que também possuia um design de muito bom gosto.

Fui parar no App.net

app_netBem, é oficial. Depois que o Otávio gentilmente me cedeu um convite, vim parar na ADN — ou App.net. As pessoas tendem a achar que se trata de um clone do Twitter, e blá, blá, blá, mas a ferramenta permite muito mais usos do que simplesmente postar status como naquela outra rede social. Você pode compartilhar fotos, jogar xadrez e criar blogs a partir de lá, só para citar alguns exemplos. Há um site com diversas ferramentas e dicas sobre a rede, e agora que o serviço se tornou freemium, não há desculpa para não experimentá-lo. Você pode me seguir por lá, se quiser.

Se você não sabe o que fazer com a cebola, jogue-a fora

Primo Levi

Primo Levi, químico e escritor italiano que sobreviveu ao Holocausto após ter sido prisioneiro em Auschwitz-Birkenau, escreveu em seu livro A Tabela Periódica uma história sobre a época em que trabalhou em uma fábrica de verniz.

Como ele era químico, ficou fascinado pelo fato de que a receita do verniz solicitava que, além da inclusão dos diversos elementos químicos já esperados, fosse também acrescentada uma cebola crua.

Para que serviria ela? Ninguém soube lhe responder. Só sabiam que era parte da receita.

Então ele resolveu investigar, e eventualmente descobriu que alguém tinha acrescentado a cebola anos antes, para verificar a temperatura do verniz — se estivesse quente o suficiente, a cebola fritaria.

Na época em que ele se deu conta disso, tecnologias mais avançadas — como os termômetros — fizeram com que jogar a cebola no verniz se tornasse desnecessário. Mesmo assim, as pessoas seguiram fazendo isso, pois se habituaram ao ingrediente, e deixaram de questionar.

Se está ali, é porquê deve estar certo.

Ao tomar conhecimento, quase que por acaso, da história contada por Primo, me pus a refletir. A primeira reflexão se deu no âmbito profissional — eu trabalho atualmente, de certa forma e em grande parte, com mapeamento e otimização de processos. Vejo as pessoas lidando com cebolas em seus vernizes o tempo todo, e o que é pior: Elas não se dão conta de que as cebolas podem não ser mais necessárias, e que, eventualmente, podem — e devem — ser substituídas.

Experimente olhar para um fluxograma. Observe as etapas ali descritas. Questione-se se ali, por acaso, não existem cebolas no verniz. Garanto que o exercício valerá   pena.

Finalmente, o texto de Primo Levi também é válido para o âmbito pessoal. Quantas não são as cebolas nos vernizes da vida? Quanto bem nos faria nos livrarmos delas, não é mesmo? E não se engane: Todos nós temos pelo menos uma cebola em nossas receitas de verniz. Eu garanto.

O Posterous já era. E agora, José?

Como eu disse através do tweet acima, o Posterous está mesmo com os dias contados. À partir do dia 30 de abril de 2013, o serviço, que para mim foi sinônimo de revolução no que diz respeito   publicação de conteúdo online, permitindo que textos inteiros e outros tipos populares de mídia, como fotos e vídeos, fossem publicados através do e-mail, vai fechar suas portas depois de pouco menos de um ano de sua aquisição pelo Twitter.

A primeira sensação que eu tive quando li essa nota de despedida do Posterous foi de alívio. Me lembro de ter dado passos relativamente largos para realizar a migração, para o serviço, de todos os textos que escrevi ao longo dos anos neste blog. Assistir, agora, a este movimento de camarote, me faz pensar que eu tive razão em não continuar com a migração. Que eu fiz bem em continuar quietinho por aqui, escrevendo meus textos, ainda que cada vez mais raros, em um site que eu mesmo mantenho, com uma ferramenta que eu acredito que não deva sumir do mapa por pelo menos um bom tempo, ainda.

Mas fiquei me perguntando o que será do pessoal que está hospedado no Posterous, neste momento. O serviço acabou… E agora, José?

Something went wrong for Posterous!

O texto-saideira do pessoal do Posterous recomenda que seus soon-to-be-homeless users migrem para o WordPress.com — versão hospedada da ferramenta que uso para manter este blog — ou para o Squarespace, que é um serviço que,   primeira vista, é muito melhor do que o próprio Posterous. Na verdade, nos dias atuais, os dois serviços são melhores que ele.

Money, baby

Existe um motivo para que ambos sejam melhores, e não tem necessariamente nada a ver com espaço ilimitado, customização ou outras ferramentas e facilidades oferecidas. A coisa tem a ver com monetização. Sim: Tanto o Squarespace quanto a opção não-self-hosted do WordPress cobram de seus usuários determinados valores, quer mensal, quer anualmente, para que eles permaneçam em sua base de usuários. Se você não paga para usar, pode ficar limitado a recursos básicos da ferramenta — sem poder, por exemplo, hospedar vídeos ou utilizar temas premium para mudar a aparência do seu site, no caso do WordPress.com, ou ficar totalmente de mãos abanando — ou seja, ter a porta fechada na sua cara, após 14 dias, se não optar por um plano pago, no caso do Squarespace.

Você tem todo o direito de reclamar por ter que pagar para blogar. Mas não se engane: O futuro deste tipo de serviço é este. A analogia é mais ou menos a de piratear um software: Você não está repassando  s pessoas que se esforçaram para fazê-lo o devido valor que devem receber por terem investido seu tempo e inteligência na solução. Com blogs e redes sociais, é a mesma coisa. Todos os desenvolvedores vão querer um payback, e empresas como o Facebook e o próprio Twitter, que é o responsável pela machadada no Posterous, estão constantemente em busca de maneiras de ganhar dinheiro para recuperar seu investimento. No futuro — e escreva o que eu digo —, ou você pagará para não ver anúncios, ou estará fadado a linhas do tempo poluídas como a do Facebook, atualmente. Ou, se verá privado de recursos simples como anexar fotos e vídeos a um tweet. Só estou dizendo.

Outras opções para os órfãos do Posterous

Mas, além de Squarespace e WordPress.com, existem outros lares para quem perderá seu Posterous. Alguns são pagos, outros não.

A primeira opção? O Tumblr. Para quem gosta do estilo rápido que o Posterous era capaz de imprimir, acredito ser uma boa saída. Acredito, inclusive, que os estilos sejam bastante similares, embora o Tumblr não conte com a facilidade de enviar arquivos e textos através de email para publicação instantânea. De qualquer maneira, se a questão for pagamento, o Tumblr é completamente gratuito.

ATUALIZAÇÃO - 18/02/2013:
Descobri, através de notícia publicada no TechCrunch, uma alternativa interessante — e automática — para quem quer migrar do Posterous para o Tumblr. Trata-se de um serviço chamado JustMigrate, onde tudo o que é necessário é autorizar o Tumblr a acessar sua conta do Posterous (no caso de já ter múltiplos blogs no Tumblr, você pode escolher para qual os posts do Posterous irão). De qualquer maneira, mesmo neste caso, there’s no free lunch — dependendo do caso, inclusive, pode sair bem caro.

Moving 100 posts is free, and it’s $10 for 250 and $25 for 500 posts. Tumblr’s API allows 250 posts, or 75 photo posts to be uploaded daily, so JustMigrate will queue posts over days if you have a large Posterous blog.

Se você usa o Dropbox, pode também optar pelo Scriptogr.am. Até o momento, eles não mencionam nada que seja relativo   preços, ou seja: estão oferecendo o serviço completamente de graça. Nele, os textos que você escreve podem ser combinados com a mídia que estiver disponível em sua nuvem particular. O mesmo ocorre com o Marquee, que também permite usar imagens e vídeos hospedados no Dropbox, e também os de outros sites, e arquivos do seu próprio computador — aliás, me pareceu um serviço muito bem elaborado, mesma sensação que eu tive com relação ao já citado Squarespace.

Throwww

Um servicinho interessante — e até onde eu saiba, gratuito —, parece ser o Throwww. Dele, pode-se dizer, com certeza, vem uma das interfaces mais simples e minimalistas que existem atualmente. Quando você acessa o site por sua página principal, pode simplesmente digitar um título, um texto — com suporte   Markdown — e pronto. Ganha uma URL, um endereço para compartilhar através das redes sociais. O serviço aceita imagens e vídeos do YouTube, e você pode ser um escritor anônimo, ou se identificar no Twitter para levar crédito por seus textos e ter acesso a eles, no futuro. As páginas criadas, como a deste cara, são bem legais.

Posthaven

Finalmente, há um serviço chamado Posthaven, mencionado ainda ontem no Hacker News. Ele merece ser citado porquê foi criado por Garry Tan e Brett Gibson, co-fundadores do Posterous, que afirmam que o serviço nunca será vendido e nunca acabará. Isso será possível, adivinhem, graças   monetização:

It’s $5 a month and will have all of the ease of use and power of Posterous. It’s just the two of us and we’re coding it in our bedrooms right now.

Há ainda uma coisa interessante no Posthaven. Se você parar de pagar pelo serviço, perde apenas o direito de acrescentar novos posts e editar os antigos, e continua podendo visualizar suas páginas, com as criações antigas. Quando quiser voltar, paga novamente e tem seus acessos restaurados. Apesar de o serviço ainda não ter sido lançado — está programado para breve —, admito que esse modelo de negócio quase me lembrou o do Flickr. A diferença é que, no site de hospedagem de fotos, após 90 dias de inatividade, uma conta não PRO pode ser deletada. No Posthaven, não.

Ou será que…?!

Ouviram do Ipiranga?

Quando meu filho mais velho veio me pedir ajuda com a tarefa hoje, achei interessante a pergunta que a professora havia pedido para que ele fizesse   algum adulto da casa: “Qual é uma lembrança que ele tem da época da escola?”.

Minha resposta poderia ter sido qualquer uma, pois tive diversos momentos memoráveis quando pequeno. No entanto, para permitir que ele percebesse certo constraste entre épocas, disse que me lembrava de, todos os meses, participar de um Culto   Bandeira, onde cantávamos o Hino Nacional. Depois de cada evento desses, aliás, havia apresentações que, nós, alunos, fazíamos para outros alunos, coordenados pelas professoras.

Meus pais já me contaram, certa vez, que na época deles, cantar o Hino Nacional era ponto obrigatório antes das aulas começarem. Isso mostra que, no espaço de apenas uma geração, o Hino deixou de ser um canto diário para ser mensal, e, no espaço de duas gerações, a dos avós do meu filho e ele, bem… O Hino deixou completamente de ser cantado.

Civismo

Qual a importância do Hino Nacional, e porquê eu deveria me importar com o fato de que as escolas tenham parado de realizar eventos como um Culto   Bandeira?

Devemos nos importar porquê aprender o Hino e celebrá-lo é o mínimo que devemos fazer para ensinar  s crianças o respeito pelo nosso país.

Ao contrário de Estados Unidos e França, só para citar dois países, onde as bandeiras nacionais estão   vista em escolas e outros prédios públicos, monumentos e vários outros lugares, não somos um país patriota.

O brasileiro reclama do país. Do governo, dos impostos, da educação. Critica o país como se não fosse culpa dele mesmo o governo que temos, os escândalos, a corrupção que todo dia está nas manchetes. Mas não move, muitas vezes, sequer uma palha para mudar a situação.

Quando vemos um ente querido doente, — e quem é pai sabe certamente disso — nossa vontade é muitas vezes tomar o lugar dessa pessoa, dado o amor que sentimos por ela. Fazemos isso porquê no fundo nosso desejo é ver essa pessoa melhor, porquê nós a amamos.

Não se quer mudar o que não se ama. Não estou generalizando, mas como ensinar amor pelo país se um ato simples como cantar o Hino Brasileiro não é mais praticado nas escolas? Se matérias como Educação Moral e Cívica, ainda que instituídas por outros governos em outros carnavais, que ensinavam aos alunos sobre nossos hinos, nossas armas nacionais e os principais cargos brasileiros e órgãos do governo, não fazem mais parte do currículo?

O brasileiro, ao contrário do francês ou do americano, não valoriza seu país. Por aqui só cantamos Hino Nacional em época de Copa do Mundo, e ainda assim sem ficar em posição de sentido e respeito, como eu me lembro de fazer quando estudava, e disse hoje ao meu filho.

Existe uma lei publicada no Diário Oficial da União em 21 de setembro de 2009, de número 12.031, que obriga escolas, sejam elas públicas ou particulares, a executarem o Hino Nacional pelo menos uma vez por semana. No entanto, quando perguntei ao meu filho, há pouco, se na escola dele cantavam o Hino Nacional, ele me disse:

— Só no 7 de setembro, papai.

Brasileiro é assim mesmo. Cria lei para tudo, mas esquece que falta braço — e pernas — para fiscalizar o cumprimento dessas leis. E é claro, existe lei muito mais importante do que a que obriga as escolas a executarem o Hino Nacional semanalmente para fiscalizar. Aliás, esse assunto não deveria ser regido por uma lei. Deveria ser natural que as escolas ensinassem respeito pela Pátria, automaticamente. Mas não.

A única coisa que me deixa tranquilo é saber que não dependo de que a escola ensine civismo aos meus filhos. Isso, eu mesmo posso — e vou — fazer. Questão de valores.

Nós não nascemos para assistir vídeos na vertical!

Você com certeza já assistiu. E, se usa bastante seu celular como eu, pode até já ter criado algum deles, ainda que de maneira inadvertida.

Estou falando, é claro, do vídeo gravado em orientação retrato. Aquele mesmo, em que o celular é mantido na posição vertical durante a captura, e que por isso mesmo pode ser chamado também de vídeo na vertical.

Os resultados de um vídeo gravado assim podem ser considerados desastrosos. Quando se assiste um vídeo na vertical, o resultado é uma imagem estreita, com barras pretas preenchendo os lados esquerdo e direito da tela. A coisa pode até funcionar direito em alguns um único caso, que é quando desenvolvedores querem fazer um vídeo de demonstração de seus aplicativos para smartphones, mas, fora isso, é algo que deveria ser repensado.

E convenhamos: Com tablets e smartphones ostentando seus acelerômetros, seria muito fácil que os sistemas operacionais ao menos alertassem os usuários de que os seus aparelhos estão na vertical antes de começarem a gravar os vídeos.

Não me entendam mal… Esta posição sobre vídeos na vertical é extremamente pessoal. Eu acho que eles são completamente errados. E acabei encontrando por acaso, na internet, o vídeo que está acima, exibindo de maneira divertida as consequências da chamada síndrome do vídeo vertical.

Eu entendo que a orientação retrato é remanescente das câmeras digitais, e, na verdade, da época das câmeras analógicas. Mas enquanto parece completamente correto virar a câmera na vertical para tirar uma foto em pé, a mesma naturalidade não existe para os vídeos. Há, aliás, uma questão deveras importante neste caso: A posição default da câmera digital é paisagem, ou seja, na horizontal — talvez por isso não nos deparemos com vídeos em pé capturados por elas. E, como diz o vídeo acima, filmes, televisão, telas de cinema e até mesmo nossos olhos sempre foram horizontais. Porquê mudar isso?

Oba! Papai Noel me trouxe um Kindle!

Papai Noel se atrasou um pouquinho, mas me trouxe uma coisa que eu sempre quis muito ter: um Kindle. Trata-se do modelo mais simples, com tela de 6″, vendido pela Amazon por US$ 89, sem special offers, mas eu não poderia estar mais satisfeito e feliz, mesmo que o presente de muita gente por aí neste Natal tenha sido, na verdade, um tablet.

Aliás, eu li não há muito tempo atrás um texto questionando se ainda fazia sentido comprar um leitor de ebooks como um Kindle, já que justamente os tablets custam apenas um pouco mais ââ?¬â? ao menos na terra do Tio Sam, é claro ââ?¬â? e têm uma infinidade de recursos extras. Com a mídia especializada praticamente fazendo a caveira do leitor de livros eletrônicos, esta dúvida parece completamente plausível:

Shipments of ebook readers by year-end will fall to 14.9 million units, down a steep 36 percent from the 23.2 million units in 2011 that now appears to have been the peak of the ebook reader market. Another drastic 27 percent contraction will occur next year when ebook reader shipments decline to 10.9 million units. By 2016, the ebook reader space will amount to just 7.1 million units�equivalent to a loss of more than two-thirds of its peak volume in 2011.

Mas minha verdadeira paixão pelo Kindle basicão que eu ganhei de Natal não se dá apenas pelo fato de ele ser considerado o favorito do criador do Instapaper, Marco Arment. Acontece que por mais que os tablets sejam versáteis ââ?¬â? prova disso é que eu estou escrevendo este post no meu iPad ââ?¬â?, servindo desde reprodutores de filmes até GPS e tabuleiros de jogos virtuais, há algumas coisas que apenas meu Kindle me proporciona.

Este foi o melhor presente de todos os tempos!!

Este foi o melhor presente de todos os tempos!!

Por exemplo: Tente você, numa casa com duas crianças, usar o iPad ââ?¬â? ou qualquer outro tablet, for that matter ââ?¬â? para ler um livro. É impossível, e olha que meu filho mais novo tem apenas 1 aninho e 3 meses. O mais velho, então, já se convenceu de que o tablet é maior que a tela do celular e mais legal que meu monitor de 21″ do escritório. Agora, do Kindle, eles nem querem saber ââ?¬â? talvez em parte, é verdade, porquê 90% do que eu esteja lendo está em inglês. Mesmo assim

Outra coisa: A iluminação traseira realmente cansa a vista quando você resolve ler um livro por, digamos, mais do que vinte ou trinta minutos. Um Kindle, como possui a tal tecnologia e-ink, além de não cansar a vista, ainda permite que você leia ao sol e conte com uma bateria que dura infinitamente mais do que a de smartphones e tablets.

Um último fator que me chamou a atenção foi o peso do Kindle: são apenas 240 gramas!! Com este peso, posso levá-lo por aí sem maiores incômodos. Para se ter uma ideia de comparação, o iPad onde estou escrevendo, um modelo com retina display e wi-fi only, pesa absurdos 652 gramas. Some a isto o fato de que, com um Kindle, eu posso me dedicar completamente e tão somente   leitura, sem ser interrompido pelas constantes notificações de email, Facebooks e Twittes da vida, e temos um vencedor total.

Em tempo, as madrugadas do final de semana ainda podem servir para usar o iPad, como agora. Nestas ocasiões, até uso o app do Kindle, da mesma forma que o fazia, até então, no ônibus, a caminho do trabalho, só que no iPhone. Agora, no ônibus mesmo, só o Kindle: palmas para o last reading position syncing!!

PHP x Ruby x Python

Se você se interessa por programação e está se perguntando que linguagem seria melhor aprender, um bom ponto de partida é o infográfico abaixo, que encontrei no site Udemy. Ele compara três das linguagens de programação modernas mais populares atualmente: PHP — utilizado por plataformas como o WordPress —, Ruby e Python.

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Eu não creio que existam linguagens de programação perfeitas, pois cada programador a quem você perguntar vai dizer o porquê considera essa ou aquela a melhor linguagem do planeta — mas existem aquelas que povoam mais a imaginação de uns e outros, e os fazem querer aprendê-la ou não. Já mexi um pouco com PHP no passado, é verdade. No mercado profissional, conforme a informação acima, seria uma ótima pedida. Mas confesso que tenho mesmo é uma queda por Ruby.

E você? Qual das três linguagens prefere?

NASA Johnson Style

Recebi por e-mail hoje pela manhã a reencarnação geek do Gangnam Style.

NASA Johnson Style is a volunteer outreach video project created by the students of NASA’s Johnson Space Center. It was created as an educational parody of Psy’s Gangnam Style. The lyrics and scenes in the video have been re-imagined in order to inform the public about the amazing work going on at NASA and the Johnson Space Center.

Vamos combinar que esta versão é muito, muito, muito mais legal que a original…

Mailbox: A alternativa para o “finado” Sparrow?

Sparrow talvez tenha sido o cliente de e-mail mais sensacional que eu já utilizei em toda a minha vida, mesmo que, no meu caso, eu o tenha usado apenas no iPhone: Era um app leve e dinâmico, e, acima de tudo, possuía uma interface extremamente clean. Tudo ia bem, até que em julho de 2012 a equipe responsável anunciou que a empresa havia sido comprada pelo Google, e que eles uniriam forças dali por diante.

Realmente, devo admitir, a versão mais nova do GMail para iOS ficou mais atraente e contém elementos que só quem já utilizou o Sparrow alguma vez na vida saberia reconhecer. Assim que fiz o download, tratei de jogar o cliente de e-mail nativo do sistema da Apple dentro de um local bem escondido no meu iPhone — já que não consigo, por definição, deletar aplicativos oficiais da Maçã que eu não queira usar — e passei a viver mais feliz.

No entanto, pessoas que utilizam contas de e-mail que não estão associadas ao GMail não têm opção, a não ser continuar com o aplicativo padrão, que, convenhamos, não é lá muito cheio de recursos, embora funcione conforme promete. Melhor dizendo, hoje descobri que existirá uma opção, a partir do primeiro dia de de janeiro de 2013. Trata-se do Mailbox, um novo aplicativo que promete ganhar a atenção de muita gente — inclusive a minha.

O motivo? A meu ver, trata-se do primeiro app que mistura   caixa de entrada conceitos de to-do, permitindo que você leia suas mensagens tratando-as como tarefas concluídas, ou que podem ser postergadas para um determinado momento no futuro,   sua escolha. Quem é fã do conceito de zero inbox certamente se sentirá compelido   experimentar. Além disso, o vídeo acima mostra uma tela de composição de mensagens que lembra muito aquela que usamos no iPhone para compor uma nova mensagem do Twitter. Coincidência? Ou apenas simplicidade em sua forma mais sofisticada?

Seja como for, o Mailbox me deu um motivo a mais para querer que 2013 chegue logo. Felizmente, faltam apenas alguns dias…

Melhor que o Google Maps para iOS

Ele certamente pode ser classificado como o aplicativo mais aguardado de todos os tempos para os usuários de produtos Apple: Prova disso foi o fato de ter se tornado o aplicativo mais popular da AppStore apenas 7 horas após seu lançamento. O renovado Google Mapsversão para iOS — mostrou-se bem melhor que o seu antecessor, aquele que acompanhava os iGadgets da Maçã até a versão 5 de seu sistema operacional. Tudo isso graças   manutenção de um sistema de busca poderosíssimo — típico do Google, é claro — e do Street View, além de um revamp na interface, agora mais limpa e funcional, e da adição de navegação ponto-a-ponto auxiliada por voz, mesmo que ainda em beta.

Convenhamos: É sempre uma experiência muito boa utilizar um aplicativo desenvolvido pelo Google. Confesso que, quando baixei o novo Maps, ontem, fiquei esperando as horas passarem só pra utilizar seus novos recursos de navegação de qualquer maneira — eu testei como ele se sairia a caminho do trabalho. Pela primeira vez, na minha opinião, um aplicativo que tem características de GPS não apresenta uma voz robótica lhe dando instruções, e sim, uma voz feminina suave e agradável de ouvir. Você pode facilmente deixar registrados os endereços padrão de sua casa e do seu trabalho, e os comandos de voz ocorrem com precisão considerável.

Uma coisa que tornou o Maps tão esperado foi o fato de a mídia anunciar em peso que muita gente não adotou a versão mais recente do iOS da Apple — a 6.0, posteriormente vindo a ser a 6.0.1 — justamente por ser a que remove o aplicativo do Google do sistema e coloca em seu lugar o famigerado aplicativo de Mapas da própria fabricante, que, ainda no começo desta semana, levou a polícia australiana a declarar que seu uso poderia trazer ameaças   vida, após ter atendido — e resgatado — várias pessoas que se perderam ao seguir suas indicações. Com o lançamento do novo app, no entanto, a adoção do novo sistema operacional parece ter crescido apenas 0,2%, o que demonstra que podem haver muito mais motivos para sua não adoção do que simplesmente a ausência de bons mapas nos iPhones e iPads.

Discussões sobre este último ponto   parte, considero o seguinte: O Google Maps mais recente para o iOS é fantástico e muito melhor, mas muito melhor mesmo do que o aplicativo padrão da Apple. Mas não é, para mim, o melhor aplicativo para navegação que existe disponível na AppStore no momento. E o principal  motivo para isso é algo que me incomoda em vários aplicativos do gênero para o iPhone: A atualização dos mapas.

Meu teste do Google Maps a caminho do trabalho foi muito agradável, é verdade. Durante o trajeto rumo ao local onde ganho o meu pão de cada dia, aproveitei para testar o que considero a prova de fogo para os aplicativos de GPS que eu já tentei utilizar: O mapeamento de um viaduto que já está nesta rota desde outubro de 2009, e que TomTom e outros simplesmente teimam em ignorar. O Google Maps mostrou o viaduto, e o incluiu na rota. Flawless.

O Mapa

Ao sair do trabalho e voltar para casa, no entanto, descobri um ponto cego no aplicativo: Meu caminho de volta é, já há algum tempo, encurtado por uma avenida que simplesmente não é considerada pelo Google Maps. E é uma avenida, a exemplo do viaduto que eu mencionei acima, que já está ali há muito tempo. No trecho de mapa acima, a seta laranja mostra exatamente a entrada que serviria para encurtar o caminho. Sem ela, sou obrigado a dirigir mais muitos metros adiante e fazer um contorno   direita, tal como a linha azul demonstra.

Cadê a avenida que deveria estar aqui?

Cadê a avenida que deveria estar aqui?

Eu sei que a atualização de mapas depende de uma série de fatores, e que com o tempo essa avenida será certamente mapeada. Eu também sei que, provavelmente em algum ponto no futuro, o carro do Google — aquele famoso, que mapeia o Street View —, vai voltar a pintar por aqui. No entanto, acredito que um fator muito interessante — e poderoso — quando o assunto é GPS é seu grau de interação social, sobretudo para permitir que os mapas estejam o mais atualizados possível. E é aqui que entra um aplicativo que considero — ao menos por agora — melhor que o Google Maps. Trata-se do Waze.

O Waze é um aplicativo que, a exemplo do Google Maps, também é gratuito, e também está na AppStore. Ele também possui navegação ponto-a-ponto auxiliada por voz, tal como a ferramenta oferecida pelo Google.

No entanto, o Waze é chamado por seus desenvolvedores de GPS social, uma vez que com ele é possível não apenas navegar de endereço a endereço, mas fazê-lo ao mesmo tempo em que se recebem alertas de outros usuários da ferramenta, como acidentesengarrafamentos, localização de radaresobras e até mesmo a localização de comandos da polícia. À medida em que você dirige com o aplicativo ligado, acumula quilômetros que geram pontos e que podem servir para algumas coisas como trocar o avatar do seu carro, o que transforma a coisa toda numa atividade similar   de um jogo. Além disso, você pode acrescentar seus contatos do Facebook e combinar com eles, assim, entre um bate-papo e outro através do próprio Waze, quem vai dar carona pra quem no dia seguinte — ou daqui a alguns minutos.

É toda esta atuação comunitária que pra mim torna o Waze uma alternativa igualmente gratuita ao Google Maps, mas melhor que ele: Os mapas, rotas, radares, prédios públicos e locais importantes, entre muitas outras coisas, são todos editados e mantidos por uma comunidade super ativa. Ao baixar o programa e criar uma conta grátis, você também passa a ter direito de atualizar os mapas,   medida em que dirige. Dirija um quilômetro e edite alguns   volta deste que você percorreu, é bastante simples. Para fazer isso, você pode usar sua conta para se conectar ao servidor de mapas e submeter suas alterações. Em no máximo algumas semanas estará tudo lá, disponível não apenas para você, mas também para todos os outros que precisarem das rotas.

Mapa no Waze

Ao consultar o servidor de mapas para o mesmo trecho que o Google Maps exibe, aliás, tenho uma grata surpresa: A avenida que ainda não está entre os dados do Google Maps já se encontra devidamente sinalizada pela comunidade do Waze, tal como é possível observar através da figura acima. Isso demonstra a velocidade com a qual a comunidade envolvida no projeto trabalha.

Eu costumo brincar dizendo que nenhuma aplicação de GPS é perfeita, porquê os GPS não ajudam você a não se perder, mas sim a se perder mais perto de onde você precisa ir. Mesmo para isso, no entanto, é necessário que as atualizações ocorram com o dinamismo que um aplicativo como o Waze permite através de toda esta interatividade social — você por acaso já procurou saber como pedir pra que um mapa do Google seja atualizado? É praticamente impossível, pois os mapas não estão exatamente nas mãos deles. É por isso que eu considero o Waze o melhor do gênero, no momento.

Google Maps to the rescue!

Saiu!! Finalmente, depois de um longo e tenebroso inverno   mercê do aplicativo Maps da Apple para o iOS 6, o Google disponibilizou o Google Maps na App Store. E a versão mais nova do programa está fantástica — inclusive com suporte   navegação por GPS!

R: Aprenda uma linguagem de programação super poderosa

Você já ouviu falar da linguagem R?

Trata-se de uma linguagem de programação poderosíssima, similar ao Java e ao C em diversos aspectos — e que na verdade está contida em uma interface de usuário própria, disponível para Windows, Mac e Linux, similar ao de softwares como o Matlab. A linguagem R pode ser muito útil para quem trabalha com matemática e dados estatísticos em geral, já que permite trabalhar com modelagem de dados, testes estatísticos, análises de séries temporais, classificação e plotagem de gráficos.

O melhor de tudo: Trata-se de uma ferramenta 100% gratuita, que pode ser baixada e instalada em questão de poucos minutos. Além disso, funções diferentes podem ser agregadas, através da instalação de pacotes que são contribuídos pela comunidade.

Como ando bastante saudosista em relação ao meu lado programador — e venho, de certa maneira, me envolvendo sobretudo com análises estatísticas em meu trabalho, pensei em unir o útil ao agradável e começar a aprender o básico da linguagem.

E nada melhor pra isso do que obter um bom material de referência, é claro. A documentação que acompanha o pacote de instalação do R é bastante completa e relativamente simples de acompanhar, e pode ser um grande auxílio para quem quer dar os primeiros passos na linguagem. No entanto, há dois ou três dias me deparei com um curso introdutório sobre R, oferecido pelo site Code School.

No blog oficial, o pessoal do Code School comenta o quanto o R é divulgado através da propaganda boca-a-boca, não sendo exatamente algo mainstream, mas também o quanto ela pode ser útil para organizar e plotar dados baseados em conjuntos de dados gigantescos.

O melhor de tudo é que o curso é interativo — você vai aprendendo na prática enquanto usa o terminal — e [hi]completamente gratuito[/hi], o que vem mais do que a calhar. Ah, a parte gráfica também faz parte da interatividade — bem legal.

A beleza de um labirinto em BASIC

Quando decidi me embrenhar no mundo da tecnologia da informação há muitos anos atrás — época em que resolvi me tornar um técnico em processamento de dados e, posteriormente, um profissional da Ciência da Computação —, havia um motivador por detrás de tudo: Eu sempre tive vontade de criar as coisas. Olhando a questão por este prisma, o trabalho nesta área pode muito bem ser comparado ao de um pintor que cria um quadro a partir do nada, apenas com uma ideia na cabeça, ou ao de um escritor, que, capítulo após capítulo, vai dando vida   alguma trama.

Trabalhar com programação é proporcionar soluções para as pessoas, nos mais diversos aspectos e realidades. Se não fosse pela programação, hoje, as pessoas não teriam seus bodosos smartphones. Não poderiam se utilizar de tecnologias simples como gravar seus programas favoritos para assisti-los mais tarde, ou se orientar para chegar   ruas onde nunca foram antes, através de seus aparelhos GPS. E por mais que tudo isso possa parecer extremamente complicado, qualquer código escrito, em qualquer linguagem que seja, sempre carrega consigo uma elegância que é bonita demais de se ver.

O vídeo acima, que encontrei há alguns dias lendo um artigo da Slate, demonstra como uma simples linha de código em BASIC — linguagem das mais antigas, com a qual tive contato pela primeira vez ao folhear as páginas do manual de um computador Hotbit, da linha MSX, na década de 1980 — pode gerar um bonito labirinto. Trata-se de algo que é possível apenas  porquê é executado em um computador Commodore 64, e porquê o conjunto de caracteres deste computador,chamado PETSCII, permite isso. Mas não é o mais importante. O importante é observar como algo tão simples pode, de fato, gerar algo tão bonito de se ver. É como colocar os olhos no tubo de um caleidoscópio e ficar girando o brinquedo, vendo as formas surgirem.

Segundo a Slate, o fenômeno de computação criativa como a do vídeo e o papel dos programas de computador na cultura universal foram detalhados em um livro que recebe exatamente o nome da listagem do programa: 10 PRINT CHR$ (205.5 + RND (1)); : GOTO 10, que pode ser baixado gratuitamente. Fiz o download, e o livro já está na minha fila de leitura — as primeiras páginas já se mostraram bem interessantes.

De qualquer maneira, criações como este labirinto me fazem pensar que, além de ler o livro, preciso voltar a me dedicar   programação. Nem que seja por hobby, nos dias atuais. Trata-se de uma verdadeira arte, e eu estou com saudades de ser artista…