O Dilema do Banho

Uma coisa difícil de admitir é alguém ficar sem tomar banho. É claro, eu não preciso nem citar aqui os motivos pelos quais eu acredito nisso, não é mesmo? Fica evidentemente óbvio para qualquer um lendo estas minhas palavras. Este hábito, que 100% dos brasileiros possui, de se banhar todo dia, pelo menos uma vez, é uma das coisas mais relaxantes que existe: Relaxa o corpo e deixa a gente com aquela sensação inconfundível de limpeza. Depois de um belo dia de trabalho, então, é uma arma infalível pra trazer o companheiro número um: o sono.

Mas e se cientistas americanos fizessem uma pesquisa e chegassem à conclusão de que tomar banho regularmente representa um risco de saúde iminente e que o exagero pode até provocar danos cerebrais permanentes, tanto em crianças quanto em adultos, isso mudaria sua opinião? Pois aconteceu esta semana, quando cientistas da Wake Forest University School of Medicine, na Nova Carolina, EUA, anunciaram suas descobertas.

O vilão da história toda é um metal chamado manganês, que pode causar danos ao sistema nervoso do corpo humano. O manganês é encontrado na água usada para o banho, ao redor do mundo inteiro e, embora seus níveis de presença na água sejam monitorados em vários países, há o risco da exposição à pequenas quantidades do metal por longo período de tempo. Adultos tomando banho regularmente durante 10 anos, por exemplo, ficam expostos ao manganês quatro vezes e meia mais do que o necessário para deixar alguma seq¼ela presente.

E agora? O futuro dos banhos diários (e até mais do que uma vez por dia) estará condenado?

Tarde de fotos!

E hoje foi dia de tirar mais fotos!! Uma tarde gostosa, ensolarada, e eu, que me sinto — e sou — o bebê mais amado do mundo, passei de colo pra colo, cada hora registrando um momento mais especial que o outro. Tirei fotos com as minhas avós Maria e Helena, com a minha prima Pricilla e com a minha bisavó, Amélia. O resultado está aqui, em fotos, pra vocês poderem ver e curtir comigo!









Vício Digital

Lá pelos idos de 1996, quando eu ainda usava as redes de IRC para me comunicar com todas as pessoas que eu conhecia no mundo virtual — especialmente aquela que mais tarde viria a se tornar a minha namorada, noiva, esposa e mãe do Alexandre —, largar do computador já era, para mim, uma das atitudes mais difíceis de se providenciar. Me lembro das inúmeras vezes em que meus pais me chamavam para almoçar ou jantar, e ainda assim, levava um belo de um tempo até que eu resolvesse atender às incessantes súplicas da família para que pudéssemos ter uma refeição em conjunto. Isso só pra citar um exemplo.

Hoje em dia continuo passando um bom tempo conectado, realizando uma ou outra atividade. Blogar, por exemplo, que considero ser uma terapia, me ocupa boas horas a fio, pois me alivia a mente e me faz esquecer de todos os problemas: A diferença é que hoje consigo administrar meu tempo on-lie de maneira mais controlada. Em 1996, por exemplo, eu não tinha um emprego de tempo integral fixo, nem tanta idade quanto agora. As coisas eram mais fáceis e os interesses eram outros.

Mas há aqueles viciados de carteirinha, que se entregam à Internet como alguém que se entrega à uma garrafa de bebida, ou ao fumo. Algumas pessoas chegam a ter sintomas clínicos devido ao vício que cultivam: depressão, estresse, angústia, e uma série de outros males assolam tais pessoas. As crianças sofrem mais com tais problemas, pois há casos e casos de estudantes que largam seus deveres e estudos para se dedicarem à algum jogo on-line, ou mesmo à blogs. Na China, por exemplo, o governo já classificou tais acontecimentos como uma ameaça.

Tanto é verdade que os chineses desenvolveram um tratamento de recuperação para viciados em Internet. A finalidade é justamente ajudar os viciados, sobretudo os mais jovens:

(…) as formas de medicação variam, de acupuntura, meditação, esportes e terapia até choques elétricos nos casos mais graves.

Como eu disse antes, ainda bem que hoje em dia eu modero meu tempo de conexão. Ainda bem, também, que moro no Brasil. Esse tratamento chinês me faz ter dó só de pensar em quem estiver mesmo apegado ao mundo digital. E os médicos chineses ainda acreditam que o tratamento contra o vicío de Internet é uma tendência que deve se espalhar rápido pelos demais países. Santa tortura chinesa!

A Lenda do cido Ascórbico

Sabe quando a gente pega aquela gripe infernal e fica à mercê dela, esperando que os sintomas desapareçam? É uma experiência definitivamente indesejável, pelo menos na minha opinião — e acredito que na de todos, já que ninguém que eu ou você conhecemos gosta de ficar gripado, não é mesmo? Independente da gripe, uma vez que ela se instala, surgem aqueles diversos conselhos que todo mundo conhece: Tomar mel, com ou sem limão para acompanhar, tomar bastante água, etc e tal. Alguns desses conselhos a gente aprende pela sabedoria popular, e outros, mais avançados, buscam tais conhecimentos até on-line.

Sabedoria popular ou não, 10 entre 10 pessoas, uma vez nesta condição indesejável do corpo e mente humanos, recorrem ao famoso ácido ascórbico. Este princípio “milagroso” na verdade é conhecido mais popularmente entre nós como Vitamina C. Eficientíssima, esta poderosa arma natural é capaz de, além de proteger contra a gripe, auxiliar o sistema imunológico e a respiração celular, estimular as glândulas supra-renais e proteger os vasos sanguíneos. Uma bênção para se proteger contra a gripe, certo?

Errado. Pelo menos na opinião de dois cientistas, o australiano Robert Douglas e o finlandês Harri Hemilla. Estes dois estudiosos, tomando como base 55 pesquisas anteriores sobre o assunto, deram seu veredito final: Vitamina C não evita gripe coisa nenhuma. As descobertas dos dois demonstram que quem toma até 2g de vitamina C por dia tem tanta chance de se gripar quanto quem não toma.

O que é verdade, aparentemente, é que quem utiliza o medicamento quando já está gripado, parece ter gripes menores: Elas duram 14% menos em crianças e 8% menos em adultos. Um tanto quanto duvidoso, este número, por sinal. Prefiro acreditar no que minha avó e minha mãe sempre dizem: Por mais que você se medique quando está gripado, a gripe com remédios dura sete dias, e a sem remédios, uma semana inteira

Casa, template e WordPress novos…

Conforme eu havia contado à todos no meu antigo endereço, mudei de casa. Agora estou hospedando meu site nos servidores da Bluehosting, que possui uma série de inovações em relação ao host gratuito que eu utilizava (o endereço continuará ativo, mas as minhas atividades, conforme eu disse por lá, passarão primariamente para este novo endereço).

Pensar num nome de domínio é sem dúvida a coisa mais difícil deste mundo. Mais difícil, acreditem, do que dar nome ao meu filho, pelo menos pra mim. Se vocês quiserem sugerir alguns nomes, seja nos comentários, seja me mandando um e-mail diretamente, por favor, sintam-se à vontade. Tenho alguns nomes em mente mas por enquanto irei manter o blog e todo o seu conteúdo num subdomínio da Bluehosting. O que eu mudei, efetivamente, foi o meu template. Agora estou usando o Urban Giraffe, um tema pro WordPress criado por John Godley. Ainda preciso fazer umas modificações nele, é verdade, mas migrar os dados de um servidor pro outro ontem à noite e ainda traduzir algumas coisas já me tomou todo o tempo até então.

Como instalei uma versão zerada do WordPress 1.5 (a 1.5.1.2), achei que estivesse 100% confortável. Mas hoje, ao abrir meu Dashboard, me deparei com a mesma notícia que todos os que também usam a mesma ferramenta que eu também devem ter visto: A versão 1.5.1.3 do programa foi liberada, visando corrigir, segundo o conteúdo do post do site oficial, uma falha de segurança que ainda não é pública. Os desenvolvedores recomendam a instalação imediata, sendo que agora darão foco ao desenvolvimento da próxima versão oficial, com centenas de melhorias.

Quando chegar em casa, eu já vou atualizar. Enquanto isso, sejam bem-vindos à minha casa nova. E lembrem-se de atualizar seus bookmarks e seus feeds RSS, ok?

E na hora dos downloads?

Sabe quando você tira centenas de fotos e, não querendo ocupar espaço com elas no seu computador, vai logo mandando tudo para o melhor serviço de hospedagem de fotos da paróquia? Comigo, essa situação já aconteceu diversas vezes, e tenho certeza de que com vocês, também.

Pois bem. Com o nascimento do meu filho, senti necessidade de baixar de volta uma série de fotos que havíamos tirado, para enviar para tios, primos, avós e amigos, por exemplo, e me deparei com o problema: O Flickr possui uma ferramenta para realização de uploads, mas não possui uma ferramenta equivalente quando o que queremos é fazer downloads. A única alternativa possível, a meu ver, era navegar pelo álbum de fotos e baixar cada uma das imagens individualmente.

Claro que eu não ia me dar por vencido. Algumas buscas no Google e navegação no del.icio.us me trouxeram imediatamente uma recompensa: Trata-se de um programa chamado Flickrdown, criado especialmente para pessoas que, como eu, desejam realizar o download de suas imagens.

O programa, que aprovei instantaneamente, pode pesquisar as fotos de qualquer usuário do Flickr, encontrando imagens individuais ou álbuns completos. Depois disso, é muito simples clicar sobre as imagens desejadas para selecioná-las — o mesmo vale para álbuns —, e trazer tudo de volta para o computador, salvando os dados em uma pasta selecionada pelo usuário. Mesmo com seu ponto fraco (requer a instalação do Microsoft .NET 2.0 Beta 2), acho que vale a pena experimentar.

Em tempo, alguém conhece alternativas para o Flickr Uploader? Eu gostaria muitíssimo de poder enviar as fotos que tiro diretamente para um álbum específico, por exemplo. Sugestões?

Senilidade?

O fato de seu filho nascer não é, em absoluto, um motivo necessariamente factível para que você passe a se sentir mais velho. No entanto, algumas conversas do dia-a-dia produzem esta sensação:

Eu: — Hoje em dia a Internet faz todas as pesquisas serem rápidas.
Ela: — É verdade!
Eu: — Me lembro quando eu era moleque. Usava só a Barsa.
Ela: — Barsa?
Eu: — Vai me dizer que não conhece a Barsa?
Ela: — Nunca ouvi falar!

Estou mesmo velho ou você também não sabe o que é Barsa?

Bom Comportamento!

No dia seguinte ao que eu nasci, meu papai pegou uns papéis no hospital e saiu correndo pra fora. Eu achei aquilo meio estranho, mas ouvi a mamãe comentando que ele tinha ido me registrar. Fiquei pensando por uns minutos o que isso queria dizer… Daí descobri. Era pra que eu fosse considerado um bebezinho, mas também uma pessoinha. Eu preciso de um nominho, que eu já contei pra vocês que é Alexandre. E com meu nome vem junto o primero documento que eu tenho. Foi isso que o papai foi fazer correndo, o meu primeiro documento, uma certidão de nascimento.

Agora eu estou todo-todo. Já tenho documento. Meu papai já me trouxe a minha certidão. Mas logo depois eu ganhei um segundo documento. Isso aconteceu ontem, quando minha vovó e meu papai foram me levar num laboratório pra fazer o teste do pezinho. Eu nem sabia o que era isso, mas descobri que é importante que todos os bebês façam pra tentar detectar um monte de doenças. De qualquer forma, eu me dei bem. Disseram que um monte de crianças chora quando faz esse exame, mas me deram uma picadinha de nada com uma agulhinha. Eu estava meio cochilando na hora, então nem liguei. Nem senti nada. Além do mais, tinha três tias que me atenderam lá no laboratório, e era uma tia mais bonita que a outra. Então, o que mais um neném como eu, que acabou de chegar ao mundo, pode querer, além de cochilar e ainda ficar rodeado de tias que estão encantadas comigo?

Um certificado. Ganhei de surpresa, assim, foi uma das tias que estava ao meu redor quem me deu. Ele dizia que eu, de apenas 4 dias de vida aqui fora, tinha me comportado bem durante uma coleta de material pra exame. Então eu fiquei feliz. Quer dizer que eu sou bem comportado? Até agora papai, mamãe, vovó e todo mundo tem dito que sim.



Hmmmm… com dois documentos na minha vida até agora, mal posso esperar pra ganhar o próximo. Será que tenho alguma chance de ganhar um outro certificado de bom comportamento, mas agora do meu titio pediatra? Não sei… só esperando!

As minhas atividades favoritas

Acho que vocês já devem saber, mas, em todo caso, eu vou dizer assim mesmo. Nasci no mês de junho e por isso encontrei pela minha frente um frio enorme quando resolvi sair da barriga da mamãe pra conhecer esse mundão aqui fora. Pra falar a verdade, com esse frio todo eu não estou passeando muito não… Até agora, depois que eu saí dessa tal de “Maternidade”, a única coisa que eu fiz foi visitar um laboratório pra fazer um teste no meu pezinho, e depois fui conhecer um tio que a minha vovó Helena e meu papai chamam de pediatra. Na janela desse pediatra tinha até um adesivinho onde o papai leu:

“Pediatra. O primeiro médico a gente nunca esquece”.

Será que eu não vou esquecer dele? Hmmmm… Não sei. O que eu sei é que, mesmo não tendo passeado muito até agora, já sei quais são as minhas atividades favoritas aqui fora. A primeira delas, que ganha disparado de todas as outras, é dormir. Ahhhhh, disso eu gosto: Passo horas dormindo. E quando eu enjôo de dormir, aí é hora de cochilar. Cochilar é mais chatinho, porquê  s vezes eu ouço o papai, a mamãe, a vovó e todo mundo que está do meu lado fazer barulho. Mas não deixa de ser bom. Olhem só como eu durmo gostoso:



Outra coisa que eu já vi que eu adoooooooro fazer é comer. Quer dizer… “Comer” não, porquê nem os meus dentinhos eu tenho ainda… Dizem que apenas nos bebês que são mais velhos é que eles aparecem… então por enquanto eu vou me virando com o leite. Quando eu for maior, acho que vou querer experimentar mesmo é um bom cheeseburguer com batatas fritas, mas por enquanto, minha mamãe está me dando mesmo é leite. E o leite é muito gostoso. Aqui tem uma foto que o papai tirou de mim enquanto a gente ainda estava lá na tal da “Maternidade”, e eu estava mamando na minha mamãe:



É isso… a vida está boa, estou na maior curtição… e por enquanto, não adoro mais nada que não seja dormir e comer. Daqui a pouco eu conto mais coisas, tá bom?

O Alexandre nasceu!!

Passada rápida para a melhor notícia do universo: Eu já sou papai, desde ontem, 16 de junho! A emoção é fortíssima e a sensação de paternidade, indescritível. Serei breve, são altas horas e eu estou cansado, dormindo em pé, mesmo. Mas a mamãe Alê está bem e vocês podem ver um montão de fotos, ou ler o relato do meu próprio filho sobre o seu nascimento…

Aguardem mais notícias! Até qualquer hora!

Eu cheguei!!!

Que rufem todos os tambores do mundo! Que soem, também, ao mesmo tempo, todos os clarins! Afinal de contas, eu cheguei! Sim, porquê na vida de um bebê chega uma hora em que ele tem que tomar uma decisão muito séria: Viver mais e mais tempo no útero da mamãe, onde é quentinho, confortável e não se precisa fazer nada a não ser esperar, porquê toda a comidinha desce pelo cordãozinho umbilical da gente, ou então… bom, ou então nascer e conhecer esse mundão de Deus de que a gente, quando é bebê, tanto ouve falar.

Pois bem. Eu optei pela segunda escolha. Achei que era hora. Minha mamãe começou a ter a pressão dela alterada. Teve que ficar no hospital uns diazinhos antes de eu nascer, na semana passada. A médica dela disse que era uma tal de pré-eclâmpsia, que estava querendo atrapalhar a gravidez. Mas também disse que estava tudo bem se o bebê (quer dizer, eu) nascesse antes. Que eu seria saudável. Depois que eu ouvi isso, fiquei muito feliz. Ora, afinal de contas, 37 semanas e 3 dias de gravidez já era tempo suficiente, pelo menos na minha cabecinha de baby



Então aconteceu. A mamãe e o papai foram pro hospital Policlin, aqui em São José dos Campos, acompanhados da minha vovó Helena e da minha titia Fernanda. Tudo isso aconteceu bem rápido, e eu fiquei sabendo, ouvindo eles comentarem, que uma tal de cesariana, que era como iam me trazer a esse mundo, não ia demorar muito também. Chegamos todos lá pelas 15hs no hospital e ficamos esperando. A espera foi angustiante, principalmente pra mim que, a essa altura, já estava era animadão pra vir pro mundo.

Mas tudo bem. Chegaram as 19hs e levaram a mamãe pra um tal de centro cirúrgico. Eu nem sei o que aconteceu ao papai e   vovó Helena, mas devem ter ficado roendo as unhas! Só minha titia Fernanda me acompanhou, junto com a mamãe, porquê disse ela que ia registrar tudo em vídeo. E foi o que ela fez. Enquanto todos esperavam até não saber quando, minutos depois, exatamente  s 19h30, nascia eu. Eu nasci bem pesadinho pra quem nasce antes do tempo. Eu devia chegar a esse mundo quando estivesse na barriga da mamãe há 40 semanas, mas com 37 delas, apenas, cheguei pesando 2,960kg.

Ah, também sou um bebezão no que diz respeito ao meu tamanho. Eu cheguei com 49,5cm de altura, o que é um senhor tamanho, não acham? Finalmente posso dizer o meu nome. Papai e mamãe escolheram Alexandre e eu, é claro, adorei! Uma coisa legal, também, é que eu, tendo nascido no dia 16 de junho de 2005 cheguei com o signo de Gêmeos. Olha só como é o meu perfil:

Se o bebê nascer sob o signo de Gêmeos, prepare-se para aprender a voar! Ele parecerá ter asas nos pés. Extremamente ativo, o geminiano típico odeia sentir-se preso e procura estímulos o tempo todo.

Todos os signos de “ar” (e Gêmeos é um deles) gostam de variedade. Por isso, quando ele começar a sentar e engatinhar, procure cercá-lo de brinquedos de diferentes tipos. Acredite, ele pode fazer duas coisas ao mesmo tempo e ainda é capaz de se concentrar! Amigável, esperta e curiosa, a criança geminiana adora se comunicar e tem muitos amigos.

Não fique surpreso se for ambidestra, porque entre todos os signos, este é o que tem mais habilidade com as mãos, vai adorar tocar instrumentos musicais. Muito viva e cheia de imaginação, a criança geminiana tem tendência a viver entre a fantasia e a realidade.

Ajude-a a encarar a verdade, evitando sua tendência para fantasiar. Como é pouco persistente e impaciente, vai ser difícil ela ouvir alguma coisa sem interromper.

Quer dizer que eu vou viver no mundo dos sonhos? Bom, inteligência vai ser, com certeza, uma das minhas mais fortes características. O que eu posso dizer é que, com menos de 24 horas de vida, já estou amando esse mundo. E espero que vocês me amem também, tanto quanto meus papais e minha família!

Daddy-to-go

Centenas de atribuições no trabalho e minhas férias por lá — que não devem sair antes do final de julho —, além do fato de uma insistente pressão alta de minha esposa no final da gravidez estão me mantendo longe do blog por enquanto. Terminamos de pintar o quarto do bebê, mas preciso criar um link para que todos vejam as fotos. Enquanto isso, nosso filho deve nascer entre amanhã e segunda-feira que vem. Blogar? Só se forem posts esparsos… até segunda ordem.

Assassinato!

É normal que uma tia queira dar um daqueles abraços bem apertados em sua sobrinha, principalmente se há algum tempo as duas não se vêem e a saudade aperta. Coisa de tia mesmo. Carinho especial, sabem como é.

Pois bem. Uma grande amiga minha chegou na casa da sobrinha, e lá estava ela: Toda linda, quem nem só ela mesma poderia estar, brincando — como qualquer criança — com dois palhacinhos de porcelana que ela tinha, e que, ainda segundo contam, são as coisas mais lindas do mundo, depois da sobrinha da minha amiga, é claro.

— Vem cá, mocinha! Me dá um abraço bem apertado!!

— Ahhh, não, tia… Estou brincando!

— Vem cá!! Estou com saudade!! Quero te abraçar bem forte!

A pequena mocinha se sentiu meio dividida entre largar seu brinquedo e ir abraçar a tia, que estava querendo matar as saudades. Mas como criança é uma graça, e ela estava também com saudades da minha amiga, foi abraçá-la, com os tais dos palhacinhos na mão. Eis que, ao abraçá-la, um dos palhacinhos caiu no chão e se quebrou.

A sobrinha da minha amiga ficou olhando para o chão por alguns instantes, como se pudesse, com um olhar, desfazer o que havia acabado de acontecer perante seus olhos. Depois de um tempo, olhou fixamente pra tia e disse:

— Tia!!! A senhora matou meu irmãozinho!!

— Irmãozinho? Eu? Eu… Mas foi você quem veio me abraçar!

— Porquê foi a senhora quem me pediu pra ir te abraçar!

— Mas você estava com os palhacinhos na mão!

Ela não se deu por vencida. Começou a querer bater na minha amiga com o palhacinho que sobrara. Não se deu conta de que poderia assim, “matar”, ela mesma, o irmãozinho que tinha sobrado.

— Mas foi a SENHORA quem premeditou o crime…

A pintura do meu quarto!

Eu comentei há uns tempos atrás que meus papais estavam preparando uma pintura toda especial pra quando eu nascesse, lá no meu quarto. O desenho que eles escolheram, um Mickey, dormindo sobre a lua, segurando um ursinho de pelúcia, finalmente ganhou vida e se transformou numa das coisas que o meu papai diz que mais valeram a pena fazer na vida dele.

Levou alguns dias pra que tudo ficasse pronto. Fizeram mais lambança no meu quarto do que eu mesmo poderia fazer, se já tivesse nascido então: Derrubaram tinta no chão, tiveram que dar um retoque aqui, outro ali… e no final das contas o que mais importa é que o resultado final, que dá pra vocês verem aqui neste post, ficou maravilhoso. Agora só falta mesmo eu nascer pra poder aproveitar esse quarto que ficou lindo, né?? Morram de inveja, gente… ninguémninguém, eu repito, tem um quarto mais lindo que o meu, agora!

Olhem só:



Meu papai colocou todas as fotos da obra de arte dele no ar, e chamou de making-of (acho que é isso). Dá uma olhadinha lá pra conferir… valeu mesmo a pena!

Atari Flashback

Um estranho brilho perpetrou seus olhos momentaneamente. Até quem não estava de frente pra ele naquele instante poderia jurar que algo passou pela sua cabeça como um lampejo. Um estalo. Era como se, transportado instantaneamente para anos no passado, ele tivesse querido permanecer onde estava, nem que fosse por alguns instantes a mais. Repentinamente, ele se mexeu. Com um impulso, fez menção de utilizá-lo. Quase apertou um dos botões. Suas mãos chegaram a senti-lo, era verdade. Um simples clique de mouse seria suficiente para transportá-lo novamente ao lugar onde tinha estado até então. Foi, no entanto, subitamente interrompido por sua esposa:

— Ahhhh, não, Daniel. Você não vai comprar.

— Mas quem disse que eu queria comprar?

— E precisa dizer, com esse brilho estranho nos seus olhos?

Vencido. Como uma criança de quem tiram o doce. Transportado cruelmente de volta ao ano de 2005. Game Over.

Qualquer semelhança entre os fatos acima relatados e a realidade terá sido, eu lhes garanto, mera coincidência. Mas não sei dizer quantos Atari-maníacos estarão a salvo com o lançamento de um console da companhia, que tem a intenção de resgatar, para as pessoas que, como eu, viveram suas infâncias intensamente nos anos 80, a sensação de possuírem novamente, em suas casas, um video-game com o look and feel daquela época. Senhoras e senhores, acabo de ler sobre o lançamento do Atari Flashback.

O Atari Flashback é um console que vem com dois joysticks que seguem o modelo do Atari 7800 (e não do 2600, que foi o que tivemos em casa durante anos), com 20 jogos embutidos na memória e com um cabo que permite que se jogue imediatamente, pelo sistema plug and play, conectando o aparelho diretamente em qualquer TV com entradas de áudio e vídeo. É uma coisa que pode balançar muitas memórias e lembranças, é verdade. Mas eu não compraria. E não digo que o motivo seria o preço, já que podemos encontrá-lo na faixa dos R$ 190,00, o que, para os padrões de venda dos video-games mais recentes, é uma pechincha. O problema são os 20 jogos. Embutidos na memória, 19 sucessos do passado e um jogo inédito, não permitem que a coisa se estenda. Quero dizer, não há entrada para os antigos cartuchos, não há indicação de que se possa inserir um CD para expandir o número de jogos, etc.



 

O sucessor do Atari Flashback, sua versão 2.0, imitará o console do modelo 2600, mas também terá o mesmo problema. Embora conte com mais 20 jogos do passado e 20 inéditos, pára por aí. Seu lançamento no final deste ano poderá ser ofuscado se as pessoas (como eu), encontrarem espaço para matar as saudades usando os bons e velhos emuladores, que, afinal de contas, são de graça.