Como desentupir uma lapiseira?

TL; DR: Pegue um grampo, destes de grampeador, e introduza na ponta de sua lapiseira entupida. Pronto, problema resolvido.

Eu não sei quanto à vocês, mas na época em que ganhei minha primeira lapiseira — uma Pentel P205 clássica, de 0,5 mm, ainda criança —, me lembro que, além da borracha na parte de trás, ela também veio com uma pequena haste metálica que era embutida na borracha: o famoso desentupidor. Esse pequeno e milagroso mecanismo me salvou inúmeras vezes, quando o grafite teimava em emperrar dentro do corpo da lapiseira. Bastava colocar esta haste na parte posterior da lapiseira, empurrar e desentupir — o grafite voltava a fluir normalmente e você podia voltar à escrever normalmente.Depois desta lapiseira, usei muitas e muitas outras. Algumas quebraram rápido, outras duraram muito mais tempo comigo. Me mantive fiel à marca Pentel, da qual gosto até hoje: Um dos últimos modelos que usei foi uma Graphgear 500 — com um grip de metal reforçado super resistente, perfeito para alguém que força muito a mão para escrever e já quebrou diversas lapiseiras por conta desse mau hábito no passado. Em seguida, troquei-a por sua prima, a Graphgear 1000, igualmente resistente e com um look muito bonito, na minha opinião. Ambas são excelentes escolhas, de fato, mas apresentam um problema grave.

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Não sei se a ausência de desentupidor é uma exclusividade destes modelos, mas acredito que não: Entre usos próprios e empréstimos, acabei usando modelos de lapiseiras da CIS, Faber Castell e muitas outras marcas, sempre notando a ausência deste importante e vital instrumento de apoio nas horas de aperto.

Eis que hoje, meu filho veio reclamar que a lapiseira dele — aliás, também uma Graphgear 500 —, entupiu. Nessas horas algumas pessoas se tornam verdadeiros MacGyveres da vida, e eu, como não podia fugir à regra, também. Justamente porquê a bendita lapiseira não possui o raio do desentupidor, tentamos fazer o serviço com o que havia à mão. Tentamos, meu filho e eu, usar clipes de papel, outros grafites mais finos — que quebraram — e também alfinetes. Não tivemos sucesso. Até que olhei para um grampeador aqui em casa. Peguei uma folha de papel, grampeei a dita cuja e, em seguida, arranquei o grampo do papel, entortando-o, exatamente como fazemos com um clipe, até deixá-lo reto.

Introduzi este grampo tornado reto na ponta da lapiseira, mexi um pouco com ele, et voilà!

Conseguimos realizar a missão. Em seguida, após testes de percurso, percebemos que a lapiseira voltou a funcionar normalmente. Assim sendo, se sua lapiseira entupir e você não tiver um modelo com desentupidor próprio, não passe necessidade: Use um grampo de grampeador para fazer o serviço e seja feliz!

Tente não bocejar!

Assim como você, eu também já me perguntei o porquê o ser humano boceja.

Sites como o Quora — que eu particularmente gosto de consultar em busca de respostas valorosas para as mais diversas questões do universo — fazem um bom trabalho ao fornecer possíveis respostas, como, por exemplo:

  • Bocejamos porquê o corpo nos induz a fazer isso na tentativa de oxigenar-se para combater a formação de um acúmulo muito grande de dióxido de carbono;
  • Bocejamos porquê supostamente herdamos este comportamento de nossos ancestrais, que faziam isso para mostrar seus dentes e intimidar seus inimigos;
  • Bocejamos quando estamos sonolentos ou nos sentindo entediados com alguma coisa (talvez a mais plausível das respostas, por ser aquela que experimentamos com mais frequência no dia-a-dia);
  • E a mais bizarra delas, ao menos na minha opinião: Bocejamos para refrigerar nossos cérebros, quando estes são expostos a altas temperaturas, como quando, por exemplo, encostamos algo quente em nossas cabeças por alguns minutos.

Mesmo sabendo que todas estas explicações, amplamente discutidas há anos, entram e saem de moda alternadamente, não pude deixar de me divertir com este vídeo do pessoal do canal CollegeHumor, que novamente coloca o assunto em debate. Nosso amigo aí debaixo cita diversos pontos sobre o tema, nos convidando para um verdadeiro desafio de resistência: Você aguenta assistir ao vídeo todo sem bocejar nenhuma vez?

Ah… Eu não consegui.

O poder dos sonhos da Honda

Uma das empresas mais inovadoras das quais eu já ouvi falar — a Honda — publicou hoje em seu canal oficial do Youtube uma nova propaganda, em que utiliza a técnica de stop motion para criar uma fantástica sequência de animação em que milhares de desenhos feitos totalmente à mão são colocados em sequência para demonstrar, em resumo, o que um ser humano pode conseguir fazer se acreditar no poder de seus sonhos.

The power of dreams, aliás, é o slogan da empresa, que sempre teve seus desenvolvimentos centrados na produção de motores, que são usados não apenas em carros e motos, mas também em barcos, lanchas, tratores e, mais recentemente, até mesmo um avião. A ideia do comercial foi atuar como uma espécie de mapa da memória da história da empresa e de seus engenheiros, e eu particularmente acho que a missão foi mais do que cumprida.

Magic Touch

Se tem uma coisa que eu adoro são os jogos de celular que classifico como time wasters. Perfeitos para quando você está na fila do banco, do supermercado, ou mesmo esperando que o médico te chame para que finalmente você possa passar pela sua consulta.

Um dos mais recentes jogos deste tipo que conheci chama-se Magic Touch: Wizard for Hire, disponível — gratuitamente — tanto para dispositivos Android quanto iOS. Nele, você assume o papel de um mago que tem que defender um castelo do ataque incessante de paraquedistas robóticos que querem invadi-lo.

Como você faz isso? Furando balões. Desenhando na tela do celular, com seus próprios dedos, conforme os padrões existentes em balões utilizados pelos robôs inimigos. Existem os padrões simples, como as letras V ou Z, e existem, é claro, os padrões mais complicados, úteis para nos dar nó na cabeça à medida em que a velocidade do jogo aumenta.

Para ajudar com a tarefa, nosso mago também conta com um livro de feitiços, que vão sendo liberados conforme você coleta moedas que os robôs soltam quando caem. Estes feitiços são padrões diferentes, que podem ajudá-lo seja tornando o jogo mais lento, explodindo inimigos ou transformando-os em sapos — só pra dar alguns exemplos.

Se um dos robôs tocar o chão, é game over. A diversão — e a irritação de alguns — está em conseguir o maior número de pontos antes que a velocidade se torne muito alta, ou que sua coordenação motora falhe — e ela vai falhar eventualmente, mesmo que você use as suas duas mãos, o que é perfeitamente permitido pelo jogo.

Tintin no ar…

Duas coisas que gosto muito foram combinadas neste começo de abril: As Aventuras de Tintin, personagem criado pelo cartunista belga Hergé, que eu acompanho desde que me conheço por gente, e aviação.

A Brussels Airlines acaba de aplicar a um Airbus A320 uma pintura que lembra o submarino em forma de tubarão do livro O Tesouro de Rackham, o Terrível. Batizada, obviamente, de Rackham, a aeronave não tem apenas o exterior pintado: as paredes traseiras do interior da cabine também foram adornadas com imagens de Tintin e seu eterno companheiro de aventuras, Capitão Haddock. Além disso, o toque de mestre está no fato de que o livro que inspirou a pintura está disponível para leitura à bordo, em francês, inglês e holandês.

Hergé nunca foi pintado na fuselagem de um avião antes. A idéia da Brussels Airlines veio da possibilidade de representar Tintin, criado em Bruxelas, na Bélgica, como um verdadeiro embaixador do país. Justa homenagem à Hergé.

Ah… para quem usa o FlightRadar24, a matrícula da aeronave é OO-SNB. Dá pra acompanhar os vôos, seja via web, iOS ou Android 😉

ATUALIZAÇÃO [17/09/2015]: De acordo com o site oficial do Tintin, desde sua viagem inaugural, em março, o Rackham já registrou mais de 975.000 km em vôos, o que representa impressionantes 2 vezes e meia a a distância entre a Terra e a Lua, que é de 384.467 km.

Reboot

Pronto. Recomecei minha empreitada.

Mudança de host. Vontade de provocar uma mudança de foco para esta página, este meu espaço virtual. Talvez, escrever de uma maneira diferente. Para isso, precisava de um reboot. De um novo começo, de uma outra chance. E é isso o que pretendo fazer.

Não sei quantos ainda acompanham o site — e provavelmente, agora que eu o tirei do ar por um tempo e tinha colocado uma página temporária no ar, devem ser menos ainda. De qualquer modo, eis-me aqui de regresso.

Impressões? Feedbacks? Falem nos comentários, please.

O ‘pedestrian scramble’ paulistano

Encontrei uma notícia ontem, dizendo que a prefeitura de São Paulo implantou duas faixas de pedestres na diagonal, em um cruzamento no centro da cidade — isso significa que, juntas, elas formam o desenho de um ‘X’, fazendo com que quem atravessa a rua possa chegar   calçada oposta atravessando uma única vez.

O processo de atravessar uma rua é tão simples e trivial, já encaixado nas rotinas de todas as pessoas que andam pelas ruas diariamente, que a implantação parece uma bobagem   primeira vista. Mas, do ponto de vista do pedestre, o ganho é grande: chega a 28 segundos economizados, conforme divulgado, na própria notícia que li, pelos técnicos da CET paulistana.

No cruzamento entre a rua Riachuelo e a Avenida Brigadeiro Luis Antônio, onde foi implantada a faixa de pedestres em ‘X’, o tempo total para atravessar para a calçada oposta pelo método “convencional” — em duas etapas — chega em média a 89 segundos. Com a nova faixa, deve-se levar apenas 61 segundos, um ganho de quase 32%.

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Apesar de muito boa para quem atravessa as ruas do cruzamento diariamente, a inovação paulistana não é a primeira desse tipo no mundo: O conceito de faixas de pedestre em ‘X’ surgiu na década de 1940 no Canadá e nos Estados Unidos. Lá fora, chamado de pedestrian scramble, o formato perdeu a preferência entre os engenheiros de tráfego norte-americanos, por priorizar o fluxo de pedestres em relação ao fluxo de carros. Ainda assim, existem exemplos de faixas em ‘X’ no Canadá e no Japão: por lá, aliás, a cidade de Shibuya tem a faixa diagonal mais usada do mundo, inclusive transformada  em ponto turístico pelos nipônicos.

Particularmente, creio que o pedestre sempre deve ter preferência sobre os carros. Assim, torço para que a experiência se frutifique e seja implantada em mais cruzamentos, em São Paulo e fora de lá.

Vegetais Inglórios

“Comer vegetais é bom para a sua saúde”: Quem nunca ouviu a própria mãe dizendo isso, que atire a primeira pedra — até porquê quem não ouviu, deve certamente ter ouvido essa frase de um médico.

Daí, procurando seguir o conselho, você vai ao supermercado fazer compras e lembra de outra sabedoria ensinada pela mamãe: “Escolha sempre os vegetais mais bonitos, meu filho“. Assim, é claro, você leva pra casa os vegetais mais bonitos, e os supermercados acabam jogando fora milhões de toneladas de vegetais : Aquela cenoura feia, aquela batata retorcida ou o tomate que parece ter sofrido uma mutação genética alienígena.

Pensando em como minimizar este problema, a rede de supermercados francesa Intermarché criou uma campanha muito interessante, onde os astros são justamente esses vegetais enjeitados, les fruits et végetables moches — ou as frutas e vegetais inglórios.

Terceira maior rede francesa de supermercados da França, a Intermarché decidiu vender — 30% mais baratos — os vegetais descalibrados, tortos e imperfeitos. Todas as lojas da rede foram redecoradas para que exibissem o tema “inglórios“, de maneira que os clientes percebessem que, mesmo feios à primeira vista, esses vegetais são tão bons quanto os outros. A rede chegou até mesmo a projetar e distribuir sucos e sopas 100% feitos com les végetables moches!

A campanha, obviamente, foi um sucesso: Os consumidores conseguem o mesmo produto mais barato, os agricultores conseguem dinheiro por aquela parte da produção que normalmente é jogada fora, e a rede Intermarché aumenta seus negócios, ao vender uma linha de produtos completamente nova.

Uma imagem vale mais…

do que mil palavras — é o que um dos ditados mais famosos que eu conheço diz.

E o tweet abaixo, do Twitter Data, infelizmente, marcou a partida de hoje pela semi-final da Copa do Mundo FIFA 2014, entre Brasil e Alemanha, nas páginas da história mundial: Acontece que a vexatória partida, cujo placar final foi de 7 x 1 para nossos adversários europeus, tornou-se o evento esportivo único mais discutido de todos os tempos na rede social.

Em uma nota paralea: #étois#sqn.

Corte bolo cientificamente

Hmmmm!!

Na última segunda-feira meu filho mais velho fez aniversário e ganhou um bolo — o favorito dele, diga-se de passagem — de presente da avó. Detalhe: O bolo começou a ser saboreado um dia antes, tamanho o apetite do filhote por comê-lo. Sendo assim, na segunda-feira propriamente dita, o papai aqui foi até a padaria comprar outro bolo, só para que pudéssemos cantar o famoso Parabéns pra você com alguma graça no dia correto do aniversário.

Este outro bolo foi cortado e ficou na geladeira depois de terminadas as comemorações, para que pudesse ser comido mais tarde e nos outros dias. Mas o que eu não sabia, sinceramente, é que vinha cortando bolo da maneira errada pelos últimos, bem… trinta e tantos anos. Pelo menos, não vinha cortando bolo da maneira cientificamente correta.

Brady Haran, videojornalista do canal de YouTube Numberphile — em que cientistas e matemáticos discutem o emprego… bem, da matemática no dia-a-dia — foi quem levantou esta questão, ao citar em um de seus vídeos uma carta enviada aos editores da revista Nature, publicada na edição de 20 de dezembro de 1906, escrita por ninguém menos do que Francis Galton, matemático e estatístico inglês que era primo de Charles Darwin, e que criou o controverso conceito de eugenia, sobre o qual, dada sua controvérsia, e também porquê estou falando de bolos, não vou me estender aqui.

Bem… ocorre que Francis Galton, em sua carta de 1906, argumenta que o método convencional de cortar bolo está errado porquê ao retirar uma fatia triangular expõe-se uma parte do interior do restante do bolo, que ficará irremediavelmente ressecada.

Método de Galton para cortar bolo

Para evitar tal ressecamento, ele propõe que, após retirar uma fatia do bolo, as partes restantes sejam aproximadas, de tal maneira que fiquem sempre unidas antes de guardar. Ou seja, a cada corte, que deve atravessar o bolo completamente, une-se o bolo novamente. Antes de guardá-lo, Galton sugere o uso de um elástico comum ao redor do bolo para garantir que seus pedaços fiquem bem unidos, e que assim a guloseima possa durar por até 3 dias seguidos sem ressecar.

Bem… Gosto muito de ciência — e de bolo. Mas convenhamos: esta técnica tem seus inconvenientes (no vídeo, por exemplo, Brady põe as mãos sobre o bolo todo) e acredito que não seria muito prática — ao menos aqui em casa.

Além disso, dado que a carta de Galton é de 1906, foi escrita antes da invenção da geladeira doméstica, em 1913 — aliás, dois anos depois da morte de Galton. Com uma geladeira, basta cobrir o bolo com papel alumínio — ou papel filme — para evitar que resseque, segundo uma carta dica que minha avó e minha mãe já conhecem há muito, muito tempo.

Olhe de novo pra essa garrafa de Coca-Cola…

Se você é minimamente igual a mim, com certeza joga no lixo as garrafas de Coca-Cola depois de terminar de beber, certo?

Mas e se você nunca mais precisasse jogar fora uma garrafa de Coca-Cola? A campanha 2nd lives, criada através de parceria entre a gigante dos refrigerantes de Atlanta, Estados Unidos, e uma agência de publicidade premiadíssima, a Ogilvy & Mather, parece mostrar o caminho pra essa realidade…

coca-cola-2nd-life

O objetivo da campanha, parte do programa de sustentabilidade global da Coca-Cola, é mostrar que as garrafas usadas podem se transformar nos mais diversos — úteis e divertidos — objetos do dia-a-dia, sendo usadas como apontadores de lápispistolas d’águapincéisapitosborrifadores e muito mais: Tudo isso graças   um conjunto de 16 tampas de garrafa diferenciadas, que operam as transformações.

A campanha, que começou em maio no Vietnã para incentivar a reciclagem e visa distribuir por lá, Tailândia e Indonésia, 40 mil “tampinhas especiais”, ilustra o quanto se consegue inovar com um objeto tão trivial — e, convenhamos, diariamente desprezado — do nosso dia-a-dia.

O único problema é que fiquei com vontade de operar transformações como essas nas garrafinhas daqui, e pra isso, das duas uma: Se você estiver voltando desses países, me traz uma tampinha dessas, ou a gente torce juntos pra que a campanha alce voo e aterrize por aqui  — que tal?

[via e via]

2048

2048Devo confessar que eu tenho uma queda enorme por jogos simples. Meu mais novo ídolo, portanto, é um camarada chamado Gabriele Cirulli, que criou o 2048, um quebra-cabeças tão simples e elegante que vicia desde o primeiro momento em que começamos a jogá-lo. As regras são simples: Com as setas do seu teclado você vai movimentar as peças — todas elas ao mesmo tempo — para cima, para baixo, para a esquerda ou para a direita, sendo que todo movimento fará com que as peças batam em uma das “paredes” da caixa onde elas estão.

Uma vez que duas peças de valores iguais se toquem, elas serão combinadas em uma única peça, com o valor anterior dobrado. Assim, duas peças se tornam 4, duas peças se tornam e assim por diante, até que você consiga atingir o objetivo do jogo que, como é fácil de se imaginar, é chegar   peça 2048 (equivalente   décima primeira potência da base 2, para os nerds de carteirinha que já fizeram, é claro, a associação).

Parece simples   primeira vista. Mas não é. Se o tabuleiro se encher e você ficar sem movimentos, é fim de jogo. A sensação é de que “na próxima, eu vou conseguir” e você não para mais de jogar. Sucedendo o finado Flappy Birds — um dos favoritos do Gregório —, 2048 pode até ser chamado de “o mais novo melhor jogo de todos os tempos da última semana, mas considero-o bem menos frustrante do que seu antecessor. Aliás, a exemplo do jogo, 2048 também já possui vários clones para iOS e Android (o meu favorito é este aqui, que, como diz o autor, é um mero container para a página do jogo original, sem propaganda, sem compras dentro do aplicativo. Apenas diversão).

Em tempo: Threes, uma das fontes de inspiração de Gabriele para criar o 2048, também é bastante divertido e tem os mesmos conceitos. Vale conferir.

Configure seu joystick USB PC para jogar no Steam

O Multilaser JS061

O Multilaser JS061

Este simpático joystick aí do lado é o Multilaser JS061, que foi um dos presentes de Natal que eu dei ao meu filho no ano passado, depois que ele me disse que gostaria de conseguir jogar Mortal Kombat Komplete Edition de uma forma mais fácil e simples. Trata-se de um modelo bem bacana, wireless, para permitir que os movimentos sejam mais livres, sem o risco de enroscar em algum cabo por aí enquanto estamos jogando: Você simplesmente encaixa o adaptador USB e sai jogando normalmente.

Quando ele ganhou o presente, funcionou que foi uma beleza com o jogo, e ele tem se divertido muito desde então. Acontece que, ao tentar jogar outros jogos do Steam com o mesmo joystick, percebi que a experiência não foi assim tão legal quanto a primeira vez. Ocorre que, embora diversos jogos comercializados no Steam sejam compatíveis com joystick, a grande maioria deles é projetada para responder somente aos comandos do joy do Xbox 360. Confesso que, quando eu comprei o joystick para meu filho, até sabia desse pequeno detalhe, mas não estava muito afim de desembolsar entre R$ 150 e R$ 180, pelo menos aqui em minha cidade, para comprar um controle deste tipo. Além disso, o JS061 simplesmente surgiu na minha frente, e parecia perfeito para o trabalho, até eu descobrir que apenas o Mortal Kombat funcionava com ele.

Para mim, a grande questão acabou se tornando “como fazer para que o meu joystick funcione com os jogos do Steam“. Foi quando eu pensei, com meus botões: Deve haver um que possa me ajudar. E felizmente, depois de alguma procura e de sessões de tentativa-e-erro, encontrei o que estava procurando. Trata-se de um programa chamado Xbox 360 Controller Emulator, ou x360ce para abreviar. O uso do software é tão simples que você pode resumi-lo em três etapas:

  • extrair o arquivo do emulador para a pasta do jogo do Steam que você deseja compatibilizar com seu joystick;
  • executar o programa e seguir seus passos solicitados;
  • gravar e executar o jogo, que agora terá suporte a seu joystick.

Como haviam diversos jogos em minha conta Steam que alegam compatibilidade com joystick mas que eu não podia jogar, resolvi colocar o conceito a prova com o Spelunky, um jogo de plataforma.  em que você é um explorador que mergulha nas profundezas de minas e selvas, para coletar riquezas e enfrentar perigos, de vez em quando salvando a mocinha, lutando com monstros e fugindo de um fantasma muito do xarope — enfim, muito apropriado para jogar com joystick. O vídeo abaixo resume minha experiência pré-uso do emulador, sua configuração e a experiência pós-configuração.

Vale sempre a pena lembrar que nem todos os modelos de joystick disponíveis funcionarão com o emulador — o fato é que o meu funcionou, e que eu vi várias outras pessoas relatando sucesso com suas próprias configurações, o que me faz pensar que vale ao menos dar uma chance ao programa. Uma outra questão extremamente relevante — e que eu não cito no vídeo acima — é que, ao tentar executar o emulador pela primeira vez, me deparei com uma mensagem de erro fatal, alertando sobre a falta do arquivo msvcp110.dll, sem o qual é impossível que as configurações do joystick sejam realizadas.

Downloads

Para resolver este pequeno contratempo, precisei baixar os componentes do Visual C++ Redistributable for Studio 2012 Update 4 e instalá-los em meu computador. Existem dois arquivos disponíveis, sendo que, se você tem um sistema operacional de 32 bits, precisará baixar e instalar a versão x86, e, se você tem um sistema de 64 bits, como é o meu caso, precisará baixar e instalar tanto a versão x86, quanto a versão x64. Logo em seguida, bastará executar o emulador novamente, e tudo deverá funcionar bem.

Todas as informações e arquivos necessários para fazer o emulador funcionar podem ser encontrados nos links abaixo mencionados:

Site oficial do x360ce Fórum de suporte do x360ce Download do Visual C++ Redistributable for Studio 2012 Update 4

O emulador deverá estar em cada pasta de cada jogo onde se deseja compatibilidade entre o Steam e o joystick que você possui. Assim, se quero poder usar meu joystick em 10 jogos, precisarei refazer o procedimento que descrevo no vídeo 10 vezes. Parece uma trabalheira enorme, mas não é — eu garanto.

 

steam-compatibilidade-joystick

Verifique a compatibilidade com joystick no Steam

PERGUNTAS E RESPOSTAS

(1) Esse emulador é compatível com o jogo (nome do jogo)?

Pode ser que o jogo para o qual você está pensando em utilizar o emulador não seja compatível com o mesmo. Antes de qualquer coisa, verifique estas duas questões:

  • Na página do jogo em questão dentro do Steam, confirme que o título apresenta compatibilidade total com controle. Para verificar essa informação, abra o Steam, clique em Biblioteca e selecione o jogo desejado. Do lado direito da tela, clique em Página da loja. Uma vez que o link seja aberto, procure, à direita, o quadro de informações representado nesta caixa.
  • Verifique, no site oficial do emulador, a lista dos jogos compatíveis com a ferramenta. Dado que o emulador está em desenvolvimento, esta lista está sujeita a mudanças. Caso seu jogo não esteja nela, entre em contato com o desenvolvedor pelo próprio site oficial.

Se mesmo assim ainda tiver problemas, visite o fórum de suporte do emulador e verifique se existem soluções apontadas por lá. Caso elas não existam, você sempre poderá criar um novo post.

(2) Esse emulador funciona para PS3 / PS4?

Não possuo PS3 ou PS4, mas o emulador que cito neste post foi criado para permitir que uma série de controles genéricos para PC funcionem como se fossem controles do XBox 360. Tecnicamente falando, ela converte controles DirectInput para XInput, este último um padrão da Microsoft para permitir interação com seu joystick.

Até onde consegui pesquisar, através do fórum de suporte do emulador, os controles da Sony parecem não possuir ou reconhecer este padrão. Neste caso, pode ser que alternativas ao x360ce, como o MotionJoy ou o Pinnacle Game Profiler sejam mais adequados — embora não necessariamente sejam gratuitos.

Um emulador é um software que reproduz as funções de um outro determinado software, ou hardware, a fim de permitir se obter uma funcionalidade bastante próxima   do original