Surpresa no meu primeiro aninho!

Lembram que há bem pouco tempo eu comentava com vocês que faltava apenas 1 mês pra que eu completasse um aninho de vida? Pois bem, como os adultos costumam dizer, tem vezes em que o tempo passa muito, mas muito rápido mesmo! Vejam só! Eu já fiz um aninho! E nada melhor pra comemorar esse meu aniversário do que uma passadinha pela praia!

Isso mesmo! Acontece que meu aniversário caiu bem no meio do feriado de Corpus Christi, e isso deu ao papai e   mamãe uma ótima oportunidade de fazer uma visitinha rápida a Ubatuba, onde eu já estive algumas vezes. Mas tenho que confessar a vocês que esta foi a vez em que eu mais aproveitei. E não foi apenas por causa do tempo bonito que fez enquanto estávamos lá, mas sim por pelo menos dois acontecimentos muito interessantes:

Quando papai e mamãe me levaram na praia, quis andar na areia. Isso porquê, como já contei pra vocês outro dia, meu “programa intensivo” pra andar o mais breve possível ainda estava em prática, e nada melhor pra mim do que sentir a areia da praia nos meus pézinhos… Andei um pouco com a mamãe e o papai me dando as mãos, mas me senti cada vez mais firme e em condições de tentar arriscar alguma coisa sozinho. Quem sabe, né? Por ora, eles me compraram um baldinho e pazinhas para brincar na areia! Gente… Vocês precisavam ver a minha carinha de felicidade ao poder sentar e escavar com a pazinha, jogar água de dentro do baldinho e até mesmo construir meu primeiro castelo de areia com a ajuda da mamãe e do papai!! Foi tão legal, mas tão legal mesmo, que até coloquei algumas fotos pra vocês verem:

Brincando na areia

Brincando na areia

Brincando na areia

Nesse mesmo feriado, e pra fechar o meu aniversário com chave de ouro, dei meus primeiros passinhos sozinho!! Isso aconteceu na casa de praia do meu vovô Fernando, onde tem uma escadinha que separa a sala de estar da sala de jantar: A primeira coisa que eu fiz pra começar a andar sozinho foi subir essa escada algumas vezes… Mamãe e papai ficaram um pouco assustados, mas me viram com certeza dar muita risada subindo os degraus um por um, apoiado nos meus joelhos. Ajoelhado em um degrau como eu estava, era fácil alcançar o próximo…!

Daí veio o grande acontecimento da noite: Ao estar apoiado em meu papai, soltei da mãozinha dele e dei uma meia dúzia de passinhos, e foi quando eu cobri a distância entre a porta da casa do vovô e o sofá da sala sozinho, sem a ajuda de ninguém!! À partir daí, meu feito mereceu aplausos e comemorações, e todos curtiram muito a novidade, é claro!! Mamãe, esperta como sempre, conseguiu registrar esse momento através de um videozinho que ela gravou, vejam só:

[coolplayer width=”480″ height=”380″ autoplay=”0″ loop=”0″ charset=”utf-8″ download=”0″ mediatype=””] Xande andando na praia
[/coolplayer]

E pra terminar esse meu agitado dia, em que completei um aninho de vida, vovó Helena ainda fez um bolo de aniversário rapidinho, só pra marcar a data. Todos se reuniram em volta da mesa da copa e então cantaram Parabéns pra você pra mim. Eu adorei, é claro. E no final ainda comi uns belos pedaços de bolo. E é claro, mamãe e papai tiraram mais fotos no final, pra que isso também ficasse registrado:

O bolo improvisado do Xandinho

Minha mamãe e eu

Com tantas recordações assim em um único dia, fica muito divertido fazer aniversário. O tempo vai continuar passando rápido e, enquanto isso, esse bebê que vos escreve continuará crescendo… E mais aniversários, comemorações e boas lembranças virão. Por enquanto, deixo vocês com um beijo enorme do Xandinho!! E até a próxima!

Descobertas Musicais

Vez por outra, ainda que a popularidade crescente do del.icio.us o torne desinteressante, ainda é possível encontrarmos através do serviço de bookmarks alguma coisa que valha à pena ser citada. Uma dessas coisas, baseada num conceito muito, mas muito simples, é o Musicovery.

Ao acessar o Musicovery, o internauta se depara com um site cujo fundo é quase que inteiramente branco, à exceção de uma interface à esquerda, que chega a lembrar, por sinal, o painel de um iPod. Neste painel, listados um após o outro, estão diversos estilos de música que podem ser selecionados: Com apenas um clique, então, qualquer um pode em segundos ouvir suas músicas favoritas, sejam elas rap, reggae, música eletrônica, jazz, rock ou dance, entre outras.

Duas coisas me chamam a atenção em meio a esta simplicidade toda: Ao clicar sobre um estilo, nos é apresentado uma espécie de mapa musical, onde cada música ouvida nos leva, em seguida, à outra. Você também é livre para clicar em qualquer música que vir no mapa, usando para navegação o seu mouse e as barras de rolagem da janela, é verdade. Assim sendo, pode tanto aceitar as sugestões baseadas no estilo, quanto montar sua própria seleção.

A segunda coisa que me chamou a atenção foi o chamado ambience, ou seja, o meio musical desejado: Ao movimentar o seletor horizontalmente, com o mouse, entre dark e positif as músicas reproduzidas obedecem a tal critério, sendo mais sombrias ou mais alegres/positivas. Também se pode usar o seletor na vertical e escolher algo entre energique e calme, ou seja, o serviço se ajusta ao seu humor do momento.

Eu sei que há diversos serviços on-line que já se prestam a servirem como verdadeiras jukeboxes. No entanto, o conceito por trás do Musicovery é o que mais vale: Simplicidade. Completa ao notarmos, aliás, os controles que complementam sua interface: Usuários de todos os gostos adorarão poder escolher a época em que as músicas que escolherem fizeram sucesso, bem como se elas eram sucessos ou músicas pouco menos conhecidas. De qualquer forma, ainda que não se torne um de seus favoritos, recomendo pelo menos uma visitinha ao site deles.

Matadores de Velhinhas

Se você gosta de dar umas boas risadas sem compromisso numa sexta-feira a noite, e, ainda por cima, que elas venham acompanhadas de pitadas de humor negro, então Matadores de Velhinhas (The Ladykillers, 2004) é feito especialmente pra você.

O filme, que começa — é verdade — de maneira um pouco atrapalhada, tem duas personagens principais: A primeira delas é Marva Munson (Irma P. Hall), uma senhora que mora sozinha em casa com seu gato, Pickles, após a morte de seu amado marido há 20 anos atrás. A senhora Munson é uma mulher direita e honesta, freq¼enta a igreja regularmente e encara a religião de maneira muito fervorosa, colocando-a acima de tudo.

A segunda personagem, interpretada por Tom Hanks, é o Professor G.H. Dorr, homem que se apresenta à Marva como um professor licenciado que faz parte de um grupo que toca música de igreja. Em seguida, pede à senhora que permita que ele alugue um quarto que ela tem a oferecer, segundo uma placa na frente da casa dela. Obviamente, encantada com o professor e suas excelentes maneiras, é o que ela faz, também concordando com um segundo pedido, o de que ela deixe que ele e seus rapazes utilizem o porão da casa para ensaiarem — segundo ele, para que o barulho não a incomode muito.

Mas o Professor e seu grupo de música evangélica logo se revelam, na verdade, uma quadrilha de assaltantes que tem intenção de roubar o cassino da cidade: Para isso, pensam em cavar um túnel subterrâneo que vai da casa de Marva até o cofre do lugar. A princípio, tudo parece funcionar bem. Mas a sorte de todos sofre uma reviravolta quando a simpática senhora descobre as verdadeiras intenções dos bandidos. Com este obstáculo imprevisto em suas vidas, eles precisam se concentrar não apenas em obter o dinheiro, mas numa forma de matar a mulher, antes que ela acabe dando com a língua nos dentes.

Confesso que achei que não fosse gostar do filme. Como já disse, o início, onde os personagens vão sendo apresentados, é meio confuso e demora um pouco até que saibamos a que foi que os irmãos Ethan e Joel Coen vieram. Mas com o desenrolar da trama, Hanks, em uma atuação brilhante, e Irma, que descobri que se tornou atriz por acaso, levam o filme nas costas. Principalmente depois que o assassinato da severa mas carismática dona da casa não se revela lá uma coisa muito fácil de fazer… A diversão, acredito eu, é garantida.

Coisa de James Bond?

Que a imaginação de Ian Fleming trouxe à tona para auxiliar o agente-secreto mais famoso do mundo os dispositivos mais sofisticados, as armas mais modernas e os veículos dos sonhos de muito marmanjo por aí, isso não é novidade. Afinal, quem acompanha James Bond, seja desde sua criação, em 1953, ou não, sabe bem que essas coisas são bem típicas de filmes de espião. Mas imagine agentes especiais de elite do SAS, o Special Air Service britânico, pessoas de carne e osso a serviço de Sua Majestade, usando em seu dia-a-dia um equipamento que só podia ter saído de uma das histórias dele e a coisa se torna completamente diferente.

Qualquer soldado, e nesta categoria incluem-se os agentes de elite britânicos, precisa ficar oculto quando é enviado em uma missão onde será necessário pousar atrás das linhas de fogo inimigas, correto? Mais do que uma questão crucial para garantir o sucesso de sua missão, trata-se, em primeiro lugar, de uma necessidade básica, a de garantir sua sobrevivência em território hostil.

Ao invés de usar os já velhos conhecidos pára-quedas, as forças de elite britânicas passarão a contar em breve com asas especiais, feitas de fibra de carbono, que lhes permitirão pular de aviões a grandes altitudes e então planar 120 milhas — cerca de 193km — antes de pousarem em seu destino verdadeiro. Desenvolvidas especialmente para a SAS por uma empresa alemã chamada ESG e chamadas de mono-wings, as asas tornarão cada soldado em missão virtualmente invisível, já que seu avião não precisará estar voando nas proximidades do local em vista para que ele salte.

Munidas com suprimento de oxigêncio, estabilizadores e sistemas de auxílio a navegação, ainda assim o fabricante diz que as mono-wings são extremamente leves, mesmo que munição, comida ou água complementem a carga que pode ser levada por cada ocupante do veículo. Uma vez que se aproxime do solo, bastará que o soldado puxe o pára-quedas da asa e aterrise normalmente. O que não está claro, no entanto, é como fazer para ocultar a asa, que tem 1,83m de envergadura total. Os pára-quedistas normalmente enterram seus pára-quedas quando caem no alvo. Já com a asa, não é possível fazer isso, não é mesmo?

Sabendo que muito em breve poderemos estar às voltas com verdadeiros soldados voadores, uma coisa muito mais futurista me vêm à cabeça: Quem sabe a aplicação de tal invento não seja apenas militar? Quem sabe, daqui a alguns anos, como já aconteceu com diversas outras iniciativas militares, as mono-wings possam se tornar uma cena comum também comercialmente… Assim, numa sexta-feira à tarde, voltando pra casa cansado do trabalho e avistando um engarrafamento pela frente, tudo o que tenhamos que fazer será simplesmente estacionar o carro e sair voando até nossas casas…

Escritórios On-line

Os que me acompanham há mais tempo provavelmente se lembrem de quando eu comentei sobre um editor de textos chamado Writely, 100% desenvolvido com a utilização de tecnologia AJAX. Com características que o faziam similar a um Wiki — site colaborativo onde todos podem contribuir com conteúdo —, outro grande diferencial da ferramenta era que, além de ser totalmente on-line, ainda permitia a seus usuários que importassem conteúdo do Word, da Microsoft, além de salvá-lo de volta em suas próprias áreas de trabalho.

Mais do que isso, chamou a atenção por ser uma das prim eiras iniciativas rumo ao que podemos chamar de web office, uma tendência pela qual os aplicativos comuns de utilização em nossos trabalhos e escritórios — como planilhas eletrônicas, softwares geradores de apresentações corporativas e, é claro, os processadores como o Writely — passarão, algum dia, a ser 100% acessíveis através dos nossos navegadores favoritos, em meio a sessões de navegação na Internet.

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E viva as figurinhas!

Quando a Copa do Mundo de 1990 terminou na Itália, a minha tristeza não foi apenas devido ao ocorrido em Turim, naquele fatídico 24 de junho em que a Argentina — tinha que ser ela? — nos derrotou por 1 a 0 durante as oitavas-de-final, com um gol de Claudio Caniggia, me fazendo – — e a milhões de brasileiros ansiosos — ter que esperar mais quatro anos até ver o Brasil finalmente se sagrar tetra-campeão do mundo. Foi uma tristeza causada também pelo fato de eu nunca mais ter conseguido completar o meu álbum de figurinhas da Copa, editado já naquela época pela Panini, que, na minha opinião, prima pela qualidade de seus livros ilustrados. Na época me lembro de ter ficado bastante desapontado com os cromos que me faltaram e, embora soubesse que poderia ter pedido as figurinhas ausentes diretamente à editora, acabei não fazendo isso. O tempo passou e acabei me esquecendo dessa história.

Até agora. Este ano é ano de Copa do Mundo novamente, começando no próximo dia 9 de junho, e, com ela, um novo álbum, também este da Panini, chegou às bancas de todo o país. Pode ser que seja apenas uma impressão da minha parte, mas, desde a última vez em que fiz uma coleção de figurinhas — e a última vez foi justamente em 1990 — que não vejo um simples livro virar uma febre tão grande entre pessoas que eu conheço. Pense e veja se o seu caso se parece com o meu. Amigos. Vizinhos. Colegas de trabalho. Alguém muito perto de você provavelmente está revivendo — ou pensa em reviver — o hábito saudável e divertido de colecionar figurinhas, desta vez da Copa do Mundo de 2006. Só no Brasil, o álbum, que foi lançado mundialmente, já tem 3,5 milhões de unidades distribuídas, além de 45 milhões de envelopes, que vêm com 5 figurinhas cada. E várias destas unidades estão nas mãos de amigos meus. Uns tomaram a iniciativa por conta própria, enquanto outros, após caçoarem bastante do hábito, acabaram também se rendendo ao vício posteriormente.

Mas o mais interessante é aliar tecnologia a uma coisa tão simples quanto a coleção de um álbum. Quem imaginaria uma comunidade do Orkut para promover a troca de cromos e para eleger aquelas figurinhas mais difíceis? Mas ela existe. E de acordo com uma reportagem da revista Época, classifica os brasileiros Robinho e Kaká, o italiano Totti, o português Cristiano Ronaldo e os ingleses David Beckham e Michael Owen como quase impossíveis de aparecerem nos envelopes. Os editores do álbum, no entanto, dizem que não há figurinhas difíceis:

(…) todas as 596 são impressas em 3 folhas de papel autocolante com 200 cromos cada, ou seja, ainda sobram quatro repetidas. Depois disso, todas são embaladas automaticamente e distribuídas na mesma proporção.

Mesmo assim, em outra reportagem que li, desta vez no Último Segundo, a polêmica continua: Cromos do Brasil, Holanda, Estados Unidos e Itália seriam impressos em menor número, o que coloca apenas mais lenha na fogueira e anima os colecionadores, sejam eles de primeira viagem ou não, a comprarem mais envelopes, numa corrida louca pra saber quem completará o álbum primeiro.

Eu, que não ia colecionar figurinhas desta vez, sou um dos que não ag¼entou, e devo passar também eu a comprar minhas figurinhas. Um amigo meu deve me dar um álbum que ganhou e não vai usar. Com vários amigos já há muitos cromos na minha frente, talvez seja mais fácil trocar figurinhas repetidas. Na era da Internet, no entanto, um último recurso pode até ser empregado se o álbum não ficar completo: No Mercado Livre já tem gente vendendo álbuns completos da Copa deste ano por ofertas que giram em torno de R$ 100,00. Mas enquanto muita gente pode até se sentir tentada em vender sua coleção pessoal, após completá-la, acredito que os verdadeiros aficcionados por figurinhas nunca fariam isso. Ou será que fariam?

O que o Google quer com sua carteira

É verdade que está acontecendo bem timidamente, talvez devido à minha indisponibilidade de tempo nos últimos meses. Mas, talvez em parte motivado pela troca de tema que promovi no site, resolvi investir novamente na colocação de anúncios do Google no blog, visto que, apesar de não estar ativo há tempos, continuo sendo filiado a seu programa de publicidade, o AdSense. à parte do retorno financeiro que eu possa vir a ter com a exibição de propaganda, uma coisa é certa: Comprar através da internet continua sendo uma barreira altamente intransponível para muita gente que eu conheço.

Há muito mais de um amigo meu que prefere apelar para o bom e velho boleto bancário como forma de ratificar uma compra feita on-line. Medo? Insegurança? Talvez uma mistura de ambos, mas o fato é que não se pode discutir preferências pessoais. Ou você paga suas compras através de uma impressão de boleto, ou confia nos sites das lojas, que podem ser auditados através de diversos serviços on-line, por sinal. Mas talvez também seja igualmente interessante confiar em serviços como o PayPal — empresa fundada em 1998 e posteriormente adquirida pelo eBay —, que permitem o envio e recebimento de dinheiro on-line, evitando o uso de métodos mais convencionais de pagamento, como os cheques ou ordens de pagamento.

É verdade que você precisa ter um cartão de débito e/ou crédito para que possa abrir uma conta no PayPal, além de ter mais de 16 anos de idade. Mas isto não impede o serviço de conquistar cada vez mais usuários a cada dia que passa, já que se torna uma forma cada vez mais popular de compra e venda em sites de leilões, serviços e pequenos comerciantes. Vejam o Flickr, por exemplo. As assinaturas do serviço, comandado há certo tempo pelo Yahoo!, podem ser feitas e renovadas através desta opção.

Seja pela popularidade do PayPal, seja por se sentirem inseguros com o serviço, o boato corre solto, e parece que uma certa empresa californiana localizada em Mountain View está de olhos bem atentos. Centrado — devo ainda dizer — no negócio de busca e na venda de anúncios a partir do conteúdo que seus robôs indexam, o Google, mais uma vez ele, parece estar agora concentrado em lançar seu próprio sistema de pagamentos on-line.

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A Capa da Invisibilidade

Muitas vezes, quando Harry Potter anda pela Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, faz isso munido por um presente muito especial que herdou de seu pai: Sua capa da invisibilidade. Com ela, não apenas Harry, mas também seus amigos Rony e Hermione, podem explorar os mais diversos lugares, sejam eles dentro ou fora do castelo da escola. É verdade que nos últimos tempos — ou livros —, os três já não cabem mais juntos debaixo da capa, visto que, como qualquer criança entrando na adolescência, se tornam cada dia maiores. Mas isso não impede que tanto crianças quanto adultos sonhem em, um dia, também eles, possuírem uma capa igual à da série do menino-bruxo escrita por J.K.Rowling.

Esta capa por sinal, deve ser realmente feita de algum material mágico. Eu, que passei por todos os livros da série até agora e que, como muita gente por aí, mal posso esperar pelo derradeiro livro, aquele em que, imagino eu, todas as respostas pendentes serão fornecidas, não me lembro de ter lido qualquer referência a respeito dos componentes do tecido da capa de invisibilidade de Harry Potter. Mas há cientistas por aí, particularmente os que trabalham na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que dizem que sabem como reproduzi-lo. Só que, ao invés de mágica, usariam um novo tipo de componente, os chamados metamateriais.

O chefe da pesquisa, Nader Engheta, um professor de engenharia elétrica e de sistemas da universidade, propõe o uso de metamateriais porquê estes poderiam ser ajustados de forma a refletir qualquer radiação eletromagnética — seja ela composta por ondas de rádio ou luz visível — em qualquer direção. Um tecido feito com estes materiais, desde que desenvolvido em escala submicroscópica, não refletiria a luz, nem formaria sombras. Seria, portanto, virtualmente invisível.

A pesquisa, que foi financiada pelo Pentágono, ainda não conseguiu desenvolver uma capa feita com metamateriais, já que ainda procura mais investidores. Pelo que eu pude ler, no entanto, dentro de cerca de 18 meses, as primeiras versões de capas como esta, capazes de refletir microondas, devem estar disponíveis. A princípio chega a ser de duvidar, mas quem sabe um dia, principalmente se for um daqueles em que a gente deseja sumir do mapa, possamos simplesmente nos cobrir com a capa da invisibilidade e sair de cena…

The Bandwidth Bandit

Vira e mexe, navegando pela Internet, a gente se depara com um ou outro site que está temporariamente fora do ar devido ao famigerado erro HTTP 509, Bandwidth Limit Exceeded, que, em outras palavras, indica que o consumo de banda contratado pelo responsável pelo site foi excedido naquele mês: Uma foto mais pesada ou vídeo hospedado no site, que eventualmente se tornaram mais populares, recebendo centenas ou milhares de visitas diárias — ou até mesmo um aumento significativo no número de visitas de uma hora pra outra — podem todas ser razões para que isso aconteça.

Eu, dono deste humilde site, nunca me preocupei com isso, no entanto, pois minha bandwidth nunca sequer chegou perto da metade, quem dirá de seu limite final. Pelo menos até agora. Ocorre que, durante esta semana, comecei a receber e-mails automáticos vindos de meu servidor, me avisando que o consumo de banda já havia ultrapassado os 80% para este mês. Sem entender direito os motivos pra que isso ocorresse, repentinamente, e atolado de serviço até a tampa, não tive como dar atenção ao fato. Resultando destes fatores, ontem, sexta-feira, meu site chegou a ser bloqueado por algumas horas devido justamente ao problema citado anteriormente.

Emergencialmente, pedi a meu provedor que duplicasse meu limite mensal de banda, o que fez com que o site voltasse ao ar, me permitindo então diagnosticar 52% de uso da banda total, já após o upgrade solicitado por mim. Comecei então uma busca sem muitas pistas, na esperança de identificar o que poderia estar causando este problema de uma hora pra outra. Cheguei mesmo a culpar o excelente Bad Behaviour, plugin do WordPress que auxilia no combate a spam, pelo problema, visto que eu acabo de atualizá-lo para a última versão. No entanto, desabilitado o plugin, fiquei pasmo mais uma vez: De ontem pra hoje, meus 52% de consumo se tornaram 55%.

O primeiro pensamento que me ocorreu quando vi este salto assustador foi que alienígenas estão abduzindo — ou melhor, consumindo — toda a minha banda contratada. Mas, como tais coisas só existem em seriados como Arquivo X, precisei procurar outras explicações. Descobri que boa parte do consumo de minha banda mensal este mês se deveu a visitas de spiders, aqueles programas que são utilizados pelos sites de busca para indexação do seu site. Particularmente, o maior problema se refere a um tal Googlebot. Em resumo, parece que o Google está se revelando um belo de um ladrão de banda. Em relação ao mês passado, a banda do meu site consumida pelo bot deles cresceu surpreendentes 687%, como é possível perceber pela imagem abaixo:

Fazendo uma busca rápida, notei algumas reclamações de pessoas que afirmam que o Googlebot tem atingido muito duramente, nestes últimos tempos, páginas dinâmicas geradas em PHP, como é o caso de 99% do conteúdo no meu site. O que fiz, após esta triste constatação, foi tomar algumas providências. A primeira delas foi providenciar um arquivo robots.txt para o site, de forma a bloquear o acesso de spiders, inclusive a do Google, a partes do site que eu não quero que sejam indexadas. Também configurei, para este arquivo, o parâmetro Crawl-delay, em 60 segundos, de forma a evitar que a indexação ocorra muito rapidamente.

Adicionalmente, verifiquei todos os erros HTTP 404 do site, eliminando alguns arquivos obsoletos e até inexistentes para que parassem de consumir banda. Estou também pensando em adotar um tema mais leve para o blog, embora eu acredite que isso, neste instante, não seja realmente necessário, pois o consumo de banda gerado por visitantes de carne e osso está dentro da média que sempre observei por aqui.

Agora vou observar o que acontece novamente. Não sou expert neste tipo de assunto e, caso alguém possa me dar mais alguma dica, ficaria imensamente grato. à parcela geek que lê este meu site, fica aqui, realmente registrado, um pedido expresso de socorro. Dupliquei meu limite de banda, é verdade, mas não posso arcar com este tipo de coisa sempre. Não quero me tornar refém de spiders de sites de busca. Mas para o meu bolso, tal atentado, caso se torne uma constante, será tão grave quanto os atentados criminosos que pararam São Paulo na semana que passou. Help, anyone?

Fiz 11 meses!

Dia das Mães do Xande 2006 - 001

Gente, preciso confessar uma coisa pra vocês! Hoje, faltando um único mês pra que esse bebê que vos escreve complete um aninho inteiro de vida, comecei a ensaiar meus primeiros passinhos mais firmes e seguros… É, estou falando de passinhos por conta própria mesmo, já que até agora a maioria das vezes em que eu quero dar uma voltinha, tenho que usar meu andador.

Não é que eu não goste de andar com meu andador, mas acho que já cheguei em uma idade em que os bebês têm que procurar um pouco mais de independência, sabem como é? Pois então… Não posso ficar a vida inteira dependendo de um andador, e eu já passei muito tempo nele… Por isso é que resolvi começar um programa intensivo de caminhadas de poucos passinhos pra ver se eu resolvo logo esta séria questão.

Meus onze meses, portanto, estão repletos desta atividade: E eu coloquei todo mundo pra me ajudar. Mamãe me ajuda, segurando na mãozinha, o que é a mesma coisa que papai faz, quando chega do trabalho todos os dias. E nos finais de semana ainda recebo ajuda da minha vovó. Assim, acho que logo logo vou poder contar pra vocês uma ótima novidade. Quando será que eu darei meus passinhos sozinho mesmo, por conta própria, hein?

É Dia das Mães!

Dia das Mães do Xande 2006 - 012

E hoje é Dia das Mães! Um dia muito especial, onde todos lembram de suas mamães, e cobrem elas de carinho… Eu, é claro, não poderia esquecer da minha… Só pra começar, queria deixar aqui um beijão bem enorme pra minha mamãe Alexsandra, e agradecer a ela por ser uma super-mamãe, presente o tempo inteiro nessa minha curta vida… e também a Papai do Céu por me deixar contar com alguém tão carinhosa todos os dias!

Mas o mais interessante deste meu Dia das Mães é que ele é justamente o meu primeiro! Quer dizer, no último Dia das Mães eu já estava a caminho, é verdade… lembro até de ter comentado com vocês que passei um belo dia em Lorena, não apenas em companhia da mamãe e do papai, mas também junto com meus avós Fernando e Helena e meus bisavós Darci e Lourdes… mas agora estou aqui fora, ao vivo e a cores, e é muito mais legal poder estar do lado da minha mamãe por aqui… assim pude abraçar ela bastante, e cobri-la de carinhos!!

Aliás, preparei uma surpresa muito especial, não apenas pra minha mamãe, mas também pro meu papai… é que resolvi, justamente hoje, começar a beijá-los no rosto… Primeiro, é claro, o beijo foi pra mamãe… quando ela menos esperava, fui lá e… puf! Dei um beijão nela. Depois, só pro papai não ficar triste sem receber um beijo também, puf! Dei-lhe um outro beijo. É claro que eu peguei eles de surpresa, mas era essa a minha intenção… Se eu precisava tornar esse meu dia mais especial ainda do que já tinha começado, essa foi a maneira que eu encontrei. Cobrir quem eu amo de carinho e amor. E eu tenho certeza de que mamãe e papai vão se lembrar pra sempre desse Dia das Mães…

Mas muito mais coisas aconteceram nesse dia… E eu preciso realmente contar a vocês! Primeiro mamãe e papai me levaram pra passear: fomos todos almoçar na casa da minha vovó Helena, que é, aliás, minha mamãe duas vezes, como costumam chamar as vovós. Lá na casa da minha vovó também mora a minha bisavó Amélia, que eu, aliás, estou aprendendo a chamar, carinhosamente, só de vovozinha. Aprontei bastante no almoço, comi muito — e comi tudo e de tudo — e daí aproveitamos pra bater umas fotos pra registrar meu primeiro Dia das Mães. A mais legal foi uma em que apareci ao lado de todas as minhas mamães. Minha mamãe Alexsandra, e minhas vovós. Olhem só:

Dia das Mães do Xande 2006 - 014

Bem mais tarde, quando voltamos pra casa, papai e eu ainda tínhamos uma surpresa guardada pra minha mamãe Alexsandra… Tratava-se de uns presentinhos que nós dois compramos pra ela!! Eu até fiquei meio envergonhado de entregar os presentes pra mamãe, conforme vocês podem ver nesse videozinho que o papai gravou pra registrar o momento:

Cartão do Dia das MãesPrimeiro, demos botas — que eu devo confessar que achei muuuuuito legais — pra ela. Ela adorou o presente, mas nós ainda o complementamos com mais um: Uma blusa, junto com a qual veio um cartãozinho onde a gente fez uma dedicatória, dizendo que o presente (aliás, os presentes) eram meus e do papai. Vocês acham que ela não gostou? Olhem só a carinha de felicidade da minha mamãe quando abriu os presentes, e a minha, do lado dela, adorando tudo:

Dia das Mães do Xande 2006 - 010

Por essas e outras que eu digo a vocês que vou guardar esse dia na minha memória pra sempre. E que venham muitos outros dias das mamães, porquê, do lado da minha e de todo mundo que me ama, sei que todos eles serão igualmente inesquecíveis pra esse bebê aqui! Um beijo do Xandinho pra todo mundo e até a próxima…!

Quem te viu, quem te vê

Você já ouviu falar de TV digital? Se não, saiba que há um grande impasse em curso atualmente em nosso país, e tudo isso porque dois padrões internacionais para a utilização desta tecnologia, o europeu e o japonês, têm sido igualmente defendidos por seus simpatizantes e atacados por seus críticos em debates intermináveis entre o governo, emissoras de televisão, operadoras por assinatura e empresas patrocinadoras da tecnologia.

Finalmente voltei a escrever para a Rádio Antena 1. Se você quer ler o restante deste meu último artigo para eles, não se esqueça de dar um pulo no site. Ah, e não se esqueça de registrar sua opinião a respeito do assunto.

A sua linguagem é popular?

Ando com a idéia fixa de aprender uma nova linguagem de programação. Por mais que eu não tenha exercitado este lado da profissão que eu escolhi, acho que, uma vez no meu sangue, a Tecnologia da Informação sempre exercerá seu peso, me despertando tanta vontade de obter novos conhecimentos nesta área quanto para alguém que busca aprender um novo idioma, seja por diversão, seja para se atualizar no mercado.

Uma das linguagens que eu mais utilizo no meu dia-a-dia, e sobre a qual eu tenho um domínio relativamente alto, é o Visual Basic. O principal motivo para tal escolha é o grau de automatização de geração de informações provenientes de aplicativos do pacote Office que eu realizo. E, embora eu tenha visto, por exemplo, Java e PHP na faculdade antes de me formar, o contato que tive com tais linguagens após minha formatura foi praticamente zero. Preocupado com isso, decidi tirar algumas teias de aranha do cérebro e daí veio a idéia de que falei logo no começo deste post. Mas havia um problema: Que linguagem seria interessante aprender, ou, para mim, dependendo da escolha, reaprender?

Procurando respostas para esta minha dúvida, uma busca rápida com o auxílio dele me fez encontar o site da Tiobe, uma empresa de TI especializada em qualidade de software, e que publica, mensalmente, um ranking de popularidade das linguagens de programação, baseado em sua quantidade de profissionais experientes, cursos e fornecedores disponíveis. Mas como é dito no próprio site, não se trata de determinar a melhor linguagem, nem aquela em que mais linhas de código foram escritas.

O índice publicado pela empresa, que pode ser usado para determinar justamente o que eu queria — se as minhas habilidades de programação estão em dia ou se já é hora de aprender alguma coisa que está em alta no mercado —, traz em primeiro lugar o Java, seguido da linguagem C e de sua variação posterior, o C++. O PHP, que eu mencionei antes, vem na quarta posição, seguido — me espantei — pelo Visual Basic, que, aliás, em relação ao ano anterior, subiu uma posição tal qual o próprio PHP. Meu espanto foi porquê achei, ainda não sei bem o porquê, que a linguagem da Microsoft era coisa do passado, a caminho do museu. Agora, com estas indicações, devo mesmo revisar meus conhecimentos em Java e PHP. E quem sabe, lá na frente, arriscar-me um pouco em Python, pra dar uma variada. Alguma outra sugestão?

Os 220 dias

Ajuste de contas. É isso que nós, brasileiros, somos chamados a fazer anualmente quando entregamos nossas declarações de imposto de renda ao governo federal, quer pessoalmente, quer através da internet. Confesso, aliás, que acho este um termo bastante engraçado pra se usar em um país como o nosso, em que o cidadão tem que arcar com uma das cargas tributárias mais altas do mundo: Em tributação direta em nossos salários, por exemplo, perdemos apenas para a Dinamarca.

E o que me assusta mais é a falta de visão dos brasileiros em geral com relação a um detalhe muito simples, mas que custa caro aos bolsos de todos: Somos nós, cidadãos comuns, e não as grandes empresas, quem tomamos prejuízo com impostos, que encarecem tudo, absolutamente tudo que compramos. Meu amigo Kadu, por exemplo, acaba de citar em um post recente, diversos exemplos de produtos que se tornam muito mais caros do que deveriam, devido à incidência de carga tributária que neles é aplicada.

Não é de hoje que, quando vou trabalhar de carro, ouço a excelente série da Rádio Jovem Pan, Brasil, o País dos Impostos. A série, que é composta de pequenos blocos diários com poucos segundos de duração, traz informações alarmantes sobre os impostos que estão embutidos em tudo, desde escovas de dentes e colchões, até automóveis e motocicletas. Para mim, informações deste tipo deveriam ser veiculadas também em rede nacional de rádio e televisão, para que todos ficassem realmente alertas.

Uma das coisas que descobri justamente na semana passada, quando milhões de pessoas corriam para entregar em dia seus ajustes de contas com a Receita Federal, é que apenas a partir do próximo dia 26 de maio é que nós, cidadãos comuns, passaremos a trabalhar para nós mesmos, nossos sonhos e nossas famílias. Isso porquê teremos que destinar, este ano, 145 dias inteiros de trabalho só para o pagamento de impostos. O saldo em favor do contribuinte, atualmente de apenas 220 dias, já foi muito maior, como se pode perceber ao ouvir um dos curtos blocos da série, veiculado na semana em questão.

Só pelo fato de saber que 47% do preço total de uma simples latinha de guaraná é composto de impostos, perco até a sede. Novamente muito bem citado pelo Kadu, o site De Olho no Imposto presta um ótimo serviço e é uma das ferramentas que alerta consumidores desavisados de que tudo está (sobre)carregado de impostos. É preciso, inclusive, que mais iniciativas do gênero apareçam.

Enquanto fica muito fácil e cômodo pro governo cumprir promessas realizadas em campanha onerando os próprios interessados nesses resultados — a população que, muitas vezes, como se vê, não tem sequer instrução suficiente para que possa reclamar seus direitos —, acho que ainda é possível darmos a volta por cima. Num país em que há poucos anos milhares de caras-pintadas saíram às ruas e exigiram seus direitos, derrubando um presidente, basta apenas que alguém dê o primeiro passo, ou melhor, faça a primeira marca de tinta no rosto, nessa batalha em que o inimigo a ser vencido é a má utilização do dinheiro público. Podemos começar, obviamente, nos filiando à campanha. É simples, rápido, e, nos moldes da modernidade, on-line.

Autocódigo

Alguém já se referiu a você dizendo que Fulano é capaz de fazer isso com as mãos amarradas nas costas? Acho pouco provável que não. Quando eu trabalhava mais aprofundadamente com programação, algumas pessoas chegaram a usar esta frase para se referirem à minha facilidade com a criação de códigos para a resolução dos mais diversos tipos de problema. Obviamente, a coisa não passa de uma mera expressão, uma figura de linguagem. Afinal, quem é que já viu alguém programando com as mãos amarradas, ainda mais nas costas, não é mesmo?

Mas talvez possamos adicionar uma certa realidade a esta expressão. É que um novo software de reconhecimento de voz chamado VoiceCode promete permitir aos programadores que criem seus programas sem a necessidade de encostar um dedo sequer em seus teclados.

A novidade, criada em conjunto por pesquisadores do National Research Council of Canada e da Universidade da Califórnia, visa ajudar principalmente as pessoas que sofrem com lesões por esforço repetitivo (LER): Só nos EUA, 100 mil programadores sofrem com dores nos músculos, tendões e nervos de seus braços e costas, já que passam a maior parte de seu tempo utilizando um teclado e realizando digitação.

Os criadores do VoiceCode admitem que existem vários softwares de reconhecimento de voz que podem ajudar as pessoas a utilizarem o computador, mas dizem que nenhum é capaz de converter o que um usuário diz diretamente em sintaxe de linguagem de programação. A ferramenta, que atualmente funciona apenas com Python, pode ser extendida para outras linguagens. Para digitar um comando como if (regAtual < maxReg) then, por exemplo, bastaria o usuário dizer If registro atual menor que o máximo de registros, then.

A única barreira para que mais pessoas possam testar o programa é o tempo que leva para sua instalação: Quase um dia inteiro montando as peças. Para os líderes do projeto, alguém com lesão por esforço repetitivo teria grandes problemas para fazer uma montagem dessas. Mas dos males, o menor: Tenho certeza de que, com tanta nanotecnologia disponível, essa barreira será derrubada logo, logo... E quando isso acontecer, embora eu não sofra de LER, talvez até compre um equipamento desses...

ScanR?

É extremamente comum, durante o meu trabalho, que eu me engaje em uma ou outra discussão sobre os mais variados assuntos. Como nos é exigida, o tempo inteiro, a capacidade de realizarmos brainstorms, o mais comum é que comecemos a fazer anotações, quer em folhas de caderno, flip charts ou nos quadros brancos das salas de reunião da empresa. Independentemente de onde anotamos nossas idéias, no entanto, um problema em comum sempre aparece: O retrabalho.

É que as idéias, descritas em papel ou em quadros, precisam ser transportadas para o computador, ou seja: Aquilo que foi obtido manualmente precisa ser transformado em um produto digital, para que apenas a partir de tal ponto seja aproveitado em um documento, planilha ou apresentação. Como acredito que usar o computador diretamente nas discussões atrasa o processo de brainstorm, a brincadeira mais comum que presencio quando uma reunião acaba é alguém perguntando se dá pra tirar uma foto do flip chart ou do quadro branco, para aproveitamento direto em meio digital. Apesar de causar muitas risadas do pessoal em geral, tal pergunta parece ter ganho uma resposta à altura.

Digo isso por conta de um serviço que descobri, chamado ScanR. Seus desenvolvedores são capazes de lhe enviar por e-mail um documento legível em formato PDF — gerado através de processamento de imagens e de alta tecnologia em extração de dados — com o conteúdo de qualquer imagem gerada através de câmera digital, mesmo aquela que está embutida em seu telefone celular, desde que ela possua pelo menos 1 Megapixel de resolução.

Sendo assim, se eu fizer uma discussão e dela sair um quadro branco lotado de anotações, me parece que meu único trabalho será realmente levar à cabo a brincadeira que tanto fazemos na empresa, e tirar uma foto do que tivermos anotado. Enviando o resultado para o serviço através de e-mail, tenho apenas que esperar entre 1 e 5 minutos antes de olhar minha caixa de entrada e recuperar um documento PDF. O ScanR é gratuito mas, embora seus criadores digam que o serviço sempre terá uma versão neste formato, não me espantaria que, muito em breve, passasse a ser um serviço pago, ainda mais se a qualidade final for realmente próxima da que eles anunciam. Devo fazer um teste e lhes direi o que descobri.