Skype alternativo?

Uma empresa de tecnologia chinesa desconhecida conseguiu realizar um feito que poderia ser considerado no mínimo questionável, ao menos em termos legais: Segundo o que li, eles foram responsáveis por criar um clone funcional do Skype, o famoso e internacionalmente popular software que é capaz de realizar ligações telefônicas VoIP e conectar usuários, qualquer que seja a distância entre seus computadores.

A solução não estaria pronta para liberação ao público, segundo o post do blog onde encontrei a informação. O autor, aliás, parece ter sabido do software por conhecer pessoalmente alguém de dentro da tal empresa chinesa de TI. Não procurei saber informações mais detalhadas, mas a questão legal que mencionei é claramente relacionada com a utilização, por parte desta mesma empresa — seja lá qual ela for — da tecnologia e propriedade intelectual contidas em um código de programação protegido por leis internacionais, ou seja, realizar processos de engenharia reversa com o programa fonte, o que nada mais é do que o primeiro passo para a prática da pirataria de software.

Enquanto muita gente pode se perguntar que benefícios os chineses teriam ao poder baixar um clone do Skype — tão ilegal para o restante do mundo quanto possa parecer, independente disto —, é importante deixar claro que, por lá, tal software é considerado ilegal e é inclusive combatido pelas autoridades e companhias telefônicas locais, que não gostariam de ver seu lucro escapar dos bolsos.

Estaria assim a tal empresa chinesa dando um grande passo na luta pela liberdade de utilização da grande rede de computadores em solo oriental? Alguns poderiam achar que sim. Mas pode ser também que o produto, uma vez acabado, seja comercializado em conjunto com as telefônicas chinesas, que, localmente — aí sim — apoiariam com certeza uma solução para a realização de ligações através do computador, ainda mais sabendo que poderiam obter lucratividade imediata com isso.

Cabeça Dura

Vexame de Zidane

É verdade que não comentei por aqui uma linha que fosse a respeito desta Copa do Mundo, durante toda a sua realização. A essa altura do campeonato, inclusive, nada restaria para ser dito, visto que em termos de esperanças brasileiras, pelo menos, só nos resta — após uma fraquíssima e vergonhosa apresentação de nossos selecionáveis na Alemanha — esperar por 2010, ano em que a FIFA e todas as seleções mundiais se farão presentes na frica do Sul.

Mas há uma coisa que chamou a atenção ontem, durante a final entre Itália e França, sendo desnecessário inclusive que eu diga do que se trata, visto que todos ficaram igualmente espantados com a cabeçada de Zinedine Zidane, camisa 10 da seleção francesa, em Marco Materazzi, zagueiro da Squadra Azzurra.

Embora, segundo a leitura labial realizada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, o zagueiro italiano tivesse ofendido a irmã de Zidane, na minha opinião, nada justificaria seu ato que, aliás, como todos sabem, foi exatamente o que fez com que Zidane fosse mais cedo pro chuveiro, não presenciando a perda do título da Copa por seus companheiros, na cobrança de pênaltis.

Sei que é complicado criticar alguém por isso e que muita gente, ao ler o que estou dizendo, pode inclusive achar que numa situação similar, não apenas eu, mas qualquer um, provavelmente perderia a razão e talvez fizesse a mesma coisa.

Mas Zidane é uma personalidade, alguém em evidência, que, inclusive, considerado um grande jogador por toda a mídia internacional, também havia anunciado sua aposentadoria e poderia ter encerrado sua carreira, como era seu desejo inicial, com chave de ouro.

Como todos também já sabem, o jogador ganhou a Bola de Ouro da Copa, sendo considerado seu melhor jogador. Mas acho, sinceramente, que faltou um pouco de ética nesta decisão. Ele merecia originalmente este título, é bem verdade. Mas, pra mim, uma agressão dessas apaga todo o brilho de um jogador, por maior que este tenha sido durante a competição. E que me perdoem todos os jornalistas que discordam de mim, mas se dependesse desse que vos escreve, Zidane nunca teria recebido esse prêmio.

Em tempo, à parte do que estou lhes dizendo, o episódio já rendeu até video-game na internet. Tem gente que não perde mesmo tempo…

Choques

Um amigo meu me mandou por e-mail algumas fotos de outdoors que foram fotografados enquanto alguém viajava pela rodovia que vai até Salinas, em Minas Gerais no Pará (obrigado pela correção, Mário).

Interessantes e bem-humorados, estes outdoors contêm frases que fazem alusão ao perigo que representa dirigir embriagado, e, para mim, representam a mais pura verdade, ainda que acabem transmitindo uma mensagem tão séria quanto esta de forma leve e descontraída, como se pode ver:

Outdoor a caminho de Salinas (MG) Outdoor a caminho de Salinas (MG)

Outdoor a caminho de Salinas (MG) Outdoor a caminho de Salinas (MG)

Mas, quer seja realmente efetivo contra a bebida ou não, o bom humor não é a única arma disponível quando se deseja realmente deixar claros os riscos da bebida ao volante. Idéia da Insurance Corporation of British Columbia, uma companhia de seguros automotivos canadense, três anúncios que estão sendo veiculados na programação televisiva daquele país desde o último dia 26 de junho estão causando choque entre seus habitantes. Um deles é este:

Em outro dos anúncios, um pedestre é atropelado por um motorista embriagado enquanto um homem pondera com o telespectador quando é que as pessoas vão tomar consciência de que beber e dirigir é errado.

O último dos comerciais, igualmente chocante, mostra que beber e dirigir pode realmente ferir alguém que você ama, pricipalmente quando esse alguém acaba sendo arremessado contra o pára-brisa do seu próprio carro.

Mas fica uma questão que quero debater com vocês: Qual das duas abordagens será mais eficiente? Ou será que na guerra contra a direção alcoolizada, tal como no amor e na guerra, vale de tudo? Vocês me digam, por favor…

Mas os meus cabelos

Essa semana mamãe e papai me levaram pra fazer meu primeiro corte de cabelo!

De cabelo novo...

Puxa vida, já estava na hora, porquê meu cabelinho já estava ficando muito comprido… afinal de contas, desde que eu nasci, exceto por algumas aparadinhas que a mamãe e a vovó deram, nunca tínhamos cortado ele.

A preocupação de papai e mamãe era que eu talvez não me comportasse no salão. É claro, eu sei que sou um bebê super ativo — com asas nos meus pézinhos, principalmente agora que cada dia mais eu tento andar sozinho — e tudo mais, só que tem hora pra tudo. E confesso a vocês que eu também estava curioso pra saber como é que ficaria meu novo penteado.

Sendo assim, alguns minutos depois que chegamos no salão, lá estava eu, com tudo pronto! Isso porquê a cabeleireira que mamãe escolheu foi o máximo! Não só cortou o meu cabelo direitinho, me deixando um bebê ainda mais lindo (e modesto) do que eu já sou, mas também me distraiu com um monte de objetos que ela normalmente usa pra fazer o trabalho dela, mas que, nas minhas mãozinhas de bebê, viraram foi brinquedo mesmo.

Agora, falem a verdade. Confiram mais uma vez o meu novo visual e me digam se não fiquei mesmo o máximo!

Cabelo novo

Odores Registrados

Quem é que nunca viu pelo menos um programa na televisão onde o protagonista, ao passar por alguma situação aromaticamente desconfortável, fosse qual fosse o motivo, disparasse a já conhecida frase, afirmando, para alívio dos telespectadores, que ainda bem que a televisão não transmitia cheiro? Confesso que, em algumas vezes, eu mesmo comemorei tal fato.

Se a televisão vai continuar assim no futuro — um aparelho que não possui a capacidade padrão de transmissão de aromas — é complicado dizer. Não é a recente — e finalizada — discussão sobre padrões de televisão de alta definição no mundo e no Brasil que determinará tal coisa. Nem espero que esse tipo de recurso esteja disponível nas próximas gerações da raça humana. Mas um grupo de engenheiros japoneses do Instituto de Tecnologia de Tóquio, pelo menos, parece estar bem próximo de dar um passo que levará a este resultado no futuro.

É que estas pessoas estão construindo um gravador de odores. A idéia parece bizarra à primeira vista, eu imagino que vocês possam estar pensando: Mas a questão é que a intenção dos pesquisadores é gravar odores tanto quanto se gravam, atualmente, vídeo e som.

Se você é daqueles que adora o perfume que a sua namorada usa ou, quando sente o cheiro de seu prato favorito, consegue reconhecê-lo mesmo a quilômetros de distância, a invenção japonesa virá bem a calhar: permitirá que, ao apontar o gravador de odores para qualquer coisa, um cheiro característico seja gravado, analisado eletronicamente e depois reproduzido através de um conjunto de ingredientes químicos atóxicos.

O que me impressiona em um sistema destes, caso venha a se concretizar um gravador de cheiros, são suas aplicações um pouco mais avançadas: As pessoas poderão comprar um perfume, por exemplo, e antes de efetivar a compra, saber de antemão que gostarão do produto. A mesma coisa, vocês podem imaginar, se aplicará a restaurantes e lanchonetes, que poderão demonstrar os aromas de cada um de seus pratos para atrair novos clientes e até mesmo fidelizá-los. E, é claro, indo um pouco mais além, também há aplicações no campo da medicina, ou no treinamento de animais como cães farejadores, por exemplo.

Em resumo, na minha opinião, o gravador de odores é mais uma dessas idéias malucas que aparecem vez por outra por aí e que a gente realmente sente vontade de que sejam levadas à cabo, pra que se possa desfrutar dos resultados. Quem sabe, aliás, um desses gravadores, quando disponível, numa versão provavelmente modificada, possa reproduzir os odores ruins do dia-a-dia — chulés, bafos e tantos outros, desagradáveis —, uma vez gravados, transformados em coisas boas, não é mesmo? Invertendo a polaridade, quem sabe…

Brincando!!

Todo mundo tem direito a se divertir, não é mesmo?

De óculos!

Bom, comigo não é diferente… Então imaginem só a minha felicidade ao ser colocado, pela mamãe, no meio de praticamente todos os brinquedos que eu tenho? É tanta coisa pra olhar, pra mexer, pra brincar, que eu sinceramente nem sei por onde começar! Me digam a verdade: Vocês também não ficariam assim?

Brincando!

Brinquedos! Eu e os brinquedos!

Brincando! Brincando!

Hora da festa!

Como o dia do meu aniversário — 16 de junho — era um dia ponte de feriado e por isso estávamos, mamãe, papai e eu todos em Ubatuba, não pude promover a minha primeira festinha de aniversário então. Mas mamãe e papai não se esqueceram, e escolheram o dia 24 de junho, logo na seq¼ência, para fazer uma super comemoração, não deixando esta data, que é tão especial pra mim e pra eles, passar em branco. Rolou inclusive a preparação de um convite, igual a este aqui:

Meu convite de aniversário de 1 aninho

Minha festinha aconteceu num lugar super bacana: Era um salão muito legal, que também tinha uma série de brinquedos, não apenas para os bebês como eu e as crianças pequenas, mas também pra muitos dos adultos que pintaram por lá. Dentre os muitos brinquedos que eu vi, sou praticamente obrigado a começar pela piscina de bolinhas, onde me senti um verdadeiro rei. Tanto que foi muito difícil me tirar de lá depois, hehehe. Mas talvez a competição seja realmente difícil de decidir, porquê eu também amei ficar brincando na cama elástica. Dêem só uma olhadinha:

Reinando entre as bolinhas Reinando entre as bolinhas

Na cama elástica!

A diversão na cama elástica foi tanta que meu papai até gravou um pequeno vídeo onde tudo ficou bem registradinho… Aliás, coitado do papai… Depois que eu entrei na cama elástica, pra sair de lá foi mesmo muito difícil. Mas ninguém pode culpar um bebê por querer se divertir bastante, ainda mais quando é seu aniversário, não é mesmo? Vejam só:

Mas de brinquedos, tinha muito mais coisa. Só pra citar: Escorregador inflável de cinco metros de altura, mini-bungee jump, carrossel e fliperama com jogos. Nesse caso, os adultos foram os que mais se divertiram: Entre as partidas de Street Fighter e de Mortal Kombat, muita gente foi mesmo atacar no Dance Dance Revolution, aquele jogo famoso onde as pessoas têm que dançar conforme a música que aparece na tela (aliás, minha mamãe é fera nesse daí). E meu papai, de tanto jogar Air Game, uma espécie de “futebol” com fichas, onde joga um contra um, ficou até com dor no braço. Também coloquei fotos desses pra vocês verem:

Dançando! Air Game

E como não pode deixar de faltar numa festinha de aniversário — que, esqueci de contar antes, no meu caso foi toda enfeitada com Mickey, Minnie e outros personagens da turminha Baby Disney —, teve o esperadíssimo Parabéns pra você, é claro! Tá certo que eu, secretamente, queria mesmo era avançar logo no bolo de chocolate que ficou ali dando sopa na minha frente, mas eu esperei acabar a cantoria pra poder me servir, e logo do primeiro pedaço!!

Parabéns! Parabéns!

Nossa… como me cansei nesse dia, vocês nem imaginam! Comi muito bolo, muito salgadinho e ganhei tantos presentes que não consigo nem fazer as contas… Mas o mais importante foi saber que tanta gente legal pintou na festinha, e isso me deixou muito, mas muito feliz. Esse dia, com certeza, vai ficar com gostinho de quero mais!

Ah, e antes que eu me esqueça, já que falei de todo mundo que estava por lá, quero mandar um beijão pra eles e agradecer de novo, e também aproveitar pra mandar beijos pro pessoal lá da Bahia — especialmente meus dindos — que eu sei que, apesar de não estar presente por aqui, lembrou de mim e pediu a Papai do Céu que me proteja sempre, tanto quanto eu peço que lhes proteja também…!! Até a próxima, pessoal!

Google Spreadsheets

E não é que depois de uma curtíssima espera — apenas 1 dia, na verdade —, consegui colocar as mãos no que eu queria? Um convite para testar o Google Spreadsheets, a nova planilha eletrônica do Google, desenvolvida totalmente com tecnologia AJAX.

No último dia 7, apenas um dia depois do meu pedido, lá estava ele no meu inbox. E agora que pude brincar em primeira mão com a aplicação, vou lhes contar por aqui como foi a minha experiência. Continuar lendo

Surpresa no meu primeiro aninho!

Lembram que há bem pouco tempo eu comentava com vocês que faltava apenas 1 mês pra que eu completasse um aninho de vida? Pois bem, como os adultos costumam dizer, tem vezes em que o tempo passa muito, mas muito rápido mesmo! Vejam só! Eu já fiz um aninho! E nada melhor pra comemorar esse meu aniversário do que uma passadinha pela praia!

Isso mesmo! Acontece que meu aniversário caiu bem no meio do feriado de Corpus Christi, e isso deu ao papai e   mamãe uma ótima oportunidade de fazer uma visitinha rápida a Ubatuba, onde eu já estive algumas vezes. Mas tenho que confessar a vocês que esta foi a vez em que eu mais aproveitei. E não foi apenas por causa do tempo bonito que fez enquanto estávamos lá, mas sim por pelo menos dois acontecimentos muito interessantes:

Quando papai e mamãe me levaram na praia, quis andar na areia. Isso porquê, como já contei pra vocês outro dia, meu “programa intensivo” pra andar o mais breve possível ainda estava em prática, e nada melhor pra mim do que sentir a areia da praia nos meus pézinhos… Andei um pouco com a mamãe e o papai me dando as mãos, mas me senti cada vez mais firme e em condições de tentar arriscar alguma coisa sozinho. Quem sabe, né? Por ora, eles me compraram um baldinho e pazinhas para brincar na areia! Gente… Vocês precisavam ver a minha carinha de felicidade ao poder sentar e escavar com a pazinha, jogar água de dentro do baldinho e até mesmo construir meu primeiro castelo de areia com a ajuda da mamãe e do papai!! Foi tão legal, mas tão legal mesmo, que até coloquei algumas fotos pra vocês verem:

Brincando na areia

Brincando na areia

Brincando na areia

Nesse mesmo feriado, e pra fechar o meu aniversário com chave de ouro, dei meus primeiros passinhos sozinho!! Isso aconteceu na casa de praia do meu vovô Fernando, onde tem uma escadinha que separa a sala de estar da sala de jantar: A primeira coisa que eu fiz pra começar a andar sozinho foi subir essa escada algumas vezes… Mamãe e papai ficaram um pouco assustados, mas me viram com certeza dar muita risada subindo os degraus um por um, apoiado nos meus joelhos. Ajoelhado em um degrau como eu estava, era fácil alcançar o próximo…!

Daí veio o grande acontecimento da noite: Ao estar apoiado em meu papai, soltei da mãozinha dele e dei uma meia dúzia de passinhos, e foi quando eu cobri a distância entre a porta da casa do vovô e o sofá da sala sozinho, sem a ajuda de ninguém!! À partir daí, meu feito mereceu aplausos e comemorações, e todos curtiram muito a novidade, é claro!! Mamãe, esperta como sempre, conseguiu registrar esse momento através de um videozinho que ela gravou, vejam só:

[coolplayer width=”480″ height=”380″ autoplay=”0″ loop=”0″ charset=”utf-8″ download=”0″ mediatype=””] Xande andando na praia
[/coolplayer]

E pra terminar esse meu agitado dia, em que completei um aninho de vida, vovó Helena ainda fez um bolo de aniversário rapidinho, só pra marcar a data. Todos se reuniram em volta da mesa da copa e então cantaram Parabéns pra você pra mim. Eu adorei, é claro. E no final ainda comi uns belos pedaços de bolo. E é claro, mamãe e papai tiraram mais fotos no final, pra que isso também ficasse registrado:

O bolo improvisado do Xandinho

Minha mamãe e eu

Com tantas recordações assim em um único dia, fica muito divertido fazer aniversário. O tempo vai continuar passando rápido e, enquanto isso, esse bebê que vos escreve continuará crescendo… E mais aniversários, comemorações e boas lembranças virão. Por enquanto, deixo vocês com um beijo enorme do Xandinho!! E até a próxima!

Descobertas Musicais

Vez por outra, ainda que a popularidade crescente do del.icio.us o torne desinteressante, ainda é possível encontrarmos através do serviço de bookmarks alguma coisa que valha à pena ser citada. Uma dessas coisas, baseada num conceito muito, mas muito simples, é o Musicovery.

Ao acessar o Musicovery, o internauta se depara com um site cujo fundo é quase que inteiramente branco, à exceção de uma interface à esquerda, que chega a lembrar, por sinal, o painel de um iPod. Neste painel, listados um após o outro, estão diversos estilos de música que podem ser selecionados: Com apenas um clique, então, qualquer um pode em segundos ouvir suas músicas favoritas, sejam elas rap, reggae, música eletrônica, jazz, rock ou dance, entre outras.

Duas coisas me chamam a atenção em meio a esta simplicidade toda: Ao clicar sobre um estilo, nos é apresentado uma espécie de mapa musical, onde cada música ouvida nos leva, em seguida, à outra. Você também é livre para clicar em qualquer música que vir no mapa, usando para navegação o seu mouse e as barras de rolagem da janela, é verdade. Assim sendo, pode tanto aceitar as sugestões baseadas no estilo, quanto montar sua própria seleção.

A segunda coisa que me chamou a atenção foi o chamado ambience, ou seja, o meio musical desejado: Ao movimentar o seletor horizontalmente, com o mouse, entre dark e positif as músicas reproduzidas obedecem a tal critério, sendo mais sombrias ou mais alegres/positivas. Também se pode usar o seletor na vertical e escolher algo entre energique e calme, ou seja, o serviço se ajusta ao seu humor do momento.

Eu sei que há diversos serviços on-line que já se prestam a servirem como verdadeiras jukeboxes. No entanto, o conceito por trás do Musicovery é o que mais vale: Simplicidade. Completa ao notarmos, aliás, os controles que complementam sua interface: Usuários de todos os gostos adorarão poder escolher a época em que as músicas que escolherem fizeram sucesso, bem como se elas eram sucessos ou músicas pouco menos conhecidas. De qualquer forma, ainda que não se torne um de seus favoritos, recomendo pelo menos uma visitinha ao site deles.

Matadores de Velhinhas

Se você gosta de dar umas boas risadas sem compromisso numa sexta-feira a noite, e, ainda por cima, que elas venham acompanhadas de pitadas de humor negro, então Matadores de Velhinhas (The Ladykillers, 2004) é feito especialmente pra você.

O filme, que começa — é verdade — de maneira um pouco atrapalhada, tem duas personagens principais: A primeira delas é Marva Munson (Irma P. Hall), uma senhora que mora sozinha em casa com seu gato, Pickles, após a morte de seu amado marido há 20 anos atrás. A senhora Munson é uma mulher direita e honesta, freq¼enta a igreja regularmente e encara a religião de maneira muito fervorosa, colocando-a acima de tudo.

A segunda personagem, interpretada por Tom Hanks, é o Professor G.H. Dorr, homem que se apresenta à Marva como um professor licenciado que faz parte de um grupo que toca música de igreja. Em seguida, pede à senhora que permita que ele alugue um quarto que ela tem a oferecer, segundo uma placa na frente da casa dela. Obviamente, encantada com o professor e suas excelentes maneiras, é o que ela faz, também concordando com um segundo pedido, o de que ela deixe que ele e seus rapazes utilizem o porão da casa para ensaiarem — segundo ele, para que o barulho não a incomode muito.

Mas o Professor e seu grupo de música evangélica logo se revelam, na verdade, uma quadrilha de assaltantes que tem intenção de roubar o cassino da cidade: Para isso, pensam em cavar um túnel subterrâneo que vai da casa de Marva até o cofre do lugar. A princípio, tudo parece funcionar bem. Mas a sorte de todos sofre uma reviravolta quando a simpática senhora descobre as verdadeiras intenções dos bandidos. Com este obstáculo imprevisto em suas vidas, eles precisam se concentrar não apenas em obter o dinheiro, mas numa forma de matar a mulher, antes que ela acabe dando com a língua nos dentes.

Confesso que achei que não fosse gostar do filme. Como já disse, o início, onde os personagens vão sendo apresentados, é meio confuso e demora um pouco até que saibamos a que foi que os irmãos Ethan e Joel Coen vieram. Mas com o desenrolar da trama, Hanks, em uma atuação brilhante, e Irma, que descobri que se tornou atriz por acaso, levam o filme nas costas. Principalmente depois que o assassinato da severa mas carismática dona da casa não se revela lá uma coisa muito fácil de fazer… A diversão, acredito eu, é garantida.

Coisa de James Bond?

Que a imaginação de Ian Fleming trouxe à tona para auxiliar o agente-secreto mais famoso do mundo os dispositivos mais sofisticados, as armas mais modernas e os veículos dos sonhos de muito marmanjo por aí, isso não é novidade. Afinal, quem acompanha James Bond, seja desde sua criação, em 1953, ou não, sabe bem que essas coisas são bem típicas de filmes de espião. Mas imagine agentes especiais de elite do SAS, o Special Air Service britânico, pessoas de carne e osso a serviço de Sua Majestade, usando em seu dia-a-dia um equipamento que só podia ter saído de uma das histórias dele e a coisa se torna completamente diferente.

Qualquer soldado, e nesta categoria incluem-se os agentes de elite britânicos, precisa ficar oculto quando é enviado em uma missão onde será necessário pousar atrás das linhas de fogo inimigas, correto? Mais do que uma questão crucial para garantir o sucesso de sua missão, trata-se, em primeiro lugar, de uma necessidade básica, a de garantir sua sobrevivência em território hostil.

Ao invés de usar os já velhos conhecidos pára-quedas, as forças de elite britânicas passarão a contar em breve com asas especiais, feitas de fibra de carbono, que lhes permitirão pular de aviões a grandes altitudes e então planar 120 milhas — cerca de 193km — antes de pousarem em seu destino verdadeiro. Desenvolvidas especialmente para a SAS por uma empresa alemã chamada ESG e chamadas de mono-wings, as asas tornarão cada soldado em missão virtualmente invisível, já que seu avião não precisará estar voando nas proximidades do local em vista para que ele salte.

Munidas com suprimento de oxigêncio, estabilizadores e sistemas de auxílio a navegação, ainda assim o fabricante diz que as mono-wings são extremamente leves, mesmo que munição, comida ou água complementem a carga que pode ser levada por cada ocupante do veículo. Uma vez que se aproxime do solo, bastará que o soldado puxe o pára-quedas da asa e aterrise normalmente. O que não está claro, no entanto, é como fazer para ocultar a asa, que tem 1,83m de envergadura total. Os pára-quedistas normalmente enterram seus pára-quedas quando caem no alvo. Já com a asa, não é possível fazer isso, não é mesmo?

Sabendo que muito em breve poderemos estar às voltas com verdadeiros soldados voadores, uma coisa muito mais futurista me vêm à cabeça: Quem sabe a aplicação de tal invento não seja apenas militar? Quem sabe, daqui a alguns anos, como já aconteceu com diversas outras iniciativas militares, as mono-wings possam se tornar uma cena comum também comercialmente… Assim, numa sexta-feira à tarde, voltando pra casa cansado do trabalho e avistando um engarrafamento pela frente, tudo o que tenhamos que fazer será simplesmente estacionar o carro e sair voando até nossas casas…

Escritórios On-line

Os que me acompanham há mais tempo provavelmente se lembrem de quando eu comentei sobre um editor de textos chamado Writely, 100% desenvolvido com a utilização de tecnologia AJAX. Com características que o faziam similar a um Wiki — site colaborativo onde todos podem contribuir com conteúdo —, outro grande diferencial da ferramenta era que, além de ser totalmente on-line, ainda permitia a seus usuários que importassem conteúdo do Word, da Microsoft, além de salvá-lo de volta em suas próprias áreas de trabalho.

Mais do que isso, chamou a atenção por ser uma das prim eiras iniciativas rumo ao que podemos chamar de web office, uma tendência pela qual os aplicativos comuns de utilização em nossos trabalhos e escritórios — como planilhas eletrônicas, softwares geradores de apresentações corporativas e, é claro, os processadores como o Writely — passarão, algum dia, a ser 100% acessíveis através dos nossos navegadores favoritos, em meio a sessões de navegação na Internet.

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E viva as figurinhas!

Quando a Copa do Mundo de 1990 terminou na Itália, a minha tristeza não foi apenas devido ao ocorrido em Turim, naquele fatídico 24 de junho em que a Argentina — tinha que ser ela? — nos derrotou por 1 a 0 durante as oitavas-de-final, com um gol de Claudio Caniggia, me fazendo – — e a milhões de brasileiros ansiosos — ter que esperar mais quatro anos até ver o Brasil finalmente se sagrar tetra-campeão do mundo. Foi uma tristeza causada também pelo fato de eu nunca mais ter conseguido completar o meu álbum de figurinhas da Copa, editado já naquela época pela Panini, que, na minha opinião, prima pela qualidade de seus livros ilustrados. Na época me lembro de ter ficado bastante desapontado com os cromos que me faltaram e, embora soubesse que poderia ter pedido as figurinhas ausentes diretamente à editora, acabei não fazendo isso. O tempo passou e acabei me esquecendo dessa história.

Até agora. Este ano é ano de Copa do Mundo novamente, começando no próximo dia 9 de junho, e, com ela, um novo álbum, também este da Panini, chegou às bancas de todo o país. Pode ser que seja apenas uma impressão da minha parte, mas, desde a última vez em que fiz uma coleção de figurinhas — e a última vez foi justamente em 1990 — que não vejo um simples livro virar uma febre tão grande entre pessoas que eu conheço. Pense e veja se o seu caso se parece com o meu. Amigos. Vizinhos. Colegas de trabalho. Alguém muito perto de você provavelmente está revivendo — ou pensa em reviver — o hábito saudável e divertido de colecionar figurinhas, desta vez da Copa do Mundo de 2006. Só no Brasil, o álbum, que foi lançado mundialmente, já tem 3,5 milhões de unidades distribuídas, além de 45 milhões de envelopes, que vêm com 5 figurinhas cada. E várias destas unidades estão nas mãos de amigos meus. Uns tomaram a iniciativa por conta própria, enquanto outros, após caçoarem bastante do hábito, acabaram também se rendendo ao vício posteriormente.

Mas o mais interessante é aliar tecnologia a uma coisa tão simples quanto a coleção de um álbum. Quem imaginaria uma comunidade do Orkut para promover a troca de cromos e para eleger aquelas figurinhas mais difíceis? Mas ela existe. E de acordo com uma reportagem da revista Época, classifica os brasileiros Robinho e Kaká, o italiano Totti, o português Cristiano Ronaldo e os ingleses David Beckham e Michael Owen como quase impossíveis de aparecerem nos envelopes. Os editores do álbum, no entanto, dizem que não há figurinhas difíceis:

(…) todas as 596 são impressas em 3 folhas de papel autocolante com 200 cromos cada, ou seja, ainda sobram quatro repetidas. Depois disso, todas são embaladas automaticamente e distribuídas na mesma proporção.

Mesmo assim, em outra reportagem que li, desta vez no Último Segundo, a polêmica continua: Cromos do Brasil, Holanda, Estados Unidos e Itália seriam impressos em menor número, o que coloca apenas mais lenha na fogueira e anima os colecionadores, sejam eles de primeira viagem ou não, a comprarem mais envelopes, numa corrida louca pra saber quem completará o álbum primeiro.

Eu, que não ia colecionar figurinhas desta vez, sou um dos que não ag¼entou, e devo passar também eu a comprar minhas figurinhas. Um amigo meu deve me dar um álbum que ganhou e não vai usar. Com vários amigos já há muitos cromos na minha frente, talvez seja mais fácil trocar figurinhas repetidas. Na era da Internet, no entanto, um último recurso pode até ser empregado se o álbum não ficar completo: No Mercado Livre já tem gente vendendo álbuns completos da Copa deste ano por ofertas que giram em torno de R$ 100,00. Mas enquanto muita gente pode até se sentir tentada em vender sua coleção pessoal, após completá-la, acredito que os verdadeiros aficcionados por figurinhas nunca fariam isso. Ou será que fariam?

O que o Google quer com sua carteira

É verdade que está acontecendo bem timidamente, talvez devido à minha indisponibilidade de tempo nos últimos meses. Mas, talvez em parte motivado pela troca de tema que promovi no site, resolvi investir novamente na colocação de anúncios do Google no blog, visto que, apesar de não estar ativo há tempos, continuo sendo filiado a seu programa de publicidade, o AdSense. à parte do retorno financeiro que eu possa vir a ter com a exibição de propaganda, uma coisa é certa: Comprar através da internet continua sendo uma barreira altamente intransponível para muita gente que eu conheço.

Há muito mais de um amigo meu que prefere apelar para o bom e velho boleto bancário como forma de ratificar uma compra feita on-line. Medo? Insegurança? Talvez uma mistura de ambos, mas o fato é que não se pode discutir preferências pessoais. Ou você paga suas compras através de uma impressão de boleto, ou confia nos sites das lojas, que podem ser auditados através de diversos serviços on-line, por sinal. Mas talvez também seja igualmente interessante confiar em serviços como o PayPal — empresa fundada em 1998 e posteriormente adquirida pelo eBay —, que permitem o envio e recebimento de dinheiro on-line, evitando o uso de métodos mais convencionais de pagamento, como os cheques ou ordens de pagamento.

É verdade que você precisa ter um cartão de débito e/ou crédito para que possa abrir uma conta no PayPal, além de ter mais de 16 anos de idade. Mas isto não impede o serviço de conquistar cada vez mais usuários a cada dia que passa, já que se torna uma forma cada vez mais popular de compra e venda em sites de leilões, serviços e pequenos comerciantes. Vejam o Flickr, por exemplo. As assinaturas do serviço, comandado há certo tempo pelo Yahoo!, podem ser feitas e renovadas através desta opção.

Seja pela popularidade do PayPal, seja por se sentirem inseguros com o serviço, o boato corre solto, e parece que uma certa empresa californiana localizada em Mountain View está de olhos bem atentos. Centrado — devo ainda dizer — no negócio de busca e na venda de anúncios a partir do conteúdo que seus robôs indexam, o Google, mais uma vez ele, parece estar agora concentrado em lançar seu próprio sistema de pagamentos on-line.

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A Capa da Invisibilidade

Muitas vezes, quando Harry Potter anda pela Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, faz isso munido por um presente muito especial que herdou de seu pai: Sua capa da invisibilidade. Com ela, não apenas Harry, mas também seus amigos Rony e Hermione, podem explorar os mais diversos lugares, sejam eles dentro ou fora do castelo da escola. É verdade que nos últimos tempos — ou livros —, os três já não cabem mais juntos debaixo da capa, visto que, como qualquer criança entrando na adolescência, se tornam cada dia maiores. Mas isso não impede que tanto crianças quanto adultos sonhem em, um dia, também eles, possuírem uma capa igual à da série do menino-bruxo escrita por J.K.Rowling.

Esta capa por sinal, deve ser realmente feita de algum material mágico. Eu, que passei por todos os livros da série até agora e que, como muita gente por aí, mal posso esperar pelo derradeiro livro, aquele em que, imagino eu, todas as respostas pendentes serão fornecidas, não me lembro de ter lido qualquer referência a respeito dos componentes do tecido da capa de invisibilidade de Harry Potter. Mas há cientistas por aí, particularmente os que trabalham na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que dizem que sabem como reproduzi-lo. Só que, ao invés de mágica, usariam um novo tipo de componente, os chamados metamateriais.

O chefe da pesquisa, Nader Engheta, um professor de engenharia elétrica e de sistemas da universidade, propõe o uso de metamateriais porquê estes poderiam ser ajustados de forma a refletir qualquer radiação eletromagnética — seja ela composta por ondas de rádio ou luz visível — em qualquer direção. Um tecido feito com estes materiais, desde que desenvolvido em escala submicroscópica, não refletiria a luz, nem formaria sombras. Seria, portanto, virtualmente invisível.

A pesquisa, que foi financiada pelo Pentágono, ainda não conseguiu desenvolver uma capa feita com metamateriais, já que ainda procura mais investidores. Pelo que eu pude ler, no entanto, dentro de cerca de 18 meses, as primeiras versões de capas como esta, capazes de refletir microondas, devem estar disponíveis. A princípio chega a ser de duvidar, mas quem sabe um dia, principalmente se for um daqueles em que a gente deseja sumir do mapa, possamos simplesmente nos cobrir com a capa da invisibilidade e sair de cena…