DDR ao Extremo

Um grupo de pessoas se reuniu na Califórnia neste último final de semana para jogar Dance Dance Immolation, uma versão do famoso game dançante Dance Dance Revolution onde se usa, nada mais, nada menos, do que lança-chamas:

ddi.jpg

Basicamente, o jogo funciona assim: Se você estiver dançando bem, programas de computador especialmente preparados atirarão grandes chamas criadas a partir de gás propano para o ar. Já se você estiver dançando mal, os mesmos programas apontarão diretamente para o seu rosto.

Dá pra encarar?

Canudinho…

copo_canudo.jpgHoje papai, mamãe e eu fomos passear no shopping. Chegando lá, depois de andar um pouco, resolvemos tomar lanche no McDonald’s. Foi aí que aprontei mais uma das minhas surpresas pros dois: Enquanto estávamos todos comendo — e eu, atacando as batatas fritas —, desci da minha cadeira e fui do lado do papai, que estava tomando suco de maracujá, pra pedir pra ele me dar um pouquinho.

Como eu normalmente não faço isso, mamãe e papai ficaram bastante surpresos. Papai, então, resolveu experimentar me dar suco pelo canudinho. Primeiro, ele me explicou como fazer pra tomar o suco desse jeito: Era pra puxar o suco pra mim. A primeira tentativa não deu certo, e tudo o que eu consegui fazer foram bolhinhas no suco. Mas logo da segunda vez, SURPRESA!!! Consegui tomar! E detalhe: Gostei tanto, que pedi mais, e passei a só querer tomar as coisas desse jeito!

Mamãe e papai ficaram super felizes, porquê nem de longe eles imaginaram que eu ia conseguir tomar suco pelo canudinho tão rápido (afinal, foi mesmo uma coisa assim, de uma hora pra outra). Mamãe só ficou um pouquinho triste, porquê na hora nem ela, nem o papai, estavam com uma câmera pra poder bater uma foto minha. Mas é claro que não vão faltar oportunidades, né? 😉

Hello, KDE!

Este fim de semana passei   ver minha instalação de Ubuntu com outros olhos: Na verdade, olhos de KDE. Embora o GNOME seja o gerenciador de janelas padrão da distribuição, saiba que, como um dos principais pontos fortes de sistemas opensource, você tem uma escolha, até mesmo com relação   interface que deseja usar para operar seu sistema.

Como sei que a discussão GNOME x KDE é tão profunda quanto “Palmeiras ou Corínthians?”, vou logo avisando que minha escolha foi motivada por preferência pessoal, ou seja, a meu ver, não importa o quanto você procure prós e contras de cada um dos dois ambientes: Ambos são muito sofisticados   sua maneira, e sempre haverá bastante lenha para se jogar na fogueira. Digamos que eu vinha namorando o KDE há bastante tempo, só isso, e resolvi dar um passo além na relação.

De qualquer forma, o que vou mostrar aqui é como fazer para instalar o KDE, sendo que o mais importante é deixar claro que KDE e GNOME continuarão a conviver lado-a-lado na mesma instalação Ubuntu, e que este procedimento apenas fará com que você consiga aproveitar o melhor dos dois mundos. Optar por um deles mais tarde é simples e você poderá fazê-lo, mas, no momento, o que quero provocar é a oportunidade de experimentação.

Assim como o GNOME, o KDE também é composto de vários pacotes. Vamos adicionar tais pacotes   sua instalação atual. E neste ponto, aliás, quero dividir três pensamentos com vocês:

  1. O Kubuntu faz parte do projeto Ubuntu: Não se trata de um mesh-up. Assim como está discriminado no FAQ do site, trata-se da primeira distribuição derivada do primeiro, sendo baseada neste sistema, e justamente nos pacotes KDE;
  2. Ao término deste procedimento, suas aplicações GNOME continuarão disponíveis para uso, além de muitas que são específicas do ambiente KDE. Apesar disso, muita coisa que acompanha a instalação do Kubuntu não será instalada. Por este motivo, se o que você está procurando é uma experiência mais aprofundada, talvez queira baixar uma imagem ISO do Kubuntu e começar do zero. Senão, vamos em frente.
  3. Uma coisa que aprendi a duras penas foi que, se você quer ter uma experiência plena com qualquer distribuição Linux, deve deixar espaço livre suficiente para isso em seu computador. Em meu HD de 250Gb, por exemplo, 50 deles são exclusivos para o sistema Ubuntu. Os pacotes a serem instalados podem ocupar até 500mb adicionais de espaço em disco, dependendo do caso.

Isto tudo dito, abra uma janela de terminal e digite o seguinte:

sudo apt-get install kubuntu-desktop

Agora, sente e relaxe. O processo pode levar bastante tempo para ser concluído. Durante a sua execução, aliás, em algum momento você será questionado sobre qual gerenciador de exibição deseja utilizar como padrão, GDM ou KDM. Para não complicar muito, basta saber que estas duas aplicações afetarão a maneira como sua tela de logon ao sistema aparecerá. É desta tela que você poderá escolher entre GNOME e KDE. Para manter as coisas o mais próximo possível da instalação original do Ubuntu, pode-se optar pelo GDM. Caso você queira que inclusive a inicialização do sistema se pareça mais com o novo ambiente, escolha o KDM.

Falando em inicialização, é bom saber que as famosas splash screens de abertura e encerramento do Ubuntu serão substituídas pelas telas azuis do Kubuntu logo que o sistema for reinicializado. Este será o novo padrão:

kubuntu_splash.jpg

Como estamos falando pura e simplesmente de adicionar o KDE ao sistema para experimentá-lo, pode ser que alguém se incomode com esta tela. Mas novamente não é preciso entrar em pânico, pois, para restaurar os splashs originais do Ubuntu, basta digitar, também em uma janela do terminal, o seguinte comando:

sudo update-alternatives --config usplash-artwork.so

Se tudo correr bem, as telas estarão normais após um novo reinício do sistema. O mais importante é o aspecto principal deste artigo: Se os passos foram seguidos corretamente, você agora terá,   sua disposição, um novo ambiente de gerenciamento para utilização. Você pode dar uma olhada em como ele se parece no próprio site oficial do KDE.

No mais, estamos prontos: Agora é só aproveitar o KDE!

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Bola de Sabão

Acrescentei mais um sucesso   minha coleção de músicas!! Hoje pela manhã, enquanto estávamos passeando de carro, papai colocou um sonzinho pra gente ir ouvindo no caminho. Uma das músicas que tocaram foi Bola de Sabão, do Babado Novo. Na hora em que essa música tocou no carro, mamãe reparou que eu cantava um pedacinho ou outro: Era porquê minha memória já estava registrando tudo, aliás, como sempre.

Mais tarde, logo depois do almoço, mamãe, vovó Helena e papai estavam conversando perto de mim, quando, sem mais nem menos — sem avisar mesmo, pra pegar todo mundo de surpresa —, eu cantei um verso inteirinho da música, sem interrupção!! Logo depois que eu acabei de cantar, percebi que estavam todos olhando pra mim, encantados com mais uma das minhas proezas!

Quando voltamos pra casa, mamãe tratou de tentar me filmar cantando, pra registrar o momento. Vejam só o que ela conseguiu:

[coolplayer width=”480″ height=”380″ autoplay=”0″ loop=”0″ charset=”utf-8″ download=”0″ mediatype=””] Cantando Bola de Sabão
[/coolplayer]

Apesar de ter ficado um pouco sem jeito, acho que eu botei pra quebrar. É como eu disse: Podem se preparar, que logo logo esse menino que aqui escreve vai estar fazendo um show atrás do outro numa localidade bem perto de você! 🙂

Google Gears: Offline é o novo online

E foi lançado esta semana mais um dos produtos Google: Trata-se do Google Gears, inicialmente disponibilizado em versão beta e apenas indicado para desenvolvedores. Segundo apurei, a novidade permitirá resolver uma das maiores preocupações de usuários de aplicações web: Como fazer para que os dados que eu armazeno online estejam disponíveis quando a conexão com a Internet que tenho é sofrível, ou mesmo inexistente?

A ferramenta, quando estiver disponível para usuários finais em ambientes produtivos, funcionará através de um plugin de navegadores como o Firefox, que permitirá   aplicativos web funcionarem offline através de interfaces de programação (APIs) em JavaScript. Do site da ferramenta, descobre-se que tipo de estrutura será disponibilizada:

  • Um servidor local que armazenará e disponibilizará os recursos da aplicação a ser utilizada (como HTML, JavaScript, imagens, etc.) sem que seja necessário contactar um servidor online;
  • Um banco de dados, para armazenamento e acesso de dados diretamente a partir do navegador que estiver em uso e;
  • Um pool de processos, para otimizar o tempo de resposta das aplicações web, através da realização de operações mais pesadas em background.

Meu comentário: Trata-se, a meu ver, de uma manobra muito agressiva do Google. Além de, com a flexibilidade que usuários comuns terão de trabalharem suas informações em qualquer lugar — online ou offline — abrirem portas para sua própria suíte de aplicativos de produtividade, disponibilizar o serviço para desenvolvedores fará com que possam ser agregadas melhorias que tornarão a coisa ainda mais atraente ao usuário final.

No momento, serviços como o Google Reader, já estão sendo disponibilizados em versões offline através do Gears e já há um acordo com a Adobe Systems para utilização do serviço em seus aplicativos. Com serviços de calendário, e-mail, processadores de texto e planilhas seguindo este rastro, pode ser que, afinal de contas, os aplicativos desktop comecem a se tornar coisas do passado.

Quando pendurar a conta não vale a pena

Limeira — O comerciante Dogival Bezerra de Oliveira, 50 anos, e o motorista Igor Vieira Camargo, 26 anos, moradores de Limeira, interior de São Paulo, sentiram-se milionários por alguns momentos para depois se decepcionarem com a atitude de um grupo até então considerado de amigos fiéis.A dupla foi excluída do rateio do prêmio da Mega Sena concurso 869, acumulado em RS 16,19 milhões, que saiu nesta semana para os apostadores da cidade. Oliveira e Camargo não teriam pago suas respectivas partes no bolão até a data do sorteio (fonte).

Agora pensem comigo: O grupo ganhador era formado originalmente por 16 pessoas. O bolão, formado por 66 jogos, custou R$ 100, que, divididos em partes iguais, originou um investimento de apenas R$ 7,15 para cada um — dinheiro de pinga, que, aliás, podia ser comprada no próprio bar freq¼entado pelos apostadores, uma vez que o dono do bar era o organizador do bolão. Agora os dois caloteiros estão fora de um rendimento que hoje, na poupança simples, seria de R$ 7 mil por mês.

Moral da história: Da próxima vez que te pedirem para pagar o bolão da empresa, ou entre amigos, tire o dinheiro do bolso.

A sedução do microblogging

Eu não sei quanto a vocês, mas além de todos os bons amigos que tenho on-line, também tenho dezenas de amigos com quem trabalho ou me relaciono mais diretamente que acessam este humilde site, nem que seja para obter notícias minhas. Já disse várias vezes antes o quanto eu acho que esta é uma das coisas mais gratificantes de se ter um blog: A pura e simples possibilidade de manter contato.

Destas dezenas de amigos, praticamente todos já ouviram de mim o mesmo convite, após um elogio sobre uma ou outra coisa que escrevo: “Tenta fazer um blog também, vai ser muito legal!“. No entanto, apenas 0,0000001% — se é que tudo isso, mesmo — destas pessoas já chegaram a tentar começar algo similar. Normalmente, eu ouço:

— Puxa, Daniel… É que eu não levo jeito pra escrever…

— Sabe o que é, cara? Eu não tenho tempo pra fazer um blog!

— Seria legal, se eu acessasse a internet mais freq¼ência…

Vejam que todas estas são justificativas que eu considero válidas, e que o número de razões que existem para que alguém não escreva um blog é tão grande quanto o número de motivos que existem para começar a escrever um. No entanto, percebi, nos últimos tempos, que pelo menos um tipo de blog está se tornando alvo do interesse entre meus amigos: Trata-se do microblog.

Tudo o que existe para se entender a respeito de microblogging pode ser explicado neste único parágrafo: Trata-se de uma espécie de blog em miniatura, onde os autores escrevem principalmente suas citações e pensamentos, mas em alguns casos também incluem links interessantes, fotos e vídeos. Normalmente, os posts são extremamente curtos, com até 140 caracteres de comprimento máximo.

danielsantos_jaiku.png


Enquanto se parece com os miniposts ou asides de um blog comum, a similaridade dos microblogs com as mensagens SMS dos celulares parece ser um dos fatores que mais arrebanham simpatizantes. Afinal de contas, não existe nada mais simples do que pegar seu celular e escrever meia dúzia de palavras para um amigo ou familiar próximo, e este parece ser o item que mais faz brilhar os olhos de alguns amigos meus que se renderam   prática.

Existem pelo menos dois serviços de microblogging que se destacam atualmente na grande rede: Um deles é o Twitter, criado em outubro de 2006 por uma empresa de São Francisco, Califórnia, chamada Obvious Corp. O outro é o Jaiku, que, embora esteja só agora ganhando maior projeção entre os internautas, foi fundado pelos finlandeses Jyri Engestr¶m e Petteri Kopone alguns meses antes de seu concorrente, em julho de 2006.

Ambos os serviços têm muito em comum — como a possibilidade de enviar posts através do celular em alguns países —, mas acredito que o fator social networking, em que você pode montar uma rede de amigos que têm interesse direto em ler suas atualizações on-line e comentá-las, se for o caso, é o mais interessante: Pela primeira vez em minha vida, comentando os microblogs com amigos, chamei os serviços que citei acima de Orkuts que, finalmente, têm uma finalidade muito interessante.

A liberdade associada a um microblog é muito grande: No meu microblog pessoal, por exemplo, comento com amigos sobre coisas de que gosto ou não, pequenos comportamentos que observo no dia-a-dia, séries e, é claro, também rebato os comentários deles.

Percebam que eu escolhi o Jaiku para minha aventura em microblogging, porquê ele — ao contrário do que observei no Twitter, embora este seja mais popular na internet —-me permite acrescentar comentários aos miniposts de meus contatos — e aos meus próprios —, além de abrir a possibilidade de integrar qualquer tipo de feed RSS, variando das minhas fotos do Flickr, de meus favoritos do del.icio.us e de meu próprio blog aos últimos comentários que fiz nos blogs que visito ao meu próprio poststream, tornando-o um verdadeiro registro de minhas últimas atividades on-line.

Na velha linha dos blogs, comenta quem quer, me adiciona aos favoritos e, neste caso,   sua própria apenas quem quer. Eu até coloquei na barra lateral do blog as últimas entradas que aparecem por lá. Dada a empolgação que meus amigos têm demonstrado com a coisa, a única conclusão que posso lhes deixar é óbvia: Se vocês ainda não experimentaram a coisa, dêem uma chance   ela. E depois, vamos combinar, me digam se é ou não é viciante.

Entender de Gente

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.

Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.

Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho com tinta nanquim.

Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.

Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de “paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino“. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.

Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena? O Raul. E como é que o Raul tinha conseguido chegar  quela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito.

O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito. Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.

Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava.

Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer. Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável: ele entendia de gente. Entendia tanto que não se preocupava em ficar   sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.

E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: “Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo“. Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio.

Max Gehringer

O quanto se pode ficar on-line?

Meu amigo Neto Cury, dia desses, comentou a respeito do privilégio que muita gente tem ao conseguir navegar na internet no trabalho, ainda que sites como o Orkut e serviços como o MSN Messenger sejam bloqueados o tempo inteiro. As pessoas que têm tal privilégio — e, realmente, é um privilégio — realmente não devem ter do que reclamar. No entanto, algo me diz que mesmo neste caso o cerco tem se fechado cada dia mais.

No trabalho, assim como em minha casa, há um incontável número de sites de notícias, serviços, weblogs e fotologs que eu acesso diariamente. Procuro fazer estes acessos logo pela manhã, antes do início do expediente, ou na hora do almoço, pois entendo que são os horários mais apropriados para tal navegação. Não acho que ler um post de weblog ou visualizar imagens do Flickr — só para dar exemplos simples — possam ser consideradas atividades nocivas   produtividade, pois muitas pessoas acessam diariamente artigos de jornais on-line que contam com textos e fotos que são livremente consumidos por elas.

No entanto, dada aquela máxima de que as empresas nunca pensam exatamente alinhadas com seus funcionários, reparei nos últimos dias, entre outros sintomas, que (a) o acesso  s fotos do Flickr foi negado — o site está abrindo, mas as fotos, não, (b) o acesso a serviços de microblogging como o Twitter foi bloqueado e (c) diversos blogs que leio quase que diariamente também o foram. O fato é que naquela linha do manda quem pode, obedece quem tem juízo, parece ser hora de dar uma maneirada na diversidade de acessos.

Use o Google para encontrar MP3 e outros bichos

Qual software você usa quando sai em busca de arquivos MP3? Azureus? Limewire? Não importa. Você sabia que aquele que tudo sabe também pode ser um ótimo aliado na hora de procurar músicas e outros tipos de mídia? Eu, da minha parte, sempre ouvi falar sobre isso, mas considerava a coisa toda uma verdadeira lenda.

Até o momento em que vi que, na prática, que a teoria era funcional. Abrindo o navegador no Google, basta que você utilize um de seus operadores — intitle: — em conjunto com uma mini-expressão regular e você terá milhares de resultados   sua disposição, num piscar de olhos. Digamos que, em homenagem a um amigo pra quem mostrei a técnica hoje cedo, estejamos procurando músicas ou vídeos do GreenDay. Basta que digitemos, seguido de ENTER:

intitle:"index.of" (mp3|mp4) Green.Day -html -htm -php -asp

Os resultados serão listados automaticamente e bastará fazer o download. A explicação para a aparente mágica é a seguinte: O operador intitle: faz com que nosso amigo Google faça a busca por páginas cujo título é Index of. Mas afinal de contas, que páginas têm este título?

Fácil. Quando alguém armazena conteúdo em um servidor mas não define para o mesmo uma página de acesso padrão (por exemplo, index.html ou index.php), alguns destes servidores, por conta própria, geram uma página dinâmica, e acrescentam   mesma o título Index of. Notem que, na busca, index.of tem um ponto no meio, para substituir o espaço.

Google MP3 search

O parâmetro (mp3|mp4), tal como parece, restringe as extensões de arquivos a serem procurados. É aqui que uma bela oportunidade de encontrar qualquer tipo de mídia, e não apenas música ou vídeos se encontra: Substituindo a extensão por chm, pdf, ou zip, pode-se encontrar arquivos de help, e-books e mais uma infinidade de coisas.

Green.Day, também separado com um ponto, é o coringa da história. Deve ser substituído, é óbvio, pelo que se deseja encontrar. Se mais palavras forem necessárias, mais pontos também o serão. Na verdade, o uso de pontos é um facilitador para a busca de frases — ou, neste caso, de nomes de música, onde sabemos a ordem exata das palavras que queremos encontrar — mas também podem ser usados hífens, sinais de igual, etc.

Por fim, ao usarmos -html -htm -php -asp , estamos especificamente excluindo páginas com estas extensões, por não estarmos interessados em outra coisa que não os próprios arquivos de mídia. Há diversas variações desta dica, mas esta, em particular, me chamou   atenção por ser muito, mas muito simples de memorizar.

Reggae Portátil

pendrive_bobmarley.jpgNum movimento pioneiro a gravadora Island Records anunciou esta semana que irá relançar o álbum Exodus, de Bob Marley e sua banda, The Wailers, original de 1977, em memory sticks USB e cartões de memória SD.

A novidade — que terá as cores rastafári — deve causar uma disputa acirrada entre os fãs do cantor e da banda, uma vez que a tiragem será limitadíssima: Apenas 4000 pen drives e 2000 cartões de memória estarão   disposição dos consumidores quando a venda se iniciar, a partir do próximo dia 28 de maio.

Pessoalmente, considerada a época em que já nos encontramos, acho que o lançamento de mídia musical em formato USB demorou demais. Foi sufocada pela popularidade das redes de troca de arquivos, tão pirata quanto isto possa soar. De qualquer forma, um dos efeitos que eu imaginava que este tipo de lançamento teria — sobre o preço final ao consumidor, mesmo que quase na totalidade fãs de carteirinha — não parece ter-se concretizado: O álbum custa cerca de US$ 30, e, chegando ao Brasil, com certeza terá seu preço triplicado. Free of Charge, mesmo, é como eu disse: só via P2P Store, direto em sticks USB não-personalizados, mesmo…

…e as árveres, somos nozes…

Eu sou obrigado a confessar que morri de dar risada com o programa dolos exibido no último dia 10 de maio de 2007 — o décimo quarto da segunda temporada, que passei a acompanhar informalmente de uns dias pra cá. Nele, Carlos Miranda, um dos quatro jurados que compõem a banca que invariavelmente detona a maioria dos concorrentes que lhes passam pela frente, faz referência a um muito conhecido vídeo viral que bombardeou a Internet no final do ano passado:

[coolplayer width=”480″ height=”380″ autoplay=”0″ loop=”0″ charset=”utf-8″ download=”0″ mediatype=””] As árveres somos nozes?
[/coolplayer]

Lembraram-se do pobre cidadão que tentava, incansavelmente, pronunciar a frase O jardineiro é Jesus, e as árvores, somos nós, não é mesmo? O problema era que a frase nunca saía… Certamente, este foi um dos momentos mais hilários do programa. Oportunamente, aproveitei para mostrar a pérola aos meus pais e minha irmã, que não a conheciam!! As risadas estão ecoando até agora, neste que foi um dos mais divertidos Dia das Mães que passamos! 🙂

Diversão no Dia das Mães!

Nesse dia eu aprontei de montão, pulei, brinquei, passeei, etc. Eu e minha companheira de bagunça Dori Cleide corremos bastante no quintal da casa da vovó. Na verdade, era uma brincadeira de pega-pega que eu sempre gosto de fazer com ela. Além disso, aconteceu uma coisa nova, aprendi a dar cambalhotas com a vovó, e como meus papais não poderiam deixar de registrar trataram logo de nos filmar fazendo isso. Vejam só no que deu toda essa bagunça:

[coolplayer width=”480″ height=”380″ autoplay=”0″ loop=”0″ charset=”utf-8″ download=”0″ mediatype=””] Pega-pega
Poeira, poeira…
Pega-pega (2)
Virando cambalhota
[/coolplayer]

Feliz Dia das Mães!!

Eu adoro surpresas!! Hoje mesmo, acordei bem cedinho e, antes mesmo que a mamãe tivesse tempo de trazer a minha vitamina de todas as manhãs, resolvi aprontar uma pra ela!!! Bom… na verdade, a idéia foi do papai, que, rapidinho, gravou dois videozinhos em que eu desejei, do fundo do meu coraçãozinho, um felicíssimo dia das mamães pra minha mamãe. Vejam só como ficou:

[coolplayer width=”480″ height=”380″ autoplay=”0″ loop=”0″ charset=”utf-8″ download=”0″ mediatype=””] Mensagem pra mamãe (1)
Mensagem pra mamãe (2)
[/coolplayer]

Não ficou mesmo muito legal? Tudo bem que nem deu muito tempo de ensaiar, e eu queria mesmo era ver os resultados, mas não tem problema… Logo que a mamãe entrou no quarto papai e eu já mostramos pra ela os vídeos, e ela amou 😉

Mamãe, você sabe o quanto eu te amo, e eu espero que você tenha gostado, viu? Neste seu dia, mais do que nunca, eu quero que você saiba que vai estar sempre aqui, guardadinha no meu coraçãozinho pra sempre… Um super beijo do seu Xandinho!!! 🙂

Como melhorar as suas reuniões

always-postpone-meetings.jpgEm meio a mais um dia de trabalho nesta semana, numa breve pausa, pensei comigo mesmo: Se eu ganhasse por reunião da qual participo, estaria milionário há tempos. Vocês já se deram conta da quantidade de horas semanais que passam em reuniões no escritório?

Eu tenho passado muitas. Mais do que deveria, até.

E cada dia me parece mais claro que este meu pensamento se dá por conta de algumas das pessoas que organizam as reuniões nas quais minha presença é solicitada, uma vez que não sabem utilizar direito a poderosa ferramenta que têm nas suas mãos: Sim, as reuniões podem ser poderosos mecanismos de ação e comunicação, e acho que é pra isso que foram criadas.

Mas acho também que não é novidade pra ninguém que, para isso, elas precisam ter suas finalidades bem determinadas. Do contrário, não produzem os resultados esperados, e, ao contrário, apenas alimentam sensações do tipo “Meu Deus, lá vem mais uma daquelas reuniões que não vai servir pra nada” em cada um dos participantes.

Preso em meus pensamentos, acabei me lembrando de um artigo escrito pelo Seth Godin — um dos maiores best sellers de livros de gestão empresarial dos últimos anos — em seu blog há cerca de um mês ou menos: Nele, ele procura dividir conosco alguns pensamentos radicais a respeito de reuniões. Em suas palavras, “se você comparece a uma reunião pensando ‘esta vai ser apenas outra reunião’, então é isso o que vai acontecer, mesmo”.

Para evitar isso, procurando dar dicas para melhorar a qualidade das reuniões, ele as divide em alguns tipos:

  • Reuniões do tipo “Apenas para que todos fiquem sabendo”: Conforme Seth, este é o tipo de reunião em que uma pessoa ou um pequeno grupo delas comunica a outras pessoas o que já foi decidido e está prestes a acontecer. Este tipo de reunião deveriam ser sempre acompanhadas de material escrito, e, em muitos casos, este deve ser distribuído um dia ou dois antes da reunião. Esta deve ser muito curta, acontecer preferencialmente em um auditório e não em um círculo, e ter uma seção de perguntas e respostas no final. Até mesmo um quiz. É a hora de receber instruções, e os jogadores não devem questionar as premissas que o técnico está utilizando para realizar aquela jogada.
  • Reuniões “Qual é o seu status atual”: Este é o tipo de reunião em que cada participante precisa informar a situação atual do que estiver fazendo. Provavelmente ocorre a intervalos regulares e cada pessoa possui um tempo restrito para falar, como dois minutos cronometrados. Após resumir a sua própria situação, cada participante pode enviar seu resumo via email para um centralizador, que então distribuirá um documento, já consolidado, para todos.
  • Reuniões “O que cada um de vocês acha?”: Em terceiro lugar, Seth cita uma reunião onde qualquer um pode falar. As pessoas que não se pronunciam regularmente — e neste ponto, acrescento minha percepção pessoal ao que ele diz, de que estas são as que acatam tranq¼ilamente o que for deliberado por aqueles que opinam com maior freq¼ência, tal como em reuniões de condomínio, por exemplo — não devem ser convidadas a voltarem em oportunidades futuras. Fica óbvio que estas pessoas são boas em alguma outra atividade no escritório, então ao chamá-las para se sentar com você, você pode na verdade estar desperdiçando o tempo delas.
  • Reuniões “Precisamos decidir agora mesmo“: Estas são reuniões ad hoc — ou seja, específicas que têm uma agenda definida e que devem terminar em uma decisão final que não precise ser revisada.

Seth Godin deixa claro que estes são apenas alguns tipos de reunião que podem ser realizadas, e que cada pessoa saberá bem, se analisar direito, que estilo de reunião deve realizar para promover os melhores resultados. Ainda assim, há ainda duas coisas que ele menciona em seu artigo — embora possam parecer loucuras para alguns — que eu acho válidas.

Primeiro, todas as reuniões deveriam ser feitas com as pessoas em pé. Segundo ele nos conta, pessoas que estão em pé pensam mais rapidamente que aquelas que estão sentadas, se distraem menos e fazem com que as reuniões não durem tanto tempo. Interessante, hein?

Por fim, o último que chegar para a reunião contribui com 10 contos para o fundo do café. Este item me chamou particularmente   atenção porquê muitas das pessoas que eu conheço batem no peito para discursar sobre pontualidade, mas poucas têm alinhado os discursos com as ações.

Uma coisa é certa: Qualquer um pode tentar organizar melhor suas próprias reuniões. E agora que concluí este texto, percebo o quanto é interessante disseminar esta prática. Afinal, com isso, todos ganham.

Wubi: Ubuntu, dentro do Windows

Se você, como vários amigos que conheço, tem ouvido com uma freq¼ência cada vez maior comentários calorosos a respeito do sistema Linux e de sua distribuição Ubuntu, e já teve pelo menos a vontade de experimentar para ver como é, talvez já saiba também as opções que possui disponíveis pra isso:

  1. Ir ao site do Ubuntu Linux, e, de lá, fazer o download de uma imagem da última versão disponível do sistema. Neste caso, gravado um CD, a instalação ocorre guiada por um processo de assistentes, que, caso se deseje manter o Windows instalado, particiona seu HD — ou seja, divide o espaço livre disponível para que os dois sistemas possam conviver em harmonia em seu computador. O principal problema neste caso é que muita gente ou encara o particionamento como se fosse um bicho de sete cabeças e acaba desanimando.
  2. Executar o Ubuntu a partir de um live CD. Esta é uma alternativa bastante divulgada, aliás, não só pelos próprios desenvolvedores desta distribuição específica, mas também por diversos outros desenvolvedores das demais distribuições. O problema de executar um live CD reside na velocidade final obtida: Por se tratar de uma emulação do verdadeiro Ubuntu em máquina virtual, as coisas ficam muito mais lentas do que poderiam e também podem vir a desanimar o usuário até então empolgado com a novidade.

E que tal se, ao invés das opções acima, você pudesse instalar o Ubuntu em seu sistema, utilizá-lo normalmente com toda a velocidade e, de quebra, desinstalá-lo como qualquer outro programa atualmente presente em seu Windows, pela opção Adicionar ou Remover Programas de seu Painel de Controle? Para isso, basta utilizar o Wubi:

Wubi is an unofficial Ubuntu installer for Windows users that will bring you into the Linux world with a few clicks. Wubi allows you to install and uninstall Ubuntu as any other application. If you heard about Linux and Ubuntu, if you wanted to try them but you were afraid, this is for you.

O segredo do programa é que a instalação do sistema ocorre dentro do próprio Windows: Um arquivo — ubuntu.hd — recebe todo o conteúdo do sistema Ubuntu ao mesmo tempo em que uma nova entrada de boot é criada no computador, permitindo, a partir da próxima inicialização do computador, que o usuário escolha entre o sistema da Microsoft e o do ping¼im.

Neste caso, o kernel do Ubuntu se utiliza de um driver de loopback que permite ao sistema enxergar o arquivo que mencionei acima — mesmo dentro do Windows — como seu hard disk. Para não complicar, imagine loopback como uma maneira utilizada pelo sistema para se comunicar com o computador sem interferir em outras interfaces sistêmicas já existentes e instaladas no mesmo. Ou seja: O Ubuntu estará ali, mas não incomodará o Windows.

De qualquer forma, é esta a mágica que permite a qualquer pessoa, a partir da utilização do Wubi, executar o Ubuntu como se fosse um sistema operacional nativamente instalado — ou seja, sem que se precise recorrer   máquinas virtuais, ou que chegue ao extremo de precisar formatar sua máquina. Ou seja, vale   pena experimentar o Linux deste jeito: A maior complicação será, no final, desinstalar o sistema caso você não goste, o que eu, pessoalmente, duvido que aconteça.