Homem-Aranha 3

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Finalmente assisti   Homem-Aranha 3. Vou logo dizendo que no final das contas acabei gostando da história que, mesmo depois da segunda continuação, ainda consegue prender bastante a atenção do público. Pra mim, continua valendo a afirmação de que não importa quantas continuações a série tenha, vou assistir   todas.

Os efeitos especiais deste filme dão um show   parte — também, segundo a Wikipedia, o orçamento oficial do filme foi de US$ 258 milhões, um dos mais caros da história do cinema —- e trazem   vida seres inimagináveis como o Homem de Areia e Venom, ao mesmo tempo em que o roteiro consegue misturar os enredos destes dois personagens — e o do Duende Verde Jr., é claro — com satisfatória perfeição que eu tinha receio de não encontrar.

Acho que uma das duas únicas coisas das quais eu não gostei foram os excessivos desencontros românticos entre Peter Parker e Mary Jane. Neste aspecto, o roteiro pareceu-me por vezes muito próximo  quelas comédias românticas água-com-açúcar que povoam a Sessão da Tarde. A outra, foi aquele patriotismo exacerbado que os americanos inserem em seus filmes: O Homem-Aranha passar duas vezes no mesmo filme em frente   bandeira dos EUA fazendo acrobacias, ninguém merece.

No mais, como eu disse, o filme valeu muito   pena. Viva a P2P TV.

PS: Aliás, antes que eu me esqueça, fui só eu que tive esta impressão, ou vocês também acharam que o visual Peter Parker sob efeito Venom estava demasiado parecido com outro Peter, o Petrelli?

DVD Decrypter

Outro dia um amigo me perguntou, após uma tentativa frustrada de uso do consagrado DVD Shrink para fazer cópias de alguns DVDs, se eu conhecia alguma boa alternativa para o programa que mantivesse as mesmas características. Como eu mesmo já enfrentei problemas com o Shrink no passado, acabei lhe respondendo meio que de bate-e-pronto: No Microsoft Windows, use o DVD Decrypter.O DVD Decrypter pode criar backups de imagens de DVDs inteiras, copiando seu conteúdo para o HD em pouquíssimo tempo, para que depois este possa ser queimado em uma mídia convencional. Além deste recurso de cópia, a meu ver um de seus pontos mais fortes reside na capacidade do programa de decriptar títulos protegidos contra cópia — não é   toa, aliás, que em alguns países sua distribuição é atualmente 100% ilegal.

Como eu disse, trata-se de uma alternativa ao Shrink para Windows, mas existem alternativas similares para o Ubuntu como o AcidRip e o KungFu, embora tanto o Decrypter quanto ele podem ser utilizados no Ubuntu através do Wine, bastando seguir algumas etapas para configuração.

Diversão no clube!

Hoje mamãe e papai me levaram no clube para que eu pudesse me divertir um pouco. Chegando lá, depois de brincar com o balancinho, a gangorra, o escorregador, o gira-gira, fomos até o lago que tem por lá, onde normalmente eu vejo os patinhos nadarem, e mamãe e papai tiveram a idéia de me levar pra andar no pedalinho.

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Aliás, eu tive que vestir uma roupa diferente para poder fazer o meu passeio de forma segura. Depois eu fiquei sabendo que essa roupa se chamava colete salva-vidas e que, como eu ainda não sei nadar, serve para me proteger. Enquanto mamãe pedalava para fazer a gente andar pelo lago, eu ia virando o volante para ajudar.

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O passeio tava tão bom que quando mamãe falava em parar eu logo dizia que não. Infelizmente, tudo que é bom dura pouco, e mamãe foi ficando cansada, e como eu não podia ajudar pois minhas perninhas ainda são muito pequenas, tivemos que volta para beira do lago e terminar o passeio. Ainda bem que enquanto a gente tava passeando, o papai tinha ficado na beirada registrando tudo.

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Foi tão bom que não vejo a hora de voltar!!

Dirigindo no supermercado!

Tanto mamãe quanto papai já descobriram há muito tempo o quanto eu gosto de qualquer coisa que seja relacionada a carros: Desde coisas que eu assisto na televisão, até brinquedos, tudo que me lembra que eu posso dirigir me chama logo a atenção.

Talvez seja por isso que acho tão fácil explicar um dos meus passatempos favoritos quando mamãe e papai saem pra fazer compras: Dirigir no supermercado! Eu realmente adoro, de verdade, e por mim ficaria horas e horas seguidas dentro de qualquer carrinho de supermercado, desde que tenha um volante disponível.

Dirigindo no Supermercado

 Hoje foi um desses dias em que saímos pro supermercado. Quando chegamos lá, percebi que os carrinhos com volante estavam muito concorridos!! Nunca vi tanta gente assim usando, e não tinha nenhum pra eu pegar 🙁 Quase cheguei   pensar que não ia poder me divertir… Mas pra minha sorte, uns 10 minutos depois achamos um carrinho, e eu — que não sou bobo nem nada — fui logo garantir meu lugar, né?

Dirigindo no Supermercado

O resto foi só alegria!! Pra completar a história, ainda encontramos o vovô Fernando e a vovó Helena, que também resolveram fazer compras hoje. Aliás, eles nunca tinham me visto no carrinho do supermercado — e não sabiam que eu podia me divertir tanto assim, fazendo isso — e foi assim que a vovó pediu pro papai bater umas fotos com o celular, pra ela poder guardar de lembrança… 😉

Shuffle: Simples mas viciante

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Shuffle é uma daquelas idéias ao mesmo tempo simples e viciantes. O jogo se passa em um tabuleiro onde existem dois conjuntos de bolinhas, um vermelho, controlado por você, e outro, amarelo, controlado pelo computador. O objetivo é tirar todas as bolinhas do oponente de cima do tabuleiro e, para isso, você conta apenas com seu mouse.

Escolha uma de suas próprias bolinhas, clique com o mouse sobre ela, segure, arraste para determinar a direção e a velocidade e solte o botão: Agora basta assistir ao estrago. Para ganhar o jogo, é necessário vencer quatro rodadas seguidas, sendo que a cada uma que você ganha, começa com uma bolinha a menos em relação ao adversário, e mais próximo do centro do tabuleiro.

Uma coisa eu garanto: Essa mistura que eu considero como sendo de tiro ao alvo com bilhar já me rendeu várias horas de diversão e, atualmente, está entre meus jogos favoritos. Às vezes, simplicidade é tudo.

DDR ao Extremo

Um grupo de pessoas se reuniu na Califórnia neste último final de semana para jogar Dance Dance Immolation, uma versão do famoso game dançante Dance Dance Revolution onde se usa, nada mais, nada menos, do que lança-chamas:

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Basicamente, o jogo funciona assim: Se você estiver dançando bem, programas de computador especialmente preparados atirarão grandes chamas criadas a partir de gás propano para o ar. Já se você estiver dançando mal, os mesmos programas apontarão diretamente para o seu rosto.

Dá pra encarar?

Canudinho…

copo_canudo.jpgHoje papai, mamãe e eu fomos passear no shopping. Chegando lá, depois de andar um pouco, resolvemos tomar lanche no McDonald’s. Foi aí que aprontei mais uma das minhas surpresas pros dois: Enquanto estávamos todos comendo — e eu, atacando as batatas fritas —, desci da minha cadeira e fui do lado do papai, que estava tomando suco de maracujá, pra pedir pra ele me dar um pouquinho.

Como eu normalmente não faço isso, mamãe e papai ficaram bastante surpresos. Papai, então, resolveu experimentar me dar suco pelo canudinho. Primeiro, ele me explicou como fazer pra tomar o suco desse jeito: Era pra puxar o suco pra mim. A primeira tentativa não deu certo, e tudo o que eu consegui fazer foram bolhinhas no suco. Mas logo da segunda vez, SURPRESA!!! Consegui tomar! E detalhe: Gostei tanto, que pedi mais, e passei a só querer tomar as coisas desse jeito!

Mamãe e papai ficaram super felizes, porquê nem de longe eles imaginaram que eu ia conseguir tomar suco pelo canudinho tão rápido (afinal, foi mesmo uma coisa assim, de uma hora pra outra). Mamãe só ficou um pouquinho triste, porquê na hora nem ela, nem o papai, estavam com uma câmera pra poder bater uma foto minha. Mas é claro que não vão faltar oportunidades, né? 😉

Hello, KDE!

Este fim de semana passei   ver minha instalação de Ubuntu com outros olhos: Na verdade, olhos de KDE. Embora o GNOME seja o gerenciador de janelas padrão da distribuição, saiba que, como um dos principais pontos fortes de sistemas opensource, você tem uma escolha, até mesmo com relação   interface que deseja usar para operar seu sistema.

Como sei que a discussão GNOME x KDE é tão profunda quanto “Palmeiras ou Corínthians?”, vou logo avisando que minha escolha foi motivada por preferência pessoal, ou seja, a meu ver, não importa o quanto você procure prós e contras de cada um dos dois ambientes: Ambos são muito sofisticados   sua maneira, e sempre haverá bastante lenha para se jogar na fogueira. Digamos que eu vinha namorando o KDE há bastante tempo, só isso, e resolvi dar um passo além na relação.

De qualquer forma, o que vou mostrar aqui é como fazer para instalar o KDE, sendo que o mais importante é deixar claro que KDE e GNOME continuarão a conviver lado-a-lado na mesma instalação Ubuntu, e que este procedimento apenas fará com que você consiga aproveitar o melhor dos dois mundos. Optar por um deles mais tarde é simples e você poderá fazê-lo, mas, no momento, o que quero provocar é a oportunidade de experimentação.

Assim como o GNOME, o KDE também é composto de vários pacotes. Vamos adicionar tais pacotes   sua instalação atual. E neste ponto, aliás, quero dividir três pensamentos com vocês:

  1. O Kubuntu faz parte do projeto Ubuntu: Não se trata de um mesh-up. Assim como está discriminado no FAQ do site, trata-se da primeira distribuição derivada do primeiro, sendo baseada neste sistema, e justamente nos pacotes KDE;
  2. Ao término deste procedimento, suas aplicações GNOME continuarão disponíveis para uso, além de muitas que são específicas do ambiente KDE. Apesar disso, muita coisa que acompanha a instalação do Kubuntu não será instalada. Por este motivo, se o que você está procurando é uma experiência mais aprofundada, talvez queira baixar uma imagem ISO do Kubuntu e começar do zero. Senão, vamos em frente.
  3. Uma coisa que aprendi a duras penas foi que, se você quer ter uma experiência plena com qualquer distribuição Linux, deve deixar espaço livre suficiente para isso em seu computador. Em meu HD de 250Gb, por exemplo, 50 deles são exclusivos para o sistema Ubuntu. Os pacotes a serem instalados podem ocupar até 500mb adicionais de espaço em disco, dependendo do caso.

Isto tudo dito, abra uma janela de terminal e digite o seguinte:

sudo apt-get install kubuntu-desktop

Agora, sente e relaxe. O processo pode levar bastante tempo para ser concluído. Durante a sua execução, aliás, em algum momento você será questionado sobre qual gerenciador de exibição deseja utilizar como padrão, GDM ou KDM. Para não complicar muito, basta saber que estas duas aplicações afetarão a maneira como sua tela de logon ao sistema aparecerá. É desta tela que você poderá escolher entre GNOME e KDE. Para manter as coisas o mais próximo possível da instalação original do Ubuntu, pode-se optar pelo GDM. Caso você queira que inclusive a inicialização do sistema se pareça mais com o novo ambiente, escolha o KDM.

Falando em inicialização, é bom saber que as famosas splash screens de abertura e encerramento do Ubuntu serão substituídas pelas telas azuis do Kubuntu logo que o sistema for reinicializado. Este será o novo padrão:

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Como estamos falando pura e simplesmente de adicionar o KDE ao sistema para experimentá-lo, pode ser que alguém se incomode com esta tela. Mas novamente não é preciso entrar em pânico, pois, para restaurar os splashs originais do Ubuntu, basta digitar, também em uma janela do terminal, o seguinte comando:

sudo update-alternatives --config usplash-artwork.so

Se tudo correr bem, as telas estarão normais após um novo reinício do sistema. O mais importante é o aspecto principal deste artigo: Se os passos foram seguidos corretamente, você agora terá,   sua disposição, um novo ambiente de gerenciamento para utilização. Você pode dar uma olhada em como ele se parece no próprio site oficial do KDE.

No mais, estamos prontos: Agora é só aproveitar o KDE!

[ratings]

Bola de Sabão

Acrescentei mais um sucesso   minha coleção de músicas!! Hoje pela manhã, enquanto estávamos passeando de carro, papai colocou um sonzinho pra gente ir ouvindo no caminho. Uma das músicas que tocaram foi Bola de Sabão, do Babado Novo. Na hora em que essa música tocou no carro, mamãe reparou que eu cantava um pedacinho ou outro: Era porquê minha memória já estava registrando tudo, aliás, como sempre.

Mais tarde, logo depois do almoço, mamãe, vovó Helena e papai estavam conversando perto de mim, quando, sem mais nem menos — sem avisar mesmo, pra pegar todo mundo de surpresa —, eu cantei um verso inteirinho da música, sem interrupção!! Logo depois que eu acabei de cantar, percebi que estavam todos olhando pra mim, encantados com mais uma das minhas proezas!

Quando voltamos pra casa, mamãe tratou de tentar me filmar cantando, pra registrar o momento. Vejam só o que ela conseguiu:

[coolplayer width=”480″ height=”380″ autoplay=”0″ loop=”0″ charset=”utf-8″ download=”0″ mediatype=””] Cantando Bola de Sabão
[/coolplayer]

Apesar de ter ficado um pouco sem jeito, acho que eu botei pra quebrar. É como eu disse: Podem se preparar, que logo logo esse menino que aqui escreve vai estar fazendo um show atrás do outro numa localidade bem perto de você! 🙂

Google Gears: Offline é o novo online

E foi lançado esta semana mais um dos produtos Google: Trata-se do Google Gears, inicialmente disponibilizado em versão beta e apenas indicado para desenvolvedores. Segundo apurei, a novidade permitirá resolver uma das maiores preocupações de usuários de aplicações web: Como fazer para que os dados que eu armazeno online estejam disponíveis quando a conexão com a Internet que tenho é sofrível, ou mesmo inexistente?

A ferramenta, quando estiver disponível para usuários finais em ambientes produtivos, funcionará através de um plugin de navegadores como o Firefox, que permitirá   aplicativos web funcionarem offline através de interfaces de programação (APIs) em JavaScript. Do site da ferramenta, descobre-se que tipo de estrutura será disponibilizada:

  • Um servidor local que armazenará e disponibilizará os recursos da aplicação a ser utilizada (como HTML, JavaScript, imagens, etc.) sem que seja necessário contactar um servidor online;
  • Um banco de dados, para armazenamento e acesso de dados diretamente a partir do navegador que estiver em uso e;
  • Um pool de processos, para otimizar o tempo de resposta das aplicações web, através da realização de operações mais pesadas em background.

Meu comentário: Trata-se, a meu ver, de uma manobra muito agressiva do Google. Além de, com a flexibilidade que usuários comuns terão de trabalharem suas informações em qualquer lugar — online ou offline — abrirem portas para sua própria suíte de aplicativos de produtividade, disponibilizar o serviço para desenvolvedores fará com que possam ser agregadas melhorias que tornarão a coisa ainda mais atraente ao usuário final.

No momento, serviços como o Google Reader, já estão sendo disponibilizados em versões offline através do Gears e já há um acordo com a Adobe Systems para utilização do serviço em seus aplicativos. Com serviços de calendário, e-mail, processadores de texto e planilhas seguindo este rastro, pode ser que, afinal de contas, os aplicativos desktop comecem a se tornar coisas do passado.

Quando pendurar a conta não vale a pena

Limeira — O comerciante Dogival Bezerra de Oliveira, 50 anos, e o motorista Igor Vieira Camargo, 26 anos, moradores de Limeira, interior de São Paulo, sentiram-se milionários por alguns momentos para depois se decepcionarem com a atitude de um grupo até então considerado de amigos fiéis.A dupla foi excluída do rateio do prêmio da Mega Sena concurso 869, acumulado em RS 16,19 milhões, que saiu nesta semana para os apostadores da cidade. Oliveira e Camargo não teriam pago suas respectivas partes no bolão até a data do sorteio (fonte).

Agora pensem comigo: O grupo ganhador era formado originalmente por 16 pessoas. O bolão, formado por 66 jogos, custou R$ 100, que, divididos em partes iguais, originou um investimento de apenas R$ 7,15 para cada um — dinheiro de pinga, que, aliás, podia ser comprada no próprio bar freq¼entado pelos apostadores, uma vez que o dono do bar era o organizador do bolão. Agora os dois caloteiros estão fora de um rendimento que hoje, na poupança simples, seria de R$ 7 mil por mês.

Moral da história: Da próxima vez que te pedirem para pagar o bolão da empresa, ou entre amigos, tire o dinheiro do bolso.

A sedução do microblogging

Eu não sei quanto a vocês, mas além de todos os bons amigos que tenho on-line, também tenho dezenas de amigos com quem trabalho ou me relaciono mais diretamente que acessam este humilde site, nem que seja para obter notícias minhas. Já disse várias vezes antes o quanto eu acho que esta é uma das coisas mais gratificantes de se ter um blog: A pura e simples possibilidade de manter contato.

Destas dezenas de amigos, praticamente todos já ouviram de mim o mesmo convite, após um elogio sobre uma ou outra coisa que escrevo: “Tenta fazer um blog também, vai ser muito legal!“. No entanto, apenas 0,0000001% — se é que tudo isso, mesmo — destas pessoas já chegaram a tentar começar algo similar. Normalmente, eu ouço:

— Puxa, Daniel… É que eu não levo jeito pra escrever…

— Sabe o que é, cara? Eu não tenho tempo pra fazer um blog!

— Seria legal, se eu acessasse a internet mais freq¼ência…

Vejam que todas estas são justificativas que eu considero válidas, e que o número de razões que existem para que alguém não escreva um blog é tão grande quanto o número de motivos que existem para começar a escrever um. No entanto, percebi, nos últimos tempos, que pelo menos um tipo de blog está se tornando alvo do interesse entre meus amigos: Trata-se do microblog.

Tudo o que existe para se entender a respeito de microblogging pode ser explicado neste único parágrafo: Trata-se de uma espécie de blog em miniatura, onde os autores escrevem principalmente suas citações e pensamentos, mas em alguns casos também incluem links interessantes, fotos e vídeos. Normalmente, os posts são extremamente curtos, com até 140 caracteres de comprimento máximo.

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Enquanto se parece com os miniposts ou asides de um blog comum, a similaridade dos microblogs com as mensagens SMS dos celulares parece ser um dos fatores que mais arrebanham simpatizantes. Afinal de contas, não existe nada mais simples do que pegar seu celular e escrever meia dúzia de palavras para um amigo ou familiar próximo, e este parece ser o item que mais faz brilhar os olhos de alguns amigos meus que se renderam   prática.

Existem pelo menos dois serviços de microblogging que se destacam atualmente na grande rede: Um deles é o Twitter, criado em outubro de 2006 por uma empresa de São Francisco, Califórnia, chamada Obvious Corp. O outro é o Jaiku, que, embora esteja só agora ganhando maior projeção entre os internautas, foi fundado pelos finlandeses Jyri Engestr¶m e Petteri Kopone alguns meses antes de seu concorrente, em julho de 2006.

Ambos os serviços têm muito em comum — como a possibilidade de enviar posts através do celular em alguns países —, mas acredito que o fator social networking, em que você pode montar uma rede de amigos que têm interesse direto em ler suas atualizações on-line e comentá-las, se for o caso, é o mais interessante: Pela primeira vez em minha vida, comentando os microblogs com amigos, chamei os serviços que citei acima de Orkuts que, finalmente, têm uma finalidade muito interessante.

A liberdade associada a um microblog é muito grande: No meu microblog pessoal, por exemplo, comento com amigos sobre coisas de que gosto ou não, pequenos comportamentos que observo no dia-a-dia, séries e, é claro, também rebato os comentários deles.

Percebam que eu escolhi o Jaiku para minha aventura em microblogging, porquê ele — ao contrário do que observei no Twitter, embora este seja mais popular na internet —-me permite acrescentar comentários aos miniposts de meus contatos — e aos meus próprios —, além de abrir a possibilidade de integrar qualquer tipo de feed RSS, variando das minhas fotos do Flickr, de meus favoritos do del.icio.us e de meu próprio blog aos últimos comentários que fiz nos blogs que visito ao meu próprio poststream, tornando-o um verdadeiro registro de minhas últimas atividades on-line.

Na velha linha dos blogs, comenta quem quer, me adiciona aos favoritos e, neste caso,   sua própria apenas quem quer. Eu até coloquei na barra lateral do blog as últimas entradas que aparecem por lá. Dada a empolgação que meus amigos têm demonstrado com a coisa, a única conclusão que posso lhes deixar é óbvia: Se vocês ainda não experimentaram a coisa, dêem uma chance   ela. E depois, vamos combinar, me digam se é ou não é viciante.

Entender de Gente

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.

Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.

Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho com tinta nanquim.

Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.

Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de “paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino“. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.

Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena? O Raul. E como é que o Raul tinha conseguido chegar  quela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito.

O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito. Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.

Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava.

Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer. Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável: ele entendia de gente. Entendia tanto que não se preocupava em ficar   sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.

E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: “Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo“. Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio.

Max Gehringer

O quanto se pode ficar on-line?

Meu amigo Neto Cury, dia desses, comentou a respeito do privilégio que muita gente tem ao conseguir navegar na internet no trabalho, ainda que sites como o Orkut e serviços como o MSN Messenger sejam bloqueados o tempo inteiro. As pessoas que têm tal privilégio — e, realmente, é um privilégio — realmente não devem ter do que reclamar. No entanto, algo me diz que mesmo neste caso o cerco tem se fechado cada dia mais.

No trabalho, assim como em minha casa, há um incontável número de sites de notícias, serviços, weblogs e fotologs que eu acesso diariamente. Procuro fazer estes acessos logo pela manhã, antes do início do expediente, ou na hora do almoço, pois entendo que são os horários mais apropriados para tal navegação. Não acho que ler um post de weblog ou visualizar imagens do Flickr — só para dar exemplos simples — possam ser consideradas atividades nocivas   produtividade, pois muitas pessoas acessam diariamente artigos de jornais on-line que contam com textos e fotos que são livremente consumidos por elas.

No entanto, dada aquela máxima de que as empresas nunca pensam exatamente alinhadas com seus funcionários, reparei nos últimos dias, entre outros sintomas, que (a) o acesso  s fotos do Flickr foi negado — o site está abrindo, mas as fotos, não, (b) o acesso a serviços de microblogging como o Twitter foi bloqueado e (c) diversos blogs que leio quase que diariamente também o foram. O fato é que naquela linha do manda quem pode, obedece quem tem juízo, parece ser hora de dar uma maneirada na diversidade de acessos.

Use o Google para encontrar MP3 e outros bichos

Qual software você usa quando sai em busca de arquivos MP3? Azureus? Limewire? Não importa. Você sabia que aquele que tudo sabe também pode ser um ótimo aliado na hora de procurar músicas e outros tipos de mídia? Eu, da minha parte, sempre ouvi falar sobre isso, mas considerava a coisa toda uma verdadeira lenda.

Até o momento em que vi que, na prática, que a teoria era funcional. Abrindo o navegador no Google, basta que você utilize um de seus operadores — intitle: — em conjunto com uma mini-expressão regular e você terá milhares de resultados   sua disposição, num piscar de olhos. Digamos que, em homenagem a um amigo pra quem mostrei a técnica hoje cedo, estejamos procurando músicas ou vídeos do GreenDay. Basta que digitemos, seguido de ENTER:

intitle:"index.of" (mp3|mp4) Green.Day -html -htm -php -asp

Os resultados serão listados automaticamente e bastará fazer o download. A explicação para a aparente mágica é a seguinte: O operador intitle: faz com que nosso amigo Google faça a busca por páginas cujo título é Index of. Mas afinal de contas, que páginas têm este título?

Fácil. Quando alguém armazena conteúdo em um servidor mas não define para o mesmo uma página de acesso padrão (por exemplo, index.html ou index.php), alguns destes servidores, por conta própria, geram uma página dinâmica, e acrescentam   mesma o título Index of. Notem que, na busca, index.of tem um ponto no meio, para substituir o espaço.

Google MP3 search

O parâmetro (mp3|mp4), tal como parece, restringe as extensões de arquivos a serem procurados. É aqui que uma bela oportunidade de encontrar qualquer tipo de mídia, e não apenas música ou vídeos se encontra: Substituindo a extensão por chm, pdf, ou zip, pode-se encontrar arquivos de help, e-books e mais uma infinidade de coisas.

Green.Day, também separado com um ponto, é o coringa da história. Deve ser substituído, é óbvio, pelo que se deseja encontrar. Se mais palavras forem necessárias, mais pontos também o serão. Na verdade, o uso de pontos é um facilitador para a busca de frases — ou, neste caso, de nomes de música, onde sabemos a ordem exata das palavras que queremos encontrar — mas também podem ser usados hífens, sinais de igual, etc.

Por fim, ao usarmos -html -htm -php -asp , estamos especificamente excluindo páginas com estas extensões, por não estarmos interessados em outra coisa que não os próprios arquivos de mídia. Há diversas variações desta dica, mas esta, em particular, me chamou   atenção por ser muito, mas muito simples de memorizar.

Reggae Portátil

pendrive_bobmarley.jpgNum movimento pioneiro a gravadora Island Records anunciou esta semana que irá relançar o álbum Exodus, de Bob Marley e sua banda, The Wailers, original de 1977, em memory sticks USB e cartões de memória SD.

A novidade — que terá as cores rastafári — deve causar uma disputa acirrada entre os fãs do cantor e da banda, uma vez que a tiragem será limitadíssima: Apenas 4000 pen drives e 2000 cartões de memória estarão   disposição dos consumidores quando a venda se iniciar, a partir do próximo dia 28 de maio.

Pessoalmente, considerada a época em que já nos encontramos, acho que o lançamento de mídia musical em formato USB demorou demais. Foi sufocada pela popularidade das redes de troca de arquivos, tão pirata quanto isto possa soar. De qualquer forma, um dos efeitos que eu imaginava que este tipo de lançamento teria — sobre o preço final ao consumidor, mesmo que quase na totalidade fãs de carteirinha — não parece ter-se concretizado: O álbum custa cerca de US$ 30, e, chegando ao Brasil, com certeza terá seu preço triplicado. Free of Charge, mesmo, é como eu disse: só via P2P Store, direto em sticks USB não-personalizados, mesmo…