Mixx x Digg: Quem ganha?

Recebi recentemente um convite para testar a versão beta do Mixx, um serviço cuja principal finalidade é promover a agregação social de notícias e conteúdo multimídia, como fotos e vídeos.

A minha intenção ao testar o novo site foi muito clara: Comparado a um gigante veterano que se dispõe a realizar basicamente as mesmas coisas, e que conta com milhares e milhares de usuários — o Digg —, quais seriam os resultados? Com este texto, tento responder esta questão e chegar a alguma conclusão.

Personalização

Eu devo confessar que uma coisa que achei interessante no Mixx foi a capacidade que o usuário possui de personalizar a sua navegação. O site oferece uma seção denominada Your Mix, que começa a ser populada logo que a conta de um usuário é criada, pois este pode selecionar os assuntos que mais lhe interessam. Uma vez feitas as escolhas, cada nova visita ao site exibirá as 5 notícias mais populares de cada uma delas, dando ao usuário um ponto de partida em sua navegação.

Há também a possibilidade de visualizar notícias locais. No entanto, esta característica, que me lembrou os acessos que eu de vez em quando faço ao site Topix — porquê lá, baseado no endereço IP da máquina, são exibidas notícias do país de origem do internauta — infelizmente (ainda?) não está disponível para os residentes de fora dos EUA. É uma pena, pois este aspecto, associado ao que mencionei no parágrafo acima, me faz colocar o Mixx em vantagem inicial, já que o Digg, embora permita personalizar tópicos, não possua personalização local, que é feita através da informação do CEP.

Vencedor: Mixx

Rede Social

Eu devo confessar que uma coisa que eu vejo cada vez mais presente em qualquer tipo de site moderno é o comportamento orkutesco. Todos querem ser redes sociais, o que acredito ser uma importante tendência, pois as pessoas com isso se aproximam mais umas das outras. Os dois sites comparados permitem esta abordagem, ao criarem recursos para inclusão de amigos em uma rede particular de contatos.

O Digg recentemente deu um tapa nos seus Digg Profiles, com a finalidade de tornar mais simples compartilhar conteúdo que se julga interessante com os amigos. Na minha opinião, um dos recursos introduzidos por ele, o chamado Shout (grito, em inglês) me lembra muito o sistema que o del.icio.us usa para compartilhamento de links, no formato for:username.

A diferença está no fato de que usar o shout significa criar a possibilidade de iniciar-se um processo de envio de mensagens   medida que estas vão para um ou mais usuários, através de cliques diretamente em cada notícia ou conteúdo multimídia, e podem ser respondidas quantas vezes se quiser. Claro que, para aqueles que são menos extrovertidos, pode-se configurar opções de privacidade.

mixxmenu.jpgNeste aspecto, o Mixx me pareceu muito mais simplório: O perfil do usuário apresenta apenas as informações básicas, e não há nada parecido com os recursos do Digg ou do del.icio.us quando o assunto é compartilhar. No entanto, há pelo menos uma coisa interessante no serviço: A opção follow user, que permite a qualquer usuário assinar os links submetidos por outro. Neste aspecto, o Mixx lembra os serviços de microblogging como o Twitter ou o Jaiku. O Digg peca um pouco neste aspecto porquê só permite acompanhar a atividade de quem está diretamente ligado   sua rede de contatos.

Em termos de perfil, o Digg ainda permite, além do registro dos shouts, que já mencionei antes, a inclusão da lista de links favoritos para consulta — novamente ao estilo del.icio.us, mas com links encontrados apenas no próprio site — e de até 25 imagens ou fotos com até 5mb de tamanho, para compartilhar com a rede pessoal.

O Mixx ainda contra-ataca permitindo a criação de grupos, que têm a finalidade de compartilhar histórias, fotos e vídeos com os amigos, família ou quem mais se quiser: Até mesmo pessoas que ainda não tem cadastro no site. Situação difícil de desempatar.

Vencedor: Empate!

Recursos e Ferramentas

O novíssimo Mixx também dá seus toques de del.icio.us, ao permitir que o usuário acrescente tags  s notícias. Como já deve ser de conhecimento amplo, tags são palavras-chave que podemos usar para qualificar melhor um link, e para tornar mais fácil encontrá-lo em meio a outros, ainda mais quando o tempo passa. Ao acessar os detalhes de uma notícia, por exemplo, basta clicar em add tags para inseri-las. Assim, outros usuários podem visualizar as descrições que você deu  s histórias, e vice-versa. O ponto negativo está no fato de que não se consegue navegar nas próprias tags, para encontrar assuntos posteriormente.

O Digg não aposta nas tags, e sim, em tópicos, que lembram as categorias de um blog. Acho este um ponto falho, mas vejo-o sendo superado por conta das demais ferramentas e recursos que se encontram no site: Os pontos de karma, por exemplo, estão presentes nos dois sites comparados, e, no caso do mais antigo, dão nome   coisa, pois histórias boas sobem no ranking, enquanto histórias ruins caem, ou são enterradas pela comunidade.

Mas o Digg também possui o recurso shout, como já disse, e, além disso, há a questão de compartilhamento por e-mail e a capacidade do usuário que possui um blog nas plataformas Blogger, Typepad, Live Journal, Moveable Type ou WordPress criar posts diretamente do site a partir de qualquer conteúdo encontrado. Isso sem mencionar o fato de que há inúmeros plugins disponíveis para o WP, por exemplo. Enquanto o tempo não é mais generoso com o novo concorrente, o Mixx sai perdendo este round.

Vencedor: Digg

Sistema de Comentários

O Mixx possui um sistema de comentários praticamente idêntico ao de qualquer blog, em qualquer plataforma mais comum: Eles vão sendo adicionados aos artigos e conteúdo, e nesta ordem, vão sendo empilhados. Em resumo, trata-se de uma característica também bastante simplória, a meu ver, para um site que talvez deseje encontrar seu lugar entre os outros, num mundo com tanta competição.

Já o Digg é um competidor mais preparado: Se você analisar com calma o site, verá que ele conta com o recurso threaded comments, ou seja, os comentários podem ser respondidos individualmente, criando ramificações similares a de sites com orientação social mais antigos, como o Slashdot. Também na linha do Slashdot, é possível votar nos comentários, classificá-los como abusivos e impedir a visualização daqueles com as menores notas ou com conteúdo ofensivo. Tudo isso, a meu ver, é essencial para um site que se propõe a ter uma certa magnitude.

Vencedor: Digg

Minhas conclusões

Devo tirar o chapéu para o Mixx. Com uma internet onde cada dia mais pipocam sites com o mesmo tipo de orientação a que ele se propõe, é possível perceber que há certos recursos inovadores na ferramenta, e que, com trabalho sério e tempo, ele poderá conquistar seu espaço merecido.

Como eu já disse no início deste texto, a personalização pesa a favor dos desenvolvedores da nova ferramenta. As características de tag, por exemplo, permitem inclusive associar uma determinada localidade ao conteúdo, ou seja, se uma notícia é relacionada ao estado de São Paulo, pode-se escrever São Paulo nela, e assim contribuir para a localização mais simples daquilo que realmente quer ser visto pelo usuário.

mixx.jpg

Entretanto, confesso que ainda não senti um nível de empolgação tamanho que me fizesse repensar o que acredito em relação a seu concorrente mais antigo, o Digg. Desta maneira, fico com ele quando o assunto entra neste tipo de mérito. Pode ser que, com o lançamento oficial do Mixx, alguns novos recursos faltantes sejam adicionados, e que a minha opinião mude. Mas por agora, só o tempo dirá. Espero que vocês consigam, também, se decidir, com esta rápida revisão…

Eita cachorrinho safado!

humpy_doggy.gifTenho que admitir que as pérolas que se encontram na Internet são as mais diversas possíveis.

Digo isso porquê lendo uma série de artigos de tecnologia na semana passada enquanto procurava algo que me interessasse publicar neste humilde blog, eis que me deparei com um anúncio na lateral de uma das páginas que visitava — exatamente o que está ilustrando o início deste artigo.

Notaram o quanto ele é… er… bem, chamativo?

Pois bem. Mereceu um clique meu, somente para descobrir se tratar de um dispositivo USB que… bem, vocês já sabem. O interessante é que, ao preço de US$ 17,95 cada — e oferta temporária de US$ 45 pelo lote de 3 modelos de cachorrinhos diferentes — não se trata de memória flash. Trocando em miúdos, não é pen drive. Trata-se apenas de um dispositivo cuja finalidade é… essa.

É claro que, caso você esteja pensando em presentear alguém com este interessante gadget, poderá antes assistir a uma demonstração:

[coolplayer width=”480″ height=”380″ autoplay=”0″ loop=”0″ charset=”utf-8″ download=”0″ mediatype=””] Humping Dog
[/coolplayer]

Por isso, da próxima vez em que você estiver pensando em presentear um amigo no aniversário, amigo secreto ou qualquer outra ocasião, pense bem. Os simpáticos cachorrinhos — nas versões Beagle, Dálmata ou Labrador — podem ser a alma da festa…!

humpingdogs.jpg

Traduções via hardware

fuji_translator.jpgNão é nenhuma novidade que, quando você precisa traduzir um documento, além dos já manjados dicionários velhos de guerra, pode tentar utilizar um serviço de tradução on-line, como o Google Translate. A despeito de serviços como este serem acessíveis de qualquer local ou plataforma computacional, seu problema principal é outro velho conhecido de muita gente: As traduções são, por vezes, absolutamente macarrônicas.

Por conta deste tipo de limitação tecnológica atual, os serviços profissionais de professores de idiomas ou tradutores — que dependem exclusivamente de seus cérebros e raciocínios para elaborar as traduções — são extremamente valorizados quando se precisa de um serviço com qualidade. Mas, se a mais nova copiadora da Fuji Xerox — atualmente em demonstração apenas em território japonês — se mostrar viável, estes profissionais podem estar prestes a precisar enfrentar a fila de uma agência de empregos.

O produto pode digitalizar uma página de texto impressa em japonês e, com o simples pressionamento de uma tecla, imprimir uma tradução fiel do conteúdo em chinês, inglês ou coreano, com o detalhe importante de manter o layout original, se o conteúdo tiver sido obtido de jornais ou revistas. As traduções também funcionam no sentido inverso, se necessário.

A mágica do processo ocorre quando se conecta a copiadora — que ainda não foi batizada oficialmente — a um servidor de tradução, onde são combinados diversos algoritmos que podem diferenciar texto, desenhos, figuras e linhas para a manutenção do layout.

Embora o produto me impressione, fico imaginando seu custo, que, com certeza, será bem alto. Para profissionais ou agências que trabalham diretamente com isso no dia-a-dia, e fazem das traduções seu ganha pão, provavelmente o investimento possa compensar. Mas serão os algoritmos de tradução — também baseados em software — ao menos mais inteligentes que os que estão disponíveis hoje? Só o tempo — e o lançamento oficial da copiadora, sem data marcada — dirão.

Me divertindo   beça na pracinha!

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é ir na pracinha. Digo isso porquê a pracinha é um lugar super bacana, onde tem muitas coisas pra eu me divertir. Lá tem areia pra eu brincar com os meus brinquedinhos, lá tem balanço pra eu poder me balançar e gangorra pra mamãe e o papai me fazerem subir e descer!

Mas lá na pracinha tem também o meu brinquedo favorito de todos os tempos, o escorregador. Quando visito a pracinha, é lá que eu quero ficar mais tempo. De tanto praticar, aliás, já me tornei uma ferinha quando o assunto é subir sozinho os degraus e, sempre que eu chego lá em cima, vou logo tratando de descer, que é pra eu poder escorregar de novo, e de novo, e de novo! Eu nunca me canso!

Xande na Pracinha

Se vocês estão pensando que a única coisa que eu faço na pracinha é brincar no parquinho, estão muito enganados! Hoje mesmo foi um dia em que eu levei o meu velotrol, e aproveitei para pedalar bastante em todos os lugares possíveis. Mamãe e papai sabem que eu tenho muita energia pra gastar, então imaginem só como foi pra eles ficarem andando atrás de mim enquanto eu pedalava!

O Ã?Æ?�s do Velotrol

É claro que eu não podia terminar de falar sobre a pracinha sem mencionar quem eu encontro cada vez que eu vou lá. A pracinha é um lugar muito divertido e, assim sendo, muitas crianças como eu também vão lá pra brincar. Cada dia é uma diferente, e isso é bom porquê eu vou conhecenho um monte de novos amiguinhos o tempo todo!

Nossa..!! Só de contar isso tudo pra vocês eu já fico com vontade de ir lá de novo!! Aliás, vou terminando por aqui essa minha aventura de hoje, que é pra eu poder perguntar pro papai se já está na hora de irmos na pracinha de novo, que eu já estou é com muita, muita saudade de lá!!

Beijo do Xandinho! 🙂

Brasil é o 40ú melhor país para se viver

Um ranking elaborado pela revista norte-americana Reader’s Digest coloca o Brasil como 40ú melhor país para se viver no mundo. Finlândia, Islândia e Noruega são, respectivamente, os três melhores países para morar, de acordo com a revista.

De acordo com a notícia, a lista foi montada com base nos indicadores de qualidade de vida e ambientais, e fatores sociais e de renda. As melhores nações, neste caso, são aquelas que apresentam condições ambientais que dêem a chance de seus habitantes prosperarem.

Acho a posição justa, mas o que realmente me surpreende é termos ficado atrás, por exemplo, de países como Cuba, que é um tanto quanto barra pesada por conta dos regimes políticos, e também igualmente afetado por diversos de nossos problemas sociais…

VocêTV tentando cobrar multa indevida

Há mais ou menos uns 20 dias atrás liguei para o 0800 da VocêTV — que, apesar de não estar mais sendo comercializada por conta de sua substituição pelo serviço próprio da Telefônica, o Telefônica TV Digital, ainda funciona para o atendimento de seu portifólio de clientes — com a finalidade de cancelar o serviço. Há uma série de motivadores que me levaram a isso, embora eu não vá detalhá-los no momento. O que importa é que o atendente que falou comigo me disse que bastaria apenas esperar a ligação deles próprios para agendar uma visita, quando o técnico retiraria tudo o que fosse necessário.

Domingo passado recebemos a tal ligação — um tanto quanto tardia, na minha humilde opinião. O técnico viria   minha casa para levar decodificador e controle (a antena da VocêTV ficaria onde foi montada, no telhado) no dia seguinte, segunda-feira. Logo pela manhã ele veio e realmente levou tudo, conforme me disse a minha esposa.

Acontece que, segunda-feira   tarde, logo depois de eu ter chegado do trabalho, recebi o seguinte telegrama da DTHI, prestadora do serviço até então comercializado pela Telefônica:

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Reparem na multa, de R$400,00. Trata-se do cúmulo do aproveitamento! Se, em primeiro lugar, a orientação deles é de esperar por uma ligação, esta cobrança deles não faz o menor sentido. Como tenho o comprovante assinado de que o equipamento foi retirado nesta segunda, qualquer tentativa de cobrança da parte deles será logo rebatida. Mas não posso deixar de afirmar o quanto isso me cheira a querer se aproveitar dos inocentes consumidores… Fala sério.

Escolinha? Por enquanto não!!

Vocês se lembram de que uns dias atrás eu tinha ido conhecer a escolinha? Pois bem naquele eu gostei bastante de brincar com os amiguinhos e com os brinquedos que eu encontrei lá, e isso fez com que a mamãe me levasse lá de volta pra tentar me acostumar com o ambiente um pouco mais de tempo.

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No primeiro e no segundo dias tudo correu bem porque encontrei bastante coisa para eu fazer e a mamãe estava sempre do meu lado dando o maior apoio. Não preciso dizer que eu estava bastante animado com a escolinha, não é mesmo?

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Foi no terceiro dia que a coisa complicou. A titia Ana, a professora, sugeriu que a mamãe tentasse se afastar um pouco para ver se eu me aproximava mais dela. Não preciso dizer que, grudado na mamãe como eu sou, não gostei nem um pouquinho dessa história! Bastou ela se afastar mais ou menos um metro que eu corri pra perto dela e não quis mais saber do parquinho, dos brinquedos, nem de mais nada! Só aceitei voltar a brincar quando eu tive certeza que ela não ia sair mais de perto de mim…

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Pobre mamãe! Acho que a idéia dela era tentar por uma semana ver como é que eu ia me sair com essa história de escolinha. Acontece que a partir desse dia não teve quem me convencesse a voltar lá. Procurem ver o meu lado, né gente? Eu acho que ainda não estou 100% preparado pra essa situação não… Mas quem sabe daqui um tempo, não é mesmo?

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O Yahoo! Fotos será descontinuado

Eis uma mensagem interessante que eu recebi hoje pela manhã, da qual destaco o seguinte parágrafo:

O Yahoo! Fotos será descontinuado oficialmente em 18 de outubro de 2007,  s 4 horas da manhã GMT/UTC. Até esta data, nós oferecemos a oportunidade de migrar suas fotos para o Flickr ou baixá-las na resolução original para o seu computador. Tudo o que você precisa fazer é decidir antes que o serviço seja descontinuado, pois depois desta data todas as fotos remanescentes no Yahoo! Fotos serão apagadas e não estarão mais acessíveis.

Já passava da hora. Um serviço de compartilhamento de fotos com mais recursos do que o originalmente mantido pela empresa — no qual, aliás, eu possuo uma conta —, e que recentemente ganhou versão em português dada sua popularidade também pelas bandas da Terra Brasilis merece o foco das atenções.

Longa vida ao Flickr!

PS: Apenas a título de curiosidade, 18 de outubro é, também, a data em que este que vos escreve comemora seu aniversário.

Pagando contas via SMS graças ao Google

É provável que você já tenha ao menos ouvido falar sobre o Google Checkout, um serviço de pagamentos via web similar ao já popular e conhecido PayPal, mas com atuação ainda muito limitada. Acredito que ainda levará um belo tempo até que ele se firme como opção ao rival, e conquiste uma fatia razoável da preferência dos internautas consumidores.

Tendo dito isto, preciso parabenizar o Google pelo movimento feito esta semana, ao publicar uma solicitação de patente de um sistema de pagamentos baseado no envio de mensagens de texto — SMS — a partir de aparelhos celulares chamado Text Message Payment. Digo isso porquê acredito que este é um passo na direção da revolução dos métodos de pagamento, através do uso de uma tecnologia muito simples, que inclusive já se tornou banal para muita gente. Desde uma máquina de refrigerante até as transações em lojas poderão ser pagas através do celular.

Mas não apenas o lado tecnológico da notícia é importante: O Google pode estar querendo fazer do novo sistema um trunfo para o provável lançamento de um telefone celular até o final deste ano, e isso demonstra, mais uma vez, o apurado tino comercial da empresa em ação.

Tecnicamente, o processo de pagamento deve ocorrer através da simples composição de uma mensagem de texto no celular do comprador, que incluirá informações que identificarão a transação e a quantia do pagamento. Tal mensagem poderá então ser ou não enviada para um sistema de processamento de pagamentos, que poderá debitar o valor de uma conta pré-determinada pelo cliente, ao mesmo tempo em que creditará a conta do vendedor, notificando ambos. Realmente excelente, não acham?

Conhecendo a Escolinha!

xande2Hoje eu fiz uma coisa bem diferente do que estou acostumado normalmente. Fui conhecer a primeira escolinha onde meu papai estudou. Acreditem ou não mas ela ainda existe.

Chegando lá a minha primeira reação foi a de ficar apenas observando e conhecendo como funcionava tudo por lá. Mas aos poucos fui me soltando e logo corri para um parquinho que tem por lá. Brinquei em uma salinha que tem só brinquedos, como bichinhos, bonecos, fogão, sofazinho, etc.

Depois de muito brincar, uma titia (que é a que toma conta da sala) me chamou para ir até a sala junto com as outras crianças, enquanto a minha mamãe conversava com a coordenadora, em um outro lugar… Eu acho que a mamãe estava querendo tirar todas as suas dúvidas com relação a escolinha.

Enquanto eu estava na sala aproveitei para brincar bastante com uma massinha, que eu não conhecia… a tittia que estava do meu lado deixou ela parecendo uma minhoquinha e me deu uma faquinha sem corte para eu ficar cortando ela… Eu achei muito divertido…

Quando mamãe chegou e perguntou: “Xandinho, vamos para casa?” eu logo respondi: “Não”. E mamãe disse: “Vamos, nós precisamos ir pegar o vovô que está nos esperando”.

E como a titia logo em seguida me ofereceu a massinha e a faquinha para eu levar, aceitei na mesma hora… Mas sabendo que voltaria o mais breve possivel para conhecer melhor a escolinha…

Assim que eu cheguei em casa estava tão empolgado que não via a hora do papai chegar para contar as novidades… e não deu outra: assim que ele chegou, tratei logo de contar tudinho nos mínimos detalhes… E como não poderia deixar de faltar mamãe e vovó trataram logo de registrar esse momento da melhor forma possível… E vejam só:


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Isso é que é supermercado!

pa_alface_nota_id48924.jpgEu admiro de coração as pessoas que têm paciência suficiente para se aventurar em supermercados. Alguns bons amigos meus, aliás, fazem destas visitas um verdadeiro passatempo, e se deleitam em poder cruzar os corredores das lojas atrás das últimas novidades do momento. Eu, ao contrário, procuro minimizar o período de tempo que passo fazendo compras, ainda mais em dias e horários que são por definição movimentados.

Mas pode ser que minha visão mude: Acabo de descobrir que o Grupo Pão de Açúcar deve inaugurar hoje, no Shopping Iguatemi de São Paulo uma loja em que até mesmo eu gostaria de fazer compras. Trata-se de uma loja em que diversos recursos de tecnologia de ponta estarão presentes, tudo isso não para tornar o supermercado sofisticado, mas sim um ambiente prazeroso para se fazer compras, de forma que os clientes sintam vontade de voltar em busca de inovações de última linha.

Na nova loja, com 940 m² de área de vendas, foram investidos cerca de R$ 4 milhões, em aquisição de soluções da Microsoft, IBM, Unisys, Bematech/Gemco, Megamídia, Toledo, Intermeq RR Etiquetas, Cisco, Itautec, Software Express, Vertigo, VituralGate e CA. Tudo isso para trazer confortos como cinco carrinhos de compra PSA (Personal Shopper Assistant). Este tipo de carrinho terá um navegador GPS, que ajuda o usuário a encontrar mais rapidamente os produtos que procura. As etiquetas de compra serão eletrônicas, e as compras poderão ser registradas nos próprios carrinhos, que informarão ao caixa os valores totais dos tickets.

Além dos carrinhos, uma série de quiosques multimídia deverão fornecer informações completas sobre os produtos da loja, sugestões de consumo e receitas que podem ser impressas na hora. Também serão usados telões de plasma de 42 polegadas com a finalidade de exibir ofertas, informações aos consumidores e filmes publicitários.

20082007d.jpgComo se a tecnologia empregada na loja já não fosse suficiente, serão empregadas etiquetas RFID, permitindo que o operador de caixa leia os itens   distância: ou seja, nem ao menos o trabalho de tirar os itens do carrinho o consumidor terá, e, se ainda assim desejar fazê-lo, será auxiliado pelas novas esteiras do caixa, capazes de reconhecer RFID e os códigos de barra dos itens, ainda que eles estejam em movimento.

Só uma palavra pode descrever a minha reação   tudo isso, depois de lido: Fantástico! Neste tipo de iniciativa do Pão de Açúcar, em que claramente se vê a possibilidade de trazer as últimas tecnologias para o dia-a-dia de muita gente que nem se dá conta disso, o único risco é deixar algumas pessoas beeeeem mal-acostumadas… mas é algo com o que se pode conviver, não é?

PS: Alguém aí lembrou do Supermercado 2.0?

O laptop biodegradável

A indústria de tecnologia parece realmente cada vez mais preocupada com o meio-ambiente: Os japoneses da Fujitsu estão empregando uma espécie de plástico derivado de farinha de milho na fabricação de algumas peças de sua linha de produção. O resultado mais imediato desta iniciativa se reflete no LifeBook, modelo de laptop da empresa onde os chassis são feitos deste material biodegradável.

A vantagem ecológica reside no fato de que o plástico comum — derivado do petróleo — é um material muito mais perene na natureza, levando décadas a fio até se decompor em um aterro sanitário, enquanto que o plástico baseado na farinha de milho leva apenas questão de meses para desaparecer por completo.

Este tipo de técnica de produção — onde, aliás, 15% menos emissão de carbono é conseguida — está sendo inicialmente empregada apenas no Japão, que, após problemas de poluição e com petróleo na década de 70, investiu em um agressivo programa de preservação do meio-ambiente. A Fujitsu já começou a produzir as peças plásticas de seus telefones celulares e de seus quiosques de venda com o novo plástico.

A longo prazo, vejo que iniciativas ecológicas deste tipo poderão reduzir os custos finais aos consumidores, ou seja, nós, que estamos no final da cadeia. Ao reduzir os custos de produção procurando formas eficientes de produzir energia e matéria-prima, certamente o resultado final serão produtos igualmente — ou mais — eficientes e mais baratos. Resta saber quanto tempo será preciso esperarmos…

Meu amigo Ed

Ed é o nome do sapinho da minha titia Fernanda.

Mas acontece que o Ed também é um grande amigo meu. Quer dizer,  sempre que mamãe e papai me levam pra casa da vovó Helena, uma das primeiras coisas que faço é procurar por ele, pra brincar.

Eu gosto tanto do Ed que qualquer sapinho que eu vejo ultimamente me faz lembrar do meu grande amigo: Seja passeando no shopping, quando encontro vários sapinhos de pelúcia ou brinquedo nas lojas, seja na televisão, em desenhos animados, basta eu ver um sapo que chamo logo de Ed. Acho que de tanto eu fazer isso, a mamãe e o papai até já se acostumaram!

Mas também, não tenho culpa, né gente? Dêem só uma olhadinha nesse sapinho e vejam se não dá logo uma vontade bem grande de ficar amigo dele…!

Xande.e.Ed

Triple Play é a moda do momento!

Segurei-me alguns dias para comentar o lançamento, domingo passado, da nova TV por assinatura da Telefônica — batizada, a exemplo de suas já existentes versões chilena e espanhola, de Telefônica TV Digital — porquê, sinceramente, nunca alimentei tantas expectativas a respeito de alguma coisa para, logo em seguida, me decepcionar em dobro: O lançamento foi extremamente morno. Não houve divulgação   imprensa, nem propagandas em massa. Nem nada.

Sabidamente com uma série de canais em teste no satélite nos últimos tempos, a empresa não adicionou nenhum deles   sua grade de programação oferecida. Além disso, as pessoas que assim como eu assinaram a VocêTV — iniciativa realizada em parceria com a DTHI desde o ano passado como, vejo eu agora, uma espécie de test bed — não devem ser migradas para o novo serviço, pelo menos por ora. Embora a parceria deva ser mantida, como já informou a própria Telefônica e uma série de seus atendentes, resta a dúvida de que possa ocorrer uma migração forçada mais adiante.

Com relação aos preços dos novos pacotes, estes também são desanimadores. Eu, que tanto advoguei até agora a favor do serviço, me espantei: Um pacote básico com 18 canais comercializado por R$ 69,90 é realmente muito assustador, e me faz pensar que tenho sorte por pagar apenas R$ 39,90 pelo mesmo conteúdo, preço da época do lançamento da VocêTV. O pacote total, então, sai por R$ 99,90, exatamente R$ 20,00 a mais do que no caso do serviço mais antigo.

Se novos canais ou serviços farão parte da Telefônica TV Digital, ainda acho que é cedo para dizer. Por enquanto, a única coisa claramente declarada pela Telefônica foi o movimento de comercializar seus produtos no sistema Triple Play, ou seja, um conjunto de TV por assinatura, internet banda larga e pacote de ligações telefônicas. Neste caso, aliás, uma polêmica recém-formada já se soma   discussão: O Pro Teste analisou as condições da nova promoção de venda casada da Telefônica e chegou   conclusão de que podem levar o consumidor a erro.

“É recomendável tomar diversos cuidados antes de aderir ao pacote, pois o contrato prevê a fidelização se houver rompimento em menos de um ano, as multas serão elevadas (R$ 299,00). Pela forma como o contrato foi redigido não fica claro se tal valor terá alteração, impossibilitando uma previsão segura pelo consumidor “, diz um comunicado da empresa.

Enquanto isso, no exterior a DirecTV também anunciou esta semana uma estratégia de Triple Play: Deve passar a oferecer internet através de sistema BPL — Broadbando over Power Line —, onde a conexão é feita através de energia elétrica em Dallas-Fort Worth e Cincinnati.

As conexões BPL — anos-luz   frente de qualquer coisa por ora oferecida aqui no Brasil mas ainda de tecnologia muito insipiente — possuem velocidades muito mais significativas do que as de conexões a cabo ou ADSL comuns, atendendo aos altos volumes de upload necessários para se jogar on-line ou enviar mídia digital através da grande rede. Para quem tiver BPL   mão, será apenas necessário plugar um dispositivo similar ao modem na tomada de casa para estar on-line. A intenção da DirecTV é disponibilizar a tecnologia para testes e depois estender a cobertura.

Verificar que tem havido uma preocupação das empresas em se movimentarem em direção ao Triple Play é animador. No entanto, tomando como exemplos apenas os casos que citei acima, nota-se que há uma grande diferença de abordagem entre o que ocorre no Brasil e no exterior. Espero que, no final das contas, nós, consumidores, não sejamos prejudicados, pois trata-se de uma equação que, se bem resolvida, certamente poderá trazer benefícios a todas as variáveis.

iRecord, um pequeno notável?

A gravação de vídeos em formato MPEG diretamente a partir de televisores analógicos comuns pode estar muito próxima de ser viabilizada. Isso se o iRecord, dispositivo desenvolvido pela empresa NXP e apresentado durante a feira anual que está sendo realizada esta semana pela ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) conseguir um interessado em patrocinar sua fabricação.

A principal vantagem do produto, criado pela Streaming Networks, é a possibilidade de gravar vídeos digitais sem o auxílio do PC ou de programas específicos.

O aparelho — que poderá descarregar os vídeos gravados em qualquer dispositivo que apresente conexão USB — parece ter operação simples: Serão apenas dois botões em seu console, um para ligar e desligar o aparelho e outro para iniciar e terminar a gravação. A maior limitação parece ser em termos de configuração: Nada de ajustes de qualidade das imagens, nem de tamanho do arquivo gerado.

Diga que arquivos armazena, te direi quem és

Uma pesquisa publicada esta semana nos Estados Unidos pela comScore — empresa especializada em estatísticas para a web que está expandindo seus serviços também para a coleta de dados off-line — descobriu que um típico computador americano conta, em média, com 880 arquivos MP3, além de 197 documentos do Word, 100 arquivos PDF, 77 planilhas do Excel e 36 arquivos de mídia (vídeos).

Com este tipo de informação, a intenção da comScore é ajudar as empresas que são suas clientes a melhorar o planejamento de seus produtos e de suas estratégias de marketing, através do fornecimento dos perfis tecnológicos detalhados das mais de 2 milhões de pessoas rastreadas por seu software especialista.

No fundo, através de algo extremamente simples — a análise do comportamento dos usuários em relação aos tipos de arquivo que são por eles armazenados — será possível para as empresas sugerirem compras de novos componentes de hardware, lançamentos de software e muito mais. Trata-se da primeira vez que eu ouço falar neste tipo de abordagem, e isso me deixa muito intrigado, como sempre, com relação ao sigilo e   privacidade dos usuários. Imagino o quanto esta técnica irá se popularizar daqui por diante, e fico com medo.