Sendo menos produtivo com o FireNES

Quem nunca usou um emulador na vida que atire a primeira pedra!

Para quem não sabe, emulação é um termo da Ciência da Computação que descreve a capacidade que um dispositivo ou programa possui de reproduzir o comportamento de outro dispositivo ou programa. Normalmente, esta técnica é utilizada para transpor barreiras que, não fosse por esta técnica, seriam intransponíveis: Por exemplo, pode-se conseguir executar o Windows dentro do Linux através de um emulador, ou fazer impressoras de outras marcas funcionarem com programas escritos para os modelos da HP.

QEMU rodando Windows XP no Ubuntu

Mas é aos gamers de plantão que uma das utilidades mais populares da emulação interessa: É ela quem ajuda na execução dos clássicos de consoles de outrora — como o Atari ou o Mega Drive — nos sistemas computacionais mais modernos. A lista de títulos de emuladores disponíveis é imensa, e mal caberia neste artigo: Basta dizer que o interesse pela coisa é tão grande que praticamente qualquer console que se pense possui, atualmente, pelo menos um emulador.

E eis que os emuladores chegaram ao Firefox: Descobri hoje, por acaso, uma extensão chamada FireNES, que permite justamente a emulação do console Super NES dentro da raposa de fogo. A instalação do plugin ocorre como qualquer outra para o browser, com a única ressalva de que precisei me registrar no addons.mozilla.org para poder seguir adiante com o processo.


O emulador é baseado no vNES, e se utiliza de uma máquina virtual Java para rodar os jogos. A lista de games, aliás, conta com mais de 2500 títulos no repertório, o que certamente garante a diversão de gregos e troianos sem que eles precisem baixar os famosos ROMS.

Passei pelo menos duas horas jogando clássicos como Galaga, Elevator Action e Bomberman, além de muitos outros:

Road Fighter rodando no FireNES Galaga rodando no FireNES Super Mario 3 rodando no FireNES

Embora a jogabilidade geral seja muito boa, é meu dever fazer algumas ressalvas que considero importantes:

  • Os jogos são executados em um popup a partir do Firefox e, mesmo com sua abertura automática depois de selecionado um título, é necessário clicar na parte interna da janela para que os comandos de teclado comecem a funcionar. Esta parece ser, tipicamente, uma limitação do engine do emulador;
  • Alguns jogos têm uma resposta lenta demais aos comandos, o que pode prejudicar um pouco a experiência de quem está jogando;
  • Alguns dos mais de 2500 títulos que estão na lista de jogos simplesmente não funcionam. Eu, pelo menos, não consegui rodar alguns;
  • A página do site da Mozilla onde se pode fazer o download do FireNES cita que o plugin é compatível com o FF 3.0, o que, pelo menos por enquanto, não é verdade: Neste caso os jogos, ao serem executados, acabam por exibir uma tela acinzentada sem som e sem imagem. De qualquer forma, o FAQ oficial do desenvolvedor atesta que eles esperarão até a versão final do novo FF 3.0 para verificar eventuais problemas de compatibilidade.

Mesmo com essas ressalvas, creio que realmente valhe   pena experimentar o FireNES. Alias, eu o vejo como uma excelente oportunidade para diminuir a produtividade no escritório, e para passar momentos divertidíssimos em frente ao computador de casa. Já está entre as minhas extensões favoritas…

As Aventuras do Mundo Playmobil

Pode até ser que alguns de vocês achem que este artigo aqui tem cara daqueles emails que a gente recebe no estilo sessão remember, mas eu não vou resistir e ponto.

Acontece que andando ontem pelo shopping com o filhote, entrei em uma loja de brinquedos — lugar que meu filho simplesmente adora visitar — e eis que me deparei com um bando de gente aglomerada junto a uma das prateleiras. Imaginei se tratar simplesmente de pessoas que estivessem admirando o melhor brinquedo de todos os tempos da última semana, mas não era bem assim… quem estava amontoado era um grupo de adultos.

Cheguei um pouco mais perto e vi que o que eles admiravam eram caixas de diferentes tipos de brinquedos da linha Playmobil. Meu queixo quase caiu, e se você tem pelo menos 30 anos como eu, deve entender o motivo disso, e da admiração dos adultos, e não necessariamente das crianças em torno da tal prateleira.

Criada em 1970 e produzida desde então por uma empresa alemã, o Grupo Brandst¤tter, e por uma série de outras fábricas ao redor do mundo, a linha de brinquedos Playmobil, incluindo aí os bonecos, seus acessórios, roupas, animais, veículos e tudo o mais marcaram a minha infância e a de muita gente da mesma idade.

Na hora em que vi os bonecos naquela loja, me juntei aos demais adultos atônitos e me vi imediatamente transportado   vários dos dias da minha infância que eu passei brincando com os playmos, que era como a gente chamava os bonecos entre os amigos: “Ei, vamos brincar de playmo?”, eu podia até ouvir. Ao longo de diversos anos eu fui juntando vários bonecos que ou eu ganhava de aniversário e Natal, ou eu juntava mesada pra comprar.

Eu não vou lembrar ao certo em quanto tempo eu juntei a minha coleção, mas sei dizer que eram todos bonecos da Trol [foot]Embora a Trol não tenha vivido tempo suficiente para ter seu site na internet, um site em português bem nostálgico para quem quer lembrar de alguns brinquedos da empresa está no ar.[/foot], uma empresa que era propriedade do Dilson Funaro, ministro da Fazenda do governo do ex-presidente José Sarney, e que fechou as portas um ano depois da sua morte, em 1990. De qualquer forma, a data coincide com meus 13 ou 14 anos de idade, que é exatamente até quando mais ou menos eu fui deixando o Playmobil de lado.

 

Eu nunca deixei que meus pais dessem a minha coleção pra ninguém. Deixava darem outros brinquedos, mas esses eram sagrados. Sempre disse pra eles que um dia, quando eu tivesse filhos, iria querer deixar que eles brincassem com Playmobil. Como eu tinha me esquecido disso, agora só preciso procurar na casa deles onde foi que helicópteros, veículos, cavalinhos e todos os bonecos que eu tinha ficaram…

Mas voltando   história da loja, em meio ao espanto de vários adultos, pensei: Será que o Playmobil voltou a ser fabricado no Brasil? Depois da Trol ele foi feito pela Estrela e pela Calesita, embora nenhuma dessas duas hoje produza a linha ativamente por aqui. Peguei uma caixa e matei a charada: Vi que se tratava de material importado, trazido pra cá pela Sunny Brinquedos [foot]Infelizmente, até o momento em que escrevi este artigo, não há nenhum dado sobre Playmobil no site da empresa. Pode ser, é claro, que isso mude.[/foot].

Alguns novos Playmobil dessa linha importada pela Sunny estão ilustrando este artigo em ritmo de saudade. O legal é que além das caixas pequenas que já existiam antes, agora também existem algumas maletas com diversos bonecos e acessórios da linha, que servem pra que você transporte tudo pra cima e pra baixo, igual ao que a criançada faz com os famosos carrinhos de metal, pra brincar em qualquer lugar.

A qualidade parece ser surpreendente: Os brinquedos são muito bonitos e sua variedade é a mesma que sempre foi uma característica da linha. Também parecem ser, a exemplo daqueles da Trol que eu juntei ao longo dos anos, bem resistentes.

Sendo bastante sincero, com o aniversário do filhote chegando nos próximos dias, eu não vou resistir e terei que comprar pelo menos uma dessas maravilhas, pra que eu mesmo possa reviver um pouco dos melhores momentos da minha vida ao mesmo tempo em que ele brinca com essa jóia do tempo…

Capturando regiões da tela no Ubuntu

Quem me conhece pessoalmente sabe que meu trabalho atual envolve uma série de atividades relacionadas   documentação de processos e ferramentas, e   criação de how-to’s. Mesmo aqueles que não me conhecem em pessoa e me acompanham apenas aqui pelo blog há algum tempo já sabem que aqui não é muito diferente: Eu vivo tentando explicar detalhadamente muita coisa em cada artigo que escrevo, pra ajudar o máximo de pessoas, porquê no fundo eu gosto muito disso.

No meu modo de encarar a coisa, explicar envolve ilustrar, e ilustrar qualquer procedimento de informática implica em capturar imagens da tela, os famosos screenshots. Dependendo do que se deseja fazer, estes screenshots podem ser da tela toda, de janelas ou de regiões específicas, sejam elas retangulares ou com formato livre.

Recentemente, ao começar a utilizar novamente o Ubuntu, percebi o quanto os dois últimos tipos de captura que citei me fariam especial falta, já que normalmente quero chamar a atenção para detalhes específicos de alguma coisa quando estou escrevendo aqui no blog. A opção padrão do GNOME, localizada em Aplicações ââ? â?? Acessórios ââ? â?? Capturar imagem da tela não conta com a possibilidade de selecionar regiões para captura, o que na prática, se mantida esta única opção disponível, faz com que seja preciso obter uma tela ou janela inteira primeiro, para depois editá-la, por exemplo, com o GIMP, recortando apenas o necessário.

Navegando por aí acabei encontrando um site onde são apresentadas diversas maneiras para se capturar telas no Ubuntu. Dentre estas diversas maneiras, excluindo-se o utilitário padrão que acabei de mencionar, várias realizam a captura pelo terminal ou abrindo o GIMP, o que não é nada prático na minha opinião, e a grande maioria acaba sendo útil apenas para capturas da tela ou janela toda. Mesmo a mais promissora, uma extensão para o Firefox, embora conte com a possibilidade de capturar regiões da tela, faz isso apenas para páginas da web.

Assim, sobram-me duas alternativas para resolver o problema de conseguir capturar apenas regiões específicas da tela.

A primeira delas, a alternativa fácil. Por fácil, quero dizer instalar no GNOME um utilitário originalmente desenvolvido para KDE, o KSnapshot. Para isso, como sempre, basta executar um único comando como root através do terminal:

sudo apt-get install ksnapshot

Após a instalação, o KSnapshot estará disponível no menu Aplicações ââ? â?? Gráficos, e você poderá utilizá-lo para capturar regiões da tela normalmente, pois um cursor em forma de cruz aparecerá caso esta opção seja selecionada. Outro ponto positivo do programa é sua capacidade de salvar as capturas de arquivo em diversos formatos — JPG, PNG, GIF, etc — diretamente, sem a necessidade de um programa adicional ser usado.

KSnapshot

No entanto, a ferramenta ainda não torna possível capturar regiões desenhadas   mão livre — o que, apesar de não ser algo muito corriqueiro para mim, pode fazer falta para alguém. Isso me lembra da segunda opção que me veio   mente para capturar regiões da tela, sendo que esta envolve um utilitário freeware para Windows, e o uso do WINE, ou seja, é a mais longa e mais complicada.

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Eu quero mandar vídeos pro Flickr. Mas não dá.

Já fazem pelo menos três anos que eu sou um usuário pro do Flickr. A grande justificativa por trás disso é a facilidade de compartilhar mídia com familiares e amigos que moram longe do pessoal aqui de casa, e, é claro, o espaço ilimitado para armazenamento de conteúdo que a conta diferenciada me permite. Durante todo esse tempo, quem me acompanha aqui no blog sabe que, em 99,9% das vezes, eu elogiei o serviço prestado pelo Yahoo, ficando muito satisfeito com ele.

Mas agora os 0,1% restantes estão querendo botar as manguinhas de fora, e eu explico.

Quando foi anunciado pelo Flickr o suporte   hospedagem de vídeos para contas pro, eu comentei por aqui que era o que estava faltando para minha felicidade total: Até então eu não dispunha de maneiras simplificadas para compartilhar meus vídeos, e fiquei muito satisfeito com a novidade. Enviei uns dois ou três vídeos para a minha conta, primeiro usando com sucesso a extensão FireUploader para o Firefox, e em seguida através da versão 3.1 do Flickr Uploadr.

No sábado passado, após uma festinha que aconteceu na escolinha onde meu pimpolho está estudando, lá foi o papai coruja descarregar seus vídeos para o computador, para enviá-los para o Flickr. E foi justamente a partir daí que nada mais deu certo.

Como estou usando Ubuntu Linux, fui tentar instalar a extensão FireUploader para fazer o serviço descomplicadamente, apenas para descobrir que ela (ainda?) não é compatível com a versão beta 5 do Firefox 3 que vem instalada por default com o Hardy Heron. Tentei, na seq¼ência, instalar o Firefox 2 em paralelo com a versão mais nova, mas mesmo depois disso feito e da extensão instalada, uma surpresa me aguardava: O FireUploader mostrou meus arquivos de fotos — todos JPG —, mas nada de reconhecer os filmes da câmera, todos em formato MPG oriundos de uma Sony Cybershot.

Começando a ficar extremamente preocupado, reiniciei a máquina na partição Windows XP que eu ainda tenho, e onde o Firefox 2.0.0.14 tem a extensão FireUploader ativa e — até onde eu sabia — funcionando. Mas nada de reconhecer os filmes por lá, também. A partir daí, já que estava mesmo no Windows, resolvi tentar a sorte com o Uploadr, mas também me deparei com um problema: Os vídeos começaram a ser enviados normalmente, mas acabaram travando aleatoriamente sem quaisquer explicações mais detalhadas, sempre com um erro irritante — o famigerado bonk, que é praticamente a blue screen of death do Flickr — que quem usa essa ferramenta já deve ter vivenciado pelo menos uma vez.

Pensei em recorrer ao jUploadr, um excelente cliente desenvolvido em Java que já usei antes, compatível com Linux, Windows e Mac, mas vi que o programa parou no tempo, talvez justamente por falta de tempo do desenvolvedor em tocar o projeto, ou sabe-se lá o que mais: A versão mais recente do programa, a 1.2, ainda não suporta o envio de vídeos, e parece que não há nenhuma previsão para uma versão 1.3 ou superior, o que acho uma pena, por sinal.

Ferramentas de terceiros na minha conta do Flickr

Ainda disposto a enviar os vídeos de sábado para a minha conta — afinal eu sou brasileiro e não desisto (quase) nunca —, comecei a experimentar uma verdadeira enxurrada de clientes de upload diferentes, para ver se algum deles me atenderia. Fiz isso alternando programas para Ubuntu e para Windows, mas não consegui nada. Me parece que o problema é mais grave, e que não tem relação  com qual cliente eu uso para enviar conteúdo para o Flickr, e sim com algum bug interno.

Depois de algum tempo — na verdade, até agora, 4 dias seguidos — procurando a ferramenta ideal, eu honestamente cansei. A figura acima mostra quantas tentativas diferentes eu fiz para tentar enviar pelo menos um vídeo para a minha conta no serviço, sem sucesso. Agora, snceramente, tudo o que eu mais quero é que alguém explique o que pode estar acontecendo, já que no fórum de suporte a coisa também parece estar sem resposta.

Assim, eu só espero que estes 0,1% de insatisfação com o serviço que me acometem neste instante sejam tratados o mais rápido possível, pois não gostaria de ter que trocar o Flickr por outro serviço nesta altura do campeonato. Enquanto a questão não se resolve, no entanto, esse percentual tende a aumentar.

Ah… tem mais alguém passando por isso aí fora?

Dia da família!

Hoje mamãe, papai e eu participamos do Dia da Família na minha escolinha. Fiquei falando nesse dia a semana toda, porquê fomos nos preparando pras diversas atividades que iam acontecer, mas principalmente pra fazer uma homenagem pras nossas mamães…

Maio 2008 018

Antes de sairmos pra festinha, papai quis saber o que eu ia fazer pra homenagear a mamãe. Daí eu fui logo cantando um trechinho da musiquinha que ia cantar na escolinha depois. Vejam só que legal que ficou:

[flv:ensaio.homenagem.mamae.maio.flv 480 368]

Depois desse ensaio, fomos pra escolinha… só que, chegando lá, eu não imaginava que fosse ter tanta gente assim… como era gente demais, fiquei bastante envergonhado, e assim que começaram as atividades e chamaram a gente pra fazer a homenagem, eu fiquei um pouquinho apreensivo e, se não fosse eu ter chamado a própria mamãe pra me ajudar, eu acho que não ia conseguir não… felizmente ela foi me ajudar. Olha só a apresentação, que devia ser minha, mas acabou sendo nossa:

[flv:homenagem_mamae.flv 480 368]

Depois dessa homenagem, eu fui me divertir um pouquinho… é que além da homenagem que fizemos, todas as professoras da escolinha também tinham deixado preparados um monte de brinquedos e coisas legais pra fazermos no Dia da Família.

Por exemplo, tinha piscina de bolinha…

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…e tinha cama elástica, que eu a-d-o-r-o.

No intervalo entre os brinquedos a titia Ana nos convidou a fazer uma atividade totalmente em família. Mamãe, papai e eu começamos a desenhar, pintar, fazer dobraduras e colar papéis, criando um resultado bem bonito, que nós levamos para casa como lembrança desse dia muito legal.

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Mas o que eu mais gostei mesmo foi um tobogã grandão que tinha na festa, onde eu não cansei mais de ir. Tanto que foi preciso mamãe e papai me chamarem várias vezes até conseguirem me convencer a sair. É que eu já tinha brincado tanto que já era hora de irmos embora para casa. Que pena!

Back-up Cast #004: Google Friend Connect

Eis aqui a mais recente edição do Back-up Cast, a de número 4! Dando seq¼ência aos programas, agora eu resolvi comentar um pouco sobre o Google Friend Connect, que é uma novidade liberada esta semana pela Google, que promete dar um quê de rede social a qualquer site.

De quebra aproveito algumas dicas que me foram enviadas pelo meu amigo Kadu e comento um pouquinho mais sobre Twitter. Ah, e faço uma homenagenzinha   madrinha deste meu podcast… 🙂

Espero que vocês gostem… como sempre, quem quiser pode deixar uns comentários que eu vou achar o feedback muito importante pra melhorar! Seguem os links que de alguma maneira são úteis para quem for ouvir o podcast:

  • Empregos no Twitter: Saiba onde encontrá-los, que é a nota do blog Twitter Brasil que me foi enviada pelo Kadu, na qual eu baseei os comentários que teci com relação   busca de empregos na ferramenta.
  • Google Friend Connect, a ferramenta do Google que promete aumentar o tráfego de qualquer site convencional da grande rede de computadores dando-lhe características sociais com código descomplicado, sem a necessidade de entender de programação, e o respectivo press release feito pela empresa, dando conta da novidade.
  • Também é possível visualizar alguns sites que estão usando o Friend Connect, embora sejam em sua maioria exemplos criados pelo próprio Google.
  • Se você quiser mais informações sobre o serviço, ainda pode ler este artigo da CNet News, onde há vários detalhes legais.

Comentário adicional: O Audacity do Ubuntu 8.04 é muuuuuuito mais legal pra gravar podcasts do que seu irmão que roda no Windows. A meu ver a qualidade do resultado ficou muito melhor com o seu uso…!

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De volta pro Ubuntu: DVDs e RMVB

De volta pro UbuntuSe tem uma coisa da qual eu não abro mão é de assistir a meus filmes e seriados favoritos.

Como na maioria das vezes eu faço isso diretamente no computador, minha volta ao sistema operacional do ping¼im — depois de vários meses sem instalá-lo após um problema que tive com meu computador — não poderia ser completa se eu não pudesse assistir a meus DVDs tranquilamente, e reproduzir o formato RMVB de vídeo, no qual a maioria dos seriados que consigo através do Torrent Channel está codificada.

Assim sendo, vasculhei aqui e ali, e acabei efetivamente encontrando, como sempre, aliás, maneiras simples e sofisticadas para que o Hardy Heron — o Ubuntu 8.04 — pudesse ficar 100% preparado.

Primeiro, tratei de instalar o suporte   reprodução de DVDs. Para fazer com que o Totem reproduza um disco automaticamente quando ele for inserido, segui os comandos abaixo:

sudo apt-get install totem-xine libxine1-ffmpeg libdvdread3
sudo /usr/share/doc/libdvdread3/install-css.sh

É importante lembrar que tais comandos precisam ser inseridos através do terminal, embora possa-se optar pelo Synaptic se for o caso de utilizar a instalação visual de componentes que também está no Ubuntu. Qualquer que seja a escolha, após o término dos procedimentos, é garantido: Inserir um DVD no drive tornará sua reprodução imediata.

Com relação ao RMVB minha preocupação era maior.

Dependo dele diretamente para continuar atualizado no que rola em todas as minhas séries favoritas. Como no Windows eu me utilizo de um player gratuito chamado GOM Player, que é simplesmente fantástico porquê reproduz, além deste formato de vídeo, qualquer outro formato popular imaginável instantaneamente, fiquei procurando uma forma desta reprodução acontecer também no Ubuntu. Encontrei, graças a um artigo do site Planeta Ubuntu Brasil, escrito pelo André Gondim.

Novamente através do terminal, deve-se digitar:

echo 'deb http://packages.medibuntu.org/ hardy free non-free' |
sudo tee -a /etc/apt/sources.list

Em seguida, usar o comando:

wget -q http://packages.medibuntu.org/medibuntu-key.gpg -O- |
sudo apt-key add - && sudo aptitude update

E finalmente:

sudo aptitude install w32codecs  libdvdcss -y

O André ainda diz que, caso esse processo não funcione, deve ser instalado o package ubuntu-restricted-extras. Os repositórios de software de terceiros podem ser ativados diretamente no menu Sistema ââ? â?? Administração ââ? â?? Canais de Software.

Devo dizer que me espantei com o resultado deste procedimento para reprodução do RMVB no Linux, pois foi o primeiro conjunto de operações que realizei em minha máquina Ubuntu que não funcionou imediatamente. Quase como nos sistemas Windows, precisei reiniciar não o meu computador, mas a minha sessão, antes de poder testar a solução com o episódio 4×13 de House MD.

De qualquer forma funcionou, e agora eu sou mais um no rol de felizes usuários Ubuntu que podem se sentir tranq¼ilos com o suporte   DVDs e reprodução de vídeo RMVB em seus computadores. Só falta você.

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Astros: Perda de tempo?

Eu já sabia, como muitos, é claro, que dolos, a versão nacional do reality show musical American Idol transmitida durante duas temporadas pelo SBT tinha mudado de mãos: Depois do descontentamento da Freemantle Media com o formato do programa e seu horário de exibição — convenhamos, neste ponto até eu concordo, pois os episódios iam ao ar de madrugada —, a empresa, que detém o direito sobre o formato, resolveu tomar providências, descartando a emissora de Sílvio Santos e assinando contrato com a Rede Record.

O que eu descobri atrasado é que dolos 2008, apesar de nem ter estreado ainda, sofrerá a concorrência do próprio SBT. Ouvindo hoje o jornal da tarde pelo rádio do carro enquanto voltava do trabalho, fiquei sabendo do programa Astros, nome que a emissora deu ao programa depois de exibi-lo por três semanas seguidas sem título, já que o nome novosídolos — assim mesmo, junto e em minúsculas — foi, obviamente, barrado por liminar da justiça a pedido da Freemantle.

Apesar de eu ainda não ter assistido ao novo programa do SBT, que tem sido exibido  s quartas-feiras, 21h30 da noite, concorrendo com o futebol, já concordei, depois de buscar algumas evidências YouTubescas, com a opinião da mídia especializada: Astros está mais para uma versão repaginada do antigo Show de Calouros:

O novo reality show musical do SBT aposta em humor ridículo e no talento duvidoso de seus participantes, mas parece mais a um “Show de Calouros” repaginado que ao programa “dolos”, que emissora já transmitiu e que agora irá ao ar na Record.

(…)

A competição realmente não é séria e os jurados levam isto a sério, como no momento em que, Cyz, produtora musical e cantora, cujo nome é Cynthia Zamorano, provocou um participante que cantava o hit “Créu” a fazer performances.

Todos os vídeos que encontrei realmente demonstram que cada palavra da notícia é verdadeira. Pra mim, é até estranho ver os jurados Arnaldo Saccomani, Cyz Zamorano, Thomas Roth e Carlos Miranda — que independente de qualquer opinião pessoal, são profissionais devidamente reconhecidos do ramo da música — inseridos neste novo formato pastelão.

youtube
please specify correct url

É claro que vou ter que assistir a um ou dois episódios para, eventualmente, dizer algo diferente. Astros já tem seu primeiro vencedor — um vencedor por mês ganhará um carro —, é fato, mas por ora sou obrigado a concordar com Arnaldo Saccomani, que parece resumir tudo sobre o programa após ouvir um candidato dançar o créu: “uma perda de tempo; do meu, do seu, do nosso tempo“.

Estaria ele errado?

O Papa Digital

Certamente vocês se lembram daquela música de uma popular banda gaúcha brasileira, que dizia que o Papa é pop. Bom, sem entrar no mérito da popularidade, pelo menos uma coisa que no futuro será possível afirmar sobre Bento XVI é que ele é um Papa Digital.

Digo isso porquê, a partir do próximo dia 15 de julho, data em que se iniciará na Austrália a próxima Jornada Mundial da Juventude — um evento anual criado pelo Papa João Paulo II em 1985 que reune católicos de todas as partes do mundo —, Bento XVI começará a enviar mensagens SMS com conteúdo inspirador e de esperança a seus fiéis mais jovens.

Segundo declaração do bispo Anthony Fisher
feita ontem, essa iniciativa foi tomada pela Igreja Católica para que a conexão com os cerca de 225 mil jovens católicos australianos, todos atentos  s mais recentes tecnologias, se torne uma experiência única e inesquecível.

A experiência será aparentemente ainda mais ampla com o fornecimento, pela empresa australiana Telstra, de links de voz, dados, telefones celulares e banda larga aos participantes, que também poderão interagir através de paredes digitais de oração.

Para o evento deste ano, a Telstra planeja conectar 8000 voluntários, 2000 clérigos e 3000 representantes da mídia, além de todos os peregrinos católicos que se concentrarão em mais de 700 locais próximos da capital australiana.

Fico realmente impressionado com tal iniciativa com vistas   tecnologia, uma vez que sempre considerei a Igreja Católica um tanto quanto conservadora em certos aspectos. Acho que isso pode representar o começo de uma mudança considerável… a única falha de um evento que visa atingir proporções mundiais, com cerca de meio milhão de visitantes esperados, é que o site oficial conta com tradução em diversos idiomas, menos português. Essa é uma falha que salta aos olhos, uma vez que o Brasil — entre outros países nativos em língua portuguesa — é um dos maiores redutos de católicos do mundo.

Back-up Cast #003: Anti-vírus + Twitter te libertará!

É hora da terceira edição do Back-up Cast. Como vocês podem perceber, estou tentando manter uma certa regularidade com relação ao programa, embora eu tenha que admitir que mesmo no sistema ready-fire-aim, isso não é nada fácil

Nesta edição eu comento um pouco sobre o uso de anti-virus, que parece que está sendo abolido por algumas pessoas por aí. Também falo um pouco sobre um cara que saiu da cadeia graças ao Twitter, e de quebra reclamo de não conseguir instalar o Hardy Heron e falo de um joguinho web bem bacaninha.

Espero que vocês gostem, ok? Como sempre, deixo os links relacionados a esta edição:

ToonCrisis, um first-person shooter em que você tem que aniquilar desenhos animados e atira com as próprias mãos. A trilha sonora é da banda punk cigana Gogol Bordello, que também parece legal, e que eu uso nesta edição como pano de fundo!

Do You Run Antivirus Software? É a pesquisa realizada recentemente pelo site americano de tecnologia Lifehacker para saber quem usa anti-vírus. Algumas respostas são interessantes.

Anti-virus software can’t keep up: Nota que cita a pesquisa realizada pela Panda com relação   eficácia do modelo atual de anti-vírus e proteção contra ameaças.

Infected or Not? É a página da Panda onde eles estão divulgando a solução Collective Intelligence e onde quem não encontrar nenhuma ameaça no próprio computador pode concorrer a um iPod Nano e prêmios em dinheiro.

Site do estudante James Karl Buck, que foi preso no Egito em companhia de seu intérprete Mohammed Maree enquanto pesquisava para sua tese de mestrado. Depois de ter saído da cadeia, agora ele está organizando uma petição online para conseguir a liberdade também de Maree, que continua em poder da justiça do país. Ah, e também a página do cara no Twitter.

Arrested. Foi com essa única palavra enviada via Twitter que James Buck iniciou os eventos que culminariam com sua liberdade.

Student ‘Twitters’ his way out of Egyptian jail, história sobre o ocorrido no Egito diretamente da página da CNN. Foi nessa página que eu esbarrei sem querer quando pesquisava mais empresas aéreas usando ativamente o Twitter.

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WordPress Instant Upgrade!

Um dos plugins mais interessantes que eu conheço é o fantástico WordPress Automatic Upgrade. Este plugin torna o processo de atualização de versões do WordPress extremamente rápido e indolor, duas características que certamente atraem qualquer blogueiro, independentemente de seu nível de conhecimento ou tempo de blog.

Admiração   parte, um comentário recente em meu artigo a respeito da migração para o WordPress 2.5 feito pela Lunna, do blog Fascinatte, me chamou a atenção para duas questões que me incomodam: Primeiro, as constantes falhas de atualização a partir do mais novo release do WordPress, que, como efeitos colaterais não permitem o uso pleno da nova interface de upload de imagens e ainda por cima deixam todos os plugins ativos desabilitados, o que, para pessoas ligeiramente desorganizadas como eu, torna um parto lembrar que plugin estava ou não ligado antes da atualização. Em segundo lugar, a aparente falta de ação do autor do plugin para corrigir tais problemas em uma nova versão.

Ainda levando em conta o comentário da Lunna, resolvi tentar me mexer um pouco e pensar fora da caixa. A pergunta de um milhão de dólares que tentei responder era “Certamente deve existir um plugin que faça a atualização do WordPress e que não seja o WPAU”. Felizmente para mim, esse plugin realmente existe: Trata-se do Instant Upgrade, criado pelo alemão Alex G¼nsche.

Ainda na versão 1.0-beta — o que eventualmente pode desencorajar seu uso por algumas pessoas —, a intenção do plugin é automatizar o processo descrito no guia oficial, só que 30 vezes mais rápido. Desta maneira, as operações realizadas compreendem baixar a versão mais recente diretamente do servidor do WordPress e extraí-la para seu servidor. A seguir o plugin também exclui todos os seus arquivos antigos — exceto o conteúdo das pastas wp-content/ e o arquivo wp-config.php substituindo-os pelos novos. Finalmente, a rotina executa o script de atualização do banco de dados.

Para testar o funcionamento do plugin, atualizei meu blog com a versão mais recente que foi liberada pelos desenvolvedores, a 2.5.1, que corrige alguns problemas e traz algumas melhorias de performance. A seguir procuro descrever como foi realizado este processo de atualização.

Antes de qualquer coisa é necessário providenciar a instalação do plugin. Eu fiz isso através do excelente plugin OneClick Installer, que me permitiu transferir o arquivo zipado automaticamente do servidor do desenvolvedor do Instant Upgrade e instalá-lo aqui no site.

Também muito importante é DESATIVAR — caso esteja em funcionamento — o plugin WordPress Automatic Upgrade. Por utilizarem bibliotecas idênticas da linguagem PHP, o WPAU não funciona em conjunto com o Instant Upgrade e provoca erros caso essa desativação não seja providenciada.

Método de atualização

Em seguida, deve-se ativar o plugin e ir até Settings ââ? â?? InstantUpgrade para que se possa ajustar suas opções. Deve-se configurar a forma pela qual a atualização será feita. O plugin permite o uso dos protocolos FTP ou HTTP. O primeiro é mais recomendável, já que evita que você precise se preocupar com problemas de permissão de diretórios no seu servidor. A atualização via HTTP está disponível, segundo o desenvolvedor, para as pessoas que têm restrição para uso do FTP ou que preferem usar esse método.

Se você optar por realizar as atualizações através de FTP, será necessário informar o endereço do seu servidor, seu usuário e senha, sendo que esta última nunca é armazenada em banco de dados e deve ser informada sempre que uma nova atualização for realizada.

O Instant Upgrade fará então um teste de conexão com seu servidor e, caso tudo corra bem, exibirá uma mensagem dizendo que sua configuração está ok e que você pode começar o processo de atualização, caso assim o deseje.

Ok para continuar!

Uma diferença básica que existe entre o WordPress Automatic Upgrade e o Instant Upgrade é que este último não faz o back-up automático de seu banco de dados. Desta maneira, para se precaver, é necessário instalar plugins a parte ou realizar este procedimento manualmente antes de continuar.

Mesmo com este aparente lado negativo penso que valha a pena usar o Instant Upgrade devido ao fato de que ele é bastante rápido e permite não apenas a atualização para versões mais recentes do WordPress, mas também o downgrade. Este é um ponto importante pois eventualmente, ao encontrar problemas de incompatibilidade com plugins, pode ser necessário voltar atrás.

Assim, quando você inicia o processo de atualização pode escolher se deseja a versão mais recente, ou outra qualquer antes de prosseguir. É importante lembrar que uma vez iniciado o processo de atualização, o mesmo não deve ser interrompido. Será possível acompanhar o andamento pela própria barra de status do navegador que você estiver usando e, ao final do mesmo, verificar as operações realizadas conforme demonstro com as figuras a seguir.

Seleção de versões

Término do processo de atualização

Como eu disse anteriormente, usei o Instant Upgrade na minha atualização para a versão 2.5.1 do WordPress. Somando os processos de configuração — que, afinal de contas, só precisa ser realizado uma vez — e instalação, não levei mais do que míseros 5 minutos para concluir tudo. Para mim, apesar da pouca maturidade do plugin — dada sua versão baixa e beta —, fiquei extremamente satisfeito com os resultados obtidos, e posso dizer que continuarei firme na sua utilização. Enquanto nada de novo surge no horizonte do Automatic Upgrade, este plugin certamente é uma solução simples e ao mesmo tempo sofisticada que tem tudo para ganhar cada vez mais espaço e adeptos.

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Testei o BrTTwitter

Depois de passar por alguns problemas com meu Speedy no último domingo, me vi  s cegas no quesito conexão com a internet em casa, o que devo admitir que, para mim, é mais desesperador do que qualquer coisa. Munido de uma paciência de Jó, resolvi aproveitar meu forçado período offline para testar o BrTTwitter, depois de ter ouvido falar dele devido a uma menção feita pela Bia.

Atualizações via BrTTwitter

Como o próprio nome denuncia, o serviço — oferecido pela Brasil Telecom — nada mais é do que um gateway que encaminha qualquer mensagem SMS que você escreva para o Twitter. Para que ele comece a funcionar, basta cadastrar seu nome de usuário, senha e número de celular no site. Em seguida, basta compor uma mensagem e enviá-la para o número (61) 8458-0963.

Nos dois testes que realizei com o serviço, a publicação ocorreu de maneira quase que imediata. Na verdade, poucos segundos se passaram depois do uso do celular até que meu tweet stream fosse atualizado, o que me faz constatar que pra quem gosta de enviar suas atualizações de qualquer lugar onde estiver, instantaneamente, trata-se de uma opção bem considerável.

No meu caso, especificamente, fico em cima do muro: Como meu celular é pré-pago, a novidade, apesar de tentadora, é também uma potencial consumidora dos meus créditos… assim, por ora, vou usando a própria web e o Twitterfox, mesmo…

Back-up Cast #002: Twitter Corporativo e Padre Voador

Senhoras e senhores, apresento a vocês a segunda edição do Back-up Cast.

Sim, ela veio!! E veio comigo tentando corrigir uma série de problemas com o som e com o chiado do microfone na edição anterior. Eu espero ter conseguido, porquê afinal de contas, nesta edição eu estou falando um pouco sobre o uso do Twitter corporativamente, ou seja, por empresas. Isso não sem antes falar do meu beta tester de podcasts e também do Padre Voador, desaparecido no último dia 20 de abril.

Assim como eu fiz da primeira vez, segue uma lista com os links que eu considero relevantes ou que complementam dados em relação ao conteúdo deste novo podcast. Na verdade, muito do que eu utilizei no roteiro que segui saiu de mesclas e adaptações com a minha visão a respeito destes conteúdos.

Por favor, não se esqueçam de me dizer se gostaram!

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Dilbert na Web 2.0

Não há quem trabalhe com gestão de projetos ou informática — isso só pra citar duas áreas nas quais eu particularmente trabalhei — que não conheça ou pelo menos já não tenha ouvido falar de Dilbert. Eu sempre considerei o humor irreverente que é aplicado  s situações cotidianas de escritório nesta tira de quadrinhos como prova clara de que Scott Adams, seu criador, é um cara   frente do seu tempo.

Pra mim, aliás, Scott demonstrou mais uma vez essa sua característica essa semana, ao reinaugurar — em parceria com sua distribuidora, a United Media — o website onde são exibidos seus comics. Algumas críticas especializadas estão louvando o novo Dilbert.com como o primeiro site de quadrinhos a ingressar na Web 2.0, devido   grande interatividade que navegar por lá agora proporciona aos internautas, que podem interagir e alterar o conteúdo exibido através dos chamados mashups.

Quantas vezes você já leu uma tirinha de quadrinhos no jornal e pensou que poderia ter sido mais engraçado se a situação tivesse terminado diferente? Comigo, isso já aconteceu muitas vezes! Essa situação final, chamada na gíria dos cartunistas de punch lineaquilo que faz o leitor efetivamente dar risada — agora pode ser editada pelos usuários, e alterada a gosto. Eu preparei um pequeno screencast pra demonstrar como isso funciona na prática, porquê achei sensacional:

youtube
please specify correct url

Em maio, essa liberdade de edição deverá se ampliar, e os internautas que freq¼entam o site do Dilbert poderão editar o diálogo de todos os quadrinhos que compõem a tira: A idéia é que apenas as imagens sejam apresentadas e que cada pessoa coloque em prática sua própria criatividade. Esse tipo de edição deverá se estender, também em maio, de apenas um quadrinho para todo o restante da história, que poderá ser feita em conjunto com seus amigos.

Como é sabido que existe uma tendência de que algumas pessoas usem as novas ferramentas do site para criar tirinhas com conteúdo racista, sexual ou ofensivo, e fazer isso como se fossem o autor, existem alguns filtros de conteúdo e também a possibilidade de permitir ao usuário que reporte conteúdos que julgar inadequados. No mais, o próprio Scott Adams admite que as pessoas atualmente já alteram as tiras e as tornam ofensivas, através de ferramentas de edição gráfica, e que isso nunca foi um problema muito grande. Eles estão apenas oficializando os meios para isso…

EM TEMPO: Estava lendo o blog oficial do Scott Adams há poucos minutos, e vi que até mesmo ele comentou o desaparecimento do padre voador, já que a notícia ganhou alcance internacional. Ele diz que quando ouviu falar da história a primeira vez, achou que Adelir de Carli estivesse voando para levantar fundos para a caridade. Depois viu que era apenas para estabelecer um recorde, e fez um comentário, que eu estou traduzindo abaixo:

Que tipo de quebra de recorde tentada por um religioso irritaria mais a Deus? Da perspectiva do Todo Poderoso, qualquer desvio da missão de salvar almas é provavelmente tempo desperdiçado. Mas algumas tentativas de quebra de recorde têm que ser piores que outras. Por exemplo, você não quer ver seu padre ganhando um concurso de comer tortas. E não quer que um homem de batina seja o detentor de nenhum título que envolva nudez, tequila ou auto-gratificação, só pra citar alguns exemplos. O melhor que um padre poderia esperar nestes casos é que Deus estivesse ocupado e não percebesse.

Mas um vôo de balão, lá em cima, bem pertinho do céu? Isso é pedir pra ser castigado.

Notem: Não fui eu quem falou.

Gravatares: Agora com Identicons!

Lendo o Matt hoje pela manhã descobri que uma nova funcionalidade acaba de ser incorporada ao Gravatar. Para quem exibe os avatares dos usuários registrados no serviço que visitam e fazem comentários em seu blog, agora é possível substituir aquela imagem padrão — um G com fundo azul horrível — para quem não possui um avatar registrado por algo muito mais artístico.

Antes de mais nada, o que possibilita essa novidade são os chamados Identicons, ou seja, representações visuais de uma função matemática, geralmente obtidas com base no endereço IP de uma máquina, servindo para identificá-la — e a seu usuário costumeiro — de maneira única. Seu criador, Don Park, surgiu com a idéia em 18 de janeiro de 2007, quando disse o seguinte:

“I originally came up with this idea to be used as an easy means of visually distinguishing multiple units of information, anything that can be reduced to bits. It’s not just IPs but also people, places, and things. IMHO, too much of the web what we read are textual or numeric information which are not easy to distinguish at a glance when they are jumbled up together. So I think adding visual identifiers will make the user experience much more enjoyable.

O Gravatar incorporou três variações novas, todas frutos do trabalho de usuários do WordPress que já procuravam aderir   idéia dos Identicons: Os projetos WP_Identicon, WP-MonsterID e Wavatars foram automaticamente mesclados ao Gravatar original, o que facilita a inclusão de qualquer um deles em substituição ao padrão original. Para isso, basta acrescentar o sufixo &default=opção   função get_avatar() original, onde “opção” pode ser qualquer uma dessas:

Identicons no Gravatar

Na minha opinião, o mais legal dessa história é que agora, quem não gosta do padrão — como eu, que adotei o monsterid como opção — pode personalizar os seus gravatares da maneira que mais lhe agradar, editando o tema diretamente. No meu caso ficou assim:


E se no final das contas nenhum modelo agradar a você, saiba que também é possível desenhar alguns Identicons personalizados