Mudando de solução anti-spam

Acima de qualquer coisa, a intenção principal deste artigo é me desculpar publicamente com uma série de leitores fiéis que me acompanham (e eu, a eles) de longa data. Entre essas pessoas estão a Patty Muller, o Thalis, o Rodrigo, a Vivi, o Neto e o Émerson.

O motivo da desculpa está ilustrado acima. Não sou de receber muitos comentários neste humilde blog, mas a falta deles vinha me incomodando nos últimos dias, mesmo sabendo que dei uma ligeira sumida da grande rede, e que não tenho escrito muita coisa nova por mês — poucos textos novos + poucas idéias = poucos comentários, vocês entendem.

Pois bem. Impelido por essa sensação de que havia sido esquecido pelo mundo, fui dar uma olhada na quarentena de spam do Defensio, ferramenta anti-spam que venho usando por aqui há longa data, e que vinha se mostrando muito eficiente até então. Infelizmente, a olhadela na fila me fez descobrir 15 comentários legítimos — realizados nos últimos sei lá quantos dias — que haviam sido considerados spam pela ferramenta.

Fiquei tão chateado — afinal de contas, sempre tentei responder cada comentário recebido nos últimos tempos, prezando pelo bom bate-papo entre mim e meus poucos leitores — que na mesma hora me deu vontade de despachar o Defensio. Sim, lembrem-se: Levam-se anos para conquistar um cliente, e segundos para perdê-lo. E foi nessa minha decisão que encontrei o Mollom.

Nomes esquisitos   parte, o Mollom me chamou a atenção por sua principal proposta: Eliminar o tempo que você precisa gastar para moderar comentários. Em resumo, ele analisa qualquer conteúdo — comentários, mensagens enviadas via formulário de contato, tracks e pingbacks — enviado para o servidor do serviço e retorna três tipos de classificação: spam, ham ou unsure.

 

Na primeira hipótese, a tratativa é óbvia. No segundo caso, o comentário é liberado e aparece instantaneamente no site. E em último caso — quando o Mollom não sabe precisar a resposta — aparece na tela de quem estiver no site uma proposição CAPTCHA. Por menos que eu seja fã desses tipos de teste, neste contexto elas têm sua utilidade.

Digo isso porquê é justamente a classificação unsure o que os desenvolvedores do serviço — Dries Buytaert, o criador, nada mais, nada menos, do Drupal Benjamin Schrauwen, especialista em aprendizado por máquinas — dizem ser o trunfo para acabar com a necessidade de moderação. Afinal de contas, sabemos que apenas seres humanos — ao menos em tese — têm capacidade para resolver um CAPTCHA, que o Mollom exibe em formato texto ou de áudio.

Se esta será a solução definitiva implantada por aqui, eu não sei. O fato é que fiquei animado com as estatísticas do serviço, que demonstram precisão de 99,94%, ou seja, apenas 6 entre cada 10 mil mensagens de spam infiltram-se no sistema, e acabei me inscrevendo no serviço — que tem, a exemplo do próprio Akismet e do Defensio, versões gratuitas e pagas, estas últimas voltadas para empresas —, e instalando o Mollom para WordPress.

Espero que realizando essa mudança, pelo menos, eu tenha chance de ser mais justo com aqueles que têm paciência para ler alguma coisa escrita por mim, respondendo e participando junto com eles de bate-papos bem interessantes. E quem por ventura testar o Mollom, me avise, pra trocarmos impressões sobre ele.

O Chrome é promissor!

Não é raro que ouçamos pessoas dizendo que, mais dia, menos dia, o Google vai acabar desenvolvendo um sistema operacional completo. Um dos passos nesse caminho foi o desenvolvimento de uma suite de aplicativos de produtividade — o Google Docs —, e não me espantaria nada que amanhã eles realmente levassem essa idéia adiante e desbancassem, ao longo do tempo, muitas empresas por aí.

Mas enquanto o amanhã não chega, me prendi ao dia de hoje. Dia em que, aliás, baixei, para experiências, mais uma novidade do pessoal de Mountain View, na California: Trata-se do Chrome, que é, nada mais, nada menos, a proposta de navegador web de código aberto do Google.

De acordo com informações contidas na página do programa — que por enquanto só está disponível para os sistemas operacionais Windows Vista e Windows XP —, a idéia de desenvolver um navegador web surgiu porquê “…no Google, passamos a maior parte de nosso tempo trabalhando dentro de um navegador (… e …) Já que passamos tanto tempo on-line, começamos a pensar seriamente sobre que tipo de navegador poderia existir se pudéssemos começar do zero e construir a partir dali os melhores elementos“.

Nesse começo do zero, dizem os desenvolvedores, alguns elementos do WebKit da Apple e do Firefox foram amplamente usados. Aliás, um dos principais desejos deles, o minimalismo e a rapidez, são facilmente notados. O Chrome, todo em tons de azul googliano, não possui barra de menus — o que dá a sensação de que estamos navegando o tempo todo em modo tela cheia. Quando você navega um pouco utilizando a ferramenta, sente justamente uma agradável leveza.

Preciso admitir, no entanto, que começar a navegar com o novo navegador do Google foi um pouco complicado. Talvez seja o fato de o trabalho dos desenvolvedores estar só no começo — afinal, lembrem-se de que tudo o que o Google desenvolve recebe instantaneamente uma tag beta, mas o fato é que ao tentar executar o programa logo de cara em meu computador não parava de receber duas insistentes mensagens de erro, após o que o Chrome ia para o beleléu instantaneamente.

Chrome travado

Felizmente, a segunda mensagem me levou a uma pista para solucionar o problema: O travamento repetitivo acontecia por causa de um vilão, o arquivo winhttp.dll — responsável, no Windows, por ser a ponte de comunicação do sistema com o protocolo HTTP. Para resolver o problema, segui uma sugestão de outra alma que já havia passado pelo mesmo aperto, adicionando ao atalho do Chrome a chave –new-http — notem que há dois hífens no início. A partir daí, o navegador funcionou que foi uma beleza.

Na seq¼ência, me fiz uma pergunta, que não queria calar: Seria o Chrome um páreo   altura do Firefox?

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O papel da Internet na democracia brasileira precisa mudar

Não sei quantos de vocês já sabiam disso, mas foi comentado pela mídia recentemente que, na corrida rumo   Casa Branca, Barack Obama anunciou o nome do candidato a vice-presidente de sua chapa, Joseph Biden, através de mensagens enviadas por email e SMS para interessados que se pré-cadastraram. Só neste único movimento, o alcance foi de 2,9 milhões de eleitores.

Além disso, a Technology Review Maganize, revista editada pelo MIT, publicou recentemente em seu site um artigo de seis páginas que achei bastante informativo, com o sugestivo título How Obama really did it, ou Como Obama realmente chegou lá. No texto, os passos por detrás da criação do MyBO, a rede social que certamente contribuiu para a escolha do candidato dos democratas  s eleições presidenciais norte-americanas.

O MyBO é um conglomerado de ferramentas sociais desenvolvidas, entre outras pessoas, por Chris Hughes, co-fundador do Facebook, que permitiram aos voluntários do candidato, entre outras coisas, realizarem doações, imprimir panfletos baixados diretamente do site e distribui-los na vizinhança aos indecisos, acompanhar eventos, recrutarem outros voluntários e se organizarem em grupos de discussão para debaterem propostas e pontos de vista comuns.

Outro aspecto interessante que alavancou a campanha de Barack Obama foi o que o artigo considera marketing viral da internet: A divulgação, através do YouTube, de vídeos dos discursos do candidato, e de um clipe entitulado Yes, we can, em que um desses discursos foi sincronizado a uma música de Will.i.am renderam-lhe milhões e milhões de visitas, somadas   mais de 69 mil seguidores de seu perfil no Twitter.

Arrematando meu comentário sobre o candidato americano, uma visita a seu site mostra que há uma preocupação muito grande com a comunicação: Propostas de governo para muitas questões, como a educação, por exemplo, são amplamente detalhadas. Blog e outras ferramentas permitem o envio de dúvidas e a capacidade de seguir o candidato onde ele estiver.

Toda essa exposição de argumentos que fiz até agora tem uma única finalidade: Comparar o cenário americano com o brasileiro — mesmo que lá eles estejam para eleger um novo presidente, e nós, prefeitos e vereadores. Quando olho para nosso país, percebo que é ainda muito pequeno o número de candidatos que faz uso de qualquer um dos recursos que citei acima para alavancarem suas campanhas utilizando a internet.

Em parte, a culpa é de duas legislações brasileiras: A primeira, a Lei 9.504, de setembro de 1997. Essa lei impede “…veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes“, bem como…veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos“.

A segunda, a resolução 22718 do TSE. Em seu capítulo IV, a resolução, criada especialmente para as Eleições de 2008, limita a propaganda eleitoral dos candidatos, que “…somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente   campanha eleitoral“. Para mim, essas duas resoluções em conjunto inviabilizam a utilização do mesmo sistema empregado por Barack Obama nos EUA por aqui. Em tese, não são permitidas as criações, quer por parte do eleitorado ou dos candidatos, de blogs, vídeos no YouTube, podcasts ou perfis no Orkut e Twitter. Os infratores podem ser multados e até presos.

Pra mim, essas duas leis ferem não apenas a democracia, mas também o direito   liberdade de expressão. Vejamos o lado do eleitor: Se eu gosto de um ou outro candidato, nada me impede de circular com camisetas alusivas   candidatura, ou de pendurar um cartaz com o número dele na minha casa. Também posso fazer propaganda boca-a-boca com a vizinhança, amigos e parentes e colar adesivos no meu carro. Nada mais natural seria permitir que isso ocorresse também na internet, já que muita gente, assim como eu, tem perfil em redes sociais ou mantém blogs. Ao invés de adesivos, podcasts. Ao invés de camisetas, um link ou banner num site, oras.

Vejamos, agora, o lado do candidato: A web, apesar de ainda não alcançada por parcelas significativas da população brasileira, poderia ser o canal perfeito não apenas para a realização de marketing, mas também para a apresentação de propostas detalhadas dos candidatos, e espaço aberto para o debate de suas intenções diretamente com o eleitorado. Assim, não vejo porquê não poderiam ser criados os tais perfis em redes sociais, vídeos no YouTube e travados debates nas salas de bate-papo dos sites dos próprios candidatos, principalmente os candidatos   vereador.

Falo especialmente destes últimos porquê considero que a maneira como nos são apresentadas tais candidaturas a vereador nos horários eleitorais da televisão e rádio chegam a ser surreais. Cada candidato tem menos de 10 segundos pra falar sobre si e sobre suas propostas, o que, na prática, acaba gerando aqueles estereótipos que toda cidade tem — aqui, na minha, por exemplo, um candidato de apelio Tang conclama votos da população para si, sob o pretexto de que “…os outros são todos ki-suco”.

Enfim, a livre utilização de sites, blogs, vídeos, redes sociais e demais ferramentas web por um candidato a vereador durante o período eleitoral aqui no Brasil poderia ser a via para apresentação, também por parte dele, de propostas e pontos de vista, rebatidas ou defendidas por seu eleitorado, num grande debate online. Sinceramente, é assim que eu vejo o papel da Internet na democracia brasileira.

Back-up Cast #005: Rejaw + Os órfãos do SMS do Twitter

É isso aí, pessoal. Depois de um longo e tenebroso inverno sem criar programas, eis aqui a mais recente edição do Back-up Cast, a de número cinco! A bola da vez é o Rejaw, um site de microblogging que vem chegando pra tentar tomar pra si um pouco dos usuários do Twitter e do Plurk. Será que ele realmente consegue?

É claro que eu também falo sobre outras coisas. Um pouquinho sobre a participação brasileira nas Olimpíadas de Pequim (bem pouquinho mesmo) e também dou uma dica genial sobre o Get Me Out of Here, um serviço inusitado, e que alguns podem achar bem útil. De quebra, falo sobre serviços que estão surgindo na esteira do Twitter, depois que eles anunciaram, desde 13 de agosto desse ano, que não mais enviariam boletins via SMS com updates das redes de contatos dos usuários.

Apesar da pressa — queria aproveitar o quanto antes pra criar o podcast, pras idéias não esfriarem —, realmente espero que vocês gostem. Por favor, deixem comentários e sugestões, se quiserem. Como sempre, seguem os links que de alguma maneira são úteis para quem for ouvir o podcast:

  • Getmooh. O “salvador da pátria” pra quem quer dar uma escapadinha dos compromissos, reuniões ou pessoas chatas. Ouça o podcast pra ver que tipo de arma ele nos fornece pra isso.
  • Changes for Some SMS Usersââ?¬â?Good and Bad News. Post no blog oficial do Twitter em que eles mencionam a interrupção do envio de mensagens SMS com updates da rede de contatos dos usuários através do número de telefone antes disponível no Reino Unido.
  • TwitSMS. site australiano que, desde a interrupção por parte do Twitter do envio de updatesvia SMS, oferece pacotes com preços variados para quem quer continuar a ter esse privilégio.
  • TweetSMS. Site britânico cuja proposta é idêntica   do site australiano, mas que não tem pacotes, e cobra o envio de cada mensagem individualmente.
  • Rejaw. New kid on the block dos microblogs, que vem, também ele, tentar conquistar para si uma fatia dos usuários do Twitter e do Plurk, e que até parece ser interessante. Criei uma conta por lá, caso alguém queira experimentar e me adicionar.
  • Além de informações olímpicas sobre o Brasil retiradas do site Quadro de Medalhas.
[audio:http://danielsantos.org/podcasts/backupcast005.mp3]

Eu gostei do LinkAlert!

Sabe aquelas coisas que te conquistam pela simplicidade mais do que por qualquer outro motivo?

Pra mim, a extensão LinkAlert para o Firefox é um exemplo destas coisas. A função dessa extensão é exibir um pequeno ícone ao lado de qualquer link do navegador, alertando o usuário — como seu próprio nome sugere — com relação ao tipo de conteúdo que está prestes a ser processado caso ele vá em frente.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu preciso admitir uma coisa: Sou muito desatento com relação aos links que clico, neste sentido. Às vezes, com pressa, penso logo em sair clicando para baixar arquivos PDF, um torrent de seriado ou até mesmo um arquivo MP3, tudo para descobrir na seq¼ência — frustrado — que na verdade lá vem uma página intermediária, uma propaganda, um 404 ou sei lá o que mais.

Suportando todos estes tipos de arquivo que mencionei — e mais uma pá de outros —, o LinkAlert evita a perda de tempo por propiciar um feedback visual ao usuário, sem que ele precise recorrer ao método padrão, esticar os olhos até a barra de status da raposa de fogo. Pra mim, já virou favorito.

O fim da novela da acentuação com o Ping.fm

Para quem não sabe, o Ping.fm é um serviço genial. Com a enxurrada cada vez maior de redes e sites sociais que pipocam pela Internet, a proposta do site é permitir que qualquer um cadastre ali todas as suas contas e as atualize a partir de um único painel, em que mensagens são digitadas e enviadas para os respectivos destinos.

Aqueles que, assim como eu, se encontram impossibilitados de utilizar o site diretamente — por conta, principalmente, do bloqueio imposto por firewalls — ainda têm no próprio Ping.fm uma saída genial: A possibilidade de enviar uma mensagem de email para um endereço gerado especialmente para o usuário, sendo esta mensagem posteriormente encaminhada para todas as suas redes sociais como uma atualização de status ou presence update.

Pois bem. Usuário assíduo do Plurk como venho me tornando e bloqueado justamente por um firewall no trabalho, optei pelo envio de updates por email, e descobri que todas as mensagens que continham acentuação nunca chegavam aos seus destinos. Assim, ao mesmo tempo em que passei a enviar para o Ping.fm uma série de emails com mensagens sem acento, resolvi botar a boca no trombone no GetSatisfaction, serviço utilizado pelo site para receber feedbacks de seus usuários.

Abri duas reclamações por lá. Para a primeira, pelo menos até o momento em que estava escrevendo este artigo, nunca recebi uma resposta. No caso da segunda, recebi a solidariedade de um usuário francês, já que o idioma deles também é cheio de acentos. Resposta satisfatória e que resolvesse o problema efetivamente, no entanto, nenhuma.

Dashboard da minha conta no Ping.fm

Dashboard da minha conta no Ping.fm

Eis, no entanto, que hoje pela manhã tive uma dessas idéias inusitadas. Ao verificar na minha lista de mensagens recentemente enviadas via Ping.fm que alguns caracteres apareciam estranhos, me ocorreu a idéia de verificar se não poderia ser um problema de codificação dos caracteres.

Instantaneamente abri minha conta do GMail e, indo até as configurações, descobri que não estava usando o padrão UTF-8. Na prática, o que isso representa? Que eu estava de fora do padrão favorito para mensagens de email e websites desde 2005, pelo menos no que dizia respeito ao email, já que este blog é codificado neste padrão desde sua proposição.

Minha resposta ao meu próprio tópico no GetSatisfaction

Minha resposta ao meu próprio tópico no GetSatisfaction

Constatado este meu deslize, foi só trocar a configuração de codificação de caracteres e voil . As minhas atualizações acentuadas passaram a alcançar seus destinos regularmente. Como usuário consciente do Ping.fm, relatei no meu próprio tópico do GetSatisfaction a minha descoberta, e assim espero ajudar outros que estejam passando pelo mesmo problema…

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Diga-me como digitas e te direi quem és

Eu não sou nenhum perito em datilografia — mal uso todos os dedos para fazer minhas digitações —, mas isso não impede os amigos do trabalho de fazer brincadeiras do tipo “Calma, Daniel… desse jeito o teclado vai pegar fogo! Vá mais devagar“, ou “Ele digita rápido assim, mas provavelmente 97% do tempo fica pressionando mesmo o backspace“, quando me vêem digitar.

Nenhuma das afirmativas é verdadeira, claro: Os teclados não podem simplesmente pegar fogo graças   velocidade de digitação de alguém. Se isso fosse verdade, imaginem só o número de acidentes que teríamos, principalmente envolvendo operadores de caixas bancários e outros profissionais que precisam digitar muito mais rápido. Da mesma forma, não é em 97% do tempo que eu aperto o backspace, e sim cerca de, digamos, 15% a 20%. De qualquer forma, essas brincadeiras servem para me dizer que os amigos reconhecem, por assim dizer, o meu padrão de digitação.

A novidade é que, talvez, no futuro, não sejam apenas os meus amigos os que serão capazes de reconhecer o meu padrão: Isso graças   biometria e aos estudos, nesta área, do pesquisador cearense Leonardo Torres. Ele está desenvolvendo uma ferramenta que poderá eventualmente começar a ser aplicada para melhorar a segurança nas transações via Internet e também nos terminais de atendimento eletrônico, como os caixas rápidos, por exemplo:

“Cada um de nós tem um padrão de comportamento no ato da digitação. Temos um ritmo próprio e padrões de erros, por exemplo. O que estamos propondo é a implantação de uma ferramenta complementar de segurança capaz de identificar não apenas se uma senha digitada na web ou em um terminal eletrônico está correta, mas se foi o proprietário dela que realmente a digitou (…)

A grande finalidade da ferramenta é evitar fraudes, reforçando os sistemas de segurançaââ?¬Â, resume.”

Na prática, para fazer uso da nova ferramenta de biometria, o usuário deve primeiro preencher um cadastro com suas informações pessoais. Posteriormente ele digita estes dados e aciona uma espécie de “inspetor de qualidade“, na verdade uma rotina que verifica a qualidade da digitação observando se há erros durante o processo.

Se tudo correr bem, um “extrator de características” captura o tempo de digitação entre uma tecla e outra e o tempo de pressionamento de cada tecla. Estas informações são então cruzadas e o usuário identificado conforme seu padrão de digitação.

Segundo o pesquisador, a novidade tende a chegar ao mercado com um custo muito mais baixo do que o normal, pois deve precisar de muito menos equipamentos e dispositivos eletrônicos do que as demais soluções de segurança que envolvem a biometria.

Mas eu tenho que dizer que a primeira coisa que me chamou a atenção nesta história foi o fato de se tratar de tecnologia 100% em desenvolvimento no Brasil. Isso porquê eu, que gosto muito do tema biometria, vejo que quando falamos disso os exemplos de aplicação vêm muito mais do exterior, e este caso, somado   provável adoção de 100% de urnas eletrônicas biométricas para nossas eleições em cerca de 10 anos, são raros e louváveis exemplos.

Bebeu durante seu vôo? Prepare-se para pagar mais

Igual   pipoca no cinema, oras.

Igual pipoca no cinema, oras.

A US Airways, sexta maior companhia aérea norte-americana, começou, desde a última sexta-feira, a cobrar pelas bebidas em seus vôos domésticos. É isso mesmo: Sendo passageiro da empresa, a partir de agora, se você quiser um copo d’água, terá que pagar US$ 2. O mesmo preço se aplica a refrigerantes, enquanto que chás e cafés sairão mais em conta, por apenas US$ 1.

De fora da nova medida ficarão apenas os passageiros da primeira classe, além daqueles que estiverem em vôos internacionais e algumas outras poucas excessões. Li no Wall Street Journal que a mídia especializada no assunto vê essa medida como uma manobra inteligente da companhia para mascarar o aumento no custo operacional da aviação comercial, sem que os preços das passagens sejam reajustados diretamente.

É verdade que as empresas aéreas têm buscado mais e mais maneiras de diminuir suas despesas. Cobrar pelas bebidas, aliás, já é uma medida adotada por outras companhias low cost — aquelas popularmente conhecidas por servirem amendoins ao invés de refeições a seus passageiros — como a US Airways, em troca de preços mais baixos nas passagens.

Sinceramente, acho que essa medida vai acabar se transformando numa tendência mundial, inclusive com reflexos nas companhias brasileiras como a Gol, por exemplo. Enquanto há casos como o da Continental Airlines — que declarou que não deve cobrar pelas bebidas dos passageiros por acreditar que isso diminuiria o seu conforto —, outras empresas aéreas, como a American Airlines, a Delta Air Lines e a Northwest Airlines já anunciaram que, embora não pensem no mesmo tipo de cobrança imediatamente, continuarão a procurar outros meios de evitá-la.

As empresas aéreas que já fazem essa cobrança, por exemplo, como as — para mim, pelo menos — desconhecidas Spirit Airlines e Allegiant Air, argumentam que seus passageiros aprovam a idéia de adquir passagens “mais baratas” e de maneira descasada: Voam pagando apenas pelo vôo, consumindo — apenas se quiserem — bebidas e lanches a um custo extra.

Pode parecer estranho que eu defenda essa medida da US Airways como uma tendência, mas acontece que, pensando bem sobre o assunto, a coisa não é diferente de quando se vai ao cinema: Lá, quando queremos pagar apenas pelo ingresso para assistir a um filme, isso é possível. Por lá, pipoca, refrigerante e balas já são pagos   parte…

Um Show de Lifestreaming com o Profilactic

Lifestreaming. Quem nunca ouviu essa palavra antes provavelmente irá ouvi-la muito em breve, uma vez que, nas palavras de meu amigo Rodrigo Ghedin, o termo designa aquilo que, para mim, também, se trata do futuro da internet.

Em resumo, fazer lifestreaming é cultivar o hábito de manter uma lista de suas atividades diárias nos mais diversos sites e serviços visitados diariamente na grande rede mundial de computadores. Recentemente, com o hábito cada vez maior de escrever meus plurks por aí, resolvi que era hora de concentrar também os meus favoritos no del.icio.us, as minhas fotos, as músicas que eu ouço e tudo mais o que faço em uma dessas listas.

Como tudo o que se torna febre na Internet, há diversos serviços especializados em registrar em um único local o seu lifestream. Creio que atualmente o mais famoso desses seja o Friendfeed, no qual, aliás, a exemplo do próprio Rodrigo, eu mantenho uma conta.

No entanto, um outro serviço me chamou recentemente a atenção: Trata-se do Profilactic, nome que alguns podem achar estranho para um agregador de sites, já que em inglês a palavra designa a profilaxia — ou o conjunto de medidas adotadas para prevenir o alastramento de doenças. No entanto, o slogan do site — preventing an online identity crisis — deixa tudo explicado.

Com sites que têm como proposta agregar lifestreams pipocando todos os dias aqui e ali, porquê foi que o Profilactic me chamou a atenção? Certamente um dos motivos foi a quantidade de sites que podem ser agregados: Enquanto o Friendfeed conta atualmente com 43 serviços, o Profilactic concentra 186, e a lista cresce o tempo todo!

É claro que temos que tomar cuidado, pois quantidade não quer dizer necessariamente qualidade: Qualquer outro site que não esteja na lista pode ser acrescentado a partir de seu feed RSS ou Atom — e nesse ponto, inclusive, Friendfeed e Profilactic empatam.

É verdade que o Profilactic tem um recurso adicional chamado Clippings, usado, segundo o site, para registrar páginas sobre você em sites aleatórios. No fundo, a coisa acaba sendo mesmo uma cópia do del.icio.us, já que você salva como favorito qualquer endereço da Internet, com a opção de registrar comentários e identificá-lo com tags para busca futura, tal como ilustro a seguir.

Embora a questão dos clippings seja até interessante, é importante dizer que eu já uso o próprio del.icio.us para armazenamento de favoritos, e por isso não é este o recurso que faz com que, para mim, a coisa penda para o lado do Profilactic. O desempate está mesmo é concentrado em três outros pontos:

  • Na habilidade de filtrar seu lifestream;
  • Na integração com o Ping.fm;
  • E na disponibilização de um plugin para o WordPress.

Filtrando seu Lifestream

Meus plurks filtrados no Profilactic

Meus plurks filtrados no Profilactic

Com a quantidade cada vez maior de interações que realizamos com as mais diversas redes sociais, é muito fácil acumular uma quantidade sem precedentes de atualizações diárias. É tanta informação que normalmente, quando pensamos em revisitar alguma coisa, fica até complicado de lembrar onde estava. Duas características do Profilactic posicionadas lado a lado facilitam encontrar as coisas.

A primeira delas, uma caixa de busca, não é novidade para os usuários do Friendfeed, que também contam com essa ferramenta   mão. Na verdade é a segunda característica que importa: Uma caixa de filtro, que permite exibir apenas os updates realizados especificamente em um ou outro site. Basta selecionar e pronto, o filtro é ativado automaticamente.

Integração com o Ping.fm

Vamos lá… se você ainda não conhece o Ping.fm, está perdendo tempo: Trata-se de uma ferramenta genial que permite a atualização de diversos sites de microblogging ao mesmo tempo. Com a inundação recente destes sites, isso significa na prática que é possível dizer que você está “indo assistir ao novo filme do Arquivo X no cinema” em todas as suas redes sociais — sejam elas o Twitter, Jaiku ou Plurk, entre outras — ao mesmo tempo.

A integração do Profilactic com o Ping.fm foi anunciada através do blog oficial do primeiro, em junho.

Quando você freq¼enta sempre seu próprio lifestream, é interessante poder atualizar seu status diretamente dele, motivo pelo qual eu também gostei dessa novidade. Para atualizar os seus sites através do Ping.fm, basta que, uma vez logado em sua conta do Profilactic, seja utilizado o botão Post something, que se tornará uma janela com formulário, pronta para receber suas atualizações. Uma vez concluído o update, basta enviá-lo pelo próprio formulário e os serviços atrelados   sua conta no Ping.fm serão atualizados automaticamente. Basta ver o exemplo acima…

É importante dizer que os updates desta maneira só funcionam se forem enviados sem acentuação. Esse é um problema não do Profilactic, mas sim do próprio Ping.fm, para o qual eu já fiz uma reclamação formal, justamente porquê se trata da mesma coisa que acontece quando se enviam updates acentuados para os seus serviços através do endereço de e-mail deles.

Infelizmente eu ainda não obtive resposta alguma. No entanto, considerando-se a idade do Ping.fm — o serviço ainda está distribuindo seus beta codes pra cima e pra baixo — não deve demorar até que seja resolvido. E convenhamos, não há nenhum problema em se mandar updates sem acento por uns tempos, não é mesmo?

Um plugin para WordPress!!

Finalmente, devo falar do plugin Profilactic para WordPress. A finalidade deste plugin é permitir a publicação — em uma página ou através de um widget em seu blog movido a WordPress — de todo o seu lifestream, tal como eu fiz. Instalar o plugin é muito simples — basta fazer como em qualquer outro plugin para a ferramenta, e ativá-lo através do painel de plugins. A partir daí, podem ser realizadas diversas configurações, inclusive para controlar a formatação da exibição do seu lifestream, se você for mais chegado a se aventurar com CSS.

Uma coisa que me deixou bastante satisfeito com esse plugin é que eu finalmente consegui incluir em meu lifestream as imagens que tenho enviado ao Ipernity, serviço pelo qual troquei o Flickr, e que comentei recentemente por aqui mesmo. Por algum motivo que ainda não descobri, todas as minhas tentativas de fazer isso através do Friendfeed fracassaram totalmente… uma pena.

Para conseguir a façanha através do Profilactic inclui meu feed RSS do Ipernity no mashup — outro nome que designa seu lifestream por lá — e, em seguida, seguindo instruções que estão presentes na própria página de opções do plugin, uma vez instalado em seu site, capturei o favicon do Ipernity usando o Firefox, fazendo upload da imagem para o meu servidor. Em segundos meu lifestream estava enriquecido do jeito que eu gostaria.

Conclusão

A minha intenção, como sempre, é tentar falar da maneira mais completa sobre um serviço: Estou sendo bastante honesto quando digo que gostei muito do Profilactic, e, embora não seja minha intenção convencer ninguém a desistir do Friendfeed, acho que aqui vale a máxima de sempre, aquela que diz que vale experimentar bastante até se tomar uma decisão final e, por ora, pelo menos, a minha está tomada. Se alguém quiser me acompanhar, basta me adicionar por lá, ok?

[ratings]

8 Coisas…

Meu compadre Neto Cury me convidou a participar de um meme em que eu preciso listar 8 coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer. É bom que fique claro que algumas das coisas podem parecer clichês, mas são a mais pura verdade. Então vamos lá, sem nenhuma ordem em especial:

  1. Aprender todos os idiomas do mundo. Olha, eu não sei se consigo aprender todos, mas gostaria de aprender vários. Tenho muito interesse por línguas, e facilidade em aprendê-las. Novamente, por ora, falta-me tempo.
  2. Ler pelo menos 1000 livros. Eu tenho isso como meta desde que me conheço por gente. O que acontece é, pra variar, falta de tempo. Quem sabe mais adiante, eu consiga ler vários livros por mês, semana, etc. e isso fique mais próximo de se realizar, não é mesmo?
  3. Escrever um livro. Toda vez que eu saio de férias, aliás, me lembro dessa história. Preciso é criar vergonha na cara, tirar as idéias da cabeça e começar definitivamente a passá-las para o computador. Quem sabe, com a coisa pronta, eu consiga até publicar, não é?
  4. Ter mais um filho. Ou filha. Mas o que Deus puder me enviar, estará bom, pois será muito, muito amado, ou amada. O que importa é ter dois pequenos correndo pela casa 🙂
  5. Construir uma bela casa pra morar com a família. Moro atualmente num apartamento, e quero muito construir uma casinha do meu jeito, com todo o conforto merecido. Acho que não é pedir demais, e ainda deixar os filhos curtirem o espaço, né?
  6. Poder trocar de computador pelo menos uma vez por ano. Manter um equipamento top de linha comigo, sempre. Esse é um plano audacioso, mas um dia eu quero muito poder ter essa liberdade.
  7. Abrir meu próprio negócio. Relacionado   informática, é claro. Se bem que eu poderia muito bem tocar uma livraria, pois adoro ler. O importante é ter sucesso.
  8. Fazer todo o turismo que eu puder. O Neto que me perdoe pela aparente falta de originalidade, mas eu também compartilho desse desejo dele. Ainda mais podendo levar a família toda comigo, seja pelo Brasil, seja no exterior.

Agora chegou a minha vez de passar a bola oito adiante. Convido a responder o meme a Patrícia Muller, o Massao, o Otávio Cordeiro, o Emerson Alecrim e, finalmente, meu amigo Rodrigo Ghedin. Mas, pra quem sentir vontade de responder também, sinta-se   vontade, é claro.

Novo WordPress 2.6: Problemas e soluções

Saiu esta semana e já está disponível para download o novíssimo WordPress 2.6 Tyner — nome emprestado, como de costume, de alguma celebridade do mundo do jazz, desta vez o pianista McCoy Tyner. O que mais me impressionou logo de cara nesta versão foi a rapidez com que ela veio. Os desenvolvedores falam de lançamento um mês antes do previsto, o que demonstra que eles estão produzindo a todo vapor.

Antes que eu diga qualquer outra coisa, devo fazer uma recomendação a respeito do processo de atualização. Minha migração da versão 2.5 para a 2.6 foi toda automática, graças ao excelente plugin Instant Upgrade, que eu venho usando já há algum tempo, e sobre o qual, inclusive, escrevi um artigo dedicado. Este plugin, além de substituir com total maestria o WPAUWordPress Automatic Upgrade, que parece abandonado —, ainda elimina totalmente a necessidade de baixar arquivos e fazer uploads manualmente, via FTP.

A seguir, minha visão, novamente, com relação a novidades e problemas.

Novidades

Controle de Revisões

O controle de revisões, uma das novidades desta versão, pode ser bom ou mau para o seu blog.

Este recurso pode se mostrar útil quando se comete algum erro no texto que se está escrevendo para um artigo ou página, e é necessário voltar atrás. No rodapé na página de edição estarão disponíveis todas as versões salvas do texto sendo escrito — tanto aquelas salvas pelo usuário quanto as que foram salvas pela auto-gravação.

Neste caso, pode-se comparar quaisquer duas versões do mesmo texto, num sistema visual que lembra muito o que já é usado em diversas plataformas de wiki, ou mesmo em softwares especializados na comparação de texto. A qualquer momento o usuário pode selecionar uma versão mais antiga do texto e substituir pela atual.

Para blogs que funcionam com a colaboração de diversos usuários, em que todos normalmente alteram um ou outro detalhe do texto, o controle de revisão chega ao nível de indicar que usuário alterou o quê, e quando isso aconteceu.

Pesando contra o controle de revisões está sua utilização em blogs com um único usuário ativo e editando textos, como é o meu caso. Ocorre que o processo de armazenamento de revisões de artigos funciona acrescentando um novo registro ao banco de dados — mais especificamente   tabela WP_POSTS — todas as vezes que um texto é editado ou salvo automaticamente.

Assim, com o controle de revisões, se o WordPress grava automaticamente o seu texto 10 vezes enquanto ele é editado, você logo terá 10 novos registros em sua tabela WP_POSTS. Significa dizer que rapidamene sua tabela ficará gigantesca.

Felizmente, conforme Lester Chan, existem algumas providências que podem ser tomadas. A primeira delas, alterar o intervalo de gravação automática utilizado pelo WordPress para gerar cópias dos artigos. Para isso, basta acrescentar a seguinte linha ao arquivo wp-config.php, sendo que o número 60 aqui se refere ao intervalo em segundos entre uma gravação e outra, e pode ser alterado a gosto.

define('AUTOSAVE_INTERVAL', 60);

Uma opção mais radical é desabilitar por completo o controle de revisões do novo WordPress 2.6. Para isso, também será necessário acrescentar uma linha ao arquivo wp-config.php:

define('WP_POST_REVISIONS', false);

Mudanças no painel de plugins

O painel de gerenciamento de plugins também tem uma novidade muito bacana: Agora os plugins ativos estão separados dos plugins inativos, sendo que estes últimos podem ser todos apagados ao mesmo tempo, diretamente através do painel, graças a caixas de seleção — checkboxes — posicionadas ao lado de cada item inativo, e de um botão apagar.

Para mim, que sempre adiei a limpeza dos plugins inativos na minha instalação de WordPress, não há mais desculpas para ficar postergando a hora da faxina.

Pré-visualização de temas

Na minha opinião, uma das coisas mais bacanas que surgiu com a nova versão 2.6 do WordPress foi a capacidade de pré-visualizar a aparência de um tema para o blog antes de ativá-lo definitivamente. Antes deste recurso, era necessária a utilização de plugins como o excelente Theme Test Drive para obter o mesmo resultado.

Pré-visualização de um tema para este blog

Pré-visualização de um tema para este blog

A partir de agora, uma vez instalado o tema desejado, basta clicar sobre seu thumbnail no painel de temas para que uma janela pop-up apareça com a pré-visualização já ativa. Os resultados poderão ser percebidos automaticamente, e, caso assim deseje, o usuário poderá confirmar a ativação do tema, usando para isso um link no canto superior direito da janela.

Para maníacos por novos temas como eu, que não consigo me decidir com relação a que tema deixar instalado ou não para meus visitantes, certamente isso será uma verdadeira mão na roda!

Edição de imagens facilitada

Reparei com surpresa em uma das novidades do WordPress 2.6. Ao editar um de meus artigos mais recentes e clicar sobre uma das imagens que o ilustrava, percebi o aparecimento de uma borda ao redor da figura, e de dois botões no canto superior esquerdo da mesma.

Um desses botões permite editar atributos da imagem — inclusive o tamanho, com uma moderna escala em tempo real — e o outro, excluir a imagem do corpo do texto. As tais bordas da imagem também têm uma função importante: Permitem flutuar com a imagem pelo texto, reposicionando-a a critério do usuário.

Gears

Eu não poderia deixar de mencionar a adoção, pelos desenvolvedores do WordPress, do Gears. Desenvolvido pelo Google, trata-se de um plugin que, instalado no seu navegador, é capaz de estender as plataformas de aplicações web, compartilhando recursos localizados localmente em seu computador.

Nos blogs movidos a WordPress a finalidade do uso do plugin é aumentar a velocidade de acesso a alguns arquivos da área de administração do blog, sobretudo imagens e folhas de estilo CSS, para evitar tráfego web desnecessário.

De qualquer forma, para comprovar por conta própria o quanto o Gears pode de fato influenciar na sua própria experiência com o WordPress, você deverá habilitá-lo. Para isso, deve ser utilizado o link Turbo, que agora se encontra no painel de administração do blog, no canto superior direito. Clicando sobre ele, uma janela aparecerá, solicitando que o plugin seja instalado.


Uma vez prosseguindo-se com a instalação do Gears, o navegador deverá ser reinicializado para que as alterações tenham efeito. Em termos de WordPress, uma vez concluído este processo, será necessário clicar novamente sobre o link Turbo do painel de administração do blog. Uma janela popup do próprio Gears aparecerá, perguntando se o usuário deseja habilitar o plugin para o site — no caso, o próprio blog.

Em seguida, será feito o download de aproximadamente 200 arquivos para o computador do usuário. Neste ponto, é importante lembrar que somente será interessante usar o Gears se isso for feito a partir do seu próprio computador — ou seja, não é legal baixar arquivos do seu site para máquinas públicas.

São estes arquivos, armazenados no seu computador em diferentes locais dependendo do sistema e do navegador internet utilizados, que farão a diferença de velocidade. Em alguns casos, segundo a equipe responsável pelo WordPress, após a ativação da ferramenta, as janelas e páginas chegam a aparecer instantaneamente na tela.

Particularmente, não notei grandes diferenças de desempenho com o uso do Gears. Pode ser que eu ainda não tenha reparado em tudo, mas por enquanto me parece que a diferença virá apenas no caso de conexões com a internet extremamente lentas.

Problemas

Felizmente, ao contrário do que aconteceu na minha migração para a versão 2.5 do WordPress, com a nova versão Tyner eu não me deparei com grandes problemas. Na verdade, tive apenas dois deles — até o momento —, sendo um devido   incompatibilidade de plugins, e o outro, com o envio de imagens para o meu servidor. Vou descrever as soluções encontradas a seguir.

Simple Tags

O plugin Simple Tags, que eu uso por aqui para me ajudar no gerenciamento das tags dos meus posts, parou de funcionar tão logo a migração para a versão 2.6 foi concluída. No entanto, a primeira providência que pensei tomar resolveu a questão: Através do próprio painel de gerenciamento de plugins, fiz a atualização de versão e instalei o Simple Tags 1.5.7, eliminando o problema.

Envio de imagens: Sem miniaturas, ou thumbnails

Com relação ao envio de imagens para o blog, uma coisa mais estranha aconteceu.

Ao atualizar um dos meus artigos recentes e tentar complementá-lo com uma imagem extra, percebi que a miniatura que normalmente é gerada após o upload não estava sendo gerada. Tentei configurar diversas opções do novo WordPress, inclusive alternando entre o uploader baseado em flash e o tradicional, mas nada disso adiantou. A miniatura de qualquer imagem não aparecia de jeito nenhum.

Felizmente, procurando pela internet afora, descobri no próprio fórum de suporte do WordPress, que havia uma solução para o problema. Ocorre que, para usuários que, como eu, têm configurado um diretório para upload de imagens diferente do padrão do WordPress (wp-content/uploads), agora é necessário preencher um campo adicional em Configurações » Diversos, especificando a URL completa para este diretório, conforme ilustro acima.

Por último, quero lembrar que, a exemplo do que já havia sido feito no lançamento da versão anterior, um screencast está disponível em inglês, contendo cerca de 3 minutos de informações sobre o WordPress 2.6. Acredito ser uma boa parada, caso você ainda não o tenha assistido.

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Adeus Flickr, olá Ipernity!

This is totally absurd; how can Flickr not manage to fix major bugs in its applications for, what is it now, six months?

Este comentário, feito por um dos usuários do Flickr ontem, no tópico oficial de suporte do Uploadr 3.0, atualmente representa o que muita gente que é assinante do serviço gostaria de dizer e nunca teve coragem, tempo ou paciência para fazê-lo. Também pode ser a gota d’água que estava faltando para entornar o copo.

Bem, meu copo acaba de entornar.

Acontece que eu não suporto mais as constantes baleiadas do Flickr [foot]Sou forçado a emprestar lá do Twitter este termo recém-cunhado por tantos usuários insatisfeitos também por lá, já que são situações de instabilidade muitíssimo similares[/foot], que vem sofrendo com instabilidades capazes de tirar seus usuários mais amorosos do sério. E olhem que é muito difícil pra mim dizer isso. Com conta pro por lá desde outubro de 2004, me cansei de tecer elogios a respeito do Flickr até então.

Mas não dá mais. Meus leitores mais recorrentes sabem o número de artigos mais recentes que escrevi, em que cansei de reclamar de não conseguir enviar fotos e vídeos para minha conta. Por outro lado, lá pelas bandas do Plurk, uma certa pessoa já deve até ter se cansado de mim, fazendo de seus pobres ouvidos — e olhos, pelas frases digitadas — os alvos das minhas constantes lamentações. Enquanto isso, pilhas e pilhas de fotos e vídeos se acumulavam em meus discos e mídias.

Tal como numa relação entre marido e mulher em que a falta de comunicação vai minando o amor — afinal, cadê alguém do Flickr sinalizando que alguém lá está pelo menos tentando resolver isso? — , me vi obrigado a decidir que, se não mudam eles, mudo eu. Assim, dou hoje adeus a esta que foi uma das ferramentas mais fantásticas que já usei na minha vida, pelo menos no que diz respeito   conta pro, que provavelmente não será renovada. E embora pensar em alguém para colocar no seu lugar não tenha sido tarefa fácil, eu acho que consegui.

Tratei de me mudar para o Ipernity. O Ipernity é um site com berço em Sophia Antipolis — a Silicon Valley francesa —, idealizado por Christophe Ruelle e Christian Conti. Sua proposta, conforme citado por eles próprios, é permitir a qualquer um compartilhar qualquer conteúdo desejado, com quem desejar.

Testei o Ipernity incansavelmente por três dias seguidos, e destes testes tirei minhas conclusões, que tentarei dividir com vocês a seguir.

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Eu não pedi seguro nenhum e ponto

Parece que não tem jeito mesmo. Quando não é algum problema que passo graças aos atendimentos telefônicos aos quais me submeto com os serviços que possuo assinados, a coisa acontece ali, ao vivo, em carne e osso, mesmo.

Ocorre que ontem fui com a família dar uma volta no shopping — um programa típico para um domingo — e entramos nas Lojas Renner. Lá dentro, a esposa acabou gostando de uma blusinha de moleton pro filhote, e nós acabamos resolvendo levá-la.

Decidimos parcelar o valor total da compra — nada alto, aliás, de apenas R$ 29,90 — pelo cartão da loja, no máximo de vezes possível em que não me incorresse nenhum tipo de juros. Eu odeio juros. A moça que me atendia ao caixa disse que seria possível, nestas condições, um parcelamento em três vezes, o que solicitei que fosse feito.

Quando conclui o processo de compra, no entanto, vi que no slip do caixa constavam três parcelas de R$ 11,33, cuja soma arredondada era R$ 34,00. Imediatamente relatei   operadora do caixa que as parcelas tinham juros embutidos, pois não resultavam no valor original da blusa comprada.

Esta moça, por sua vez, me disse que os R$ 34,00 estavam ali porquê, incluído nas parcelas, estava um seguro desemprego que garantiria a quitação da minha dívida em qualquer eventualidade. Reclamei, pois não havia solicitado seguro de qualquer tipo, e me vi obrigado a ir até o crediário, pois no caixa o sistema não era capaz de fazer o cancelamento do seguro.

Já transtornado o meu domingo, lá fui eu para o crediário. Cheguei lá, disse que não era direito embutirem um seguro nas minhas parcelas sem que eu tivesse assim solicitado, e fui prontamente atendido. Tá, não fui atendido prontamente, levou uns 10 ou 15 minutos, mas, depois disso, um encarregado, após muita conversa, conseguiu tirar o tal seguro de minhas parcelas, que voltaram a ficar verdadeiramente sem juros.

Pedi ao mesmo atendente um formulário de reclamações e tive que encarar os olhos arregalados dele. Este, por sua vez, me entregou um formulário — “eu vou buscar lá dentro e trago pro senhor” —, que preenchi solicitando retorno, após reclamar que os funcionários da loja precisavam receber melhor orientação e treinamento, e que nenhuma loja em sã consciência deve incentivar comportamentos assim.

Saí do crediário sob comentários da esposa — “você cria caso por muito pouco” —, ao que respondi que o problema de nós, brasileiros, é justamente esse. Ninguém reclama daquilo que está errado, mesmo que esteja. O errado mesmo seria pagar por algo que não pedi. E aí ela me deu razão. Espero que a loja, que tem cinco dias úteis para me responder a reclamação, segundo a própria política estabelecida por ela, também dê. Agora é esperar…

Juice Bar, uma idéia genial!

Juice BarVocê já reparou que quando mais precisa de um carregador de celular, nunca tem um deles   mão? Comigo, a última vez que isso aconteceu foi há apenas alguns dias atrás. Eu estava andando pela rua quando precisei fazer uma ligação urgente pra resolver um pequeno problema que tinha aparecido. Infelizmente, percebi que meu celular estava completamente descarregado. Resultado? Fiquei na mão.

Admita. Qualquer pessoa que tenha celular já passou por algo parecido. Nessas horas, tudo o que você quer é justamente um carregador que não esteja a quilômetros de distância, para, pelo menos, quebrar um galho.

Enquanto muita gente soluciona esse tipo de problema levando um carregador sobressalente na bolsa ou deixando um na gaveta do escritório, algo muito mais prático já surgiu e está disponível, pelo menos no exterior. Uma empresa inglesa inventou um carregador de emergência para celulares, que foi batizado de Juice Bar.

Pagando ã2,99 — o que na data deste artigo equivalente a cerca de R$ 9,40 — é possível adquirir kits para aparelhos Nokia, Samsung, Motorola e Sony que podem lhe fornecer até 1 hora de conversação extra, ou 8 horas de standby. O legal é que, embora seja necessário esperar 1 hora para se obter uma carga completa, o celular pode ser ligado e utilizado normalmente durante este meio tempo. E ao fim do processo, você joga fora o Juice Bar, que é completamente descartável — e não agride o meio-ambiente.

Sinceramente, gostaria de ver essas coisas aqui na terra brasilis. Mas será que uma coisa assim faria sucesso por aqui?

Plurkolate: Finalmente, Plurk + WordPress!

Plurkolate em ação aqui na barra lateral do blogEis que há uns 10 dias atrás eu encontrei por acaso uma mensagem no plurk criada pelo americano Eric Nakagawa. Eric, mais um fã do sucessor do Twitter, dizia mensagem que havia acabado de alterar seu blog — hospedado no site pessoal — para que passasse a exibir seus plurk updates por lá. Quando resolvi dar uma olhada, me deparei com uma interface muito bonita, reproduzindo os qualificadores do Plurk exatamente como aparecem no site original, e com um diferencial: abaixo de cada plurk, todas as suas respostas endentadas.

No mesmo plurk, Eric revelava que a mágica combinava as linguagens XML e PHP. E mais, anunciou que em breve disponibilizaria o código depois que aplicasse nele uma bela limpeza, e que seria possível reproduzir com ele praticamente tudo o que o widget do Plurk faz, além de, justamente, endentar os comentários.

Confesso que nestes últimos 10 dias passei a fazer visitas freq¼entes ao site de Eric Nakagawa. A ansiedade por ver algo que eventualmente respondesse a todos os meus pedidos em relação ao Plurk finalmente se materializando pelas mãos de algum programador talentoso mal me deixou dormir. Finalmente, nesta sexta-feira, o grandioso anúncio, feito, é claro, através do Plurk: Estava criado o Plurkolate, o plugin para WordPress que trás para a melhor ferramenta de edição de blogs todas as funções essenciais da melhor ferramenta de microblogging do universo.

Não preciso nem dizer que instalei a novidade por aqui imediatamente, ávido por conseguir o mesmo resultado do Eric na minha barra lateral. No entanto, esbarrei em um problema: Os qualificadores estavam ficando todos cinza ao invés de coloridos, o que, pensei imediatamente, tira um pouco da mágica da coisa.

Assim sendo, resolvi tirar um pouco da poeira dos meus conhecimentos de PHP e meti as caras no código do plugin. Descobri que o problema estava acontecendo porquê a rotina estava tratando o CSS apenas para os qualificadores em inglês. Tratei de arregaçar as mangas e, como eu já havia me arriscado criando um precursor do plugin booBox para WordPress para o Marco Gomes, alterei algumas coisinhas do Plurkolate aqui, outras ali, procurando chegar a uma versão em que fosse possível especificar que qualificadores usar no lugar dos originais em inglês.

Como resolvi usar meu próprio blog como laboratório, depois de algum tempo percebi que havia funcionado. Em resumo, na versão que criei, meio que no quick and dirty, dá pra traduzir os qualificadores, e o resultado é esse que está aí na barra lateral. Bonito, não é?

Como o Eric Nakagawa é um cara bacana, ele sugere na própria página do Plurkolate que sejam enviadas sugestões de melhoria. Assim, tratei de enviar-lhe um e-mail, que reproduzo abaixo, com o arquivo que contém o plugin alterado:

Hail, Eric.

Greetings from Brazil!

My name is Daniel Santos, I’m a brazilian blogger, running http://danielsantos.org, and, as you, I am also a plurk enthusiast.

First of all, I need to admit that I ran into your website (http://ericnakagawa.com/) by accident, all because of this plurk (http://www.plurk.com/p/luf9) of yours. As you said you would be releasing something based on XML + PHP soon, I couldn’t wait to see the results because being as addicted to plurk as I am to WordPress blogging, I was looking forwards to being able to share my plurks with everyone else also from my blog.

So, this evening, when I found that you had created Plurkolate, I must’ve been one of the firsts to download and install it, anxious to see what could happen. Well, needless to say, I LOVED IT. Plurkolate was really all I ever wanted, kudos to your great programming skills.

However, I noticed the CSS coloring that you apply to your own plurks on your website wasn’t showing up in mine. So, as I am also a Computer Science graduate somewhat familiar to PHP, I decided to look into your plugin’s code, and saw what happened. As Plurk folks are evolving very fast with their service, it’s been possible to set one’s preferred plurking language. Mine is set to Brazilian Portuguese, what in the end makes qualifiers like “says” and “loves”, translate to their Brazilian equivalents, “diz” and “ama”.

I decided I could contribute with Plurkolate, by arranging something to workaround this. So I shook dust from my PHP programming skills and HTML knowledge, and came up with a different version of your plugin, where it is possible to define default qualifiers to be used in case of translation needs.

I’m sending you the result of this variation of mine, attached to this message. hoping you can analyse the code — excusing me, again, for my not-often-practiced PHP programming skills — and possibly make these arrangements official, somehow. If you wish, you can take a look at my blog’s sidebar, as I’ve left a working version right there, in Brazilian Portuguese.

I hope I can hear from you soon on this improvement.
Oh, and as you suggest, I added you as a plurk friend, already.

Thanks for your initiative. This will certainly please millions of plurkers worldwide.
Best regards.

Agora, como vocês podem ver, sugerida a melhoria, estou aguardando o retorno dele. Assim que tiver novidades, publico por aqui, é lógico. Eu só espero, de qualquer forma, estar prestando um bom serviço, ao mesmo tempo,   blogosfera e   plurkosfera nacionais.

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O (05/07/2008): Após a mensagem acima, recebi não apenas uma, mas três mensagens empolgadíssimas vindas do Eric. A primeira delas foi essa, em que ele agradeceu a minha mensagem e disse que trataria de incorporar a sugestão o quanto antes:

ROCK ON!

I forgot about other languages!!! Thank you so much for writing to me. I’ll review and include portugese support. ‘ll incorporate this and add it to the trunk… How exciting!

I’ll send word once I get this up and working!

Thank you Daniel! Added you on plurk, as well.

Eric Nakagawa
CEO, FTW R&D (For The Win!)

Em seguida, mais uma mensagem com novidades, e a criação de uma caixa de listagem com os idiomas disponíveis na interface do Plurk:

hey daniel…

i’ve made it so you can choose a drop down to choose your language..

i’ll be populating it with english, brazilian, and then the other languages…

would be game to test brazilian support?

Eric Nakagawa
CEO, FTW R&D (For The Win!)

Como era a interface que enviei para o Eric NakagawaEu achei essa idéia sensacional, porquê na pressa ontem, codificando em plena madrugada, acabei implementando não uma caixa de listagem, mas sim diversas caixas de texto. Como essa versão nunca irá a público, apenas por curiosidade, ao lado deste parágrafo ilustro como eu tinha feito as coisas. A visão do Eric foi muito melhor.

Finalmente, numa terceira mensagem que recebi, o Eric me contou que tinha feito alguns testes com o meu usuário — para verificar o suporte ao Português brasileiro — e que tudo tinha corrido muito bem. Eu também devo dizer que ele foi muito gentil ao acrescentar na página do plugin que eu havia colaborado para o lançamento da primeira revisão do Plurkolate, a 1.01. Fiquei feliz e espero,é lógico, ajudar sempre que possível.

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