Bebeu durante seu vôo? Prepare-se para pagar mais

Igual   pipoca no cinema, oras.

Igual pipoca no cinema, oras.

A US Airways, sexta maior companhia aérea norte-americana, começou, desde a última sexta-feira, a cobrar pelas bebidas em seus vôos domésticos. É isso mesmo: Sendo passageiro da empresa, a partir de agora, se você quiser um copo d’água, terá que pagar US$ 2. O mesmo preço se aplica a refrigerantes, enquanto que chás e cafés sairão mais em conta, por apenas US$ 1.

De fora da nova medida ficarão apenas os passageiros da primeira classe, além daqueles que estiverem em vôos internacionais e algumas outras poucas excessões. Li no Wall Street Journal que a mídia especializada no assunto vê essa medida como uma manobra inteligente da companhia para mascarar o aumento no custo operacional da aviação comercial, sem que os preços das passagens sejam reajustados diretamente.

É verdade que as empresas aéreas têm buscado mais e mais maneiras de diminuir suas despesas. Cobrar pelas bebidas, aliás, já é uma medida adotada por outras companhias low cost — aquelas popularmente conhecidas por servirem amendoins ao invés de refeições a seus passageiros — como a US Airways, em troca de preços mais baixos nas passagens.

Sinceramente, acho que essa medida vai acabar se transformando numa tendência mundial, inclusive com reflexos nas companhias brasileiras como a Gol, por exemplo. Enquanto há casos como o da Continental Airlines — que declarou que não deve cobrar pelas bebidas dos passageiros por acreditar que isso diminuiria o seu conforto —, outras empresas aéreas, como a American Airlines, a Delta Air Lines e a Northwest Airlines já anunciaram que, embora não pensem no mesmo tipo de cobrança imediatamente, continuarão a procurar outros meios de evitá-la.

As empresas aéreas que já fazem essa cobrança, por exemplo, como as — para mim, pelo menos — desconhecidas Spirit Airlines e Allegiant Air, argumentam que seus passageiros aprovam a idéia de adquir passagens “mais baratas” e de maneira descasada: Voam pagando apenas pelo vôo, consumindo — apenas se quiserem — bebidas e lanches a um custo extra.

Pode parecer estranho que eu defenda essa medida da US Airways como uma tendência, mas acontece que, pensando bem sobre o assunto, a coisa não é diferente de quando se vai ao cinema: Lá, quando queremos pagar apenas pelo ingresso para assistir a um filme, isso é possível. Por lá, pipoca, refrigerante e balas já são pagos   parte…

Um Show de Lifestreaming com o Profilactic

Lifestreaming. Quem nunca ouviu essa palavra antes provavelmente irá ouvi-la muito em breve, uma vez que, nas palavras de meu amigo Rodrigo Ghedin, o termo designa aquilo que, para mim, também, se trata do futuro da internet.

Em resumo, fazer lifestreaming é cultivar o hábito de manter uma lista de suas atividades diárias nos mais diversos sites e serviços visitados diariamente na grande rede mundial de computadores. Recentemente, com o hábito cada vez maior de escrever meus plurks por aí, resolvi que era hora de concentrar também os meus favoritos no del.icio.us, as minhas fotos, as músicas que eu ouço e tudo mais o que faço em uma dessas listas.

Como tudo o que se torna febre na Internet, há diversos serviços especializados em registrar em um único local o seu lifestream. Creio que atualmente o mais famoso desses seja o Friendfeed, no qual, aliás, a exemplo do próprio Rodrigo, eu mantenho uma conta.

No entanto, um outro serviço me chamou recentemente a atenção: Trata-se do Profilactic, nome que alguns podem achar estranho para um agregador de sites, já que em inglês a palavra designa a profilaxia — ou o conjunto de medidas adotadas para prevenir o alastramento de doenças. No entanto, o slogan do site — preventing an online identity crisis — deixa tudo explicado.

Com sites que têm como proposta agregar lifestreams pipocando todos os dias aqui e ali, porquê foi que o Profilactic me chamou a atenção? Certamente um dos motivos foi a quantidade de sites que podem ser agregados: Enquanto o Friendfeed conta atualmente com 43 serviços, o Profilactic concentra 186, e a lista cresce o tempo todo!

É claro que temos que tomar cuidado, pois quantidade não quer dizer necessariamente qualidade: Qualquer outro site que não esteja na lista pode ser acrescentado a partir de seu feed RSS ou Atom — e nesse ponto, inclusive, Friendfeed e Profilactic empatam.

É verdade que o Profilactic tem um recurso adicional chamado Clippings, usado, segundo o site, para registrar páginas sobre você em sites aleatórios. No fundo, a coisa acaba sendo mesmo uma cópia do del.icio.us, já que você salva como favorito qualquer endereço da Internet, com a opção de registrar comentários e identificá-lo com tags para busca futura, tal como ilustro a seguir.

Embora a questão dos clippings seja até interessante, é importante dizer que eu já uso o próprio del.icio.us para armazenamento de favoritos, e por isso não é este o recurso que faz com que, para mim, a coisa penda para o lado do Profilactic. O desempate está mesmo é concentrado em três outros pontos:

  • Na habilidade de filtrar seu lifestream;
  • Na integração com o Ping.fm;
  • E na disponibilização de um plugin para o WordPress.

Filtrando seu Lifestream

Meus plurks filtrados no Profilactic

Meus plurks filtrados no Profilactic

Com a quantidade cada vez maior de interações que realizamos com as mais diversas redes sociais, é muito fácil acumular uma quantidade sem precedentes de atualizações diárias. É tanta informação que normalmente, quando pensamos em revisitar alguma coisa, fica até complicado de lembrar onde estava. Duas características do Profilactic posicionadas lado a lado facilitam encontrar as coisas.

A primeira delas, uma caixa de busca, não é novidade para os usuários do Friendfeed, que também contam com essa ferramenta   mão. Na verdade é a segunda característica que importa: Uma caixa de filtro, que permite exibir apenas os updates realizados especificamente em um ou outro site. Basta selecionar e pronto, o filtro é ativado automaticamente.

Integração com o Ping.fm

Vamos lá… se você ainda não conhece o Ping.fm, está perdendo tempo: Trata-se de uma ferramenta genial que permite a atualização de diversos sites de microblogging ao mesmo tempo. Com a inundação recente destes sites, isso significa na prática que é possível dizer que você está “indo assistir ao novo filme do Arquivo X no cinema” em todas as suas redes sociais — sejam elas o Twitter, Jaiku ou Plurk, entre outras — ao mesmo tempo.

A integração do Profilactic com o Ping.fm foi anunciada através do blog oficial do primeiro, em junho.

Quando você freq¼enta sempre seu próprio lifestream, é interessante poder atualizar seu status diretamente dele, motivo pelo qual eu também gostei dessa novidade. Para atualizar os seus sites através do Ping.fm, basta que, uma vez logado em sua conta do Profilactic, seja utilizado o botão Post something, que se tornará uma janela com formulário, pronta para receber suas atualizações. Uma vez concluído o update, basta enviá-lo pelo próprio formulário e os serviços atrelados   sua conta no Ping.fm serão atualizados automaticamente. Basta ver o exemplo acima…

É importante dizer que os updates desta maneira só funcionam se forem enviados sem acentuação. Esse é um problema não do Profilactic, mas sim do próprio Ping.fm, para o qual eu já fiz uma reclamação formal, justamente porquê se trata da mesma coisa que acontece quando se enviam updates acentuados para os seus serviços através do endereço de e-mail deles.

Infelizmente eu ainda não obtive resposta alguma. No entanto, considerando-se a idade do Ping.fm — o serviço ainda está distribuindo seus beta codes pra cima e pra baixo — não deve demorar até que seja resolvido. E convenhamos, não há nenhum problema em se mandar updates sem acento por uns tempos, não é mesmo?

Um plugin para WordPress!!

Finalmente, devo falar do plugin Profilactic para WordPress. A finalidade deste plugin é permitir a publicação — em uma página ou através de um widget em seu blog movido a WordPress — de todo o seu lifestream, tal como eu fiz. Instalar o plugin é muito simples — basta fazer como em qualquer outro plugin para a ferramenta, e ativá-lo através do painel de plugins. A partir daí, podem ser realizadas diversas configurações, inclusive para controlar a formatação da exibição do seu lifestream, se você for mais chegado a se aventurar com CSS.

Uma coisa que me deixou bastante satisfeito com esse plugin é que eu finalmente consegui incluir em meu lifestream as imagens que tenho enviado ao Ipernity, serviço pelo qual troquei o Flickr, e que comentei recentemente por aqui mesmo. Por algum motivo que ainda não descobri, todas as minhas tentativas de fazer isso através do Friendfeed fracassaram totalmente… uma pena.

Para conseguir a façanha através do Profilactic inclui meu feed RSS do Ipernity no mashup — outro nome que designa seu lifestream por lá — e, em seguida, seguindo instruções que estão presentes na própria página de opções do plugin, uma vez instalado em seu site, capturei o favicon do Ipernity usando o Firefox, fazendo upload da imagem para o meu servidor. Em segundos meu lifestream estava enriquecido do jeito que eu gostaria.

Conclusão

A minha intenção, como sempre, é tentar falar da maneira mais completa sobre um serviço: Estou sendo bastante honesto quando digo que gostei muito do Profilactic, e, embora não seja minha intenção convencer ninguém a desistir do Friendfeed, acho que aqui vale a máxima de sempre, aquela que diz que vale experimentar bastante até se tomar uma decisão final e, por ora, pelo menos, a minha está tomada. Se alguém quiser me acompanhar, basta me adicionar por lá, ok?

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8 Coisas…

Meu compadre Neto Cury me convidou a participar de um meme em que eu preciso listar 8 coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer. É bom que fique claro que algumas das coisas podem parecer clichês, mas são a mais pura verdade. Então vamos lá, sem nenhuma ordem em especial:

  1. Aprender todos os idiomas do mundo. Olha, eu não sei se consigo aprender todos, mas gostaria de aprender vários. Tenho muito interesse por línguas, e facilidade em aprendê-las. Novamente, por ora, falta-me tempo.
  2. Ler pelo menos 1000 livros. Eu tenho isso como meta desde que me conheço por gente. O que acontece é, pra variar, falta de tempo. Quem sabe mais adiante, eu consiga ler vários livros por mês, semana, etc. e isso fique mais próximo de se realizar, não é mesmo?
  3. Escrever um livro. Toda vez que eu saio de férias, aliás, me lembro dessa história. Preciso é criar vergonha na cara, tirar as idéias da cabeça e começar definitivamente a passá-las para o computador. Quem sabe, com a coisa pronta, eu consiga até publicar, não é?
  4. Ter mais um filho. Ou filha. Mas o que Deus puder me enviar, estará bom, pois será muito, muito amado, ou amada. O que importa é ter dois pequenos correndo pela casa 🙂
  5. Construir uma bela casa pra morar com a família. Moro atualmente num apartamento, e quero muito construir uma casinha do meu jeito, com todo o conforto merecido. Acho que não é pedir demais, e ainda deixar os filhos curtirem o espaço, né?
  6. Poder trocar de computador pelo menos uma vez por ano. Manter um equipamento top de linha comigo, sempre. Esse é um plano audacioso, mas um dia eu quero muito poder ter essa liberdade.
  7. Abrir meu próprio negócio. Relacionado   informática, é claro. Se bem que eu poderia muito bem tocar uma livraria, pois adoro ler. O importante é ter sucesso.
  8. Fazer todo o turismo que eu puder. O Neto que me perdoe pela aparente falta de originalidade, mas eu também compartilho desse desejo dele. Ainda mais podendo levar a família toda comigo, seja pelo Brasil, seja no exterior.

Agora chegou a minha vez de passar a bola oito adiante. Convido a responder o meme a Patrícia Muller, o Massao, o Otávio Cordeiro, o Emerson Alecrim e, finalmente, meu amigo Rodrigo Ghedin. Mas, pra quem sentir vontade de responder também, sinta-se   vontade, é claro.

Novo WordPress 2.6: Problemas e soluções

Saiu esta semana e já está disponível para download o novíssimo WordPress 2.6 Tyner — nome emprestado, como de costume, de alguma celebridade do mundo do jazz, desta vez o pianista McCoy Tyner. O que mais me impressionou logo de cara nesta versão foi a rapidez com que ela veio. Os desenvolvedores falam de lançamento um mês antes do previsto, o que demonstra que eles estão produzindo a todo vapor.

Antes que eu diga qualquer outra coisa, devo fazer uma recomendação a respeito do processo de atualização. Minha migração da versão 2.5 para a 2.6 foi toda automática, graças ao excelente plugin Instant Upgrade, que eu venho usando já há algum tempo, e sobre o qual, inclusive, escrevi um artigo dedicado. Este plugin, além de substituir com total maestria o WPAUWordPress Automatic Upgrade, que parece abandonado —, ainda elimina totalmente a necessidade de baixar arquivos e fazer uploads manualmente, via FTP.

A seguir, minha visão, novamente, com relação a novidades e problemas.

Novidades

Controle de Revisões

O controle de revisões, uma das novidades desta versão, pode ser bom ou mau para o seu blog.

Este recurso pode se mostrar útil quando se comete algum erro no texto que se está escrevendo para um artigo ou página, e é necessário voltar atrás. No rodapé na página de edição estarão disponíveis todas as versões salvas do texto sendo escrito — tanto aquelas salvas pelo usuário quanto as que foram salvas pela auto-gravação.

Neste caso, pode-se comparar quaisquer duas versões do mesmo texto, num sistema visual que lembra muito o que já é usado em diversas plataformas de wiki, ou mesmo em softwares especializados na comparação de texto. A qualquer momento o usuário pode selecionar uma versão mais antiga do texto e substituir pela atual.

Para blogs que funcionam com a colaboração de diversos usuários, em que todos normalmente alteram um ou outro detalhe do texto, o controle de revisão chega ao nível de indicar que usuário alterou o quê, e quando isso aconteceu.

Pesando contra o controle de revisões está sua utilização em blogs com um único usuário ativo e editando textos, como é o meu caso. Ocorre que o processo de armazenamento de revisões de artigos funciona acrescentando um novo registro ao banco de dados — mais especificamente   tabela WP_POSTS — todas as vezes que um texto é editado ou salvo automaticamente.

Assim, com o controle de revisões, se o WordPress grava automaticamente o seu texto 10 vezes enquanto ele é editado, você logo terá 10 novos registros em sua tabela WP_POSTS. Significa dizer que rapidamene sua tabela ficará gigantesca.

Felizmente, conforme Lester Chan, existem algumas providências que podem ser tomadas. A primeira delas, alterar o intervalo de gravação automática utilizado pelo WordPress para gerar cópias dos artigos. Para isso, basta acrescentar a seguinte linha ao arquivo wp-config.php, sendo que o número 60 aqui se refere ao intervalo em segundos entre uma gravação e outra, e pode ser alterado a gosto.

define('AUTOSAVE_INTERVAL', 60);

Uma opção mais radical é desabilitar por completo o controle de revisões do novo WordPress 2.6. Para isso, também será necessário acrescentar uma linha ao arquivo wp-config.php:

define('WP_POST_REVISIONS', false);

Mudanças no painel de plugins

O painel de gerenciamento de plugins também tem uma novidade muito bacana: Agora os plugins ativos estão separados dos plugins inativos, sendo que estes últimos podem ser todos apagados ao mesmo tempo, diretamente através do painel, graças a caixas de seleção — checkboxes — posicionadas ao lado de cada item inativo, e de um botão apagar.

Para mim, que sempre adiei a limpeza dos plugins inativos na minha instalação de WordPress, não há mais desculpas para ficar postergando a hora da faxina.

Pré-visualização de temas

Na minha opinião, uma das coisas mais bacanas que surgiu com a nova versão 2.6 do WordPress foi a capacidade de pré-visualizar a aparência de um tema para o blog antes de ativá-lo definitivamente. Antes deste recurso, era necessária a utilização de plugins como o excelente Theme Test Drive para obter o mesmo resultado.

Pré-visualização de um tema para este blog

Pré-visualização de um tema para este blog

A partir de agora, uma vez instalado o tema desejado, basta clicar sobre seu thumbnail no painel de temas para que uma janela pop-up apareça com a pré-visualização já ativa. Os resultados poderão ser percebidos automaticamente, e, caso assim deseje, o usuário poderá confirmar a ativação do tema, usando para isso um link no canto superior direito da janela.

Para maníacos por novos temas como eu, que não consigo me decidir com relação a que tema deixar instalado ou não para meus visitantes, certamente isso será uma verdadeira mão na roda!

Edição de imagens facilitada

Reparei com surpresa em uma das novidades do WordPress 2.6. Ao editar um de meus artigos mais recentes e clicar sobre uma das imagens que o ilustrava, percebi o aparecimento de uma borda ao redor da figura, e de dois botões no canto superior esquerdo da mesma.

Um desses botões permite editar atributos da imagem — inclusive o tamanho, com uma moderna escala em tempo real — e o outro, excluir a imagem do corpo do texto. As tais bordas da imagem também têm uma função importante: Permitem flutuar com a imagem pelo texto, reposicionando-a a critério do usuário.

Gears

Eu não poderia deixar de mencionar a adoção, pelos desenvolvedores do WordPress, do Gears. Desenvolvido pelo Google, trata-se de um plugin que, instalado no seu navegador, é capaz de estender as plataformas de aplicações web, compartilhando recursos localizados localmente em seu computador.

Nos blogs movidos a WordPress a finalidade do uso do plugin é aumentar a velocidade de acesso a alguns arquivos da área de administração do blog, sobretudo imagens e folhas de estilo CSS, para evitar tráfego web desnecessário.

De qualquer forma, para comprovar por conta própria o quanto o Gears pode de fato influenciar na sua própria experiência com o WordPress, você deverá habilitá-lo. Para isso, deve ser utilizado o link Turbo, que agora se encontra no painel de administração do blog, no canto superior direito. Clicando sobre ele, uma janela aparecerá, solicitando que o plugin seja instalado.


Uma vez prosseguindo-se com a instalação do Gears, o navegador deverá ser reinicializado para que as alterações tenham efeito. Em termos de WordPress, uma vez concluído este processo, será necessário clicar novamente sobre o link Turbo do painel de administração do blog. Uma janela popup do próprio Gears aparecerá, perguntando se o usuário deseja habilitar o plugin para o site — no caso, o próprio blog.

Em seguida, será feito o download de aproximadamente 200 arquivos para o computador do usuário. Neste ponto, é importante lembrar que somente será interessante usar o Gears se isso for feito a partir do seu próprio computador — ou seja, não é legal baixar arquivos do seu site para máquinas públicas.

São estes arquivos, armazenados no seu computador em diferentes locais dependendo do sistema e do navegador internet utilizados, que farão a diferença de velocidade. Em alguns casos, segundo a equipe responsável pelo WordPress, após a ativação da ferramenta, as janelas e páginas chegam a aparecer instantaneamente na tela.

Particularmente, não notei grandes diferenças de desempenho com o uso do Gears. Pode ser que eu ainda não tenha reparado em tudo, mas por enquanto me parece que a diferença virá apenas no caso de conexões com a internet extremamente lentas.

Problemas

Felizmente, ao contrário do que aconteceu na minha migração para a versão 2.5 do WordPress, com a nova versão Tyner eu não me deparei com grandes problemas. Na verdade, tive apenas dois deles — até o momento —, sendo um devido   incompatibilidade de plugins, e o outro, com o envio de imagens para o meu servidor. Vou descrever as soluções encontradas a seguir.

Simple Tags

O plugin Simple Tags, que eu uso por aqui para me ajudar no gerenciamento das tags dos meus posts, parou de funcionar tão logo a migração para a versão 2.6 foi concluída. No entanto, a primeira providência que pensei tomar resolveu a questão: Através do próprio painel de gerenciamento de plugins, fiz a atualização de versão e instalei o Simple Tags 1.5.7, eliminando o problema.

Envio de imagens: Sem miniaturas, ou thumbnails

Com relação ao envio de imagens para o blog, uma coisa mais estranha aconteceu.

Ao atualizar um dos meus artigos recentes e tentar complementá-lo com uma imagem extra, percebi que a miniatura que normalmente é gerada após o upload não estava sendo gerada. Tentei configurar diversas opções do novo WordPress, inclusive alternando entre o uploader baseado em flash e o tradicional, mas nada disso adiantou. A miniatura de qualquer imagem não aparecia de jeito nenhum.

Felizmente, procurando pela internet afora, descobri no próprio fórum de suporte do WordPress, que havia uma solução para o problema. Ocorre que, para usuários que, como eu, têm configurado um diretório para upload de imagens diferente do padrão do WordPress (wp-content/uploads), agora é necessário preencher um campo adicional em Configurações » Diversos, especificando a URL completa para este diretório, conforme ilustro acima.

Por último, quero lembrar que, a exemplo do que já havia sido feito no lançamento da versão anterior, um screencast está disponível em inglês, contendo cerca de 3 minutos de informações sobre o WordPress 2.6. Acredito ser uma boa parada, caso você ainda não o tenha assistido.

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Adeus Flickr, olá Ipernity!

This is totally absurd; how can Flickr not manage to fix major bugs in its applications for, what is it now, six months?

Este comentário, feito por um dos usuários do Flickr ontem, no tópico oficial de suporte do Uploadr 3.0, atualmente representa o que muita gente que é assinante do serviço gostaria de dizer e nunca teve coragem, tempo ou paciência para fazê-lo. Também pode ser a gota d’água que estava faltando para entornar o copo.

Bem, meu copo acaba de entornar.

Acontece que eu não suporto mais as constantes baleiadas do Flickr [foot]Sou forçado a emprestar lá do Twitter este termo recém-cunhado por tantos usuários insatisfeitos também por lá, já que são situações de instabilidade muitíssimo similares[/foot], que vem sofrendo com instabilidades capazes de tirar seus usuários mais amorosos do sério. E olhem que é muito difícil pra mim dizer isso. Com conta pro por lá desde outubro de 2004, me cansei de tecer elogios a respeito do Flickr até então.

Mas não dá mais. Meus leitores mais recorrentes sabem o número de artigos mais recentes que escrevi, em que cansei de reclamar de não conseguir enviar fotos e vídeos para minha conta. Por outro lado, lá pelas bandas do Plurk, uma certa pessoa já deve até ter se cansado de mim, fazendo de seus pobres ouvidos — e olhos, pelas frases digitadas — os alvos das minhas constantes lamentações. Enquanto isso, pilhas e pilhas de fotos e vídeos se acumulavam em meus discos e mídias.

Tal como numa relação entre marido e mulher em que a falta de comunicação vai minando o amor — afinal, cadê alguém do Flickr sinalizando que alguém lá está pelo menos tentando resolver isso? — , me vi obrigado a decidir que, se não mudam eles, mudo eu. Assim, dou hoje adeus a esta que foi uma das ferramentas mais fantásticas que já usei na minha vida, pelo menos no que diz respeito   conta pro, que provavelmente não será renovada. E embora pensar em alguém para colocar no seu lugar não tenha sido tarefa fácil, eu acho que consegui.

Tratei de me mudar para o Ipernity. O Ipernity é um site com berço em Sophia Antipolis — a Silicon Valley francesa —, idealizado por Christophe Ruelle e Christian Conti. Sua proposta, conforme citado por eles próprios, é permitir a qualquer um compartilhar qualquer conteúdo desejado, com quem desejar.

Testei o Ipernity incansavelmente por três dias seguidos, e destes testes tirei minhas conclusões, que tentarei dividir com vocês a seguir.

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Eu não pedi seguro nenhum e ponto

Parece que não tem jeito mesmo. Quando não é algum problema que passo graças aos atendimentos telefônicos aos quais me submeto com os serviços que possuo assinados, a coisa acontece ali, ao vivo, em carne e osso, mesmo.

Ocorre que ontem fui com a família dar uma volta no shopping — um programa típico para um domingo — e entramos nas Lojas Renner. Lá dentro, a esposa acabou gostando de uma blusinha de moleton pro filhote, e nós acabamos resolvendo levá-la.

Decidimos parcelar o valor total da compra — nada alto, aliás, de apenas R$ 29,90 — pelo cartão da loja, no máximo de vezes possível em que não me incorresse nenhum tipo de juros. Eu odeio juros. A moça que me atendia ao caixa disse que seria possível, nestas condições, um parcelamento em três vezes, o que solicitei que fosse feito.

Quando conclui o processo de compra, no entanto, vi que no slip do caixa constavam três parcelas de R$ 11,33, cuja soma arredondada era R$ 34,00. Imediatamente relatei   operadora do caixa que as parcelas tinham juros embutidos, pois não resultavam no valor original da blusa comprada.

Esta moça, por sua vez, me disse que os R$ 34,00 estavam ali porquê, incluído nas parcelas, estava um seguro desemprego que garantiria a quitação da minha dívida em qualquer eventualidade. Reclamei, pois não havia solicitado seguro de qualquer tipo, e me vi obrigado a ir até o crediário, pois no caixa o sistema não era capaz de fazer o cancelamento do seguro.

Já transtornado o meu domingo, lá fui eu para o crediário. Cheguei lá, disse que não era direito embutirem um seguro nas minhas parcelas sem que eu tivesse assim solicitado, e fui prontamente atendido. Tá, não fui atendido prontamente, levou uns 10 ou 15 minutos, mas, depois disso, um encarregado, após muita conversa, conseguiu tirar o tal seguro de minhas parcelas, que voltaram a ficar verdadeiramente sem juros.

Pedi ao mesmo atendente um formulário de reclamações e tive que encarar os olhos arregalados dele. Este, por sua vez, me entregou um formulário — “eu vou buscar lá dentro e trago pro senhor” —, que preenchi solicitando retorno, após reclamar que os funcionários da loja precisavam receber melhor orientação e treinamento, e que nenhuma loja em sã consciência deve incentivar comportamentos assim.

Saí do crediário sob comentários da esposa — “você cria caso por muito pouco” —, ao que respondi que o problema de nós, brasileiros, é justamente esse. Ninguém reclama daquilo que está errado, mesmo que esteja. O errado mesmo seria pagar por algo que não pedi. E aí ela me deu razão. Espero que a loja, que tem cinco dias úteis para me responder a reclamação, segundo a própria política estabelecida por ela, também dê. Agora é esperar…

Juice Bar, uma idéia genial!

Juice BarVocê já reparou que quando mais precisa de um carregador de celular, nunca tem um deles   mão? Comigo, a última vez que isso aconteceu foi há apenas alguns dias atrás. Eu estava andando pela rua quando precisei fazer uma ligação urgente pra resolver um pequeno problema que tinha aparecido. Infelizmente, percebi que meu celular estava completamente descarregado. Resultado? Fiquei na mão.

Admita. Qualquer pessoa que tenha celular já passou por algo parecido. Nessas horas, tudo o que você quer é justamente um carregador que não esteja a quilômetros de distância, para, pelo menos, quebrar um galho.

Enquanto muita gente soluciona esse tipo de problema levando um carregador sobressalente na bolsa ou deixando um na gaveta do escritório, algo muito mais prático já surgiu e está disponível, pelo menos no exterior. Uma empresa inglesa inventou um carregador de emergência para celulares, que foi batizado de Juice Bar.

Pagando ã2,99 — o que na data deste artigo equivalente a cerca de R$ 9,40 — é possível adquirir kits para aparelhos Nokia, Samsung, Motorola e Sony que podem lhe fornecer até 1 hora de conversação extra, ou 8 horas de standby. O legal é que, embora seja necessário esperar 1 hora para se obter uma carga completa, o celular pode ser ligado e utilizado normalmente durante este meio tempo. E ao fim do processo, você joga fora o Juice Bar, que é completamente descartável — e não agride o meio-ambiente.

Sinceramente, gostaria de ver essas coisas aqui na terra brasilis. Mas será que uma coisa assim faria sucesso por aqui?

Plurkolate: Finalmente, Plurk + WordPress!

Plurkolate em ação aqui na barra lateral do blogEis que há uns 10 dias atrás eu encontrei por acaso uma mensagem no plurk criada pelo americano Eric Nakagawa. Eric, mais um fã do sucessor do Twitter, dizia mensagem que havia acabado de alterar seu blog — hospedado no site pessoal — para que passasse a exibir seus plurk updates por lá. Quando resolvi dar uma olhada, me deparei com uma interface muito bonita, reproduzindo os qualificadores do Plurk exatamente como aparecem no site original, e com um diferencial: abaixo de cada plurk, todas as suas respostas endentadas.

No mesmo plurk, Eric revelava que a mágica combinava as linguagens XML e PHP. E mais, anunciou que em breve disponibilizaria o código depois que aplicasse nele uma bela limpeza, e que seria possível reproduzir com ele praticamente tudo o que o widget do Plurk faz, além de, justamente, endentar os comentários.

Confesso que nestes últimos 10 dias passei a fazer visitas freq¼entes ao site de Eric Nakagawa. A ansiedade por ver algo que eventualmente respondesse a todos os meus pedidos em relação ao Plurk finalmente se materializando pelas mãos de algum programador talentoso mal me deixou dormir. Finalmente, nesta sexta-feira, o grandioso anúncio, feito, é claro, através do Plurk: Estava criado o Plurkolate, o plugin para WordPress que trás para a melhor ferramenta de edição de blogs todas as funções essenciais da melhor ferramenta de microblogging do universo.

Não preciso nem dizer que instalei a novidade por aqui imediatamente, ávido por conseguir o mesmo resultado do Eric na minha barra lateral. No entanto, esbarrei em um problema: Os qualificadores estavam ficando todos cinza ao invés de coloridos, o que, pensei imediatamente, tira um pouco da mágica da coisa.

Assim sendo, resolvi tirar um pouco da poeira dos meus conhecimentos de PHP e meti as caras no código do plugin. Descobri que o problema estava acontecendo porquê a rotina estava tratando o CSS apenas para os qualificadores em inglês. Tratei de arregaçar as mangas e, como eu já havia me arriscado criando um precursor do plugin booBox para WordPress para o Marco Gomes, alterei algumas coisinhas do Plurkolate aqui, outras ali, procurando chegar a uma versão em que fosse possível especificar que qualificadores usar no lugar dos originais em inglês.

Como resolvi usar meu próprio blog como laboratório, depois de algum tempo percebi que havia funcionado. Em resumo, na versão que criei, meio que no quick and dirty, dá pra traduzir os qualificadores, e o resultado é esse que está aí na barra lateral. Bonito, não é?

Como o Eric Nakagawa é um cara bacana, ele sugere na própria página do Plurkolate que sejam enviadas sugestões de melhoria. Assim, tratei de enviar-lhe um e-mail, que reproduzo abaixo, com o arquivo que contém o plugin alterado:

Hail, Eric.

Greetings from Brazil!

My name is Daniel Santos, I’m a brazilian blogger, running http://danielsantos.org, and, as you, I am also a plurk enthusiast.

First of all, I need to admit that I ran into your website (http://ericnakagawa.com/) by accident, all because of this plurk (http://www.plurk.com/p/luf9) of yours. As you said you would be releasing something based on XML + PHP soon, I couldn’t wait to see the results because being as addicted to plurk as I am to WordPress blogging, I was looking forwards to being able to share my plurks with everyone else also from my blog.

So, this evening, when I found that you had created Plurkolate, I must’ve been one of the firsts to download and install it, anxious to see what could happen. Well, needless to say, I LOVED IT. Plurkolate was really all I ever wanted, kudos to your great programming skills.

However, I noticed the CSS coloring that you apply to your own plurks on your website wasn’t showing up in mine. So, as I am also a Computer Science graduate somewhat familiar to PHP, I decided to look into your plugin’s code, and saw what happened. As Plurk folks are evolving very fast with their service, it’s been possible to set one’s preferred plurking language. Mine is set to Brazilian Portuguese, what in the end makes qualifiers like “says” and “loves”, translate to their Brazilian equivalents, “diz” and “ama”.

I decided I could contribute with Plurkolate, by arranging something to workaround this. So I shook dust from my PHP programming skills and HTML knowledge, and came up with a different version of your plugin, where it is possible to define default qualifiers to be used in case of translation needs.

I’m sending you the result of this variation of mine, attached to this message. hoping you can analyse the code — excusing me, again, for my not-often-practiced PHP programming skills — and possibly make these arrangements official, somehow. If you wish, you can take a look at my blog’s sidebar, as I’ve left a working version right there, in Brazilian Portuguese.

I hope I can hear from you soon on this improvement.
Oh, and as you suggest, I added you as a plurk friend, already.

Thanks for your initiative. This will certainly please millions of plurkers worldwide.
Best regards.

Agora, como vocês podem ver, sugerida a melhoria, estou aguardando o retorno dele. Assim que tiver novidades, publico por aqui, é lógico. Eu só espero, de qualquer forma, estar prestando um bom serviço, ao mesmo tempo,   blogosfera e   plurkosfera nacionais.

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O (05/07/2008): Após a mensagem acima, recebi não apenas uma, mas três mensagens empolgadíssimas vindas do Eric. A primeira delas foi essa, em que ele agradeceu a minha mensagem e disse que trataria de incorporar a sugestão o quanto antes:

ROCK ON!

I forgot about other languages!!! Thank you so much for writing to me. I’ll review and include portugese support. ‘ll incorporate this and add it to the trunk… How exciting!

I’ll send word once I get this up and working!

Thank you Daniel! Added you on plurk, as well.

Eric Nakagawa
CEO, FTW R&D (For The Win!)

Em seguida, mais uma mensagem com novidades, e a criação de uma caixa de listagem com os idiomas disponíveis na interface do Plurk:

hey daniel…

i’ve made it so you can choose a drop down to choose your language..

i’ll be populating it with english, brazilian, and then the other languages…

would be game to test brazilian support?

Eric Nakagawa
CEO, FTW R&D (For The Win!)

Como era a interface que enviei para o Eric NakagawaEu achei essa idéia sensacional, porquê na pressa ontem, codificando em plena madrugada, acabei implementando não uma caixa de listagem, mas sim diversas caixas de texto. Como essa versão nunca irá a público, apenas por curiosidade, ao lado deste parágrafo ilustro como eu tinha feito as coisas. A visão do Eric foi muito melhor.

Finalmente, numa terceira mensagem que recebi, o Eric me contou que tinha feito alguns testes com o meu usuário — para verificar o suporte ao Português brasileiro — e que tudo tinha corrido muito bem. Eu também devo dizer que ele foi muito gentil ao acrescentar na página do plugin que eu havia colaborado para o lançamento da primeira revisão do Plurkolate, a 1.01. Fiquei feliz e espero,é lógico, ajudar sempre que possível.

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Information Cards: Uma revolução nas senhas?

cone do InfocardA empresa onde eu trabalho tem implantado gradativamente, desde o começo do ano, um programa chamado single sign-on. A intenção é acabar com um problema extremamente freq¼ente — e extremamente perturbador, diga-se de passagem: Esquecer as senhas.

Vamos admitir: Quem nunca esqueceu uma senha na vida deve jogar as mãos para o céu e agradecer. Afinal de contas, mais do que a enorme quantidade de sistemas offline que necessitam de autenticação — e que, no caso da empresa onde estou foi o grande motivador para o single sign-on —, a Internet é um grande player nessa história: Por causa dela nós vivemos de cliques e de senhas, não é mesmo? E basta um único serviço que não usemos por algum tempo e lá vamos nós esquecer uma senha e ter transtornos.

A solução para esse tipo de problema, muitas vezes, é usar uma única senha para todos os sites. Na prática, apesar de ser mais fácil, é menos seguro, todos sabemos disso. Afinal, alguém que descubra sua senha poderá invadir todos os sites que você usa e fazer sabe-se lá o que. Na prática, conforme diz Paul Trevithick, praticar esse hábito é quase como não ter senha nenhuma.

Mas quem é Paul Trevithick, afinal? Ele é o presidente da Information Card Foundation, empresa que pretende revolucionar a forma como nos autenticamos nos diversos sites que visitamos. A chave para que isso aconteça está no uso dos chamados information cards, ou simplesmente i-cards, cartões eletrônicos que os internautas baixariam para suas máquinas locais, e usariam diretamente a partir de seus navegadores, se autenticando e verificando seus acessos através de um código PIN — personal identification number, tal como nos celulares — remotamente validado sempre que entrassem em um site compatível.

I-Cards na prática

Os membros da fundação que defende o uso dos i-cards — entre os quais gigantes como Google, Microsoft, Novell e Oracle — acreditam que a prática melhoraria consideravelmente a segurança dos usuários, principalmente no que diz respeito a combater o phishing, processo pelo qual vários sites que agem de má fé tentam se passar por empresas honestas, visando obter senhas e demais informações sensíveis dos internautas menos avisados.

Para prover maior segurança na prática, o sistema de i-cards tem que sincronizar cada transação entre três participantes: Numa ponta o usuário com seu i-card, que solicita uma conexão criptografada com um fornecedor de identificação (como um banco ou empresa de cartão de crédito) e também com a parte relevante (que, neste caso seria uma faculdade, site financeiro ou de comércio eletrônico). Nada acontece enquanto estas conexões não estiverem realizadas em tempo real.

Espero que, já que essa iniciativa está sendo puxada por gente grande, ela decole. Se será uma solução final para os problemas de segurança, eu não sei, e até duvido. Mas é bom termos novidades deste porte em breve. Só não sei quanto tempo levará para um padrão desses atingir escala mundial… mas aí é outra história.

Fringe promete. Ah, se promete.

A data mais esperada da paróquia é 26 de agosto de 2008.

Neste dia estréia oficialmente Fringe, a mais nova série do criador de Lost, J.J. Abrams, em produção pela Warner Brothers e pela Bad Robot. Ocorre que o episódio piloto da história — uma produção de aproximadamente US$ 10 milhões — vazou para a internet há alguns dias atrás, e vários internautas já puseram suas mãos nele, tendo o prazer de desfrutar de cerca de 1’20” de uma história pra lá de misteriosa. O que eu não sei é se esse vazamento foi intencional ou não.

De qualquer forma, graças a uma ajudinha do Otávio Cordeiro via Plurk, eu também pude assistir   premiere. E posso dizer, com todas as letras, que trata-se de uma das obras mais impressionantes que já vi nos últimos tempos. A sensação, ao terminar de acompanhar o episódio, foi de ansiedade por ter que esperar por mais aproximadamente 60 dias até continuar seguindo os acontecimentos.

Para mim, aliás, a melhor definição para os acontecimentos que ocorrem no primeiro episódio dá série é a dada pelo site Omelete:

Fringe começa com um episódio-piloto de duas horas e, de certa forma, homenageia Lost logo no comecinho. O início — a cena pré-créditos — se parece muito com os primeiros minutos da série dos ilhados. Temos um avião com sérios problemas, voando numa tempestade — e somos apresentados a alguns personagens dentro dele. Mas o problema aqui, acredite, é muito pior (e bem mais grotesco) que o dos sobreviventes do Oceanic 815.

O vôo 627 de Hamburgo a Boston será o estopim da primeira investigação que veremos dos agentes do FBI Olivia Warren e John Scott. Mas não pense que teremos a velha dinâmica Mulder & Scully aqui. A cena que apresenta os dois se passa num motel – e eles não estão ali para investigar um crime…

Não demora, porém, para que Olivia desponte como a verdadeira personagem principal do programa. Nas costas dela, pessoal e profissionalmente, estará a responsabilidade de desvendar o mistério do vôo. Essa obsessão a levará até o Iraque e de volta aos Estados Unidos, onde ela terá a ajuda de um cientista louco (literalmente) e se envolverá na chamada fringe science (ciência alternativa), que estuda, na descrição do próprio roteiro, “as fronteiras da possibilidade e além“. Isso significa que palavras como controle da mente, teletransporte, projeção astral, invisibilidade, mutações genéticas e reanimações estarão na pauta do seriado. Prato cheio para os fãs de Lost…

Após assistir ao episódio Piloto, fiquei realmente com uma ótima sensação. Existem elementos dignos de Lost no enredo, mas também se misturam a ele situações dignas do Arquivo X, de Além da Imaginação e, até mesmo, na minha visão, de Heroes. Isso tudo só fez com que eu me prendesse   tela de uma maneira como há muito tempo eu não fazia.

É certo que eu não sei o quanto o segundo ou terceiro episódios de Fringe serão capazes de manter o mesmo ritmo frenético de seu movimentado antecessor. Normalmente, aliás, quando analisam-se os episódios de todas as séries famosas por aí, vocês hão de concordar comigo que o que se percebe são episódios realmente bons misturados   episódios completamente desnecessários. É claro que isso é uma estratégia para postergar as revelações mais importantes para o final…

Meu veredito final: Se você ainda não viu, veja. Vale a pena cada minuto investido. E embora eu não vá descrever aqui spoilers, deixo algumas imagens que eu capturei da cópia de Fringe que estava assistindo há poucos instantes, só para provocar um pouco…

A lupa do Plurk

E hoje no blog oficial do Plurk, a bola da vez foi destacar a novíssima capacidade de realizar buscas através da interface do sistema. Eu, particularmente, devo admitir que gostei muito dessa história, pois estava entre os que faziam coro pra que a novidade não tardasse a ser implementada. E agora ela chegou pra ficar.

Discretamente posicionada no canto inferior direito da timeline, uma lupa permite selecionar o escopo do que se deseja buscar. Entre as opções estão buscas no próprio timeline, buscas entre todos os plurks e buscas por humanos.

As buscas por humanos permitem encontrar outros usuários da ferramenta, o que pode ser útil, por exemplo, para verificar se um amigo já caiu nas graças do Plurk. Mas são as demais que, na minha opinião, estavam sendo mais aguardadas pelos plurkonautas.

Na prática, as buscas em nosso próprio timeline nos ajudam a filtrar informações, facilitando encontrar um ou outro plurk que deixamos pra responder depois, ou aquele falando sobre um assunto específico, sem que para isso precisemos necessariamente usar tags — ou seja, acrescentar o caractere # a uma palavra. As buscas gerais — ou seja, em meio a todos os plurks do universo — também podem ser úteis para encontrar informações ou links interessantes.

Mas melhor do que ficar apenas falando é demonstrar o novo recurso. Para isso, usarei como exemplo a nova série do criador de Lost, J.J. Abrams, Fringe, que deve começar a ser exibida agora no segundo semestre na TV americana. Como demonstra uma busca no meu timeline, além de mim, o Rodrigo Muniz também já está falando dela:

Obviamente, uma busca geral sobre a série me trará muito mais resultados, como é possível observar a seguir. Em meio a outros assuntos com a palavra-chave, é possível verificar diversos comentários de pessoas de todos os lugares do mundo sobre o seriado:

Como se vê, a busca de plurks é realmente algo que merece ser explorado com calma — uma vez que pode abrir infinitas possibilidades — e que felizmente veio pra ficar. No entanto, embora eu quisesse terminar este artigo dizendo que a busca sobreviveu   todos os meus testes em flawless victory, isso infelizmente não será possível.

Digo isso porquê ainda usando a série Fringe como referência enquanto terminava de escrever este meu texto, a busca em meu próprio timeline não trouxe este plurk do Otávio Cordeiro, que está em minha linha do tempo e mesmo assim ficou de fora. No entanto, não acredito ser este um problema para muita preocupação. Na velocidade em que as coisas mudam, são implementadas e corrigidas no
Plurk, isso não deve demorar para ser arrumado. Quem sabe, aliás, foi um problema com a indexação de plurks, que talvez — a exemplo do que ocorre com os pontos de karma — também só aconteça três vezes por dia. Vou esperar.

Contra a censura ao CQC!

O meu nobre amigo Kadu nem deve saber, mas por conta dele eu me tornei um assíduo espectador do programa Custe o Que Custar — muuuuuito mais conhecido por CQC —, exibido  s segundas-feiras,  s 22h15 da noite e aos sábados,  s 20h15, pela Rede Bandeirantes de Televisão.

Para quem ainda não o conhece, o CQC trata os principais fatos da semana — sejam eles políticos, artísticos ou esportivos — de maneira irreverente, satírica e humorística, brincando com as informações de maneira descontraída. Apresentadores e repórteres — todos vestidos de terno, gravatas pretas e óculos escuros, no melhor estilo homens de preto — comentam suas abordagens a pessoas públicas, como políticos, celebridades e jornalistas, com perguntas pouco discretas e picantes.

Para mim, trata-se de uma mistura inteligente de humor e informação.

Mesmo sendo fã de carteirinha do CQC, acabei não acompanhando o programa na última semana. Foi justamente nesse período que seus repórteres foram proibidos de obter credencial para entrar no Congresso Nacional, o que pra mim é um absurdo total para a época e o regime democrático em que vivemos, assim como diz Marcelo Tas — âncora do show — em seu blog:

Trabalho fazendo entrevistas no Congresso Nacional desde 1984, na pele do repórter Ernesto Varela, quando o Brasil vivia sob a ditadura militar do Presidente João Figueiredo, (…) 25 anos depois, por conta do mesmo tipo de pergunta, não previsível e irreverente, o eminente primeiro-secretário do Senado veta a emissão de credencial para que jornalistas do CQC, da Band, tenham acesso   Casa. Nem durante a ditadura sofri esse tipo de privação do direito da livre expressão na Casa do Povo. (…) Mais do que nunca é hora de lutar contra a censura, que bate novamente   nossa porta.

Eu estou particularmente indignado.

Não vivemos mais no regime militar, ou em época de censura. Mesmo assim, o primeiro secretário do Senado, senador Efraim Moraes (DEM) decidiu impedir a obtenção das credenciais. No último dia 18 de junho os jornalistas da Rádio Bandeirantes e da Bandnews FM, André Giusti, Sonia Blota, José Paulo de Andrade, Salomão Ésper e Joelmir Beting comentaram a censura e se indignaram contra ela, assim como eu:

[audio:http://danielsantos.org/midia/18062008_cqcnocongresso.mp3]

Felizmente, um abaixo-assinado para que os repórteres do CQC possam voltar a entrar no nosso Congresso Nacional está online e, se você quiser — assim como eu já fiz — pode colaborar e fazer valer a voz do povo, cobrando a volta da permissão de acesso destes profissionais  s dependências da Casa.

No fundo, acho que essas coisas acontecem porquê o nosso país ainda não está acostumado com esse tipo de jornalismo — uma vez que o CQC muitas vezes coloca o dedo na ferida sem dó nem piedade e faz essas perguntas picantes, mas que são coisas que todo brasileiro mais esclarecido já sentiu vontade de perguntar a nossos governantes. Espero que essa história mude em breve, porquê senão sentirei vergonha desse tipo de episódio na nossa história.

Nanoblog? Não sei não…

A evolução do ato de blogar parece estar chegando a níveis absurdos.

No começo os blogs eram pra quem gostava de escrever textos mais longos, que exigiam aquela preparação mínima, uma série de pesquisas e horas e horas de redação que podia ser alterada a qualquer momento — e até completamente descartada — antes de decidir que aquela era a hora certa para apertar o botão publicar.

Mas as pessoas perceberam que além de textos estruturados e elaborados   exaustão, também deveria haver lugar para textos mais rápidos e diretos — portanto, menos estruturados — em que se pudesse opinar rapidamente sobre um filme, compartilhar uma foto, música ou comentar uma notícia sem maiores pretensões. Foi assim que a blogosfera viu nascer o chamado sideblog — ou aside blog —, que, como o próprio nome sugeria, passou a integrar a barra lateral dos blogs, e mais tarde até mesmo rechear o blog principal, posicionando asides entre um artigo com mais conteúdo e outro.

Seguindo essa linha, alguém teve a idéia de juntar estes asides e montar um blog só de asides. Isso deu origem ao chamado thumblelog, assim chamado justamente pelo tamanho diminuto de seus posts — thumb em inglês significa polegar. Este modelo de blog começou a chamar a atenção de muita gente que, até então, não tinha paciência para manter um blog  s antigas, com todos aqueles textos longos e preparações cansativas, e que agora podia compartilhar frases pequenas, textos curtos, fotos e imagens.

Atualmente, a maioria já sabe, a sensação é o microblog, formado por posts com mensagens extremamente curtas, de no máximo 140 caracteres, justamente com o mesmo comprimento de uma mensagem SMS de celular. Talvez por isso, ainda mais pessoas resolveram que podiam ter um blog, ou melhor, um microblog, e passaram a compartilhar o que estão fazendo, dizendo, pensando, amando, odiando e muito mais.

Mas surgiu um possível novo membro nessa história.

No Adocu — que tem, convenhamos, um nome pra lá de estranho —, lançado no último dia 27 de maio, a proposta é responder qual é o seu status, usando, para isso, não os 140 caracteres aos quais muita gente já se habituou, mas sim, apenas uma palavra. Isso mesmo. Não vale espaço. No máximo, pontos de exclamação ou interrogação.

Eu criei uma conta lá. No entanto, com apenas um post no serviço, já vi que essa coisa de nanoblogging — que é como as pessoas estão chamando isso — não é para mim. Isso porquê tenho que admitir que já tenho dificuldades em microblogar com freq¼ência, porquê tenho o vício de querer escrever demais. Assim, se dizer algo com poucas palavras já é complicado pra mim, dizer algo com apenas uma palavra é virtualmente impossível.

Assim só me resta levantar algumas questões.

Primeira questão: Qual é a graça em se nanoblogar?

Segunda questão: Qual é a originalidade do serviço, já que, se eu quiser, posso twittar ou plurkar com apenas uma palavra? É mais fácil, e eu não preciso ficar criando mais uma conta em mais um serviço. Além disso, os serviços existentes já se integram — ou estão em fase de integração — com as ferramentas de blog mais robustas, como o WordPress.

Posso estar exagerando e sendo super reativo, mas estou falando honestamente. Não sei se é uma visão muito unilateral, mas não vejo futuro nessa história de nanoblog. Ou então, esta atividade se limitará a um nicho específico, formado pelas pessoas de poucas palavras, ou melhor dizendo, de uma palavra só. O que me lembra de minha terceira e última questão: Se o nanoblog efetivamente pegar, qual será a próxima etapa da miniaturização dos blogs?

O guia extra-oficial para plurkeiros

Não há como negarmos que o Plurk está aos poucos tomando conta do gosto da blogosfera nacional. São cada dia mais usuários brasileiros se juntando  s colunas do serviço, tudo em prol de compartilhar momentos divertidos com os amigos que estiverem online naquele instante.

Como se trata de um serviço novo, é natural que as dúvidas sejam inúmeras: Como é que eu uso o Plurk de maneira a obter dele o máximo de produtividade? — ou seria improdutividade?

Bem, seja como for, para ajudar aqueles que precisam, decidi começar a compilar uma lista de funcionalidades e respostas a respeito desta que é uma das invenções mais sensacionais dos últimos tempos. Mesmo quem ainda está relutante e não migrou de outras ferramentas — ou pelo menos duplicou o seu perfil pode acabar achando interessante.

Então, sem mais delongas, aqui está o meu guia extra-oficial para plurkeiros. Espero que gostem dele e me ajudem a enriquecê-lo com sugestões, uma vez que certamente este será um trabalho em constante atualização.

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Unificar a língua portuguesa não vale o esforço

Eu costumo comentar com amigos, de vez em quando, que nós brasileiros podemos nos considerar pessoas abençoadas pelo simples fato de sabermos falar a língua portuguesa. Sempre digo isso porquê nunca considerei nosso idioma — falado por mais de 230 milhões de pessoas em 9 países em que é o idioma oficial — um idioma fácil de se aprender.

Não é preciso que eu diga. Por mais que eu acredite que emprego bem a escrita do português, por exemplo, há certas frases e palavras que me causam dúvidas tão grandes que muitas vezes penso em não utilizá-las. Na mesma medida, todos nós sabemos o quanto compreendemos e empregamos bem o idioma, e que para qualquer número de pessoas que consideremos que falem ou escrevam bem em nossa língua, haverá um número pelo menos três vezes maior de pessoas que a falam ou escrevem mal. Isso acontece porquê as regras são inúmeras, e nem sempre nos lembramos de todas elas.

[flv:http://danielsantos.org/midia/EFCGJ_T_831618_flvbl.flv 480 368]

Tendo falado sobre estes pontos, me sinto obrigado a comentar que, desde o último dia 23 de maio, quando foi ao ar a reportagem do Jornal Nacional que eu reproduzo acima, anunciando a unificação da língua portuguesa em quatro países membros da CPLPPortugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe — que eu estou deveras incomodado com esta questão. Assim como citado na tal reportagem, numa língua tão rica como a nossa, em que as dúvidas são mais do que normais, qual será o impacto de termos que reaprender a escrever? Mais importante ainda, será que vale o esforço?

Segundo o meu entendimento da questão, os signatários desta unificação do idioma estão defendendo tal proposta basicamente para facilitar a compreensão do idioma de maneira global.

É realmente verdade que há diferenças entre algumas palavras do português, dependendo de onde ele é falado. Um amigo meu lá do trabalho, por exemplo, que teve a oportunidade de trabalhar para uma empresa portuguesa, sempre nos diverte citando uma série de diferenças entre as palavras lusitanas e as brasileiras. O pequeno almoço, o puto — que em Portugal designa uma criança pequena — e as letras e gue, que por aqui são o jota e o , respectivamente, são exemplos dessas diferenças entre as palavras do português falado em Portugal e o português brasileiro.

Para mim, no entanto, apesar de correr o risco de parecer simplista, estes exemplos são apenas regionalismos. O que eu quero dizer é que, para mim, o português brasileiro difere do português lusitano na mesma medida em que há diferentes palavras e expressões — menino e guri, calçada e passeio — dentro do próprio Brasil.

E como unificar estes regionalismos para facilitar a compreensão universal do português será impossível, o foco da medida que foi aprovada e deve entrar em vigor por aqui a partir de 2009 é nas diferenças de fonética e léxico das palavras. Com relação  s mudanças no Brasil eu acho que já passava da hora dessas:

  1. Cai o trema. Que bom, já vai tarde. O que eu já vi de gente que escreve tranquilo e linguiça ao invés de tranq¼ilo e ling¼iça garantirá que a regra seja cumprida por uma grande parcela da nossa população que, no final das contas, agradece pela oficialização do desuso de um sinal gráfico desses, que está na berlinda há tempos.
  2. Passam a fazer parte oficialmente do alfabeto as letras K, W e Y. O alfabeto passa a ter 26 letras. Essa também é uma regra, para mim, criada com a finalidade de cumprir tabela. Já temos nomes próprios com essas letras, e gente usando K, W e Y adoidado.

No entanto, me incomodam o fim do acento agudo nos ditongos abertos oi e ei — idéia e heróico viram ideia e heroico —, o fim do acento circunflexo em palavras com duplo o e evôo e vêem viram voo e veem — e até mesmo a mexida nos acentos diferenciais — aqueles que servem para mostrar que para e pára são coisas distintas — e nos hífens.

Esse meu incômodo parte principalmente do fato de que já usamos grafias diferentes há praticamente cinco séculos, e, se a questão é unificar, deveriam ser aceitas todas as formas de se escrever em português já existentes. Parece bobagem, porquê na prática ficaria tudo igual, mas basta pensar que hoje, apesar das pequenas diferenças, qualquer brasileiro consegue pegar um livro escrito em Portugal, lê-lo e entender o que se passa, e vice-versa.

Me senti mais tranq¼ilo ao ouvir ontem, enquanto ia para o trabalho de carro, que o escritor Ruy Castro, jornalista que colabora como colunista da Band News FM de São Paulo, vai ao encontro de alguns desses pontos que eu citei, e ainda por cima compartilha de outro incômodo que tenho. A seguir eu disponibilizo esta coluna dele.

[audio:http://danielsantos.org/midia/Ruy_Castro_Band_News_FM_030608_reforma_lingua_portuguesa.mp3]

Já que é inevitável, Portugal — onde apenas 1,6% das palavras devem ser alteradas — pediu vários anos para se adaptar   unificação, enquanto que, por aqui, pedimos apenas um ano e meio. Isso significa, como diz o Ruy, que alguém deve estar pensando em faturar em cima dos montes e montes de dicionários e livros que deverão ser inutilizados para que as novas regras possam começar a valer, pelo menos por escrito.

O fato é que, mesmo que alguém queria relevar essa minha última colocação porquê pode parecer muito com uma teoria da conspiração, continuo achando essa unificação uma coisa desnecessária. Talvez não para as gerações futuras, mas, por ora, para a média da população brasileira, já tão carente de cultura em geral, será um obstáculo a mais a ser superado na comunicação, representado nesta medida que necessitará de investimentos que poderiam estar sendo realizados em outras carências que bem sabemos serem bem mais importantes do que esta.

Dançando no tapete!!

Hoje cismei que queria dançar.

Vejam bem, eu sempre danço quando escuto uma música legal, mas dessa vez eu quis fazer isso em um lugar diferente. Papai e mamãe tem um tapetinho de dança que eles usam de vez em quando no video game, e foi ali que eu resolvi dançar.

Vejam só como foi que eu me sair. Não é por nada não, mas eu mandei muito bem!!!!

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