A Mágica do MagicDisc

Esta semana me deparei com o MagicISO, um pequeno e notável freeware indicado para quem quer ler cópias back-up feitas a partir de seus CDs e/ou DVDs de software, música ou games.

Após um download rápido — cerca de 1.3 Mb — e instalação, um ícone passa a estar residente na área de notificação — o system tray — do Windows. A partir daí, com alguns cliques de mouse já se torna possível montar e desmontar imagens virtuais de qualquer disco que você tenha criado.

Apesar do nome, o programa não se limita a criar imagens a partir do formato ISO: Também é possível ler a partir de uma variedade de formatos, entre os quais imagens NRG, criadas pelo Nero e CCD ou IMG, criadas pelo CloneCD.

Na minha opinião, o principal ganho de se montar uma imagem de disco para trabalhar está na velocidade de leitura dos dados: Ao invés de contar com leitores de CD e DVD e ficar trocando discos o tempo inteiro, basta criar cópias back-up daquilo que você mais utiliza e acessar o conteúdo a velocidades que chegam até a 200x, por estar tudo diretamente em seu disco rígido.

Martírio com a Telefônica

Estava no trabalho quarta-feira passada quando minha esposa me liga do celular dela, dizendo que o telefone de casa estava completamente mudo. Minha nobre missão, graças a este acontecimento, era mais clara do que água: Entrar em contato com o famigerado suporte técnico da Telefônica para reportar o problema e solicitar uma solução imediatamente.

Lá vou eu discar para o 103 15, canal de auxílio ao assinante. Depois de ouvir uma interminável mensagem sobre o fim do acesso gratuito   Internet para assinantes do Speedy, que agora precisarão assinar um provedor de acesso para continuar navegando e fazendo outras coisas, um atendente começa a falar comigo.

Após explicar a ele que a linha em casa estava muda — e depois que ele finalmente coletou todos os meus dados pessoais para que pudesse abrir um chamado, ganhei um número de protocolo do atendimento, juntamente com a promessa de que em até 48 horas eu receberia uma ligação marcando um horário para que um técnico da empresa pudesse vir e averiguar o que poderia estar ocorrendo de errado.

48 horas só para entrar em contato? Que espécie de tratamento é esse da Telefônica para com seus clientes — eu pensei. No entanto, não externei meu pensamento para o pobre atendente, que, no final das contas, não tem nenhuma culpa no cartório. O problema maior é mesmo a empresa nos deixar assim, sem socorro, enquanto minhas necessidades se acumulam — marcar consultas médicas, fazer contatos, e até mesmo ligar para bater um papo com minha mãe — sem telefone. E, é claro, nada de Speedy. Assim sendo, coitado de mim por ter contas e contas a pagar, e não poder acessar o Internet Banking.

Completei, na quinta-feira, mais de 24 horas sem resposta. Ninguém da Telefônica havia me ligado no celular para sequer dizer olá — que dirá para marcar um horário e averiguar o problema. Resolvi ligar para o mesmo 103 15 pela segunda vez. Após esperar um tempão — quase 8 minutos até que um atendente pegasse a ligação, disparei minha história, e como não haviam, ainda, entrado em contato. Pedi para saber o status do meu chamado.

Depois de um “um minuto por favor, estou levantando os dados do seu chamado”, mais um tempo de espera. O que se seguiu, para meu espanto, foi um diálogo mais ou menos assim:

— Senhor, não há nenhum chamado aberto para sua linha telefônica.

— Como? — pausa, surpreso. E o protocolo que abri ontem?

— Senhor, ainda não se passaram as 48 horas de prazo. O senhor precisa esperar.

— Você não acabou de me dizer que não tem chamado aberto?

(silêncio) Um minuto, senhor.

Toca me pôr pra ouvir aquela vinheta de Natal da Telefônica. Então:

— Senhor, conversei com a responsável pelo sistema, e ela me disse que  s vezes é normal que os pedidos sumam do sistema.

Obviamente eu não acreditei naquilo. Não era possível que alguém achasse que as empresas — qualquer uma delas, mesmo a Telefônica — perdesse os chamados abertos por seus clientes. Isso, imagino eu, já seria o cúmulo de todos os cúmulos. No entanto, sem perder a paciência com o rapaz que me atendia , pedi a ele a gentileza de abrir então um segundo chamado.

Apenas para situá-los, o diálogo estava correndo solto entre nós lá pelas cinco e meia da tarde da quinta-feira. O camarada me coleta — de novo — todos os dados pessoais e me dispara o seguinte, na seq¼ência:

Então, senhor… — com uma cara daqueles “veja bem“, sabem como é? — é que eu não consigo abrir o chamado pro senhor agora, porquê estou sem acesso ao sistema. No entanto, como eu tenho seu número — de celular — eu volto a ligar pro senhor até as oito da noite de hoje para concluir o atendimento.

Quem está na chuva é pra se molhar, não é assim que dizem? Respirando fundo, aceitei a proposta do rapaz. Desliguei o celular e virei pra minha esposa, que acompanhava o diálogo entre mim e o atendente. Uma troca de olhares foi suficiente, e eu disse:

— Você quer apostar comigo R$ 10 que ele não liga até as oito?

Ela não quis apostar.

Ainda bem, pois perderia. Nada de ligação até as 21hs de quinta-feira. Foi mais ou menos nesse horário que eu, sem desistir, mas muito menos paciente, entrei em contato com o 103 15 novamente. Dessa vez, com vontade de mandar alguém pra’quele lugar. O resumo da terceira ligação para o suporte?

— Estou abrindo um chamado na Anatel reclamando de vocês porquê já estou cansado. Esperei quase 48 horas por atendimento e na última vez vocês nem se deram ao luxo de me ligar de volta, apesar da promessa.

Acho que mencionar a Agência Nacional de Telecomunicações tem propriedades mágicas. Não é que na sexta-feira — podia ser de manhã, mas tudo bem — lá pelas 15h30 toca meu celular? O interlocutor:

— Senhor Daniel? Aqui é o (…) da Telefônica, estou ligando pra dizer que sua linha de telefone foi vistoriada hoje pela manhã por um técnico, e já está tudo resolvido. O senhor confirma?

Acontece que, para o azar dele, eu havia ligado pra casa 5 minutos antes, do celular, justamente para verificar se por um acaso divino as coisas já tinham se resolvido, e nada.  A ligação caiu direto na secretária eletrônica padrão da Telefônica.

— Olha, (…), não confirmo não. Acabei de ligar em casa e a linha continua com problema.

— Neste caso, senhor, mandarei um técnico   sua residência. Qual o melhor horário?

— Vocês trabalham sábado?lá se ia o meu sábado.

— Sim senhor. Pode ser sábado pela manhã?

Fiquei de esperar o cara vir, no sábado de manhã. No entanto, depois de desligar, fiz contato com minha esposa pelo celular e, para nossa surpresa, o telefone de casa parecia estar normal. Parecia. Pedi pra ela se conectar   Internet e me ligar em seguida. Quando o telefone tocou, uma má notícia: O Speedy não entrava, nem com reza brava.

Felizmente o técnico já estava agendado para nos fazer uma visita, de qualquer jeito. Então resolvemos esperar. Às  9 da manhã de sábado me liga uma moça da Telefônica, me dizendo que o técnico nos visitaria até a hora do almoço. Pensei estar livre da questão em breve, mas deu meio-dia e nada do camarada aparecer.

Sai pra almoçar com meus pais, levando a patota toda.

Na volta, quase duas da tarde de sábado, pergunto ao porteiro se alguém da Telefônica tinha visitado o prédio. Depois da negativa dele, pelo menos fiquei aliviado por não ser vítima da Lei de Murphy — e se eu tivesse saído e, justo naquela hora, o cara inventasse de aparecer?

Eis que, quase três da tarde, minha esposa atende o telefone. É o técnico da Telefônica, dizendo que está — finalmente, Aleluia!!! — mexendo com nossa linha. Que ela poderia ficar muda um pouco, mas já voltaria. Pra encurtar essa — já muuuuito longa — história, o camarada ligou de novo 15 minutos depois, e tudo se consertou.

A pergunta que não quis calar, fiz ao técnico quando ele, depois disso, veio até a nossa casa para fazer testes finais de rotina. O que foi tudo isso, que nos deixou sem telefone e Internet tanto tempo assim? Descobri que uma outra pessoa havia atendido um chamado de instalação de Speedy aqui no condomínio onde eu moro, e que havia bagunçado as coisas.

Se essa podia ser considerada uma explicação razoável, eu já não tinha mais forças pra argumentar. Pelo menos telefone e internet tinham mesmo voltado a funcionar, e, em pleno sábado, com metade do dia perdido devido ao chá de cadeira, não quis prolongar a história.

Moral da história: Preciso me livrar da Telefônica o quanto antes. Enquanto isso não acontece, no entanto —- vou esperar até 2009 pra isso, por motivos pessoais —, toca esperar segunda-feira: Será o dia em que vou — de novo — ligar pro 103 15. Descansado, vou entrar em contato com o setor comercial. Nova missão? Exigir ressarcimento pelos dias sem conexão com o Speedy e sem linha telefônica.

Me desejem sorte. Eu VOU precisar.

Meu postinho de gasolina!!

Mamãe e papai me deixaram abrir um dos presentes de Natal adiantado… e eu nem acreditei quando vi o que ganhei: Um postinho de gasolina que faz o barulhinho de quando os carrinhos estão abastecendo — igual ao carro do papai —, e ainda fala um monte de frases e vem com dinheirinho pra eu brincar!!

Agora sim, eu posso abastecer meu jipe, o velotrol e a bicicleta!!

Presente de Natal Adiantado

Presente de Natal Adiantado

Presente de Natal Adiantado

Presente de Natal Adiantado

Amei esse presentão!! Mas nem preciso dizer, né?

Feliz Natal!!!

A mudança mais legal do Google Reader!

Quinta-feira passada foram anunciadas mudanças na interface do Google Reader.

No blog oficial foi declarada a intenção principal da equipe que cuida dos bastidores do serviço: Tornar a experiência de leitura do usuário mais leve e agradável, o que, pelo menos na minha opinião, foi exatamente o que aconteceu, já que as coisas realmente parecem muito menos carregadas por lá.

Mas foi um detalhe, talvez quase imperceptível para a maioria, que me chamou a atenção: Finalmente é possível, através de um menu de opções ao lado de cada grupo de feeds, fazer a mágica acontecer. Um clique de mouse e não é mais necessário conviver com a culpa de ter centenas e centenas de itens pendentes para, pelo menos, passar os olhos, sabendo que nunca terei tempo de me colocar em dia. Na prática, para quem quiser, chega de exibir os famigerados unread counts:

“For some of you (and some of us on the Reader team), unread counts are a source of anxiety and can feel more like a to-do list than the random awesomeness of the Internet”.

gr-unread-hiddenLi esse parágrafo do blog oficial algumas vezes, pois senti a mensagem sendo endereçada diretamente para mim.

É que já me basta saber, no telefone da empresa, quantas ligações recebidas eu preciso retornar, além de quantos e-mails precisam ser lidos e respondidos antes do final do dia.

Para a leitura de feeds que, ao menos para mim, é puramente lazer, as pendências realmente só causam ansiedade. Ocultá-las, ainda que sabendo que continuam por lá, me ajuda a aliviar a consciência. É por isso que dou três vivas pra essa novidade, de longe a melhor dos últimos tempos…

Alguém mais concorda? 🙂

Infinite Scrolling: Adeus, links de navegação!

Uma das principais ferramentas de um site movido a WordPress são seus links de navegação. Afinal de contas, um visitante pode utilizá-los — entre outros mecanismos, é claro — para ter acesso a outros artigos escritos por você, quer ele navegue artigo por artigo, ou página por página.

Mesmo reconhecendo a importância de fornecer ao visitante recursos para que possa navegar tranquilamente pelo conteúdo aqui do blog, reparei, apenas recentemente, que o tema que venho usando atualmente por aqui não possuía essa navegação embutida. Assim que reparei nesse problema, pensei imediatamente não em criá-los no rodapé, mas sim, em fazer uso do excelente plugin WP-PageNavi, que, no caso do modelo de índice do blog, cria um estilo de navegação de páginas similar aos dos resultados de busca do Google, e que eu já adaptei a vários temas que usei por aqui no passado.

Antes de seguir adiante com a implementação, no entanto, considerei as mudanças que apliquei por aqui recentemente, com a finalidade de mesclar blog, microblogs e tumblelog. Mais do que paginar o conteúdo, não me agradou a idéia de, me colocando no lugar de um visitante que desse as caras por aqui, encontrar uma página principal listando os 10 últimos posts e estes posts serem todos referentes, por exemplo, a atualizações de microblogs. Ou seja, nada de artigos do blog, propriamente falando.

Imediatamente eu pensei que uma das maneiras de amenizar esta situação seria garantir que, entre os artigos listados na página principal, estivessem, além das atualizações relacionadas ao meu lifestream, também os últimos 10 artigos do blog. Na prática, seria como imaginar que o número de artigos que um visitante encontraria ao chegar   minha página principal seria não 10, mas sempre pelo menos 10. O problema foi que, ao procurar por meios de implementar mais este comportamento por aqui, dei com os burros n’água.

Com isso, quero dizer que o WordPress não possui uma forma padrão — não, pelo menos, que eu tenha conseguido descobrir após escavações demoradas nos fóruns e sites de suporte — para listar os últimos x artigos do blog, desde se garanta que entre estes artigos estarão, por exemplo, 10 artigos de uma categoria pré-especificada, qualquer que ela seja.

Filosofia do Infinite Scroll
Filosofia do Infinite Scroll

Estava quase desistindo da parada quando, ainda em meio  s minhas buscas, me deparei com o conceito de infinite scrolling. Este conceito, que, pelo que vi também recebe nomes como autopagerize ou unpaginate, na verdade se resume a garantir que o conteúdo da próxima página web — ou, na verdade, de uma ou mais páginas web subseq¼entes —  quela que o usuário está atualmente visitando seja pré-obtido e acrescentado   própria página atual automaticamente, sem que ele sequer se dê conta disso.

Seria como se, na prática, pudéssemos ler todo o conteúdo de um livro como se ele coubesse em uma única página, que seria gigantesca e estaria passando sempre diante dos nossos olhos, como em um rolo de pergaminho que fosse sendo desenrolado   medida em que a leitura progredisse.

No Swurl — mais um dos agregadores de redes sociais que, como o FriendFeed, existem por aí, e onde , aliás, eu também cheguei a criar uma conta —, a filosofia do infinite scrolling está em prática, o que implica no fato de que uma pessoa, por mais que navegue em uma página de usuário do serviço, nunca chegue ao final — ou ao rodapé — da página.

No fundo, aplicar este conceito num blog implica que, por mais que links de navegação sejam legais e importantes, eles se tornam obsoletos, e até mesmo desnecessários, pelo menos no que diz respeito   navegação na página principal do site.

Infinite Scrolling em ação por aqui
Infinite Scrolling em ação por aqui

Pois bem. Eu resolvi dar também este passo por aqui e instalei, a partir da própria página onde li a respeito do conceito de Infinite Scrolling, um plugin para WordPress que eles têm disponível. Neste momento, aliás, este plugin está ativo para qualquer visitante deste humilde blog, e, ao chegar ao rodapé da página principal, deve exibir uma simpática mensagem — um momento, por favor — para alertar o visitante de que mais artigos estão sendo carregados.

Ou seja, o período de testes está aberto. Por favor me dêem feedback caso achem necessário, para que eu possa saber como tudo está indo. E, caso não haja maiores problemas, será sinal de que poderei declarar, realmente, o fim dos links de navegação na página principal do Back-up Brain.

Mesclando blog, microblog e tumblelog: Um tutorial

Ainda não faz tanto tempo assim desde que integrei ao blog uma página de onde pode ser acompanhado o meu lifestream — a corrente que traz, listadas em ordem de ocorrência, todas as minhas atividades online, sobretudo nas redes sociais como o del.icio.us, e em microblogs como o Plurk ou o Twitter.

Minha intenção com a integração do lifestreaming ao Back-up Brain sempre foi muito clara: Participar meus poucos — mas fiéis — leitores daquilo que eu venho fazendo na Internet enquanto busco a inspiração para escrever novos artigos por aqui. Penso que o compartilhamento de músicas, links, vídeos, imagens e pequenos pensamentos rápidos demonstra, a quem possa interessar, no mínimo, que eu não sumi, e que, mesmo demorando a dar sinais mais evidentes de vida, continuo nas redondezas.

Ocorre que depois de ter trazido o lifestreaming para o blog, primeiro na barra lateral do layout, e depois também numa página própria só para isso, pensei comigo mesmo que, num mundo em que microblogs e outras atividades sociais se misturam cada vez mais com os blogs tradicionais — e, muitas vezes, também com a falta de tempo de seus autores —, o ideal mesmo seria transformar meu espaço num combinado entre blog, microblog e o que mais fosse preciso, desde que isso pudesse ser lido em um único stream, de cima a baixo.

A primeira coisa que eu pensei — pra variar, eu admito — foi abandonar a utilização do WordPress. Numa época em que estou louvando a chegada da nova versão 2.7 isso pode parecer bizarro, eu sei. Mas me veio um desejo fortíssimo de substituir minha velha ferramenta de blogar pelo Sweetcron, que, aliás, nasceu especificamente com a finalidade de permitir a qualquer um que hospede por conta própria seu lifestream. A definição do autor da ferramenta para sua criação, aliás, é mais do que perfeita:

Blogs are evolving. You’re looking at my Lifestream, a real-time flow of my activity across various websites, with the occasional blog post for nourishment.

Ou seja, eu reconheço que o ponto de vista dele está correto, pois a coisa tem realmente caminhado para uma situação em que a pessoa mantém um fluxo de atividades em vários sites, e de vez em quando, escreve um ou outro artigo em seu blog para — coloquemos assim — alimentar a alma.

Outra coisa que me ocorreu ao pensar em dar adeus ao WordPress foi começar um tumblelog. Segundo me diz a Wikipedia, esta seria uma outra forma mais do que perfeita para conectar o mundo convencional dos blogs ao mundo dos pequenos status updates e dos compartilhamentos de mídia:

A tumblelog (also known as a tlog or tumblog) is a variation of a blog that favors short-form, mixed-media posts over the longer editorial posts frequently associated with blogging. Common post formats found on tumblelogs include links, photos, quotes, dialogues, and video. Unlike blogs, tumblelogs are frequently used to share the author’s creations, discoveries, or experiences while providing little or no commentary.

Mas vejam só: Os motivos para não trocar minha ferramenta velha de guerra pelo Sweetcron ou por um tumblelog — neste caso, admito, optaria pelo Tumblr, a mais famosa e reconhecida ferramenta e site de hospedagem para tumblelogs — foram os mesmos:

  1. Eu gosto de controle total sobre o site e o que acontece nele.
  2. Eu adoro a diversidade de opções que o WordPress permite que eu desfrute.
  3. E, sobretudo, eu adoro feedback. Assim, eliminar ou reduzir a possibilidade de envio de comentários, como normalmente exigiria a manutenção do formato clássico de um tumblelog, nem pensar!

Mas, vejam só: Mesmo tendo chegado a esta conclusão — a de não abandonar novamente o caminho, a verdade e a vida —, também me dei conta de que apenas uma página de lifestreaming não seria mais suficiente para mim. Eu continuei a querer provocar mudanças aqui, desde que promovidas com a utilização de artifícios 100% relacionados ao WordPress.

Este artigo é o anúncio — e, mais do que isso, o relato — de que eu consegui atingir meu intuito. Ainda tenho que cuidar de alguns aspectos e concluir pequenas modificações, mas posso dizer que transformei o formato do blog para algo mais voltado a lifestreaming e tumblelog. E mais: Para não prejudicar a leitura de fiéis leitores, tudo isso só pode ser observado por quem visita meu blog ao vivo: Nada mudou nos feeds RSS, graças também a certas alterações com as quais me preocupei, e que descrevo a seguir.

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Olá, chip da Oi!

Desde o último dia 24 de outubro sou um dos mais novos clientes da Oi, operadora de celular que iniciou suas atividades aqui no estado de São Paulo. Os motivadores para tal decisão se resumem a dois pontos principais.

Primeiro, a curiosidade. Sempre ouvi falar muita coisa a respeito da operadora, e, não vou mentir, na sua grande maioria, coisas positivas. A empresa, por exemplo, sempre defendeu o desbloqueio de aparelhos — inclusive com campanhas muito bem estruturadas —, e tem um slogan que diz “você fica na Oi porquê gosta da OI“. Nada mais justo.

O segundo motivador é financeiro. Para os clientes que comprassem um chip da Oi e se cadastrassem até o final do mês de outubro, a operadora ofereceu uma promoção praticamente irrecusável — e que provocou filas quilométricas em seus quiosques e lojas dos shoppings aqui da cidade: R$ 600 em créditos por mês durante os três primeiros meses de uso, distribuídos em R$ 20 por dia — embora válidos apenas no próprio dia. Estes créditos podem ser gastos em ligações locais para qualquer telefone fixo ou número da Oi, ou ainda em ligações interurbanas usando-se a Telemar (31), para qualquer telefone Oi, seja ele celular ou fixo. E de quebra ainda podem ser enviados torpedos SMS para qualquer operadora.

Aqui em casa temos aproveitado bastante a novidade: Minha esposa principalmente, pois tem entrado em contato com familiares no Nordeste que usama Oi — tanto celular quanto fixo, e que, por sinal, não parecem reclamar nem um pouco do serviço. Aliás, entrando em contato com conhecidos que trabalham em lojas de outras operadoras, também não tenho visto nenhuma reclamação. Todos dizem que a operadora é ótima.

Será que estou cego pela novidade? Apesar de saber que a resposta poder ser, eventualmente, sim, por enquanto estou gostando muito. A única desvantagem que percebi em relação   Claro — operadora da qual tenho um chip ainda não colocado em desuso — é a praticidade desta última ao oferecer um endereço de email para nossos celulares, que pode ser usado a partir de qualquer serviço de correio eletrônico para enviar SMS diretamente para o celular. Nada que não possa ser contornado, é claro, através de serviços gratuitos oferecidos na própria web ou pelo site da operadora.

Agora é só esperar pra ver o que o tempo dirá.

O PicPick é nota 10!

Venho usando o FastStone Capture ao longo de anos e anos para capturar e tratar imagens, principalmente com a finalidade de ilustrar diversos dos artigos deste humilde blog. Acontece que, desde sua versão 5.3ainda encontrada para download em diversos sites da Internet e a última que baixei —, a ferramenta não é mais freeware, e sim, shareware. Na prática, isso quer dizer que pode-se experimentar o programa, mas, para obter seus recursos completos — e normalmente mais avançados —, além de versões mais recentes, é necessário pagar pelo benefício.

Confesso que acho que, se considerados todos os recursos avançados do FastStone Capture — na versão 6.3, por exemplo, a mais recente no momento em que escrevo este artigo, é possível não apenas capturar telas ou suas regiões, mas também fazer captura das ações da tela em vídeo, criando-se, com isso, pequenos screencasts —, não é caro desembolsar cerca de US$ 20 por uma licença vitalícia do programa. Ainda assim, após saber da migração freeware para shareware, nunca mais fiz um update e, com isso, venho usando o último dos programas gratuitos porquê penso que ele atende plenamente minhas necessidades.

Hoje, no entanto, lendo meus atrasadíssimos feeds RSS, eis que me dei conta do PicPick. Desenvolvido por apenas uma pessoa, o coreano Dae-woong Moon, o PicPick me chamou a atenção não apenas por conter vários dos recursos que o FastStone Capture contém, mas também pelo fato de, sendo ele um freeware, conter algumas outras ferramentas interessantes embutidas em sua interface.

Uma vez instalado, o PicPick pode ser configurado para iniciar-se juntamente com o Windows, e apresenta não apenas as funções triviais para capturar regiões retangulares e áreas fixas, mas também a possibilidade de capturar componentes de janela, ou seja, desde botões e caixas de texto, até janelas inteiras que precisam ser roladas para baixo para serem completamente capturadas — como, por exemplo, páginas web. Ainda no quesito captura, aliás, a função repetir última captura pode ser extremamente interessante para aqueles que estão criando tutoriais e querem documentar modificações mínimas que ocorrem sempre na mesma janela ou área da tela.

Todas as imagens capturadas pelo PicPick vão para um editor onde estão disponíveis desde comandos básicos como rotacionar ou dimensionar, até a pixelização, desfocagem e ajuste de brilho, nitidez e saturação de imagens ou pedaços de imagens pré-selecionados. Dois pontos interessantes do programa — e, para mim, diferenciados em relação   versão 5.3 do FastStone Capture — são sua capacidade de inserir imagens sobre as imagens já capturadas e a possibilidade de tornar qualquer objeto no editor opaco em maior ou menor intensidade.

Além dos recursos de captura e do editor já mencionados, as ferramentas incluídas com o PicPick incluem um capturador de cores — que pode retornar o código de qualquer cor que esteja atualmente em exibição na tela, uma régua de pixels, útil para medir regiões da tela ou de objetos e componentes de programas e documentos nela expostos, um transferidor, para medir o ângulo entre dois pontos ou componentes da tela, um retículo de referência para medir o tamanho de objetos na tela e, finalmente, uma lousa virtual, que parece aquela disponível em apresentações do Power Point e permite rabiscar a vontade por cima de qualquer coisa, já que cria uma camada de transparência para tanto.

Embora a verdade seja que, se comparado ao FastStone Capture, a maioria dos recursos se equivalham — alguns destes últimos que citei, aliás, raramente serão usados pela maioria dos mortais como você ou eu —, tenho que admitir que, em se tratando de uma ferramenta freeware,  o PicPick arrasa por sua simplicidade e sofisticação, sendo um raro caso de ferramenta com tantos recursos que permanece gratuita ao longo do tempo.

Recomendo baixar e experimentar.

WordPress 2.7: Mal posso esperar por novembro!

Definitivamente deveriam organizar logo um Wordcamp Brazil. Para aqueles que não têm familiaridade com o termo, um Wordcamp é um tipo de evento que discute qualquer coisa relacionada   melhor plataforma para criação e gerenciamento de blogs da paróquia. Nestas ocasiões qualquer blogueiro como você ou eu tem a chance de ouvir blogueiros populares e desenvolvedores, e descobrir a quantas anda o universo WordPress.

Enquanto não organizam algo do gênero por aqui, encontrei em vídeo um dos trechos da palestra de Matt Mullenweg no Wordcamp NYC 2008, em que ele demonstra a novíssima versão 2.7 da ferramenta, que deve sair apenas em 10 de novembro. É desnecessário dizer que eu, um fã mais do que declarado da plataforma, fiquei literalmente de queixo caído com as novas funcionalidades apresentadas.

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A interface para criação de novos artigos ficou muito mais funcional, totalmente operada com AJAX. Na prática qualquer uma das caixas em que estão localizadas as categorias, tags, status dos artigos e qualquer outra coisa pode ser reposicionada na tela. Aliás, há agora uma prática janela de opções que pode ser ativada a qualquer momento, permitindo que o usuário escolha o que deseja ou não que fique visível em sua própria interface.

Esta mesma janela de opções, aliás, está presente no gerenciamento de artigos: Pode-se optar por quais colunas deseja-se visualizar, e também optar por visualizar ou não a introdução de cada um dos textos. A edição rápida — para, por exemplo, corrigir algum erro de última hora — é outro trunfo da ferramenta: A versão 2.7 do WordPress permite que ela seja feita na própria lista de artigos, através de uma janela similar  quela que hoje é apresentada quando inserimos imagens em nossos artigos.

No que diz respeito   comentários, mais uma novidade: Agora será possível respondê-los diretamente a partir da tela de gerenciamento. Antes, para obter este tipo de funcionalidade, era preciso recorrer   plugins. Há ainda uma ponta do que parece ser fruto da recente aquisição do Intense Debate por parte do pessoal da Automatticembora Matt negue isso, por dizer que já estava sendo preparado pelo time de desenvolvedores para ficar no núcleo do WP: Qualquer resposta   um comentário poderá ser configurada para figurar abaixo da resposta original, criando os chamados threaded comments.

Com relação a esta última possibilidade, aliás, trata-se do que mais me deixa ansioso com relação ao novo WordPress: A possibilidade de contar com comentários aninhados nativos   ferramenta sempre povoou os meus sonhos, uma vez que até hoje nunca me satisfiz com qualquer plugin disponível para tanto. Espero que eu não me desaponte com tal ponto, especialmente por estar colocando expectativas demais nele.

WordPress 2.7
WordPress 2.7

No mais, o que mais chama a atenção é a nova interface de instalação de plugins: Eles podemagora ser filtrados na interface do seu site a partir de suas tags associadas, além de poderem ser diretamente baixados do repositório oficial e instalados automaticamente, o que, também, era possível até agora apenas com o auxílio de plugins. Isso, é claro, sem mencionar que a usabilidade do WordPress parece ter ficado ainda melhor.

Isso tudo só pra me deixar com mais água na boca ainda.

Urnas Biométricas: O próximo passo

Quem me conhece sabe que eu não sou uma pessoa invejosa. No entanto, nestas eleições, eu preciso admitir que não tive como não sentir pelo menos uma pontinha de inveja dos moradores de três cidades brasileiras. Isso é porquê São João Batista (SC), Colorado D’Oeste (RO) e Fátima do Sul (MS) foram, efetivamente, as três primeiras cidades do país a contarem com um processo de votação auxiliado por urnas biométricas.

Infelizmente pelo que li, essas cidades não foram escolhidas por acaso. Os critérios para que o TSE as elegesse para serem as primeiras a entrar para a história de mais um avanço de nosso processo eleitoral incluíram, entre outras coisas, o fato de todas terem em média 15 mil eleitores e estarem necessitando de um recadastramento eleitoral.

Acontece que, como cada um dos eleitores dessas cidades teve previamente cadastradas as impressões digitais dos dez dedos das mãos, ontem, durante as eleições, bastou a cada um deles que pusesse o polegar sobre um sensor biométrico existente no terminal operado pelos mesários, aguardando assim a liberação para voto depois da confirmação de sua identidade.

Além disso, conforme reportagem da Globo News, mesmo que a identificação de qualquer eleitor falhasse depois, é claro, de tentativas de leitura de todos os seus dedos, o presidente da seção ainda contava com uma senha exclusiva que poderia liberar o voto do eleitor normalmente, já que eles não foram desobrigados de apresentar seus títulos.

Eu já mencionei as urnas biométricas por aqui algumas vezes, dizendo que elas podem ser responsáveis por pela eliminação da única fraude ainda possível no processo eleitoral, a de uma pessoa se passar por outra. Aliás, além das impressões digitais dos cidadãos, no momento em que o TSE começar a convocar todos os eleitores do Brasil para recadastrarem seus títulos de eleitor, deverão ser coletadas também suas fotos, que virão impressas nos cadernos de votação — espaço reservado para isso, aliás, já existe há algum tempo nos cadernos com os comprovantes de votação.

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Como mesário há vários anos, aliás, torço para que a urna biométrica acabe também com os cadernos de comprovantes de votação. Se o modelo de terminal atual fosse alterado para que contivesse também um display LCD com algumas polegadas a mais, a foto do eleitor poderia ser exibida na tela para ratificar sua identificação. Na seq¼ência, voto autorizado, concluído, e comprovante impresso pela própria impressora da urna. Só neste ponto seria possível dispensar o trabalho de pelo menos dois mesários.

Aconteça o que acontecer, eu fico na expectativa para que as urnas biométricas não demorem: Se as contas de Carlos Ayres Britto, presidente do TSE, estiverem certas, serão apenas oito anos de espera até que o Brasil inteiro esteja com a nova tecnologia 100% implantada. Enquanto isso, o mesmo Britto deixa uma incógnita: Declarou ontem   imprensa que, tão logo termine este processo eleitoral, deve ser implantada tecnologia que permita o voto em trânsito. Será o fim — tão sonhado por mim — das justificativas eleitorais? Urnas em rede? Quem sabe? Só esperando mais um pouco…

RIC: Finalmente um único documento para nós, brasileiros!

Você sabia que quando não leva o título de eleitor   seção em que vota — seja por esquecimento, ou qualquer outro motivo —, pode apresentar ao mesário um documento com foto que permita sua identificação, e assim votar normalmente?

Pois bem, é verdade. Essa orientação que os mesários recebem — e que eu, esse ano, por mais uma vez ter sido convocado para prestar meus serviços de cidadania ao País, ouvi de novo no treinamento — sempre me deixa com uma pulga atrás da orelha: Porquê apresentar um documento com foto na impossibilidade de apresentação de outro — neste caso, o título —, sem foto? Não parece lógico, vocês concordam?

Para mim, essa questão — que levantei semana passada durante um almoço com amigos, no trabalho — reflete a desorganização de nosso país no que diz respeito   documentos. Vocês já pararam pra pensar que um cidadão brasileiro em idade produtiva, além do título de eleitor, possui uma boa leva de documentos adicionais? CPF, RG, PIS, Carteira de Trabalho, Certificado de Reservista (para os homens) e Carteira de Habilitação são só alguns exemplos dos quais me recordo agora, e olha que só esses já são muitos.

Já faz algum tempo agora que eu, incomodado com essa diversidade toda, tenho andado apenas com a CNH. Nela, afinal, constam os números de RG e CPF, que são os mais corriqueiramente solicitados no dia-a-dia, sobretudo no comércio. Até hoje, assim, isso me faz pensar na boa e velha carteira de motorista como o documento mais completo com o qual nós, brasileiros, podemos contar até o momento.

Digo até o momento porquê está em vias de ser implantado um novo documento. Denominado RIC, ou Registro de Identidade Civil, ele foi criado pela Lei 9.454, de 7 de abril de 1997, e ainda depende de aprovação de um decreto para sua oficialização. Caso tudo corra bem, deve passar a vigorar já em 2009 e terá tudo para trazer nosso país para o primeiro mundo da identificação de pessoas.

A principal motivação para a criação do RIC é unificar os cadastros de identificação estaduais e federal. Assim será garantido a cada cidadão brasileiro um número único que o identificará, evitando problemas corriqueiros com homônimos e pessoas que possuem os mesmos nomes de pai e mãe. Na prática, basta imaginar o número de fraudes — pessoas se passando por outras, ou tirando o mesmo documento em vários estados do Brasil — e de crimes que essa medida evitará.

Além da já tradicional marca d’água, o novo RIC deverá ser impresso em seis camadas, com palavras escritas com tinta invisível e utilização de efeitos óticos especiais. O cartão também terá um chip, que armanezará os diversos números de documentos dos cidadãos. Assim, como eu mencionei no começo do texto, os números de CPF, RG, PIS/PASEP e Título de Eleitor poderão todos ficar concentrados em um único documento, que, aliás, será do tamanho de um cartão de crédito comum.

Mas a coisa não pára por aí: Graças ao chamado AFIS, ou Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais — que foi comprado pelo Governo Federal em 2004 e custou cerca de US$ 35 milhões aos cofres públicos —, as impressões digitais e assinatura do portador também poderão ser coletadas digitalmente, ficando armazenadas no chip do cartão [foot]Em tempo, para obter mais informações sobre o RIC, assista ao vídeo institucional apresentado em 8 de julho deste ano em Brasília, durante o I Encontro Nacional de Identificação[/foot].

Se o decreto que falta para oficializar o RIC não demorar a sair, vejo ser esta, finalmente, a resposta positiva   uma indagação feita pelo Émerson no Infowester tempos atrás: Será que o Brasil um dia se igualaria   países como a Espanha, onde o DNI, ou Documento Nacional de Identidad, já é realidade para muitos cidadãos, contando com tecnologia muito similar   proposta para o padrão brasileiro, e facilitando o acesso aos serviços públicos, compras, e muitas outras tarefas cotidianas?

Eu realmente espero que isso ocorra rapidamente.

Infelizmente, me atrevo a dizer, ainda parafraseando o Émerson, que o sucesso ou não do Registro de Identificação Civil dependerá — e muito —, de uma administração pública séria e organizada em nosso país. Por ora, vejo que existem dois fatores de risco pelo caminho. O primeiro deles é o tempo de implantação da novidade: Para que o RIC se espalhe serão necessários cerca de nove anos, durante os quais devem ser devidamente equipados os 4.375 postos de identificação que existem atualmente em nosso país.

O outro fator de risco, que na minha opinião é muito mais grave, é a afirmação da Polícia Civil de que tirar o RIC não será obrigatório. A meu ver isso pode ser um risco   integração que está se almejando, pois, se assim for, acabaremos na verdade por criar mais um documento entre muitos, e conviveremos num cenário em que a vanguarda tecnológica da identificação de cidadãos estará lado a lado com RGs batidos   máquina e com fotos do tempo do onça.

Espero que, nesse aspecto, o Brasil demonstre estar   altura de nossos hermanos espanhóis, e realmente leve   sério a implantação de um registro que será precursor na conquista de uma série de facilidades para a nossa população.

A Vivo (quase) subiu no meu conceito

No último fim de semana, depois de alguns anos de bons serviços, o celular da minha esposa simplesmente resolveu que não ia funcionar. De uma hora pra outra não ligou mais, e, por mais que algumas contra-medidas tenham sido aplicadas, não teve mesmo jeito: O bichinho estava mesmo determinado a bater as botas.

Como isso aconteceu, não tivemos outro remédio, a não ser comprar um novo aparelho. Após procurar por um que fosse de seu agrado, finalmente ela se decidiu por um Nokia 5200, na cor preta, tal como o que ilustra este artigo. O principal problema da decisão foi que os únicos aparelhos desta cor disponíveis na cidade — por mais que procurássemos — eram habilitados pela Vivo.

Não entrarei em detalhes a respeito agora, mas ocorre que temos, em casa, um certo histórico de aversões   operadora. Tanto é que nossos celulares em casa são da Claro e da TIM. No entanto, após pensarmos um pouco — e após minhas inúteis tentativas de dissuadir minha esposa de comprar este modelo em específico por conta justamente da operadora —, o que acabamos fazendo foi adquirir o Nokia 5200 da Vivo mesmo, para colocar em prática nossos direitos, garantidos pela resolução 477 da Anatel.

Na prática, uma das coisas garantidas por tal documento aos consumidores é o direito de desbloqueio do aparelho celular sem qualquer custo adicional além do de própria aquisição do telefone — e do chip. Ocorre que esta semana fomos   loja da Vivo para que o celular fosse desbloqueado, e, na primeira vez, após receber de bom grado o pedido feito por minha esposa — o que me espantou, dadas as inúmeras histórias que já ouvi com relação   operadoras que dificultam ou ainda cobram pelo desbloqueio, mesmo sabendo estarem contra a lei — a atendente da loja realizou o cadastro dos dados pessoais e, em seguida, nos pediu para voltar outro dia pois estava sem condições de desbloquear o aparelho naquele instante por falta de senhas de desbloqueio, que, segundo ela, eram geradas diariamente mas já haviam acabado na ocasião.

Apesar de ter aceitado a sugestão de voltar outro dia, nada me tirou da cabeça que o argumento da moça da loja nada mais era do que uma tentativa de nos fazer desistir de nosso intuito. Sabe quando você tenta cancelar um serviço ou cartão de crédito, e ficam te jogando de um lado pro outro, de uma pessoa pra outra? Então… quase como se fosse isso. Ainda comentei com minha esposa que estávamos sendo enrolados, mas não tínhamos prova disso.

Depois disso, mais dois contatos telefônicos foram necessários, até descobrirmos que — agora sim — o desbloqueio poderia ser feito. Voltamos   loja em questão dois dias depois e aí sim uma das atendentes pegou o aparelho e, para a minha total surpresa, puxou da gaveta um manual operacional da Vivo todo surrado, de onde encontrou uma página de instruções para desbloqueio para celulares Nokia e começou a seguir os passos. Sem que ela consultasse qualquer informação — muito menos qualquer tipo de senha — em poucos minutos foi possível inserirmos um chip GSM da Claro, que, muito normalmente, foi aceito pelo aparelho, que enfim estava livre das correntes da Vivo.

Não quis criar caso com a atendente — que não era a mesma do outro dia —, mas fiquei pensando que minhas suspeitas realmente se confirmaram: Mesmo com a lei do nosso lado, há empresas que tentam se valer de várias técnicas diferentes para não cumpri-la, e ficou evidente que este episódio retratou apenas uma dessas técnicas. Dessa maneira, quando eu estava pensando em redimir a Vivo por outros episódios em minha vida justamente porque eles até que não dificultariam nossa vida para desbloquear um celular, percebi que, no máximo, a operadora quase subiu no meu conceito. Mas bateu na trave.

Mudando de solução anti-spam

Acima de qualquer coisa, a intenção principal deste artigo é me desculpar publicamente com uma série de leitores fiéis que me acompanham (e eu, a eles) de longa data. Entre essas pessoas estão a Patty Muller, o Thalis, o Rodrigo, a Vivi, o Neto e o Émerson.

O motivo da desculpa está ilustrado acima. Não sou de receber muitos comentários neste humilde blog, mas a falta deles vinha me incomodando nos últimos dias, mesmo sabendo que dei uma ligeira sumida da grande rede, e que não tenho escrito muita coisa nova por mês — poucos textos novos + poucas idéias = poucos comentários, vocês entendem.

Pois bem. Impelido por essa sensação de que havia sido esquecido pelo mundo, fui dar uma olhada na quarentena de spam do Defensio, ferramenta anti-spam que venho usando por aqui há longa data, e que vinha se mostrando muito eficiente até então. Infelizmente, a olhadela na fila me fez descobrir 15 comentários legítimos — realizados nos últimos sei lá quantos dias — que haviam sido considerados spam pela ferramenta.

Fiquei tão chateado — afinal de contas, sempre tentei responder cada comentário recebido nos últimos tempos, prezando pelo bom bate-papo entre mim e meus poucos leitores — que na mesma hora me deu vontade de despachar o Defensio. Sim, lembrem-se: Levam-se anos para conquistar um cliente, e segundos para perdê-lo. E foi nessa minha decisão que encontrei o Mollom.

Nomes esquisitos   parte, o Mollom me chamou a atenção por sua principal proposta: Eliminar o tempo que você precisa gastar para moderar comentários. Em resumo, ele analisa qualquer conteúdo — comentários, mensagens enviadas via formulário de contato, tracks e pingbacks — enviado para o servidor do serviço e retorna três tipos de classificação: spam, ham ou unsure.

 

Na primeira hipótese, a tratativa é óbvia. No segundo caso, o comentário é liberado e aparece instantaneamente no site. E em último caso — quando o Mollom não sabe precisar a resposta — aparece na tela de quem estiver no site uma proposição CAPTCHA. Por menos que eu seja fã desses tipos de teste, neste contexto elas têm sua utilidade.

Digo isso porquê é justamente a classificação unsure o que os desenvolvedores do serviço — Dries Buytaert, o criador, nada mais, nada menos, do Drupal Benjamin Schrauwen, especialista em aprendizado por máquinas — dizem ser o trunfo para acabar com a necessidade de moderação. Afinal de contas, sabemos que apenas seres humanos — ao menos em tese — têm capacidade para resolver um CAPTCHA, que o Mollom exibe em formato texto ou de áudio.

Se esta será a solução definitiva implantada por aqui, eu não sei. O fato é que fiquei animado com as estatísticas do serviço, que demonstram precisão de 99,94%, ou seja, apenas 6 entre cada 10 mil mensagens de spam infiltram-se no sistema, e acabei me inscrevendo no serviço — que tem, a exemplo do próprio Akismet e do Defensio, versões gratuitas e pagas, estas últimas voltadas para empresas —, e instalando o Mollom para WordPress.

Espero que realizando essa mudança, pelo menos, eu tenha chance de ser mais justo com aqueles que têm paciência para ler alguma coisa escrita por mim, respondendo e participando junto com eles de bate-papos bem interessantes. E quem por ventura testar o Mollom, me avise, pra trocarmos impressões sobre ele.