“Back to the Future”: O viral que não era
Dê uma olhada nas imagens a seguir.
Se você — assim como eu — é um fã da série de filmes Back to the Future, estrelada por Michael J. Fox, deve ter se empolgado com a possibilidade de, finalmente, estar presenciando o Future Day, ou seja, o dia ao qual Martin McFly chegou quando foi ao futuro, no filme número dois da franquia.
Eu mesmo, confesso, fiquei impressionado, pois mal me lembrava deste pequeno detalhe. Aliás, a empolgação foi tanta que eu resolvi repassar a imagem a um monte de amigos que gostam dos filmes em questão — recebi apenas a segunda, por email. Junto com a imagem, recebi o seguinte comentário:
Today is the day that Marty McFly arrived in the future after hitting 88mph in a pimped out Delorean in 1985.
Ocorre que a história toda é um hoax, ou seja, não passou de um boato, ou de uma lenda urbana. Ela começou quando a revista britânica Total Film espalhou um tweet e depois uma imagem com a data de ontem — a primeira que ilustra este texto —, alegando ser 05 de julho de 2010 a data referenciada no filme. Conforme descrito pela Wikipedia, a coisa se tornou uma febre — ou um viral — na rede de micropostagens, de maneira que milhares e milhares de usuários a reproduziram.
Hoje a revista se desculpou, através de uma nota em seu site, onde explica toda a situação, já que milhares de fãs fervorosos do filme notaram o erro:
A segunda imagem — com data de hoje — veio, de acordo com a própria nota da revista, de um terceiro, que resolveu trocar a data e continuar com a coisa toda.
Mas não se preocupem, já que o Delorean chegou ao futuro em 21 de outubro de 2015, como se pode ver através da imagem acima, retirada da Wikipedia.
No final das contas, a única coisa verdadeira dessa história toda é a seguinte: Eu realmente estou ficando velho. E se você começou a pensar quantos anos fazem desde a segunda parte do filme — rodado em 1989 —, também está. É a vida.
Infográfico: IPhone 4 x IPhone 3GS
Encontrei por acaso o infográfico abaixo, que compara as versões 4 e 3GS do IPhone, da Apple.
É fato que a comparação nos permite ver uma série de evoluções entre os dois modelos, mas, na minha opinião, o que rouba a cena é a disponibilidade do iOS 4, sistema operacional dos telefones móveis da empresa de Steve Jobs, que além de permitir, finalmente, o multitasking, também introduz o recurso FaceTime, capaz de permitir a realização de video conferências facilmente.
Aliás, o aparelho, que custa entre US$ 199 e US$ 299 no exterior, tem componentes que, juntos, custam apenas cerca de US$ 188. Na prática, a Apple mantém suas margens de lucro baixas mas consegue bons lucros com o produto. Muito inteligente.
The IT Crowd voltou!!
Eis que no último dia 25 de junho voltou a ser exibida pelo Channel 4 britânico aquela que, ao menos para mim, é uma das melhores comédias de todos os tempos. Estou falando de The IT Crowd, que chegou à sua quarta temporada.
Para quem não conhece, a série gira em torno da história dos três únicos funcionários do departamento de TI da Reynholm Industries, uma grande empresa de Londres. A equipe é formada pelos técnicos de informática Maurice Moss — interpretado pelo ator Richard Ayoade —, Roy Tenneman — interpretado pelo ator Chris O’Dowd — e por sua chefe, Jen Barber — interpretada pela atriz Katherine Parkinson —, que na verdade chegou ao departamento por acidente e não entende patavinas de informática. Juntos, eles passam por uma série de situações relacionadas não apenas ao ambiente do escritório onde convivem, mas também no cruel mundo de lá de fora.
The IT Crowd contém todos os elementos típicos de uma série de humor produzida pelos ingleses. Seus episódios, desta maneira, estão recheados de situações secas, irônicas e, até mesmo, pesadas. Este conjunto de ingredientes, devo confessar, me atrai bastante quando o assunto é comédia, e, honestamente, não ria tanto com um seriado desde a já extinta — e também britânica — Coupling, que muitos comparavam à Friends e Seinfeld, mas cujo teor continha muito mais elementos sexuais.
Veja abaixo um trecho do segundo episódio da primeira temporada, em que Moss está assistindo à uma propaganda no mínimo pitoresca na TV:
Falando em comparações, muitas pessoas por aí costumam comparar The IT Crowd à americana The Big Bang Theory, outra série muito famosa e conhecida.
Embora eu deva dizer que prefiro evitar comparações, já que ambas as séries são centradas no universo nerd e possuem elementos em comum — The IT Crowd é voltada às piadas tipicamente relacionadas à tecnologia da informação e The Big Bang Theory é voltada às piadas relacionadas ao mundo da ciência —, sou obrigado a admitir que todos temos nossos favoritos, e que, no meu caso, The IT Crowd é mesmo a vencedora. Mas e a sua opinião? Se quiser, deixe-a registrada abaixo!
Marcelo Madureira já sabia!
Eu me lembro de ter assistido à este bate-papo entre André Trigueiro, da Globo News, e Marcelo Madureira — um dos integrantes do Casseta & Planeta. Nos dias seguintes, comentei a conversa com vários amigos e conhecidos, porquê, admito, eu também sou um dos muitos que não ficou satisfeito com a convocação do — agora — ex-técnico da seleção brasileira.
Pensando no que aconteceu com a seleção brasileira, só me vem à cabeça achar que ele sabia do que estava falando.
Nostalgia!
Me deparar com esta página digitalizada da — já há muito tempo — finada revista CPU MSX me fez lembrar de quando, em casa, tínhamos um desses. Foi uma das épocas mais divertidas da minha vida, sem sombra de dúvida. Me lembro de todos os programas que vinham na revista — todos em BASIC — que eu digitei. Foi dali, e também de mexer com o dBase III Plus para MSX, que veio o meu futuro gosto por programação.
Como controlar figurinhas em grande estilo
Resolvi, no começo da semana, desenvolver um pequeno trecho de código — logo abaixo — para poder fazer o acompanhamento das figurinhas que eu ainda preciso para completar o álbum da Copa do Mundo FIFA 2010.
Como eu uso uma planilha Excel para isso, nada melhor do que recorrer ao bom e velho VBA, ou, na prática, em linguagem leiga, fazer uma macro.
Sub Faltantes() Dim c As Range Dim n As Long Sheets("Plan1").Activate n = 0 'Passa por cada célula For Each c In ActiveSheet.UsedRange.Cells 'Se não for uma célula pintada de amarelo,ainda não temos a figurinha If c.Interior.ColorIndex <> 6 And Not IsEmpty(c) Then n = n + 1 End If Next MsgBox "...faltam " & Trim(Str(n)) & " figurinhas!", vbOKOnly + vbInformation, "Então..." End Sub
O resultado da macro pode ser visto a seguir:
Ok. Eu admito. Isto é ser nerd.
Vuvuzela of Doom
Que esta é uma das coisas mais chatas já inventadas pela humanidade, não dá pra discordar — ela estraga muitos e muitos jogos da Copa do Mundo 2010, e mesmo no Wii é preciso ganhar algumas partidas antes de ter o direito de desligá-la (ou seria quebrá-la?). O que eu não sabia é que já tinham transformado a vuvuzela num substituto muito mais destruidor para a BFG 9000.
Aliás, quer usar a vuvuzela para destruir monstros? Basta baixar o WAD e usar o arquivo com o zDoom.
[via MeFi]
Vamos inocentar a Jabulani
Capitão da Inglaterra, o volante Gerrard diz que frango foi culpa da Jabulani
– Falaram muito sobre a bola durante essa semana e aconteceu de passarmos por essa circunstância adversa. Mas, nesses momentos, todos apoiamos Robert (Green) – afirmou Gerrard, que prometeu lutar para fechar a primeira fase com os sete pontos possíveis.
Discordo de colocarem a culpa na bola, pois duas coisas são fato nesta história.
Primeiramente, as críticas realizadas à bola oficial da Copa do Mundo 2010 por vários jogadores são bem conhecidas — os brasileiros, inclusive, ajudaram a dar voz a tais reclamações, e Luis Fabiano chegou até a comentar que a bola seria sobrenatural, por conta da estranha trajetória que ela faz quando é chutada. Mas, como bem lembrou Kaká, toda competição de futebol sempre traz críticas dos jogadores à bola que será usada — e, assim sendo, prefiro me manter fiel ao argumento dele, mesmo sabendo que se trata de um garoto-propaganda da Adidas, a fabricante da Jabulani.
Em segundo lugar, a maneira como o goleiro inglês reagiu após o lance, ficando desolado, tal como apenas alguém que reconheceu seu próprio erro ficaria. Me lembro das palavras da minha esposa, logo depois desse ocorrido: “Coitado do goleiro da Inglaterra“.
Por mais que a equipe o tenha apoiado após o final do jogo — disputado ontem pela primeira rodada do grupo C da Copa —, quando as inevitáveis entrevistas vieram, as palavras do técnico Fabio Capello, italiano que dirige o time americano, são as que melhor descrevem o ocorrido:
“The second half he played very well,” Fabio Capello said, while the rope connected to the guillotine blade began to slip through his fingers. “But the mistake remains a mistake.”
O próprio Robert Green, que é apenas mais um de uma longa linhagem de goleiros de uma seleção que sempre foi conhecida por não ter bons goleiros, já admitiu seu erro: “I’m 30. I’m a man. I’m strong enough to take it and move on and be ready for another game if selected. I have no excuses. It’s time to get on with it. That’s life“. Assim sendo, podemos inocentar a Jabulani, a bola cujo nome, em zulu, significa “para celebrar“. Celebremos, então, o fato, que nos renderá, ainda, muita conversa em mesa de bar.





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