Empurrando caixas

Lá pelo final da década de oitenta, mais ou menos na época em que meus pais compraram o primeiro PC lá de casa — um bom e velho PC XT com monitor de fósforo verde posteriormente substituído por um CGA de 4 cores — tive os primeiros contatos com um jogo chamado Sokoban, palavra japonesa que pode ser traduzida, segundo a Wikipedia, como zelador do armazém.

O Sokoban da Spectrum Holobyte

O Sokoban da Spectrum Holobyte

Criado em 1980 pelo programador japonês Hiroyuki Imabayashi, então dono de uma game house chamada Thinking Rabbit, o Sokoban foi um dos dois primeiros jogos que joguei onde o objetivo era resolver puzzles, ou seja, solucionar quebra-cabeças — o outro, da mesma época, foi o Tetris.  A Spectrum Holobyte importou o jogo para o ocidente, e era exatamente esta versão que nós tínhamos instalada no computador de casa. Com ela eu passei horas muito divertidas empurrando caixas.

Aliás, o objetivo do Sokoban era exatamente esse: movimentar caixotes de um armazém — na verdade um labirinto — para que estes pudessem chegar a locais pré-determinados. As regras do jogo são bastante simples, e apenas três:

Regra 1: Só vale empurrar Regra 2: Só vale empurrar 1 caixa por vez Regra 3: Puxar, nem pensar!

Hoje, por acaso, acabei ensinando o jogo e suas regras   minha esposa, que nunca antes em sua vida havia ouvido falar do Sokoban, depois que ela ficou curiosa em me ver jogá-lo através do decodificador da Sky, aqui em casa, apenas para passar o tempo. Como se trata de um jogo muito viciante, ela acabou gostando muito, e eu fui atrás de uma boa versão para deixar instalada no computador aqui de casa. Acabei baixando o YSokoban, programa gratuito que parece estar em franco desenvolvimento, já que a versão 1.127, mais recente, é de março deste ano.

Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)

Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)

A vantagem do programa é que, apesar de leve — apenas 380kb de espaço em disco são ocupados após extrairmos os arquivos compactados —, ele possui diversos recursos úteis para quem acaba adotando o Sokoban como passatempo, sobretudo a possibilidade de realizar infinitos undos e redos apenas com o mouse.

Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban

Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban

O YSokoban permite a utilização de skins, tornando possível deixar o programa com a cara de seu antecessor, o que é muito legal para os saudosistas como eu.

Os 50 níveis padrão que acompanham a instalação são os mesmos da versão japonesa da Thinking Rabbit, importada pela Spectrum Holobyte, mas, para aqueles que querem estender a diversão é possível importar mapas de Sokoban criados em arquivos texto — facilmente encontrados através de uma busca no Google — para dentro do programa, o que torna a diversão ilimitada.

Assim sendo… o que você está esperando?!

Escovando meus dentes sozinho!!!

É isso aí, gente!! Agora ninguém me segura!!

A partir de hoje, posso declarar pra todo mundo que eu já sei escovar os meus dentes sozinho!! Bom… quer dizer… papai ainda está dando algumas dicas, mas nesse vídeo que ele fez, por exemplo, dá pra ver que eu fiz tudo sozinho, né??

Eu dei até um sorriso no finalzinho… amei fazer isso sozinho!!

Tooncast on Demand!

tooncast_demandAtravés de uma notícia que encontrei hoje no RetrôTV fiz a simplesmente maravilhosa descoberta de que o Tooncast, canal sobre o qual recentemente escrevi aqui no blog, tem disponibilizado alguns desenhos animados de sua programação gratuitamente, através do Tooncast on Demand.

Oferecido através da web pelo UOL Mais, o Tooncast on Demand é exatamente o que eu estava — mais do que — precisando para, pelo menos, tentar matar a vontade de assistir a desenhos clássicos desde a extinção do formato original, aqui no Brasil, do Boomerang. As atrações disponíveis incluem desenhos completos, em português, de Tom e Jerry, Zé Colméia, Maguila o Gorila, Jonny Quest e Dick Vigarista e Mutley.

Zé Colmeia no Tooncast on Demand Zé Colmeia no Tooncast

Adicionalmente, fiquei sabendo, através da mesma notícia, que a DTHI — operadora que originalmente comercializou TV por assinatura com o nome de VocêTV (da qual fui assinante) para a Telefônica antes que ela começasse a fazê-lo por conta própria, aparentemente voltará   ativa, oferecendo seus próprios pacotes de canais de televisão em modo pré ou pós pago, com alcance em todo o território nacional, com preços que começarão de R$ 19,90. Ela deve se tornar a primeira operadora com tal alcance a disponibilizar o Tooncast aos seus clientes.

Quem sabe as outras operadoras não se animam…

Tentando fazer Tweetbacks e migre.me se darem bem

Até hoje eu não podia chegar a dizer que possuo um compactador de URLs favorito. De qualquer maneira, reconheço que este tipo de serviço é extremamente necessário nos tempos atuais, principalmente para qualquer um que se encontre  s voltas com a arte do microblogging, sobretudo o Twitter.

Tenho acompanhado a crescente utilização, pelos blogueiros brasileiros, de um compactador de URL 100% nacional. Trata-se do migre.me, que não apenas reduz os endereços para que caibam junto  s mensagens de 140 caracteres típicas dos serviços de microblogging, mas também atua como uma espécie de Digg brasileiro, computando URLs, vídeos e fotos populares no Twitter, o que eu acho simplesmente genial.

No entanto, é justamente o migre.me que vem me tirando o sono há alguns dias, tudo porquê, usuário do plugin Tweetback para WordPress como me declarei recentemente, estive  s voltas com tentativas de ajustar o código PHP do autor para fazer com que eventuais citações a meus artigos através do serviço brasileiro também aparecessem por aqui, entre os últimos comentários.

Minha batalha começou quando, recentemente, percebi que o migre.me já possui uma API. É verdade que dá um pouco mais de trabalho mexer com ela pra obter as URLs compactadas, já que é preciso ler um arquivo XML para que a mágica aconteça, mas nada de outro mundo.

No arquivo principal do plugin para WordPress que eu estou usando para exibir os Tweetbacks aqui no blog — tweetback.php — há uma função chamada fh_tweetback_getshorturl, que é, como o nome diz, responsável por obter as URLs compactadas de serviços como o tinyurl, bit.ly e outros. Foi lá onde eu acrescentei algumas coisas por conta própria para fazer com que também as URLs compactadas pelo migre.me fossem levadas em conta na hora de verificar se houve citações do Twitter por aqui.

A função em si ficou assim — notem que todos os comentários em inglês do autor do plugin foram mantidos… eu só acrescentei mesmo a parte do migre.me:

 function fh_tweetback_getshorturl($permalink,$provider='tinyurl.com') {
 $permalink = urlencode($permalink);
 //http://blog.cli.gs/news/analysis-of-linking-patterns-on-twitter-cligs-scores-well
 switch($provider) {
 case 'tinyurl.com':
 return fh_tweetback_curl('http://tinyurl.com/api-create.php?url='.$permalink);
 case 'is.gd':
 return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);
 case 'bit.ly':
 return fh_tweetback_curl('http://bit.ly/api?url='.$permalink);
 case 'twiturl.de':
 return fh_tweetback_curl('http://api.twiturl.de/friends.php?output=txt&new_url='.$permalink);
 case 'migre.me':
 $xml = simplexml_load_file('http://migre.me/api.xml?url='.$permalink);
 return (string)$xml->migre;
 /* blearg, I really dont feel like all that signupapikeystuffpostcomplicated, what the hell.
 * Maybe I'll have more motivation later on to register or do post mechanism, for now on
 * its just like that. tinyurl ftw! 🙂
 * (and yes, I understand why registration and keys can make sense. however, I am still too lazy for that.)
 case 'twurl.nl':
 return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);
 case 'snipurl.com':
 return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);
 case 'snurl.com':
 return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);*/
 default:
 return false;
 }
 return false;
 }

Pois bem: Devo dizer que, antes de partir para a alteração do código do plugin, fiz um teste em arquivo PHP separado para verificar se a obtenção de URLs aqui do blog compactadas pelo migre.me estava funcional, inclusive levando em conta que elas devem ser tratadas pela função PHP urlencode.

Os testes funcionaram perfeitamente. Uma maravilha, mesmo. No entanto, depois de começar a postar uma série de testes a partir do TweetDeck, percebi que os tweetbacks ora aparecem, ora não aparecem no blog. E, sinceramente, estou numa dúvida violenta entre se tratar de um problema no plugin, ou algo que eu esteja fazendo errado com a própria API do migre.me.

A impressão que tenho é que eu quase cheguei lá, mas alguma coisa ainda parece precisar de ajustes. Como entendo um pouquinho de PHP mas no momento estou mais pra weekend programmer do que qualquer outra coisa, enviei o link deste texto para o desenvolvedor do migre.me, na esperança de que ele possa me apontar algum problema — caso aplicável. Também enviei um e-mail ao desenvolvedor do plugin Tweetback, Florian Holzhauer, asking for his advice:

Hi there, Florian!

My name is Daniel Santos, and I’m a Brazilian WordPress user. I came across your e-mail address thanks to your excellent Tweetback plugin for WordPress, which not only I’ve been using in my own blog, but also have been trying to extend.

Let me explain: A lot of Brazilian users have been exchanging abroad URL shorteners like http://tinyurl.com or http://bit.ly for http://migre.me, which is a 100% Brazilian-made URL shortener. Developers from http://migre.me have recently deployed an XML-based API (http://migre.me/blog/api-gerador-de-urls/) that can be used to retrieve shortened URLs to be used as one best fits.

After implementing some code using your PHP plugin file as a reference, I created a variation of it (which I’m sending you, attached to this message). Simple enough, I have added some lines of code to your fh_tweetback_getshorturl function, retrieving a XML file and getting one attibute out of it. Besides, I added http://migre.me to the Admin Panel backend, exactly as I noticed you yourself did with the other services your plugin works with.

Unfortunately, there IS a problem, as shortened URLs created by http://migre.me sometimes appear listed in my post’s comments, sometimes not. Fact is, I don’t know, out of three possible situations, which is actually happening:

(1) my changes to your code were not enough — or are possibly wrong;
(2) the problem might be located in my misuse of http://migre.me API itself.
(3) my PHP skill sucks (LOL)

As #3 is currently impossible to solve and I have contacted http://migre.me developers for help, I’m asking you to please help me figure out if the problem could be with the plugin itself.

Hoping that you will answer me as soon as possible, I would like to thank you in advance, and possibly expect my contribution to your plugin to be useful – as I think several Brazilian tweetbackers will find.

Best regards,

Daniel Santos
http://danielsantos.org/

No entanto, este meu artigo é também um pedido de ajuda pra quem mais quiser se habilitar a fazer a coisa funcionar. Uma vez que a popularidade do migre.me aumenta cada dia mais entre os internautas e blogueiros brazucas, penso que a integração com o plugin para WordPress seja uma ótima pedida.

Ah, é claro: A minha modificação do plugin pode ser visualizada através deste link.

Toda velocidade à frente!!

Need for Speed

Uóuóuóuóuóuó… Sabe a sirene dos bombeiros? Pois então… é assim o barulho dela!!!

Eu simplesmente adoro andar no caminhão de bombeiros que tem em um dos shoppings aqui da cidade… Hoje foi mais uma uma das oportunidades de fazer isso, e eu nem pensei duas vezes. Fui logo pra dentro dele!!! Mamãe e papai, que estavam me esperando, viram como eu viajo rápido com meu caminhão, e não perderam tempo: Bateram uma foto!!

Aderindo aos Tweetbacks

Qualquer um que já tenha escrito pelo menos meia dúzia de artigos em um blog sabe o que é  — ou, pelo menos, já ouviu falar de — um linkback: Também popularmente conhecido como pingback ou trackback, trata-se de um mecanismo que notifica um autor, em seu próprio blog, todas as vezes em que outras pessoas fazem menção a um ou mais artigos seus em outro endereço da Grande Rede de Computadores.

Exemplos de tweetback por aqui

Exemplos de tweetback por aqui

Pois bem: Depois de haver recentemente instalado e saudado com entusiasmo o TweetDeck, me dei conta de alguns links interessantes que mencionavam alguns artigos que eu havia escrito por aqui recentemente. Minha conclusão óbvia é de que, assim como alguns blogueiros têm evoluído para formas aleatórias de microblogging, as pessoas têm usado também seus serviços de microblogging — sobretudo o Twitter como forma de linkback. Esse novo tipo de link, chamado tweetback, foi na verdade introduzido no começo deste ano por Rachel Cunliffe, em seu post  10 Ways Twitter Will Change Blog Design in 2009, publicado no site Mashable:

Bloggers will start to add ââ?¬Å?Tweetbacksââ?¬Â to their blog posts. The simplest version will show the number of people who have tweeted this post (including all reverse engineered tinyurls). Tweetbacks are not yet available.

Options will include:

  • Showing what tweeters are saying about the post
  • Replies to those tweets from others
  • Showing who is tweeting the post
  • Showing the tweeters’ avatars
  • Ordering tweeters by Twitter influence
  • Mixing tweets in with comments, rather than displaying them separately

Imaginei logo que eu deveria aderir a algum tipo de integração dos assim chamados tweetbacks com o meu próprio blog: Minha motivação foi realmente o fato de acreditar que as pessoas efetivamente têm passado menos tempo visitando e comentando posts dos blogs, e que têm dado preferência ao Twitter, para tanto. Depois de procurar um pouco por aí, acabei fazendo algumas experiências e me decidi com relação ao plugin Tweetback, escrito por Florian Holzhauer.

De maneira resumida, ele é capaz de varrer o Twitter em busca de links que apontem para os artigos do blog, mesmo que eles estejam ocultos por serviços de URL shortening — atualmente, aliás, são suportados, além do tinyurlpadrão —,  o is.gd e o bit.ly, sendo que o autor já prometeu suportes adicionais em breve. Uma vez encontrados estes links, eles são transformados em tweetbacks, e publicados no blog acompanhados dos avatares de seus autores, no Twitter.

Opções do plugin

Opções do plugin

Para não dizer que a instalação foi totalmente plug and play, a única coisa que resolvi fazer foi uma edição no arquivo PHP fonte, apenas para aumentar o tamanho do avatar padrão, para que ele coincidisse com o tamanho que venho usando no blog.

Seja como for, o importante é saber que qualquer comentário ou reação aos meus artigos que venha via Twitter agora passará a ser capturados por aqui — figurando na barra lateral, junto aos comentários feitos direto no blog —-, o que me permitirá ter uma idéia melhor das reações com relação ao que eu escrevo. Espero ter boas surpresas… 🙂

Twitter pelo TweetDeck é uma maravilha!

tweetdeck_birdJá dizem vários amigos meus que, de tempos em tempos, é inevitável que você precise reformatar seu computador. Há menos de uma semana foi a minha vez de passar pela enésima vez por essa experiência, de forma que eu ainda nem tive tempo de reinstalar a maioria dos programas que venho usando no dia-a-dia.

Entre estes programas está o Twhirl, cliente para interação com o Twitter implementado em Adobe AIR, do qual eu gosto muito. Acontece que hoje, no momento em que eu estava me preparando para reinstalá-lo, acabei me deparando com um interessante artigo do site Mashable, listando justamente os clientes de Twitter mais populares da atualidade, baseado em informações do site TwitStat, e me deparei com o primeiro da lista: O TweetDeck, que também é baseado em Adobe AIR.

Preciso dizer que eu já havia cruzado com a ferramenta antes, gravando-a em meus bookmarks, para eventualmente testá-la qualquer dia desses. Acontece que, como a lista que encontrei demonstra que a aplicação está duas posições   frente do Twhirl, resolvi experimentá-la para saber se era tão bom assim.

Minhas conclusões foram muito positivas.

Logo depois de instalar e configurar o TweetDeck, uma ampla janela com tons de cinza e preto é aberta. Nela são apresentadas, a princípio, três colunas: A primeira com os status mais recentes de todos os seus contatos (All Friends), a segunda com todas as suas replies mais recentes e a última contendo todas as direct messages enviadas a você. Exceto pelo fato de apresentar as informações em três colunas, nada difere,   primeira vista, do Twhirl.

Exemplo de grupo

Exemplo de grupo

Mas as semelhanças param exatamente ai. O TweetDeck se mostra muito mais poderoso, pois permite gerenciar seu tweet feed, dividindo as informações em grupos menores.

Você pode, por exemplo, criar um grupo separado a partir de todos os seus contatos, de forma a acompanhar suas atualizações mais facilmente. Isso pode ser útil, por exemplo, para separar as mensagens dos colegas da faculdade daquelas do trabalho. Ao lado, para ilustrar este artigo, criei um grupo de exemplo, a partir do meu blogroll.

Algumas funções do TweetDeck

Algumas funções do TweetDeck

Outra coisa muito bacana, na minha opinião, é poder utilizar um recurso similar para apresentar em janelas separadas o resultado de suas buscas. Entre estas buscas podem estar nomes de usuário — inclusive @replies dadas a este —, #hashtags e quaisquer palavras soltas. Estas janelas vão se acumulando   direita da interface do TweetDeck, com o número de resultados encontrados para cada uma. A partir daí, os resultados podem ser filtrados, excluídos e marcados como lidos a bel prazer.

Mas o melhor aspecto da coisa mesmo, na minha opinião, é o fato de que, a exemplo das colunas padrão que citei acima, todas estas janelas personalizadas com grupos e buscas vão sendo automaticamente atualizadas   medida em que novas chamadas   API do Twitter são feitas. , o Na prática, isso faz com que a utilização do TweetDeck torne a leitura de tweets muito mais proveitosa, divertida, e até mesmo mais produtiva.

Sinto muito, Twhirl. Você perdeu.

Tooncast: Eu quero!!!

Vou direto ao ponto: Desde quando o Boomerang anunciou, em 2006, que faria sérias mudanças em sua grade de programação, retirando A Pantera Cor de Rosa, Space Ghost e Popeye do ar — isso pra não mencionar vários outros — para passar a exibir séries teen e pequenos enlatados mexicanos, que eu digo que fiquei foi na saudade.

Como eu mencionei na época, sou um verdadeiro fanático por esses verdadeiros clássicos, e aceitava numa boa as acusações da minha esposa, que me dizia,  s vezes, que parecia que o único motivo pra eu assinar TV via satélite era para assistir desenho animado — já que isso nunca foi, afinal, uma mentira, em termos.

Embora hoje em dia eu até consiga encontrar algumas alternativas online para suprir minhas crises de saudosismo — vejam, por exemplo, o Boomerang On Demand, canal disponível na Justin.tv, ou uma série de outros que estão   espera de uma busca —, nenhuma delas chega sequer perto do que era o original   época — talvez, aliás, pelo fato de não haver nenhum streaming ao vivo de programação.

Pois bem. Somente essa semana, depois que um amigo do trabalho comentou comigo sobre uma notícia divulgada no Omelete em novembro do ano passado, é que eu fiquei sabendo do lançamento do Tooncast:

tooncastA Turner International do Brasil apresentou   imprensa seus novos canais e anunciou alguns dos novos programas que estréiam nos próximos meses e em 2009.

A maior novidade é a volta de um canal dedicado aos desenhos animados de antigamente. Os órfãos do perfil inicial do Boomerang, que exibia os clássicos dos anos 70 e 80 da Hanna-Barbera, já têm como resolver sua crise de abstinência. Batizado Tooncast, o novo canal estréia no dia 1ú de dezembro com 24 horas de animação sem intervalos comerciais. A grade terá, ainda, produções do Cartoon Network, como A Vaca e o Frango, Coragem, o Cão Covarde e Laboratório do Dexter.

Entrei no site oficial do canal e me deparei, logo na abertura, com uma vinheta que me lembrou em muito o Cartoon Network da década de 1990 — a música é praticamente igual. Também fiquei com aquela impressão que dava o slogan do Boomerang até abril de 2006, “o que é bom, volta”:

YouTube: please specify correct url

A grade de programação do canal ainda está em elaboração, mas dá pra ver as presenças de Popeye, Johnny Quest, Manda Chuva, Os Flintstones, Os Jetsons e Pernalonga. Além disso, ratificando a sensação de Cartoon Network dos anos 90, há um bloco dedicado ao programa What a Cartoon Show, que servia, na época, como um laboratório para as idéias de novos artistas, e que foi o responsável por ceder espaço  s primeiras aparições de A Vaca e o Frango e As Meninas Super-Poderosas. Com tudo isso, é claro, aumentou a vontade de ter o canal em minha grade de programação.

Mas, para minha infelicidade, não encontrei qualquer evidência recente de que as grandes operadoras — como a NET ou a Sky — estejam em negociação ativa para inclusão do Tooncast em seu line-up. Na verdade, nem mesmo as operadoras de TV de pequeno porte mencionadas pelo site RetrôTV numa notícia mais antiga — datada de agosto de 2008 — parecem mais estar disponibilizando o canal em suas programações.

Pode ser que essa ausência de negociação se deva ao fato de que as grandes estejam esperando para ver se o canal decola — o que, se depender dos milhares de órfãos dos clássicos do antigo Boomerang, certamente deve ocorrer —, ou até mesmo ao fato de que talvez as coisas estejam acontecendo nos bastidores. De fato, neste caso, a única certeza é que será preciso dar tempo ao tempo, e esperar que em breve as respostas surjam. E, é claro, se alguém souber de alguma coisa nesse meio tempo, me avise, por favor… 🙂

GDrive: A privacidade no caminho de um Briefcase 2.0

Google GDriveComo lá pelos idos de 2000 e 2001 eu era um fervoroso usuário do Briefcase, não pude deixar de reparar, esta semana, que o Yahoo resolveu dar um ponto final ao serviço depois de quase 10 anos de estrada: Todos os usuários tem até o próximo dia 30 de março para baixar ou excluir o que estiver armazenado em suas contas.

Naquela época eu estava começando a faculdade, e a especificação do padrão USB ainda não havia decolado. Dessa forma, ainda não era possível fazer o que metade da torcida do Flamengo faz hoje em dia quando quer transportar arquivos pra cima e pra baixo: Recorrer a um pendrive. Eu carregava um porta-disquetes — com a incrível capacidade para três discos de 3 1/2 polegadas. Assim sendo, imaginem o meu justificável espanto de poder contar com os 30 Mb oferecidos pela empresa, e, ainda por cima, gratuitamente.

Pois bem. Foram, de certa forma, exatamente estes 30 Mb de espaço de armazenamento que tanto me impressionaram no começo da década que acabaram por decretar o fim do serviço. Acontece que, para os padrões de armazenamento atuais em que espaço sobrando nunca é suficiente — um amigo meu, por exemplo, voltou de férias essa semana e me disse ter acabado de comprar um HD novo, com 1 terabyte de capacidade —, essa oferta ficou pelo caminho, muito Web 1.0 para o gosto dos usuários, que no fundo, começaram a nem se lembrar mais do pobre Briefcase, ofuscado pelo espaço oferecido pelo Flickr ou pelo sensacional GMail, ambos gigabytes e mais gigabytes   sua frente.

Mas se por um lado o Briefcase está prestes a bater as botas mesmo sendo pioneiro na disponibilização de espaço em disco, por outro deve ficar na memória de muita gente devido a outro conceito que ajudou a popularizar: Estou falando da possibilidade de dar a qualquer usuário a chance de acessar seus arquivos em qualquer computador, a qualquer momento, em qualquer parte do mundo em que ele esteja. Na onda de aproveitar este conceito associado   capacidade crescente de armazenamento do GMail, aliás, muita gente acabou apresentando soluções criativas, como o GMail Drive, por exemplo, que cria uma camada que permite usar sua conta de email no serviço como um drive virtual de seu computador, onde os dados ficam armazenados remotamente.

E foi justamente uma notícia sobre o Google que também me chamou a atenção no começo da semana: Primeiro surgiu como uma suspeita do site TG Daily, e depois acabou se confirmando sem querer, graças a um memorável vazamento de código: Vem aí, ainda em 2009, o Google Drive — ou GDrive, para facilitar.

Faço minhas as palavras que dão título ao artigo do britânico The Observer: Através desse movimento o Google planeja tornar os PCs que conhecemos hoje coisa do passado, ao possibilitar a qualquer pessoa, tal como no caso do Briefcase, que acessem não apenas seus arquivos, mas também, todo um sistema operacional e aplicativos diretamente dos servidores da empresa californiana.

O GDrive deve funcionar armazenando todos os dados em um servidor que normalmente estará a quilômetros de distância das máquinas dos usuários, um conceito batizado de Cloud Computing. As cópias locais dos arquivos de qualquer pessoa poderão ser sincronizadas com as versões do servidor através de uma conexão de dados, o que na prática os tornará acessíveis em qualquer lugar e hora, desde que se use um computador com conexão   web.

Mesmo sendo um entusiasta ávido por experimentar a coisa caso ela realmente se concretize, sentencio logo de cara: Eu não acho que as pessoas estejam preparadas, pelos próximos sei-lá-quantos-anos, a abandonarem seus HD’s com capacidades cada dia maiores e maiores, para partirem para um modelo de 100% de armazenamento de dados em um servidor… ainda mais um servidor alheio.

Trata-se de privacidade: Para mim, se o Google quiser tornar o GDrive — e o cloud computing — realmente populares, terá que convencer pessoas comuns, como você ou eu, de que será seguro armazenar todos os seus arquivos — mesmo aqueles mais secretos, como planilhas bancárias, ou sei lá que outras coisas — em um servidor. “Mas quem verá os dados além de mim?“. “E se a internet cair, o que acontece? Hoje, pelo menos, está tudo no meu HD, aqui, pertinho de mim“.

Trata-se de uma pedra e tanto para o Google tirar do caminho, ainda mais se deixarmos tomar conta de nossas cabeças o pensamento inevitável de que os mesmos robôs postos   serviço da análise do que escrevemos em nossas mensagens de e-mail no GMail serão também postos para vascular arquivos incansavelmente, tudo em nome da exibição de anúncios, que, afinal, são o ganha-pão do Google.

Mas… quem sabe daqui a algumas gerações, não é mesmo?

Método do Tijolo para contratar funcionários

tijolosÉ duro ter que admitir que certos métodos, como o que está listado abaixo — e que recebi por e-mail de uma amiga — realmente têm total fundamentação e são muito eficientes.

Método do tijolo para contratação de funcionário
O método consiste em:

  1. Colocar todos os candidatos num galpão
  2. Disponibilizar 200 tijolos para cada um.
  3. Não dê orientação alguma sobre o que fazer.
  4. Tranque-os lá.

Após seis horas, volte e verifique o que fizeram.  Segue a análise dos resultados:

  1. Os que contaram os tijolos contratem-os como contadores.
  2. Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, são auditores.
  3. Os que espalharam os tijolos são engenheiros.
  4. Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha, difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e Implantação do Controle de Produção.
  5. Os que estiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.
  6. Os que estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.
  7. Aqueles que picaram os tijolos em pedacinhos e estiverem tentando montá-los novamente, devem ir direto   Tecnologia da Informação.
  8. Os que estiverem sentados sem fazer nada ou batendo papo-furado são dos Recursos Humanos.
  9. Os que disserem que fizeram de tudo para diminuir o estoque, mas a concorrência está desleal e será preciso pensar em maiores facilidades, são vendedores natos.
  10. Os que já tiverem saído são Gerentes.
  11. Os que estiverem olhando pela janela com o olhar perdido no infinito, são os responsáveis pelo Planejamento Estratégico.
  12. Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso demonstrando que nem sequer tocaram nos tijolos e jamais fariam isso, cumprimente-os com muito respeito e coloque-os na Diretoria.
  13. Os que levantaram um muro e se esconderam atrás são do Departamento de Marketing.
  14. Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum na sala, são advogados, encaminhem ao Departamento Jurídico.
  15. Os que reclamarem que os tijolos estão uma porcaria, sem identificação, sem padronização e com medidas erradas, coloque na Qualidade.
  16. Os que começarem a chamar os demais de companheiros, elimine-os imediatamente antes que criem um sindicato.

Atenciosamente,
Psicólogo Chefe

Duas palavrinhas sobre GTD

Qualquer um que trabalha sabe o quanto é fácil acumular tarefas que precisam ser feitas.

Dia após dia, hora após hora elas vão surgindo, mais simples ou mais complexas, e a única coisa que se pode afirmar a respeito delas com toda certeza é que, caso nada seja feito, acabarão se acumulando em uma pilha enorme, tudo para que constatemos — muitas vezes tarde demais — que os prazos prometidos originalmente já estouraram, ou que ações antes importantes se tornaram urgentes num mero piscar de olhos.

De uns dois anos e meio pra cá, com minha carga de responsabilidades aumentando progressivamente no trabalho, me dei conta de que eu precisaria adotar algum tipo de mecanismo se não quisesse me ver, de uma hora pra outra, em meio a um mar de desorganização, sem conseguir fazer tudo o que era esperado de mim, e sendo cobrado por atrasos ou falta de resultados.

Após observar alguns colegas de trabalho — inclusive meus chefes ao longo dos anos — acabei por adotar um modus operandi que vem funcionando perfeitamente, e o melhor, fazendo com que eu me sinta produtivo — coisa que considero fundamental para o bom desempenho do trabalho de qualquer pessoa. Esta semana, depois de conversar com uma amiga que me dizia precisar se organizar melhor, surgiu a idéia para este artigo, pois assim posso compartilhar o que faço com mais gente.

A coisa é, realmente, muito simples: Com um caderno em mãos — o mesmo que carrego para cima e para baixo para todas as reuniões onde participo —, vou anotando, uma em cada linha, cada uma das ações que eu preciso realizar. Podem ser coisas banais, como fazer uma ligação, ou mais complexas, como planejar os próximos passos de um projeto. Não importa. Anoto tudo usando uma linha de caderno por vez, e,   frente de cada item, desenho uma caixinha, tal como um checkbox.

Na realidade, a lista de caixinhas é a lista de todas as coisas que preciso que sejam feitas, listadas em sequência e, por mais que uma lista assim seja uma das invenções mais antigas da humanidade, para mim o segredo está em como utilizá-la.

É por isso que todos os dias, ao chegar no trabalho, abro meu meu caderno e vou olhar para as tais caixinhas. Aquelas que posso resolver de imediato, resolvo. Aquelas para as quais preciso me comunicar com alguém, geram ligações, conversas de corredor ou reuniões, ou seja se desdobram em ações mais estruturadas, ou mesmo pequenos projetos. Aquelas que vão ficando muito para trás, risco e escrevo novamente na página mais recente, basicamente para me obrigar a olhar para elas, até que as resolva.

The Big Picture

Dia desses eu li sobre um camarada chamado David Allen, que criou uma metodologia chamada Getting Things Done — ou Fazendo as Coisas Acontecerem. Muita gente se refere a esta metodologia apenas como GTD. Trata-se de um conjunto de boas práticas cujo princípio fundamental, na minha opinião, vai justamente ao encontro do que eu venho fazendo há algum tempo.

Allen diz que é necessário que uma pessoa tire as tarefas que precisa fazer da cabeça, registrando tudo externamente. Fazendo isso, libera-se a mente do trabalho de ter que se lembrar de tudo o que precisa ser feito, e pode-se concentrar em fazer as tarefas. A essência da coisa é fabulosa.

Apesar de não ter lido o livro onde ele explica todos os passos para aplicar a metodologia detalhadamente (há também uma versão traduzida), a leitura da lista dos princípios básicos do Getting Things Done demonstra que tudo pode, sim, começar por uma simples lista como a que eu tenho feito ao longo dos anos.

Para mim, o que o GTD proporciona a mais são algumas técnicas para ajudar a priorizar o que deve ser feito imediatamente ou mais tarde.  Fora isso, basta realmente só acompanhar a lista para saber o que fazer a seguir, e partir para a ação, ou seja, não existe nada de abstrato no mecanismo.

Senão vejamos: Voltando   minha história com as caixinhas anotadas diretamente no caderno, tudo o que eu preciso garantir para alcançar resultados é que o maior número possível delas seja marcado com um belo X ao final de cada dia. Assim, elas me dão a sensação de tarefa realizada, de dever cumprido… e de produtividade. E, é claro, para as caixinhas que ficam em aberto de um dia para o outro, ou de um período maior para outro, sempre há como encará-las como incentivo para fechar mais pendências, o que torna a coisa uma bela diversão.

Para quem não se sente muito a vontade fazendo listas em cadernos e prefere algo diferente, pode conseguir uns modelos diversificados através do PocketMod, ou recorrer ao famoso Remember the Milk. E para quem quer mergulhar mais a fundo no GTD,  há sempre alternativas gratuitas, como o  GTD-Freeque aliás pode ser levado num pen drive, para estar sempre disponível, se necessário.

Finalmente um TinyMCE ligeiro no meu WordPress 2.7

Desde o começo de dezembro do ano passado eu vinha enfrentando severos problemas ao tentar digitar meus artigos para publicação aqui no blog: Carregar o TinyMCE, editor WYSIWYG padrão que acompanha o WordPress, levava mais de 10 segundos na raposa de fogo, e, em seguida, digitar cada mera letra parecia uma tortura interminável, só perdendo para o tempo gasto ao ter que apagar alguma coisa usando o backspace ou formatando os textos.

Tentei, antes de qualquer coisa, usar uma versão recente do Opera para acessar o painel de edição de artigos, o que funcionou maravilhosamente bem, já que a lentidão desapareceu por completo na digitação. No entanto, não dava pra ficar usando um navegador diferente só pra criar artigos no blog e, assim sendo, cogitei a possibilidade de que pudesse se tratar de um problema qualquer com uma das inúmeras extensões que eu possuo instaladas no Firefox.

Infelizmente, após desabilitar todos os plugins e realizar um fresh setup, o problema não se resolveu: Cada caracter ainda levava uma eternidade para aparecer na tela ao digitá-lo. O próximo suspeito da minha lista foi o próprio WordPress. Pensei se tratar de algum bug da nova versão do WordPress, já que, afobado por testar novas funcionalidades, naquele momento eu vinha usando algumas versões beta.

Quando a versão 2.7 saiu oficialmente e eu reparei que o problema de lentidão ainda não dava o braço a torcer, comecei uma busca um pouco mais dedicada atrás de uma solução. Se na primeira quinzena de 2009 fiquei sem publicar uma palavra que fosse por aqui, foi por conta de estar ocupado atrás de cada pequena referência que pudesse representar uma luz no final do túnel.

No começo dessa semana encontrei essa luz, lendo um artigo do Andrew Ozz, chamado Troubleshooting TinyMCE in WordPress 2.7. Nele, Andrew lista alguns pontos que podem ser tentados por qualquer pessoa se seu editor resolve não aparecer ou funcionar corretamente. Alguns pontos eu já havia tentado, mas foi no sexto que eu parei, pois, recentemente havia encontrado diversos erros provenientes da página em que o TinyMCE é carregado no WordPress, examinando-a pelo console de errors do Firefox:

Delete both wp-admin and wp-includes directories and upload fresh copies from the WordPress installation package.

Precisei esperar até o final da semana para ter tempo de ver se a coisa funcionava, mas valeu cada segundo de espera: Eis que abri meu programa de FTP favorito e mandei bala na orientação. Após alguns minutos de upload, BINGO! O editor estava novamente lépido e veloz.

Ah, é claro, a explicação: Ao renovar sobretudo o conteúdo da pasta wp-includes, pude me certificar de que os diversos arquivos em javascript ali existentes estivessem em sua versão mais recente: Após o procedimento, não houve qualquer problema no console de erros da raposa, o que me fez pensar que alguma falha acidental deve ter ocorrido entre a migração da última versão beta do 2.7 para a oficial. Mea culpa.

Battle Gear: Um convite   guerra

Já fazia muito tempo que eu não encontrava um jogo tão viciante quanto Battle Gear. Trata-se de um mini-simulador para a disputa de batalhas ou campanhas de guerra.

O jogo é, para mim, um daqueles raros achados que combinam simplicidade e elementos sofisticados: Ao jogá-lo, me vieram a mente jogos de tabuleiro como War, e também de computador, como Green Beret, Worms e Lemmings.

No single mode, você é colocado no comando do exército verde, e deve destruir seus inimigos, do exército vermelho. Para isso, começa a batalha, sempre travada em cenários como florestas, desertos ou o mar aberto, com uma quantidade de dinheiro, que deve ser investida no treinamento de soldados ou construção de veículos e torres de defesa, entre outras coisas. Seus fundos aumentam conforme o seu sucesso na investida contra os inimigos.

Na região inferior da tela ficam posicionados os recursos que você pode usar para preparar sua estratégia, cada um com um determinado preço. Existem unidades terrestres, como soldados, morteiros e veículos, unidades marítimas, como destroyers, e caças, para batalhas travadas no céu. A disponibilidade destes recursos varia conforme o cenário escolhido para o jogo, mas todos ficam disponíveis o tempo inteiro para enriquecer a batalha.

Vence quem conseguir dizimar o exército adversário, ou destruir sua base primeiro.

Ja no modo campaign, você passa a disputar sequências de batalhas, sempre com um determinado objetivo, como conquistar o mundo, por exemplo. Ao contrário do modo anterior, as unidades e armamentos não estão imediatamente disponíveis logo que a campanha começa. Você precisa disputar batalhas e, com isso, acumular experience points e dinheiro, que então são usados na aquisição de novos veículos, ou no treinamento de unidades diferenciadas.

Ao longo do jogo você pode vender unidades e investir em armamentos diferentes, e também conquistar uma série de medalhas.

Independente do modo que se decida jogar, uma coisa é certa: Para mim, ficou mais do que comprovado que Battle Gear é o achado perfeito para quem quer garantia de horas e horas de diversão.

Aliás, este mini-review só foi possível graças ao Rafael Arcanjo, que, via twitter, já alertava sobre alguma coisa que podia acabar com a produtividade, ou com o final de semana. Belíssima dica!

PS: Por sinal, se mais alguém por aí acabar vidrado no joguinho, pode fazer o download por aqui e jogar, mesmo offline.

Plainscape: Para começar 2009 bem

Precisava — como já precisei em outras vezes — de uma mudança de ares por aqui para dizer que poderia começar bem 2009 (ainda que começando a escrever 16 dias depois da virada do ano). Para isso, depois de muito procurar, acabei encontrando um tema que achei bacana, o Plainscape.

Para meus padrões atuais de gosto, o tema é genial: Totalmente clean, o que o torna sofisticado. Conta com uma barra lateral direita — ao contrário do Apricot, tema que eu vinha usando até então, onde as coisas são agrupadas na esquerda. Além disso, já possui suporte nativo ao novo — e, por mim, mais do que amplamente antecipado — recurso de comentários endentados (ou threaded comments) da versão 2.7 do WordPress.

Espero que o novo tema agrade, e que me inspire a escrever um pouco mais por aqui.

Sou um macaco aficionado em séries

Ver meu amigo Inominado Anônimo recentemente comentar sobre as séries que ele vem acompanhando nos últimos tempos me fez lembrar de uma dica de outro amigo meu, o Otávio.

Para quem é — ou, no meu caso, tenta ser — aficionado em seriados, o OrangoTag é uma ótima pedida. Trata-se de um media tracker misturado com rede social, em que você se cadastra e encontra amigos — antigos ou novos —, tudo baseado nos gostos em comum pelos episódios das séries que assistem.

Página inicial do OrangoTag

Depois de criar uma conta como eu fiz, basta fazer uma busca pelos seriados que você assiste — ou já assistiu — e adicioná-los   sua watchlist. Em seguida, basta ir marcando os episódios que você já viu. O serviço permite que sejam deixados comentários sobre as séries, e que cada episódio receba um rating, baseado na sua percepção sobre o que assistiu, além de indicar pessoas com gostos similares aos seus.

Uma outra utilidade interessante do OrangoTag é servir como alerta para avisar que novos episódios de suas séries favoritas já foram exibidos — e que, provavelmente, está passando da hora de você colocar em uso mais algumas vezes a torrent TV. Para que você possa tirar proveito, basta adicionar um dos feeds RSS oferecidos pelo site ao seu leitor favorito de feeds, lembrando-se, é claro, que o mecanismo não oferece links para baixar quaisquer seriados.

Gostei tanto da coisa que resolvi adicionar ao meu lifestream eventos para cada vez que eu tiver terminado de assistir alguma coisa, tudo isso graças a outro dos  feeds do serviço.

Se você também curtiu a idéia, não se esqueça de me adicionar por lá

Esteganografia para as massas

Lembra quando você era criança e brincava de esconder mensagens secretas em folhas de papel escritas com suco de limão e um cotonete? A diversão era, na seq¼ência, aproximar a folha de uma vela ou de uma lâmpada, que era pro calor revelar o que estava escrito, como num passe de mágica

Bons tempos, não é mesmo?

Acontece que esse tipo de coisa pode muito bem acontecer nos dias de hoje, em pleno mundo digital! Isso graças a uma técnica chamada esteganografia. Essa palavra meio esquisita vem do grego, e significa ââ?¬Å?escrita escondidaââ?¬Â.

Diferente da famosa criptografia, em que alguém mal intencionado que intercepte uma mensagem sabe bem que há algo de sigiloso escondido ali, esperando para ser descoberto após a eventual quebra de uma chave ââ?¬â?? seja ela mais forte ou mais fraca ââ?¬â?? a esteganografia é algo mais anônimo, em que praticamente não dá pra descobrir que há alguma coisa escondida no meio de uma mensagem, a menos que você seja o remetente ou o destinatário.

Justamente por causa disso, a esteganografia é causadora de boatos e lendas: Há notícias falsas e verdadeiras de seu emprego por contrabandistas, traficantes e até mesmo terroristas, que a utilizam para passar em paz ââ?¬â?? ou com um pouco mais de privacidade ââ?¬â?? suas próprias mensagens.

As mensagens, aliás, podem ser de texto puro, mas também podem ser compostas de um ou mais arquivos que se deseja manter ou transmitir em sigilo. Para transportá-las podem ser usadas fotos ou arquivos MP3. Também podem ser usadas páginas em HTML ou documentos PDF, que passam a carregar um algo a mais de maneira não declarada.

Se um bandido invade nossa casa, procura dentro de nossos guarda-roupas ou atrás de quadros, até encontrar um cofre ou algo de valor. Ele nunca pensaria, no entanto, que seu dinheiro está guardado naquela caixa de sucrilhos vazia que você deixa na última prateleira do armário da cozinha, não é? Eis aí a vantagem principal da esteganografia: Nenhum curioso, ao invadir seu computador, procuraria por suas senhas bancárias dentro daquela foto em que você e sua família estão sorrindo logo depois da ceia de Natal, percebem? Misture a foto em meio a outras centenas, e bingo: Só você — e quem mais você quiser — poderão recuperar a informação oculta.

Para fazer a mágica de embutir conteúdo em arquivos comuns existem dezenas de softwares disponíveis, sendo que muitos deles são gratuitos. Um artigo recente do site Lifehacker — que foi, aliás, o causador do meu interesse pelo tema — menciona o Hide in Picture, que, como o próprio nome diz, oculta arquivos em imagens nos formatos bitmap ou GIF.

Como exemplo, suponham que eu queira pegar um inocente arquivo com uma paisagem bem bonita e ocultar nele uma mensagem de Natal super legal para os meus amigos, embora totalmente secreta. Basta que eu acesse o Hide in Picture e selecione a opção Hide file in picture, tal como na figura abaixo.

Interface do Hide in Picture

Em seguida, só é preciso informar uma senha e, opcionalmente, o algoritmo a ser utilizado pelo programa para criptografar o arquivo que está sendo anexado   nossa imagem, e pronto: A mensagem secreta já fará parte da paisagem, e o melhor: Ninguém suspeitará disso, porquê visualmente tudo continuará como antes!

Protegendo a mensagem com uma senha

A vantagem destes programas é que na maioria das vezes eles procuram manter o tamanho original do arquivo hospedeiro, utilizando algoritmos de compressão que cumprem bem sua tarefa. É claro que fica óbvio que, nestes casos, você simplesmente não consegue esconder um arquivo maior dentro de um arquivo menor, mas essa aparente limitação não deve intimidar ninguém disposto a proteger seus dados para uma eventual transferência a partir da Internet.

Inspirado pelo princípio da esteganografia, no entanto, está um procedimento muito mais simples e direto, ideal para quem não precisa transferir conteúdos muito grandes e está interessado apenas em ocultar pequenos arquivos ââ?¬â?? talvez aqueles em que estão gravadas suas senhas de serviços da internet ou dos bancos, e até mesmo uma ou outra planilha ou foto. No pequeno screencast que acompanha este meu inspirado artigo, fiz a descrição de um método que só precisa do Windows e de um velho compactador de arquivos, sucesso e bastante conhecido entre muita gente: Trata-se do 7-Zip, que é gratuito.

[flv:cast_estego_281208.flv 560 352]

O ponto positivo é que a técnica é muito simples, e pode ser usada pra esconder arquivos não apenas em fotos, mas também em documentos PDF — como no exemplo que eu dou — e músicas.

A advertência, no entanto, fica para o tamanho do arquivo a ser gerado: Ninguém acharia normal, por exemplo, uma imagem JPEG de 30 megabytes, não é mesmo? Assim, cuidado para esconder apenas pequenos arquivos, e no mais… divirta-se!

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