Você não entendeu “A Origem”?

Há alguns minutos terminei de assistir “A Origem” (Inception, 2010), filme dirigido, produzido e escrito por Christopher Nolan, que, caso você não saiba, é a mesma mente por trás dos filmes Batman Begins e The Dark Knight, ambos sobre o homem morcego. Sei que o filme já está por aí há um certo tempo agora — estreiou em julho do ano passado, mas resolvi escrever este texto não exatamente para fazer uma review a respeito, mas sim para registrar pensamentos próprios que não quero que se percam.

Porque?

Meus pais, que viram o filme há poucos dias em casa, acreditem, simplesmente dormiram durante a exibição — e não quiseram saber mais dos acontecimentos, depois, porquê classificaram a história como sendo chata. Para tentar provar o contrário, e visando (tentar) auxiliar quem também tenha a mesma opinião, ou tenha ficado perdido no meio do caminho, criarei, baseado em meu próprio entendimento da história, este texto.

E agora, vamos ao que interessa.

— IMPORTANTE: Não leia se você ainda não viu o filme.

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Cubeduel: “E te direi quem és”

Se você acha que conhece a opinião de seus colegas de trabalho a seu respeito mas tem coragem suficiente para colocar isso   prova, então pode ser que algumas rodadas de Cubeduel sejam exatamente o que você está procurando. O novo serviço, criado como passatempo por dois desenvolvedores de Seattle, entrou no ar esta semana e se tornou uma espécie de febre, alcançando mais de 240 mil usuários inscritos apenas em suas primeiras 36 horas de funcionamento.

A história é simples: Você entra no site e se conecta diretamente com seu perfil do LinkedIn. Em questão de poucos segundos, começam a ser apresentados os perfis de pessoas que trabalham — ou que já trabalharam — com você, em fichas resumidas que me fizeram lembrar — é sério — as cartas de Super Trunfo. Tudo o que você precisa fazer, a partir daí, é responder a uma simples pergunta: Com quem você preferiria trabalhar?

Após 20 respostas no melhor estilo Hot or Not — que são todas anônimas —, o site libera o acesso ao seu próprio perfil, para que você possa ver o que seus colegas pensam a seu respeito. Como são necessários pelo menos 4 votos para que o sistema gere estatísticas suficientes, pode ser que você precise enviar um link para votarem em você, para que só então você tenha as respostas que deseja.

O interessante da votação é que ela é completamente anônima. Assim sendo, por mais que eventualmente seja despertado o lado obscuro do ser humano, não é possível fazer comentários a seu respeito — só mesmo indicar se você é preferido pelas pessoas ou não. E há até o registro dos empregados mais bem colocados, ou seja, os melhores da empresa. Quem sabe, no fim das contas, pode ser divertido.

(Ah, sim… e se você por acaso já trabalhou, ou trabalha comigo, entre em contato que eu envio o meu perfil)

Você conhece os Toylet Games?

Num futuro próximo, quando eu estiver andando na rua e der aquela vontadezinha de ir ao banheiro, eu poderei recorrer a um banheiro público equipado com videogames embutidos no mictório logo ali adiante.

Para que isso possa acontecer, basta que duas invenções, uma criada pela SEGA e batizada de Toirettsu e  a outra, com nome deveras original — Toylet —, criada pela Sony, caiam no gosto popular. No momento, as duas disputam a preferência do público japonês instaladas em metrôs na capital daquele país, pelo menos até o final deste mês de janeiro. Ambas as soluções contam com sensores que dão aos mictórios não apenas a capacidade de identificar se alguém está lhes direcionando um jato, como também com qual intensidade.

Estas informações são úteis para o jogador, que, munido de uma tela LCD no nível dos olhos, tenta se dar bem em proezas propostas por minigames em que ele deverá apagar incêndios ou tirar leite do nariz, por exemplo. Há até a possibilidade de, com a força de um jato, controlar a velocidade do vento que sopra levantando a saia de uma garota.

O equipamento desenvolvido pela Sony pode até ser considerado mais avançado, porquê conta com porta USB para que pen drives possam ser inseridos, com a finalidade de armazenar jogos e recordes, por mais que a ideia possa parecer, bem — nojenta.

Sinceramente, fico me perguntando quanto tempo leva para alguém urinar, e se, ao experimentar uma invenção dessas, alguém voltaria para uma segunda rodada, ou se viciaria. Se isso for realmente uma tendência, fico pensando nas esposas desavisadas, que vão acabar estranhando tanta demora masculina para ir ao banheiro — ou tanta frequência. De qualquer maneira, o interesse de duas gigantes da tecnologia só pode indicar (será mesmo?) um novo nicho de mercado.

Falling Skies: The Walking Dead com alienígenas

Nem bem acabo de assistir aos 6 episódios da primeira temporada de The Walking Dead — me acostumando   ideia de que um apocalipse zumbi varreu os quatro cantos da Terra transformando a quase todos em comedores de qualquer coisa viva que se movimente por aí — e me deparo com a mais nova criação de Steven Spielberg, chamada Falling Skies, uma série da TNT cuja de exibição prevista é junho de 2011.

De acordo com o site oficial, os acontecimentos da série se iniciam após a ocorrência de um ataque alienígena que deixou a maior parte do Planeta Terra completamente incapacitado. Durante os seis meses que se passam após a invasão inicial, os poucos sobreviventes se reuniram em grupos fora das grandes cidades, para começar a difícil tarefa de contra-atacar. Cada dia vivido por eles é um teste de sobrevivência — enquanto pessoas comuns se tornam soldados para proteger aos que amam.

Depois do apocalipse zumbi, é a vez do apocalipse alienígena.

Agora me digam se vocês já viram isso em algum lugar. Como li em alguns sites por aí, é verdade que The Walking Dead concluiu sua primeira temporada sendo aclamado por público e crítica, e que isso inevitavelmente traria   tona o surgimento de alguns competidores. Só não imaginei que a coisa fosse ser tão rápida assim.

http://www.youtube.com/watch?v=39eegoYnH9s

Assistindo ao trailer de Falling Skies, fiquei pensando em escrever sobre quantas similaridades existem entre as duas séries — quando encontrei uma lista pré-compilada, e concordei com cada um dos itens ali citados, que reproduzo a seguir:

Both shows have a big movie name attached.
The Walking Dead has Frank Darabont. Falling Skies has Steven Spielberg. Who needs huge movies when you’ve got cable television?

The tragedy has already happened, and we watch the survivors deal with the aftermath.
With the alien invasion explained only by children’s drawings and stories, we can count on Falling Skies to follow The Walking Dead‘s lead by focusing on post-attack survival.

Society abruptly crumbles, leaving the characters to fight evil creatures and nature for survival.
Without the comforts of civilization, both The Walking Dead and Falling Skies show humans struggling to survive both murderous attacks and a lack of hot showers.

Cities are really, really bad places to be.
In The Walking Dead, the cities were overrun with zombies, turning an urban stroll into near suicide. In Falling Skies, the cities seem to be alien targets, prone to electro-magnetic bursts and impressive explosions.

The world is suddenly and inexplicably overwhelmed by evil hordes who just want us dead.
Why are they here?

So not important. The key is that they want us dead in time for lunch.

Fraught romances struggle to survive amidst the doom of humanity.
The Walking Dead‘s Rick Grimes had his ex-partner-cheating wife. Noah Wyle’s professor seems to have a good thing going with child therapist Anne Glass. I guess the threat of becoming lunch just puts people in a romantic mood?

The central figure is a father whose first priority is protecting his family.
The hero is strong and brave. But Noah Wyle’s history professor is — much like Grimes — a family man first. Aliens or zombies may invade, but you’ve got to look out for the kids.

Shooting the evil creatures in the head seems to work pretty well. As long as there aren’t a whole bunch of them.
Arriving in the millions, the aliens have decimated the Earth. Individually, however, you can shoot them in the head. Kind of like how one zombie is easy, while hordes of them will eat you.

The aliens seem to be into eating people.
These aliens might as well be zombies from outer space. All they want to do is kill and eat.

Esta é a melhor de todas: There’s no particular reason for any of it.
According to the trailer anyway, the aliens have invaded Earth to wreak havoc and to eat humans. Why they would travel across the vast reaches of space just to munch on Earth-treats makes about as much sense as a sudden influx of zombies.

E na sua opinião? Qual será o próximo apocalipse retratado em uma série de TV? Enquanto penso a respeito, pensarei também se vou querer dar uma chance ao seriado — talvez sim, é verdade, principalmente se levarmos em conta que ele estreará antes do retorno de The Walking Dead, de qualquer maneira.

Capture as telas do seu iPhone

Uma das atividades mais corriqueiras no meu dia-a-dia é, acreditem, capturar telas — elas são úteis para escrever tutoriais e documentação em geral, e se você também faz isso diariamente, sabe bem do que eu estou falando. Para realizar minhas capturas diárias no PC tenho meu programa favorito, o mesmo sobre o qual  já comentei por aqui há certo tempo atrás. Mas como fazer capturas de tela num iPhone?

Ilustrar artigos do blog ou tutoriais com imagens tiradas do meu próprio smartphone — sem a necessidade, portanto, de usar aquela mesma surrada imagem disponível na Apple Store ou em algum outro site por aí afora — seria muito legal. Também seria interessante, confesso, mandar screenshots ao desenvolvedor de algum programa que estivesse apresentando problemas, por exemplo, ou registrar recordes de games no Twitter. As possibilidades são enormes, e você já entendeu.

Eis que, por sorte, a captura de tela num iPhone não requer prática nem habilidade e pode ser realizada em apenas duas etapas, tal como ilustrado acima — de uma maneira, aliás, bem auto-explicativa.

Uma vez realizados os passos descritos na imagem, a tela capturada ficará automaticamente disponível na Fototeca do seu iPhone. Para acessá-la, basta clicar em Fotos e, em seguida, sobre Rolo da Câmera — e, a partir daí, enviá-la por e-mail, Twitter, ou mesmo baixá-la para seu computador e realizar edições antes de publicá-la em algum lugar — como no blog, por exemplo 🙂

The Walking Dead

Finalmente tive tempo de parar para assistir a The Walking Dead, série da rede de TV americana AMC que recebeu razoável atenção da mídia neste último trimestre, por ser baseado na famosa série de histórias em quadrinhos homônima, criada por Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard.

The Walking Dead acompanha a vida de Rick Grimes, um sub-delegado da cidade de King County, no estado americano da Georgia, que, após se envolver em um tiroteio acaba entrando em coma, somente para acordar semanas depois em meio ao que restou do mundo depois que este foi atingido pelo apocalipse. Desorientado, ele descobre aos poucos que, nesta nova realidade, não apenas a civilização regrediu séculos, mas também que a maioria da população morreu e se transformou em zumbis errantes, comedores de qualquer coisa viva que (ainda) encontrem em sua frente. Ah… e como se isso já não bastasse, ele também descobre que sua família — a mulher, Lori, e seu filho Carl — estão desaparecidos.

Conforme se ajusta ao novo presente, Rick começa a interagir com outros sobreviventes, e juntos eles iniciam a busca por algum lugar que possam chamar de lar em meio   devastação dos Estados Unidos — algum lugar que não esteja, com sorte, infestado pelas hordas cada vez maiores de zumbis. Ao que parece, a (curta) primeira temporada da série, com apenas 6 episódios — dos quais, até agora, assisti   apenas 3 — retrata o desespero cada vez maior do grupo liderado pelo ex-sub-delegado, desafiando a sanidade de todos   medida em que se deparam com os horrores de um mundo desolado.

A proposta da série não é a de ser recheada de ação — embora isso inevitavelmente ocorra sempre que uma legião de zumbis precisa ser enfrentada —, e sim um drama em que a sobrevivência momento-a-momento é o que importa, ainda mais quando todos estão em um mundo onde o desespero talvez tenha tornado os que ainda estão vivos mais perigosos do que aqueles que estão perambulando pelas ruas. E tal proposta me cativou — deixando-me curioso pelo desfecho que está por vir, após os 3 episódios que ainda não assisti.

E como bônus, Sarah Wayne Callies — a eterna Sara Tancredi de Prison Break — empresta seu jeitinho de menina ao seriado, num papel que, de tão controverso, divide opiniões dos que, assim como eu, começaram a acompanhar a série. Acho que a coisa promete.

Atualização (01/01/2011): Agora, com os 6 episódios desta curtíssima temporada devidamente assistidos, devo dizer que fiquei realmente pensando em como a história se desenrolará daqui pra frente. O único problema será esperar até o mês de outubro — é muuuuuuito tempo, fala sério.

Para os órfãos do Dirpy, como eu

O que fazer quando um de seus sites favoritos morre?

The Last Dance

It is with great heaviness in our hearts that we have decided to discontinue Dirpy. Sadly, we lack the resources to continue improving and growing Dirpy in the manner you all deserve.

It was incredible and humbling to see Dirpy grow so much so quickly. Your kind words and feedback were inspiring, and we’re happy we were able to build something enjoyed so thoroughly by so many.

It was a blast, guys, it really was.

All the best,
Team D

Já faz algum tempo agora que os desenvolvedores do Dirpy, um dos muitos sites disponíveis para a conversão de vídeos do YouTube para áudio e vídeo, decretaram estar dançando sua última dança. Me ocorreu que há exatamente um ano atrás, citei aqui no blog três motivos que fizeram com que o serviço ganhasse o meu respeito e se destacasse frente a esta vastidão de competidores que até hoje existem.

E eis que como — a minha — resposta para a pergunta que inicia este texto seria “buscar uma alternativa, é claro“, foi isso exatamente o que resolvi fazer. Como 100 em cada 100 pessoas que procuram alternativas para alguma coisa de que gostam sempre se colocam a comparar recursosvide meu mais recente caso —, pensei que nada melhor do que usar o texto que eu mesmo escrevi no passado como referência, já que o negócio era encontrar alguém   altura do Dirpy. Os três motivos em questão, bem resumidamente, são:

  • (…) a possibilidade de aparar o arquivo de destino, reduzindo-o apenas   parte que são interessantes para o usuário.
  • (…) possibilidade de editar, antes da realização do download, as tags ID3 do futuro arquivo MP3.
  • (…) inclusão, no rodapé da página com as opções de edição do MP3, dos links para download das versões em vídeo do conteúdo do YouTube.

Senhoras e senhores, tenho o orgulho de declarar que este substituto, no caso, se chama ClipConverter.

Para início de conversa, o ClipConverter não trabalha exclusivamente com conteúdo do YouTube. Também é possível fazer conversões a partir do Google Video, Vimeo, MySpace e DailyMotion, isso para citar apenas alguns exemplos. Logo que você entra no site, pode colar a URL do vídeo que deseja converter, e o serviço tentará identificá-lo automaticamente. Também é possível fazer upload de algum arquivo que você já possua em seu computador, para que este passe pelo processo de conversão.

Uma vez detectada a mídia, o serviço apresenta a possibilidade de fazer o download do arquivo sem qualquer conversão, ou de convertê-lo para os formatos MP3, AAC, WMA, OGG, M4A, MP4, 3GP, AVI, MPG, WMV e FLV. Conforme se muda o formato de saída desejado, são apresentadas opções diversas — entre elas, configurações de volume e de clipping, que permite aparar o arquivo a ser gerado, e também de bitrate e edição de ID3 tags.

Concluídas as configurações, basta clicar em Start e aguardar. Uma vez concluídas as devidas rotinas de conversão, será apresentada uma nova página, em que o arquivo gerado estará disponível para download — neste aspecto, um bônus é a inclusão de um QR Code, que pode ser usado por usuários de celular que queiram ter acesso imediato   mídia em questão diretamente de seus aparelhos — já que uma das grandes utilidades do serviço é essa.

Feliz Natal Digital

Recebi um link para o vídeo acima por e-mail, e imediatamente me dei conta de que a mensagem é a minha cara. Mesmo em tempos modernos, ainda vale o mesmo sentimento. Sendo assim, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos os que passam por aqui, quer sempre, quer de vez em quando.

Até 2011.

Body Browser: Uma viagem pelo corpo humano

Estão praticamente contados os dias em que estudantes de medicina precisavam se ver  s voltas com enormes livros para estudar e compreender melhor diversos detalhes do corpo humano. Isso, pelo menos, se depender do Google, que, semana passada, emplacou no ar mais uma de suas inovações, desta vez chamada de Body Browser.

Com a ferramenta, que a princípio só roda em navegadores que suportam a tecnologia WebGL para visualização de objetos e modelos em três dimensões — como a última versão beta do Google Chrome, por exemplo —, qualquer pessoa — seja ela estudante ou mera curiosa — será capaz de explorar detalhes de nossa anatomia, através de diversas perspectivas e cortes, que permitem a inclusão ou exclusão instantânea de camadas de detalhes.

Digo “será capaz” porquê pode-se perceber pela utilização da ferramenta — e também graças ao vídeo acima — que, no momento, apesar de ser possível rotacionar o modelo feminino e aplicar-lhe diversos níveis de zoom, quase tudo o que pode-se fazer é selecionar partes específicas do corpo para sabermos seus nomes.

Com o tempo, no entanto, caso tenha seu desenvolvimento continuado, entendo que a ferramenta alcançará o status de um Google Earth, provavelmente com explicações detalhadas sobre os órgãos, sistemas e seus componentes, e também com traduções para todas estas informações fornecidas em vários idiomas. A adição de um modelo masculino — já anunciada para breve pela empresa é outro dos detalhes que, com certeza, tornarão a experiência de qualquer visitante muito mais rica e dinâmica.

Lembro-me dos tempos em que era mais novo e usava um programa chamado Bodyworks para aprender detalhes sobre nosso corpo — como mera curiosidade, é claro. Com um filho em idade pré-escolar que me pergunta muitas coisas a respeito do assunto, descobri que não há — até onde eu saiba, ao menos —, versões deste programa disponíveis para os sistemas operacionais mais modernos, o que é uma pena. Felizmente para mim, o Body Browser pode, e deverá ser, ao que tudo indica, um ótimo substituto.

Adeus, Delicious. Olá, Pinboard.

What’s next for Delicious?

A frase de efeito que agora estampa a página onde antes era mantido o blog do site de social bookmarking mais famoso de todos os tempos é, para os ainda desavisados, fruto de uma série de notícias desencadeada esta semana com relação ao provável fechamento do serviço, adquirido pelo Yahoo! em 2005, graças a uma reestruturação da empresa, que vai de mal a pior em matéria de sobrevivência, e agora começa a anunciar o desmantelamento não apenas deste, mas de uma série de sites que estão sob sua administração.

Embora quem se dê ao trabalho de continuar a ler sobre o destino do serviço em seu ex-blog possa até se convencer de que o Delicious não chegou ao fim — e que será mantido até que seja vendido para algum possível interessado —, eu confesso logo de cara que não sou tão otimista assim, e, assim sendo, me enquadro na categoria daqueles que temem pelo futuro de tantos bookmarks armazenados durante anos de navegação. Assim sendo, me coloquei   procura de serviços alternativos.

E achar alternativas   altura para ele, aviso logo, não é nem de perto algo fácil.

A primeira coisa que me ocorreu foi recorrer   memória. Lá pelos idos de 2008 — em que eu me dedicava muito mais do que hoje em dia a ficar desbravando a internet —, eu havia criado uma conta no Diigo, um dos sites que hoje está se aproveitando da maré de azar do Delicious para angariar novos usuários. Sendo assim, fui correndo (tá bom, vai… só digitei o endereço no navegador) até o site, para ver a quantas ele andava. E relembrei o porquê de tê-lo abandonado tão rápido, no passado: Sua interface, muito lenta e carregada. Cheia de anúncios. Cheia de coisas que eu simplesmente não precisava na época — e que ainda não preciso. Não tive coragem de elegê-lo como um substituto   altura.

Outro que cogitei foi o XMarks, pois li em alguns sites alguns bons comentários a respeito do serviço. No entanto, me perdoe se você optou por esta alternativa, pois, a despeito de me parecer muito promissora a busca por novos sites e notícias — uma das coisas que mais gosto de fazer com o Delicious —, a exemplo do que acabo de descrever em relação ao Diigo, também não tive coragem de experimentar o serviço a fundo, porquê novamente me vi frente   uma interface onde faltam simplicidade e leveza.

Talvez seja chatice minha, essa história de simplicidade. Mas o que posso fazer, se fui tão mal acostumado? Ora, o que torna o Delicious tão delicioso (ai…) é a sua simplicidade. Então, se for pra trocar por algum outro serviço, é de se esperar, ao menos na minha opinião, que ele seja simples também. Simples ao identificar links populares. Simples ao me permitir buscar conteúdo armazenado anteriormente. E simples, entre mais tantas outras coisas, ao cruzar tags — ou seja, combiná-las com operadores, tal como em tag1 + tag2 + tag3 —, do jeitinho como eu estou acostumado a fazer.

Foi aí que eu li algo que o Rodrigo Ghedin tinha escrito a respeito deste assunto, e fiquei sabendo do Pinboard. Nas palavras do próprio Rodrigo:

O Pinboard é o equivalente digital a um trabalho artesanal. Tem um ano e meio de idade e é mantido por duas pessoas, Maciej Ceglowski e Peter Gadjokov (co-fundador do Delicious, FYI). Dão suporte por email (e respondem rápido),  Twitter e mantêm um blog-família onde detalham os avanços e relatam curiosidades do Pinboard.

Interface do Pinboard

Apesar de ser praticamente um trabalho artesanal, o Pinboard possui uma série de recursos muito interessantes para um serviço tão novo. Vários deles — como o uso de bookmarklets para inserir novos favoritos, ou a possibilidade de armazenar seus links em modo privado — são similares aos do Delicious, e não decepcionam o usuário que resolve fazer a migração. Mas há muitas coisas que o diferenciam do serviço que o Yahoo! adquiriu em 2005, dentre as quais:

  • Fazer download de bookmarks para visualização offline: Os últimos 25 bookmarks de qualquer página que você tiver armazenado podem ser baixados integralmente para que você os visualize sem uma conexão de internet. Ao solicitar o download, é possível obter uma pasta com uma cópia local de todos os endereços salvos, jntamente com um indice em formato HTML para abrir em seu navegador favorito.
  • Integração direta com o Twitter: Todos os links citados em seus tweets e também os que estiverem em tweets que você marcou como favoritos podem ser automaticamente gravados pelo Pinboard. Além disso, se você assim determinar, poderá criar um arquivo de todos os seus tweets, que poderá ser visualizado a qualquer momento,   parte de seus outros bookmarks. Ou seja, back-up instantâneo do Twitter.
  • Marcar itens para leitura posterior: Você está navegando em uma página e quer ler seu conteúdo depois. Com apenas um clique — e através de um bookmarklet, pode incluir o endereço em sua lista de “to read” e marcá-lo como lido posteriormente, também sendo capaz de visualizar este tipo de conteúdo   parte. E há um detalhe extra que é muito legal: Integração total com o Instapaper e o Google Reader.

Apesar de contar com muito menos usuários do que o Delicious, o Pinboard já tem alguns frutos. Entre os seus recursos disponíveis, além dos bookmarklets, estão uma extensão para o Google Chrome (estranhamente indisponível enquanto escrevo este artigo) e um plugin para WordPress, que permite listar os últimos sites publicamente armazenados. Se você usa o Firefox, também há pelo menos dois plugins interessantes, o Pinboard Quick Bookmark Button e o Pinboard.in, que permite usar o botão direito do mouse para interagir com o serviço.

Mas sou obrigado a concordar com o Rodrigo em outro de seus comentários, no que diz respeito   provável não popularização do Pinboard. Isso se deve ao fato de que, para começar a usar o serviço, deve-se pagar uma taxa que hoje está na casa de US$ 8. Os fundadores do serviço justificam o valor, que é pago uma única vez (ênfases por minha conta):

The signup fee helps discourage spammers and defrays some of the costs of running the site.

Thanks to the entry fee, Pinboard has remained spam-free since launch. Not having to expend resources on spam fighting means having more time to work on features, and keeps the site fast and small.

The fee is based on the formula (number of users * $0.001), so the earlier you join, the less you pay.

Se você gostou da ideia como eu gostei, sugiro que tome uma decisão rápida. Antes que o preço suba mais. E, qualquer coisa, passe pelo meu novo endereço para uma visitinha.

WPTouch to the rescue

São impressionantes as coisas nas quais começamos a pensar quando nos tornamos proprietários de um smartphone. Uma delas, sem sombra de dúvidas, é o desejo de que cada site que visitamos com nosso aparelho seja preparado para os dispositivos móveis — o que, infelizmente, nem sempre é verdade. Pensando em fazer a minha parte, no entanto, foi que instalei um plugin muito interessante para o WordPress, o WPTouch.

Em resumo, o que o plugin faz é instantaneamente transformar o tema do site — sempre que este for visitado através de um iPhone, iPod touch, Android, Opera Mini, Blackberry ou similar —, de maneira que a aparência se torne a de um aplicativo desenvolvido nativamente para iPhone, contando inclusive com efeitos e carregamento em AJAX. Acabo de testar o resultado, e fiquei bastante satisfeito.

Se você por acaso me visitar munido de um desses aparelhinhos, por favor, me dê feedback.

Air Hockey, para o iPhone

Aniversário de 1 ano do Xande - 05

Para aqueles que por ventura não a conheçam — como? onde vocês têm andado todos esses anos??? — a foto acima é de uma máquina de Air Game, também conhecida como Airhockey e aerohockey. Sem dar muita importância a nomes, no entanto, o grande ponto é que uma máquina dessas é bem capaz de proporcionar incontáveis minutos de diversão — motivo pelo qual, aliás, sempre que podemos, jogamos um pouquinho nos shoppings da cidade.

Uma vez posta em funcionamento, a máquina libera ar através de pequenos orifícios em sua superfície, criando uma pequena bolsa que faz com que um disco — na verdade, chamado puck, como no hóquei jogado no gelo — comece a flutuar na mesa.  Os jogadores, então, cada um de posse de um malho — ou mallet, do inglês —, devem tentar acertar o gol do adversário. Cada vez que isso acontece, o puck é recolocado em jogo, situação que se repete até que um deles chegue a um número pré-definido de pontos, normalmente 7.

Ocorre que, esta semana, navegando pelas featured applications no iTunes, me deparei com uma versão do jogo para o iPhone, que leva o nome de Air Hockey. Desenvolvida pela Acceleroto, a aplicação é, em resumo, muito elegante em sua simplicidade: Permite jogos single player, em que se escolhe o nível de dificuldade do adversário a ser enfrentado — desde kiddie até insane — e entre duas pessoas, seja compartilhando o mesmo equipamento ou através de bluetooth. Em qualquer um dos casos, é possível jogar utilizando-se 1 ou 2 pucks.

Experimentei a versão gold do programa, que é totalmente funcional e gratuita — apenas exibindo propagandas entre o término de uma partida e o início de outra. Após algumas rodadas de jogos, entretanto — e também motivado pela alegria do filhão em jogar algo que o diverte tanto na vida real —, tirei os escorpiões do bolso e adquiri a versão ads free, por US$ 0,99. Posso dizer que valeu cada centavo investido.