São Paulo Mapeado

Não são apenas os milhões de internautas que têm acesso à serviços como o Google Earth, ou seu mais recente concorrente, lançado pela Microsoft, o MSN Virtual Earth, que enxergam o mundo lá do alto. A prefeitura municipal de São Paulo também enxerga, através de um projeto de mapeamento aéreo da cidade, a quarta maior metrópole do mundo.

A intenção do governo é disponibilizar na internet um guia de ruas da cidade, que possa ser consultado pelos internautas quando estes estiverem à procura de um determinado local ou serviço: Escolas, hospitais e restaurantes são apenas exemplos do que poderá ser localizado se a conclusão do projeto, prevista para o final deste ano, for realmente alcançada como se planeja.

A coisa seria muito parecida com o Guia Quatro Rodas, não fosse pelas demais finalidades que a prefeitura espera alcançar. Além de servir como guia, o projeto prevê o acompanhamento da expansão da área urbana da grande São Paulo através das fotos, bem como o auxílo na cobrança de IPTU. A secretaria municipal de finanças acredita ser uma excelente maneira de identificar construções irregulares ou sem registro.

E viva as aplicações práticas de se ver o mundo do alto. Mesmo que o bolso de alguns doa, não é mesmo?

The Template Quest

Certo, eu admito. Ando um tanto quanto instável com relação aos templates do site. Vejam só quantas modificações recentes por aqui:

  • 26 de abril de 2005: Ainda no site antigo, instalei o tema Blix, criado por Sebastian Schmieg. A explicação era que eu queria um tema simples e funcional, e o Blix me animou a fazer a mudança.
  • 29 de junho de 2005: Já na casa nova, instalei o tema Urban Giraffe, criado por John Godley. Como a mudança foi algo marcante para mim, quis marcar a ocasião alterando radicalmente o layout das páginas. Acredito que consegui meu intuito.
  • 16 de julho de 2005: Achando o tema anterior muito monótono, e recebendo feedback de alguns dos valorosos leitores que possuo, assassinei a Girafa Urbana e saí em busca de um tema que combinasse ao mesmo tempo sofisticação e simplicidade. Além de ser um liquid theme, é claro. Me deparei com o Beeblebrox Theme, criado por Thomas Weibel. Me pareceu perfeito. Até 2 dias atrás, quando descobri que as páginas não estavam aparecendo corretamente em certos browsers.
  • 28 de julho de 2005: Na incessante busca por uma solução para os problemas de exibição de páginas do Beeblebrox Theme, mais uma vez encontrei uma resposta. Senhoras e senhores, o tema atual deste site é agora o Arzel Blue Gray, criado por Arzel Yusop. Ainda estou em processo de modificação do tema, mas acho que o resultado está ficando interessante.

O primeiro a notar a mudança — repentina — foi o Kadu. Eu honestamente espero que essa seja a última delas, pelo menos por um longo tempo. Minha idéia é que o site esteja acessível ao máximo número de pessoas interessadas em seu conteúdo, e infelizmente preciso levar em conta alguns usuários que ainda se vêem às voltas com o Internet Explorer. De qualquer forma, o novo tema mantém as mesmas características que desejei encontrar recentemente: É líquido, simples e funcional. Que ele se mantenha.

Simplicidade

Quem visita este humilde blog há algum tempo, pelo menos, me conhece o suficiente para saber que eu simplesmente enjôo dos temas que utilizo muito rapidamente. De um dia para o outro, se eu estiver disposto, sou capaz de alterar todo o layout, mexer com todo o design, só para satisfazer minha vontade de fazer com que tudo pareça diferente. O tema que está atualmente em uso, por exemplo, chamado Beeblebrox, foi uma tentativa de encontrar uma resposta a um grande dilema pessoal que eu sempre vivi: Adoro designs interessantes, com figuras e CSS bem utilizado. Mas ao mesmo tempo também me atraem os temas líquidos, como este. Espaço abundante. Texto bem distribuído. Fontes fáceis de ler. Isso me transmite uma sensação de simplicidade e sofisticação que interagem, ambas tendo espaço suficiente para si mesmas.

Esse assunto me veio à cabeça porquê encontrei no Flickr, há pouco, uma imagem enviada por um usuário, descrevendo o que, segundo informa seu rodapé, seria a sua nova interface. Nada de grandes modificações, aparentemente. O máximo que pude perceber foram cores diferentes para os sponsored links, no topo, e anúncios preenchendo toda a região à direita da tela. No mais, o Google me pareceu, mesmo com essa presumida nova roupagem, tão simples quanto sempre foi, desde que eu o conheço.

Ao olhar para a imagem, me lembrei do Yahoo. Com sua bela interface, os ícones nos lugares corretos, o sistema de navegação — novamente simples e sofisticado — que transmite uma beleza pra quem o vê, que contrasta com caixas azuis, todas posicionadas como se o lugar mais correto para elas sempre tivesse sido esse. Uma interface mais complexa que a do Google, certamente. Mas igualmente funcional. Acho que esta é a palavra-chave: Funcionalidade.

Talvez não importe, necessariamente, se a interface é mais simples ou mais sofisticada. O Google é mais simples, sim, mas é assim que deve ser. O Yahoo!, cheio de detalhes marcantes, também deve ser assim. E esses dois sites, através de seus designs, nos passam uma lição: O importante, me parece, além de um conteúdo interessante e atualizado, é fazer com que seu site possua as ferramentas que o usuário gostaria de encontrar, no lugar onde elas devem estar. Como se ele, ao ingressar pela primeira vez naquele local, tivesse a sensação de já o conhecer por anos. Simples, assim.

Nem tão del.icio.us assim?

A notícia de que o del.icio.us implementou um novo sistema chamado Tags for two foi recebida pela comunidade com uma certa desconfiança. A idéia é ótima: Você está navegando por um determinado site, vê um conteúdo interessante e resolve compartilhá-lo com aquele seu amigo que também tem uma conta no site.

Para que você possa fazer isso, o processo agora é bastante simples: Basta cadastrar o link no del.icio.us normalmente, adicionar suas tags e, além delas, uma tag especial, no formato “for:username”. Isso fará com que o link seja adicionado também à conta do usuário em questão, como no processo de encaminhar uma mensagem para alguém, via e-mail. Se você deseja verificar quais são os itens que lhe foram enviados por seus contatos, o processo também não é complexo. Basta que você se dirija ao endereço http://del.icio.us/for/. O sistema irá redirecioná-lo automaticamente para sua própria página, que outras pessoas não serão capazes de ver.

A desconfiança que mencionei se deve à um velho conhecido de quem usa a internet há pelo menos 24 horas: O spam. Esse mal, dada a abertura que o del.icio.us agora fornece através de sua nova tag, pode começar a assolar usuários. Já imagino spiders fazendo o trabalho (sujo) de incluir em nossos bookmarks links que nós não autorizamos. Se os administradores do site não fizerem nada a esse respeito, já imagino que a popularidade do serviço possa despencar. O que seria, convenhamos, uma pena.

Aba, pra quê te quero?

Quem, como eu, também se utiliza do melhor navegador da face da Terra, sabe como é impossível navegar pela Internet sem o uso de abas. Independente da grande discussão em torno de quem foi o primeiro navegador a implementá-las como auxílio à navegação — sabemos que não foi o Firefox, e tem gente que se divide entre o Opera, o Safari e o NetCaptor —, essas pequenas assistentes tornam minha navegação muito mais rápida e prática.

Voltando ao Firefox, vamos entender as funcionalidades padrão das abas, também chamadas de tabs. Você quer abrir um link do Firefox em uma nova aba? Segure a tecla CTRL enquanto clica e pronto. Mas há também a forma que eu prefiro, neste caso: Usar o botão do meio do mouse. Sem mencionar que o browser da raposinha permite criar bookmarks de várias abas ao mesmo tempo. Para isso basta utilizar o atalho CTRL+D e selecionar a opção Criar pasta com favoritos de todas as abas. Mais prático que isso, impossível, vocês me dirão.

Mas esperem: A coisa não pára por aí. O Firefox, como alguns de vocês, pelo menos, devem saber, conta com as extensões: Pequenos programas desenvolvidos por terceiros que fazem com que a experiência de navegação se torne ainda melhor. E é claro, existem extensões para melhorar a experiência com as abas, também.

Eis o ponto onde queria chegar. Há pelo menos duas extensões inseparáveis do meu Firefox, quando o assunto é aba. A primeira delas é a miniT, uma extensão que adiciona ao navegador a possibilidade de arrastar e soltar as abas na posição em que se deseja. Ela possui um indicador visual para facilitar a vida de quem deseja saber a posição exata na qual se deve soltar uma determinada aba. Clique sobre uma aba qualquer, arraste e reposicione, simples assim. Para mim, que abro dezenas de links dentro da mesma janela do Firefox, é uma verdadeira mão na roda. Organizo os sites que estou lendo, ou pesquisando, num piscar de olhos.

Descoberta por mim mais recentemente, minha segunda extensão inseparável tem um nome mais bodoso: Chama-se Super DragAndGo. Esta veio para ajudar aquele surfista da web que quer as coisas de uma forma mais prática. Com ela, não é preciso nem soltar o botão do mouse para se abrir novas abas. Basta clicar sobre um link e arrastá-lo para baixo para que ele se abra numa aba debaixo da atual. Clicando sobre o mesmo link e arrastando-o para cima, ele se abre numa aba acima da atual, colocando todas as demais abaixo.

Aprovo 100% ambas as extensões. De quebra, a Super DragAndGo ainda vem com um brinde: Para agilizar o download de uma imagem, basta clicar sobre ela e arrastá-la para uma região vazia da tela. Por definição o gerenciador de downloads do Firefox aparecerá e sua imagem será salva em pouquíssimo tempo. Digam a verdade: como viver tanto tempo sem essas duas facilidades?

Vício Digital

Lá pelos idos de 1996, quando eu ainda usava as redes de IRC para me comunicar com todas as pessoas que eu conhecia no mundo virtual — especialmente aquela que mais tarde viria a se tornar a minha namorada, noiva, esposa e mãe do Alexandre —, largar do computador já era, para mim, uma das atitudes mais difíceis de se providenciar. Me lembro das inúmeras vezes em que meus pais me chamavam para almoçar ou jantar, e ainda assim, levava um belo de um tempo até que eu resolvesse atender às incessantes súplicas da família para que pudéssemos ter uma refeição em conjunto. Isso só pra citar um exemplo.

Hoje em dia continuo passando um bom tempo conectado, realizando uma ou outra atividade. Blogar, por exemplo, que considero ser uma terapia, me ocupa boas horas a fio, pois me alivia a mente e me faz esquecer de todos os problemas: A diferença é que hoje consigo administrar meu tempo on-lie de maneira mais controlada. Em 1996, por exemplo, eu não tinha um emprego de tempo integral fixo, nem tanta idade quanto agora. As coisas eram mais fáceis e os interesses eram outros.

Mas há aqueles viciados de carteirinha, que se entregam à Internet como alguém que se entrega à uma garrafa de bebida, ou ao fumo. Algumas pessoas chegam a ter sintomas clínicos devido ao vício que cultivam: depressão, estresse, angústia, e uma série de outros males assolam tais pessoas. As crianças sofrem mais com tais problemas, pois há casos e casos de estudantes que largam seus deveres e estudos para se dedicarem à algum jogo on-line, ou mesmo à blogs. Na China, por exemplo, o governo já classificou tais acontecimentos como uma ameaça.

Tanto é verdade que os chineses desenvolveram um tratamento de recuperação para viciados em Internet. A finalidade é justamente ajudar os viciados, sobretudo os mais jovens:

(…) as formas de medicação variam, de acupuntura, meditação, esportes e terapia até choques elétricos nos casos mais graves.

Como eu disse antes, ainda bem que hoje em dia eu modero meu tempo de conexão. Ainda bem, também, que moro no Brasil. Esse tratamento chinês me faz ter dó só de pensar em quem estiver mesmo apegado ao mundo digital. E os médicos chineses ainda acreditam que o tratamento contra o vicío de Internet é uma tendência que deve se espalhar rápido pelos demais países. Santa tortura chinesa!