Descobertas Musicais

Vez por outra, ainda que a popularidade crescente do del.icio.us o torne desinteressante, ainda é possível encontrarmos através do serviço de bookmarks alguma coisa que valha à pena ser citada. Uma dessas coisas, baseada num conceito muito, mas muito simples, é o Musicovery.

Ao acessar o Musicovery, o internauta se depara com um site cujo fundo é quase que inteiramente branco, à exceção de uma interface à esquerda, que chega a lembrar, por sinal, o painel de um iPod. Neste painel, listados um após o outro, estão diversos estilos de música que podem ser selecionados: Com apenas um clique, então, qualquer um pode em segundos ouvir suas músicas favoritas, sejam elas rap, reggae, música eletrônica, jazz, rock ou dance, entre outras.

Duas coisas me chamam a atenção em meio a esta simplicidade toda: Ao clicar sobre um estilo, nos é apresentado uma espécie de mapa musical, onde cada música ouvida nos leva, em seguida, à outra. Você também é livre para clicar em qualquer música que vir no mapa, usando para navegação o seu mouse e as barras de rolagem da janela, é verdade. Assim sendo, pode tanto aceitar as sugestões baseadas no estilo, quanto montar sua própria seleção.

A segunda coisa que me chamou a atenção foi o chamado ambience, ou seja, o meio musical desejado: Ao movimentar o seletor horizontalmente, com o mouse, entre dark e positif as músicas reproduzidas obedecem a tal critério, sendo mais sombrias ou mais alegres/positivas. Também se pode usar o seletor na vertical e escolher algo entre energique e calme, ou seja, o serviço se ajusta ao seu humor do momento.

Eu sei que há diversos serviços on-line que já se prestam a servirem como verdadeiras jukeboxes. No entanto, o conceito por trás do Musicovery é o que mais vale: Simplicidade. Completa ao notarmos, aliás, os controles que complementam sua interface: Usuários de todos os gostos adorarão poder escolher a época em que as músicas que escolherem fizeram sucesso, bem como se elas eram sucessos ou músicas pouco menos conhecidas. De qualquer forma, ainda que não se torne um de seus favoritos, recomendo pelo menos uma visitinha ao site deles.

Escritórios On-line

Os que me acompanham há mais tempo provavelmente se lembrem de quando eu comentei sobre um editor de textos chamado Writely, 100% desenvolvido com a utilização de tecnologia AJAX. Com características que o faziam similar a um Wiki — site colaborativo onde todos podem contribuir com conteúdo —, outro grande diferencial da ferramenta era que, além de ser totalmente on-line, ainda permitia a seus usuários que importassem conteúdo do Word, da Microsoft, além de salvá-lo de volta em suas próprias áreas de trabalho.

Mais do que isso, chamou a atenção por ser uma das prim eiras iniciativas rumo ao que podemos chamar de web office, uma tendência pela qual os aplicativos comuns de utilização em nossos trabalhos e escritórios — como planilhas eletrônicas, softwares geradores de apresentações corporativas e, é claro, os processadores como o Writely — passarão, algum dia, a ser 100% acessíveis através dos nossos navegadores favoritos, em meio a sessões de navegação na Internet.

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The Bandwidth Bandit

Vira e mexe, navegando pela Internet, a gente se depara com um ou outro site que está temporariamente fora do ar devido ao famigerado erro HTTP 509, Bandwidth Limit Exceeded, que, em outras palavras, indica que o consumo de banda contratado pelo responsável pelo site foi excedido naquele mês: Uma foto mais pesada ou vídeo hospedado no site, que eventualmente se tornaram mais populares, recebendo centenas ou milhares de visitas diárias — ou até mesmo um aumento significativo no número de visitas de uma hora pra outra — podem todas ser razões para que isso aconteça.

Eu, dono deste humilde site, nunca me preocupei com isso, no entanto, pois minha bandwidth nunca sequer chegou perto da metade, quem dirá de seu limite final. Pelo menos até agora. Ocorre que, durante esta semana, comecei a receber e-mails automáticos vindos de meu servidor, me avisando que o consumo de banda já havia ultrapassado os 80% para este mês. Sem entender direito os motivos pra que isso ocorresse, repentinamente, e atolado de serviço até a tampa, não tive como dar atenção ao fato. Resultando destes fatores, ontem, sexta-feira, meu site chegou a ser bloqueado por algumas horas devido justamente ao problema citado anteriormente.

Emergencialmente, pedi a meu provedor que duplicasse meu limite mensal de banda, o que fez com que o site voltasse ao ar, me permitindo então diagnosticar 52% de uso da banda total, já após o upgrade solicitado por mim. Comecei então uma busca sem muitas pistas, na esperança de identificar o que poderia estar causando este problema de uma hora pra outra. Cheguei mesmo a culpar o excelente Bad Behaviour, plugin do WordPress que auxilia no combate a spam, pelo problema, visto que eu acabo de atualizá-lo para a última versão. No entanto, desabilitado o plugin, fiquei pasmo mais uma vez: De ontem pra hoje, meus 52% de consumo se tornaram 55%.

O primeiro pensamento que me ocorreu quando vi este salto assustador foi que alienígenas estão abduzindo — ou melhor, consumindo — toda a minha banda contratada. Mas, como tais coisas só existem em seriados como Arquivo X, precisei procurar outras explicações. Descobri que boa parte do consumo de minha banda mensal este mês se deveu a visitas de spiders, aqueles programas que são utilizados pelos sites de busca para indexação do seu site. Particularmente, o maior problema se refere a um tal Googlebot. Em resumo, parece que o Google está se revelando um belo de um ladrão de banda. Em relação ao mês passado, a banda do meu site consumida pelo bot deles cresceu surpreendentes 687%, como é possível perceber pela imagem abaixo:

Fazendo uma busca rápida, notei algumas reclamações de pessoas que afirmam que o Googlebot tem atingido muito duramente, nestes últimos tempos, páginas dinâmicas geradas em PHP, como é o caso de 99% do conteúdo no meu site. O que fiz, após esta triste constatação, foi tomar algumas providências. A primeira delas foi providenciar um arquivo robots.txt para o site, de forma a bloquear o acesso de spiders, inclusive a do Google, a partes do site que eu não quero que sejam indexadas. Também configurei, para este arquivo, o parâmetro Crawl-delay, em 60 segundos, de forma a evitar que a indexação ocorra muito rapidamente.

Adicionalmente, verifiquei todos os erros HTTP 404 do site, eliminando alguns arquivos obsoletos e até inexistentes para que parassem de consumir banda. Estou também pensando em adotar um tema mais leve para o blog, embora eu acredite que isso, neste instante, não seja realmente necessário, pois o consumo de banda gerado por visitantes de carne e osso está dentro da média que sempre observei por aqui.

Agora vou observar o que acontece novamente. Não sou expert neste tipo de assunto e, caso alguém possa me dar mais alguma dica, ficaria imensamente grato. à parcela geek que lê este meu site, fica aqui, realmente registrado, um pedido expresso de socorro. Dupliquei meu limite de banda, é verdade, mas não posso arcar com este tipo de coisa sempre. Não quero me tornar refém de spiders de sites de busca. Mas para o meu bolso, tal atentado, caso se torne uma constante, será tão grave quanto os atentados criminosos que pararam São Paulo na semana que passou. Help, anyone?

ScanR?

É extremamente comum, durante o meu trabalho, que eu me engaje em uma ou outra discussão sobre os mais variados assuntos. Como nos é exigida, o tempo inteiro, a capacidade de realizarmos brainstorms, o mais comum é que comecemos a fazer anotações, quer em folhas de caderno, flip charts ou nos quadros brancos das salas de reunião da empresa. Independentemente de onde anotamos nossas idéias, no entanto, um problema em comum sempre aparece: O retrabalho.

É que as idéias, descritas em papel ou em quadros, precisam ser transportadas para o computador, ou seja: Aquilo que foi obtido manualmente precisa ser transformado em um produto digital, para que apenas a partir de tal ponto seja aproveitado em um documento, planilha ou apresentação. Como acredito que usar o computador diretamente nas discussões atrasa o processo de brainstorm, a brincadeira mais comum que presencio quando uma reunião acaba é alguém perguntando se dá pra tirar uma foto do flip chart ou do quadro branco, para aproveitamento direto em meio digital. Apesar de causar muitas risadas do pessoal em geral, tal pergunta parece ter ganho uma resposta à altura.

Digo isso por conta de um serviço que descobri, chamado ScanR. Seus desenvolvedores são capazes de lhe enviar por e-mail um documento legível em formato PDF — gerado através de processamento de imagens e de alta tecnologia em extração de dados — com o conteúdo de qualquer imagem gerada através de câmera digital, mesmo aquela que está embutida em seu telefone celular, desde que ela possua pelo menos 1 Megapixel de resolução.

Sendo assim, se eu fizer uma discussão e dela sair um quadro branco lotado de anotações, me parece que meu único trabalho será realmente levar à cabo a brincadeira que tanto fazemos na empresa, e tirar uma foto do que tivermos anotado. Enviando o resultado para o serviço através de e-mail, tenho apenas que esperar entre 1 e 5 minutos antes de olhar minha caixa de entrada e recuperar um documento PDF. O ScanR é gratuito mas, embora seus criadores digam que o serviço sempre terá uma versão neste formato, não me espantaria que, muito em breve, passasse a ser um serviço pago, ainda mais se a qualidade final for realmente próxima da que eles anunciam. Devo fazer um teste e lhes direi o que descobri.

CoComment

Tem havido muito burburinho na web recentemente por conta de um serviço recém-chegado, chamado CoComment. A inquietação se faz presente porquê o tal serviço responde a uma necessidade bastante antiga não apenas minha, mas de muita gente por aí, que também possui um weblog: Rastrear comentários próprios, feitos em outros sites da internet.

Afinal de contas, se você possui um blog, não é preciso que eu diga o quanto é chato ficar tentando se lembrar, horas ou até mesmo dias depois de ter deixado um comentário interessante internet afora, onde foi exatamente que você fez isso. O CoComment se propõe a fazer este trabalho por você, concentrando, em uma única página que levará seu nome de usuário como identificação, todos os comentários que você tiver deixado em sites alheios, bem como as continuações, ou seja, comentários deixados por outras pessoas nestes outros sites.

A idéia parece interessante. E, realmente, há muita gente que gostaria de manter um histórico de seus próprios comentários para referência futura. Eu mesmo criei uma conta por lá, e aproveitei para, enquanto visitava a web afora, cadastrar alguns comentários no serviço. Você não precisa deixar de comentar no próprio blog que visita, mas precisa, sim, instalar um atalho em seus favoritos — chamado, na verdade, bookmarklet — para ativar o CoComment que, aliás, também tem seu desenvolvimento feito em AJAX, como muitos serviços que têm surgido recentemente na grande rede.

Visitou um site? Deixou um comentário? Escreva o texto normalmente, mas, antes de clicar para enviá-lo, clique no bookmarklet do CoComment e aguarde até que ele salve o comentário em sua página centralizada e depois submeta o que você escreveu ao blog original. Tudo muito simples — e rápido. Talvez o maior trunfo do serviço, por sinal.

Mas há pelo menos uma falha neste processo: Ele não armazena seus trackbacks, ou seja, comentários que você faz em seu próprio blog a respeito de posts que encontra em outros blogs. E ontem mesmo, deixei um comentário no blog de um amigo, e me esqueci de clicar no bookmarlet. Resultado? Não salvei meu comentário, operação para a qual, aliás, não existe undo. Ou seja, perdi o histórico. Isso se deve ao fato de deixar o processo nas mãos de seres humanos, sujeitos a falhas. O que se faz necessário é o aparecimento de uma ferramenta que dispense a necessidade de clicar o tal bookmarklet, tal como o script GreaseMonkey que é sugerido pelo Neto Cury no Portal WordPress, ou qualquer coisa similar.

No fundo, aliás, por mais que o CoComment me chame a atenção, não sei o quanto me agrada registrar meus próprios comentários, feitos em outros sites, em uma página externa. Acredito que, com o passar do tempo, alguma mente brilhante vá pensar em uma solução — talvez um plugin — para que meus registros fiquem gravados em minha própria base de dados. E eu acho que, com todo este frisson recente em torno do serviço, tal funcionalidade não deve demorar a aparecer no próprio WordPress, para minha tranq¼ilidade…

NewsAlloy

Já tem bastante tempo que uso como agregador RSS o Bloglines, e, sinceramente, fica até complicado pensar em um substituto pra ele. Mas eu vivo procurando. Não se trata de insatisfação, pois o serviço é excelente. Digamos apenas que eu não consigo viver sem uma novidade, e sempre procurei algo que me surpreendesse nessa área, embora até hoje isso tenha sido bastante difícil.

Até hoje. Há quase duas semanas atrás, enquanto navegava pela internet, encontrei um site que também oferece agregação de conteúdo diretamente pela web, o que, em termos de acessibilidade, é uma mão-na-roda pra quem vive mudando de computador, ou vive em trânsito de casa pro trabalho, do trabalho pra escola, ou de qualquer lugar para qualquer outro. Trata-se do NewsAlloy.

O que tem o NewsAlloy de tão diferente? Bom, começo logo por uma das coisas que mais me deixam empolgado na web ultimamente: O serviço é 100% desenvolvido em AJAX, uma tecnologia de ponta que permite o desenvolvimento de aplicações web que não ficam devendo em nada, muitas vezes, para qualquer programa que você rode diretamente no seu computador. Só por este “pequeno detalhe“, já é possível afirmar sem medo que o acesso ao conteúdo de seus feeds é bem mais rápido, isso porquê não é preciso esperar a página recarregar a cada clique de mouse que se dá.

Além disso, o NewsAlloy é organizado como um programa de e-mail. Quando você visualiza a interface do serviço, sente-se logo como alguém que abriu o Thunderbird ou o Outlook. Há, do lado esquerdo, opções que o levarão ao seu Inbox, contendo os últimos itens atualizados de seus feeds, ao Archive, onde tudo pode ser armazenado para referência futura, sem que nunca seja perdido, além da lixeira (Trash) e de uma localidade especial, onde podem ser recuperados os itens marcados para leitura posterior (Pinned).

Talvez algumas pessoas achem que o NewsAlloy não valha a pena, pois ainda está em desenvolvimento. Eu, por outro lado, considero isso como uma oportunidade de ver um número cada vez maior de novidades surgirem no serviço. Além de marcar itens para ler mais tarde, tal qual marcamos e-mails no GMail com suas estrelas, há pelo menos duas outras coisas que já me chamam a atenção logo de cara: É possível associar a cada item lido uma ou mais tags, etiquetas para identificação e classificação de conteúdo, tal como as que existem em serviços como o del.icio.us ou Flickr. Esta funcionalidade permite, por exemplo, que se arraste um item do diretório de feeds para uma de suas pastas já existentes, tornando o processo de assinatura algo bem simples.

A segunda coisa — e última sobre a qual falarei neste meu pequeno relato a respeito do NewsAlloy — é que seu sistema de navegação é bastante interessante. Do lado direito da tela é possível encontrar atalhos para as principais funcionalidades básicas de um leitor de feeds RSS, muitas das quais, à mão no serviço, também o tornam melhor do que o Bloglines minha opinião. E como se isso já não bastasse, ainda é possível, abaixo de cada item apresentado na tela, encontrar um menu que integra o agregador em AJAX a serviços como os já citados Technorati e del.icio.us, o digg e o Google Blog Search.

Parece realmente que dentro em breve estarei deixando de lado o Bloglines. Se o desenvolvimento do NewsAlloy continuar como está, não terei motivos para não trocar de favorito. Mesmo um dos outros atrativos — até então — únicos do serviço mais antigo, a possibilidade de verificar quantas pessoas estão assinando o feed do seu blog, existe no leitor em AJAX. Mas comentar a respeito seria falar de mais uma das funcionalidades do NewsAlloy, e estas, eu quero que vocês descubram e me digam suas opiniões a respeito depois…

Portal WordPress

O mais novo endereço para quem precisa de ajuda com uma das mais populares ferramentas para criação de weblogs do mundo já está disponível, com duas facilidades a mais: Além de estar 100% em português, a ajuda vem principalmente da mente genial de meu amigo catanduvense Neto Cury que, depois de ajudar na criação de belas iniciativas como o WordPress Brasil e a lista de discussão de mesmo nome, tem tudo para arrebentar neste novo desafio.

Com fórum de suporte, notícias sobre plugins e temas, além de mais uma série de informações importantes, o Portal WordPress é parada obrigatória pra você que está iniciando na ferramenta, ou pra você que, mesmo com certa vivência, está procurando aquela dica diferenciada. A mim, só resta cumprimentar meu amigo Neto Cury mais uma vez pela iniciativa, e dizer que pode contar comigo pra qualquer ajuda que precisar.

Redes Ocultas

E já que meu último post foi relacionado à redes de trocas de arquivos P2P, nada melhor do que emendar um texto relacionado, ainda mais se ele também tiver alguma relação com o melhor navegador web do mundo, não é mesmo? As coisas tendem a ficar ainda melhores do que já são no mundo da Raposa de Fogo, se uma extensão chamada Allpeers realmente se tornar realidade.

A extensão, divulgada em website próprio, segundo seus desenvolvedores, será capaz de proporcionar aos usuários do Firefox a melhor coisa que já viram desde o próprio navegador. Para isso, quem a instalar passará a contar com um cliente de troca de arquivos P2P completo, que poderá ser ativado e transformado numa barra lateral, de onde um tab separado do navegador poderá ser usado para troca de arquivos, enquanto se visita outros sites.

O mais legal sobre o Allpeers — que contará com conexão à rede BitTorrent para viabilizar as trocas de arquivos — é que ele parece que será orientado à redes privadas de trocas de arquivo. Apenas os usuários que você autorizar verão seus arquivos, e eles podem ser organizados em grupos como Amigos, Trabalho, e assim por diante. Quando alguém na sua rede de amigos obtiver um novo arquivo, todos na mesma rede — e que estejam usando a extensão — serão devidamente notificados.

Usar o próprio navegador para realizar trocas de arquivos parece ser uma sensação maravilhosa. Tanto que me faz coçar os dedos, esperando por um lançamento oficial da coisa toda, pra que eu possa ver efetivamente como funciona. Uma coisa é certa: A melhor coisa que pode haver no Firefox, como dizem os próprios desenvolvedores, pode também ser a pior para aqueles que combatem trocas de arquivos neste meio: Se as redes serão privadas, não dependendo de um servidor central para existirem, então não haverá como a RIAA, ou outras entidades similares, fazerem absolutamente nada. Fecha-se o Grokster ou até mesmo tenta-se fechar o KaZaA. Mas quem fecharia as redes ocultas?

Licença para Trocar

Os deputados franceses estão apoiando a aprovação de uma lei que pode mudar totalmente um conceito que está cada vez mais em prática atualmente: o de que as pessoas tenham que pagar para ter acesso à mídias, como música ou vídeos on-line. Na França, fala-se atualmente de um plano para legalizar as redes de trocas de arquivo P2P ââ?¬â?? tão combatidas por diversas organizações, como a RIAA, americana, por exemplo ââ?¬â??, ao mesmo tempo em que seria iniciada uma cobrança de royalties para acessar a Internet, como uma forma de compensar os detentores de direitos autorais sobre os diversos conteúdos.

Os royalties, neste caso, seriam incluídos no preço da assinatura mensal do provedor de acesso à Internet das pessoas. Enquanto isso, a troca particular de arquivos entre as pessoas seria legalizada através de uma licença apropriada, desde que uma taxa mensal de €5 fosse paga. Trata-se do desejo de alguns especialistas ââ?¬â?? não apenas franceses ââ?¬â?? de diluir o custo que é pago por se acessar mídia on-line em hardware ââ?¬â?? como os gravadores de CD ââ?¬â?? ou em conexões à Internet, que tornam a operação possível.

Na França, um grupo chamado Sacrem, que controla royalties, passaria a ser responsável por coletar fundos entre os provedores de acesso, repassando o que fosse coletado aos artistas e gravadoras, que deixariam então de obter seus lucros da venda direta aos consumidores, ficando atrelados à este novo modelo. Se o governo cobrasse uma taxa por conta própria e repassasse ele próprio os valores, os especialistas dizem, seria ainda melhor. Modelos como esse, segundo li, podem ser aplicados em diversos países, inclusive o Brasil.

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y.ah.oo!

Quem é que não conhece o del.icio.us, o site que se tornou febre entre muitos usuários da web, por ser, verdadeiramente, o primeiro a introduzir o conceito de social bookmarking, posteriormente copiado por dezenas de sites que começaram a pipocar na Internet? Com o serviço, rápido, objetivo e — o mais importante — gratuito, é possível acessar seus bookmarks (ou favoritos) de qualquer computador com acesso à grande rede. Acrescente a isso o fato de que você pode relacionar uma ou várias tags a cada um dos endereços que salva, compartilhando os seus endereços e os de milhares de usuários do mesmo serviço e pronto: Pesquisa instantânea na mão, você nunca mais perde um endereço de vista, e ainda consegue dicas de centenas de milhares de outros, que pode copiar.

Mas não é que o Yahoo arrematou a pequena start-up de Nova Iorque? Primeiro vi a notícia na Wired, dando conta de que a empresa de Sunnyvale, na Califórnia, tinha fechado o negócio, devorando o del.icio.us – por uma quantia, aliás, que, segundo o site, nem chegou a abalar os cofres da empresa, embora não se divulguem os números exatos e estes devam permanecer em segredo ad eternum. Depois, resolvi ir direto à fonte e descobri, no blog do del.icio.us, uma confirmação: Eles realmente fecharam o negócio.

Assim sendo, o del.icio.us agora é Yahoo. Mas uma coisa é certa: Sua base de 300 mil usuários, até o momento, poderá continuar contando com a mesma funcionalidade de sempre. A exemplo das aquisições anteriores da empresa — o Flickr e o Upcoming.org, site de planejamento de eventos —, nada se altera inicialmente.

Me surpreendi com o movimento do Yahoo. Mas não é de todo surpreendente, o fato, afinal. Num mundo em que competir com o Google, a Microsoft e outros gigantes é cada dia mais necessário, nada como um toque de sites sociais para acrescentar um tempero à coisa. Resta saber se, mantidas as funções vitais do del.icio.us, novidades virão. Mas acho que isso é óbvio, certo?

Anti-Vírus: A Bola da Vez

Parece, efetivamente, que eu nunca precisarei me preocupar em parar de escrever sobre o Google. Isso porquê, vira e mexe, a empresa resolve apostar em alguma novidade, fazendo usuários do mundo inteiro vibrarem, e seus concorrentes, por assim dizer, tremerem. Acabo de ler algumas notícias que dizem respeito à estréia de um anti-vírus para proteção das mensagens dos usuários do GMail. Aparentemente a novidade é apenas para a versão em inglês do serviço, já que eu ainda não notei qualquer diferença na interface em português.

Enquanto alguns outros serviços muito bons já oferecem este recurso há tempos, há pelo menos um motivo bem interessante para comentar a notícia: Justamente as empresas que vivem da fabricação de anti-vírus e o medo de que o Google resolva pular de sua plataforma web, não apenas verificando mensagens de e-mail, mas também qualquer outro arquivo, com uma solução desktop própria.

Há uma razão bem simples para que o Google, se assim o quisesse, voltasse suas atenções também para o mercado de anti-vírus: Trata-se de uma ferramenta indispensável para qualquer usuário moderno de computador. Em conjunto com um bom anti-spyware e um firewall — dois tipos de programa, aliás, que o Google, se realmente criasse um anti-vírus gratuito, poderia desenvolver logo em seguida — forma o kit básico essencial para navegação segura pela Internet. Não há usuário que eu conheça que não tenha instalado em sua máquina um programa para detecção de vírus.

Gigantes do ramo de proteção anti-vírus, como a Symantec, nunca se preocuparam — pelo menos acredito eu — com grupos de usuários baixando soluções gratuitas para proteção de suas máquinas: Embora o AVG e o Avast estejam há bastante tempo disponíveis, seu alcance não é grande. O primeiro deles é a solução que uso e recomendo para meus amigos, mas muitos deles, justamente, só souberam do programa por mim. Não há tanto alcance destas empresas dentro do mercado, portanto.

Mas o Google, lançar um anti-vírus? Seria o sacrilégio para tais empresas. Com o alcance de todas as demais ferramentas da empresa aumentando diariamente e numa exponencial, é de se imaginar que, se não dominar o mercado, uma solução de detecção de vírus da empresa pelo menos conquistará uma bela fatia do mercado. Com interfaces simples e funcionais, todos os outros programas lançados por eles até agora têm garantido utilização por boa parcela de usuários. Com um anti-vírus, acredito eu, não seria diferente.

Mas além de bater de frente com grandes empresas do ramo de segurança, o Google também teria que enfrentar uma de suas mais antigas arqui-rivais: A Microsoft, que, esta semana, anunciou o lançamento de um programa anti-vírus, ainda em fase beta, é verdade, igualmente interessada no mercado. Trata-se do Windows OneCare Live, ferramenta que visa, segundo apurei, ajudar principalmente usuários iniciantes a manterem seus computadores seguros, livres de vírus e ameaças. O problema com o OneCare Live é que este será gratuito por tempo limitado. A Microsoft, era de se esperar, planeja cobrar uma taxa de inscrição pra quem quiser usá-lo, no futuro. Mesmo a versão on-line do produto, chamada Windows Live Safety Center beta, deverá ser paga, pelo visto.

De qualquer forma, acredito que possamos esperar grandes novidades neste setor, vindo muito rapidamente. A grande questão que gostaria de dividir com vocês, no entanto, é outra: Você trocaria sua solução anti-vírus atual por uma que fosse desenvolvida pelo Google ou pela Microsoft?

Gollum, conheça a Wikipedia

A velha disputa entre navegadores web talvez nunca chegue a um fim. Seja o famigerado Internet ExplorerÃ? ou o cada vez mais utilizado Firefox, todos eles, passando pelo Opera, inclusive, possuem legiões de fãs, cada qual com argumentos mais convincentes do que o outro para arrebanhar novos seguidores para suas causas. Mas e se os navegadores não fossem apenas dedicados à Internet em geral, mas sim passassem a atender necessidades específicas?

É de uma necessidade específica queÃ? acaba de surgirÃ? um navegador — de nome peculiar, é verdade —, cuja principal finalidade, inicialmente, era ajudar a filha do programador alemão Harald Hanek, seuÃ? criador,Ã? a navegar por um dos sites mais populares do planeta: A Wikipedia.

Batizado por Haral de GollumÃ? (sim, como o personagem clássico de J.R.R. Tolkien), o navegador lembra as interfaces de cada um dos programas que citei acima, porém com uma diferença: Serve para que a pessoa, ao utilizá-lo, possa experimentar uma sensação visual agradável ao navegar pelo conteúdo do site. O navegador funciona em uma janela à parte e o desenvolvedor tem planos futuros para disponibilizar uma interface auto-executável, que poderá ser baixada diretamente de seu site.

O Gollum é mais um exemplo de tecnologia desenvolvida com AJAX, uma combinação de PHPÃ? e Javascript que se aproveita de requisições XMLHttp para trabalhar. Como pode ser adaptado à diversas aplicações, uma das coisas que imagino é que possa ser utilizado, na web, como um plugin para o WordPress. Talvez não leve muito tempo para que seja desenvolvido, afinal. Enquanto isso, resolvi contribuir com o projeto e fiz a tradução para o português brasileiro da interface do navegador. Confiram, vale à pena.

Auto-ajuda virtual

Uma das reportagens veiculadas no Fantástico desta última semana se referia a um tratamento para pessoas que se revelam viciadas em Internet. Pessoalmente, por mais que eu acredite que quando as pessoas não têm total auto-controle sobre si mesmas, podem realmente se viciar, passando horas on-line jogando ou navegando desenfreadamente na web, não creio que o método correto para tratar do problema seja a aplicação de choques elétricos de 30 volts, mesmo que sejam em pontos de acupuntura.

Os sintomas destas pessoas, que incluem insônia, depressão, pânico e agressividade, são tratados assim mesmo pelo governo chinês, que, além disso, ministra aos pacientes coquetéis de antidepressivos e remédios herbais. O processo promete cura em 85% dos casos mas, já que uma das entrevistadas da reportagem, após dez dias de tratamento, não tirou um jogo no qual é viciada da cabeça, é algo do que se pode duvidar.

Paradoxalmente, enquanto o uso do computador pode causar depressão, também pode ajudar a reduzi-la. Pelo menos é o que tenta mostrar um estudo britânico, que comprovou que as sessões de terapia na web são tão boas quanto as convencionais, realizadas cara a cara com os psicólogos. Para se chegar à esta conclusão, 117 voluntários que sofrem de depressão leve ou moderada aceitaram participar de um tratamento em que utilizaram um programa de computador de auto-ajuda e um grupo de discussão on-line, ou apenas o grupo em si.

O tratamento através do computador consiste em 89 páginas divididas em 5 módulos, que levam em média 8 semanas para se concluir. Enquanto 37% dos pacientes desistiu da experiência por considerá-la exigente demais, o restante deles, auxiliados pela auto-ajuda virtual, confessou notar uma melhora significativa em seu próprio bem-estar, qualidade de vida e controle da ansiedade. Na Inglaterra, onde o estudo ocorreu, há falta de profissionais qualificados para a psicologia. Assim sendo, é interessante notar que a técnica funciona, e que pode ser aplicada em outros lugares do mundo.

Na China, por exemplo, um usuário compulsivo da Internet poderia alcançar maior auto-controle caso notasse que está passando dos limites e imediatamente se utilizasse do tratamento britânico. Ou se o fizesse independente deste fato. Com orientação médica, é claro. Mas no final das contas, depende de cada um deixar ou não que os vícios dominem a própria vida. Certo? A batalha é dura, às vezes, mas necessária.

Já era tempo!

Faz um tempo considerável que eu estou nessa grande rede de computadores que é a Internet. Tempo suficiente pra dizer que eu assisti à padronização — ainda que em termos — de um dos serviços mais populares entre seus usuários, o serviço de e-mail. Milhões de usuários e de empresas, através de seus programas de correio eletrônico, aprenderam que, quando se utiliza um único padrão — ainda que nesse caso sejam dois deles, o POP3 e o IMAP —, os ganhos são maiores do que as perdas. E é por isso que há mais de uma década todas estas pessoas têm recuperado suas mensagens dos seus servidores tranquilamente, através de um destes protocolos.

Quando mudamos o terreno e andamos pelas terras das trocas de mensagens instantâneas, a coisa muda um pouco de figura. Hoje dominado de longe pela America OnLine, com seus AIM e ICQ — este último adquirido da Mirabilis, empresa israelita que o criou em novembro de 1996 —, o mercado de instant messaging tem outros heavy players. Que o diga a Microsoft, que, sozinha, através de seu MSN, arrebanhou vários dos usuários da própria America OnLine para seu próprio serviço mensageiro.

A Microsoft, aliás, passou a contar com outros concorrentes em sua batalha para dominar este nicho de mercado, numa batalha contra ICQ e AIM. O Yahoo Messenger, do Yahoo, e o próprio Google Talk, lançado recentemente pelo Google, são grandes competidores seus. Todos, invariavelmente, aliás, implementam de uma maneira ou outra algum nível de possibilidade de utilização de VoIP, tecnologia que permite conversar através de voz como se estivéssemos em uma ligação telefônica, cujo principal destaque (ainda) é o Skype.

Quando o Google lançou seu próprio mensageiro, pregou sua universalização de protocolos, tal como acontece com o e-mail há tempos. Nesta linha, a empresa fez com que seu Google Talk fosse desenvolvido para compatibilidade com o protocolo XMPP, cujo principal representante ainda é o impopular Jabber, mas que conta com diversos outros programas o suportando. E é enquanto não se decide por uma universalização neste ramo que desenvolvedores tentam preencher as necessidades de quem tem muitas contas em vários destes serviços. O Miranda Instant Messenger e o Trillian são apenas dois dos exemplos de clientes multi-protocolo, para concentrar contatos de várias redes diferentes sob um único programa.

Mas é justamente a universalização que parece querer começar a sair do papel. E, ao contrário do que temos nos acostumado a ver, não terá sido por iniciativa do Google. Apesar de seu desejo neste sentido, serão Yahoo Messenger e MSN que permitirão a intercomunicação entre seus produtos.

A parceria anunciada hoje pelos dois serviços deverá começar a vigorar a partir de junho do ano que vem. Um usuário do MSN poderá conversar diretamente com um do Yahoo Messenger, e vice-versa, à partir de então. O acordo fará com que a base de usuários de ambos se torne quase tão grande quanto a da própria America OnLine, que não se sabe ainda se também abrirá sua própria rede.

A universalização, afinal de contas, não é uma má idéia: Se deu certo pros programas de e-mail, cá pra nós, descontadas as implicações comerciais de um acordo deste porte, é bom saber que gigantes do ramo estão tentando se entender. Quem sabe, num futuro bem próximo, cada pessoa possa finalmente se ater à seu mensageiro favorito, num mundo em que todos eles troquem mensagens, sejam elas de texto, vídeo ou de voz, através de uma única via de transmissão. Seria o fim, acredito eu, de mensageiros multi-protocolo como os que citei, mas a mudança ainda assim seria bem-vinda, no meu entender. Acho que a única briga nesse caso seria a da padronização dos famigerados emoticons. Mas esses, prefiro é desabilitados mesmo.

Os Centuriões e a HBO

Gosta de história antiga? Talvez, então, você já tenha ouvido falar dos centuriões, oficiais de infantaria romana que comandavam legiões de legionários nas batalhas que o império travava, àquela época. Mesmo que seu conhecimento histórico seja baixo, é improvável que você nunca os tenha visto, retratados nos grandes épicos Hollywoodianos, sejam eles versões modernas ou não. Comandando entre 60 e 150 pessoas, cada centurião podia andar à cavalo nas investidas do império, mas morria freq¼entemente em batalha, auxiliando seus comandados.

Batalha, aliás, é o que a HBO pretende levar adiante para proteger a sua parte do Império Romano. Obviamente estou falando da série produzida originalmente pelo canal, Roma. A série, que já estreiou nos Estados Unidos, tem seu início marcado para 9 de outubro nas telas brasileiras. Mas, como acontece, aliás, com diversos outros títulos televisivos, seus episódios estão circulando livremente pela Internet, através das redes P2P de troca de arquivo, principalmente através de arquivos torrent.



Se o canal tivesse centuriões à sua disposição, com certeza enviaria seus homens, juntamente com seus legionários e todos os outros homens que pudesse, numa tentativa de repreender a pirataria dos episódios da série que, de longe, é um dos maiores tesouros que produziu, e também uma das mais caras produções do canal e da história: Custou aos cofres da empresa um total de 60 milhões de dólares. Em compensação, a estréia americana da história, contada em 12 capítulos, atraiu mais de 3 milhões de telespectadores norte-americanos, garantindo sua renovação por pelo menos mais uma temporada.

Como legionários e a alta infantaria romana atualmente só podem ser vistos através de reconstituições televisivas ou cinematográficas, resta à HBO utilizar-se de meios mais práticos na defesa de seu patrimônio: Ela tem progressivamente dificultado a vida de internautas que buscam os episódios de sua série em tais programas de troca de arquivos, principalmente através da já velha conhecida tática de oferecer downloads falsos nessas redes. Este tipo de download é oferecido através de uma fonte falsa (chamada de “seed” no BitTorrent e similares), que leva a um loop constante de download, fazendo com que a obtenção de um episódio fique travada indefinidamente.

Pessoalmente eu já fui vítima de tais seeds falsos, baixando episódios de outra série muito famosa da TV americana, Lost. Posso comprovar, assim, que trata-se de um meio bastante efetivo de atrapalhar a vida de quem quer conseguir os episódios de maneira mais fácil. Como dizer que a efetividade do mecanismo é total seria um exagero, pelo menos iniciativas deste tipo dificultam a obtenção de material pirateado, fazendo com que, ao invés de horas, leve-se dias até que um único arquivo seja baixado da Internet.

Mas é claro que manter qualquer iniciativa contra a pirataria será sempre difícil. Enquanto HBO e companhia enchem a rede de arquivos falsos, usados como isca, programas como o Peer Guardian permitem justamente que você gerencie e combata listas de fontes inválidas em ambiente P2P. E, no final das contas, qualquer um pode tomar a iniciativa de organizar tais listas, tal como acontece hoje num ambiente muito mais conhecido, o dos programas de e-mail. Afinal de contas, informar listas de endereços de spammers é um serviço de utilidade pública. Por quê informar sobre seeds defeituosos não seria, não é verdade? E que legionários me decaptem se eu estiver sem razão.

Nada se cria…

…tudo se copia. Não era assim aquela velha máxima que eu sempre ouvi meus pais, parentes e amigos comentarem o tempo inteiro? Acho que era assim mesmo, a frase. E acho também que ela serve perfeitamente para o mundo da tecnologia, onde boas idéias geradas pelas empresas são sempre copiadas por suas concorrentes que, obviamente, tentam adicionar algum tipo de melhoria à idéia original. É assim que se gera, afinal de contas, a competitividade entre elas.

O lançamento do Google Blog Search, movimento na minha opinião deveras tardio por parte do Google, na tentativa de — finalmente — oferecer aos internautas um mecanismo para que pudessem buscar conteúdo nas páginas dos diários virtuais Internet afora, poderia ter sido mais bem estruturado. Se a gigante das buscas tivesse trabalhado um pouco mais na adição de recursos à sua ferramenta — o que ainda pode ocorrer, é claro, futuramente —, talvez o lançamento tivesse causado um pouco mais de frissom do que causou. Agora parece mesmo que eles terão que correr atrás de Technorati, PubSub e serviços similares, se quiserem marcar mais presença nesse campo.

Mas há mais gente de olho nesse mercado. Número dois no ramo de buscas, o Yahoo parece estar se lançando no ramo, preparando uma resposta que deve estar pronta já na semana que vem. Segundo consta, o novo mecanismo da empresa buscará blogs e conteúdo de feeds RSS, organizando, como seu rival, os resultados por data de publicação e relevância, mas também por popularidade.

Não há detalhes adicionais a respeito do lançamento, no entanto. Pode ser que o novo mecanismo de busca seja melhor que o do Google, mas pode também ser que não. Acho que o mais importante nesse caso seria perguntar aos próprios blogueiros — que, a meu ver, seriam os principais utilizadores de serviços do gênero — o que gostariam de ver em um mecanismo de busca especializado em blogs que ainda não está disponível. De qualquer forma, se o Yahoo se sair bem na empreitada — e se a história realmente se confirmar —, terá sido uma ótima chance de superar seu maior rival. Esperemos.