Google Gears: Offline é o novo online

E foi lançado esta semana mais um dos produtos Google: Trata-se do Google Gears, inicialmente disponibilizado em versão beta e apenas indicado para desenvolvedores. Segundo apurei, a novidade permitirá resolver uma das maiores preocupações de usuários de aplicações web: Como fazer para que os dados que eu armazeno online estejam disponíveis quando a conexão com a Internet que tenho é sofrível, ou mesmo inexistente?

A ferramenta, quando estiver disponível para usuários finais em ambientes produtivos, funcionará através de um plugin de navegadores como o Firefox, que permitirá   aplicativos web funcionarem offline através de interfaces de programação (APIs) em JavaScript. Do site da ferramenta, descobre-se que tipo de estrutura será disponibilizada:

  • Um servidor local que armazenará e disponibilizará os recursos da aplicação a ser utilizada (como HTML, JavaScript, imagens, etc.) sem que seja necessário contactar um servidor online;
  • Um banco de dados, para armazenamento e acesso de dados diretamente a partir do navegador que estiver em uso e;
  • Um pool de processos, para otimizar o tempo de resposta das aplicações web, através da realização de operações mais pesadas em background.

Meu comentário: Trata-se, a meu ver, de uma manobra muito agressiva do Google. Além de, com a flexibilidade que usuários comuns terão de trabalharem suas informações em qualquer lugar — online ou offline — abrirem portas para sua própria suíte de aplicativos de produtividade, disponibilizar o serviço para desenvolvedores fará com que possam ser agregadas melhorias que tornarão a coisa ainda mais atraente ao usuário final.

No momento, serviços como o Google Reader, já estão sendo disponibilizados em versões offline através do Gears e já há um acordo com a Adobe Systems para utilização do serviço em seus aplicativos. Com serviços de calendário, e-mail, processadores de texto e planilhas seguindo este rastro, pode ser que, afinal de contas, os aplicativos desktop comecem a se tornar coisas do passado.

A sedução do microblogging

Eu não sei quanto a vocês, mas além de todos os bons amigos que tenho on-line, também tenho dezenas de amigos com quem trabalho ou me relaciono mais diretamente que acessam este humilde site, nem que seja para obter notícias minhas. Já disse várias vezes antes o quanto eu acho que esta é uma das coisas mais gratificantes de se ter um blog: A pura e simples possibilidade de manter contato.

Destas dezenas de amigos, praticamente todos já ouviram de mim o mesmo convite, após um elogio sobre uma ou outra coisa que escrevo: “Tenta fazer um blog também, vai ser muito legal!“. No entanto, apenas 0,0000001% — se é que tudo isso, mesmo — destas pessoas já chegaram a tentar começar algo similar. Normalmente, eu ouço:

— Puxa, Daniel… É que eu não levo jeito pra escrever…

— Sabe o que é, cara? Eu não tenho tempo pra fazer um blog!

— Seria legal, se eu acessasse a internet mais freq¼ência…

Vejam que todas estas são justificativas que eu considero válidas, e que o número de razões que existem para que alguém não escreva um blog é tão grande quanto o número de motivos que existem para começar a escrever um. No entanto, percebi, nos últimos tempos, que pelo menos um tipo de blog está se tornando alvo do interesse entre meus amigos: Trata-se do microblog.

Tudo o que existe para se entender a respeito de microblogging pode ser explicado neste único parágrafo: Trata-se de uma espécie de blog em miniatura, onde os autores escrevem principalmente suas citações e pensamentos, mas em alguns casos também incluem links interessantes, fotos e vídeos. Normalmente, os posts são extremamente curtos, com até 140 caracteres de comprimento máximo.

danielsantos_jaiku.png


Enquanto se parece com os miniposts ou asides de um blog comum, a similaridade dos microblogs com as mensagens SMS dos celulares parece ser um dos fatores que mais arrebanham simpatizantes. Afinal de contas, não existe nada mais simples do que pegar seu celular e escrever meia dúzia de palavras para um amigo ou familiar próximo, e este parece ser o item que mais faz brilhar os olhos de alguns amigos meus que se renderam   prática.

Existem pelo menos dois serviços de microblogging que se destacam atualmente na grande rede: Um deles é o Twitter, criado em outubro de 2006 por uma empresa de São Francisco, Califórnia, chamada Obvious Corp. O outro é o Jaiku, que, embora esteja só agora ganhando maior projeção entre os internautas, foi fundado pelos finlandeses Jyri Engestr¶m e Petteri Kopone alguns meses antes de seu concorrente, em julho de 2006.

Ambos os serviços têm muito em comum — como a possibilidade de enviar posts através do celular em alguns países —, mas acredito que o fator social networking, em que você pode montar uma rede de amigos que têm interesse direto em ler suas atualizações on-line e comentá-las, se for o caso, é o mais interessante: Pela primeira vez em minha vida, comentando os microblogs com amigos, chamei os serviços que citei acima de Orkuts que, finalmente, têm uma finalidade muito interessante.

A liberdade associada a um microblog é muito grande: No meu microblog pessoal, por exemplo, comento com amigos sobre coisas de que gosto ou não, pequenos comportamentos que observo no dia-a-dia, séries e, é claro, também rebato os comentários deles.

Percebam que eu escolhi o Jaiku para minha aventura em microblogging, porquê ele — ao contrário do que observei no Twitter, embora este seja mais popular na internet —-me permite acrescentar comentários aos miniposts de meus contatos — e aos meus próprios —, além de abrir a possibilidade de integrar qualquer tipo de feed RSS, variando das minhas fotos do Flickr, de meus favoritos do del.icio.us e de meu próprio blog aos últimos comentários que fiz nos blogs que visito ao meu próprio poststream, tornando-o um verdadeiro registro de minhas últimas atividades on-line.

Na velha linha dos blogs, comenta quem quer, me adiciona aos favoritos e, neste caso,   sua própria apenas quem quer. Eu até coloquei na barra lateral do blog as últimas entradas que aparecem por lá. Dada a empolgação que meus amigos têm demonstrado com a coisa, a única conclusão que posso lhes deixar é óbvia: Se vocês ainda não experimentaram a coisa, dêem uma chance   ela. E depois, vamos combinar, me digam se é ou não é viciante.

O quanto se pode ficar on-line?

Meu amigo Neto Cury, dia desses, comentou a respeito do privilégio que muita gente tem ao conseguir navegar na internet no trabalho, ainda que sites como o Orkut e serviços como o MSN Messenger sejam bloqueados o tempo inteiro. As pessoas que têm tal privilégio — e, realmente, é um privilégio — realmente não devem ter do que reclamar. No entanto, algo me diz que mesmo neste caso o cerco tem se fechado cada dia mais.

No trabalho, assim como em minha casa, há um incontável número de sites de notícias, serviços, weblogs e fotologs que eu acesso diariamente. Procuro fazer estes acessos logo pela manhã, antes do início do expediente, ou na hora do almoço, pois entendo que são os horários mais apropriados para tal navegação. Não acho que ler um post de weblog ou visualizar imagens do Flickr — só para dar exemplos simples — possam ser consideradas atividades nocivas   produtividade, pois muitas pessoas acessam diariamente artigos de jornais on-line que contam com textos e fotos que são livremente consumidos por elas.

No entanto, dada aquela máxima de que as empresas nunca pensam exatamente alinhadas com seus funcionários, reparei nos últimos dias, entre outros sintomas, que (a) o acesso  s fotos do Flickr foi negado — o site está abrindo, mas as fotos, não, (b) o acesso a serviços de microblogging como o Twitter foi bloqueado e (c) diversos blogs que leio quase que diariamente também o foram. O fato é que naquela linha do manda quem pode, obedece quem tem juízo, parece ser hora de dar uma maneirada na diversidade de acessos.

Chega de Convites no GMail

Convites para o GMailParece que o Google está mesmo disposto a acabar com a necessidade de se receber um convite para ingressar em alguns de seus serviços mais populares: Em outubro do ano passado, o Orkut deixou de ser um site restrito, tendo aberto suas portas a qualquer pessoa que já tivesse uma Google Account cadastrada. Agora chegou a vez do GMail tomar o mesmo rumo.

Apesar da caixa de onde posso convidar usuários   entrarem no serviço continuar aparecendo em minha conta pessoal todas as vezes em que faço login, a verdade é que, ainda a partir desta semana, deixarão de ser obrigatórios os convites para ingressar no serviço de e-mail do Google nos Estados Unidos, Canadá, México e mais uma série de países da América do Sul e da sia. Com isso, de acordo com as palavras de um dos fundadores da empresa, Sergey Brin, o alcance da ferramenta deve se expandir mundialmente, beneficiando usuários de outros serviços já integrados   interface de e-mail, como o Google Talk e o Google Calendar.

Embora, segundo li, o GMail já seja o terceiro maior serviço de webmail da grande rede, atrás somente do Yahoo! e da Microsoft, acho que tal abertura de portas ainda vai levar certo tempo até gerar preocupação nos concorrentes, mesmo que estes já tenham copiado algumas características do serviço, como o oferecimento de maior espaço de armazenamento ou de se utilizar instant messaging enquanto se está conectado   conta.

O que realmente me chamou a atenção neste episódio foi outro anúncio do Google relacionado ao espaço de armazenamento do GMail: A empresa deve passar a cobrar por espaço adicional. Atualmente, cada usuário do serviço conta com uma capacidade média de 2,8Gb. Ou seja, quem precisar de mais espaço, deve precisar colocar as mãos no bolso a partir do segundo semestre desse ano, embora não se saiba ainda quanto será cobrado.

O ponto é que, a meu ver, essa batalha que os grandes do webmail travam há cerca de três anos deveria, se não passar a tomar outros rumos, ser dada por encerrada. Afinal de contas, não sei quanto atrativa pode ser, nos dias de hoje, uma conta com capacidade de armazenamento gigantesca? Só me responda qual o percentual de ocupação da sua cota do serviço. Embora alguém possa citar que existam muitas outras necessidades que os usuários de e-mail possuem, acho que o cenário atual já é bastante proveitoso como está…

YouTube TV

youtube.gifLonge de mim ficar estendendo as recentes — e já cansativas — conversas sobre Daniella Cicarelli que tomaram toda a internet, blogosfera e demais tipos de mídia essa semanaMas, é claro, se você ainda não está satisfeito e quer saber mais, tente procurar algumas notícias on-line..

De qualquer forma, enquanto tudo o que eu e metade da torcida do Flamengo desejamos é que a modelo ponha-se definitivamente em seu lugar e esqueça de uma vez por todas o tal vídeo dela com o namorado, o YouTube pode estar prestes a fazer um movimento que, a meu ver, parece ser o mais natural possível: Criar um canal de TV próprio.

Diversas fontes internacionaisEm tempo, confira o que dizem a respeito os sites internacionais Digital Video Guru, Gizmodo e Digital Spy. confirmam que pelo menos há a intenção da empresa em produzir seus próprios vídeos e, eventualmente, chegar   criação de um canal. De acordo com as palavras do próprio vice-presidente da companhia, Kevin Donahue, o YouTube já está em contato com diversas redes de televisão que gostariam de produzir um programa baseado no conteúdo de um dos sites mais populares e visitados do mundo.

A CBS, por exemplo, o maior canal de TV americano, já confirmou que passará a transmitir vídeos do site em sua programação, numa tentativa de renovar suas estratégias de mídia — um vídeo de 15 segundos, criado por um usuário do YouTube, será transmitido no dia 4 de fevereiro próximo, antes da abertura do Super Bowl.

Eu não duvido nada de que, se pelo menos um programa de televisão for produzido baseado nos vídeos mais populares que inundam os servidores do YouTube, se tornará extremamente popular. Aliás, se os executivos da empresa chegarem   levar a cabo seus planos, o fato marcará também a criação do primeiro canal de TV do Google, uma vez que foi a empresa de mídia quem, no ano passado, arrebatou o site pela bagatela de US$ 1,65 bilhões

O facelift do Digg

digg_out_of_service.jpg

Ontem, ao tentar ler algumas notícias do site de tecnologia digg, me deparei com a mensagem acima. Sinceramente, fiquei impressionado, uma vez que acompanho o serviço de agregação de notícias de tecnologia desde seu lançamento — em novembro de 2004 — e nunca havia testemunhado, desde então, uma mensagem do gênero.

Hoje pela manhã, inclusive, ao tentar acessar os mesmos links — através do Google Reader — parecia que o problema ainda persistia, já que o aviso continuava lá. Cheguei mesmo a pensar que se tratasse de alguma irregularidade com meu agregador. No entanto, uma busca um pouco mais aprofundada me revelou o porquê da mensagem: Acontece que ontem o digg passou por uma reforma — que o tirou do ar por praticamente duas horas — para que pudesse iniciar uma nova fase: Mais atrativo aos olhos, o serviço agora também suporta vídeos e podcasts:

Digg, a San Francisco-based social news site, is embracing video and podcasting, and will launch a major facelift to reflect its new expanding coverage on Monday morning. The new interface should improve discovery of the most popular and top-ranked stories, company executives say.

[…]

The emphasis, in this upgrade, is clearly video. As part of the offering, Digg users will be able to view videos from Google, YouTube and Metacafe in a special lightbox, without leaving the Digg website. In addition, a new wing of the site will be devoted to listening to and digging podcasts.

Após o período fora do ar, é possível notar que na região superior da tela existem links para as novas funcionalidades do serviço. O site mudou completamente para acomodar os novos recursos — agora conta com um layout líquido, o que, na minha opinião, além de dar um charme a mais ao serviço, ainda o torna mais acessível, uma vez que pessoas com resoluções maiores de vídeo poderão experimentar uma navegação mais confortável — e a seção de vídeos ficou com um visual bastante atrativo, como se pode perceber:

digg_video_podcasts.jpg

Parece que a moda agora é mesmo acrescentar novas mídias aos sites sociais: Os vídeos parecem estar conquistando espaço cada vez mais rapidamente — assisti-los via internet é uma das atividades que mais tem crescido nos últimos tempos — e isso me faz pensar em pelo menos um efeito colateral: Como filtrar o que é de qualidade, separando-o do que não é.

Eu sei que gosto é gosto, e que gosto não se discute, mas com tanta gente colocando material no ar, com certeza aquilo que é realmente bom vai acabar sendo prejudicado. Embora só o tempo possa dizer como os vídeos ruins serão tratados, acho que posso arriscar meu palpite no caso do digg: Com certeza sua comunidade — que no momento tem mais de 700 mil membros — os enviará para as profundezas… 🙂

Renda-se ao Swamii

Hoje encontrei um tempinho livre para navegar na web.

swamii.jpgPode parecer estranho dizer isso, mas ando extremamente sem tempo — notem, por exemplo, a ausência de posts recentes com conteúdo de qualidade neste blog — e foi muito bom poder me aproveitar de uma ou duas horas seguidas em que pude sentar na frente do computador novamente, em meio   correria do dia-a-dia.

Estabeleci, para estes momentos de paz em frente ao PC aqui de casa, uma rotina de utilização da web bastante interessante: Ela se inicia pela ida ao internet banking, se necessário, seguida da leitura e resposta de e-mails e do acompanhamento dos feeds que assino através do Google Reader.

Mas a minha rotina — e a de qualquer outro internauta, com certeza — não pára por aí: Não sei se vocês já repararam, mas estamos sempre em busca das mesmas coisas quando navegamos na Internet. Quem gosta de música, procura as novidades musicais. Quem gosta de televisão, quer saber de séries interessantes que serão lançadas num futuro breve, além do que vai acontecer a seguir naquelas que já acompanha. Eu, que adoro tecnologia, estou sempre atrás de conteúdos interessantes para produzir posts para o blog.

E na busca de novidades estamos sempre, em maior ou menor grau, recorrendo a ambientes como sites de busca, redes P2P, serviços de hospedagem de fotografia, agregadores de notícias e feeds RSS e tantos outros, sendo que em cada um deles as palavras-chave ou tags que utilizamos são sempre similares e relacionadas a nossos interesses.

Pois a leitura de um post publicado pelo site Techcrunch me chamou a atenção para um novo serviço, batizado de Swamii.

swamii_interests.jpg

Sua proposta — que já levou mais de 1500 pessoas a criarem uma conta em menos de 3 dias após seu lançamento — é evitar que estejamos sempre digitando os mesmos termos, utilizando as mesmas tags ou combinando palavras-chave similares para buscar nossos interesses. Desta forma, basta descrevermos algo que normalmente nos chama a atenção através de uma ou mais palavras, para que o próprio site se encarregue de indexar o que há de mais recente sobre o assunto em sites de notícias, blogs, redes P2P, sites de compartilhamento de mídia, televisão, sites de compra e de empregos, mostrando os resultados relevantes imediatamente.

swamii_interests1.jpg

Eu sei que muitos podem se perguntar se utilizar a assinatura de feeds RSS, por exemplo, não é mais prático. Eu acredito que se tratam de tecnologias complementares: Os testes que resolvi fazer com algumas palavras-chave me permitiram obter resultados bastante interessantes em pouco tempo e, talvez, eu precisasse de um tempo bem maior para garimpar a web por minha conta atrás dos mesmos assuntos, não fosse pelo Swamii, que aliás é um serviço gratuito.

Sendo assim, no mínimo, recomendo-lhes que dêem uma olhada na proposta do site, que aliás já ganhou um lugar entre as minhas home pages do Firefox. Se a empolgação não for tanta quanto a minha, ao menos sempre sobrarão as alternativas anteriores.

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Google Reader Redux

Um comentário muito pertinente realizado pelo Sérgio Lima em meu post anterior sobre o Google Reader pode ser a dúvida de muita gente que, além do agregador, utiliza também o GMail: Já que a interface de ambos os serviços é bastante similar, será que não existe uma forma de integrar as duas coisas, poupando logins e tempo?

Felizmente, a resposta é sim. Graças   genialidade de Mihai Parparita, usuários dos dois serviços que também usam o Firefox podem contar com um script Greasemonkey Greasemonkey é uma extensão do Firefox que permite que sejam adicionados trechos de código em DHTML (chamados de scripts de usuário) a qualquer página da web para que seu comportamento seja alterado, geralmente para a adição de novas funcionalidades. que fará o serviço. Este script é o Google Reader Redux.

Instalar o script é muito simples. De acordo com o site do próprio desenvolvedor, basta que sejam seguidos estes passos:

  1. Instalar o Firefox (caso você ainda não o tenha).
  2. Instalar a extensão Greasemonkey para usar o script.
  3. Reiniciar o navegador.
  4. Baixar e instalar o Google Reader Redux
  5. Visitar ou recarregar a página do GMail.

A visita ao GMail, uma vez instalada a extensão em questão, fará com que um novo link apareça,   esquerda, entre as demais opções, permitindo a leitura de feeds em formato de lista, conforme ilustro a seguir:

google_reader_redux.jpg

Clicar sobre um feed da lista fará com que o script exiba um resumo — ou a versão completa — do item do feed.

Pessoalmente, gosto desta funcionalidade que o script permite. Assim, estou combinando o poderio de duas ótimas ferramentas e facilitando a minha própria vida. Espero que, mostrando os passos necessários, eu possa ajudar a de vocês também 🙂

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Eu, no BlogAjuda!

À partir desta semana passo a contribuir com o BlogAjuda, um portal criado por meu amigo Rodrigo Ghedin para a divulgação de diversas informações relevantes e interessantes a respeito do universo dos blogs, sendo voltado principalmente para usuários brasileiros do WordPress.

O “contrato de trabalho” que firmei com o Rodrigo — que, aliás, fez a gentileza de me apresentar ao público do BlogAjuda — me deixa muito feliz, pois sempre adorei participar de iniciativas que visem auxiliar não apenas os amantes de WordPress, mas todos os blogueiros de forma geral.

Para começar minha participação por lá, uma reedição de um dos textos que já publiquei há pouco tempo por aqui vem bem   calhar: Trata-se de Just keep it fun, que traz dicas sobre como tornar nossos blogs mais populares.

Então é isso. Nos vemos não só aqui, mas também por lá, ok?

Achei o novo Google Reader 10

Já tinha lido e acompanhado algum buzz na grande rede a respeito do assunto ultimamente, mas não tive oportunidade de dizer isso antes, de forma que agora vai: Gente, o novo Google Reader é 10! Passou a ser, instantaneamente, meu leitor RSS padrão, substituindo o Bloglines.

Sei que quem me acompanha há certo tempo dirá que esta não é a primeira vez que eu “substituo” o Bloglines em meu coração. Esta semana, aliás, a Wired comprovou que a ferramenta continua sendo a mais popular para a leitura de feeds, ao lado do Netvibes e do Rojo — dois dos meus “substitutos anteriores” para o agregador. Mas continuem lendo, e eu tentarei lhes mostrar meus argumentos.

A Interface

Eu sou uma pessoa pré-disposta a procurar por alternativas  s ferramentas que uso no meu dia-a-dia, principalmente se estou tratando de ferramentas web. Talvez seja um capricho de minha parte, talvez trate-se apenas de buscar novidades, por saber que todos os dias novas soluções surgem on-line, num estalar de dedos: Mas o fato é que um dos grandes motivadores que eu sempre tive para deixar o Bloglines de lado é a sua interface.

É certo que eles têm tentado deixá-la mais dinâmica e agradável. Mas pra mim, continua tudo quadrado demais. A sensação que tenho, ao encontrar diariamente aquele frame dividindo a tela, é a mesma que eu poderia ter ao usar um aplicativo de linha de comando ao invés de um que possuísse uma interface gráfica. O visual soa “menos moderno”, se é que posso dizer desta forma.

Em termos de visual, o Google Reader, embora não seja nenhum padrão de estética, é mais bonitinho. Quero dizer, o visual, ao menos, tem esse “quê” de mais moderno, e o frame que tanto me incomoda no Bloglines, ao menos, não está lá pra dividir nada. É tudo feito em um único painel.

Para ilustrar melhor, comparem as interfaces dos dois programas e vejam do que estou falando:

interface_bloglines.jpg

interface_greader1.jpg

Ultrapassando a barreira dos 200 posts

Já faz certo tempo que encontro dificuldades em acompanhar todos os meus feeds tranq¼ilamente. Normalmente isso ocorre porquê me falta disponibilidade para sentar em frente ao computador e ler o que me interessa, uma vez que o trabalho tem me deixado maluco e, quando não estou por lá, me ocupo da atividade de pai em tempo praticamente integral.

Desta forma, quando consigo uns minutos e vou para a frente da tela, o Bloglines me “presenteia” com uma grande limitação: Pára de adicionar conteúdo aos feeds uma vez que 200 posts tenham sido alcançados. Eu sei que eu deveria sentar em frente ao computador com mais freq¼ência, mas mesmo os leitores com tempo mais livre enfrentam problemas, principalmente se vão ler um site onde a atividade chega a ser frenética, como no caso do Digg, e não o fazem por apenas um ou dois dias.

O Google Reader, ao contrário, não possui tal limitação. Quando uma grande quantidade de posts está disponível em um feed qualquer, ele simplesmente passa a exibir um indicador (100+), de forma que é possível saber que tem muita coisa pra ser lida ali. Mesmo assim, os itens mais novos continuam chegando,   medida em que os mais antigos vão cada vez mais para o final da fila.

Itens já lidos

Acho que uma das principais diferenças entre Bloglines e Google Reader reside neste ponto: Os dois trabalham com orientações de interface diferentes. Para quem não sabe exatamente do que estou falando, ou para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de experimentar ler seus feeds através do Reader, a explicação é bastante simples:

Clique em qualquer um dos feeds que você assina pelo Bloglines. O contador de feeds ao lado do título é automaticamente zerado, como se, ao clicar sobre determinado conteúdo, todos os posts relacionados já tivessem sido automaticamente lidos por você. O Google Reader utiliza os movimentos que o leitor faz com o mouse para determinar e realizar tal marcação: Na prática, os itens vão sendo marcados como “lidos” apenas   medida em que você rola para baixo usando o mouse. Na minha opinião, bastante prático, se considerarmos que na leitura de qualquer página web, ou de qualquer documento em geral, rolar a tela significa justamente deixar para trás algo que já lemos antes.

Igual ao GMail

Para quem, como eu, tornou o GMail o seu cliente de e-mail padrão, as similaridades e praticidades que este e o Google Reader têm em comum também tornam o páreo mais duro para o Bloglines. Você pode visualizar todos os posts de um feed em uma lista que possui apenas títulos, tal como nas mensagens que chegam pelo GMail.

interface_greader_lista.jpg

Da mesma forma, pode-se utilizar o recurso Star Item para destacar uma ou outra postagem em meio aos feeds. Não sei quantos de vocês utilizam esta característica do GMail no seu dia-a-dia, mas eu, particularmente, costumo “marcar com uma estrela” tudo aquilo que considero que precisa ser lembrado por mim mais tarde, ou, em resumo, o que é importante.

Todos os itens marcados com estrelas podem ser facilmente visualizados mais tarde, a partir de uma opção no painel esquerdo do Google Reader.

Tags, tags, tags

Tags, tags, tags. Como não elogiar estes pequenos artifícios da web moderna, que, baseados numa idéia tão simples, nos permitem classificar todas as nossas informações? Parte integrante de serviços como o Flickr, o del.icio.us e até mesmo o Rojo, elas ainda não são uma realidade no Bloglines. Já no Google Reader, a coisa muda um pouco de figura.

interface_greader_tags.jpg

É possível adicionar diversos tags a cada um dos posts que são lidos. Acho que a facilidade deste tipo de ação se encontra justamente no fato de que é mais fácil encontrar uma informação mais tarde, quando precisamos dela. Vejamos o meu dia-a-dia. Vivo me deparando com informações ou notícias que considero bastante interessantes. O problema é que nem sempre tenho tempo hábil para ler alguma coisa naquela hora, ou para criar um post no blog sobre o assunto. Assim, os tags vêm em meu auxílio, já que é muito mais fácil que eu marque cada post que eu queira reexibir mais tarde com uma ou mais palavras-chave que venham em minha ajuda mais adiante.

Acho que uma das principais razões pelas quais a reportagem da Wired que mencionei no início identificou que existem diversos programas utilizados para a leitura de RSS é a preferência pessoal.

Notem que, como qualquer outra preferência em nossa vida, a preferência por leitores de RSS pode mudar, tanto quanto nosso estilo favorito de roupa, ou gênero musical. E acho isso ótimo. Nenhum ser humano é estático, e ninguém é igual o tempo inteiro. Na internet, acho que esta característica se traduz — e espero que isso permaneça assim — no surgimento de cada vez mais opções para realizarmos nossas tarefas do dia-a-dia. Estimula, também, uma concorrência saudável onde cada desenvolvedor, seja ele grande ou pequeno, aprende com os próprios erros.

No final das contas, seja qual for o seu agregador favorito, seus recursos bons ficarão, os não tão bons serão sempre melhorados e os que forem julgados ruins, desaparecerão sem deixar rastros, para alegria geral da grande massa de leitores de feeds, como você ou eu.

YouTube na berlinda?

Veja de 13 de setembro de 2006, com a reportagem sobre o YouTubeEsta semana, meu pai acabou de ler uma reportagem da revista Veja e me perguntou se por acaso eu já tinha ouvido falar de um site chamado YouTube. Eu lhe disse que sim, e que, aliás, o serviço está se tornado um dos mais populares do mundo em termos de armazenamento e troca de vídeos.

O interesse do meu pai pelo YouTube se deu justamente porquê ele achou interessante que o site permitisse o armazenamento de vídeos, uma vez que, até agora, ele só conhecia o Flickr, cujo negócio é a hospedagem de fotos. Obviamente, junto com seu interesse, veio também uma pergunta: “Será possível que tudo o que está armazenado no YouTube é legal?”.

Todos vocês já sabem a resposta, de cabeça. Meu pai, por sinal, também já sabia, e sua pergunta havia sido meramente retórica. Por sinal, o YouTube tem sido duramente acusado por uma das maiores gravadoras do mundo, a Universal Music, de ser um dos grandes veículos facilitadores do abuso de direitos autorais na internet. Isso porquê, de acordo com a gravadora, entre os vídeos que o site permite que seus usuários enviem para seus servidores, estão video clipes e outros materiais que envolvem os artistas licenciados pela empresa. Tal conteúdo é livremente reproduzido — e, com a devida tecnologia, muitas vezes salvo nos computadores de muita gente — sem que o devido pagamento pelos direitos de exibição ocorra.

É realmente possível encontrar muitos clipes de artistas afiliados a gravadoras disponíveis no YouTube. Quando se busca por uma música qualquer, como Shiny Happy People, do grupo R.E.M., por exemplo, são exibidos dezenas de resultados prontos para reprodução imediata. A Universal alega que deve receber do serviço dezenas de milhões de dólares em direitos de exibição do conteúdo de seus artistas e, por sua vez, os responsáveis pelo serviço de armazenamento de vídeos dizem que se prontificarão em remover de seus servidores qualquer conteúdo julgado ilegal.

A Universal fez de sua prioridade atual a busca por uma compensação financeira por parte do YouTube e, se todas as gravadoras começarem a pensar desta mesma forma, pode ser que o site, fundado por ex-empregados do PayPal, se torne o mais novo exemplo do que, no passado, já ocorreu com o Napster. O fato é que, nessa história toda, um comentário feito pelo Marcus Danillo em meu último post vem bem a calhar. Segundo as palavras dele, existe uma visão — muito acertada, aliás — na internet, de que tudo o que é pago é melhor do que aquilo que é gratuito e “a indústria musical foi a única a criar uma excessão para essa regra. É lamentável”.

Ao invés de imaginar um futuro negro sem o YouTube — do qual eu, por exemplo, por utilizá-lo para armazenar alguns vídeos pessoais, sentiria tanta falta quanto de qualquer outro serviço que julgo essencial — é preferível pensar no modelo preferido por outras gravadoras que, ao invés de partirem para o ataque, fizeram alianças com um dos sites que mais cresce em popularidade e número de usuários nos tempos modernos. Foi no YouTube, por exemplo, que a Capitol Records resolveu lançar vídeos de seus artistas, The Vines, Cherish e OK Go.

Um outro exemplo digno de citação é o da Warner Music. A empresa anunciou um acordo pelo qual utilizará o YouTube para a divulgação de seus artistas, o que, na prática, fará com que milhares de músicas e vídeos da gravadora fiquem À disposição de qualquer usuário do YouTube, de graça.

Além desta iniciativa, também faz parte dos planos da gravadora vender conteúdo que poderá ser utilizado por qualquer pessoa que deseje realizar a criação e gravação de seus próprios vídeos.

ââ?¬Å?O acordo estabelece um modelo pelo qual os provedores de conteúdo poderão transformar a criatividade dos usuários em um negócio legítimo que beneficiará fãs, artistas e os detentores dos direitos autoraisââ?¬Â, afirmou Alex Zubillaga, vice-presidente executivo de Estratégia Digital da Warner Music, em comunicado divulgado   imprensa pelo YouTube.

Tais iniciativas, juntamente com a decisão do YouTube de adicionar canais patrocinados aos seus servidores, permitindo que empresas acrescentem anúncios ao site, me parecem muito mais louváveis do que as da Universal. Em resumo, se existirá um padrão ditando as decisões sobre o gerenciamento de direitos autorais num futuro breve, espero que seja minimamente inteligente, e que busque soluções que beneficiem não apenas as empresas que as tomarem, mas também, em primeiro lugar, o usuário, que poderá continuar usufruindo dos serviços que estão na vanguarda deste grande mundo que é a internet.

Os Jorges

Vocês definitivamente não conhecem o Jorge.

Mas eis que um belo dia, despertado por seu rádio-relógio para mais um dia de trabalho, Jorge reconhece o som da música que lhe acordou: Trata-se de Sweet Child O’ Mine, um dos grandes sucessos dos Guns and Roses na década de 80. Ao ouvir o hit, Jorge também se lembra de que Appetite for Destruction, o álbum onde esta música foi lançada, em 1987, foi um de seus favoritos naquela época.

Appetite for DestructionNaquele mesmo dia, ainda com a música na cabeça, ele pega seu velho LP e pensa consigo mesmo que bem que ele poderia ouvir aquelas músicas novamente, visto que elas lhe trariam boas recordações. Mas Jorge também se lembra de que os tempos mudaram, e que, como não tem o CD do álbum, o som de seu carro, um MP3 Player de última geração, não será capaz de tocá-lo. Nem tampouco o iPod que ganhou de aniversário no mês passado, visto que as músicas nem sequer são digitais.

Acontece que Jorge é um cara antenado com o mundo moderno. E voltando do trabalho, trata de abrir o Shareaza, ávido que está por buscar seu velho LP junto a alguém que, numa rede P2P lotada de usuários dispostos a compartilhar de tudo, tenha um arquivo compactado com as músicas em formato MP3. E olha que o bitrate nem é problema pra ele. Em instantes ele encontra diversas fontes para as músicas e, naquela mesma noite, finaliza a gravação de um CD do Guns and Roses feito em casa, que no dia seguinte já está girando em seu carro, trazendo-lhe as tão desejadas recordações das quais queria se fartar.

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Blogday 2006

Para quem talvez ainda não saiba, o Blogday foi criado tendo-se em mente que todo blogueiro deveria dedicar pelo menos um dia do ano para conhecer novos blogs, fossem eles de outros países ou áreas de interesse. Neste dia, todos os que têm um blog farão suas recomendações aos seus visitantes, indicando 5 blogs de sua preferência.

Enquanto a idéia é excelente, há uma questão extremamente interessante sobre ela. Na verdade, uma questão cruel: Como fazer, para, entre tantos bons candidatos, escolher apenas cinco? Afinal de contas, faço minhas as palavras da Patrícia quando diz que a blogosfera brasileira tem crescido tanto em volume quanto em qualidade. Tem cada vez mais gente boa surgindo, e os novos devem sempre ser bem-vindos.

Registrada esta difícil questão da escolha de apenas cinco candidatos, resta-me fazer minhas citações. E elas são, sem nenhuma ordem específica de preferência ou importância, as seguintes:

Bruno Torres

Acho que toda pessoa que tem um nível de interesse um pouco mais aprofundado sobre informática já quis ser como Bruno Torres. Ou pelo menos, escrever como ele. A forma como trata de assuntos relacionados a informática impressiona, não apenas pela simplicidade, como também pela clareza como o faz. Se você duvida do que eu digo, então acho que vale uma bela conferida, agora mesmo.

Garota Sem Fio

Quem nunca ouviu falar de Bia Kunze, a Garota Sem Fio? Quando o assunto é telecomunicação, não tem pra ninguém. Você tem um PDA, celular ou smartphone? Tem um MP3 Player? Gosta de ficar antenado nas últimas novidades dessa área? Então seu lugar é aqui. Bia é outra pessoa que também escreve textos muito fáceis de ler. E, nos últimos tempos, ainda de quebra, criou o LostCast, podcast sobre a série Lost que ela faz com o Gui Leite.

Meio Bit

Leonardo Faoro sabe bem o que acho sobre o Meio Bit. Já lhe disse em mais de uma oportunidade que o site criado por ele e mantido por uma equipe mais do que competente — com a qual, inclusive, já contribuí esporadicamente — é o Slashdot brasileiro. Quer um site onde, além de todas as novidades que você veria na mídia especializada em tecnologia e internet, você ainda conta com os comentários e toques pessoais dos autores? Achou.

Rodrigo Ghedin

É muito interessante ler o blog do Rodrigo. Sou uma pessoa que tem, assumidamente, uma queda por tecnologia — tanto é que a considero o pilar principal deste site que mantenho — e este é um assunto que ele também trata em seu site. Mas o mais interessante de ler os textos escritos por ele é a facilidade com que são mesclados com assuntos do cotidiano, do Brasil e da sua vida pessoal. Costumo ler para relaxar, e acho que vale mais do que a pena a indicação.

Licor de Marula com Flocos de Milho Açucarados

Alessandra Félix mantém mais um dos blogs que eu considero dignos de citação na web brasileira. Se você não o conhece, tentarei descrevê-lo de forma bastante sucinta: Trata-se de um espaço com textos simplesmente únicos. Me lembro de cruzar com o Licor pela primeira vez no meu trabalho, na hora do almoço, enquanto navegava blogosfera afora. Em instantes, dezenas de pessoas rodearam minha mesa e vieram conferir o porquê das minhas reações  s histórias dessa moça, hilárias e divertidas,   sua maneira.

Como eu disse, é complicado ter que escolher apenas cinco candidatos entre tantos que aprecio pela Internet afora. Aliás, trata-se do décimo terceiro trabalho de Hércules, praticamente. O que me consola é que, com a qualidade dos blogs cada vez mais em alta, tenho certeza de que esta lista merecerá sempre a rotatividade que lhe é esperada, e que, a cada ano, novidades interessantíssimas surgirão.

No entanto, não posso deixar de citar aqui os blogs do Neto Cury, da própria Patrícia e do Marcelo Glacial, que são meus primeiros cliques ao navegar, diariamente, e de Otávio Cordeiro, que, apesar de andar postando muito espaçadamente, foi praticamente o primeiro link de todo o meu blogroll, quando resolvi me propôr o desafio nada fácil de manter um weblog.

Ah, e antes que eu me esqueça, também queria deixar registrado aqui meu agradecimento ao Emerson Alecrim, pela indicação deste humilde blog em sua lista do Blogday no Infowester, outro site digno de uma visita mais demorada.

É isso aí. Boas visitas!

Eles mudaram o (meu) mundo

Lá pelos idos de 1996, quando conheci o mundo da internet, um dos passatempos com os quais eu mais ocupava meu tempo — além das intermináveis sessões de bate-papo via IRC e da leitura de e-mails com um software clássico, era a navegação em sites web.

Quando vejo que, em termos atuais, existem mais de 92 milhões de sites espalhados pelo mundo inteiro, chego à conclusão de que, já naquela época, devo ter adotado o mesmo comportamento de 100% dos usuários recém-chegados ao mundo on-line, ou seja, acessar todo e qualquer site que eu visse pela frente durante um certo tempo — basicamente enquanto tudo era uma novidade muito grande e eu ainda estava às voltas com meu Netscape dos mais antigos — e então reduzir bastante o escopo dos meus passeios a algumas dezenas de sites.

Muitos destes sites se tornaram meus favoritos ao longo do tempo. Seja porquê me permitam encontrar diversas informações, seja porquê o serviço que oferecem tenha características — pelo menos em algum momento — que considero únicas. De fato, não é exagero nenhum dizer que, entre as dezenas de sites que visito regularmente, alguns foram responsáveis por verdadeiras mudanças em meu mundo. Tal assunto, aliás, foi abordado pelo jornal britânico The Observer, que publicou no domingo passado uma interessante reportagem onde figuram os 15 websites que, na opinião dos editores, mudaram o mundo.

O jornal procura, com a lista, fazer um retrato do começo da vida na internet de forma a comemorar este mês os 15 anos de existência da World Wide Web. A reportagem cita, como os sites que mais influenciaram pessoas e mudaram o mundo de alguma forma:

  1. eBay
  2. Wikipedia
  3. Napster
  4. YouTube
  5. Blogger
  6. Friends Reunited, um site de reencontros de turmas de escola.
  7. Drudge Report, um site americano de notícias políticas.
  8. MySpace
  9. Amazon.com
  10. Slashdot
  11. Salon, uma das revistas on-line mais visitadas do mundo.
  12. Craig’s List, uma comunidade centralizadora de outras comunidades urbanas.
  13. Google
  14. Yahoo!
  15. EasyJet, a primeira companhia aérea low-cost da Inglaterra.

Não é preciso que eu discuta a inclusão de certos sites nesta lista, obviamente. Mas o que dizer dos tantos outros sites que mereceriam ao menos uma menção na lista, mas não alcançaram ali um lugar? Resolvi, por conta deste pequeno problema, organizar eu mesmo uma lista, que lhes apresento acreditando ser composta por sites que são merecedores de lembrança em meio à World Wide Web. Me acompanhem.

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Colocando ordem no mal

Um amigo comentou comigo, ainda ontem, que havia instalado em sua máquina um daqueles muitos programas freeware que têm a finalidade de varrer seu disco rígido em busca de assinaturas de spywares, trojans e outros malwares do gênero, que, não apenas para usuários mais convencionais de computadores como ele, mas para qualquer ser vivo na face da Terra, só vêm a atrapalhar sua experiência, seja esta on-line ou não.

Aliás, quando o assunto é malware, a grande pergunta que muitos usuários se fazem, mesmo sem muitas vezes se darem conta disso, é uma só: De onde vêm estas pequenas pragas virtuais? Muitas vezes a resposta se encontra no hábito freq¼ente que muitos têm, de abrirem, inadvertidamente, os anexos que estão naquelas mensagens de e-mail obscuras que recebem, sem nem ao menos se darem o trabalho de verificar sua procedência, e se esta é realmente segura.

Mas grande parte dos usuários se vê em apuros também quando navega na internet. Diversos sites disparam, à medida em que visitantes os encontram e acessam, programas executáveis que se auto-instalam nos computadores destas pessoas. E o resto desta história, todos conhecemos: Em algum tempo estas máquinas ficam mais lentas e passam a realizar operações suspeitas. Algumas exibem janelas pop-up com propagandas e têm a home page de seu navegador web alterada para apontar algum site pouco ortodoxo.

Já outros computadores, mais seriamente atingidos, passam a ser escravos de algum webmaster inescrupuloso, que recebe dados que vão desde o registro dos sites que foram visitados pelo usuário, até as combinações de teclas que este digitou, originando, muitas vezes, fraudes bancárias e compras em sites on-line sem aviso prévio para a vítima. Nestes casos, um programa de computador tem que ser muito bom para dar jeito na coisa. E é por isso que a prevenção se faz necessária.

E falando em prevenção, H.D. Moore, pesquisador de segurança computacional e criador do projeto Month of Browser Bugs, que busca e divulga falhas nos navegadores web mais populares — como o Internet Explorer, Firefox, Safari, Opera e Konqueror — divulgou esta semana um novo site de busca, capaz de indexar sites que contenham estes programas executáveis que mencionei, e que os disparem contra os inocentes usuários.

A nova ferramenta trabalha baseada em buscas realizadas no Google. Quando encontra um executável suspeito em um site, um algoritmo pré-determinado extrai sua assinatura — na verdade uma pequena seq¼ência de códigos do programa — e a compara com um banco de dados — que ainda conta com apenas 300 exemplares de malware, mas que deve ganhar em breve uma atualização em massa e passar a ter pelo menos 6000 assinaturas. Se a correspondência ocorrer, fica gravado no site de busca um registro apontando para um site que contém o arquivo a ser evitado.

A idéia é super interessante, tenho que admitir. Digitar a palavra-chave Bagle, por exemplo, retorna 20 resultados de sites que hospedam o worm. Worm, aliás, também é outra boa palavra-chave, retornando, num primeiro instante, 110 ocorrências. O problema, no entanto, é que nenhum usuário mais convencional sequer sabe nomes de vírus ou worms. Talvez, neste caso, H.D. Moore se veja obrigado a tentar uma abordagem mais prática, ou, num futuro bem próximo, quem sabe, aguardar que os grandes sites de busca, por conta deles próprios, acatem a idéia. Ou vocês acham que uma indexação de sites malignos já não pode estar em andamento, sendo realizada pelo próprio Google em si?

Google Spreadsheets

E não é que depois de uma curtíssima espera — apenas 1 dia, na verdade —, consegui colocar as mãos no que eu queria? Um convite para testar o Google Spreadsheets, a nova planilha eletrônica do Google, desenvolvida totalmente com tecnologia AJAX.

No último dia 7, apenas um dia depois do meu pedido, lá estava ele no meu inbox. E agora que pude brincar em primeira mão com a aplicação, vou lhes contar por aqui como foi a minha experiência. Continuar lendo