Efeito Twitter: Será o fim do blog convencional?

Eis um fenômeno no mínimo muito interessante: Boa parte dos autores de blogs que eu costumo acompanhar diminuiu a freq¼ência de postagem de artigos nos últimos meses — embora eu não saiba precisar desde quando — e, mesmo quando este intervalo ainda apresenta uma certa regularidade, é claramente perceptível que o tamanho dos textos está menor.

Em contra-partida, o número de atualizações nas contas de um certo serviço de microblogging destes mesmos autores aumentou exponencialmente no mesmo período: Enquanto alguns lembram a si próprios que precisam voltar a escrever no blog, outros parecem já ter abolido a ferramenta para se concentrar nestas atualizações. Isso é algo ao que resolvi batizar de Efeito Twitter. Mais um dos efeitos da vida moderna, chego cada vez mais   conclusão de que tal efeito pode realmente acabar com um blog convencional. Mas porquê estou dizendo isso?

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Porquê vejo que enquanto manter um blog convencional normalmente implica em noticiar, resenhar, comentar ou descrever acontecimentos, livros, filmes, experiências pessoais e sabe-se mais qual outra sorte de coisa, normalmente gerando textos mais elaborados e pesquisados, de tamanho médio a longo, manter um microblog normalmente envolve a atualização de acontecimentos cotidianos e de status compartilhados com uma rede de amigos reais e/ou virtuais instantaneamente, ou seja, não é preciso pesquisa alguma, e você pode escrever o que lhe vem na telha imediatamente.

Neste cenário, é muito mais fácil e rápido — e talvez, divertido, mesmo — responder a pergunta padrão do Twitter, “What are you doing?” (“O que você está fazendo?”), que admite apenas 140 caracteres de comprimento. Logo, aliás, você se dá conta de que não está apenas escrevendo o que está fazendo, mas também dando sua opinião sobre o programa de TV que está no ar, sobre aquele filme que assistiu há pouco ou livro que acabou de ler. Além disso, a coisa é tão prática que, com extensões e ferramentas apropriadas, logo você tem um repositório de links a la del.icio.us, ou ainda uma lista de músicas ou fotos. Possibilidades virtualmente ilimitadas.

E o que dizer dos comentários? Afinal de contas, são eles uma parte vital do ciclo da blogosfera: Quando alguém escreve um texto em um blog convencional, quer provocar opiniões de seus leitores, não é mesmo? Ocorre que  s vezes mesmo o texto mais bem elaborado do universo pode não gerar um único comentário, enquanto que um comentário rápido do tipo “Tá rolando o maior barraco no BBB 8” — embora não responda   pergunta “What are you doing?”pode gerar dezenas de reações em poucos minutos. Comentar num microblog é mais rápido e mais prático, e ainda gera aquela sensação de rede social.

Eu realmente acredito que uma mudança de comportamento está se operando na blogosfera, e não apenas no cenário brasileiro: Acredito que, daqui a algum tempo, muita gente pode eventualmente deixar ferramentas robustas como o WordPress de lado graças ao Efeito Twitter. Visando algo mais simples e rápido, talvez essas pessoas migrem definitivamente para o serviço, ou acabem se acertando com ferramentas intermediárias — de tumblelogging, um intermediário entre blog convencional e microblog, que associa textos curtos a imagens ou outros tipos de mídia em cada post — como permite o Chyrp, contribuindo para que o modelo de blog convencional atual nunca mais seja o mesmo.

Trojan põe o Adsense em risco!

O Google Adsense — sistema que permite que qualquer webmaster inclua em seu próprio site anúncios pelos quais recebe comissões se forem clicados pelos internautas — é o mais recente favorito dos golpistas virtuais, segundo informou a empresa de segurança BitDefender esta semana.

A praga Trojan.Qhost.WU, descoberta há apenas dois dias, é capaz de alterar as configurações dos anúncios exibidos nos sites, redirecionando os cliques dos desavisados visitantes de qualquer site para servidores piratas: Estes servidores, embora ainda não tenha sido comprovado, possivelmente contêm softwares maliciosos, os chamados “cavalos-de-tróia”, que podem causar desde a desconfiguração de um computador até o roubo de informações sigilosas, como senhas bancárias e de sistemas.

Embora o Google tenha divulgado comunicado afirmando já ter cancelado diversas contas de usuários que exibem anúncios mal-intencionados, este processo não seria suficiente, pelo menos de acordo com o ponto de vista de Nishad Herath, pesquisador sênior da McAfee AvertLabs, que acredita que a empresa esteja de mãos atadas para combater a praga em sites de terceiros. Seu argumento se baseia no fato de que estas pragas se instalam em cada máquina individual, e o controle nesta situação se torna praticamente inviável.

Isto deixa o combate nas mãos de pessoas como você ou eu — apesar de, neste exato momento, ao menos, eu haver desabilitado a exibição de Adsense no meu próprio site. De qualquer forma, as recomendações da própria BitDefender determinam que os arquivos infectados devem ser removidos, e que, nas máquinas dos usuários, o arquivo hosts — localizado no caminho %WINDIR%\System32\drivers\etc — seja verificado para que a linha contendo a entrada pagead2.googlesyndication.com seja removida. Por hora, é o que podemos fazer.

Knol: O concorrente Google da Wikipedia

Segundo notícia divulgada no último sábado pela edição on-line do jornal The New York Times, o Google estaria considerando o lançamento de um serviço batizado de Knol (derivado, em inglês, da palavra knowledge, que significa conhecimento). A finalidade seria permitir aos usuários editarem páginas sobre os mais diversos ramos de conhecimento, indo desde matemática até medicina, o que, ao longo do tempo, formaria uma espécie de base de conhecimento online.

Mas as diferenças entre o projeto do Google e seu mais provável concorrente — a já famosa Wikipedia —, no entanto, começam já no público que teria direito a editar o conteúdo: Enquanto a Wikipedia permite que qualquer pessoa faça edições nos artigos, o Knol será mais restrito: Os usuários convencionais, num contexto geral, poderão apenas enviar comentários, dar notas aos conteúdos e sugerir melhorias.

A rigor, isso significa que poderia existir não apenas uma página, mas várias páginas falando sobre um determinado assunto, cada uma com níveis de detalhamento e qualidade diferentes. A idéia do Google é dar importância  quele que escreve, ou seja, o autor do documento, na visão da empresa um especialista que levaria todo o crédito por um trabalho bem detalhado e explicado.

Além disso, o Knol também seria diferente em mais um aspecto, pelo menos: Enquanto seu provável concorrente não possui qualquer fim lucrativo e nem exibe anúncios para sobreviver — ou você nunca reparou nos pedidos constantes de donativos para manter tudo funcionando? —, a tendência do Google é torná-lo um tanto mais comercial: Cada autor poderia escolher se deseja ou não incluir Google Ads em seu conteúdo, ganhando boa parte do lucro originado desta ação.

A idéia do Google parece ser substituir a Wikipedia no pensamento das pessoas que procuram o serviço como “o primeiro local a pesquisar quando se quer saber sobre qualquer assunto“. Mas será algo tão simples assim? A Wikipedia possui atualmente mais de 7 milhões de artigos em 200 idiomas diferentes, e levaria algum tempo — provavelmente um tempo razoável — para alcançar este número. Uma vez alcançado, no entanto, talvez a qualidade do conteúdo fosse melhor garantida, desde que apenas especialistas em cada assunto pudessem efetivamente criar conteúdo.

Há também um perigo, a meu ver: Para substituir uma preferência, seria necessário fazer com que as páginas criadas no Knol aparecessem melhor qualificadas nas buscas, o que poderia interferir na necessidade do Google de não se deixar influenciar por nenhum aspecto. Se esse ponto não permanecer uma verdade absoluta, a confiança de milhões de usuários em uma das buscas mais famosas do planeta poderia se comprometer.

De qualquer forma, vejo a idéia como positiva: Quanto mais lugares disponíveis para a troca de conhecimentos, melhor. E caso o serviço não agrade esse ou aquele autor, há sempre a possibilidade de começar um blog ou apelar para um wiki pessoal. Se não fosse dessa maneira, eu mesmo nunca teria começado esse site, já que um dos objetivos que tenho é tentar ajudar o maior número de pessoas divulgando informações e notícias que possam vir a ser úteis para alguém…

GMail agora tem labels coloridas

Gerenciamento de labelsInteressante a novidade implementada no GMail: O uso de cores para diferenciação das labels. A meu ver, esse novo recurso – compatível apenas com as versões mais novas dos navegadores, como o Firefox 2 e o (credo) Internet Explorer 7 – vem complementar as duas dicas do serviço que abordei recentemente aqui no site, e que facilitam o filtro de mensagens e a utilização de uma conta única de e-mail.

Digo isso porquê a distinção visual de mensagens também pode representar um papel importante no filtro e busca rápida por informações, e até na velocidade com a qual os seus assuntos precisam ser tratados: E-mails de trabalho tratados mais rapidamente do que os pessoais, e-mails relacionados a um negócio que você está fechando mais rápido do que os comentários do seu blog, por exemplo.

A cor das labels é configurada diretamente através da barra esquerda onde ficam normalmente listadas na interface do GMail e não há opções personalizadas (por enquanto, imagino eu). No que diz respeito ao uso de filtros, também não há alteração: Defina suas regras de remetente, destinatário, assunto, etc e atribua uma label qualquer, que ficará com a cor pré-determinada.

Como já fazia parte de outros aplicativos de e-mail que eu normalmente uso ou já usei, como o Thunderbird e o Lotus Notes 7, considero o lançamento da novidade bem tardio, pois imagino que sua implementação seja relativamente simples. No entanto, antes tarde do que nunca. Sendo assim, ao menos pra mim, o GMail continua na vanguarda das aplicações web!

Duas dicas do GMail que (talvez) você não conheça

Existem dois artifícios muito interessantes que podem ser usados no GMail e que passam desapercebidos pela maioria dos usuários. Talvez sejam dicas que alguns de vocês já conheçam de algum lugar, mas mesmo assim vou compartilhá-las, pois eu mesmo só me dei conta delas recentemente:

1) O infinito uso de pontos (.)

Digamos que o seu e-mail seja meuemail@gmail.com. O GMail enviará para este endereço não apenas as mensagens endereçadas diretamente para ele, mas também todas aquelas em que você permeie o user ID da conta com pontos:

  • meuemail@gmail.com (original)
  • m.euemail@gmail.com
  • meuemai.l@gmail.com
  • m.e.u.e.m.a.i.l@gmail.com
  • meuemail@googlemail.com
  • m.euemail@googlemail.com
  • meu.email@googlemail.com
  • m.e.u.e.m.a.i.l@googlemail.com
  • etc.

Na prática, todas as mensagens que você enviar para os endereços acima chegarão para o seu endereço original.

2) O sinal de mais (+)

Também é possível agregar ao seu endereço qualquer texto aleatório que você quiser. Para isso, basta usar o sinal de mais (+). Trocando em miúdos, meuemail+qualquercoisa@gmail.com será igualmente direcionado para a sua caixa principal de mensagens. Simples assim.

E pra que servem estes dois artifícios, basicamente?

O uso dos pontos entre o seu user ID pode acabar com um problema que muita gente tem: A criação de mais de uma conta de email simplesmente para diferenciar mensagens que são de trabalho daquelas que são da família, ou da faculdade, entre outras.

O que eu quero dizer é que, com este artifício, enquanto meuemail@gmail.com (sem nenhum ponto) poderia ser seu endereço para a família, meu.email@gmail.com poderia ser seu e-mail para o trabalho. Igualmente falando, meue.mail@gmail.com seria usado para a faculdade. Acredito que você já pegou o espírito da coisa.

Pode ser difícil de se acostumar num primeiro momento, mas é um diferencial muito interessante do serviço. A vantagem é que todas as mensagens seriam endereçadas para um único local, e uma vez tendo chegado, poderiam ser tratadas através dos filtros, indo diretamente para arquivo ou tendo labels atribuídas automaticamente.


A mesma filosofia pode ser aplicada quando o que você usa nos seus endereços são sinais de mais (+). Como o GMail possui entre os campos disponíveis para a criação de filtros o campo To (ou Para), é muito fácil separar as mensagens enviadas diretamente para um email que você tenha cadastrado com uma finalidade específica.


Um exemplo prático:
Aqueles que são fanáticos pelo seriado Lost podem ter se cadastrado em n listas de discussão na internet a respeito das aventuras de Jack, Kate e Sawyer na ilha misteriosa. Estas pessoas podem fazer uso de um email parametrizado especialmente para este fim, por exemplo, meuemail+lost@gmail.com.

Para fazer com que as mensagens da lista de discussão sejam marcadas automaticamente com um label, basta cadastrar uma nova regra de filtro para o campo To, assim como eu estou ilustrando neste artigo.

Outra possibilidade interessante que o uso do sinal de mais (+) permite é o bloqueio de assinaturas a um determinado site onde você tenha se inscrito. Um email do tipo meuemail+qualquersite@gmail.com pode ser bloqueado a qualquer momento, bastanto para isso que você marque a opção Deletar dos filtros.

O microblogging chegará ao Orkut?

Quando vi meus e-mails hoje de manhã me deparei com uma mensagem vinda diretamente do Jaiku, serviço de microblogging concorrente do Twitter. A frase que mais me chamou a atenção está logo no início do texto: “Exciting news, Jaiku is joining Google!”:

While its too soon to comment on specific plans, we look forward to working with our new friends at Google over the coming months to expand in ways we hope you’ll find interesting and useful. Our engineers are excited to be working together and enthusiastic developers lead to great innovation. We look forward to accomplishing great things together.

In order to focus on innovation instead of scaling, we have decided to close new user sign-ups for now. But fear not! All our Jaiku services will stay running the way you are used to and you will continue to be able to invite your friends to Jaiku. [mais informações]

Estou imaginando que tipo de alterações vêm por aí, e um caminho muito claro começa a se desenhar em minha mente: Enquanto o Google vai manter a base de usuários atual do Jaiku — como atesta a própria mensagem que recebi — o mais interessante é pensar no que pode acontecer com o Orkut: Afinal, esta compra está com cara de que trará recursos de microblogging a um dos serviços de maior popularidade da internet brasileira.

A meu ver pode ser que finalmente haja algum tipo de evolução naqueles malditos scraps, que são mensagens nada, nada práticas. E o pior, ainda me fazem lembrar de um lado negativo da coisa: Se continuar o cenário atual do Orkut, em que qualquer um pode te enviar mensagens, nada feito: imaginem o nível de spam!

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O: Fazia tanto tempo que eu não acessava o Orkut que eu não tinha nem reparado nas configurações de privacidade para scraps que o Felipe mencionou nos comentários. Agora já alterei os privilégios, me livrando de uma montanha de spam.

De qualquer forma, obrigado. Por enquanto eu fico com o Twitter mesmo.

As sete regrinhas de ouro do e-mail

Comecei a me preocupar de verdade. É porquê Leo Babauta, do site Web Worker Daily, recomenda o uso de sete regras básicas para a comunicação clara e concisa através de uma das ferramentas mais populares de toda a internet, o e-mail. Segundo o que ele diz, a não obediência  s regras pode fazer com que a sua mensagem não atinja o objetivo e tenha um destino pouco nobre — se tanto: a lixeira do seu destinatário.

Tomei a liberdade de traduzir as regras citadas por ele, e analisá-las em relação a mim mesmo, para ver a quantas ando. Divido com vocês o resultado:

1. Use o mínimo de frases. Diz o autor: “Tenho usado a regra das cinco frases, mas você pode usar mais se necessário. A grande pergunta é: De quantas frases você precisa para comunicar o que você precisa comunicar? Ou em quantas poucas sentenças você pode se livrar. Reduza para este número, nada mais do que isso. Isso assegura que você não está tomando o tempo do seu destinatário e que o e-mail seja certamente lido (as pessoas tendem a deixar a leitura de mensagens longas para mais tarde e podem até deletá-las)“.

2. Declare o que você quer logo de cara.Não escreva uma longa introdução com toda a sua história de vida, ou na verdade qualquer tipo de história. As pessoas não estão interessadas. Só querem saber o que você quer. Então declare isso logo na primeira frase. Pule as introduções boazinhas. Não faça seu destinatário percorrer 10 parágrafos para descobrir que ação tem que tomar em respeito ao e-mail“.

Droga. Já comecei mal nestes dois pontos. Tenho a tendência de escrever muito porquê gosto de escrever e deixar as coisas bem claras. Acho que a grande lição aqui é tentar reduzir o tamanho das mensagens e passar apenas o essencial, embora ache que vá ser muito, muito difícil no meu caso. Pelo menos digo logo de cara o que preciso, normalmente, e isso me deixa pelo menos um pouco aderente   regra 2.

3. Escreva apenas sobre um assunto. “Por diversas vezes li um e-mail, vi a ação necessária e a realizei… apenas para descobrir que três outras coisas também precisariam ser feitas para responder ao e-mail. Eu também já respondi   primeira parte de uma mensagem e não `s outras só por pura falta de tempo”.

Ele continua:Se você escreve sobre mais de uma coisa, garante duas coisas: 1) provavelmente seu e-mail não será lido ou não terá as ações necessárias; e 2) mesmo que seja respondido, provavelmente apenas uma das ações listadas será tomada.Ao invés disso, prenda-se a um único assunto, com uma única solicitação. Uma vez que isso tenha sido feito, você pode enviar uma segunda mensagem, mas não sobrecarregue o destinatário se for possível“.

Não tenho o costume de solicitar várias coisas ao mesmo tempo, embora já o tenha feito através de listas que deixo bem destacadas nas mensagens. No entanto, sou vítima constante de pessoas que precisam definitivamente ler este terceiro “mandamento“.

4. Deixe de lado o humor e as emoções.Este tipo de coisa não fica bem em um e-mail. These don’t come across well in an email. Mesmo que você use emoticons. Não há maneira escrita de se expressar tom ou inflexão das frases, e não há maneira de sabermos que o destinatário vá entender que você está apenas brincando. Se você estiver falando em pessoa, pode ver que alguém não entendeu a piada e dizer que estava apenas brincando. Por e-mail, não.

Então, a menos que você conheça bem a pessoa e saiba que ela entenderá que você está brincando, esqueça-se do humor. É um risco que você não quer“.

Pra mim, onze em cada dez problemas de comunicação se originam através de mensagens onde o tom da comunicação foi indevido, onde se tentou uma piada ou mesmo uma frase amena que acabou sendo interpretada de outra forma. Neste ponto, evito o humor e, sempre que posso, recomendo  s pessoas para se conversarem pessoalmente, face-to-face. Pra mim é um milhão de vezes melhor que uma mensagem eletrônica.

5. Use frases do tipo “Se… então”. Leo Babauta dispara: “Como o e-mail é um método de comunicação de vai-e-volta e pode-se levar um dia ou dois para obtermos uma resposta (em alguns casos), você quer certamente limitar o número de vezes que uma mensagem fica neste bate-rebate. Para fazer isso, use as frases se… então, antecipando possíveis respostas   sua pergunta“.

Aqui, além disso, cabe um comentário pessoal que talvez defenda a minha costumeira quantidade de detalhes adicionados  s mensagens: Se você não deixa algo bem claro e detalhado, pode correr o risco de ficar nesse vai-e-vem indefinidamente.

6. Revise e procure ambig¼idade e clareza.Uma vez que você tenha escrito seu e-mail, gaste alguns segundos para revisá-lo antes de apertar o botão enviar. Leia como se você fosse alguém de fora — está claro o suficiente? Há algo que possa ser interpretado errado? Se houver, esclareça“.

Aí está meu calcanhar-de-aquiles novamente…

7. Revise e deixe conciso.Conforme revisa, veja se existe um meio de encurtar a mensagem, remover palavras, sentenças e até mesmo parágrafo. Não deixe nada mais do que o estritamente essencial nas suas mensagens“.

E de novo o calcanhar. Puxa!

Estas dicas — que são bastante úteis — me fazem ver que preciso aprender um pouco mais a não falar tanto através das palavras… isso é bem complicado. E vocês, aprenderam algo interessante com elas?

Enquanto isso, no Twitter…

  • Ok… vamos dar um reboot nisso aqui. Tentar de novo, começar de novo. Twitter, eu me rendo! Oi pessoal! #
  • Testando o Twittermail… há algo que me diz que será bastante útil! #
  • Gosto muito de desenhar e arrisco algumas caricaturas e ilustrações. Mas fazer isso com o mouse, como acabo de comprovar, é barra!! #
  • Ouvindo Lighthouse Family (antes de dormir 🙂 #
  • Depois de 2 semanas de tempo brusco o sol finalmente abriu!! Hora de levar o
    filhão na piscina!! Até mais ver… #
  • 37 graus de temperatura o dia todo, regados a piscina e água de coco… isso sim é que foi um sábado bacana… #

Ok, Twitter. Você venceu.

É através da minha conta no Jaiku que qualquer pessoa pode acompanhar praticamente toda a minha vida on-line, porquê lá estão registrados os últimos artigos deste blog, minhas fotos, meu favoritos no del.icio.us e muito mais. No entanto, eu me rendo! Tem muita gente bacana no Twitter, e é por isso que decidi.

Precisava dar vida nova ao meu perfil por lá, que andava meio  s moscas. Já adicionei alguns amigos blogueiros e conhecidos. Se eu esqueci de alguém, por favor, me avisem… ok?

Mal posso esperar pelo Fav.or.it

Encontrei hoje uma ótima review no site TechCrunch, especializado em startups Web 2.0. Lá eles mencionavam um novo serviço batizado de Fav.or.it, que deve revolucionar toda a grande rede assim que sair da fase private beta.

A justificativa para uma afirmação tão impactante dos jornalistas especializados é a proposta do serviço, que veio, segundo li, para finalmente combinar as ações de ler os vários posts de vários de blogs com a possibilidade de fazer comentários diretamente em uma única interface.

Preciso dizer que só duas palavras me ocorrem agora. É GENIAL!! Ainda mais porquê, por incrível que pareça, pareceu uma transmissão de pensamento: Ainda ontem me perguntei quando é que afinal seria possível utilizar um serviço como o Google Reader e ser capaz de fazer meus comentários ali mesmo, para continuar lendo post atrás de post, e esta parece ser — finalmente — a resposta que eu estava procurando!

Ainda segundo o TechCrunch, que já teve acesso ao serviço, o Fav.or.it será um leitor de feeds RSS que poderão ser combinadas de diversas formas, e a proposta de se agregar comentários aos blogs originais diretamente do site, sem a necessidade de preencher dados como nome, URL e e-mail lembra sites como o Twitter.

Recomendo a leitura imediata do artigo, pois as inovações são realmente consideráveis. Enquanto a coisa não é oficialmente lançada, eu já corri no novo site e me inscrevi na lista de beta testers. Será que rola?

Mixx x Digg: Quem ganha?

Recebi recentemente um convite para testar a versão beta do Mixx, um serviço cuja principal finalidade é promover a agregação social de notícias e conteúdo multimídia, como fotos e vídeos.

A minha intenção ao testar o novo site foi muito clara: Comparado a um gigante veterano que se dispõe a realizar basicamente as mesmas coisas, e que conta com milhares e milhares de usuários — o Digg —, quais seriam os resultados? Com este texto, tento responder esta questão e chegar a alguma conclusão.

Personalização

Eu devo confessar que uma coisa que achei interessante no Mixx foi a capacidade que o usuário possui de personalizar a sua navegação. O site oferece uma seção denominada Your Mix, que começa a ser populada logo que a conta de um usuário é criada, pois este pode selecionar os assuntos que mais lhe interessam. Uma vez feitas as escolhas, cada nova visita ao site exibirá as 5 notícias mais populares de cada uma delas, dando ao usuário um ponto de partida em sua navegação.

Há também a possibilidade de visualizar notícias locais. No entanto, esta característica, que me lembrou os acessos que eu de vez em quando faço ao site Topix — porquê lá, baseado no endereço IP da máquina, são exibidas notícias do país de origem do internauta — infelizmente (ainda?) não está disponível para os residentes de fora dos EUA. É uma pena, pois este aspecto, associado ao que mencionei no parágrafo acima, me faz colocar o Mixx em vantagem inicial, já que o Digg, embora permita personalizar tópicos, não possua personalização local, que é feita através da informação do CEP.

Vencedor: Mixx

Rede Social

Eu devo confessar que uma coisa que eu vejo cada vez mais presente em qualquer tipo de site moderno é o comportamento orkutesco. Todos querem ser redes sociais, o que acredito ser uma importante tendência, pois as pessoas com isso se aproximam mais umas das outras. Os dois sites comparados permitem esta abordagem, ao criarem recursos para inclusão de amigos em uma rede particular de contatos.

O Digg recentemente deu um tapa nos seus Digg Profiles, com a finalidade de tornar mais simples compartilhar conteúdo que se julga interessante com os amigos. Na minha opinião, um dos recursos introduzidos por ele, o chamado Shout (grito, em inglês) me lembra muito o sistema que o del.icio.us usa para compartilhamento de links, no formato for:username.

A diferença está no fato de que usar o shout significa criar a possibilidade de iniciar-se um processo de envio de mensagens   medida que estas vão para um ou mais usuários, através de cliques diretamente em cada notícia ou conteúdo multimídia, e podem ser respondidas quantas vezes se quiser. Claro que, para aqueles que são menos extrovertidos, pode-se configurar opções de privacidade.

mixxmenu.jpgNeste aspecto, o Mixx me pareceu muito mais simplório: O perfil do usuário apresenta apenas as informações básicas, e não há nada parecido com os recursos do Digg ou do del.icio.us quando o assunto é compartilhar. No entanto, há pelo menos uma coisa interessante no serviço: A opção follow user, que permite a qualquer usuário assinar os links submetidos por outro. Neste aspecto, o Mixx lembra os serviços de microblogging como o Twitter ou o Jaiku. O Digg peca um pouco neste aspecto porquê só permite acompanhar a atividade de quem está diretamente ligado   sua rede de contatos.

Em termos de perfil, o Digg ainda permite, além do registro dos shouts, que já mencionei antes, a inclusão da lista de links favoritos para consulta — novamente ao estilo del.icio.us, mas com links encontrados apenas no próprio site — e de até 25 imagens ou fotos com até 5mb de tamanho, para compartilhar com a rede pessoal.

O Mixx ainda contra-ataca permitindo a criação de grupos, que têm a finalidade de compartilhar histórias, fotos e vídeos com os amigos, família ou quem mais se quiser: Até mesmo pessoas que ainda não tem cadastro no site. Situação difícil de desempatar.

Vencedor: Empate!

Recursos e Ferramentas

O novíssimo Mixx também dá seus toques de del.icio.us, ao permitir que o usuário acrescente tags  s notícias. Como já deve ser de conhecimento amplo, tags são palavras-chave que podemos usar para qualificar melhor um link, e para tornar mais fácil encontrá-lo em meio a outros, ainda mais quando o tempo passa. Ao acessar os detalhes de uma notícia, por exemplo, basta clicar em add tags para inseri-las. Assim, outros usuários podem visualizar as descrições que você deu  s histórias, e vice-versa. O ponto negativo está no fato de que não se consegue navegar nas próprias tags, para encontrar assuntos posteriormente.

O Digg não aposta nas tags, e sim, em tópicos, que lembram as categorias de um blog. Acho este um ponto falho, mas vejo-o sendo superado por conta das demais ferramentas e recursos que se encontram no site: Os pontos de karma, por exemplo, estão presentes nos dois sites comparados, e, no caso do mais antigo, dão nome   coisa, pois histórias boas sobem no ranking, enquanto histórias ruins caem, ou são enterradas pela comunidade.

Mas o Digg também possui o recurso shout, como já disse, e, além disso, há a questão de compartilhamento por e-mail e a capacidade do usuário que possui um blog nas plataformas Blogger, Typepad, Live Journal, Moveable Type ou WordPress criar posts diretamente do site a partir de qualquer conteúdo encontrado. Isso sem mencionar o fato de que há inúmeros plugins disponíveis para o WP, por exemplo. Enquanto o tempo não é mais generoso com o novo concorrente, o Mixx sai perdendo este round.

Vencedor: Digg

Sistema de Comentários

O Mixx possui um sistema de comentários praticamente idêntico ao de qualquer blog, em qualquer plataforma mais comum: Eles vão sendo adicionados aos artigos e conteúdo, e nesta ordem, vão sendo empilhados. Em resumo, trata-se de uma característica também bastante simplória, a meu ver, para um site que talvez deseje encontrar seu lugar entre os outros, num mundo com tanta competição.

Já o Digg é um competidor mais preparado: Se você analisar com calma o site, verá que ele conta com o recurso threaded comments, ou seja, os comentários podem ser respondidos individualmente, criando ramificações similares a de sites com orientação social mais antigos, como o Slashdot. Também na linha do Slashdot, é possível votar nos comentários, classificá-los como abusivos e impedir a visualização daqueles com as menores notas ou com conteúdo ofensivo. Tudo isso, a meu ver, é essencial para um site que se propõe a ter uma certa magnitude.

Vencedor: Digg

Minhas conclusões

Devo tirar o chapéu para o Mixx. Com uma internet onde cada dia mais pipocam sites com o mesmo tipo de orientação a que ele se propõe, é possível perceber que há certos recursos inovadores na ferramenta, e que, com trabalho sério e tempo, ele poderá conquistar seu espaço merecido.

Como eu já disse no início deste texto, a personalização pesa a favor dos desenvolvedores da nova ferramenta. As características de tag, por exemplo, permitem inclusive associar uma determinada localidade ao conteúdo, ou seja, se uma notícia é relacionada ao estado de São Paulo, pode-se escrever São Paulo nela, e assim contribuir para a localização mais simples daquilo que realmente quer ser visto pelo usuário.

mixx.jpg

Entretanto, confesso que ainda não senti um nível de empolgação tamanho que me fizesse repensar o que acredito em relação a seu concorrente mais antigo, o Digg. Desta maneira, fico com ele quando o assunto entra neste tipo de mérito. Pode ser que, com o lançamento oficial do Mixx, alguns novos recursos faltantes sejam adicionados, e que a minha opinião mude. Mas por agora, só o tempo dirá. Espero que vocês consigam, também, se decidir, com esta rápida revisão…

O Yahoo! Fotos será descontinuado

Eis uma mensagem interessante que eu recebi hoje pela manhã, da qual destaco o seguinte parágrafo:

O Yahoo! Fotos será descontinuado oficialmente em 18 de outubro de 2007,  s 4 horas da manhã GMT/UTC. Até esta data, nós oferecemos a oportunidade de migrar suas fotos para o Flickr ou baixá-las na resolução original para o seu computador. Tudo o que você precisa fazer é decidir antes que o serviço seja descontinuado, pois depois desta data todas as fotos remanescentes no Yahoo! Fotos serão apagadas e não estarão mais acessíveis.

Já passava da hora. Um serviço de compartilhamento de fotos com mais recursos do que o originalmente mantido pela empresa — no qual, aliás, eu possuo uma conta —, e que recentemente ganhou versão em português dada sua popularidade também pelas bandas da Terra Brasilis merece o foco das atenções.

Longa vida ao Flickr!

PS: Apenas a título de curiosidade, 18 de outubro é, também, a data em que este que vos escreve comemora seu aniversário.

Pagando contas via SMS graças ao Google

É provável que você já tenha ao menos ouvido falar sobre o Google Checkout, um serviço de pagamentos via web similar ao já popular e conhecido PayPal, mas com atuação ainda muito limitada. Acredito que ainda levará um belo tempo até que ele se firme como opção ao rival, e conquiste uma fatia razoável da preferência dos internautas consumidores.

Tendo dito isto, preciso parabenizar o Google pelo movimento feito esta semana, ao publicar uma solicitação de patente de um sistema de pagamentos baseado no envio de mensagens de texto — SMS — a partir de aparelhos celulares chamado Text Message Payment. Digo isso porquê acredito que este é um passo na direção da revolução dos métodos de pagamento, através do uso de uma tecnologia muito simples, que inclusive já se tornou banal para muita gente. Desde uma máquina de refrigerante até as transações em lojas poderão ser pagas através do celular.

Mas não apenas o lado tecnológico da notícia é importante: O Google pode estar querendo fazer do novo sistema um trunfo para o provável lançamento de um telefone celular até o final deste ano, e isso demonstra, mais uma vez, o apurado tino comercial da empresa em ação.

Tecnicamente, o processo de pagamento deve ocorrer através da simples composição de uma mensagem de texto no celular do comprador, que incluirá informações que identificarão a transação e a quantia do pagamento. Tal mensagem poderá então ser ou não enviada para um sistema de processamento de pagamentos, que poderá debitar o valor de uma conta pré-determinada pelo cliente, ao mesmo tempo em que creditará a conta do vendedor, notificando ambos. Realmente excelente, não acham?

O Flickr e o FireUploader

Há menos de uma semana atrás perdi as instalações de Linux e Windows de meu computador, após um acidente de percurso cujos detalhes, neste momento, nem vale   pena mencionar.

Após a reinstalação de sistemas e aplicativos, reparei que não havia recolocado nenhum programa que me permitisse enviar fotos para o Flickr, o que certamente me faria falta, uma vez que, sendo um pai-coruja, registo muitas descobertas do filhão mês-a-mês. Normalmente, sempre resolvo esta questão recorrendo   instalação do Flickr Uploadr, ferramenta do próprio site que serve apenas para este fim: Enviar fotos para o site e posicioná-las em álbuns com as tags — pequenas palavras-chave para descrição e posterior filtro das imagens — determinadas pelo usuário.

Essa solução sempre me faz lembrar da única reclamação atual que eu tenho contra o Flickr: Porquê é que eles não disponibilizam uma forma de enviar todas as minhas fotos através de uma interface FTP? Seria uma forma prática, mais rápida e eficiente — além de haver a possibilidade de manter a conexão segura — de enviar minhas fotos para a minha conta, afinal. Mas até agora, nada deste tipo de recurso.

Enquanto o próprio pessoal do Yahoo! não resolve meu problema, uma extensão do Firefox parece vir bem   calhar: Trata-se do Firefox Universal Uploader, também conhecido como Fire Uploader. Para quem não o conhece, trata-se de uma interface amigável que permite não apenas o upload de informações, mas também o download de arquivos de qualquer site da web.

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A versão mais recente permite interação não apenas com o Flickr, mas também com os sites Box.net (para armazenamento de arquivos), Picasa e Youtube. A interface é extremamente parecida com a de um programa de FTP, podendo ser visualizadas as pastas locais e remotas, e enviados quantos arquivos se desejar de uma única vez. Também é possível efetuar o login em múltiplas contas ao mesmo tempo, enviando e recebendo arquivos simultaneamente. Já não bastassem estas características, segundo o desenvolvedor, as versões subseq¼entes deverão permitir a utilização de serviços como o Google Videos e o Webshots, entre outros.Para quem pensa automaticamente em comparar a ferramenta com o próprio Flickr Uploadr — como eu, aliás —, não há motivos para desapontamento: É possível selecionar um álbum de fotos já existente para envio de novas imagens, ou, é claro, criar um novo,

Com relação  s tags — uma de minhas maiores preocupações, aliás — a interface da extensão também não se sai mal: Após o envio de cada imagem, é possível selecioná-la já em sua localização final na pasta remota, editando as informações de título, e usando o campo caption para o cadastramento das palavras-chave. A navegação, neste ponto, é também um destaque: Permitindo a visualização dos thumbnails — miniaturas das fotos —, é possível selecionar a próxima imagem (ou a anterior) ao mesmo tempo em que os dados editados da última imagem são automaticamente salvos.

Se adicionarmos a estes pontos a facilidade adicional de poder fazer o download de imagens do Flickr — utilíssima nos casos em que se deseja fazer o back-up de pelo menos algumas delas, ou quando se deseja imprimir certas fotos para colocar em um álbum, entre outras coisas —, o Firefox Universal Uploader é realmente um show   parte. Merece pelo menos uma rodada de testes. E sem que haja, muito provavelmente, a menor chance de arrependimento de quem usá-lo.

Internet vicia. Pode ser doença.

A Associação Médica Americana pediu esta semana mais estudos para comprovar o efeito nocivo e causador de dependência que podem ter a web e os games sobre as pessoas. A coisa pode até vir a ser considerada doença, aliás. Eu, como sempre afirmo, acredito que este efeito, além de real, é presente não apenas na minha vida, mas na de muita gente por aí.

No caso dos games, é verdade, há aquela velha discussão sobre alguns deles poderem ou não influenciar o comportamento dos seres humanos, mas não é disso que estou falando. Estou falando do vício de uma forma mais ampla: Aquela que faz com que fiquemos algumas boas horas por dia em frente aos navegadores, comunicadores, palm tops e celulares, ou seja, o vício da conectividade.

Pode ser uma coisa muito grave ver um vício deste tipo evoluir e se tornar uma doença e, o pior é que neste mundo moderno em que cada vez mais dispositivos eletrônicos nos rodeiam — com a desculpa concreta de que vêm para facilitar nossas vidas ou torná-las mais cômodas —, não sei o quanto cada um de nós pode-se considerar imune. Eu já disse antes que a melhor maneira de tentar lutar contra isso é puxar o fio da tomada e ficar offline por alguns momentos, dias, talvez. Mas e você? Como, afinal de contas, você combate o seu vício?

Combata alguns vícios da Internet

Li um artigo esta semana com 8 dicas práticas para nos livrarmos de um problema chamado Internet ADD — ou Internet Attention Deficit Disorder. Na verdade, trata-se do vício (que eu mesmo admito que muitas vezes me persegue) de alternar as atividades do trabalho com a leitura de notícias, blogs, e-mail e o envio de mensagens instantâneas, o que pode acabar afetando a produtividade de muita gente.

Todas as dicas são bastante interessantes e relevantes, mas uma em especial que devo experimentar é ocultar a barra de tarefas do Windows para que eu não veja as notificações de novas mensagens de e-mail que abarrotam minha caixa de entrada diariamente o tempo inteiro. Isso me atrapalha muito, pois faz com que eu me sinta impelido a parar tudo o que estou fazendo na mesma hora só para saber o que me enviaram. Ao invés disso, vou tentar dar uma olhada nas mensagens em horários fixos, inclusive para respondê-las. Talvez funcione.

Outra coisa muito importante no meu caso é como tratar o instant messaging.

O artigo que li cita — e vivo isso na prática no meu próprio ambiente de trabalho — que um dos principais aliados do mundo corporativo atual, o envio de mensagens instantâneas para providenciar pequenos alinhamentos entre os colegas de trabalho pode também ser um grande vilão. É inevitável que acabe se usando o recurso também para comentar uma notícia interessante encontrada justamente na Internet, o último episódio da terceira temporada de Lost ou até mesmo para contar piadas ou decidir onde se vai almoçar.

Para que o mensageiro eletrônico não atrapalhe, basta aprender a usar corretamente os status de presença. No meu caso, se estou trabalhando em algo realmente importante e imprescindível, me desconecto, ou seja, fico offline. Se não se pode ou não se quer ser tão radical, há sempre a possibilidade de se ficar invisível ou indicar que não está próximo do computador naquele momento: I’m away, exatamente como nos bons e velhos tempos do IRC. O maior problema neste caso são as pessoas (ou seriam, com o perdão da expressão, as malas) que simplesmente ignoram os status de presença e ficam te mandando mensagens uma atrás da outra mesmo assim.

Já a dica que achei mais radical para o ambiente de trabalho — no meu caso, é impraticável — é, na verdade, excelente para a vida pessoal: Trata-se do desafio de passar um dia inteiro por mês completamente offline, ou seja, com zero contato com a Internet, PDAs, mensageiros eletrônicos e tudo o mais. O Glacial, por exemplo, dia desses comentou que ficar sem internet pode causar uma séria crise de abstinência mas, me acreditem, não há nada melhor do que passar um bom tempo desconectado, lendo um livro, assistindo   um bom filme em boa companhia, ou brincando com seu filho. Todo mundo deveria experimentar isso pelo menos uma vez por mês.