As novidades no Google Translate

O  Google Translate, que talvez seja pouco popular entre a maioria dos internautas convencionais, mas que eu considero uma verdadeira mão na roda — principalmente se estiver traduzindo alguma coisa que não esteja em inglês para o português —, ganhou características que o transformaram em uma ferramenta de tradução em tempo real.

Hoje, ao visitar o serviço, percebi que as palavras digitadas por mim iam surgindo, já traduzidas,   medida em que eram escritas, e me lembrei imediatamente do que era feito com uma extensão chamada Rosyquase no final da demonstração do Google Wave (lembram-se? “Rosy is a robot that very kindly translates on typing“), onde a idéia era melhorar a produtividade e o trabalho entre equipes que dominem idiomas nativos distintos.

Obviamente, traduções mais simples são, bem… mais simples. Aliás, caso você esteja traduzindo de qualquer idioma para o inglês, o link para um arquivo de áudio aparece ao lado do resultado processado, de forma que você também possa ouvir a tradução.

Os brasileiros e o futebol...

Um recurso interessante é a possibilidade de deixar que o Translate detecte o idioma original, como exibido na imagem a seguir, que também ilustra que textos mais elaborados podem estar sujeitos a pequenas variações:

Flashforward, anyone?

Ainda que estas pequenas variações estejam de fato presentes, eu sei o quanto é complicado  encontrar um algoritmo que traduza impecavelmente entre os diferentes idiomas — em tempo, pelo que me consta, isso (aindanão existe, e  só posso dizer que tiro o chapéu pra essa nova versão do Translate.

TinEye: (Quase) nenhum logotipo é páreo para ele!

Hoje no escritório, durante a hora do almoço, um amigo nos chamou para que tentássemos ajudá-lo a completar um desafio. Tratava-se de conseguir completar o já extremamente famoso Jogo dos Logotipos. Você provavelmente também já deve ter se deparado com ele:  Em uma simples planilha do Excel, são exibidas 99 imagens que representam parcialmente algum logotipo famoso, e nosso trabalho é adivinhar qual é a marca sendo representada.

Eis que começamos a nos empenhar arduamente para ajudá-lo a identificar os logotipos que estavam faltando — aliás bem poucos, eu devo confessar. Um acerto aqui, alguns erros a mais, e desconfiamos que as últimas respostas não seriam nada fáceis de se obter. Um amigo inclusive chegou a brincar, dizendo que devíamos usar o Google Image Search para nos ajudar, mas de uma forma a princípio bem inusitada. Ele comentou que deveria existir alguma maneira de “mandarmos uma imagem pra lá, e a partir dela obter vários resultados que nos dessem pistas a respeito do que estamos procurando“.

Detalhe de parte dos logotipos do jogo

É claro que demos boas risadas depois de pensar na idéia. Mas eis que, como mais pura prova de que — pelo menos  s vezes — nossos desejos podem se tornar realidade, acabei encontrando agora há pouco — e totalmente sem querer, acreditem! — um site de busca reversa de imagens, chamado TinEye.

Assim como descrito em seu FAQ, a proposta do serviço é bem simples: A partir de uma imagem que você possua em seu computador — ou que esteja localizada na própria web —  é criada uma pequena assinatura digital exclusiva, apelidada carinhosamente de impressão digital. Esta assinatura é então rapidamente comparada com cada outra imagem que esteja indexada, em busca de similaridades — mesmo que as assinaturas coincidam apenas parcialmente. Na prática, uma imagem parcial que seja submetida pode encontrar a imagem total, até mesmo em versões de maior resolução.

Ainda segundo descrito no próprio site do TinEye, entre suas várias aplicações estão a possibilidade de descobrir de onde uma imagem veio, descobrir com que diferentes aparências ela é apresentada na web, localizar páginas que usam uma imagem criada por você, ou descobrir versões modificadas e/ou editadas de imagens originais. É claro que, dentre estas possíveis aplicações, logo me veio   mente a idéia de testar o grau de auxílio que eu obteria do serviço para completar um Jogo dos Logotipos. E lá fui eu, com um espírito sobretudo disposto a ver até onde essa brincadeira me levaria.

Quem não conhece?Comecei com um logotipo que já conhecíamos: Com a ajuda do magnífico PicPick, recortei da planilha — que o autor originalmente protege justamente para que não seja possível copiar imagens ou visualizar as respostas corretas — parte de um logotipo muito famoso ao redor do mundo. Em seguida, enviei o arquivo gerado para os servidores do TinEye, e obtive uma — ou, na verdade, várias — respostas matadoras, como é possível perceber a seguir:

hsbc_logo_tineye

Com a resposta correta em mãos, foi o momento de partir para alguns outros logotipos que estavam na planilha, desta vez tratando de me focar naquelas respostas que meu amigo ainda não tinha obtido quando nos chamou para ajudá-lo, entre elas, as marcas dos logotipos abaixo:

8 logotipos a mais que testei com o TinEyeTendo como base a figura a cima, da esquerda para a direita, encontrei 26 resultados para o logotipo da Cisco Systems e outros 31 resultados para o logotipo da Timberland. O logotipo da Danone aparentemente é menos difundido através da grande rede, uma vez que obtive míseros 9 resultados quando o procurei. De qualquer maneira, isso não foi nada comparado   total falta de resultados com a qual me defrontei logo em seguida:

Image too simple!!

No caso do logotipo da Basf, o TinEye simplesmente não conseguiu gerar nenhum resultado, e usou como justificativa o seu mecanismo de criação de assinaturas digitais das imagens que são submetidas ao serviço: TinEye requires a basic level of visual detail to properly fingerprint your image. Try uploading a larger or uncropped version if possible, or another more detailed image. Outra explicação que acompanha o erro é a de que certos sites mascaram suas imagens, colocando-as por detrás de uma camada vazia ou transparente, sendo estes casos em que a busca não é efetiva, sendo recomendada a submissão de outra imagem, proveniente, por exemplo, de outro site.

Os dois resultados subsequentes, logotipos, respectivamente, da Tetrapak e da Polaroid, também não constituíram, para mim, uma busca bem sucedida. No primeiro caso, o argumento apresentado pelo serviço foi o de que seu banco de dados de imagens ainda é muito pequeno — só uma fração, comparado   todas as imagens disponíveis na web. No entanto, o TinEye nos encoraja a tentar a mesma busca mais tarde, visto que sua base de dados está sempre em expansão. No caso do logotipo da Polaroid, a mensagem apresentada foi, também, a de que tratava-se de uma imagem pouco complexa para a criação de uma fingerprint. Hunf.

Felizmente, as duas últimas buscas voltaram   linha das identificações positivas: O logotipo da Copag forneceu 9 resultados, enquanto que o da Starbucks, o logotipo com maior número de ocorrências dentre aqueles que eu busquei, afastou qualquer dúvida com relação   sua identidade, após apresentar 71 resultados que a suportavam.

Não posso deixa de mencionar que o TinEye também conta com um plugin para Firefox, que basicamente permite comparar imagens encontradas em qualquer página da web com várias outras, para poupar o trabalho de ter que navegar até o site. No final das contas, essa brincadeira com os logotipos serviu apenas como pano de fundo para demonstrar o quanto pode ser interessante contar com uma ferramenta de busca reversa de imagens. Se não para qualquer das aplicações práticas defendidas pelos seus desenvolvedores, pelo menos para garantir algumas horas de diversão com buscas bem interessantes

Google Wave: Estou com água na boca!!

wavelogoFazia tempo que eu não escrevia algo sobre o Google. Mas depois de ouvir falar de sua mais nova investida, chamada Google Wave — o que se pode chamar de uma nova proposta de plataforma de comunicação em tempo real — e de assistir ao vídeo com sua demonstração, realizada durante o Google I/O deste ano por seus idealizadores, Lars Rasmussen e Stephanie Hannon — os mesmos que, em 2005, criaram o Google Maps, eu não poderia deixar de escrever pelo menos alguma coisa.

No início da demonstração, Lars Rasmussen comenta que, de longe, o e-mail é hoje a forma mais popular de comunicação online, mas também que ele foi inventado há cerca de 40 anos atrás, antes da internet e da própria web, e que não levou em conta as experiências obtidas através dos mensageiros instantâneos, das redes sociais, dos wikis, dos fóruns de discussão, dos blogs, do SMS e de tantas outras tecnologias que hoje utilizamos para nos manter em constante comunicação.

Ele completa dizendo que, quando começou o projeto do Google Wave, a primeira pergunta que lhe veio   mente foi “qual seria a cara do e-mail caso ele tivesse sido inventado nos dias de hoje”, e que, apesar das milhões de respostas possíveis, o Wave é a visão do Google a respeito.

Mas o que é uma wave? A palavra em inglês significa onda, e, pelo que vi, se encaixa perfeitamente com o que descreve: Uma wave é uma determinada conversa realizada em níveis, ou threads. Pode conter uma única pessoa, ou grupos de pessoas e, apesar de parecer muito semelhante com o que o GMail proporciona atualmente — um histórico de mensagens que pode ser lido de uma única vez —, é mais rica do que isso, na medida em que podem ser adicionadas respostas em qualquer ponto, além de conteúdo multimídia como fotos e filmes.

Junte a isso o fato de que as alterações são visualizadas praticamente em tempo real e que podem sofrer formatação e edição conjuntas na medida em que são criadas, e que se pode compartilhá-las com qualquer pessoa, seja através do próprio serviço, seja através de um blog, do Twitter ou do Orkut — através de APIs —, e você terá uma visão geral do que é a wave.

Através da demonstração em vídeo, vê-se claramente que a nova ferramenta combina aspectos não só do e-mail, mas também de mensagens instantâneas, wikis, redes sociais e de gestão de projeto, tudo isso acessível diretamente a partir de qualquer dos navegadores web mais populares do momento. Em resumo, coisas simples como compartilhar fotos e vídeosdiscutir seu dia com colegas ou combinar uma viagem, e também assuntos profissionais como revisar um documento, escrever uma ata de reunião, acompanhar as atividades de um projeto ou o que quer que venha   mente, podem ser facilmente alcançadas com o Google Wave.

Eu acho que se pudesse descrever as funções do Wave em apenas uma palavra, ela seria “fantástico“. Apesar de ser uma overdose de informações — a apresentação tem 1h20 de duração —, dentre todas as características que foram demonstradas, as minhas favoritas foram a correção ortográfica instantânea, possível de se realizar entre 40 idiomas diferentes — contando aí também a possibilidade de se traduzir instantaneamente o que é escrito, além da capacidade de compartilhar arquivos com um único movimento do mouse, puxando a mídia para dentro de uma wave.

Um último ponto que observei foi uma certa familiaridade com as antigas — mas ainda presentes hoje — salas de bate-papo IRC. É possível manter, dentro das waves criadas, conversas com os membros que estiverem online, e enviar mensagens privativas para uma ou mais pessoas ao mesmo tempo. É realmente excitante, na minha opinião.

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Atualmente, a página oficial da ferramenta declara: Google Wave will be available later this year. Ocorre que fazia um bom tempo que uma mensagem deste tipo não me deixava tão ansioso. O quanto o mundo terá que esperar por este later this year, por enquanto, permanecerá uma incógnita.

Combatendo vírus na nuvem

A PandaLabs anunciou esta semana, segundo nota divulgada pela PCMagazine, a disponibilização de um anti-vírus gratuito, e que consome poucos recursos.

Já que consumir poucos recursos é a promessa de 9 entre cada 10 anti-vírus disponíveis atualmente no mercado, não foi exatamente isso o que me chamou a atenção, mas sim o mecanismo que eles alegam que torna a solução leve: O Panda Cloud Antivirus, como o próprio nome delata, é uma ferramenta que emprega tecnologia de cloud computing.

Imagine ter   sua disposição uma comunidade global de mais de 10 milhões de usuários que façam por conta própria — e automaticamente — o trabalho de identificar e classificar novas ameaças, como malwares e spywares, tudo em tempo real. Assim é a cloud computing, ou computação nas nuvens, ao pé da letra. A nuvem, neste caso, é uma referência   Internet, justamente onde ficam localizados todos os recursos que trabalharão em prol de cada usuário.

Fazendo com que o processamento seja realizado na nuvem, ao invés de no computador da minha ou da sua casa, o Cloud Antivirus deixa de consumir maiores recursos. Além disso, a nova ferramenta posterga ao máximo a análise de cada item suspeito. Na prática, isso quer dizer que o item não será verificado durante a cópia ou um download, mas sim, somente a partir do momento em que tentar executar alguma coisa suspeita, quando será devidamente bloqueado.

Uma coisa é certa: Ao longo dos anos eu já perdi a conta de quantas vezes cruzei com discussões do tipo “qual é o melhor anti-vírus da paróquia“. Não foram poucas, isso é verdade, assim como também é verdade o fato de que, na grande maioria das vezes, as reclamações das pessoas fatalmente estavam em consumo de recursos e lentidão dos programas.

Como esta questão de lentidão também é uma reclamação pessoal, nada melhor do que testar a solução oferecida pela Panda, e assim comprovar por conta própria se a ferramenta é tudo isso mesmo que diz ser. Aguardem. Fui em frente, baixei o programa e o pus   prova. A seguir, conforme prometi, as minhas impressões e comentários.

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Saudades eternas do Geocities

A data era 31 de agosto de 1997.

Depois de regressar de uma viagem ao Nordeste brasileiro exatamente no dia em que a Princesa Diana morria em um acidente de carro, eu carregava na bagagem algumas dezenas de fotos, todas elas tiradas com uma câmera Pentax que hoje, com a modernidade e infinidade de pixels das câmeras digitais, você encontra nos magazines populares por menos de R$ 35. Depois de digitalizar algumas dezenas delas, eu queria — e precisava — de algum lugar para publicá-las on-line, de maneira que alguém que infelizmente tinha ficado por lá pudesse vê-las quando bem quisesse.

Como naquele tempo eu não tinha condições de possuir um domínio próprio na Internet — e, aliás, eu nem sabia direito o que era isso —, e os blogs ainda estavam muito longe de surgir, meu primeiro pensamento foi criar uma homepage no Geocities. Não era a minha primeira experiência no assunto, mas era a segunda: Isso significava recorrer ao famigerado Microsoft Frontpage para criar um layout. Me lembro muito bem da coisa: Um fundo azul mesclado com branco, o mesmo para os dois frames que haviam na página, um   direita — principal — e o outro,   esquerda, com um menu e uma imagem GIF servindo de título que eu criei no Corel Draw.

No frame principal, as fotos, todas circuladas por aquelas horríveis bordas azuis muito grossas que se podia ver quando se navegava no Netscape Navigator. Nada de CSS. De qualquer maneira, subi todo o conteúdo para uma URL da qual me lembro até hoje:

http://www.geocities.com/TimesSquare/Alley/6203

Uma ligação telefônica interurbana depois e eu havia avisado minha namorada de que as fotos que eu havia tirado estavam em uma homepage que eu tinha criado pra nós. Isso a deixou muito, muito feliz.

Essa história me veio   mente porquê essa semana recebi com uma certa tristeza a notícia de que o Yahoo vai descontinuar o Geocities até o final deste ano. É claro que a causa disso é a mesma que fez o bom e velho IRC ser substituído pelos instant messengers como o ICQ e o MSN: A evolução tecnológica é quem faz com que ferramentas de criação e gerenciamento de blogs como o WordPress ou sites como o Twitter e o Facebook sejam utilizados pelos internautas modernos, que preferem socializar seus pensamentos e opiniões a isolá-los em páginas como as que eram criadas e hospedadas por lá.

De qualquer maneira, não creio que seja pequeno o número de pessoas que tenham pelo menos uma história relacionada ao Geocities para contar. A minha acabou em casamento, e foi outra, afinal de contas, escrita pelo Graveheart, que me motivou a também colocar os dedos em ação, e a plagiar, descaradamente, a frase final do que ele escreveu: Vá com Deus, Geocities. Você ajudou a criar muitos dos que estão aqui hoje. E viverá sempre em nossos corações.

GDrive: A privacidade no caminho de um Briefcase 2.0

Google GDriveComo lá pelos idos de 2000 e 2001 eu era um fervoroso usuário do Briefcase, não pude deixar de reparar, esta semana, que o Yahoo resolveu dar um ponto final ao serviço depois de quase 10 anos de estrada: Todos os usuários tem até o próximo dia 30 de março para baixar ou excluir o que estiver armazenado em suas contas.

Naquela época eu estava começando a faculdade, e a especificação do padrão USB ainda não havia decolado. Dessa forma, ainda não era possível fazer o que metade da torcida do Flamengo faz hoje em dia quando quer transportar arquivos pra cima e pra baixo: Recorrer a um pendrive. Eu carregava um porta-disquetes — com a incrível capacidade para três discos de 3 1/2 polegadas. Assim sendo, imaginem o meu justificável espanto de poder contar com os 30 Mb oferecidos pela empresa, e, ainda por cima, gratuitamente.

Pois bem. Foram, de certa forma, exatamente estes 30 Mb de espaço de armazenamento que tanto me impressionaram no começo da década que acabaram por decretar o fim do serviço. Acontece que, para os padrões de armazenamento atuais em que espaço sobrando nunca é suficiente — um amigo meu, por exemplo, voltou de férias essa semana e me disse ter acabado de comprar um HD novo, com 1 terabyte de capacidade —, essa oferta ficou pelo caminho, muito Web 1.0 para o gosto dos usuários, que no fundo, começaram a nem se lembrar mais do pobre Briefcase, ofuscado pelo espaço oferecido pelo Flickr ou pelo sensacional GMail, ambos gigabytes e mais gigabytes   sua frente.

Mas se por um lado o Briefcase está prestes a bater as botas mesmo sendo pioneiro na disponibilização de espaço em disco, por outro deve ficar na memória de muita gente devido a outro conceito que ajudou a popularizar: Estou falando da possibilidade de dar a qualquer usuário a chance de acessar seus arquivos em qualquer computador, a qualquer momento, em qualquer parte do mundo em que ele esteja. Na onda de aproveitar este conceito associado   capacidade crescente de armazenamento do GMail, aliás, muita gente acabou apresentando soluções criativas, como o GMail Drive, por exemplo, que cria uma camada que permite usar sua conta de email no serviço como um drive virtual de seu computador, onde os dados ficam armazenados remotamente.

E foi justamente uma notícia sobre o Google que também me chamou a atenção no começo da semana: Primeiro surgiu como uma suspeita do site TG Daily, e depois acabou se confirmando sem querer, graças a um memorável vazamento de código: Vem aí, ainda em 2009, o Google Drive — ou GDrive, para facilitar.

Faço minhas as palavras que dão título ao artigo do britânico The Observer: Através desse movimento o Google planeja tornar os PCs que conhecemos hoje coisa do passado, ao possibilitar a qualquer pessoa, tal como no caso do Briefcase, que acessem não apenas seus arquivos, mas também, todo um sistema operacional e aplicativos diretamente dos servidores da empresa californiana.

O GDrive deve funcionar armazenando todos os dados em um servidor que normalmente estará a quilômetros de distância das máquinas dos usuários, um conceito batizado de Cloud Computing. As cópias locais dos arquivos de qualquer pessoa poderão ser sincronizadas com as versões do servidor através de uma conexão de dados, o que na prática os tornará acessíveis em qualquer lugar e hora, desde que se use um computador com conexão   web.

Mesmo sendo um entusiasta ávido por experimentar a coisa caso ela realmente se concretize, sentencio logo de cara: Eu não acho que as pessoas estejam preparadas, pelos próximos sei-lá-quantos-anos, a abandonarem seus HD’s com capacidades cada dia maiores e maiores, para partirem para um modelo de 100% de armazenamento de dados em um servidor… ainda mais um servidor alheio.

Trata-se de privacidade: Para mim, se o Google quiser tornar o GDrive — e o cloud computing — realmente populares, terá que convencer pessoas comuns, como você ou eu, de que será seguro armazenar todos os seus arquivos — mesmo aqueles mais secretos, como planilhas bancárias, ou sei lá que outras coisas — em um servidor. “Mas quem verá os dados além de mim?“. “E se a internet cair, o que acontece? Hoje, pelo menos, está tudo no meu HD, aqui, pertinho de mim“.

Trata-se de uma pedra e tanto para o Google tirar do caminho, ainda mais se deixarmos tomar conta de nossas cabeças o pensamento inevitável de que os mesmos robôs postos   serviço da análise do que escrevemos em nossas mensagens de e-mail no GMail serão também postos para vascular arquivos incansavelmente, tudo em nome da exibição de anúncios, que, afinal, são o ganha-pão do Google.

Mas… quem sabe daqui a algumas gerações, não é mesmo?

A mudança mais legal do Google Reader!

Quinta-feira passada foram anunciadas mudanças na interface do Google Reader.

No blog oficial foi declarada a intenção principal da equipe que cuida dos bastidores do serviço: Tornar a experiência de leitura do usuário mais leve e agradável, o que, pelo menos na minha opinião, foi exatamente o que aconteceu, já que as coisas realmente parecem muito menos carregadas por lá.

Mas foi um detalhe, talvez quase imperceptível para a maioria, que me chamou a atenção: Finalmente é possível, através de um menu de opções ao lado de cada grupo de feeds, fazer a mágica acontecer. Um clique de mouse e não é mais necessário conviver com a culpa de ter centenas e centenas de itens pendentes para, pelo menos, passar os olhos, sabendo que nunca terei tempo de me colocar em dia. Na prática, para quem quiser, chega de exibir os famigerados unread counts:

“For some of you (and some of us on the Reader team), unread counts are a source of anxiety and can feel more like a to-do list than the random awesomeness of the Internet”.

gr-unread-hiddenLi esse parágrafo do blog oficial algumas vezes, pois senti a mensagem sendo endereçada diretamente para mim.

É que já me basta saber, no telefone da empresa, quantas ligações recebidas eu preciso retornar, além de quantos e-mails precisam ser lidos e respondidos antes do final do dia.

Para a leitura de feeds que, ao menos para mim, é puramente lazer, as pendências realmente só causam ansiedade. Ocultá-las, ainda que sabendo que continuam por lá, me ajuda a aliviar a consciência. É por isso que dou três vivas pra essa novidade, de longe a melhor dos últimos tempos…

Alguém mais concorda? 🙂

O fim da novela da acentuação com o Ping.fm

Para quem não sabe, o Ping.fm é um serviço genial. Com a enxurrada cada vez maior de redes e sites sociais que pipocam pela Internet, a proposta do site é permitir que qualquer um cadastre ali todas as suas contas e as atualize a partir de um único painel, em que mensagens são digitadas e enviadas para os respectivos destinos.

Aqueles que, assim como eu, se encontram impossibilitados de utilizar o site diretamente — por conta, principalmente, do bloqueio imposto por firewalls — ainda têm no próprio Ping.fm uma saída genial: A possibilidade de enviar uma mensagem de email para um endereço gerado especialmente para o usuário, sendo esta mensagem posteriormente encaminhada para todas as suas redes sociais como uma atualização de status ou presence update.

Pois bem. Usuário assíduo do Plurk como venho me tornando e bloqueado justamente por um firewall no trabalho, optei pelo envio de updates por email, e descobri que todas as mensagens que continham acentuação nunca chegavam aos seus destinos. Assim, ao mesmo tempo em que passei a enviar para o Ping.fm uma série de emails com mensagens sem acento, resolvi botar a boca no trombone no GetSatisfaction, serviço utilizado pelo site para receber feedbacks de seus usuários.

Abri duas reclamações por lá. Para a primeira, pelo menos até o momento em que estava escrevendo este artigo, nunca recebi uma resposta. No caso da segunda, recebi a solidariedade de um usuário francês, já que o idioma deles também é cheio de acentos. Resposta satisfatória e que resolvesse o problema efetivamente, no entanto, nenhuma.

Dashboard da minha conta no Ping.fm

Dashboard da minha conta no Ping.fm

Eis, no entanto, que hoje pela manhã tive uma dessas idéias inusitadas. Ao verificar na minha lista de mensagens recentemente enviadas via Ping.fm que alguns caracteres apareciam estranhos, me ocorreu a idéia de verificar se não poderia ser um problema de codificação dos caracteres.

Instantaneamente abri minha conta do GMail e, indo até as configurações, descobri que não estava usando o padrão UTF-8. Na prática, o que isso representa? Que eu estava de fora do padrão favorito para mensagens de email e websites desde 2005, pelo menos no que dizia respeito ao email, já que este blog é codificado neste padrão desde sua proposição.

Minha resposta ao meu próprio tópico no GetSatisfaction

Minha resposta ao meu próprio tópico no GetSatisfaction

Constatado este meu deslize, foi só trocar a configuração de codificação de caracteres e voil . As minhas atualizações acentuadas passaram a alcançar seus destinos regularmente. Como usuário consciente do Ping.fm, relatei no meu próprio tópico do GetSatisfaction a minha descoberta, e assim espero ajudar outros que estejam passando pelo mesmo problema…

[ratings]

Um Show de Lifestreaming com o Profilactic

Lifestreaming. Quem nunca ouviu essa palavra antes provavelmente irá ouvi-la muito em breve, uma vez que, nas palavras de meu amigo Rodrigo Ghedin, o termo designa aquilo que, para mim, também, se trata do futuro da internet.

Em resumo, fazer lifestreaming é cultivar o hábito de manter uma lista de suas atividades diárias nos mais diversos sites e serviços visitados diariamente na grande rede mundial de computadores. Recentemente, com o hábito cada vez maior de escrever meus plurks por aí, resolvi que era hora de concentrar também os meus favoritos no del.icio.us, as minhas fotos, as músicas que eu ouço e tudo mais o que faço em uma dessas listas.

Como tudo o que se torna febre na Internet, há diversos serviços especializados em registrar em um único local o seu lifestream. Creio que atualmente o mais famoso desses seja o Friendfeed, no qual, aliás, a exemplo do próprio Rodrigo, eu mantenho uma conta.

No entanto, um outro serviço me chamou recentemente a atenção: Trata-se do Profilactic, nome que alguns podem achar estranho para um agregador de sites, já que em inglês a palavra designa a profilaxia — ou o conjunto de medidas adotadas para prevenir o alastramento de doenças. No entanto, o slogan do site — preventing an online identity crisis — deixa tudo explicado.

Com sites que têm como proposta agregar lifestreams pipocando todos os dias aqui e ali, porquê foi que o Profilactic me chamou a atenção? Certamente um dos motivos foi a quantidade de sites que podem ser agregados: Enquanto o Friendfeed conta atualmente com 43 serviços, o Profilactic concentra 186, e a lista cresce o tempo todo!

É claro que temos que tomar cuidado, pois quantidade não quer dizer necessariamente qualidade: Qualquer outro site que não esteja na lista pode ser acrescentado a partir de seu feed RSS ou Atom — e nesse ponto, inclusive, Friendfeed e Profilactic empatam.

É verdade que o Profilactic tem um recurso adicional chamado Clippings, usado, segundo o site, para registrar páginas sobre você em sites aleatórios. No fundo, a coisa acaba sendo mesmo uma cópia do del.icio.us, já que você salva como favorito qualquer endereço da Internet, com a opção de registrar comentários e identificá-lo com tags para busca futura, tal como ilustro a seguir.

Embora a questão dos clippings seja até interessante, é importante dizer que eu já uso o próprio del.icio.us para armazenamento de favoritos, e por isso não é este o recurso que faz com que, para mim, a coisa penda para o lado do Profilactic. O desempate está mesmo é concentrado em três outros pontos:

  • Na habilidade de filtrar seu lifestream;
  • Na integração com o Ping.fm;
  • E na disponibilização de um plugin para o WordPress.

Filtrando seu Lifestream

Meus plurks filtrados no Profilactic

Meus plurks filtrados no Profilactic

Com a quantidade cada vez maior de interações que realizamos com as mais diversas redes sociais, é muito fácil acumular uma quantidade sem precedentes de atualizações diárias. É tanta informação que normalmente, quando pensamos em revisitar alguma coisa, fica até complicado de lembrar onde estava. Duas características do Profilactic posicionadas lado a lado facilitam encontrar as coisas.

A primeira delas, uma caixa de busca, não é novidade para os usuários do Friendfeed, que também contam com essa ferramenta   mão. Na verdade é a segunda característica que importa: Uma caixa de filtro, que permite exibir apenas os updates realizados especificamente em um ou outro site. Basta selecionar e pronto, o filtro é ativado automaticamente.

Integração com o Ping.fm

Vamos lá… se você ainda não conhece o Ping.fm, está perdendo tempo: Trata-se de uma ferramenta genial que permite a atualização de diversos sites de microblogging ao mesmo tempo. Com a inundação recente destes sites, isso significa na prática que é possível dizer que você está “indo assistir ao novo filme do Arquivo X no cinema” em todas as suas redes sociais — sejam elas o Twitter, Jaiku ou Plurk, entre outras — ao mesmo tempo.

A integração do Profilactic com o Ping.fm foi anunciada através do blog oficial do primeiro, em junho.

Quando você freq¼enta sempre seu próprio lifestream, é interessante poder atualizar seu status diretamente dele, motivo pelo qual eu também gostei dessa novidade. Para atualizar os seus sites através do Ping.fm, basta que, uma vez logado em sua conta do Profilactic, seja utilizado o botão Post something, que se tornará uma janela com formulário, pronta para receber suas atualizações. Uma vez concluído o update, basta enviá-lo pelo próprio formulário e os serviços atrelados   sua conta no Ping.fm serão atualizados automaticamente. Basta ver o exemplo acima…

É importante dizer que os updates desta maneira só funcionam se forem enviados sem acentuação. Esse é um problema não do Profilactic, mas sim do próprio Ping.fm, para o qual eu já fiz uma reclamação formal, justamente porquê se trata da mesma coisa que acontece quando se enviam updates acentuados para os seus serviços através do endereço de e-mail deles.

Infelizmente eu ainda não obtive resposta alguma. No entanto, considerando-se a idade do Ping.fm — o serviço ainda está distribuindo seus beta codes pra cima e pra baixo — não deve demorar até que seja resolvido. E convenhamos, não há nenhum problema em se mandar updates sem acento por uns tempos, não é mesmo?

Um plugin para WordPress!!

Finalmente, devo falar do plugin Profilactic para WordPress. A finalidade deste plugin é permitir a publicação — em uma página ou através de um widget em seu blog movido a WordPress — de todo o seu lifestream, tal como eu fiz. Instalar o plugin é muito simples — basta fazer como em qualquer outro plugin para a ferramenta, e ativá-lo através do painel de plugins. A partir daí, podem ser realizadas diversas configurações, inclusive para controlar a formatação da exibição do seu lifestream, se você for mais chegado a se aventurar com CSS.

Uma coisa que me deixou bastante satisfeito com esse plugin é que eu finalmente consegui incluir em meu lifestream as imagens que tenho enviado ao Ipernity, serviço pelo qual troquei o Flickr, e que comentei recentemente por aqui mesmo. Por algum motivo que ainda não descobri, todas as minhas tentativas de fazer isso através do Friendfeed fracassaram totalmente… uma pena.

Para conseguir a façanha através do Profilactic inclui meu feed RSS do Ipernity no mashup — outro nome que designa seu lifestream por lá — e, em seguida, seguindo instruções que estão presentes na própria página de opções do plugin, uma vez instalado em seu site, capturei o favicon do Ipernity usando o Firefox, fazendo upload da imagem para o meu servidor. Em segundos meu lifestream estava enriquecido do jeito que eu gostaria.

Conclusão

A minha intenção, como sempre, é tentar falar da maneira mais completa sobre um serviço: Estou sendo bastante honesto quando digo que gostei muito do Profilactic, e, embora não seja minha intenção convencer ninguém a desistir do Friendfeed, acho que aqui vale a máxima de sempre, aquela que diz que vale experimentar bastante até se tomar uma decisão final e, por ora, pelo menos, a minha está tomada. Se alguém quiser me acompanhar, basta me adicionar por lá, ok?

[ratings]

Adeus Flickr, olá Ipernity!

This is totally absurd; how can Flickr not manage to fix major bugs in its applications for, what is it now, six months?

Este comentário, feito por um dos usuários do Flickr ontem, no tópico oficial de suporte do Uploadr 3.0, atualmente representa o que muita gente que é assinante do serviço gostaria de dizer e nunca teve coragem, tempo ou paciência para fazê-lo. Também pode ser a gota d’água que estava faltando para entornar o copo.

Bem, meu copo acaba de entornar.

Acontece que eu não suporto mais as constantes baleiadas do Flickr [foot]Sou forçado a emprestar lá do Twitter este termo recém-cunhado por tantos usuários insatisfeitos também por lá, já que são situações de instabilidade muitíssimo similares[/foot], que vem sofrendo com instabilidades capazes de tirar seus usuários mais amorosos do sério. E olhem que é muito difícil pra mim dizer isso. Com conta pro por lá desde outubro de 2004, me cansei de tecer elogios a respeito do Flickr até então.

Mas não dá mais. Meus leitores mais recorrentes sabem o número de artigos mais recentes que escrevi, em que cansei de reclamar de não conseguir enviar fotos e vídeos para minha conta. Por outro lado, lá pelas bandas do Plurk, uma certa pessoa já deve até ter se cansado de mim, fazendo de seus pobres ouvidos — e olhos, pelas frases digitadas — os alvos das minhas constantes lamentações. Enquanto isso, pilhas e pilhas de fotos e vídeos se acumulavam em meus discos e mídias.

Tal como numa relação entre marido e mulher em que a falta de comunicação vai minando o amor — afinal, cadê alguém do Flickr sinalizando que alguém lá está pelo menos tentando resolver isso? — , me vi obrigado a decidir que, se não mudam eles, mudo eu. Assim, dou hoje adeus a esta que foi uma das ferramentas mais fantásticas que já usei na minha vida, pelo menos no que diz respeito   conta pro, que provavelmente não será renovada. E embora pensar em alguém para colocar no seu lugar não tenha sido tarefa fácil, eu acho que consegui.

Tratei de me mudar para o Ipernity. O Ipernity é um site com berço em Sophia Antipolis — a Silicon Valley francesa —, idealizado por Christophe Ruelle e Christian Conti. Sua proposta, conforme citado por eles próprios, é permitir a qualquer um compartilhar qualquer conteúdo desejado, com quem desejar.

Testei o Ipernity incansavelmente por três dias seguidos, e destes testes tirei minhas conclusões, que tentarei dividir com vocês a seguir.

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A lupa do Plurk

E hoje no blog oficial do Plurk, a bola da vez foi destacar a novíssima capacidade de realizar buscas através da interface do sistema. Eu, particularmente, devo admitir que gostei muito dessa história, pois estava entre os que faziam coro pra que a novidade não tardasse a ser implementada. E agora ela chegou pra ficar.

Discretamente posicionada no canto inferior direito da timeline, uma lupa permite selecionar o escopo do que se deseja buscar. Entre as opções estão buscas no próprio timeline, buscas entre todos os plurks e buscas por humanos.

As buscas por humanos permitem encontrar outros usuários da ferramenta, o que pode ser útil, por exemplo, para verificar se um amigo já caiu nas graças do Plurk. Mas são as demais que, na minha opinião, estavam sendo mais aguardadas pelos plurkonautas.

Na prática, as buscas em nosso próprio timeline nos ajudam a filtrar informações, facilitando encontrar um ou outro plurk que deixamos pra responder depois, ou aquele falando sobre um assunto específico, sem que para isso precisemos necessariamente usar tags — ou seja, acrescentar o caractere # a uma palavra. As buscas gerais — ou seja, em meio a todos os plurks do universo — também podem ser úteis para encontrar informações ou links interessantes.

Mas melhor do que ficar apenas falando é demonstrar o novo recurso. Para isso, usarei como exemplo a nova série do criador de Lost, J.J. Abrams, Fringe, que deve começar a ser exibida agora no segundo semestre na TV americana. Como demonstra uma busca no meu timeline, além de mim, o Rodrigo Muniz também já está falando dela:

Obviamente, uma busca geral sobre a série me trará muito mais resultados, como é possível observar a seguir. Em meio a outros assuntos com a palavra-chave, é possível verificar diversos comentários de pessoas de todos os lugares do mundo sobre o seriado:

Como se vê, a busca de plurks é realmente algo que merece ser explorado com calma — uma vez que pode abrir infinitas possibilidades — e que felizmente veio pra ficar. No entanto, embora eu quisesse terminar este artigo dizendo que a busca sobreviveu   todos os meus testes em flawless victory, isso infelizmente não será possível.

Digo isso porquê ainda usando a série Fringe como referência enquanto terminava de escrever este meu texto, a busca em meu próprio timeline não trouxe este plurk do Otávio Cordeiro, que está em minha linha do tempo e mesmo assim ficou de fora. No entanto, não acredito ser este um problema para muita preocupação. Na velocidade em que as coisas mudam, são implementadas e corrigidas no
Plurk, isso não deve demorar para ser arrumado. Quem sabe, aliás, foi um problema com a indexação de plurks, que talvez — a exemplo do que ocorre com os pontos de karma — também só aconteça três vezes por dia. Vou esperar.

O guia extra-oficial para plurkeiros

Não há como negarmos que o Plurk está aos poucos tomando conta do gosto da blogosfera nacional. São cada dia mais usuários brasileiros se juntando  s colunas do serviço, tudo em prol de compartilhar momentos divertidos com os amigos que estiverem online naquele instante.

Como se trata de um serviço novo, é natural que as dúvidas sejam inúmeras: Como é que eu uso o Plurk de maneira a obter dele o máximo de produtividade? — ou seria improdutividade?

Bem, seja como for, para ajudar aqueles que precisam, decidi começar a compilar uma lista de funcionalidades e respostas a respeito desta que é uma das invenções mais sensacionais dos últimos tempos. Mesmo quem ainda está relutante e não migrou de outras ferramentas — ou pelo menos duplicou o seu perfil pode acabar achando interessante.

Então, sem mais delongas, aqui está o meu guia extra-oficial para plurkeiros. Espero que gostem dele e me ajudem a enriquecê-lo com sugestões, uma vez que certamente este será um trabalho em constante atualização.

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Testei o BrTTwitter

Depois de passar por alguns problemas com meu Speedy no último domingo, me vi  s cegas no quesito conexão com a internet em casa, o que devo admitir que, para mim, é mais desesperador do que qualquer coisa. Munido de uma paciência de Jó, resolvi aproveitar meu forçado período offline para testar o BrTTwitter, depois de ter ouvido falar dele devido a uma menção feita pela Bia.

Atualizações via BrTTwitter

Como o próprio nome denuncia, o serviço — oferecido pela Brasil Telecom — nada mais é do que um gateway que encaminha qualquer mensagem SMS que você escreva para o Twitter. Para que ele comece a funcionar, basta cadastrar seu nome de usuário, senha e número de celular no site. Em seguida, basta compor uma mensagem e enviá-la para o número (61) 8458-0963.

Nos dois testes que realizei com o serviço, a publicação ocorreu de maneira quase que imediata. Na verdade, poucos segundos se passaram depois do uso do celular até que meu tweet stream fosse atualizado, o que me faz constatar que pra quem gosta de enviar suas atualizações de qualquer lugar onde estiver, instantaneamente, trata-se de uma opção bem considerável.

No meu caso, especificamente, fico em cima do muro: Como meu celular é pré-pago, a novidade, apesar de tentadora, é também uma potencial consumidora dos meus créditos… assim, por ora, vou usando a própria web e o Twitterfox, mesmo…

Dilbert na Web 2.0

Não há quem trabalhe com gestão de projetos ou informática — isso só pra citar duas áreas nas quais eu particularmente trabalhei — que não conheça ou pelo menos já não tenha ouvido falar de Dilbert. Eu sempre considerei o humor irreverente que é aplicado  s situações cotidianas de escritório nesta tira de quadrinhos como prova clara de que Scott Adams, seu criador, é um cara   frente do seu tempo.

Pra mim, aliás, Scott demonstrou mais uma vez essa sua característica essa semana, ao reinaugurar — em parceria com sua distribuidora, a United Media — o website onde são exibidos seus comics. Algumas críticas especializadas estão louvando o novo Dilbert.com como o primeiro site de quadrinhos a ingressar na Web 2.0, devido   grande interatividade que navegar por lá agora proporciona aos internautas, que podem interagir e alterar o conteúdo exibido através dos chamados mashups.

Quantas vezes você já leu uma tirinha de quadrinhos no jornal e pensou que poderia ter sido mais engraçado se a situação tivesse terminado diferente? Comigo, isso já aconteceu muitas vezes! Essa situação final, chamada na gíria dos cartunistas de punch lineaquilo que faz o leitor efetivamente dar risada — agora pode ser editada pelos usuários, e alterada a gosto. Eu preparei um pequeno screencast pra demonstrar como isso funciona na prática, porquê achei sensacional:

youtube
please specify correct url

Em maio, essa liberdade de edição deverá se ampliar, e os internautas que freq¼entam o site do Dilbert poderão editar o diálogo de todos os quadrinhos que compõem a tira: A idéia é que apenas as imagens sejam apresentadas e que cada pessoa coloque em prática sua própria criatividade. Esse tipo de edição deverá se estender, também em maio, de apenas um quadrinho para todo o restante da história, que poderá ser feita em conjunto com seus amigos.

Como é sabido que existe uma tendência de que algumas pessoas usem as novas ferramentas do site para criar tirinhas com conteúdo racista, sexual ou ofensivo, e fazer isso como se fossem o autor, existem alguns filtros de conteúdo e também a possibilidade de permitir ao usuário que reporte conteúdos que julgar inadequados. No mais, o próprio Scott Adams admite que as pessoas atualmente já alteram as tiras e as tornam ofensivas, através de ferramentas de edição gráfica, e que isso nunca foi um problema muito grande. Eles estão apenas oficializando os meios para isso…

EM TEMPO: Estava lendo o blog oficial do Scott Adams há poucos minutos, e vi que até mesmo ele comentou o desaparecimento do padre voador, já que a notícia ganhou alcance internacional. Ele diz que quando ouviu falar da história a primeira vez, achou que Adelir de Carli estivesse voando para levantar fundos para a caridade. Depois viu que era apenas para estabelecer um recorde, e fez um comentário, que eu estou traduzindo abaixo:

Que tipo de quebra de recorde tentada por um religioso irritaria mais a Deus? Da perspectiva do Todo Poderoso, qualquer desvio da missão de salvar almas é provavelmente tempo desperdiçado. Mas algumas tentativas de quebra de recorde têm que ser piores que outras. Por exemplo, você não quer ver seu padre ganhando um concurso de comer tortas. E não quer que um homem de batina seja o detentor de nenhum título que envolva nudez, tequila ou auto-gratificação, só pra citar alguns exemplos. O melhor que um padre poderia esperar nestes casos é que Deus estivesse ocupado e não percebesse.

Mas um vôo de balão, lá em cima, bem pertinho do céu? Isso é pedir pra ser castigado.

Notem: Não fui eu quem falou.

O Flickr agora tem vídeo!

Eu não sei quantos de vocês já tiveram a oportunidade de ver, mas, desde ontem, o Flickr também permite o upload de vídeos. “Sim, sim, sim. Isso que você está vendo não é uma ilusão! Você está realmente assistindo a um vídeo no Flickr”, é o que anuncia um animadíssimo Edson Soares, um dos gerentes de comunidade da equipe do site no post do blog em que o anúncio é feito. A animação dele é plenamente justificável: Muitos usuários — entre os quais eu posso sem sombra de dúvida me incluir — têm pedido a inclusão desta funcionalidade desde sempre, e ultimamente uma série de boatos estavam surgindo em torno deste assunto na internet.

Logo de cara é possível perceber que a interface de reprodução de vídeos do Flickr é bastante clean. Quem visualiza as miniaturas das fotos e vídeos mal percebe que um vídeo está ao lado de uma foto, a não ser por um minúsculo botão para iniciar a reprodução no canto inferior esquerdo. Aliás, essa interface lembra em muito as interfaces de diversos outros serviços já existentes para a divulgação de vídeos na grande rede de computadores, como a do YouTube, por exemplo. Ao final da reprodução de um vídeo — que pode ser assistido em qualquer tamanho já disponível para as fotos — miniatura, pequeno, médio ou original — é possível compartilhá-lo em outros sites ou comentá-lo. Mas a empresa é clara ao demonstrar que as semelhanças com o concorrente googliano páram por aí.

O vídeo, incorporado   galeria de fotos

Ao contrário do já mais do que consagrado YouTube, os vídeos enviados para o Flickr possuem algumas restrições: Não podem ter mais do que um minuto e meio de duração, e, além disso, só podem ter 150 mb de tamanho máximo. A justificativa dada pelo site para estas limitações é que os vídeos devem ser tratados como fotos longas. Dizem os desenvolvedores que as fotos compartilhadas no serviço são retratos de experiências pessoais dos usuários, e que os vídeos também devem ser, atuando como as extensões destas fotos: “pequenos registros de nossas vidas que gostaríamos de compartilhar com outras pessoas“. Assim, ao contrário do serviço do Google, não vale fazer upload de trechos de filme, clipes de música, capítulo de novela nem nada que não seja estritamente conteúdo criado por você mesmo.

Mesmo com as restrições, pra mim a novidade veio a calhar. Não sou lá o mais heavy user do Flickr, é verdade, mas quando mando fotos pra lá sempre mando aos montes de uma vez e, até então, sem este recurso novo, eu não tinha onde colocar os meus vídeos que, diga-se de passagem, são normalmente curtos pois retratam exatamente a idéia de fotos longas. Para demonstrar o que estou querendo dizer, nada melhor do que dividir com vocês um dueto desafinado com o meu artista favorito, que nesta performance estava um tanto quanto ansioso pra se ver…

Um outro ponto fundamental nessa história é o fato de que, pelo menos por enquanto, apenas os usuários Pro — como é o meu caso — podem enviar vídeos. Para estes usuários é possível armazenar qualquer quantidade de vídeos, pois o plano, que custa cerca de US$ 25/ano, já conta com espaço ilimitado. Aos usuários convencionais resta, pelo menos, a possibilidade de reproduzir os vídeos enviados pelos demais usuários, e, é claro, compartilhá-los em páginas alheias.

Por ora, a única reclamação que tenho diz respeito  s ferramentas de upload. Tudo bem que ferramentas desenvolvidas por terceiros — como o excelente jUploadr, que eu vinha usando até então para manipular e enviar as fotos que tiro para o serviço — ainda não tenham sido atualizadas com a novidade. Mas o Flickr está pisando na bola ao dizer que seu Flickr Uploadr está preparado para enviar vídeos on-line. A versão que tenho (3.0.5) simplesmente não funciona com vídeos. Da mesma maneira, o upload on-line de vídeos também “zicou“: Quando tentei enviar o vídeo que ilustra este artigo, ele travou nos 99% enviados e nunca mais saiu de lá

Quem salvou a pátria foi o também ótimo FireUploader, uma extensão fantástica para o Firefox que eu já havia mencionado por aqui em outras épocas… em instantes o vídeo estava lá e eu pude terminar meu artigo em paz… ponto para os third part applications. Mesmo assim, ponto para o Flickr , pela novidade que não é menos sensacional por isso… afinal, acredito que em pouco tempo a coisa esteja arrumada…!

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Sistema operacional na web? Não, obrigado.

Quando o assunto é web office, me considero bastante conservador. Mesmo já tendo razoavelmente experimentado o Google Docs, por exemplo, devo admitir que não me arrisco a dar aquele passo além, migrando todos os meus documentos para uma plataforma diretamente localizada na grande rede de computadores. Na prática, isso significa que meus arquivos de uso mais freq¼ente ainda gozam mesmo é da proteção dos meus hard disks.

Mas para aqueles que são mais arrojados do que eu, a idéia de migrar não apenas os softwares de produtividade de escritório — como planilhas eletrônicas e processadores de texto — para a Internet, mas todo o sistema operacional, criando o que alguns especialistas chamam de WebOS ou Webtop, pode vir a calhar.

Um exemplo de WebOS é o Cloudo.

Os desenvolvedores do Cloudo — que não é pioneiro em seu segmento, mas tem chamado a atenção da crítica especializada pelo belíssimo visual que estão dando ao produto — dizem que a idéia por trás da sua iniciativa é proporcionar aos usuários a comodidade de acessar seu desktop de qualquer lugar do mundo.

Isso tornaria mais fácil contornar imprevistos como esquecer a cópia da apresentação para a reunião no computador de casa, ou se lamentar por não haver trazido as fotos das férias para os amigos verem, por exemplo. Ou seja, uma interface 100% web seria o fim de dispositivos hoje cada vez mais populares como pen drives ou MP3 players.

O Desktop do Cloudo (via TechCrunch)

Embora ainda não exista nenhuma versão aberta para testes públicos, descobri que o Cloudo conta com recursos como gerenciamento e armazenamento de arquivos, widgets, cliente de email e muito mais. Além disso, seu visual padrão poderá ser substituído por temas que lembram diversas versões de Windows, Mac e Linux, o que deve agradar gregos e troianos e fazê-los sentirem-se em casa.

Como eu não pus — e nem vou poder pôr, tão cedo — minhas mãos no produto, não arriscarei ficar falando demais para não me arrepender depois. Mas ao menos parece que o Cloudo será muito mais atrativo do que o Jooce, outro exemplo de WebOS, este sendo um que já conheço.

Há mais tempo no mercado e já em beta público, inclusive em português, nem mesmo todas as firulas gráficas proporcionadas pelo flash da interface do Jooce — vide abaixo — me convenceram. A verdade é que me deu a sensação de algo estranho demais de usar, e eu simplesmente não me senti   vontade.

Além disso, o Jooce não conta com aplicações como processadores de texto ou planilhas eletrônicas, jogos ou qualquer outra coisa. Você se limita a ouvir música, entrar no chat e assistir a vídeos, ainda que esse conteúdo todo possa ser compartilhado com outros usuários. É a tentativa de misturar rede social com sistema operacional.

O meu Desktop no Jooce

No fim das contas, o que estou tentando concluir é que não me importa o quanto os desenvolvedores insistam que o nome dessas interfaces seja sistema operacional. Eu ainda preciso de outro sistema operacional para que o navegador web seja carregado antes de usá-las, e convenhamos, não acho que compense ter mais uma camada de software rodando além da primeira, quando um pen drive e um comprimido para a memória podem atuar juntos evitando o esquecimento de arquivos.

Definitivamente essa possível onda de sistema operacional on line não é pra mim.