Quanto tempo da sua vida você já perdeu no Facebook?

Esse foi o meu resultado. Até que não foi tanto tempo...

Esse foi o meu resultado. Até que não foi tanto tempo…

Esta semana o Facebook completa 10 anos de existência.

Criado por Mark Zuckerberg, o site começou a funcionar em 4 de fevereiro de 2004. Durante este tempo, estima-se que cerca de 1,1 bilhão de usuários tenham criado perfis e compartilhado, curtido, enviado fotos e cutucado muito. Mas você tem idéia de quanto tempo já perdeu com a rede social desde o seu início?

A edição online da revista TIME pode ajudar nesta resposta.

Eles desenvolveram uma simpática calculadora que pode responder a esta questão em pouco tempo. Como o Facebook não disponibiliza exatamente a quantidade de tempo que cada usuário passa conectado, ela se baseia nos timestamps — horários de publicação dos seus conteúdos —, um a um, desde que você se conectou   rede pela primeira vez, para fazer uma estimativa. Antes disso, aliás, você precisa informar quantos minutos, em média, passa olhando as atualizações por dia (dica: em média, uma pessoa normal gasta cerca de 17 minutos conectada ao site, por dia).

Utilizando exatamente estes 17 minutos como referência — já que não sou exatamente um da ferramenta, reduto de muitas bobagens e muuuuuitos erros de português  —, cheguei aos números ao lado. Considerando a quantidade de gente que eu conheço que tem suas vidas praticamente sugadas pela ferramenta, não creio que esteja mal. Quais são os seus números?

Lychee: Hospede suas próprias fotos

Se você possui seu próprio site na internet e também gosta de tirar fotos, pode já ter lhe ocorrido que seria interessante hospedar você mesmo suas imagens, sobretudo para evitar que elas acabem se perdendo devido a aquisições repentinas de companhias, ou   má administração financeira. E se hospedar as fotos por conta própria parecia complicado até agora devido  s alternativas disponíveis, pode ser que o Lychee seja, finalmente, o salvador da pátria.

Desenvolvido por Tobias Reich, o Lychee depende apenas de um servidor que possua PHP 5.3 ou posterior e um banco de dados MySQL, e, segundo seu autor, seu processo de instalação é simples e rápido, bastando copiar alguns arquivos para o host, através de FTP. O autor mantém online uma demonstração do software, que é muito bem desenhado e possui responsive design, ou seja, está preparado para ser exibido em qualquer tamanho de tela, inclusive as dos tablets e smart phones. Olhar para a interface do programa, aliás, me faz lembrar do finado Everpix, que também possuia um design de muito bom gosto.

O Posterous já era. E agora, José?

Como eu disse através do tweet acima, o Posterous está mesmo com os dias contados. À partir do dia 30 de abril de 2013, o serviço, que para mim foi sinônimo de revolução no que diz respeito   publicação de conteúdo online, permitindo que textos inteiros e outros tipos populares de mídia, como fotos e vídeos, fossem publicados através do e-mail, vai fechar suas portas depois de pouco menos de um ano de sua aquisição pelo Twitter.

A primeira sensação que eu tive quando li essa nota de despedida do Posterous foi de alívio. Me lembro de ter dado passos relativamente largos para realizar a migração, para o serviço, de todos os textos que escrevi ao longo dos anos neste blog. Assistir, agora, a este movimento de camarote, me faz pensar que eu tive razão em não continuar com a migração. Que eu fiz bem em continuar quietinho por aqui, escrevendo meus textos, ainda que cada vez mais raros, em um site que eu mesmo mantenho, com uma ferramenta que eu acredito que não deva sumir do mapa por pelo menos um bom tempo, ainda.

Mas fiquei me perguntando o que será do pessoal que está hospedado no Posterous, neste momento. O serviço acabou… E agora, José?

Something went wrong for Posterous!

O texto-saideira do pessoal do Posterous recomenda que seus soon-to-be-homeless users migrem para o WordPress.com — versão hospedada da ferramenta que uso para manter este blog — ou para o Squarespace, que é um serviço que,   primeira vista, é muito melhor do que o próprio Posterous. Na verdade, nos dias atuais, os dois serviços são melhores que ele.

Money, baby

Existe um motivo para que ambos sejam melhores, e não tem necessariamente nada a ver com espaço ilimitado, customização ou outras ferramentas e facilidades oferecidas. A coisa tem a ver com monetização. Sim: Tanto o Squarespace quanto a opção não-self-hosted do WordPress cobram de seus usuários determinados valores, quer mensal, quer anualmente, para que eles permaneçam em sua base de usuários. Se você não paga para usar, pode ficar limitado a recursos básicos da ferramenta — sem poder, por exemplo, hospedar vídeos ou utilizar temas premium para mudar a aparência do seu site, no caso do WordPress.com, ou ficar totalmente de mãos abanando — ou seja, ter a porta fechada na sua cara, após 14 dias, se não optar por um plano pago, no caso do Squarespace.

Você tem todo o direito de reclamar por ter que pagar para blogar. Mas não se engane: O futuro deste tipo de serviço é este. A analogia é mais ou menos a de piratear um software: Você não está repassando  s pessoas que se esforçaram para fazê-lo o devido valor que devem receber por terem investido seu tempo e inteligência na solução. Com blogs e redes sociais, é a mesma coisa. Todos os desenvolvedores vão querer um payback, e empresas como o Facebook e o próprio Twitter, que é o responsável pela machadada no Posterous, estão constantemente em busca de maneiras de ganhar dinheiro para recuperar seu investimento. No futuro — e escreva o que eu digo —, ou você pagará para não ver anúncios, ou estará fadado a linhas do tempo poluídas como a do Facebook, atualmente. Ou, se verá privado de recursos simples como anexar fotos e vídeos a um tweet. Só estou dizendo.

Outras opções para os órfãos do Posterous

Mas, além de Squarespace e WordPress.com, existem outros lares para quem perderá seu Posterous. Alguns são pagos, outros não.

A primeira opção? O Tumblr. Para quem gosta do estilo rápido que o Posterous era capaz de imprimir, acredito ser uma boa saída. Acredito, inclusive, que os estilos sejam bastante similares, embora o Tumblr não conte com a facilidade de enviar arquivos e textos através de email para publicação instantânea. De qualquer maneira, se a questão for pagamento, o Tumblr é completamente gratuito.

ATUALIZAÇÃO - 18/02/2013:
Descobri, através de notícia publicada no TechCrunch, uma alternativa interessante — e automática — para quem quer migrar do Posterous para o Tumblr. Trata-se de um serviço chamado JustMigrate, onde tudo o que é necessário é autorizar o Tumblr a acessar sua conta do Posterous (no caso de já ter múltiplos blogs no Tumblr, você pode escolher para qual os posts do Posterous irão). De qualquer maneira, mesmo neste caso, there’s no free lunch — dependendo do caso, inclusive, pode sair bem caro.

Moving 100 posts is free, and it’s $10 for 250 and $25 for 500 posts. Tumblr’s API allows 250 posts, or 75 photo posts to be uploaded daily, so JustMigrate will queue posts over days if you have a large Posterous blog.

Se você usa o Dropbox, pode também optar pelo Scriptogr.am. Até o momento, eles não mencionam nada que seja relativo   preços, ou seja: estão oferecendo o serviço completamente de graça. Nele, os textos que você escreve podem ser combinados com a mídia que estiver disponível em sua nuvem particular. O mesmo ocorre com o Marquee, que também permite usar imagens e vídeos hospedados no Dropbox, e também os de outros sites, e arquivos do seu próprio computador — aliás, me pareceu um serviço muito bem elaborado, mesma sensação que eu tive com relação ao já citado Squarespace.

Throwww

Um servicinho interessante — e até onde eu saiba, gratuito —, parece ser o Throwww. Dele, pode-se dizer, com certeza, vem uma das interfaces mais simples e minimalistas que existem atualmente. Quando você acessa o site por sua página principal, pode simplesmente digitar um título, um texto — com suporte   Markdown — e pronto. Ganha uma URL, um endereço para compartilhar através das redes sociais. O serviço aceita imagens e vídeos do YouTube, e você pode ser um escritor anônimo, ou se identificar no Twitter para levar crédito por seus textos e ter acesso a eles, no futuro. As páginas criadas, como a deste cara, são bem legais.

Posthaven

Finalmente, há um serviço chamado Posthaven, mencionado ainda ontem no Hacker News. Ele merece ser citado porquê foi criado por Garry Tan e Brett Gibson, co-fundadores do Posterous, que afirmam que o serviço nunca será vendido e nunca acabará. Isso será possível, adivinhem, graças   monetização:

It’s $5 a month and will have all of the ease of use and power of Posterous. It’s just the two of us and we’re coding it in our bedrooms right now.

Há ainda uma coisa interessante no Posthaven. Se você parar de pagar pelo serviço, perde apenas o direito de acrescentar novos posts e editar os antigos, e continua podendo visualizar suas páginas, com as criações antigas. Quando quiser voltar, paga novamente e tem seus acessos restaurados. Apesar de o serviço ainda não ter sido lançado — está programado para breve —, admito que esse modelo de negócio quase me lembrou o do Flickr. A diferença é que, no site de hospedagem de fotos, após 90 dias de inatividade, uma conta não PRO pode ser deletada. No Posthaven, não.

Ou será que…?!

Twitter, em uma imagem

Perhaps I’m having a misanthropic week, but lately it feels like Twitter is just full of unfunny people trying too hard to be hilarious.

Quando o assunto é Twitter, é realmente muito difícil de discordar. Às vezes é extremamente complicado separar o que serve do que não serve, o que é útil do que não é útil. E esta ilustração realmente diz tudo, de uma maneira muito simples.

[via sarahL]

I love Playmobil

Você usa Instagram e adora playmobil — sim, eu admito, mesmo anos depois, que sou vidrado nestes pequenos bonecos geniais —, assim como eu? Então, deixe-me recomendar as fotos do usuário iloveplaymo.

Trata-se de uma galeria de imagens que mistura os playmobis que todos conhecemos   cenários da vida real, de uma maneira muito criativa. Foi inclusive difícil escolher apenas 8 fotos para exemplificar o que estou falando:

E caso você não use Instagram, pode visualizar estas e mais imagens através de serviços como o webstagram.

Encipher.it: Criptografe mensagens do GMail!

É incontestável que, dia após dia, milhões de mensagens de e-mail circulam internet afora. Algumas são mais importantes, outras, menos importantes — como aquelas cansativas correntes que vez por outra lotam meu inbox, prometendo-me 7 anos de azar ou calvície certa caso eu não repasse a mensagem em questão para mais 218 pessoas nas próximas 2 horas e meia.

Se mantivermos em questão apenas as mensagens importantes — aquelas recheadas com informações ditas sensíveis, ou até mesmo confidenciaisque trocamos entre familiares, amigos ou colegas de trabalho, é seguro dizer que, pelo menos uma vez na vida que seja, quer você, como eu, use o GMail ou não, já deve ter se preocupado com a segurança do que envia através do e-mail. “E se alguém interceptar a mensagem que eu acabei de enviar?”.

Eis que, na semana passada, me deparei com uma ferramenta extremamente simples — mas, ao mesmo tempo, sofisticada —, cuja finalidade é permitir a criptografia de mensagens de e-mail. Trata-se do Encipher.it.

Quando acessamos o site do Encipher.it, nos é apresentada uma página inicial em que está contido o passo-a-passo para emprego da ferramenta na proteção de mensagens de e-mail, ou de campos texto de formulários, por exemplo. Basicamente, você deve arrastar um bookmark para sua barra de favoritos, e, em seguida, efetuar o login no site onde você deseja proteger as informações que julgar necessário.

Digita-se o texto normalmente — o conteúdo de uma mensagem de e-mail com dados confidenciais que precisem ser enviados, por exemplo — e então clica-se sobre o bookmark recentemente adicionado   sua barra de favoritos. Será solicitado que se informe uma encryption key, ou seja, uma chave de criptografia, que nada mais é do que a senha de proteção do texto recém-digitado.

Uma vez informada a senha desejada, basta clicar o botão Encrypt. Após um pequeno tempo de processamento, será exibida a nova mensagem, desta vez já devidamente protegida pelo padrão de criptografia Advanced Encryption Standard, o AES adotado para proteção de informações, entre outros, pelo governo norte-americano.

É importante notar que a mensagem criptografada traz, acima de si própria, uma  nota alertando o destinatário da mensagem de que ele, também, deverá visitar o site do Encipher.it, de maneira que possa obter o bookmark e, usando a senha combinada entre as partes, fazer a leitura da mensagem, que,   esta altura, não mais terá sido vista por olhos indevidos.

E se você se interessou pelo mecanismo do Encipher.it mas não sabe se sua senha é forte ou segura o suficiente, sempre pode fazer um teste e ter certeza.

Eis que estou no Google+

Faz apenas um dia que o Google anunciou o lançamento do Google+ (lê-se Google Plus) e todas as timelines do universo já estão repletas de comentários a respeito da disponibilização de convites para embarcar nesta que parece ser a resposta mais recente da empresa de Mountain View ao campo das redes sociais.

Assistir a um ou dois vídeos demonstrando o funcionamento do Google+sobretudo o do site Lifehacker, que eu reproduzo neste texto — foi suficiente, eu confesso, para que, assim que começaram os anúncios sobre convites, eu me visse   procura de alguma alma bondosa que me permitisse acessar o serviço. Neste ponto, um agradecimento muito especial ao Emerson Alecrim, que me fez a gentileza de enviar um convite via twitter.

Já há muitos sites dando detalhes sobre as características dessa nova aposta em redes sociais do Google, e assim, não vou me alongar no assunto. Apenas para saberem, dentre estas características, os Sparks — fluxos contínuos de notícias a respeito de interesses declarados de cada usuário, similar a um agrupamento de feeds RSS — e os Circles são os mais comentados, sendo este último, talvez, a grande vedete em que aposta a empresa.

Circles — ou Círculos — são, na prática, um recurso que permite a qualquer usuário que esteja presente no Google+ classificar seus contatos. Podem haver membros da família, amigos, colegas de trabalho, blogueiros, e qualquer outro tipo de círculo. A vantagem desta classificação, diga-se logo, é a possibilidade de compartilhar determinados conteúdos só com grupos específicos de contatos, trocando informações de maneira mais próxima ao que acontece na vida real. Embora o Facebook também permita tal organização de contatos — como bem mostra meu amigo Rodrigo Ghedin no blog Facebook Fácil —, devo confessar que utilizar a interface do Google+ me pareceu muito mais agradável, e essa é uma das coisas que fazem muita diferença para mim.

A tão comentada/ criticada barra superior do Google, recém-redesenhada, agora apresenta como primeiro link disponível um útil +Daniel, que, no meu caso, leva   página inicial do Google+. Na região direita, opções que, enquanto realmente se assemelham  s que o Facebook oferece, ressaltam o discurso da companhia, publicado em sites especializados esta semana, de que a unificação dos serviços do Google se dará ao redor do Plus, e por isso ele recebe este nome, tal como uma extensão do antigo Google.

No momento, esta barra permanece com as mesmas opções mesmo que você alterne entre os demais serviços, como Reader, ou News, dando indícios de que será possível compartilhar, em breve, qualquer coisa ao redor da web através do Google+, o que talvez signifique sim, uma — pequena? — pedra no sapato do Facebook.

O mais importante, acredito, seja declarar, sinceramente, que de maneira nenhuma, enquanto navegava pelo Google+, me lembrei de experiências anteriores que tive com o Google Wave ou o Buzz. Eu sei que ainda estamos na fase de admiração — pudera, faz apenas 1 dia, lembram? —, esperando sair o cheiro de carro novo, mas acredito no potencial da nova rede social do Google, e vou ficar   espera de novidades que me permitam ser, como direi… cada vez mais social com ela. Que a nova rede social do Google uma longa vida.

Para concluir, com relação   disponibilização de convites para o Google+, a opção de envio foi removida pelo Google, acreditem, durante o tempo que passei preparando este texto — talvez uma prova de que muita gente, movida ou não meramente pela curiosidade, estivesse adentrando o recinto, superando as expectativas da empresa americana; ou, simplesmente, de que eu ultrapassei algum limite que não conhecia. De qualquer maneira, é resta aguardar que a disponibilização de convites volte em breve.

Feeds completos num piscar de olhos!

Estava navegando aleatoriamente pelos links populares do Pinboard há pouco quando me deparei com um serviço extremamente interessante, o Full Text RSS Builder.

Trata-se de um conversor de feeds RSS resumidos em versões completas. A utilidade de um serviço como este pode parecer questionável para algumas pessoas, mas a verdade é que, quando se está utilizando o celular ou outro gadget portátil para se acessar a internet — como eu venho fazendo muito, aliás —, é muito mais prático poder acessar a notícia ou texto inteiro de uma única vez, sem que seja necessário visitar o site original, o que consumiria mais banda, por exemplo.

Para colocar o Full Text RSS Builder   prova, resolvi usar o feed RSS de um site do qual eu gosto muito — o Lifehacker. A ideia surgiu não apenas por conta de meus constantes acessos ao feed do site através do iPhone — cuja saída típica está ilustrada ao lado, com excerpts dignos de qualquer feed RSS resumido —, mas também por conta do recente rearranjo de layout executado na homepage, que, para mim, deixou a navegação por lá deveras impraticável. Assim sendo, nada melhor do que um feed completo para evitar visitas, não é mesmo?

Basicamente, tudo o que o Full Text RSS Builder solicita de quem acessa seu site é um endereço de feed resumido. Desta maneira, colando o do Lifehacker por lá, obtive um novo endereço RSS, com o conteúdo completo dos artigos. Abaixo, uma imagem parcial capturada do Google Reader no Firefox, para comprovar a transformação de um dos artigos do feed. Ah, o próprio serviço também exibe uma prévia do feed completo, mas em um frame que é muito estreito.

Aprovado, e devidamente copiado para os meus bookmarks no Pinboard.

Para os órfãos do Dirpy, como eu

O que fazer quando um de seus sites favoritos morre?

The Last Dance

It is with great heaviness in our hearts that we have decided to discontinue Dirpy. Sadly, we lack the resources to continue improving and growing Dirpy in the manner you all deserve.

It was incredible and humbling to see Dirpy grow so much so quickly. Your kind words and feedback were inspiring, and we’re happy we were able to build something enjoyed so thoroughly by so many.

It was a blast, guys, it really was.

All the best,
Team D

Já faz algum tempo agora que os desenvolvedores do Dirpy, um dos muitos sites disponíveis para a conversão de vídeos do YouTube para áudio e vídeo, decretaram estar dançando sua última dança. Me ocorreu que há exatamente um ano atrás, citei aqui no blog três motivos que fizeram com que o serviço ganhasse o meu respeito e se destacasse frente a esta vastidão de competidores que até hoje existem.

E eis que como — a minha — resposta para a pergunta que inicia este texto seria “buscar uma alternativa, é claro“, foi isso exatamente o que resolvi fazer. Como 100 em cada 100 pessoas que procuram alternativas para alguma coisa de que gostam sempre se colocam a comparar recursosvide meu mais recente caso —, pensei que nada melhor do que usar o texto que eu mesmo escrevi no passado como referência, já que o negócio era encontrar alguém   altura do Dirpy. Os três motivos em questão, bem resumidamente, são:

  • (…) a possibilidade de aparar o arquivo de destino, reduzindo-o apenas   parte que são interessantes para o usuário.
  • (…) possibilidade de editar, antes da realização do download, as tags ID3 do futuro arquivo MP3.
  • (…) inclusão, no rodapé da página com as opções de edição do MP3, dos links para download das versões em vídeo do conteúdo do YouTube.

Senhoras e senhores, tenho o orgulho de declarar que este substituto, no caso, se chama ClipConverter.

Para início de conversa, o ClipConverter não trabalha exclusivamente com conteúdo do YouTube. Também é possível fazer conversões a partir do Google Video, Vimeo, MySpace e DailyMotion, isso para citar apenas alguns exemplos. Logo que você entra no site, pode colar a URL do vídeo que deseja converter, e o serviço tentará identificá-lo automaticamente. Também é possível fazer upload de algum arquivo que você já possua em seu computador, para que este passe pelo processo de conversão.

Uma vez detectada a mídia, o serviço apresenta a possibilidade de fazer o download do arquivo sem qualquer conversão, ou de convertê-lo para os formatos MP3, AAC, WMA, OGG, M4A, MP4, 3GP, AVI, MPG, WMV e FLV. Conforme se muda o formato de saída desejado, são apresentadas opções diversas — entre elas, configurações de volume e de clipping, que permite aparar o arquivo a ser gerado, e também de bitrate e edição de ID3 tags.

Concluídas as configurações, basta clicar em Start e aguardar. Uma vez concluídas as devidas rotinas de conversão, será apresentada uma nova página, em que o arquivo gerado estará disponível para download — neste aspecto, um bônus é a inclusão de um QR Code, que pode ser usado por usuários de celular que queiram ter acesso imediato   mídia em questão diretamente de seus aparelhos — já que uma das grandes utilidades do serviço é essa.

Adeus, Delicious. Olá, Pinboard.

What’s next for Delicious?

A frase de efeito que agora estampa a página onde antes era mantido o blog do site de social bookmarking mais famoso de todos os tempos é, para os ainda desavisados, fruto de uma série de notícias desencadeada esta semana com relação ao provável fechamento do serviço, adquirido pelo Yahoo! em 2005, graças a uma reestruturação da empresa, que vai de mal a pior em matéria de sobrevivência, e agora começa a anunciar o desmantelamento não apenas deste, mas de uma série de sites que estão sob sua administração.

Embora quem se dê ao trabalho de continuar a ler sobre o destino do serviço em seu ex-blog possa até se convencer de que o Delicious não chegou ao fim — e que será mantido até que seja vendido para algum possível interessado —, eu confesso logo de cara que não sou tão otimista assim, e, assim sendo, me enquadro na categoria daqueles que temem pelo futuro de tantos bookmarks armazenados durante anos de navegação. Assim sendo, me coloquei   procura de serviços alternativos.

E achar alternativas   altura para ele, aviso logo, não é nem de perto algo fácil.

A primeira coisa que me ocorreu foi recorrer   memória. Lá pelos idos de 2008 — em que eu me dedicava muito mais do que hoje em dia a ficar desbravando a internet —, eu havia criado uma conta no Diigo, um dos sites que hoje está se aproveitando da maré de azar do Delicious para angariar novos usuários. Sendo assim, fui correndo (tá bom, vai… só digitei o endereço no navegador) até o site, para ver a quantas ele andava. E relembrei o porquê de tê-lo abandonado tão rápido, no passado: Sua interface, muito lenta e carregada. Cheia de anúncios. Cheia de coisas que eu simplesmente não precisava na época — e que ainda não preciso. Não tive coragem de elegê-lo como um substituto   altura.

Outro que cogitei foi o XMarks, pois li em alguns sites alguns bons comentários a respeito do serviço. No entanto, me perdoe se você optou por esta alternativa, pois, a despeito de me parecer muito promissora a busca por novos sites e notícias — uma das coisas que mais gosto de fazer com o Delicious —, a exemplo do que acabo de descrever em relação ao Diigo, também não tive coragem de experimentar o serviço a fundo, porquê novamente me vi frente   uma interface onde faltam simplicidade e leveza.

Talvez seja chatice minha, essa história de simplicidade. Mas o que posso fazer, se fui tão mal acostumado? Ora, o que torna o Delicious tão delicioso (ai…) é a sua simplicidade. Então, se for pra trocar por algum outro serviço, é de se esperar, ao menos na minha opinião, que ele seja simples também. Simples ao identificar links populares. Simples ao me permitir buscar conteúdo armazenado anteriormente. E simples, entre mais tantas outras coisas, ao cruzar tags — ou seja, combiná-las com operadores, tal como em tag1 + tag2 + tag3 —, do jeitinho como eu estou acostumado a fazer.

Foi aí que eu li algo que o Rodrigo Ghedin tinha escrito a respeito deste assunto, e fiquei sabendo do Pinboard. Nas palavras do próprio Rodrigo:

O Pinboard é o equivalente digital a um trabalho artesanal. Tem um ano e meio de idade e é mantido por duas pessoas, Maciej Ceglowski e Peter Gadjokov (co-fundador do Delicious, FYI). Dão suporte por email (e respondem rápido),  Twitter e mantêm um blog-família onde detalham os avanços e relatam curiosidades do Pinboard.

Interface do Pinboard

Apesar de ser praticamente um trabalho artesanal, o Pinboard possui uma série de recursos muito interessantes para um serviço tão novo. Vários deles — como o uso de bookmarklets para inserir novos favoritos, ou a possibilidade de armazenar seus links em modo privado — são similares aos do Delicious, e não decepcionam o usuário que resolve fazer a migração. Mas há muitas coisas que o diferenciam do serviço que o Yahoo! adquiriu em 2005, dentre as quais:

  • Fazer download de bookmarks para visualização offline: Os últimos 25 bookmarks de qualquer página que você tiver armazenado podem ser baixados integralmente para que você os visualize sem uma conexão de internet. Ao solicitar o download, é possível obter uma pasta com uma cópia local de todos os endereços salvos, jntamente com um indice em formato HTML para abrir em seu navegador favorito.
  • Integração direta com o Twitter: Todos os links citados em seus tweets e também os que estiverem em tweets que você marcou como favoritos podem ser automaticamente gravados pelo Pinboard. Além disso, se você assim determinar, poderá criar um arquivo de todos os seus tweets, que poderá ser visualizado a qualquer momento,   parte de seus outros bookmarks. Ou seja, back-up instantâneo do Twitter.
  • Marcar itens para leitura posterior: Você está navegando em uma página e quer ler seu conteúdo depois. Com apenas um clique — e através de um bookmarklet, pode incluir o endereço em sua lista de “to read” e marcá-lo como lido posteriormente, também sendo capaz de visualizar este tipo de conteúdo   parte. E há um detalhe extra que é muito legal: Integração total com o Instapaper e o Google Reader.

Apesar de contar com muito menos usuários do que o Delicious, o Pinboard já tem alguns frutos. Entre os seus recursos disponíveis, além dos bookmarklets, estão uma extensão para o Google Chrome (estranhamente indisponível enquanto escrevo este artigo) e um plugin para WordPress, que permite listar os últimos sites publicamente armazenados. Se você usa o Firefox, também há pelo menos dois plugins interessantes, o Pinboard Quick Bookmark Button e o Pinboard.in, que permite usar o botão direito do mouse para interagir com o serviço.

Mas sou obrigado a concordar com o Rodrigo em outro de seus comentários, no que diz respeito   provável não popularização do Pinboard. Isso se deve ao fato de que, para começar a usar o serviço, deve-se pagar uma taxa que hoje está na casa de US$ 8. Os fundadores do serviço justificam o valor, que é pago uma única vez (ênfases por minha conta):

The signup fee helps discourage spammers and defrays some of the costs of running the site.

Thanks to the entry fee, Pinboard has remained spam-free since launch. Not having to expend resources on spam fighting means having more time to work on features, and keeps the site fast and small.

The fee is based on the formula (number of users * $0.001), so the earlier you join, the less you pay.

Se você gostou da ideia como eu gostei, sugiro que tome uma decisão rápida. Antes que o preço suba mais. E, qualquer coisa, passe pelo meu novo endereço para uma visitinha.

Undo send no GMail?

O velho provérbio chinês que diz que, na vida, há três coisas que nunca voltam atrás — a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida — já não faz mais sentido, desde a última semana. Pelo menos se trocarmos “palavra proferida” por “palavra escrita“, e estivermos falando do GMail.

Ocorre que, desde o último final de semana, o usuário do serviço de e-mail do Google tem até 30 segundos para se arrepender de ter enviado uma mensagem. Vejam que, dependendo do caso, este pode ser um recurso muito útil — afinal, aquela mensagem que você passou 2 horas escrevendo, repleta com críticas sobre profissionalismo, deveria ter sido sobre o seu chefe, e não para o seu chefe.

Na verdade,  não se trata de um recurso exatamente novo, já que desde março de 2009 tem sido possível utilizar esta característica. A única coisa é que o tempo de 30 segundos antes era de apenas 5 segundos — insuficiente, convenhamos, para qualquer arrependimento que seja.

O recurso é oferecido apenas para quem tem, habilitado em sua conta de e-mail, o Google Labs. O Labs é o laboratório de testes de recursos novos do Google, sendo que aqueles que têm boa aprovação eventualmente são transformados em padrão não apenas para o GMail, mas também para outras aplicações da empresa. E se você nunca habilitou o Labs em sua conta antes não há problema: Depois de fazer login no GMail, basta procurar pela palavra more, no canto superior esquerdo. Clique no link, e escolha even more. Clique sobre Google Labs, que estará do lado direito, próximo da figura de uma pipeta verde.

Com o Google Labs devidamente habilitado, basta selecioná-lo do lado direito da tela, clicando sobre a mesma pipeta verde, em versão menor.

A tela que se apresenta possui uma série de recursos que são oferecidos pelo Google Labs. Para localizar o que nos interessa, será necessário rolar a tela bem para baixo, até visualizar um lab denominado Undo Send. Uma vez tendo-a encontrado, basta clicar sobre Enable, e, em seguida, sobre Save Changes.

Agora, para desfazer o envio de uma mensagem, basta procurar pelo link Undo dentro da caixa que diz “Your message has been sent“. Clique no link e você voltará a visualizar a mensagem em seu modo draft, de onde você poderá continuar a editá-la, excluí-la ou enviá-la. Lembre-se, também, que os passos acima só são necessários uma única vez, e, ainda assim, enquanto o recurso não sai do Google Labs e se torna padrão.

Ah, sim, é claro: Faltaram duas coisas. Primeiro, é bom saber que, na prática, não se trata de um desfazer. O que o sistema faz é apenas retardar o envio da mensagem durante meio minuto, evitando remorsos desnecessários. Segundo, a coisa parece funcionar apenas com o GMail em inglês — já que no Labs em português, não consegui encontrar a opção correta. Se eu estiver errado, por favor, me avisem via comentários.

Eu só gostaria que fosse possível configurar este intervalo de 30 segundos para mais, a rigor do usuário.

[via, após dica do Mirão]

“Back to the Future”: O viral que não era

Dê uma olhada nas imagens a seguir.

Se você — assim como eu — é um fã da série de filmes Back to the Future, estrelada por Michael J. Fox, deve ter se empolgado com a possibilidade de, finalmente, estar presenciando o Future Day, ou seja, o dia ao qual Martin McFly chegou quando foi ao futuro, no filme número dois da franquia.

Eu mesmo, confesso, fiquei impressionado, pois mal me lembrava deste pequeno detalhe. Aliás, a empolgação foi tanta que eu resolvi repassar a imagem a um monte de amigos que gostam dos filmes em questão — recebi apenas a segunda, por email. Junto com a imagem, recebi o seguinte comentário:

Today is the day that Marty McFly arrived in the future after hitting 88mph in a pimped out Delorean in 1985.

Ocorre que a história toda é um hoax, ou seja, não passou de um boato, ou de uma lenda urbana. Ela começou quando a revista britânica Total Film espalhou um tweet e depois uma imagem com a data de ontem — a primeira que ilustra este texto —, alegando ser 05 de julho de 2010 a data referenciada no filme. Conforme descrito pela Wikipedia, a coisa se tornou uma febre — ou um viral — na rede de micropostagens, de maneira que milhares e milhares de usuários a reproduziram.

Hoje a revista se desculpou, através de uma nota em seu site, onde explica toda a situação, já que milhares de fãs fervorosos do filme notaram o erro:

A segunda imagem — com data de hoje — veio, de acordo com a própria nota da revista, de um terceiro, que resolveu trocar a data e continuar com a coisa toda.

Mas não se preocupem,  já que o Delorean chegou ao futuro em 21 de outubro de 2015, como se pode ver através da imagem acima, retirada da Wikipedia.

No final das contas, a única coisa verdadeira dessa história toda é a seguinte: Eu realmente estou ficando velho. E se você começou a pensar quantos anos fazem desde a segunda parte do  filme — rodado em 1989 —, também está. É a vida.

Admita: Você também esqueceu o Google Wave!

Esquecer um aniversário deve ser uma das maiores gafes que alguém pode cometer.

Eu me esqueci de um, esta semana. Me esqueci de comprar bolo. Me esqueci de comprar o presente. Olha, sinceramente, eu havia me esquecido, até mesmo, do nome do aniversariante. Eu estou falando do Google Wave, que fez aniversário no final de maio.

Me lembro, como se fosse ontem, o quanto fiquei ansioso pelo recebimento de um convite para testá-lo, e então constato, incrédulo, que já não acho que seja como se fosse ontem. Devo admitir que o Wave,  que  foi aberto ao público em geral no mês passado, e não precisa mais de convites, foi esquecido por mim. E, muito provavelmente, esquecido por você também.

Afirmar algo assim, para mim, acreditem, é um paradoxo. Como pude esquecer de algo que me deixou fascinado com as possibilidades que oferecia? O Wave nasceu, provavelmente, como a invenção mais revolucionária da humanidade desde a roda. Prometia ser o sucessor do e-mail como o conhecemos, da maneira como as pessoas trocam suas mensagens instantâneas, da forma como compartilhamos arquivos e imagens, e muito mais. Pergunto de novo: Como é que se pode esquecer de algo assim?

Bem… não sei. Mas quanto mais eu penso nisso, mais eu acredito que a resposta é uma só: O Wave está muito   frente do seu tempo. Tão   frente, que esta distância provavelmente só pode ser medida em anos-luz. Tão distante, que, quando entramos em nosso painel de waves, a sensação é a de, pelo menos pra mim, ter assistido   uma aula complicadíssima, e não ter o que perguntar simplesmente porquê não se compreendeu o mínimo possível sequer para podermos formular uma simples pergunta. Tão distante, que até mesmo o pessoal do Google se desculpou por não ter conseguido explicar a que veio o Wave.

Ora, que outra explicação pode existir? Digo, durante muito tempo, vi as pessoas se perguntando — e me perguntando, também — sobre como funcionava o Wave. Para que ele servia. E para estas pessoas, a desculpa de ser o sucessor do e-mail como o conhecemos já não era suficiente. Mas as respostas conhecidas, também não. “Outra hora eu substituo meu e-mail. Depois de esvaziar meu inbox“. “Outra hora eu vou experimentar o Wave pra mandar mensagens… deixa eu acabar de twittar“. “Já já eu vejo… deixa só eu acabar de compartilhar essas imagens no Facebook“. Sabem como é?

Então é isso. Wave, me desculpe por esquecer do seu aniversário. Mas eu sei que você me perdoa — afinal, você é só uma criancinha ainda. Quando você crescer e fizer um baita sucesso, daqui a uns anos, eu vou estar com a consciência tranq¼ila, porque vou reconhecer que finalmente essa distância que separa a nós, meros mortais, de você, todos estes anos-luz, terão sido finalmente transpostos. Por ora, feliz aniversário.

Terremotos e Twitter

Com tanta notícia sobre terremoto ultimamente, a tira de quadrinhos acima é uma ótima sacada — como sempre — do xkcd: Mostra o quanto esse vício em tecnologia ainda vai acabar matando alguém.

Quer um vídeo do YouTube rápido? 3outube nele!!

Ontem me lembrei de uma propaganda de chocolate estrangeira muito engraçada que eu havia assistido há muitos anos atrás, e que poderia ser útil para ilustrar um dos trechos de um treinamento que um amigo dará em breve na nossa empresa. Sabendo que seria muito fácil encontrá-la no YouTube, lá fui eu fazer a busca, que, depois de alguns minutos, resultou em sucesso. Mas havia um problema.

Quando eu preciso de um vídeo do YouTube, normalmente recorro a uma entre duas alternativas: Se estou usando o Firefox, nada melhor do que o Download Helper para me ajudar. Já se estiver usando o Chrome, o jeito é atacar com um bookmarklet que alguma alma bondosa disponibilizou. Seja qual for o caso, o resultado é ter, em mãos, um arquivo FLV ou MP4 que pode depois ser convertido a contento.

Basta trocar "http://www.y" por "http://3". Simples, não?

Acontece  que no momento em que me lembrei do tal vídeo, eu não tinha nenhuma das opções   mão: A empresa tem apenas computadores com o péssimo Internet Explorer. Assim sendo, tive que me conter, esperar chegar em casa, e só depois fazer o procedimento de download. E justamente um dia depois de ter feito isso, acabei conhecendo uma alternativa muito interessante para baixar os vídeos. Trata-se do site 3outube.

O nome, que é impronunciável, é simples de explicar: Para baixar um vídeo através do site, basta que você substitua o início da URL que contém o vídeo por http://3. Uma vez pressionando ENTER, aparecerá uma nova página, de onde estarão disponíveis os links para baixar tanto o arquivo MP4 quanto o FLV. Daí por diante, é só fazer como em qualquer outro download, e salvar o arquivo. Uma mão na roda.

Ah, e quanto   propaganda, ela está aqui embaixo, para que quem ficou curioso possa se satisfazer. Aliás, eu só conhecia o primeiro segmento, e descobrir que existem outros dois foi uma surpresa muito interessante e divertida, prova de que o YouTube pode ser uma caixinha de surpresas

Três motivos pelos quais o Dirpy arrasa!

É verdade que uma rápida busca utilizando os conhecimentos daquele que tudo sabe retornará diversos sites prontos para uso quando o assunto for converter vídeos do YouTube para o formato MP3. Sendo assim, a tarefa de eleger um competidor que se destaque na multidão se torna árdua e difícil.

Ainda assim, acabo de eleger tal competidor: Trata-se do Dirpy.

É bem verdade que sua página inicial é idêntica a de centenas de outros sites similares: O usuário deve colar o link para o vídeo do YouTube que deseja converter em MP3 em uma caixa de texto, para que a conversão possa ser devidamente iniciada. Mas é exatamente quando se prossegue com o processo, no entanto, que três funcionalidades não oferecidas por outros sites do gênero entram em cena.

A primeira destas funcionalidades é a possibilidade de aparar o arquivo de destino, reduzindo-o apenas   parte que são interessantes para o usuário. Eu sei que este não é bem o caso se o que você deseja é simplesmente um arquivo para carregar no seu iPod, por exemplo, mas para mim, que de vez em quando uso segmentos de músicas em vídeos caseiros, a coisa vem bem a calhar: retirar aplausos do começo e do final das músicas, ou introduções chatas, são coisas que podem ser facilmente realizadas com esta capacidade do transcodificador do Dirpy.

Interface do transcodificador do Dirpy

A segunda das funcionalidades em questão, aliás, vem bem a calhar para quem baixa os MP3 para ouvir por aí. Trata-se da possibilidade de editar, antes da realização do download, as tags ID3 do futuro arquivo MP3. Assim simplifica-se o processo de corrigir informações como o nome da faixa, do artista, do álbum em que a música está, entre outras coisas, para que estas sejam corretamente exibidas, por exemplo, em um MP3 player de carro.

Finalmente, a última das diferenças apresentadas pelo site é a inclusão, no rodapé da página com as opções de edição do MP3, dos links para download das versões em vídeo do conteúdo do YouTube. Desde que disponíveis, podem ser baixadas as versões em baixíssima qualidade, baixa qualidade ou alta qualidade, sendo as duas primeiras em formato FLV, e a última, em formato MP4. Uma das possibilidades neste caso é enviar os vídeos para o celular, para assistir por aí, passando o tempo durante uma viagem, por exemplo.

Em qualquer um dos três casos citados acima, o usuário normalmente precisaria recorrer a pelo menos um programa adicional para que conseguisse repetir as funcionalidades com sucesso. E é exatamente a eliminação de operações extras como estas o motivo da minha aclamação do Dirpy como ganhador desta improvável contenda. Ele já se tornou, para mim, um site de cabeceira.