PayPass

Quando saímos às compras aqui em casa, e eu preciso pagar alguma coisa com cartão, minha esposa, talvez por ficar meio ressabiada, sempre me pede pra manter os olhos bem atentos com relação ao paradeiro dele durante a transação. Nesses tempos em que as ameaças virtuais assolam os computadores em forma de scams e toda a sorte de golpes virtuais, nada mais correto do que manter a atenção também no mundo real. Afinal de contas, por mais difícil que seja, você sempre corre o risco de ser vítima de clonagem, ou de qualquer um desses golpes tão divulgados pelas correntes de e-mail por aí afora.

Sempre achei que o melhor mesmo seria que você nem precisasse sacar seu cartão pra fazer uma compra ou pagamento. Algum mecanismo instantâneo para aumentar os níveis de segurança sempre foi uma espécie de sonho secreto meu. Mas isso sempre me pareceu enredo de livro de ficção científica ou de filme de Hollywood. Até que a Mastercard tirou da manga sua mais nova invenção, à qual batizou de PayPass. O novo produto — que começou a ser emitido pelo banco HSBC apenas nos EUA — é, nada mais, nada menos, do que um cartão de crédito equipado com tecnologia RFID, permitindo a seu proprietário realizar transações por meio de ondas de rádio.

A coisa tem tudo pra ser sensacional. Isso porquê a tecnologia permite que as coisas aconteçam sem que seja necessário tirar o cartão do bolso da camisa, ou da carteira. Se o estabelecimento em que você estiver possuir uma antena de radiofreq¼ência que seja compatível com a tecnologia, bastará que você se aproxime do equipamento e pronto. A transação será computada automaticamente, e o valor correspondente, debitado em conta instantaneamente, como num cartão de débito convencional. É a viabilização plena do dinheiro de plástico.

No Brasil a implantação da tecnologia ainda vai depender do interesse dos bancos. Enquanto outros estabelecimentos financeiros americanos já demonstraram interesse na nova tecnologia e lanchonetes, cinemas e diversos outros tipos de comércio já anunciaram abertamente que vão aceitar o novo padrão em seus modelos de negócio, o que me preocupa mesmo é a invencionice dos golpistas. Enquanto ficar de olho em meu cartão durante uma compra pode parecer antiquado, pelo menos por enquanto ainda me parece mais seguro do que estar andando por aí com meu dinheiro no bolso e ser roubado eletronicamente, por alguma antena bisbilhoteira de assaltante hi-tech. Mas minha curiosidade talvez me vença se a coisa chegar por aqui… Vamos ver, não é mesmo?

Netvibes

Uma das disputas mais recentes que se vê na web atualmente diz respeito à personalização de home pages. A idéia é oferecer ao usuário um ponto de partida em seu navegador onde estejam combinadas suas funcionalidades favoritas: A possibilidade de permitir que qualquer um, a partir de um único endereço inicial, consiga visualizar suas últimas mensagens de e-mail, ler as últimas novidades de seus sites favoritos através de feeds Atom ou RSS, ou mesmo descobrir as cotações mais recentes de certas empresas da bolsa de valores, fez com que o Google apostasse em seu portal personalizável, o Google IG, bem como fez com que aquela empresa de Redmond, liderada por Bill Gates, apostasse no portal Start.com. Ambas são, aliás, iniciativas que tendem a se desenvolver muito nos próximos tempos.

Ambos os portais personalizáveis que citei são baseados na tecnologia AJAX (Asynchronous JavaScript and XML), que combina CSS, XML, Javascript e XMLHttpRequest para a criação de verdadeiras aplicações web que, com o advento da Web 2.0, se tornaram a sensação do momento. Aliás, se você ainda não sabe, ou não se deu conta, Web 2.0 é um movimento que visa migrar a web tradicional, formada meramente por um conjunto de sites, para uma nova web, onde aplicações inteiras funcionem a partir dos navegadores comuns, instantaneamente. Seus proponentes originais acreditam, inclusive, que o uso destas aplicações substituirá os programas comuns, como editores de textos e planilhas de cálculo, fazendo com que rodem diretamente pela Internet, transformando o ambiente numa grande rede social.

É justamente na onda da Web 2.0 que surge o mais novo concorrente para as soluções oferecidas pelo Google e pela Microsoft para a personalização de home pages. Lançado há dois dias atrás, o Netvibes é mais um serviço gratuito que promete ao usuário o nível de personalização que ele bem desejar.

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Empire State?

Pergunte a qualquer criança qual o tipo de impressora mais popular que ela conhece e, certamente, a resposta virá imediatamente: A Jato de Tinta. Para um usuário convencional de impressoras, como eu, que não imprime um grande volume de informações com freq¼ência, está mais do que suficiente. Como não ligo para velocidade, acho que o principal problema dos periféricos deste tipo é que o preço de seus cartuchos é muito alto. É difícil achar um cartucho zero por menos do que, digamos, R$ 50 ou R$ 60. E comprar o bom e velho refil pode vir a se tornar crime, se ações como as da HP, recentemente, processando os revendedores deste tipo de produto, se tornarem mais freq¼entes.

E a coisa não vai mudar, visto que é principalmente da venda de cartuchos — e não da de impressoras —, que as grandes fabricantes tiram sua principal fatia de lucros: Pense em quantos cartuchos você precisa comprar antes que o valor gasto ultrapasse o de uma nova impressora, e veja como eu tenho razão. A tinta, que é uma das substâncias mais antigas que a humanidade conhece e produz, se tornou o ganha-pão das companhias especializadas. Se você fosse abastecer seu carro com tinta para impressoras nos EUA, gastaria, nada mais, nada menos, do que cem mil dólares.

Mas cem mil dólares, embora seja uma montanha de dinheiro, não é nada perto do valor de mercado do mais novo modelo de impressora da IBM, a Infoprint 4100. A Infoprint, lançada recentemente pela Big Blue, é capaz de imprimir grandes volumes de páginas por minuto. E não estou falando de pouca coisa: Uma edição do clássico Guerra e Paz, de Leo Tolstói, pode ser impresso inteiro em menos de um minuto com o equipamento. Também é possível se produzir uma pilha de impressos da altura do Empire State Building num intervalo de míseros quatro minutos.

A velocidade de impressão do lançamento, que é de 330 páginas por minuto, fez meu queixo literalmente cair no chão. No entanto, coitados de pobres mortais como eu: O modelo mais barato da Infoprint 4100 não sai por menos de US$ 500 mil. O preço, na verdade, pode bater na casa dos milhões de dólares. Eu, a princípio, achei que uma impressora com este valor seria produzida apenas como prova-de-conceito. Mas não é assim: Robert Cooper, diretor de produtos de impressão da IBM, disse que o mercado para impressoras deste tipo é formado por empresas de telefonia, bancos e agências governamentais, que, certamente, produzem toneladas de documentos impressos por ano. Só pelo porte dos clientes já se sabe o porquê deste nicho de impressoras de alta velocidade ser um sucesso há anos.

O Futuro dos Carros

Você sabia que pesquisas indicam que tonturas e distração são as principais causas de acidente e morte no trânsito, ao redor do mundo? Cientistas britânicos já estão trabalhando para evitar que esses dois problemas façam de um número ainda maior de motoristas suas vítimas, no futuro.

Charles Spence, da Universidade de Oxford, anunciou hoje uma série de pesquisas que visam estimular os sentidos dos condutores, aumentando a segurança no trânsito.

Os chamados “carros do futuro” contarão com artifícios nunca antes usados para evitar acidentes. Embora ainda não haja nenhuma previsão de lançamento, pois são apenas pesquisas científicas por enquanto, algumas idéias podem ser bem úteis:

Essências para acalmar os motoristas e mantê-los acordados estão entre as opções, assim como cintos de segurança que vibram para alertar sobre os limites de velocidade.

Hoje em dia já existem carros que soam alarmes quando o motorista esquece a chave no contato ou seus faróis ligados. Daí é que eu acho que não é nada impossível que essas novidades sejam implantadas bem rapidamente no mercado. Tal como os carros movidos à hidrogênio, em fase final de teste, seriam tecnologias de ponta aliadas para o conforto e segurança dos motoristas.

No caso dos carros movidos à hidrogênio, a idéia é fabricar carros que contem com células de combustível para movimentar motores elétricos. Ao invés de lembrarem uma bateria, essas células, que converterão o hidrogênio armazenado em seu interior, juntamente com o oxigênio do ar diretamente em eletricidade, serão similares a tanques de gás natural — tais como os que já existem e são bem difundidos entre os motoristas brasileiros — e poderão ser implantadas nos mais diversos modelos de automóveis.

Fontes de combustível alternativo são sempre bem-vindas. Acho que com o mundo do jeito que está, sempre é bom arrumar uma forma de se combater os poluentes. E esses carros movidos à hidrogênio, pelo que pude apurar, produzem o mínimo possível de poluição. Ponto para a tecnologia, sem sombra de dúvida.

A Raposa Mais Rápida do Oeste?

Seu Firefox demora a carregar?

Pois um programa recentemente lançado está causando controvérsia entre os usuários de do melhor navegador da paróquia. Trata-se do Firefox Preloader que, como o próprio nome diz, faz com que o Firefox seja carregado já na inicialização do Windows para que, em computadores mais antigos e mais lentos, sua inicialização aconteça de forma mais rápida do que o convencional.

Este é justamente o ponto de discórdia. O tempo médio de abertura do Firefox é de cerca de 3 segundos. Convenhamos que, mesmo em máquinas um pouco mais antigas, não se trata de um tempo longo. Muitas vezes um simples upgrade de memória resolve este tipo de questão. Quem é contra o Firefox Preloader justifica sua posição dizendo que o navegador, embora excelente, consome muita memória enquanto está sendo executado. Carregar um processo na inicialização do Windows, segundo esses usuários, seria o mesmo que tornar esse uso de memória constante, quer o usuário esteja com o navegador aberto, quer não.

Pessoalmente sou obrigado a concordar com este ponto de vista. Uso o navegador com muitas abas abertas, pois me considero um heavy surfer, o que quer dizer que vivo com o Firefox aberto com dezenas de abas ao mesmo tempo. Acho que, embora as mais diversas iniciativas possíveis rodeiem o browser da raposinha, este é um programa que dificilmente vai decolar. Um usuário com computador mais lento, caso opte por não realizar um upgrade em seu equipamento, jamais vai querer um processo adicional na memória da máquina. Afinal, quanto menos processos, mais velocidade.

Aliás, quer liberar a memória usada pelo Firefox da maneira mais simples possível? Experimente, a qualquer minuto, minimizar a janela do navegador e restaurá-la, logo em seguida. Funciona. Basta acompanhar pelo Gerenciador de Tarefas do Windows.



A memória sendo usada pelo navegador no meu computador, por exemplo, como pode-se ver acima, baixou de 53.360kb para míseros 1.416kb. Simples demais.

Writely

Qualquer pessoa que tenha o mínimo de acesso à internet hoje em dia sabe o que é um blog. Afinal de contas, a invenção de Justin Hall, em 1994, cujo produto mais famoso é sem sombra de dúvida o Blogger, idealizado por Evan Williams e sua equipe, e adquirido pelo Google em 2003, deixou há muito tempo de ser apenas diário de meninos e meninas que queriam contar suas experiências pessoais. Hoje em dia temos diversos blogs que comentam notícias, fazem notícia e têm conotação extremamente profissional. Muita gente continua usando a coisa como passatempo, mas muita gente também tira dinheiro da maneira mais simples de publicar idéias na grande rede de computadores.

Wikis, ao contrário, parecem não ter, ainda, caído na boca do povo. Digo isso porquê encontro muito mais conhecidos meus, atualmente, que não sabem do que se trata um wiki do que pessoas que ainda, por ventura, não sabem o que são blogs. Wiki, caso você ainda não saiba, é um site onde se pode realizar a edição de documentos de maneira colaborativa. Dessa forma, você pode começar a escrever sobre um — ou mais de um — assunto e deixar que seus leitores e colaboradores terminem de fazê-lo, ou até mesmo que complementem a idéia inicial com mais informações.

Eu mesmo tenho um wiki. Surgiu porque, esporadicamente, gosto de colocar ali links e tutoriais sobre o WordPress, sobretudo para ajudar leitores do WordPress Brasil e da nossa lista de discussão. Mas não vou, no entanto, me prolongar a respeito das maravilhas e benefícios de um site coletivo. Pra ver como a idéia pode dar certo, basta acessar o mais bem sucedido projeto de site colaborativo do mundo.

Pessoalmente, a necessidade de ter um wiki em mãos já se mostrou muito real para mim até mesmo durante os períodos do dia em que estou trabalhando. às vezes precisamos de um lugar onde possamos rascunhar documentos. Onde possam ir nascendo protótipos que, revisados pouco a pouco, se tornarão versões definitivas. Eu escrevo uma introdução para um dado projeto. Um colega do trabalho pensa em outra parte do texto e encaixa com o que eu já havia escrito. E vai acontecendo assim, colaborativamente, a criação de um trabalho.

Meu problema maior até agora era que os wikis são, em sua essência, muito simples. E não serão nunca diferentes disso. A linguagem de marcação que eles usam é essencialmente projetada para que qualquer pessoa possa digitar textos inteiros usando apenas palavras entre *asteriscos* para o negrito e entre //barras// para o itálico, só para dar um exemplo da coisa. às vezes faltam, aos wikis, uma sofisticação um pouco maior. Um editor WYSIWYG, por exemplo. A capacidade de classificar os documentos e de deixar seu acesso, normalmente público, restrito a algumas pessoas, pelo menos durante a fase de edição. Entre outras coisas mais. Parecia que sofisticações como essas não iam surgir nunca.

Mas surgiram. E com um nome bem definido: Trata-se do Writely.

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Discórdia Adesiva

Por mais que incomodem um grupo distinto de usuários, eles estão por toda parte, e já há um bom tempo. Para os fabricantes de computadores, equipamentos e componentes, acabam agindo como uma espécie de propaganda barata de seus produtos. A maior montadora e revendedora de computadores do mundo, a Dell, fundada em 1984, chegou até a pagar pela licença de colar em seus computadores alguns deles. Estou falando de adesivos. Os adesivos podem ter as mais diversas mensagens, e têm inscrições que variam desde o famoso Intel Inside, até Projetado para uso no Windows XP. O fato é que eu, particularmente, nunca me incomodei com eles. Há até um adesivo desses no meu gabinete, que diz Powered by Asus.

Quem reclama, o faz por razões que considera óbvias. Os adesivos perdem a cor com o tempo, racham, descolam e — nesse caso, quando acontece — deixam uma marca grudenta que precisa muitas vezes ser removida com solvente. Um contratempo que deixa muita gente furiosa. Mas a própria Dell também tem seus motivos para reclamar, e eles não têm nada a ver com remover resíduos de cola de gabinetes e periféricos.

A empresa, que leva o nome de seu fundador, Michael Dell, é dona de um tempo de montagem de equipamentos que impressiona o mais desinteressado dos mortais. A montagem de um computador, de seu início ao final, chega a levar apenas quatro minutos. Tempo suficiente para que, de acordo com a empresa, a colagem de adesivos que contêm propagandas dos fabricantes e hologramas de segurança, o que leva apenas 30 segundos, se torne um gargalo de produção.

Por isso eles estão cansados dos adesivos. E devem tentar de tudo para removê-los de seus produtos, produzindo mais equipamentos em menos tempo. A notícia que li dá conta de que as discussões para que isso aconteça já estão acontecendo. Quanto essa medida vai garantir a continuidade do crescimento dos lucros da empresa — que apresentaram queda recente, espantando especialistas da Wall Street —, não se sabe. Mas acredito que, se eles condenam os adesivos, devem saber do que estão falando. Há 21 anos seu modelo é um sucesso, e acho que a coisa tem tudo pra continuar assim.

É o fim dos cinemas?

Você vai a um supermercado ou loja de conveniência e encontra lá, cercado de materiais promocionais, o último filme do seu ator favorito à venda. Acontece que o filme ainda não saiu de cartaz nos cinemas da sua cidade. Impraticável? Talvez nem tanto, se pensarmos no nível de exigência dos consumidores atuais, que sabem que, com a tecnologia disponível, não precisam necessariamente ir a uma sala de cinema para assistirem a um filme. Mas a idéia, levantada esta semana pelo CEO da Walt Disney Company, Robert Iger, incomoda muita gente, principalmente os donos de cinemas e cadeias de teatros multiplex.

Esses empresários têm medo de que, caso Hollywood leve adiante sua idéia de distribuir DVD’s simultaneamente à exibição de um filme nos cinemas, o público comece a escassear. Isso já vem acontecendo, aliás, segundo li, desde 2000 nos EUA, onde as estréias em cinema e em vídeo dos lançamentos estão acontecendo a intervalos cada vez menores. Não é difícil de se entender que, para um dono de cinema, quanto mais tempo um filme ficar em cartaz, maior será seu faturamento. E se o adiamento de um lançamento em vídeo puder ser adiado, tanto melhor para o movimento da sala de cinema.

Mas um CD pode ser comprado imediatamente após alguém ter ouvido uma de suas músicas na rádio. E um jogo de computador, da mesma forma, está disponível nas prateleiras das lojas assim que é anunciado. Os consumidores, segundo a reportagem, querem a mesma coisa em relação aos filmes. E procuram meios alternativos de obtê-los, sejam eles lícitos, como a exibição de um DVD em home theathers no conforto de seus lares, sejam ilícitos, como a obtenção de arquivos em redes de P2P. O que Hollywood deve tentar fazer é adaptar-se à essa realidade, colocando seus produtos a venda o mais rápido possível, enquanto investem os milhões em publicidade no cinemas diretamente na venda de DVD’s. E lançando os filmes mais rápido, tentam inibir a pirataria, ao mesmo tempo.

Os cinemas? No meu entender, não perderão nunca 100% do público. Mas devem se manter atentos: Se continuarem a praticar os preços abusivos que praticam, sem que inovem em qualquer sentido, a tendência será mesmo a de serem trocados por DVD’s em frente à TV da sala, regados à pipoca. Mas isso depende apenas deles, e só o tempo dirá o que acontecerá.

GTalk!

Houve poucas vezes, desde que eu me lembro de ter adentrado o mundo da Internet, em que eu efetivamente me senti tão ansioso quanto de ontem, terça-feira, pra hoje. É que toda a boataria, depois confirmada, a respeito do lançamento do programa de instant messaging do Google, o Google Talk, mesmo que não tire o sono de muita gente, tira o de aficcionados por novidades e novas tendências, como eu, e muitas das pessoas que acompanham este humilde blog.

Acordei tarde. Essa é a verdade. Quando vim dar uma olhada nas últimas novidades, ele já estava lá. Já havia sido lançado! Primeiro, já na noite de ontem, ele vazou sem querer, conforme informações do Rodrigo. Algumas pessoas que provavelmente estavam de plantão aproveitaram a brecha e foram as primeiras a colocar as mãos no mais novo filho do Google. Depois, já na manhã de hoje, o messenger mais aguardado do mundo finalmente mostrou sua cara oficialmente ao público.

Vou tentar escrever um breve review sobre o programa, cujos testes me foram possíveis realizar graças à ajuda de meu grande amigo Marcelo Glacial, o primeiro entre todos os geeks de plantão com quem eu topei, já utilizando o Google Talk. Acho que ele inclusive deve ter passado a noite em claro, mas esse é assunto pra outro post… Vocês gostariam de me acompanhar?

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Kahuna!

A leitura de meus feeds trouxe-me a revelação de que, nos Estados Unidos, a Microsoft está lançando um upgrade em seu serviço de e-mail, o Hotmail, talvez embalada pelo lançamento de uma versão beta do Internet Explorer 7, conforme pode-se ver em matéria publicada pelo site WebInsider. Além de uma nova interface para seus usuários, com recursos como um painél de pré-visualização das mensagens, o principal movimento da empresa de Redmond procura combater a popularização de seu principal concorrente, o GMail.

A versão Kahuna — nome dado ao novo Hotmail enquanto está em fase de testes finais — vai brindar seus usuários com um aumento considerável de espaço em suas caixas de e-mail. Ao todo, eles contarão com 2gb disponíveis. Os usuários brasileiros, no entanto, terão um limite muito menor, inaceitável para qualquer tentativa de competição. Serão apenas 250mb. A decisão, pelo menos na minha opinião, vem em momento tardio. Isso porquê muitos dos recursos que estão sendo implantados somente agora no Hotmail já existem há tempos em seu concorrente.

Mas nenhum serviço de e-mail é 100% perfeito. E qualquer discussão a respeito disso tem tudo para ser no mínimo calorosa. Isso porquê, quando converso com alguns usuários do Hotmail, amigos meus, muitos deles revelam que as funcionalidades oferecidas pelo serviço da Microsoft lhes são suficientes para as operações diárias. Há até algumas que fazem falta no GMail, como a inexistência de um anti-vírus integrado. Isso, no entanto, me parece temporário.

De qualquer forma, já que o assunto é webmail, uma discussão puxada pelo site Engadget procura descobrir, junto aos seus usuários, que espécie de melhorias eles gostariam de ver implementadas na interface do serviço do Google. Entre as sugestões, a da inclusão, justamente, de proteção anti-vírus integrada. Suporte a IMAP, uso de temas, fim do limite de 10mb para anexos e agenda de compromissos integrada com calendário — outra funcionalidade, aliás, que o Hotmail oferece — estão entre as melhorias mais citadas. E na sua opinião?

Atrasadinho…

Me lembro de uma época — na velocidade em que as coisas na Internet acontecem, bastante remota, agora — em que alguém criou, por conta própria, links para oferecer o conteúdo do Google News através de sindicalização RSS. Nessa mesma época, Deus se irritou bastante com o engraçadinho que resolveu fazer isso, porquê, de acordo com o próprio site, tratava-se de uma infração de seus direitos, coisa pela qual nem dá pra se tirar a razão deles.

O fato é que já na época desse episódio o Google vinha se decidindo a respeito de utilizar o padrão RSS ou seu concorrente direto, o Atom. É claro que o comentário geral sempre foi o de que o Google optaria pela segunda opção. Isso porquê, além de auxiliarem no desenvolvimento do padrão, na época em que a empresa adquiriu o Blogger, era apenas essa a forma de sindicalização oferecida.

De qualquer forma, fiquei surpreso há instantes, quando descobri um burburinho a respeito do assunto, dando conta de que, finalmente, após um longo e tenebroso inverno, o Google resolveu aderir à tendência e oferecer sindicalização em ambos os formatos para o Google News. Só o que eu digo é que demorou demais.

Além dos feeds convencionais o Google oferece uma forma de acompanhar notícias de maneira personalizada. Com um pouco de personalização de URL’s, as últimas notícias sobre o Windows Vista, por exemplo, ficam a um passo de quem quiser acompanhá-las através do serviço do Google.

Mas o Google não está inovando, ao oferecer tal serviço. O Technorati, quando faz-se uso de suas Watchlists, permite o mesmo tipo de acompanhamento, e já há muito mais tempo. O Yahoo!, só para incluí-lo na briga, já disponibiliza seu conteúdo (e não só as notícias, mas também grupos de discussão, entre outras coisas) sindicalizado há muito mais tempo. Para fechar o cerco, um artigo de Dave Winer para o Scripting News resume tudo de maneira bem simples: Cada item de um feed do Google News não se refere à apenas uma história, mas a várias delas. O mapeamento de várias histórias sobre um determinado assunto já é feito há muito tempo pelos agregadores de conteúdo. A imagem que ilustra este post demonstra exatamente a idéia. Sendo assim, parece, pelo menos para Dave, que a tentativa de sindicalizar o Google News acabou sendo mesmo uma iniciativa tardia. Aliás, que eu mesmo me lembre, raramente uso o serviço no site, quem dirá através de agregador.

Será que a coisa vai pegar?

Fala, Blog!

Podcasting é um termo que está se tornando cada vez mais comum na internet. Inicialmente criado como uma mistura entre os termos iPod e broadcasting, resolveu-se mudar o significado de POD para personal on-demand. Assim, os personal on-demand broadcastings são, nada mais, nada menos, do que transmissões gravadas em formato de áudio — normalmente, o MP3 —, que podem ser recuperadas através do formato RSS.

A facilidade é enorme. Você pode usar seu agregador de notícias favorito para receber tal conteúdo, que estará mesclado com os demais feeds que você costuma acessar. Ao invés de ler, pode ouvir seu site favorito, através de um interlocutor que pode tanto ser anônimo, quanto famoso. Diversos blogueiros que eu conheço estão atualmente divulgando seus podcasts ou trabalhando na confecção dos mesmos.

Para aqueles que. como eu, são tímidos demais para colocar a boca no trombone — ou será microfone? — e criar algo parecido, não há alternativa, a não ser continuar no mundo em que os posts são digitados à unha, um por um. Seremos apenas lidos pela massa de internautas, e não ouvidos, como aqueles que editam seus podcasts. A menos que alguém tivesse a louca idéia de transformar os feeds de blogs comuns, como o meu, em podcasts.

E alguém teve essa idéia, me acreditem. Um novo serviço disponível na web, o Talkr — nenhuma relação com o Flickr, a menos que o Yahoo! resolva mais tarde comprá-lo também — permite que feeds RSS de blogs comuns sejam transformados em arquivos MP3, através da tecnologia text-to-speech.

Está criado, desta forma, o blogcasting. O Talkr permite que se converta, com uma conta gratuíta, até 3 blogs para podcasts. Se você desejar mais, no entanto, precisará pagar o preço. Uma assinatura mensal no valor de US$4,95, para ouvir até 20 horas de gravação. A idéia parece interessante, mesmo porquê pode-se ouvir os arquivos MP3 em qualquer lugar, e não apenas na frente de um computador. Para quem usa dispositivos portáteis, como algumas pessoas que eu conheço, então, nem se fala. Pode-se carregar os sites favoritos pra cima e pra baixo, obtendo sempre suas versões mais atualizadas.

O detalhe é: Text-to-speech sempre me pareceu uma tecnologia complexa. A voz emitida por todos os programas que eu já tentei utilizar sempre me soou muito robótica. E funcionavam somente em inglês. Será que o Talkr vai ter alguma diferença? E será que vai funcionar com blogs e feeds em português?

São Paulo Mapeado

Não são apenas os milhões de internautas que têm acesso à serviços como o Google Earth, ou seu mais recente concorrente, lançado pela Microsoft, o MSN Virtual Earth, que enxergam o mundo lá do alto. A prefeitura municipal de São Paulo também enxerga, através de um projeto de mapeamento aéreo da cidade, a quarta maior metrópole do mundo.

A intenção do governo é disponibilizar na internet um guia de ruas da cidade, que possa ser consultado pelos internautas quando estes estiverem à procura de um determinado local ou serviço: Escolas, hospitais e restaurantes são apenas exemplos do que poderá ser localizado se a conclusão do projeto, prevista para o final deste ano, for realmente alcançada como se planeja.

A coisa seria muito parecida com o Guia Quatro Rodas, não fosse pelas demais finalidades que a prefeitura espera alcançar. Além de servir como guia, o projeto prevê o acompanhamento da expansão da área urbana da grande São Paulo através das fotos, bem como o auxílo na cobrança de IPTU. A secretaria municipal de finanças acredita ser uma excelente maneira de identificar construções irregulares ou sem registro.

E viva as aplicações práticas de se ver o mundo do alto. Mesmo que o bolso de alguns doa, não é mesmo?

Thumbs up?

E vamos falar mais um pouquinho — sem querer ser repetitivo — de biometria?

Desta vez trata-se de uma cadeia de supermercados americanos, a Albert’s. Eles começaram, em conjunto com mais 300 lojas nos Estados Unidos, a aceitar — em caráter de teste, é verdade — a impressão digital das pessoas como cartão de crédito, uma vez que elas tenham sido devidamente identificadas.

Segundo a matéria que eu li:

(…) uma parcela da população, que tem as impressões digitais gastas ou pouco definidas, não teria acesso à tecnologia. Além disso, especialistas alertam para a centralização excessiva de dados, o que é um risco a mais para a segurança das transações e do próprio cliente.

De qualquer forma eu gostei. Acho que vi isso — ou pelo menos um sistema bem similar — em um filme. A pessoa chega, utiliza seu polegar pra identificação e tem, descontado, automaticamente, o valor necessário em conta corrente, numa fração de segundos. Eu, que às vezes tenho preguiça de usar até cheque eletrônico, adoro essa idéia, e torço pra que ela dê certo. Mas imagino os assaltantes do futuro: Todos munidos de pequenos scanners digitais, forçando pobres coitados à enfiarem seus dedões e passarem toda a grana. Será?

Biometria neles!

Há um tempo atrás, folheando uma edição impressa da Info Exame, me lembro de ter achado sensacional a iniciativa de uma faculdade paulista de implantar a a biometria para controlar a presença de seus alunos durante as aulas. Trata-se de uma forma mais do que eficiente para identificar as pessoas através de suas características físicas. Não é à toa que, seja em filmes de espionagem de Hollywood, seja nas polícias internacionais pelo mundo afora, se utiliza a leitura das íris das pessoas para identificá-las com a maior precisão possível.

Acontece que, seguindo a tendência de utilização da biometria para controle de acesso às empresas e, como já citei, presença dos alunos às suas aulas, o Detran paulista resolveu embarcar nesta onda. Desde ontem, 11 de julho, passou a exigir o uso da biometria nas auto-escolas. A medida visa, principalmente, acabar com os problemas sofridos pelo Detran para controlar a presença nas aulas teóricas que agora são obrigatórias para renovação da CNH.

Não havia qualquer sistema, anteriormente, que controlasse a presença dos alunos nas aulas teóricas do Detran. De forma idêntica, muitas pessoas não cumpriam a exigência mínima de 30 horas — na minha época eram apenas 5 horas — de aula de direção para poderem prestar os exames. Agora, com aparelhos de biometria para identificação das impressões digitais dos candidatos em cada uma das 2,4 mil auto-escolas do estado de São Paulo, espera-se que não haja mais problemas. De qualquer forma, comparecer às aulas e exames teóricos — o que eu terei que fazer breve, visto que minha CNH vence em outubro — continuará sendo uma chatice.