DVD Players por R$ 38

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Esta semana vi a notícia de que a Asda está oferecendo um DVD Player por ã 9,00 , ou cerca de R$ 38,00 no mercado internacional. A empresa — que está fabricando o aparelho na China — é uma subsidiária do Wal-Mart, a maior rede varejista e segunda maior empresa do mundo.

Esta é a prova de que os reprodutores de mídia estão passando pelo mesmo fenômeno que as impressoras jato de tinta: Em algum tempo será mais barato comprar um aparelho de DVD do que o próprio DVD, assim como uma impressora se paga — para o fabricante, é claro — quando o usuário adquire dois ou três cartuchos para recarga.

Aliás, verdade seja dita, se buscarmos com cuidado na Internet, veremos que esta realidade já é válida aqui no Brasil, pelo menos em alguns casos como este: Existem aparelhos de DVD   venda por cerca de R$ 100   vista, enquanto que boxes com temporadas de algumas das séries exibidas nos canais pagos, como Lost, são comercializados por valores quase três vezes maiores.

A pergunta é: Será este fenômeno que já ocorre com os DVDs no Brasil algo isolado, ou estaremos prontos para ingressar na mesma categoria de países como a Inglaterra, onde os preços de equipamentos eletrônicos como MP3 Players, TVs de plasma e laptops caíram cerca de 74% nos últimos dez anos, transformando tais itens quase que em artigos de primeira necessidade, ao invés de supérfluos? Na minha humilde opinião, ainda estamos longe de tal situação…

Motorola RIZR Z6

É desnecessário explicar o porquê de, recentemente, toda a mídia mundial ter voltado sua atenção ao lançamento do iPhone: O mais novo produto da Apple — a ser lançado oficialmente no segundo semestre de 2007 — é o sonho de consumo não apenas dos mais jovens, e sim, eu diria, de qualquer faixa etária de consumidores. Sendo uma mistura de smartphone e tocador de mídia, este telefone já é charmoso apenas por ser um aparelho totalmente desprovido de teclado, funcionando com uma tecnologia que alia uma touch screen a teclado e botões criados virtualmente. Além disso, ainda tem memória interna que varia entre 4 e 8Gb, e acumula as funções de um iPod, de uma câmera digital de 2 megapixels, de um navegador e comunicador instantâneo através da internet, e muito mais.

Sendo, portanto, o iPhone a “bola da vez”, porquê é, então, que o lançamento do novo Motorola RIZR Z6 teria me chamado a atenção a ponto de merecer um post exclusivo? A resposta é muito simples.

O novo Motorola RIZR Z6A atenção é merecida porquê, com o lançamento do RIZR Z6, a Motorola consolida sua presença no mundo Linux: Com este novo modelo, que deve atingir o mercado norte-americano no segundo semestre, sendo o primeiro de seu gênero a funcionar com o sistema operacional do pinguim totalmente embutido utilizando um único processador, a empresa agora já conta com um variado portfólio de produtos que usam Linux.

Fico especialmente feliz com o fato porquê vejo que, quanto mais o tempo passa, mais o Linux ganha conhecimento das pessoas, e se torna mais amigável: Aos poucos as vitórias do sistema fazem com que não apenas ele invada as lojas em computadores desktop populares, mas também que ele se mostre uma plataforma viável para operacionalizar um handheld: Neste caso, mesmo a Microsoft ajudou, pois foi um pedido da Motorola que seu aparelho pudesse ser sincronizado com mídias proprietárias do Windows, inclusive aquelas protegidas por DRM.

O aparelho em si é outro sonho de consumo: Além de ser extremamente compacto — com apenas 16mm de espessura —, o modelo contará com uma tela de 320×240 pixels de resolução e de 262 mil cores, suporte  s tecnologias GSM e EDGE, uma câmera digital — que também tem 2 megapixels, a exemplo do iPhone —, slot para cartões micro SD e com a capacidade de reproduzir os mais diversos formatos de mídia, como MP3 e AAC, além de mídias proprietárias da empresa de Bill Gates, como o Windows Media Audio, ou WMA, frutos do desenvolvimento conjunto que citei acima. Junte a isso tudo o uso de Bluetooth e me respondam: É ou não um argumento irresistível pra já reservar um bom presente de Natal, mesmo com ele ão longe?

Prepare-se para o Total HD!

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Na década de 1970, uma verdadeira disputa pelo formato de gravação de fitas de vídeoEm tempo, veja o artigo disponível na Wikipedia em inglês sobre outras famosas guerras de formato ao longo da história, pois se trata de algo muito interessante que predominaria no mundo se iniciou, sendo esta uma batalha entre gigantes japoneses: O padrão Betamax, lançado em 1975 pela Sony, competia com o padrão Video Home System, mais conhecido como VHS, lançado apenas um ano mais tarde pela JVC.

É fato que disputas deste porte levam um tempo bastante grande para terminar, pois, ao se depararem com mais de um formato disponível, os fabricantes e fornecedores normalmente se vêm frente a frente com um dilema: Qual deles adotar para a fabricação de equipamentos e mídia? No caso da batalha que mencionei acima, o padrão Betamax, embora amplamente suportado por empresas como a Sanyo, Pioneer e Aiwa, acabou sendo engolido pelo seu concorrente a partir de 1985. Já na década de 1990, o VHS se tornou o padrão definitivo para a gravação de fitas de vídeo.

Ontem mesmo um amigo me citava esta disputa, em referência a uma outra, mais moderna, no campo dos DVDs: Ocorre que um disco comum de DVD armazena hoje até 8,5 Gb de cada um de seus lados, o que pode se mostrar muito mais do que suficiente para muita gente. No entanto, num mundo em que cada vez mais se fala a respeito de televisão, filmes e imagens em alta definição, size matters, ou seja, é preciso se falar em mídias que possuam capacidades cada vez maiores para permitir a gravação e armazenamento de imagens, filmes e programas neste formato.

É aí que surgem dois grandes oponentes, o Blu-ray, formato cujo desenvolvido foi novamente liderado pela Sony, com capacidade de armazenamento de até 50 Gb — suficientes para armazenar até 23 horas de vídeo comum, ou 9 horas de vídeo em alta definição — e seu concorrente direto, o chamado HD DVD, desenvolvido pela Toshiba e com capacidades que variam entre 15 e 30 Gb. A exemplo da batalha que citei no início, temos aqui ingredientes suficientes para uma disputa que novamente levará mais de uma década para se resolver, caso não se chegue a um consenso entre formatos.

No entanto, pode ser que não seja necessário se esperar tanto tempo assim: A Warner Bros anunciou publicamente ontem o que chamou de Total High Definition Disk, ou simplesmente Total HD. Trata-se do que a empresa chamou de uma solução para um problema que “estava desesperadamente pedindo que o resolvessem”, nas palavras do executivo-chefe da empresa, Barry Meyer, responsável pelo anúncio.

O novo produto se destaca por unificar os formatos competidores em um único disco de alta densidade, projetado para custar pouco mais do que os que atualmente já estão no mercado. O lançamento de filmes em formato Total HD já está agendado para ocorrer a partir do segundo semestre deste ano. Enquanto os consumidores continuam com o pé atrás porquê ainda não se sabe o grau de aceitação que terá o produto da Warner Bros, as chances parecem promissoras, uma vez que grandes comerciantes como a Best Buy e a Amazon.com já anunciaram que suportarão as vendas do novo disco.

Será o fim da batalha?

Armazene 450Gb em papel!

Ando precisando de mais espaço para armazenamento de minhas informações. Como qualquer pessoa buscando alternativas simples e mais baratas para resolver meu problema, lembrei-me de um amigo que até o final do ano deve ir para o exterior, e lembrei-me de lhe pedir que me trouxesse não apenas um hard disk muito maior, mas também alguns dispositivos secundários de armazenamento, como um pen drive e alguns DVD’s para uso com meu gravador.

3140_paper18_jpg.jpegOcorre que, se o que li neste final de semana se concretizar, todos os meus pedidos logo estarão transformados em coisas do passado, ou seja, verdadeiras peças de museu: Sainul Abideen, um mestre em engenharia indiano de apenas 24 anos de idade, acaba de desenvolver o que batizou de Rainbow Technology, uma inovação através da qual podem-se armazenar dados em papel comum, que suportará capacidades que variam de 90 a 450Gb, ou seja, cerca de 131 vezes mais capacidade que um DVD comum.

Embora ainda não existam grandes empresas oficialmente interessadas pela invenção, seu conceito parece extremamente interessante: Ao invés de usar zeros e uns para o armazenamento de dados, estes são traduzidos em formas geométricas — como círculos ou hexágonos — que têm cores para representar os diferentes tipos de formato: Vídeos, documentos, arquivos MP3 e virtualmente qualquer tipo de mídia poderão ser armazenados e mais tarde recuperados através de scanners que devem ser tão pequenos que logo substituirão drives de DVD e CD nos computadores e laptops do mundo inteiro.

O autor do artigo afirma, inclusive, ter assistido a um filme de 45 segundos armazenado em papel, e visto um documento inteiro, com 432 páginas, ser armazenado em um papel com 4 polegadas quadradas — cerca de 26 centímetros quadrados. Isso demonstra que o maior ganho da invenção será em seu custo de fabricação: Papel é muito mais barato do que os compostos utilizados atualmente para a confecção de CD’s e DVD’s.

Mas o que dizer da reação daqueles que leram o artigo e que, como eu, se preocupam com o tamanho do papel? Afinal de contas, não duvido que se possam armazenar 450Gb através do Rainbow Format: Só espero que não precise de um rolo com mais de 150km para isso

Big Brother sobre rodas

A vigilância no melhor estilo Big Brother parece ter chegado   frota de veículos brasileiros: É que ontem, conforme resolução publicada pelo CONTRAN — Conselho Nacional de Trânsito —, ficou determinada a obrigatoriedade da instalação de placas eletrônicas em todos os carros nacionais, de forma a facilitar sua identificação.

Trata-se do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos — SINIAV —, baseado não apenas em chips a serem posicionados na parte interna do pára-brisa dianteiro do veículo, mas também em antenas que estarão instaladas nas ruas e farão a leitura de dados como o número da placa do veículo, seu chassi e número do RENAVAM. Terminam de compor os equipamentos centrais de processamento e sistemas informatizados.

A medida, que deve ser cumprida por estados e distrito federal em até cinco anos, será adotada, segundo o que pude ler, para que seja possível um combate maior ao roubo de cargas, a melhoria da mobilidade urbana e do tráfego de veículos. E, por ser um item obrigatório, quem estiver sem o chip de controle após a implantação total do sistema pagará multa por infração grave de trânsito.

Rastrear veículos para combater roubos me parece uma idéia fantástica: Não é esse, afinal de contas, o modelo de negócio já inclusive implementado por algumas empresas de segurança, que literalmente rastreiam nossos carros num eventual problema de segurança? Talvez desta forma realmente se inibam os roubos. Mas e o outro lado da moeda, ou seja: Como ficará nossa privacidade?

Quero dizer, é de se imaginar que o mundo caminhe para um cenário onde as coisas são cada vez mais controladas: A era tecnológica em que vivemos, por sinal, facilita tal cenário, tornando-o muito mais alcançável do que há anos atrás. RFID‘s e outros dispositivos já são, aliás, utilizados amplamente como meios de controle de estoque, e entre outras aplicações, permitem o rastreamento de produtos em trânsito. Mas o governo saber onde o seu carro está — quando excluída a questão de segurança — pode ser sim, uma imensa violação de privacidade. Pode ser impressão da minha parte, mas estou apenas esperando que grupos direcionados a este tipo de debate comecem seus protestos… Ou será que eles não viriam?

Carros Comunicativos

A Nissan anunciou há alguns dias atrás seus planos para testar o que chamou de sistema inteligente de transporte. Segundo a empresa, trata-se de uma solução que enviará mensagens através de redes wireless para os carros que estiverem trafegando pelas estradas japonesas. Os testes devem envolver cerca de dez mil motoristas em um experimento que deve levar cerca de 30 meses.

De forma similar ao que já acontece com os aviões, que recebem sinais de rádio com a finalidade de orientar seus pilotos na navegação, pouso e decolagem, os carros receberão informações emitidas e transmitidas a partir das balizas que se encontram ao longo das rodovias japonesas. Um computador de bordo, presente nos veículos, fará então o papel de processar o conteúdo dos sinais de rádio e avisar o motorista, através de uma mensagem de voz, sobre perigos como um carro em alta velocidade se aproximando depois da curva — no que, novamente, o sistema se parece com o TCAS de aviões comerciais —, um acidente ou congestionamento.

A idéia, a ser testada já a partir de outubro deste ano, deve funcionar no Japão porquê mais de 50% dos carros japoneses já possuem equipamentos de navegação, como o GPS, instalados a bordo. Nos Estados Unidos e Europa este número cai para 10%, e no Brasil, então, acho que a porcentagem é muito menor.

De qualquer forma, a idéia da Nissan me lembrou um hábito que os brasileiros cada dia mais incorporam   sua rotina: Enviar mensagens SMS para os telefones celulares de parentes e amigos. Com algumas adaptações no sistema, seria algo possível de se implementar nos carros brasileiros. Mas acho que, muito antes disso, seria preciso cuidar da educação média do brasileiro quando está no trânsitos.

Idéia Luminosa

Lumalive JacketA mais nova invenção dos engenheiros da Philips é uma tecnologia chamada Lumalive. Criada para impressionar os visitantes da Internationale Funkausstellung, uma feira industrial tecnológica alemã realizada anualmente em Berlim, ela permite que tecidos se tornem luminosos. Aliás, os expositores da companhia nesta feira devem se vestir com jaquetas especiais.

Estas jaquetas, feitas com Lumalive, são capazes de exibir gráficos e desenhos plotados em superfícies coloridas, sendo que tais imagens podem ser alteradas constantemente. O material, segundo a Philips, está pronto para ser comercializado e é formado por diversas matrizes flexíveis de LED’s coloridos, completamente integradas ao tecido, e nem por isso prejudicam a maciez das roupas criadas.

Dotadas de componentes eletrônicos e baterias, as jaquetas podem parecer difíceis de lavar num primeiro momento: Mas, segundo a Philips a remoção de tais componentes e sua reinserção subseq¼ente não é complicada. E para quem acha que usar roupas costuradas com tecidos luminosos é loucura, é bom saber que o novo produto é escalonável, ou seja, os tecidos também podem ser usados em aplicações maiores, como na confecção de tapetes ou de sofás especiais, que podem inclusive indicar com cores o humor momentâneo de quem está sentado neles. Por sinal, para quem quer dar uma boa olhada na novidade, um vídeo disponibilizado pela empresa (também no YouTube) demonstra o tecido e suas aplicações.

Alguns podem até pensar que roupas emissoras de luz como estas são coisas exclusivamente pensadas para o mercado de propaganda e marketing. Mas eu acredito que, se chegarem de fato  s lojas comuns, os produtos de uma provável linha Lumalive seriam um sucesso. Eu, pelo menos, até experimentaria uma roupa interativa que, como no vídeo de divulgação, mostrasse um relógio digital em constante atualização…

Miniaturas da Discórdia

Thumbnails no del.icio.usDescobri meio que por acaso esta semana um novo recurso implementado pelos desenvolvedores do del.icio.us. Trata-se da inclusão, por parte deles, na página inicial do site, de thumbnails nos itens de sua hot list.

É pouco provável que alguém não saiba o que são thumbnails, mesmo que não o conheça exatamente por este nome: De qualquer forma, eles nada mais são do que pequenas miniaturas de imagens maiores, criadas para facilitar uma série de operações com as mesmas. É graças a estas miniaturas, por exemplo, que um conjunto de fotos recém-baixadas de sua câmera digital pode ser organizado sem que seja preciso abrir foto por foto.

Verdade seja dita, uma série de sites modernos — como o Flickr, por exemplo — se utiliza de thumbnails para facilitar a vida dos usuários. Já pensaram, por exemplo, que dificuldade seria fazer uma busca de imagens sem a ajuda destas miniaturas? Assim sendo, nada melhor do que a inclusão, por parte do del.icio.us, desta função, não é mesmo?

Não parece ser bem assim. Quando anunciada esta semana no blog do serviço, a novidade gerou diversos comentários. Embora houvesse algumas pessoas agradecendo pela qualidade do serviço e por mais este recurso, também havia muita gente reclamando. As reclamações tinham como base o fato de que os thumbnails não são grandes o suficiente para que sejam de qualquer ajuda aos usuários, além de aumentarem o tempo de carregamento do site.

Falando em usabilidade, a simplicidade e leveza do del.icio.us sempre me foram notáveis. Admiro os desenvolvedores da ferramenta por conta de manterem um site cuja interface é 100% texto (exceto pelo favicon) entre os mais populares da grande rede atualmente. Embora eu use banda larga ao acessar a Internet, tenho que admitir que há uma parcela de razão nas reclamações que foram feitas através dos comentários da mais recente notícia deles. Mas será que isso fará com que a equipe do del.icio.us volte atrás? Só o tempo dirá…

Imagens do Futuro

John Anderton é quem podia se vangloriar da alta tecnologia do mundo dos monitores futuristas: O personagem de Tom Cruise no filme Minority Report (2002), um policial que vive na Washington do ano 2054 e manipula informações sobre assassinos que ainda estão por concretizar seus crimes — prendendo-os antes do fato consumado — tem à sua disposição diversos monitores sensíveis ao toque com os quais pode analisar virtualmente qualquer informação à sua frente.

É, aliás, a sensibilidade ao toque quem dá grande parte do toque futurista ao filme: Não se trata de um toque por vez em pontos únicos e pré-determinados de uma tela pré-preparada para recebê-lo, tal como ocorre em quiosques de consulta em shopping centers, ou em certos terminais bancários muito utilizados hoje em dia. A tecnologia empregada no monitor de Anderton é multi-toque, ou seja, permite que ele manipule as coisas na tela com vários dedos e as duas mãos ao mesmo tempo, arrastando, aumentando ou diminuindo detalhes de arquivos e imagens conforme necessita.

Enquanto esta é uma coisa que eu adoraria ver nos computadores pessoais das casas de qualquer um com condição suficiente para comprar o mais simplório dos computadores, até agora imaginava que eu não estaria mais por aqui quando uma coisa deste tipo estivesse disponível para atualização. Mas, surpreendentemente, navegando hoje pela Internet me deparei com o trabalho de pesquisa de Jefferson Han, um consultor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Ciências Matemáticas da Universidade de Nova Iorque.

Jeff Han descreve uma tecnologia chamada FTIR, ou Frustrated Total Internal Reflection — a mesma utilizada em aplicações biométricas para aquisição de imagens das impressões digitais das pessoas e sua posterior identificação pelas mesmas —, através da qual, sem grandes custos de engenharia, é possível se trabalhar com dispositivos de entrada de informação que sejam escaláveis — ou seja, com tamanho variável — e que respondam aos comandos realizados não apenas por um, mas vários dedos, e mais de uma mão ao mesmo tempo.

Uma demonstração disponível no site de Han é a prova definitiva de que não apenas touchscreens, mas também mesas virtuais e até mesmo paredes inteiras podem interagir aos toques de não apenas um, mas de vários usuários ao mesmo tempo. O dispositivo por ele concebido é uma das coisas mais incríveis que já vi em toda a minha vida, medindo ao todo cerca de 92 x 69cm, recebendo projeção de sua parte traseira e com resolução de sensibilidade de menos de 0,1 polegada.

Em outras palavras, isto é incrível. As imagens que ilustram este post já falam por si, mas é imprescindível que se assista ao vídeo, sem o qual é até complicado de se acreditar. Quem sabe em quanto tempo uma coisa dessas estará disponível para usarmos em casa? A pesquisa parece ser bem promissora.

Urnas Biométricas

Que teremos eleições este ano novamente, acredito que seja fato mais do que conhecido de todo e qualquer brasileiro. Agora, que a votação através de urna eletrônica estará completando 10 anos no dia 01 de outubro, quando todos os cidadãos deverão comparecer às seções eleitorais para participar daquele que será o primeiro turno da disputa para presidente, senadores, deputados estaduais e federais e governadores, talvez nem todos saibam.

As urnas eletrônicas — inovações tecnológicas 100% brasileiras copiadas por diversos países — foram utilizadas pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Naquela época, lembro-me de ter ficado bastante empolgado, pois foi justamente o fato de morar em São José dos Campos que me permitiu ser um dos primeiros eleitores — 33 milhões deles — a utilizarem o então novo sistema.

Agora, 10 anos depois, um total de 432,6 mil urnas eletrônicas serão colocadas à postos, em comparação às 78,4 mil do ano de estréia do processo automatizado. Através da transmissão de dados através das redes das grandes companhias telefônicas nacionais, as expectativas do TSE são de que 95% dos votos estejam apurados até o final do próprio dia da votação, tudo baseado nos dados coletados pelos disquetes que se encontram no interior de cada uma das urnas eletrônicas.

Aliás, com uma média de idade dessas, é chegada a hora de aposentar estes equipamentos, trocando-os por novas máquinas, processo que deve se iniciar logo após as eleições deste ano, sendo finalizado até 2012. Ler a notícia sobre a troca de equipamentos me fez pensar automaticamente nas minhas sugestões para uma urna eletrônica melhorada, que imaginei logo após o término do referendo sobre o desarmamento. Será que alguma delas entrará em vigor, afinal de contas?

A resposta parece ser afirmativa.

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Forever Free!

Ainda não faz tanto tempo assim que comentei por aqui que havia experimentado o SkypeOut, serviço do Skype que permite a seus usuários comprarem créditos para falar com telefones fixos em qualquer região do mundo. No meu caso específico, resolvi experimentar a coisa porquê minha esposa estava visitando sua família na Bahia e, para matar as saudades não apenas dela, mas também do meu filho, optei pela compra de créditos para saber assim, qual seria o resultado da utilização do serviço, unindo algo útil ao agradável.

Com qualidade excelente de áudio para suas ligações, a experiência de falar através do SkypeOut apenas não se mostrou ainda melhor por conta de um pequeno detalhe: Dependendo do horário em que eu estava tentando realizar minhas chamadas, eram precisas diversas tentativas antes de conseguir que uma ligação se completasse. Um detalhe que, somado ao fato de que os créditos — comprados em euros para mais tarde se converterem em reais através da cotação do dia de vencimento da fatura do seu cartão de crédito — são consumidos mesmo quando mensagens da operadora informam a impossibilidade de se completar uma ligação, me fez, no final das contas, deixar a utilização do serviço em stand by, pelo menos por uns tempos.

De qualquer forma, não se pode culpar o Skype por isso. A qualidade de ligação das operadoras de telefonia fixa nacionais talvez cumpra algum papel nessas dificuldades em completar ligações. De qualquer forma, é outra coisa que possivelmente continua mantendo muita gente afastada do mundo de ligações através de VoIP. O fato de que se precisa pagar para realizar uma ligação VoIP para telefone fixo. Os valores das tarifas não chegam a ser tão mais baixos — pelo menos no que tange ao SkypeOut — para que alguém se decida por utilizá-lo com mais freq¼ência, visto que a dificuldade em completar uma ligação ainda é maior.

Mas uma notícia muito interessante ocupou as manchetes da mídia internacional hoje. Tudo isso devido a um concorrente direto e em potencial do Skype, chamado Gizmo. O Gizmo, que realmente nasceu com a mesma finalidade do seu primo mais famoso, tem todas as características de um software de mensagens instantâneas como o ICQ ou MSN, permite aos usuários realizarem ligações VoIP com qualidade excelente e ainda conta com características interessantes como e-mail de voz gratuito, chamada em conferência gratuita e histórico permanente de ligações.

Só que o Gizmo não foi notícia exatamente por sua criação, visto que se trata de um projeto que, mesmo sendo menos famoso, já está no mercado há certo tempo. O Gizmo Project, na verdade, não é apenas um software para comunição VoIP. Trata-se de uma rede de comunicações não apenas desta tecnologia, mas também para qualquer aplicação peer-to-peer, sendo que o programa veio em seguida, para permitir a comunicação entre usuários através desta mesma rede. Baseado em protocolos abertos, o Gizmo também utiliza-se de tecnologia Jabber e do sistema SIP de VoIP.

A notícia que envolve o Gizmo tem relação, ao invés disso, com um concorrente direto para o SkypeOut, que mencionei no começo deste post. Trata-se de um novo programa lançado pela SIPphone, Inc., desenvolvedora do software, chamado All Calls Free. Este programa também dá direito a cada usuário ativo do Gizmo de realizar chamadas entre o programa e telefones fixos ou celulares, com o grande diferencial de que tais ligações serão sempre gratuitas.

à primeira vista a coisa pode até parecer mentirosa. Mas não é. Como divulgado hoje através da mídia, o All Calls Free abrange ligações gratuitas e ilimitadas que, no momento, podem ser realizadas para 60 países no mundo inteiro, incluindo Brasil, China, Japão, Itália, Espanha, Coréia do Sul, Canadá e, é claro, Estados Unidos.

Para participar, basta fazer o download do Gizmo, se cadastrar gratuitamente no serviço para obter um nome de usuário e adicionar amigos, família e contatos comerciais à lista de contatos. Para começar a tirar proveito do All Calls Free, no entanto, o usuário precisa ser considerado ativo. Para tanto, deve, ao se cadastrar, realizar uma chamada entre usuários (PC para PC, ou PC para telefone fixo ou celular) e manter a utilização posterior do software para que permaneça nesta condição. Caso o usuário deixe de utilizar o Gizmo para comunicação, lhe será cobrada tarifação a preços reduzidos, caso em que o serviço será similar ao SkypeOut.

Num mundo em que as companhias telefônicas, mais até do que o próprio Skype, buscam a lucratividade através de serviços de VoIP, o Gizmo merece um lugar entre os maiores destaques nesta disputa, visto que, remando contra todas as marés, se propõe a deixar que as ligações ocorram sem cobrança, desde que feitas, em uma das pontas, através de um computador:

“The All Calls Free program allows Gizmo Project users to call more than 2 billion landline or mobile phones around the world at no cost to them. There are no hidden fees or catches and we hope to extend the program to more countries in the near future,” said Jason Droege, president of SIPphone.

E que venham mais iniciativas como essa, sempre!

Colocando ordem no mal

Um amigo comentou comigo, ainda ontem, que havia instalado em sua máquina um daqueles muitos programas freeware que têm a finalidade de varrer seu disco rígido em busca de assinaturas de spywares, trojans e outros malwares do gênero, que, não apenas para usuários mais convencionais de computadores como ele, mas para qualquer ser vivo na face da Terra, só vêm a atrapalhar sua experiência, seja esta on-line ou não.

Aliás, quando o assunto é malware, a grande pergunta que muitos usuários se fazem, mesmo sem muitas vezes se darem conta disso, é uma só: De onde vêm estas pequenas pragas virtuais? Muitas vezes a resposta se encontra no hábito freq¼ente que muitos têm, de abrirem, inadvertidamente, os anexos que estão naquelas mensagens de e-mail obscuras que recebem, sem nem ao menos se darem o trabalho de verificar sua procedência, e se esta é realmente segura.

Mas grande parte dos usuários se vê em apuros também quando navega na internet. Diversos sites disparam, à medida em que visitantes os encontram e acessam, programas executáveis que se auto-instalam nos computadores destas pessoas. E o resto desta história, todos conhecemos: Em algum tempo estas máquinas ficam mais lentas e passam a realizar operações suspeitas. Algumas exibem janelas pop-up com propagandas e têm a home page de seu navegador web alterada para apontar algum site pouco ortodoxo.

Já outros computadores, mais seriamente atingidos, passam a ser escravos de algum webmaster inescrupuloso, que recebe dados que vão desde o registro dos sites que foram visitados pelo usuário, até as combinações de teclas que este digitou, originando, muitas vezes, fraudes bancárias e compras em sites on-line sem aviso prévio para a vítima. Nestes casos, um programa de computador tem que ser muito bom para dar jeito na coisa. E é por isso que a prevenção se faz necessária.

E falando em prevenção, H.D. Moore, pesquisador de segurança computacional e criador do projeto Month of Browser Bugs, que busca e divulga falhas nos navegadores web mais populares — como o Internet Explorer, Firefox, Safari, Opera e Konqueror — divulgou esta semana um novo site de busca, capaz de indexar sites que contenham estes programas executáveis que mencionei, e que os disparem contra os inocentes usuários.

A nova ferramenta trabalha baseada em buscas realizadas no Google. Quando encontra um executável suspeito em um site, um algoritmo pré-determinado extrai sua assinatura — na verdade uma pequena seq¼ência de códigos do programa — e a compara com um banco de dados — que ainda conta com apenas 300 exemplares de malware, mas que deve ganhar em breve uma atualização em massa e passar a ter pelo menos 6000 assinaturas. Se a correspondência ocorrer, fica gravado no site de busca um registro apontando para um site que contém o arquivo a ser evitado.

A idéia é super interessante, tenho que admitir. Digitar a palavra-chave Bagle, por exemplo, retorna 20 resultados de sites que hospedam o worm. Worm, aliás, também é outra boa palavra-chave, retornando, num primeiro instante, 110 ocorrências. O problema, no entanto, é que nenhum usuário mais convencional sequer sabe nomes de vírus ou worms. Talvez, neste caso, H.D. Moore se veja obrigado a tentar uma abordagem mais prática, ou, num futuro bem próximo, quem sabe, aguardar que os grandes sites de busca, por conta deles próprios, acatem a idéia. Ou vocês acham que uma indexação de sites malignos já não pode estar em andamento, sendo realizada pelo próprio Google em si?

Skype alternativo?

Uma empresa de tecnologia chinesa desconhecida conseguiu realizar um feito que poderia ser considerado no mínimo questionável, ao menos em termos legais: Segundo o que li, eles foram responsáveis por criar um clone funcional do Skype, o famoso e internacionalmente popular software que é capaz de realizar ligações telefônicas VoIP e conectar usuários, qualquer que seja a distância entre seus computadores.

A solução não estaria pronta para liberação ao público, segundo o post do blog onde encontrei a informação. O autor, aliás, parece ter sabido do software por conhecer pessoalmente alguém de dentro da tal empresa chinesa de TI. Não procurei saber informações mais detalhadas, mas a questão legal que mencionei é claramente relacionada com a utilização, por parte desta mesma empresa — seja lá qual ela for — da tecnologia e propriedade intelectual contidas em um código de programação protegido por leis internacionais, ou seja, realizar processos de engenharia reversa com o programa fonte, o que nada mais é do que o primeiro passo para a prática da pirataria de software.

Enquanto muita gente pode se perguntar que benefícios os chineses teriam ao poder baixar um clone do Skype — tão ilegal para o restante do mundo quanto possa parecer, independente disto —, é importante deixar claro que, por lá, tal software é considerado ilegal e é inclusive combatido pelas autoridades e companhias telefônicas locais, que não gostariam de ver seu lucro escapar dos bolsos.

Estaria assim a tal empresa chinesa dando um grande passo na luta pela liberdade de utilização da grande rede de computadores em solo oriental? Alguns poderiam achar que sim. Mas pode ser também que o produto, uma vez acabado, seja comercializado em conjunto com as telefônicas chinesas, que, localmente — aí sim — apoiariam com certeza uma solução para a realização de ligações através do computador, ainda mais sabendo que poderiam obter lucratividade imediata com isso.

Odores Registrados

Quem é que nunca viu pelo menos um programa na televisão onde o protagonista, ao passar por alguma situação aromaticamente desconfortável, fosse qual fosse o motivo, disparasse a já conhecida frase, afirmando, para alívio dos telespectadores, que ainda bem que a televisão não transmitia cheiro? Confesso que, em algumas vezes, eu mesmo comemorei tal fato.

Se a televisão vai continuar assim no futuro — um aparelho que não possui a capacidade padrão de transmissão de aromas — é complicado dizer. Não é a recente — e finalizada — discussão sobre padrões de televisão de alta definição no mundo e no Brasil que determinará tal coisa. Nem espero que esse tipo de recurso esteja disponível nas próximas gerações da raça humana. Mas um grupo de engenheiros japoneses do Instituto de Tecnologia de Tóquio, pelo menos, parece estar bem próximo de dar um passo que levará a este resultado no futuro.

É que estas pessoas estão construindo um gravador de odores. A idéia parece bizarra à primeira vista, eu imagino que vocês possam estar pensando: Mas a questão é que a intenção dos pesquisadores é gravar odores tanto quanto se gravam, atualmente, vídeo e som.

Se você é daqueles que adora o perfume que a sua namorada usa ou, quando sente o cheiro de seu prato favorito, consegue reconhecê-lo mesmo a quilômetros de distância, a invenção japonesa virá bem a calhar: permitirá que, ao apontar o gravador de odores para qualquer coisa, um cheiro característico seja gravado, analisado eletronicamente e depois reproduzido através de um conjunto de ingredientes químicos atóxicos.

O que me impressiona em um sistema destes, caso venha a se concretizar um gravador de cheiros, são suas aplicações um pouco mais avançadas: As pessoas poderão comprar um perfume, por exemplo, e antes de efetivar a compra, saber de antemão que gostarão do produto. A mesma coisa, vocês podem imaginar, se aplicará a restaurantes e lanchonetes, que poderão demonstrar os aromas de cada um de seus pratos para atrair novos clientes e até mesmo fidelizá-los. E, é claro, indo um pouco mais além, também há aplicações no campo da medicina, ou no treinamento de animais como cães farejadores, por exemplo.

Em resumo, na minha opinião, o gravador de odores é mais uma dessas idéias malucas que aparecem vez por outra por aí e que a gente realmente sente vontade de que sejam levadas à cabo, pra que se possa desfrutar dos resultados. Quem sabe, aliás, um desses gravadores, quando disponível, numa versão provavelmente modificada, possa reproduzir os odores ruins do dia-a-dia — chulés, bafos e tantos outros, desagradáveis —, uma vez gravados, transformados em coisas boas, não é mesmo? Invertendo a polaridade, quem sabe…

Coisa de James Bond?

Que a imaginação de Ian Fleming trouxe à tona para auxiliar o agente-secreto mais famoso do mundo os dispositivos mais sofisticados, as armas mais modernas e os veículos dos sonhos de muito marmanjo por aí, isso não é novidade. Afinal, quem acompanha James Bond, seja desde sua criação, em 1953, ou não, sabe bem que essas coisas são bem típicas de filmes de espião. Mas imagine agentes especiais de elite do SAS, o Special Air Service britânico, pessoas de carne e osso a serviço de Sua Majestade, usando em seu dia-a-dia um equipamento que só podia ter saído de uma das histórias dele e a coisa se torna completamente diferente.

Qualquer soldado, e nesta categoria incluem-se os agentes de elite britânicos, precisa ficar oculto quando é enviado em uma missão onde será necessário pousar atrás das linhas de fogo inimigas, correto? Mais do que uma questão crucial para garantir o sucesso de sua missão, trata-se, em primeiro lugar, de uma necessidade básica, a de garantir sua sobrevivência em território hostil.

Ao invés de usar os já velhos conhecidos pára-quedas, as forças de elite britânicas passarão a contar em breve com asas especiais, feitas de fibra de carbono, que lhes permitirão pular de aviões a grandes altitudes e então planar 120 milhas — cerca de 193km — antes de pousarem em seu destino verdadeiro. Desenvolvidas especialmente para a SAS por uma empresa alemã chamada ESG e chamadas de mono-wings, as asas tornarão cada soldado em missão virtualmente invisível, já que seu avião não precisará estar voando nas proximidades do local em vista para que ele salte.

Munidas com suprimento de oxigêncio, estabilizadores e sistemas de auxílio a navegação, ainda assim o fabricante diz que as mono-wings são extremamente leves, mesmo que munição, comida ou água complementem a carga que pode ser levada por cada ocupante do veículo. Uma vez que se aproxime do solo, bastará que o soldado puxe o pára-quedas da asa e aterrise normalmente. O que não está claro, no entanto, é como fazer para ocultar a asa, que tem 1,83m de envergadura total. Os pára-quedistas normalmente enterram seus pára-quedas quando caem no alvo. Já com a asa, não é possível fazer isso, não é mesmo?

Sabendo que muito em breve poderemos estar às voltas com verdadeiros soldados voadores, uma coisa muito mais futurista me vêm à cabeça: Quem sabe a aplicação de tal invento não seja apenas militar? Quem sabe, daqui a alguns anos, como já aconteceu com diversas outras iniciativas militares, as mono-wings possam se tornar uma cena comum também comercialmente… Assim, numa sexta-feira à tarde, voltando pra casa cansado do trabalho e avistando um engarrafamento pela frente, tudo o que tenhamos que fazer será simplesmente estacionar o carro e sair voando até nossas casas…

A Capa da Invisibilidade

Muitas vezes, quando Harry Potter anda pela Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, faz isso munido por um presente muito especial que herdou de seu pai: Sua capa da invisibilidade. Com ela, não apenas Harry, mas também seus amigos Rony e Hermione, podem explorar os mais diversos lugares, sejam eles dentro ou fora do castelo da escola. É verdade que nos últimos tempos — ou livros —, os três já não cabem mais juntos debaixo da capa, visto que, como qualquer criança entrando na adolescência, se tornam cada dia maiores. Mas isso não impede que tanto crianças quanto adultos sonhem em, um dia, também eles, possuírem uma capa igual à da série do menino-bruxo escrita por J.K.Rowling.

Esta capa por sinal, deve ser realmente feita de algum material mágico. Eu, que passei por todos os livros da série até agora e que, como muita gente por aí, mal posso esperar pelo derradeiro livro, aquele em que, imagino eu, todas as respostas pendentes serão fornecidas, não me lembro de ter lido qualquer referência a respeito dos componentes do tecido da capa de invisibilidade de Harry Potter. Mas há cientistas por aí, particularmente os que trabalham na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que dizem que sabem como reproduzi-lo. Só que, ao invés de mágica, usariam um novo tipo de componente, os chamados metamateriais.

O chefe da pesquisa, Nader Engheta, um professor de engenharia elétrica e de sistemas da universidade, propõe o uso de metamateriais porquê estes poderiam ser ajustados de forma a refletir qualquer radiação eletromagnética — seja ela composta por ondas de rádio ou luz visível — em qualquer direção. Um tecido feito com estes materiais, desde que desenvolvido em escala submicroscópica, não refletiria a luz, nem formaria sombras. Seria, portanto, virtualmente invisível.

A pesquisa, que foi financiada pelo Pentágono, ainda não conseguiu desenvolver uma capa feita com metamateriais, já que ainda procura mais investidores. Pelo que eu pude ler, no entanto, dentro de cerca de 18 meses, as primeiras versões de capas como esta, capazes de refletir microondas, devem estar disponíveis. A princípio chega a ser de duvidar, mas quem sabe um dia, principalmente se for um daqueles em que a gente deseja sumir do mapa, possamos simplesmente nos cobrir com a capa da invisibilidade e sair de cena…