Celulares Conceituais

Ocorreu no começo deste mês de outubro, no Japão, a edição 2007 da CEATEC Cutting-edge IT & Electronics Comprehensive Exhibition —, feira de Tecnologia da Informação e Eletrônicos que mostra as últimas novidades e tendências destas duas áreas. Eu não tive a chance de comentar antes por aqui sobre duas grandes novidades que podem estar para surgir dentro em breve no mercado de celulares através da japonesa DoCoMo, e vou fazer isso agora (antes tarde do que nunca).

A primeira delas pode alterar drasticamente o conceito que pessoas comuns como você ou eu temos dos teclados dos celulares: Eles podem passar a ser feitos de papel!

O interesse dos japoneses pela invenção está na esperança de desenvolverem um teclado que mude o que está exibindo conforme o tipo de aplicação que estiver em uso. Por exemplo, quando alguém abre o cliente de e-mail do aparelho, o teclado é alterado de alfanumérico para a exibição de caracteres japoneses — hiragana e katakana —, propiciando melhor acessibilidade e visualização.

Segundo a diretoria de produtos da empresa, tal medida ajudaria principalmente o nicho de mercado composto por usuários mais idosos, que não estão tão acostumados aos gadgets modernos e têm resistência em usuá-los. No momento, o principal obstáculo do e-paper que compõe o teclado é a velocidade de mudança dos símbolos que são exibidos, ainda muito lenta. A idéia inicial dos engenheiros é fazer com que cada mudança dure no máximo meio segundo, para depois falar em algo que possa ser realmente lançado comercialmente.

Já o segundo aparelho promovido pela DoCoMo é um celular que preza pelo bem-estar de seus usuários: Desenvolvido através de uma parceria com a também japonesa Mitsubishi e ainda sem data definida para início de sua produção, o aparelho — apelidado carinhosamente de Wellness Cellphone — age como um personal advisor e pode dizer se quem o está carregando está andando, correndo, subindo escadas ou apenas parado, computando e exibindo as calorias consumidas, tudo baseado no registro do movimento feito.

O gadget também pode medir o pulso a partir da ponta dos dedos, estimar o percentual de gordura corporal e — pasmem determinar o nível de mau hálito de seu dono através de um orifício que deve ser soprado para tanto.

Pelo que eu andei lendo, este segundo aparelho é apenas mais uma das muitas evidências dos diversos dispositivos que os japoneses freq¼entemente inventam na febre para perder algumas calorias: Os nossos amigos nipônicos também contam com coisas como uma balança de banheiro da qual se pode fazer o download de dados de perda de peso e um pedômetro que mede a perda de calorias e a distância caminhada enquanto está no bolso de seu usuário.

O fato é: Do jeito que tanta gente se preocupa com o peso, talvez este aparelho fosse um grande sucesso de vendas também no Brasil, se um dia a DoCoMo fizer o aparelho chegar aqui através de alguma parceria… quem sabe…

Transition: Carro e avião num só

Parece que estamos mais próximos de alguma coisa similar ao veículo utilizado pelos Jetsons em seu desenho animado futurista produzido na década de 50. É porquê um grupo de alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) fundou uma empresa em 2006, a Terrafugia, que produziu recentemente a primeira asa dobrável para aeronaves esportivas leves da história.

Eles acreditam que sua invenção pode finalmente viabilizar o desenvolvimento de um veículo híbrido entre carro e avião. Achei interessante o fato de que, apesar de a asa criada pelos estudantes ser apenas o primeiro passo do desenvolvimento do veículo, que deve se chamar Transition, essa já foi a superação de um problema e tanto: Até agora, todos os protótipos de mistos de carro e avião no mundo voavam com asas retiráveis manualmente. O projeto deles, no entanto, conta com asas retráteis automáticas.Se eles conseguirem superar o próximo desafio técnico, construir um motor que funcione tanto no ar quanto no chão e que seja capaz de funcionar com a gasolina encontrada em qualquer posto, o problema residirá nos requisitos exigidos pela FAA, agência reguladora da aviação norte-americana: velocidade máxima de aproximadamente 222 km/h, capacidade para uma ou duas pessoas e um mecanismo de aterrissagem fixo, entre outros.

A ambição é grande: A produção, que os alunos estimam ser de 50 a 200 veículos por ano, deve começar em 2009. A empresa planeja cobrar US$ 148 mil por veículo. Tentador?

Você valoriza sua hora do almoço?

Uma pesquisa realizada na Inglaterra e concluída esta semana demonstra que parar pra almoçar pode aumentar consideravelmente a produtividade dos trabalhadores. Neste país, os dados dos últimos anos demonstram que o horário reservado para o almoço caiu bruscamente, isso porquê as pessos têm preferido trabalhar direto e encerrar o expediente um pouco mais cedo.

Essa leitura me fez lembrar de como eu já liguei muito menos para a hora de parar pra comer: O motivo não era exatamente adiantar uma hora do expediente, mas sim, a ânsia de tentar concluir as atividades sob minha responsabilidade. Esta ânsia me fez sacrificar vários e vários almoços e pausas… e ao longo dos anos, isso se mostrou um dos meus grandes enganos, porquê apesar dos resultados surgirem, o nível de estresse que passei foi realmente absurdo.

Hoje em dia, tento manter uma certa rotina na hora do almoço: Parar por pelo menos uma hora, conversar sobre amenidades com os amigos e colegas de trabalho, ler alguma coisa, para promover justamente o que a pesquisa recomenda: Nem que sejam 10 minutos de intervalo, estes servirão para limpar a mente e clarear as idéias. É claro que  s vezes isso não é possível, pois aparece um ou outro assunto urgente, uma reunião de última hora, e aí não tem muito o que possa ser feito. Até mesmo os recursos modernos — IM, PDA, celular, etc — podem jogar contra, porquê incentivam o trabalho durante o horário de descanso, uma vez que permitem o recebimento de mensagens a qualquer momento.

Mas que esta é uma poderosa ferramenta de combate ao estresse, ao alcance de todos embora muitas vezes esquecida, disso não há dúvida. Será que vocês a usam corretamente?

Traduções via hardware

fuji_translator.jpgNão é nenhuma novidade que, quando você precisa traduzir um documento, além dos já manjados dicionários velhos de guerra, pode tentar utilizar um serviço de tradução on-line, como o Google Translate. A despeito de serviços como este serem acessíveis de qualquer local ou plataforma computacional, seu problema principal é outro velho conhecido de muita gente: As traduções são, por vezes, absolutamente macarrônicas.

Por conta deste tipo de limitação tecnológica atual, os serviços profissionais de professores de idiomas ou tradutores — que dependem exclusivamente de seus cérebros e raciocínios para elaborar as traduções — são extremamente valorizados quando se precisa de um serviço com qualidade. Mas, se a mais nova copiadora da Fuji Xerox — atualmente em demonstração apenas em território japonês — se mostrar viável, estes profissionais podem estar prestes a precisar enfrentar a fila de uma agência de empregos.

O produto pode digitalizar uma página de texto impressa em japonês e, com o simples pressionamento de uma tecla, imprimir uma tradução fiel do conteúdo em chinês, inglês ou coreano, com o detalhe importante de manter o layout original, se o conteúdo tiver sido obtido de jornais ou revistas. As traduções também funcionam no sentido inverso, se necessário.

A mágica do processo ocorre quando se conecta a copiadora — que ainda não foi batizada oficialmente — a um servidor de tradução, onde são combinados diversos algoritmos que podem diferenciar texto, desenhos, figuras e linhas para a manutenção do layout.

Embora o produto me impressione, fico imaginando seu custo, que, com certeza, será bem alto. Para profissionais ou agências que trabalham diretamente com isso no dia-a-dia, e fazem das traduções seu ganha pão, provavelmente o investimento possa compensar. Mas serão os algoritmos de tradução — também baseados em software — ao menos mais inteligentes que os que estão disponíveis hoje? Só o tempo — e o lançamento oficial da copiadora, sem data marcada — dirão.

Isso é que é supermercado!

pa_alface_nota_id48924.jpgEu admiro de coração as pessoas que têm paciência suficiente para se aventurar em supermercados. Alguns bons amigos meus, aliás, fazem destas visitas um verdadeiro passatempo, e se deleitam em poder cruzar os corredores das lojas atrás das últimas novidades do momento. Eu, ao contrário, procuro minimizar o período de tempo que passo fazendo compras, ainda mais em dias e horários que são por definição movimentados.

Mas pode ser que minha visão mude: Acabo de descobrir que o Grupo Pão de Açúcar deve inaugurar hoje, no Shopping Iguatemi de São Paulo uma loja em que até mesmo eu gostaria de fazer compras. Trata-se de uma loja em que diversos recursos de tecnologia de ponta estarão presentes, tudo isso não para tornar o supermercado sofisticado, mas sim um ambiente prazeroso para se fazer compras, de forma que os clientes sintam vontade de voltar em busca de inovações de última linha.

Na nova loja, com 940 m² de área de vendas, foram investidos cerca de R$ 4 milhões, em aquisição de soluções da Microsoft, IBM, Unisys, Bematech/Gemco, Megamídia, Toledo, Intermeq RR Etiquetas, Cisco, Itautec, Software Express, Vertigo, VituralGate e CA. Tudo isso para trazer confortos como cinco carrinhos de compra PSA (Personal Shopper Assistant). Este tipo de carrinho terá um navegador GPS, que ajuda o usuário a encontrar mais rapidamente os produtos que procura. As etiquetas de compra serão eletrônicas, e as compras poderão ser registradas nos próprios carrinhos, que informarão ao caixa os valores totais dos tickets.

Além dos carrinhos, uma série de quiosques multimídia deverão fornecer informações completas sobre os produtos da loja, sugestões de consumo e receitas que podem ser impressas na hora. Também serão usados telões de plasma de 42 polegadas com a finalidade de exibir ofertas, informações aos consumidores e filmes publicitários.

20082007d.jpgComo se a tecnologia empregada na loja já não fosse suficiente, serão empregadas etiquetas RFID, permitindo que o operador de caixa leia os itens   distância: ou seja, nem ao menos o trabalho de tirar os itens do carrinho o consumidor terá, e, se ainda assim desejar fazê-lo, será auxiliado pelas novas esteiras do caixa, capazes de reconhecer RFID e os códigos de barra dos itens, ainda que eles estejam em movimento.

Só uma palavra pode descrever a minha reação   tudo isso, depois de lido: Fantástico! Neste tipo de iniciativa do Pão de Açúcar, em que claramente se vê a possibilidade de trazer as últimas tecnologias para o dia-a-dia de muita gente que nem se dá conta disso, o único risco é deixar algumas pessoas beeeeem mal-acostumadas… mas é algo com o que se pode conviver, não é?

PS: Alguém aí lembrou do Supermercado 2.0?

O laptop biodegradável

A indústria de tecnologia parece realmente cada vez mais preocupada com o meio-ambiente: Os japoneses da Fujitsu estão empregando uma espécie de plástico derivado de farinha de milho na fabricação de algumas peças de sua linha de produção. O resultado mais imediato desta iniciativa se reflete no LifeBook, modelo de laptop da empresa onde os chassis são feitos deste material biodegradável.

A vantagem ecológica reside no fato de que o plástico comum — derivado do petróleo — é um material muito mais perene na natureza, levando décadas a fio até se decompor em um aterro sanitário, enquanto que o plástico baseado na farinha de milho leva apenas questão de meses para desaparecer por completo.

Este tipo de técnica de produção — onde, aliás, 15% menos emissão de carbono é conseguida — está sendo inicialmente empregada apenas no Japão, que, após problemas de poluição e com petróleo na década de 70, investiu em um agressivo programa de preservação do meio-ambiente. A Fujitsu já começou a produzir as peças plásticas de seus telefones celulares e de seus quiosques de venda com o novo plástico.

A longo prazo, vejo que iniciativas ecológicas deste tipo poderão reduzir os custos finais aos consumidores, ou seja, nós, que estamos no final da cadeia. Ao reduzir os custos de produção procurando formas eficientes de produzir energia e matéria-prima, certamente o resultado final serão produtos igualmente — ou mais — eficientes e mais baratos. Resta saber quanto tempo será preciso esperarmos…

iRecord, um pequeno notável?

A gravação de vídeos em formato MPEG diretamente a partir de televisores analógicos comuns pode estar muito próxima de ser viabilizada. Isso se o iRecord, dispositivo desenvolvido pela empresa NXP e apresentado durante a feira anual que está sendo realizada esta semana pela ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) conseguir um interessado em patrocinar sua fabricação.

A principal vantagem do produto, criado pela Streaming Networks, é a possibilidade de gravar vídeos digitais sem o auxílio do PC ou de programas específicos.

O aparelho — que poderá descarregar os vídeos gravados em qualquer dispositivo que apresente conexão USB — parece ter operação simples: Serão apenas dois botões em seu console, um para ligar e desligar o aparelho e outro para iniciar e terminar a gravação. A maior limitação parece ser em termos de configuração: Nada de ajustes de qualidade das imagens, nem de tamanho do arquivo gerado.

Diga que arquivos armazena, te direi quem és

Uma pesquisa publicada esta semana nos Estados Unidos pela comScore — empresa especializada em estatísticas para a web que está expandindo seus serviços também para a coleta de dados off-line — descobriu que um típico computador americano conta, em média, com 880 arquivos MP3, além de 197 documentos do Word, 100 arquivos PDF, 77 planilhas do Excel e 36 arquivos de mídia (vídeos).

Com este tipo de informação, a intenção da comScore é ajudar as empresas que são suas clientes a melhorar o planejamento de seus produtos e de suas estratégias de marketing, através do fornecimento dos perfis tecnológicos detalhados das mais de 2 milhões de pessoas rastreadas por seu software especialista.

No fundo, através de algo extremamente simples — a análise do comportamento dos usuários em relação aos tipos de arquivo que são por eles armazenados — será possível para as empresas sugerirem compras de novos componentes de hardware, lançamentos de software e muito mais. Trata-se da primeira vez que eu ouço falar neste tipo de abordagem, e isso me deixa muito intrigado, como sempre, com relação ao sigilo e   privacidade dos usuários. Imagino o quanto esta técnica irá se popularizar daqui por diante, e fico com medo.

Zonbu, o PC ecologicamente correto

zonbu.jpgNão é   toa que o primeiro pensamento de vários órgãos governamentais e indústrias — brasileiras ou não — quando o assunto é reduzir os custos com software é “Use Linux“: Não importa qual a distribuição escolhida, desde a mais simples calculadora ou editor de texto até a mais sofisticada planilha de cálculos ou programa de editoração eletrônica, será tudo gratuito. Usuários convencionais como eu ou você também têm abraçado a causa do software livre cada dia mais, se dando conta de que é possível não gastar nenhum tostão e, sem nenhum software pirata, conseguir aproveitar tudo do computador.

Imagine agora um computador também movido a Linux — na verdade, com o Gentoo Linux —, com os principais aplicativos do dia-a-dia — como o Firefox, o Open Office,  o Skype e uma infinidade de jogos — e que, além disso, economize em média US$ 10 mensais na conta de energia elétrica, com isso ajudando ainda mais na redução de despesas. Esta é a proposta do Zonbu, o primeiro PC ecologicamente correto do mundo.

O equipamento é extremamente compacto, com o tamanho de uma caixa de charutos comum, e usa um processador compatível com o Intel fabricado pela VIA Technologies, de Taiwan. Ao invés de um HD, que consome muita energia elétrica, vem com 4Gb de memória flash — as mesmas que vemos atualmente, cada vez mais populares, nos pen drives — e também não possui um ventilador, por ser outro grande vilão do consumo de força. Já está sendo comercializado no site do fabricante, e custa US$ 99.

A grande questão do produto — que pode ser muito polêmica para alguns — é seu modelo de comercialização, que, segundo os fundadores da empresa fabricante, deve seguir o de telefones celulares: Sua compra implica no pagamento de uma assinatura mensal de pelo menos dois anos de cerca de US$ 12. Esta taxa, que será usada para subsidiar os custos com hardware, em contra-partida dará ao usuário o direito a benefícios como atualizações gratuitas, backup automático on-line, accesso remoto a arquivos e suporte ilimitado via Internet.

A idéia do produto — segundo os idealizadores — não é substituir os computadores atualmente em uso nas famílias e empresas, e sim endereçar as necessidades de quem precisa de um segundo computador em casa — para as crianças, por exemplo. Comercializado sem teclado, mouse e monitor — que são vendidos como opções, a grande questão é: será que essa moda pega?

Pendrives super-seguros

con_2_img2.gifAs opções de segurança para quem carrega dados confidenciais ou particulares nos cada vez mais populares pendrives acabam de aumentar: Os novíssimos pens Irikon Flash Memory, fabricados pela Rehoboth Tech, exigem que, antes de acessar os dados, seja feito o reconhecimento da íris do usuário através de um scanner embutido no próprio dispositivo, que, aliás, permite o armazenamento de até 20 padrões diferentes delas.

A idéia — que a muitos pode parecer saída diretamente de um filme de James Bond — me parece bastante interessante, e ainda mais para as pessoas que não se sentem seguras o suficiente, mesmo com técnicas avançadas de biometria já empregadas para a proteção de dados, como o reconhecimento das impressões digitais.

A meu ver, o principal problema deste pequeno aparelho — que está disponível nas versões com capacidade de 1 a 4Gb — está na distância mínima exigida para que o sensor consiga captar um padrão de íris conhecido: Apenas seis centímetros. Ou seja, pode-se pagar por segurança a mais, mas, sem um cabo extensor, provavelmente seja necessário fazer pelo menos um pouco de ginástica antes de usar seus dados.

[Valeu, Neto!]

PCs poderão reconhecer o humor

E quem foi que disse que as aplicações no campo da biometria não poderiam dar ainda mais um passo além? Pesquisadores alemães do Fraunhofer Institute for Integrated Circuits desenvolveram um sistema que permite o reconhecimento de expressões faciais em tempo real, o que o faz concluir o humor das pessoas.

A aplicação funciona absorvendo grandes volumes de dados relacionados aos movimentos das faces dos seres humanos, principalmente os que dizem respeito aos contornos do rosto, olhos, sobrancelhas e nariz, em seguida associando tais movimentos   raiva, felicidade, surpresa e muitas outras emoções próprias do homem.

Em seu funcionamento, são recebidas mais de 30 mil características da pessoa através de um link de vídeo e o sistema em seguida se utiliza de avançados algorítmos para localizar o rosto na imagem, diferenciar sua face entre mulher ou homem e depois verificar o humor atual.

Christian K¼blbeck, líder do projeto, diz que a aplicação é tão rápida que pode analisar diversos rostos simultaneamente e acompanhar as mudanças de humor em tempo real, mesmo através do uso de um PC convencional. As aplicações do sistema são inúmeras, como testar a resposta de um público a anúncios, a interfaces de programas de computador, e até para detectar o nível de alerta de um motorista ao volante.

Já imagino uma aplicação destas em meu computador, integrada   uma pequena câmera de vídeo enquanto leio minhas mensagens de email. Um simples olhar de raiva para uma mensagem de spam poderia detoná-la em milésimos de segundo, o que seria, sem dúvida, fantástico.

Reggae Portátil

pendrive_bobmarley.jpgNum movimento pioneiro a gravadora Island Records anunciou esta semana que irá relançar o álbum Exodus, de Bob Marley e sua banda, The Wailers, original de 1977, em memory sticks USB e cartões de memória SD.

A novidade — que terá as cores rastafári — deve causar uma disputa acirrada entre os fãs do cantor e da banda, uma vez que a tiragem será limitadíssima: Apenas 4000 pen drives e 2000 cartões de memória estarão   disposição dos consumidores quando a venda se iniciar, a partir do próximo dia 28 de maio.

Pessoalmente, considerada a época em que já nos encontramos, acho que o lançamento de mídia musical em formato USB demorou demais. Foi sufocada pela popularidade das redes de troca de arquivos, tão pirata quanto isto possa soar. De qualquer forma, um dos efeitos que eu imaginava que este tipo de lançamento teria — sobre o preço final ao consumidor, mesmo que quase na totalidade fãs de carteirinha — não parece ter-se concretizado: O álbum custa cerca de US$ 30, e, chegando ao Brasil, com certeza terá seu preço triplicado. Free of Charge, mesmo, é como eu disse: só via P2P Store, direto em sticks USB não-personalizados, mesmo…

Supermercado 2.0

Talvez só eu tenha levado tanto tempo para descobrir este fantástico vídeo israelita com aproximadamente cinco minutos de duração, que atingiu com força a Internet no começo desta última semana. De qualquer forma, trata-se de um supermercado que funciona movido inteiramente por conceitos da Web 2.0.

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Entre as coisas que eu mais gostei estão um ovo com feed RSS, que permite ao cliente entrar em contato com o produtor para saber se ele fornece, além do próprio ovo, outros produtos. As caixas de leite têm comentários dos usuários e as maçãs têm uma tag del.icio.us. Aliás, na onda de identificar tudo, garrafas d’água, por exemplo, têm tags como water e H20 associadas, enquanto que cotonetes são associados a better sound e carnes congeladas recebem as inscrições dead e uncooked.

Além disso, neste supermercado, pode-se comprar qualquer coisa como na Internet de verdade: Além de tudo ser free of charge, mostrar a um funcionário um dos produtos que você adquiriu faz com que ele sugira novos, que você pode aceitar ou rejeitar conforme suas preferências — o que, no vídeo, é chamado de compras   moda pandora. Vale a pena conferir!

Prepare-se para celulares mais seguros!

É fato que nos dias atuais, quando alguém menciona um celular#celular, todos pensam logo nas grandes gigantes do ramo das telecomunicações, e logo a imaginação é tomada por aparelhos Nokia#celular nokia, Samsung#celular samsung, Motorola#celular motorola e todas as funcionalidades modernas que estes possuem, como câmeras digitais#câmera digital 6 megapixel, MP3 Players#mp3 player gb, acesso a Internet e tantas outras. Na área de telefonia celular, aliás, a Toshiba não é uma das empresas que ganha maior destaque.

portege_g900.gifNo entanto, o anúncio de seus novos aparelhos#telefone celular Portégé G900 e Portégé G500 faz com que a companhia mereça, com razão, um destaque em termos de inovação: Os dispositivos são os primeiros telefones celulares do mercado a incorporarem scanners de impressão digital com 5mm de tamanho, localizado na parte traseira. A novidade — que eu, como entusiasta da biometria, particularmente adorei — deve permitir duas novidades interessantes, sendo a primeira um substituto para mini-mouses ao acessar os menus dos aparelhos, e a segunda, o uso de biometria para o reconhecimento de seus proprietários, substituindo os atualmente famosos códigos PIN dos aparelhos GSM#celular gsm tradicionais.

Sinceramente, imagino como foi que essa idéia não surgiu antes: Eu vivo perdendo o celular dentro de minha própria casa e, se pensarmos em escalonar o problema para mais pessoas, veremos que há muita gente que esquece seus aparelhos nos mais diversos lugares, deste táxis até cinemas. Um sistema de reconhecimento por impressão digital pode vir a evitar muita dor de cabeça caso haja dados confidenciais armazenados nos celulares. O lançamento será na Europa, e a Orange, embora não anunciada oficialmente, deverá ser a primeira operadora regular do aparelho.

A biometria chega aos bancos

palmsecure_bradesco.jpgSe tudo correr conforme o planejado, o Bradesco deverá ser o primeiro banco nacional a utilizar um parque de equipamentos totalmente equipado com sistemas de identificação de clientes através da biometriaBiometria é a medida de características físicas ou comportamentais das pessoas como forma de identificá-las unicamente. [fonte]: Através de uma técnica para a identificação de pessoas que é pouco difundida no país — uma vez que o sistema biométrico mais conhecido por aqui é a leitura de impressões digitais —, foram introduzidos este mês alguns novos terminais de auto-atendimento que utilizam a leitura de padrões vasculares das mãos das pessoas para identificá-las.

Os equipamentos — scannners desenvolvidos pela japonesa Fujitsu e denominados PalmSecures — são o resultado de parte dos R$ 1,5 bilhão destinados   melhoria das tecnologias de segurança para os clientes no ano passado, investidos na biometria. Até o momento, existem 40 terminais equipados com a nova tecnologia, espalhados por agências localizadas nas duas maiores capitais brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, em fase de testes com os clientes, o que mostra mais uma vez que há a grande possibilidade de sistemas de identificação como este saírem de vez das histórias de ficção e se somarem   segurança que hoje já é dada por senhas, chips de computador e perguntas secretas.

O que mais me impressiona no sistema da Fujitsu é que o scanner funciona sem que seja necessário contato físico com o equipamento, apenas através da aproximação da palma da mão: Num primeiro acesso, os padrões venais de qualquer pessoa — únicos até mesmo entre gêmeos idênticos — são armazenados e posteriormente usados para permitir ou negar o acesso  s transações bancárias de cada conta. Estes padrões são tão únicos que, se uma pessoa usar a mão direita para se registrar e depois disso tentar se autenticar com a mão esquerda, terá seu acesso recusado, com um percentual de erro de menos de 0,00008%.

O grande receio parece residir mesmo é no hábito de se utilizar, no dia a dia, equipamentos como este: Embora tenham sido escolhidos pelo Bradesco, entre outros motivos, por propiciarem uma forma extremamente higiênica de autenticação, muita gente pode ter dúvidas dignas de grandes estórias policiais: Uma delas, por exemplo, diz respeito ao fato de que os marginais poderiam decepar a mão de alguém só para acessar grandes somas de dinheiro, o que não adiantaria nada, pois é preciso que haja sangue correndo nas veias para que a autenticação se realize.

De fato, se a aceitação for positiva, todos os 24 mil terminais do banco deverão ser trocados até 2010, a um custo por scanner que se espera chegar aos US$ 100. Além disso, outros dois grandes bancos do país, o Itaú e o Unibanco estão em fase de pesquisa de soluções similares. Ou seja, desde leitores de padrões das veias de sua mão até a possibilidade de seu reconhecimento através da retina, é bom que nos acostumemos com as autenticações biométricas que nos reservam o futuro. Por hora, eu só lamento mesmo é não poder testar um equipamento destes pessoalmente… Quem mandou não ser correntista do maior banco do país, não é mesmo?Meus agradecimentos vão para o Kadu, que como um dos meus 6 fiéis leitores sabe que adoro o assunto e que me enviou um link que me levou a este post.