Transferindo arquivos M4R do Windows para o iPhone

Tendo recentemente voltado a utilizar um iPhone, após quase 3 anos de convivência com um Samsung Galaxy SIII rodando Android, confesso que me apeguei à alguns ringtones alarmes que usei durante este tempo todo: Foram eles, afinal de contas, que me acompanharam, lembrando-me de alarmes e me ajudando a acordar.

Dado que o Android aceita que arquivos MP3 sejam diretamente adicionados ao aparelho numa simples operação de drag-and-drop, e que estes podem ser usados como notificação e ringtone automaticamente depois disso — e que o iOS aceita apenas seu formato proprietário, M4R —, a primeira coisa que fiz foi converter os MP3 em M4R. De posse dos arquivos resultantes, fiquei me perguntando como fazer para carregá-los para o iPhone usando a lei do menor esforço.

Foi aí que descobri que podia contar com a ajuda do Walter.

Walter White

Ok. Não deste Walter.

Na verdade, como odeio usar o iTunes no Windows — sempre o achei um programa desnecessariamente pesado e de transferência lenta demais —, acabei buscando uma alternativa: Um programa chamado Waltr.

O Waltr é muito mais do que eu precisava: Trata-se de um conversor de mídia que roda nas plataformas Mac e Windows, e que transfere conteúdo para seu dispositivo iOS, servindo-o diretamente em suas bibliotecas de áudio, vídeo ou reprodutor de mídia padrão. E o que é melhor: Não preciso ter feito jailbreak e nem ter o iTunes instalado.

No meu caso específico, em que eu já tinha disponíveis os arquivos M4R desejados, a operação foi extremamente simples. Localizei a pasta onde estavam os arquivos e abri o Waltr. Em seguida, precisei apenas arrastar o que queria para a interface — super simples — do programa.

waltr_1

Automaticamente será iniciada a atividade de preparação para upload e, em seguida, o upload em si. Se tudo correr bem, o Waltr indicará que os arquivos foram transferidos com sucesso, com um pequeno detalhe: O ícone que ele exibirá indicará o local do iPhone para onde a transferência foi realizada. No meu caso, os arquivos M4R foram parar, acertadamente, nos ringtones.

Sucesso!

sons-waltrCom os ringtones devidamente inseridos no iPhone, basta associá-los a seus alarmes e aplicativos, como seria feito com qualquer ringtone padrão, e pronto.

Como eu disse, para esta necessidade específica, usar o Waltr foi como ter um canhão à disposição para matar formigas: O programa suporta o envio de vídeo nos formatos MKV, AVI, MOV, MP4, M4V, 3GP e WMV, e também o de áudio, suportando MP3, FLAC, APE, ALAC, AAC, M4B, AIFF, WAV, WMA, CUE, OGG, OGA, WV, TTA e DFF.

Um último ponto: Sendo versátil como pude comprovar, é de se esperar que o Waltr não seja gratuito. Suas versões para Windows e Mac têm preços que variam entre USD 30 e USD 50, e, no momento em que este texto foi criado, há um Winter Special que reduziu os valores pela metade. Mas, nada tema: Você pode testar o programa gratuitamente, sem restriçõespor 14 dias, o que, pelo menos para a transferência de arquivos M4R, deve ser suficiente.

O que está escondido em um cartão de embarque?

Muita coisa.

“Besides his name, frequent flyer number and other [personally identifiable information], I was able to get his record locator (a.k.a. “record key” for the Lufthansa flight he was taking that day,” Cory said. “I then proceeded to Lufthansa’s website and using his last name (which was encoded in the barcode) and the record locator was able to get access to his entire account. Not only could I see this one flight, but I could see ANY future flights that were booked to his frequent flyer number from the Star Alliance.”

boardingpass

Em um texto muito interessante de seu blog Krebs on Security, Brian Krebs destrincha o que acontece quando alguém, movido por simples curiosidade, resolve se perguntar que tipo de informações estão escondidas em um cartão de embarque de companhia aérea, encontra sites especializados na leitura destes códigos, e revela informações interessantes — e particulares — sobre o passageiro.

Da próxima vez em que eu tiver voado, triturarei o meu cartão ao término da viagem.

O aparelho de barbear do futuro

O Skarp Laser Razor promete ser o que existe de mais avançado em termos de tecnologia para barbear. O aparelho,  que lembra o conhecido formato que têm seus pares equipados com lâminas convencionais, usa um laser compacto para queimar a barba ao invés de cortá-la, o que,  segundo seus idealizadores, reduzirá tanto a irritação quanto o desperdício causados pelos aparelhos de barba comuns.

razor

E para quem acha que se barbear com um aparelho a laser parece bobagem, a campanha do Kickstarter que solicitava contribuições para arrecadar USD 160.000 já teve a adesão,  até o momento,  de quase 17.000 interessados que doaram mais de USD 3,3 milhões!!

Confesso que aparelhos de barbear não são exatamente o tipo de utensílio para o qual eu imaginava ver algo muito revolucionário acontecer,  e foi por isso mesmo que essa novidade me chamou a atenção. Quem sabe a coisa vem parar por aqui, não é?

Uma imagem vale mais…

do que mil palavras — é o que um dos ditados mais famosos que eu conheço diz.

E o tweet abaixo, do Twitter Data, infelizmente, marcou a partida de hoje pela semi-final da Copa do Mundo FIFA 2014, entre Brasil e Alemanha, nas páginas da história mundial: Acontece que a vexatória partida, cujo placar final foi de 7 x 1 para nossos adversários europeus, tornou-se o evento esportivo único mais discutido de todos os tempos na rede social.

Em uma nota paralea: #étois#sqn.

Mailbox: A alternativa para o “finado” Sparrow?

Sparrow talvez tenha sido o cliente de e-mail mais sensacional que eu já utilizei em toda a minha vida, mesmo que, no meu caso, eu o tenha usado apenas no iPhone: Era um app leve e dinâmico, e, acima de tudo, possuía uma interface extremamente clean. Tudo ia bem, até que em julho de 2012 a equipe responsável anunciou que a empresa havia sido comprada pelo Google, e que eles uniriam forças dali por diante.

Realmente, devo admitir, a versão mais nova do GMail para iOS ficou mais atraente e contém elementos que só quem já utilizou o Sparrow alguma vez na vida saberia reconhecer. Assim que fiz o download, tratei de jogar o cliente de e-mail nativo do sistema da Apple dentro de um local bem escondido no meu iPhone — já que não consigo, por definição, deletar aplicativos oficiais da Maçã que eu não queira usar — e passei a viver mais feliz.

No entanto, pessoas que utilizam contas de e-mail que não estão associadas ao GMail não têm opção, a não ser continuar com o aplicativo padrão, que, convenhamos, não é lá muito cheio de recursos, embora funcione conforme promete. Melhor dizendo, hoje descobri que existirá uma opção, a partir do primeiro dia de de janeiro de 2013. Trata-se do Mailbox, um novo aplicativo que promete ganhar a atenção de muita gente — inclusive a minha.

http://www.youtube.com/watch?v=CICMxwgm274

O motivo? A meu ver, trata-se do primeiro app que mistura   caixa de entrada conceitos de to-do, permitindo que você leia suas mensagens tratando-as como tarefas concluídas, ou que podem ser postergadas para um determinado momento no futuro,   sua escolha. Quem é fã do conceito de zero inbox certamente se sentirá compelido   experimentar. Além disso, o vídeo acima mostra uma tela de composição de mensagens que lembra muito aquela que usamos no iPhone para compor uma nova mensagem do Twitter. Coincidência? Ou apenas simplicidade em sua forma mais sofisticada?

Seja como for, o Mailbox me deu um motivo a mais para querer que 2013 chegue logo. Felizmente, faltam apenas alguns dias…

Melhor que o Google Maps para iOS

Ele certamente pode ser classificado como o aplicativo mais aguardado de todos os tempos para os usuários de produtos Apple: Prova disso foi o fato de ter se tornado o aplicativo mais popular da AppStore apenas 7 horas após seu lançamento. O renovado Google Mapsversão para iOS — mostrou-se bem melhor que o seu antecessor, aquele que acompanhava os iGadgets da Maçã até a versão 5 de seu sistema operacional. Tudo isso graças   manutenção de um sistema de busca poderosíssimo — típico do Google, é claro — e do Street View, além de um revamp na interface, agora mais limpa e funcional, e da adição de navegação ponto-a-ponto auxiliada por voz, mesmo que ainda em beta.

http://youtu.be/KEz1sSKCpIc

Convenhamos: É sempre uma experiência muito boa utilizar um aplicativo desenvolvido pelo Google. Confesso que, quando baixei o novo Maps, ontem, fiquei esperando as horas passarem só pra utilizar seus novos recursos de navegação de qualquer maneira — eu testei como ele se sairia a caminho do trabalho. Pela primeira vez, na minha opinião, um aplicativo que tem características de GPS não apresenta uma voz robótica lhe dando instruções, e sim, uma voz feminina suave e agradável de ouvir. Você pode facilmente deixar registrados os endereços padrão de sua casa e do seu trabalho, e os comandos de voz ocorrem com precisão considerável.

Uma coisa que tornou o Maps tão esperado foi o fato de a mídia anunciar em peso que muita gente não adotou a versão mais recente do iOS da Apple — a 6.0, posteriormente vindo a ser a 6.0.1 — justamente por ser a que remove o aplicativo do Google do sistema e coloca em seu lugar o famigerado aplicativo de Mapas da própria fabricante, que, ainda no começo desta semana, levou a polícia australiana a declarar que seu uso poderia trazer ameaças   vida, após ter atendido — e resgatado — várias pessoas que se perderam ao seguir suas indicações. Com o lançamento do novo app, no entanto, a adoção do novo sistema operacional parece ter crescido apenas 0,2%, o que demonstra que podem haver muito mais motivos para sua não adoção do que simplesmente a ausência de bons mapas nos iPhones e iPads.

Discussões sobre este último ponto   parte, considero o seguinte: O Google Maps mais recente para o iOS é fantástico e muito melhor, mas muito melhor mesmo do que o aplicativo padrão da Apple. Mas não é, para mim, o melhor aplicativo para navegação que existe disponível na AppStore no momento. E o principal  motivo para isso é algo que me incomoda em vários aplicativos do gênero para o iPhone: A atualização dos mapas.

Meu teste do Google Maps a caminho do trabalho foi muito agradável, é verdade. Durante o trajeto rumo ao local onde ganho o meu pão de cada dia, aproveitei para testar o que considero a prova de fogo para os aplicativos de GPS que eu já tentei utilizar: O mapeamento de um viaduto que já está nesta rota desde outubro de 2009, e que TomTom e outros simplesmente teimam em ignorar. O Google Maps mostrou o viaduto, e o incluiu na rota. Flawless.

O Mapa

Ao sair do trabalho e voltar para casa, no entanto, descobri um ponto cego no aplicativo: Meu caminho de volta é, já há algum tempo, encurtado por uma avenida que simplesmente não é considerada pelo Google Maps. E é uma avenida, a exemplo do viaduto que eu mencionei acima, que já está ali há muito tempo. No trecho de mapa acima, a seta laranja mostra exatamente a entrada que serviria para encurtar o caminho. Sem ela, sou obrigado a dirigir mais muitos metros adiante e fazer um contorno   direita, tal como a linha azul demonstra.

Cadê a avenida que deveria estar aqui?
Cadê a avenida que deveria estar aqui?

Eu sei que a atualização de mapas depende de uma série de fatores, e que com o tempo essa avenida será certamente mapeada. Eu também sei que, provavelmente em algum ponto no futuro, o carro do Google — aquele famoso, que mapeia o Street View —, vai voltar a pintar por aqui. No entanto, acredito que um fator muito interessante — e poderoso — quando o assunto é GPS é seu grau de interação social, sobretudo para permitir que os mapas estejam o mais atualizados possível. E é aqui que entra um aplicativo que considero — ao menos por agora — melhor que o Google Maps. Trata-se do Waze.

O Waze é um aplicativo que, a exemplo do Google Maps, também é gratuito, e também está na AppStore. Ele também possui navegação ponto-a-ponto auxiliada por voz, tal como a ferramenta oferecida pelo Google.

http://www.youtube.com/watch?v=GdxsBx_FzKI

No entanto, o Waze é chamado por seus desenvolvedores de GPS social, uma vez que com ele é possível não apenas navegar de endereço a endereço, mas fazê-lo ao mesmo tempo em que se recebem alertas de outros usuários da ferramenta, como acidentesengarrafamentos, localização de radaresobras e até mesmo a localização de comandos da polícia. À medida em que você dirige com o aplicativo ligado, acumula quilômetros que geram pontos e que podem servir para algumas coisas como trocar o avatar do seu carro, o que transforma a coisa toda numa atividade similar   de um jogo. Além disso, você pode acrescentar seus contatos do Facebook e combinar com eles, assim, entre um bate-papo e outro através do próprio Waze, quem vai dar carona pra quem no dia seguinte — ou daqui a alguns minutos.

É toda esta atuação comunitária que pra mim torna o Waze uma alternativa igualmente gratuita ao Google Maps, mas melhor que ele: Os mapas, rotas, radares, prédios públicos e locais importantes, entre muitas outras coisas, são todos editados e mantidos por uma comunidade super ativa. Ao baixar o programa e criar uma conta grátis, você também passa a ter direito de atualizar os mapas,   medida em que dirige. Dirija um quilômetro e edite alguns   volta deste que você percorreu, é bastante simples. Para fazer isso, você pode usar sua conta para se conectar ao servidor de mapas e submeter suas alterações. Em no máximo algumas semanas estará tudo lá, disponível não apenas para você, mas também para todos os outros que precisarem das rotas.

Mapa no Waze

Ao consultar o servidor de mapas para o mesmo trecho que o Google Maps exibe, aliás, tenho uma grata surpresa: A avenida que ainda não está entre os dados do Google Maps já se encontra devidamente sinalizada pela comunidade do Waze, tal como é possível observar através da figura acima. Isso demonstra a velocidade com a qual a comunidade envolvida no projeto trabalha.

Eu costumo brincar dizendo que nenhuma aplicação de GPS é perfeita, porquê os GPS não ajudam você a não se perder, mas sim a se perder mais perto de onde você precisa ir. Mesmo para isso, no entanto, é necessário que as atualizações ocorram com o dinamismo que um aplicativo como o Waze permite através de toda esta interatividade social — você por acaso já procurou saber como pedir pra que um mapa do Google seja atualizado? É praticamente impossível, pois os mapas não estão exatamente nas mãos deles. É por isso que eu considero o Waze o melhor do gênero, no momento.

Woz teme que Microsoft seja mais inovadora

O co-fundador da Maçã deu (mais) uma declaração polêmica durante a conferência TEDx Brussels:

ââ?¬Å?Eles estão fazendo isso há uns três anos, enquanto a Apple só pensa no novo iPhone e fica um pouco para trás. Isso me preocupa. Melhorar não faz parte do modelo de inovações da Apple. Até Steve Jobs voltar, o que estávamos fazendo era justamente isso: tínhamos uma fórmula para ganhar dinheiro e a seguíamos, com as mesmas máquinasââ?¬Â, completou.

Para mim, por mais polêmica ou parcial que a declaração acima possa parecer, não deixa de ser um belo retrato da realidade da Apple desde que Steve Jobs se foi.

A meu ver, a última cartada da empresa, um iPad Mini, por exemplo, não tem nada de inovador. É, apenas, justamente pensar em algo já existente em versão diferente.

Pensar assim não é exclusividade da Apple, é verdade: As empresas vem fazendo isso desde que o mundo é mundo, e não apenas no mundo da tecnologia. Mas some a isso fiascos como o novo Maps e um iOS 6 cheio de bugs com redes wifi e é inevitável se perguntar se a Maçã está perdendo seu norte.

Pena que Steve Jobs não possa voltar…

[via TechTudo]

Você ainda usa relógio de pulso?

Você ainda usa relógio de pulso? Conhece alguém que ainda use relógio de pulso?

É cada vez maior o número de pessoas que deixam de lado os relógios, principalmente porque podem consultar o horário na tela de seus celulares e smartphones —- sobretudo se estivermos falando das gerações mais novas.

Lendo um texto sobre o assunto hoje no Bits, blog do jornal The New York Times, pude perceber o quanto o relógio, invenção que nem é lá tão velha assim, tende a sofrer — e em algumas propostas, já está sofrendo — grandes modificações.

Estas mudanças não são para ganhar de volta o terreno perdido para os rivais do campo da telefonia, e sim, mais como numa aliança, se integrar a estes dispositivos.

Exemplos dados pelo próprio texto que eu li incluem o SmartWatch, da Sony, que pode exibir mensagens de texto, tweets e outras informações se estiver em sincronia com um aparelho Android, além do Pebble, que, após passagem pelo Kickstarter, uma comunidade de crowdfunding, arrecadou mais de 10 milhões de dólares de fundos, sendo um relógio que, além de tocar música e mostrar dados sobre o tempo — tudo novamente sempre em sintonia com um celular —, ainda permite a leitura de livros e mais uma infinidade de coisas, tudo isso por 150 dólares.

Sem sombra de dúvida relógios como estes poderiam muito bem vir a figurar na minha wishlist. No entanto, pelo menos por agora, prefiro ser chamado de antiquado, talvez, e admitir que, desde os 10 ou 11 anos de idade, uso relógio de pulso, sobretudo porquê acho muito chato ter que tirar o celular do bolso só pra saber as horas…

E você?

Deixe seu filho imprimir o brinquedo dele!

O que você faria se o seu filho te pedisse para lhe construir um brinquedo?

Bem, meus pais certamente pensariam em pipas, peões ou carrinhos de rolimã para me divertir, ou aos seus netinhos. Mas talvez muito em breve, o que vejamos sejam gerações que simplesmente passem a imprimir alguma coisa com a qual se possa brincar.

Uma empresa chamada Cubify e sua Cube Home 3D Printer parecem apenas comprovar tal fato.

Isso porquê o que torna a Home 3D Printer especial é, pelo menos na minha opinião, justamente o seu público alvo: as crianças. O equipamento pode ser usado por elas próprias para a impressão de brinquedos.

Entre alguns dos projetos que podem ser executados estão robôs, naves espaciais, discos voadores e trenzinhos, que com certeza garantirão horas de diversão para os pequeninos — ah, e se os brinquedos caírem, ou quebrarem, basta imprimi-los novamente.

A impressora 3D é extremamente compacta, e já está sendo oferecida no site da Cubify por preços que começam a partir de USD 1299. Será que alguém aí vai querer uma dessas de presente de Natal?

[via Geeks are Sexy]