Mailbox: A alternativa para o “finado” Sparrow?

Sparrow talvez tenha sido o cliente de e-mail mais sensacional que eu já utilizei em toda a minha vida, mesmo que, no meu caso, eu o tenha usado apenas no iPhone: Era um app leve e dinâmico, e, acima de tudo, possuía uma interface extremamente clean. Tudo ia bem, até que em julho de 2012 a equipe responsável anunciou que a empresa havia sido comprada pelo Google, e que eles uniriam forças dali por diante.

Realmente, devo admitir, a versão mais nova do GMail para iOS ficou mais atraente e contém elementos que só quem já utilizou o Sparrow alguma vez na vida saberia reconhecer. Assim que fiz o download, tratei de jogar o cliente de e-mail nativo do sistema da Apple dentro de um local bem escondido no meu iPhone — já que não consigo, por definição, deletar aplicativos oficiais da Maçã que eu não queira usar — e passei a viver mais feliz.

No entanto, pessoas que utilizam contas de e-mail que não estão associadas ao GMail não têm opção, a não ser continuar com o aplicativo padrão, que, convenhamos, não é lá muito cheio de recursos, embora funcione conforme promete. Melhor dizendo, hoje descobri que existirá uma opção, a partir do primeiro dia de de janeiro de 2013. Trata-se do Mailbox, um novo aplicativo que promete ganhar a atenção de muita gente — inclusive a minha.

O motivo? A meu ver, trata-se do primeiro app que mistura à caixa de entrada conceitos de to-do, permitindo que você leia suas mensagens tratando-as como tarefas concluídas, ou que podem ser postergadas para um determinado momento no futuro, à sua escolha. Quem é fã do conceito de zero inbox certamente se sentirá compelido à experimentar. Além disso, o vídeo acima mostra uma tela de composição de mensagens que lembra muito aquela que usamos no iPhone para compor uma nova mensagem do Twitter. Coincidência? Ou apenas simplicidade em sua forma mais sofisticada?

Seja como for, o Mailbox me deu um motivo a mais para querer que 2013 chegue logo. Felizmente, faltam apenas alguns dias…

Melhor que o Google Maps para iOS

Ele certamente pode ser classificado como o aplicativo mais aguardado de todos os tempos para os usuários de produtos Apple: Prova disso foi o fato de ter se tornado o aplicativo mais popular da AppStore apenas 7 horas após seu lançamento. O renovado Google Mapsversão para iOS — mostrou-se bem melhor que o seu antecessor, aquele que acompanhava os iGadgets da Maçã até a versão 5 de seu sistema operacional. Tudo isso graças à manutenção de um sistema de busca poderosíssimo — típico do Google, é claro — e do Street View, além de um revamp na interface, agora mais limpa e funcional, e da adição de navegação ponto-a-ponto auxiliada por voz, mesmo que ainda em beta.

Convenhamos: É sempre uma experiência muito boa utilizar um aplicativo desenvolvido pelo Google. Confesso que, quando baixei o novo Maps, ontem, fiquei esperando as horas passarem só pra utilizar seus novos recursos de navegação de qualquer maneira — eu testei como ele se sairia a caminho do trabalho. Pela primeira vez, na minha opinião, um aplicativo que tem características de GPS não apresenta uma voz robótica lhe dando instruções, e sim, uma voz feminina suave e agradável de ouvir. Você pode facilmente deixar registrados os endereços padrão de sua casa e do seu trabalho, e os comandos de voz ocorrem com precisão considerável.

Uma coisa que tornou o Maps tão esperado foi o fato de a mídia anunciar em peso que muita gente não adotou a versão mais recente do iOS da Apple — a 6.0, posteriormente vindo a ser a 6.0.1 — justamente por ser a que remove o aplicativo do Google do sistema e coloca em seu lugar o famigerado aplicativo de Mapas da própria fabricante, que, ainda no começo desta semana, levou a polícia australiana a declarar que seu uso poderia trazer ameaças à vida, após ter atendido — e resgatado — várias pessoas que se perderam ao seguir suas indicações. Com o lançamento do novo app, no entanto, a adoção do novo sistema operacional parece ter crescido apenas 0,2%, o que demonstra que podem haver muito mais motivos para sua não adoção do que simplesmente a ausência de bons mapas nos iPhones e iPads.

Discussões sobre este último ponto à parte, considero o seguinte: O Google Maps mais recente para o iOS é fantástico e muito melhor, mas muito melhor mesmo do que o aplicativo padrão da Apple. Mas não é, para mim, o melhor aplicativo para navegação que existe disponível na AppStore no momento. E o principal  motivo para isso é algo que me incomoda em vários aplicativos do gênero para o iPhone: A atualização dos mapas.

Meu teste do Google Maps a caminho do trabalho foi muito agradável, é verdade. Durante o trajeto rumo ao local onde ganho o meu pão de cada dia, aproveitei para testar o que considero a prova de fogo para os aplicativos de GPS que eu já tentei utilizar: O mapeamento de um viaduto que já está nesta rota desde outubro de 2009, e que TomTom e outros simplesmente teimam em ignorar. O Google Maps mostrou o viaduto, e o incluiu na rota. Flawless.

O Mapa

Ao sair do trabalho e voltar para casa, no entanto, descobri um ponto cego no aplicativo: Meu caminho de volta é, já há algum tempo, encurtado por uma avenida que simplesmente não é considerada pelo Google Maps. E é uma avenida, a exemplo do viaduto que eu mencionei acima, que já está ali há muito tempo. No trecho de mapa acima, a seta laranja mostra exatamente a entrada que serviria para encurtar o caminho. Sem ela, sou obrigado a dirigir mais muitos metros adiante e fazer um contorno à direita, tal como a linha azul demonstra.

Cadê a avenida que deveria estar aqui?

Cadê a avenida que deveria estar aqui?

Eu sei que a atualização de mapas depende de uma série de fatores, e que com o tempo essa avenida será certamente mapeada. Eu também sei que, provavelmente em algum ponto no futuro, o carro do Google — aquele famoso, que mapeia o Street View —, vai voltar a pintar por aqui. No entanto, acredito que um fator muito interessante — e poderoso — quando o assunto é GPS é seu grau de interação social, sobretudo para permitir que os mapas estejam o mais atualizados possível. E é aqui que entra um aplicativo que considero — ao menos por agora — melhor que o Google Maps. Trata-se do Waze.

O Waze é um aplicativo que, a exemplo do Google Maps, também é gratuito, e também está na AppStore. Ele também possui navegação ponto-a-ponto auxiliada por voz, tal como a ferramenta oferecida pelo Google.

No entanto, o Waze é chamado por seus desenvolvedores de GPS social, uma vez que com ele é possível não apenas navegar de endereço a endereço, mas fazê-lo ao mesmo tempo em que se recebem alertas de outros usuários da ferramenta, como acidentesengarrafamentos, localização de radaresobras e até mesmo a localização de comandos da polícia. À medida em que você dirige com o aplicativo ligado, acumula quilômetros que geram pontos e que podem servir para algumas coisas como trocar o avatar do seu carro, o que transforma a coisa toda numa atividade similar à de um jogo. Além disso, você pode acrescentar seus contatos do Facebook e combinar com eles, assim, entre um bate-papo e outro através do próprio Waze, quem vai dar carona pra quem no dia seguinte — ou daqui a alguns minutos.

É toda esta atuação comunitária que pra mim torna o Waze uma alternativa igualmente gratuita ao Google Maps, mas melhor que ele: Os mapas, rotas, radares, prédios públicos e locais importantes, entre muitas outras coisas, são todos editados e mantidos por uma comunidade super ativa. Ao baixar o programa e criar uma conta grátis, você também passa a ter direito de atualizar os mapas, à medida em que dirige. Dirija um quilômetro e edite alguns à volta deste que você percorreu, é bastante simples. Para fazer isso, você pode usar sua conta para se conectar ao servidor de mapas e submeter suas alterações. Em no máximo algumas semanas estará tudo lá, disponível não apenas para você, mas também para todos os outros que precisarem das rotas.

Mapa no Waze

Ao consultar o servidor de mapas para o mesmo trecho que o Google Maps exibe, aliás, tenho uma grata surpresa: A avenida que ainda não está entre os dados do Google Maps já se encontra devidamente sinalizada pela comunidade do Waze, tal como é possível observar através da figura acima. Isso demonstra a velocidade com a qual a comunidade envolvida no projeto trabalha.

Eu costumo brincar dizendo que nenhuma aplicação de GPS é perfeita, porquê os GPS não ajudam você a não se perder, mas sim a se perder mais perto de onde você precisa ir. Mesmo para isso, no entanto, é necessário que as atualizações ocorram com o dinamismo que um aplicativo como o Waze permite através de toda esta interatividade social — você por acaso já procurou saber como pedir pra que um mapa do Google seja atualizado? É praticamente impossível, pois os mapas não estão exatamente nas mãos deles. É por isso que eu considero o Waze o melhor do gênero, no momento.

Woz teme que Microsoft seja mais inovadora

O co-fundador da Maçã deu (mais) uma declaração polêmica durante a conferência TEDx Brussels:

“Eles estão fazendo isso há uns três anos, enquanto a Apple só pensa no novo iPhone e fica um pouco para trás. Isso me preocupa. Melhorar não faz parte do modelo de inovações da Apple. Até Steve Jobs voltar, o que estávamos fazendo era justamente isso: tínhamos uma fórmula para ganhar dinheiro e a seguíamos, com as mesmas máquinas”, completou.

Para mim, por mais polêmica ou parcial que a declaração acima possa parecer, não deixa de ser um belo retrato da realidade da Apple desde que Steve Jobs se foi.

A meu ver, a última cartada da empresa, um iPad Mini, por exemplo, não tem nada de inovador. É, apenas, justamente pensar em algo já existente em versão diferente.

Pensar assim não é exclusividade da Apple, é verdade: As empresas vem fazendo isso desde que o mundo é mundo, e não apenas no mundo da tecnologia. Mas some a isso fiascos como o novo Maps e um iOS 6 cheio de bugs com redes wifi e é inevitável se perguntar se a Maçã está perdendo seu norte.

Pena que Steve Jobs não possa voltar…

[via TechTudo]

Você ainda usa relógio de pulso?

Você ainda usa relógio de pulso? Conhece alguém que ainda use relógio de pulso?

É cada vez maior o número de pessoas que deixam de lado os relógios, principalmente porque podem consultar o horário na tela de seus celulares e smartphones —- sobretudo se estivermos falando das gerações mais novas.

Lendo um texto sobre o assunto hoje no Bits, blog do jornal The New York Times, pude perceber o quanto o relógio, invenção que nem é lá tão velha assim, tende a sofrer — e em algumas propostas, já está sofrendo — grandes modificações.

Estas mudanças não são para ganhar de volta o terreno perdido para os rivais do campo da telefonia, e sim, mais como numa aliança, se integrar a estes dispositivos.

Exemplos dados pelo próprio texto que eu li incluem o SmartWatch, da Sony, que pode exibir mensagens de texto, tweets e outras informações se estiver em sincronia com um aparelho Android, além do Pebble, que, após passagem pelo Kickstarter, uma comunidade de crowdfunding, arrecadou mais de 10 milhões de dólares de fundos, sendo um relógio que, além de tocar música e mostrar dados sobre o tempo — tudo novamente sempre em sintonia com um celular —, ainda permite a leitura de livros e mais uma infinidade de coisas, tudo isso por 150 dólares.

Sem sombra de dúvida relógios como estes poderiam muito bem vir a figurar na minha wishlist. No entanto, pelo menos por agora, prefiro ser chamado de antiquado, talvez, e admitir que, desde os 10 ou 11 anos de idade, uso relógio de pulso, sobretudo porquê acho muito chato ter que tirar o celular do bolso só pra saber as horas…

E você?

Deixe seu filho imprimir o brinquedo dele!

O que você faria se o seu filho te pedisse para lhe construir um brinquedo?

Bem, meus pais certamente pensariam em pipas, peões ou carrinhos de rolimã para me divertir, ou aos seus netinhos. Mas talvez muito em breve, o que vejamos sejam gerações que simplesmente passem a imprimir alguma coisa com a qual se possa brincar.

Uma empresa chamada Cubify e sua Cube Home 3D Printer parecem apenas comprovar tal fato.

Isso porquê o que torna a Home 3D Printer especial é, pelo menos na minha opinião, justamente o seu público alvo: as crianças. O equipamento pode ser usado por elas próprias para a impressão de brinquedos.

Entre alguns dos projetos que podem ser executados estão robôs, naves espaciais, discos voadores e trenzinhos, que com certeza garantirão horas de diversão para os pequeninos — ah, e se os brinquedos caírem, ou quebrarem, basta imprimi-los novamente.

A impressora 3D é extremamente compacta, e já está sendo oferecida no site da Cubify por preços que começam a partir de USD 1299. Será que alguém aí vai querer uma dessas de presente de Natal?

[via Geeks are Sexy]

Dobre seu carro!

Aqueles que tem problemas para encontrar vagas de estacionamento nos grandes centros urbanos, ou que achem frustante o ato de estacionar, com todas aquelas viradas no volante, já podem ter esperanças.

20120816-175257.jpg

Será lançado em 2013, por cerca de 16 mil obamas, o Hiroko Fold, um carro recarregável que não só terá autonomia de 75 milhas entre as recargas, como também será capaz de rotacionar as rodas em 90º — permitindo manobras de lado e ser dobrado.

The Hiriko Fold is an ultra-compact vehicle that can fold upright to fit into tight parking spaces.

Será que um desses resistiria às ruas de São Paulo?

[via]

Impressão em 3D ajuda criança a voltar a mexer os braços

O conceito já existe há praticamente dez anos, mas confesso que apenas ultimamente tenho ouvido falar com mais frequência de impressão em 3D.

Trata-se de uma técnica para criação de objetos — qualquer tipo de objeto, desde peças de lego até guitarras — em terceira dimensão a partir de arquivos contendo um modelo digital.

A impressão é feita através de um processo chamado manufatura aditiva, onde camadas de material vão sendo sucessivamente empilhadas até que o objeto final tome forma. Os materiais empregados podem variar, indo desde termoplásticos até polímeros.

Pois bem. Resolvi escrever sobre impressão 3D sobretudo porquê encontrei hoje, meio que sem querer, a história da pequena Emma, que nasceu com uma desordem congênita chamada Artrogripose Múltipla Congênita, ou AMC, doença esta que limita o movimento de várias articulações em diferentes partes do corpo. No caso da menina, de apenas dois aninhos de idade, o mal a impede de levantar os braços por vontade própria.

O vídeo acima demonstra o que foi possível permitir que Emma fizesse com o uso de um exoesquelto robótico chamado pelos pesquisadores do Alfred I. duPont Hospital for Children em Wilmington, Delaware, de WREX.

O WREX já vinha ajudando crianças mais velhas, com idades a partir de 6 anos, e com problemas similares à desordem que afeta Emma, mas, no caso da garotinha, que além de tudo é pequena para a idade que tem, os componentes do exoesqueleto seriam muito grandes e pesados.

Foi quando os pesquisadores tiveram a ideia de recorrer à impressão em 3D. Utilizando uma impressora capaz de reproduzir modelos tridimensionalmente, eles foram capazes de criar um protótipo do WREX em plástico ABS — o mesmo empregado nas pecinhas de lego —, leve e durável o suficiente para que a pequena Emma pudesse usá-lo como se fosse um colete. A menina agora vai para a escola e para a terapia com ele, e apelidou o seu exoesqueleto de braços mágicos.

Este tipo de história me emociona. Primeiro, por ver como a ciência e a tecnologia podem ajudar alguém, e, neste caso, alguém tão pequenina, a voltar a ter uma vida normal. Segundo, porquê é muito melhor ver a tecnologia de impressão em 3D sendo usada para este tipo de finalidade do que para outras coisas, muito menos nobres.

Em tempo, a impressora usada pelos pesquisadores é uma Dimension, da Stratasys. Você pode ver um exemplo de funcionamento deste tipo de impressora da empresa — muito legal, aliás — através de um outro vídeo no YouTube em que um revendedor demonstra o que pode ser impresso — inclusive um aspirador de pó da Black & Decker totalmente funcional:

Siri, por que não me entendes?

Encontrei hoje um infográfico que me fez lembrar do que ocorreu há pouco mais de um mês, quando troquei meu iPhone 3GS por um iPhone 4S e o mostrei a uma de minhas amigas no trabalho, que foi logo me perguntando: — “Mas me diz aí, o seu iPhone novo tem Siri?“.

Para aqueles que não estão familiarizados, ela estava me perguntado sobre o Speech Interpretation and Recognition Interface — Siri —, software que passou a integrar o iOS 5, sistema operacional da Apple, justamente a partir da versão 4S do iPhone, e que serve para automatizar tarefas do dia-a-dia, como o envio de mensagens de e-mail, o agendamento de reuniões, a reprodução de música a partir do aparelho, além da realização de buscas pela internet, dentre muitas outras coisas.

Minha resposta pra ela foi muito simples: “Sim, tem Siri sim. Mas acontece que achei esse negócio lá essas coisas, não“.

Não me levem à mal aqueles que são entusiastas da ferramenta — ela tem um potencial muito grande, é verdade. Mas o que me faz ter tal opinião são três motivos realmente muito simples:

  • Primeiro, não uso muito o recurso de assistência por voz do iPhone, quer o antigo, quer o Siri. Na verdade, o único momento em que normalmente isso ocorre é quando estou ao volante e preciso fazer uma ligação: Neste caso, meu carro, que está interligado ao aparelho por bluetooth, acaba me permitindo usar o comando de voz para completar ligações. Embora eu possa ativar o aparelho por voz em outras circunstâncias, praticamente nunca me lembro de fazer isso
  • Segundo, Usar o Siri requer conectividade com a internet. E o bichinho é um verdadeiro consumidor de banda, já que, desde para me dizer a quantas anda a temperatura na cidade até para me dizer os filmes que estão em cartaz (nos cinemas norte-americanos, é claro), é necessário estar conectado. Isto é outro fator potencial que inviabiliza a utilização frequente do Siri, sobretudo considerando-se a péssima infraestrutura de telefonia e dados que atualmente está instalada em nosso país.
  • Finalmente, o terceiro motivo: Pelo menos até agora, o Siri está disponível apenas em inglês, francês, alemão e japonês. Assim, fica complicado para a maioria das pessoas tirar proveito total de todas as funcionalidades oferecidas por conta da barreira linguística.

O inglês não é uma barreira para mim, é verdade — e o francês está deixando de ser — mas convenhamos que sacar o iPhone e ativar o Siri perguntando-lhe “What’s the capital of New York?” não é particularmente animador para, por exemplo, esta minha amiga que queria ver todo o potencial da coisa.

Além disso, o controle de voz convencional do iPhone atualmente ganha de goleada do Siri quando lhe peço para “Ligar para casa“, ou “Reproduzir Legião Urbana“, comandos incompreendidos pelo Siri, já que o novo software se atrapalha sobretudo por não reconhecer a entonação brasileira — ou seja, o Siri não me entende, pelo menos não em minha língua mater, com meu sotaque original.

[infográfico via This Blog Rules]

Uma alternativa ao “Mãos no volante”?

Mãos no Volante -- AndroidVi em mais de um telejornal hoje que o Ministério das Cidades e o Denatran lançaram há alguns dias um aplicativo gratuito para Android — e para alguns outros modelos de smartphone — chamado Mãos no Volante. A ideia do programa é muito simples: Você o acessa e o configura informando que vai passar um tempo dirigindo — e durante aquele tempo, seu aparelho fica impossibilitado de receber chamadas.

Além disso, logo depois de recusar uma chamada, o app também envia uma mensagem SMS para quem tenha tentado te ligar, com um texto padrão — “Estou dirigindo no momento. Ligo mais tarde.” — que também pode opcionalmente ser configurado. A iniciativa vem do fato de que, de acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito, sendo o uso do celular a principal distração.

O movimento e a divulgação do aplicativo são interessantes, é verdade, mas me pergunto efetivamente quanto do número de acidentes provocados por falar ao celular será de fato reduzido pelo uso da ferramenta. Afinal de contas, elogios e mensagens positivas dos usuários que fizeram o download no Market à parte, creio que grande parte das pessoas continuará cometendo o erro de falar ao telefone ao volante, seja porquê não tem acesso à um smartphone, seja porquê mesmo com o aplicativo instalado no telefone, não lembrarão de configurá-lo, ou deixarão de fazê-lo com o tempo — estou só dizendo, é claro.

Mesmo que eu me prove estar errado ao longo do tempo — e eu juro, espero que esteja errado —, creio que medidas muito mais simples podem ser aplicadas para reduzir o número de mortes provocadas por bate papo ao celunar enquanto se dirige. A principal delas, honestamente, é criar o hábito de desligar o aparelho antes de começar à dirigir, e só voltar a ligá-lo quando chegar ao seu destino, uma alternativa que funciona sem que seja necessário dispender nem sequer o custo das mensagens SMS que o Mãos no Volante envia para seus contatos.

E se você não pode passar sem desligar o aparelho, tente o modo silencioso. Qualquer telefone que se preze — mesmo não sendo um smartphone — pode ser ajustado para este modo quando você for pegar o carro, e, ao chegar ao seu destino, basta procurar nos registros alguma ligação perdida, e retornar a chamada.

Em tempo, vejam o vídeo abaixo: Ele ilustra experimentos realizados na Alemanha com um carro que se autodirige. Será uma solução para o futuro, em que mesmo dentro de um carro, as pessoas estarão livres para falar ao celular?

(há uma versão em português de Portugal da notícia relacionada ao vídeo acima,também)