Gollum, conheça a Wikipedia

A velha disputa entre navegadores web talvez nunca chegue a um fim. Seja o famigerado Internet ExplorerÃ? ou o cada vez mais utilizado Firefox, todos eles, passando pelo Opera, inclusive, possuem legiões de fãs, cada qual com argumentos mais convincentes do que o outro para arrebanhar novos seguidores para suas causas. Mas e se os navegadores não fossem apenas dedicados à Internet em geral, mas sim passassem a atender necessidades específicas?

É de uma necessidade específica queÃ? acaba de surgirÃ? um navegador — de nome peculiar, é verdade —, cuja principal finalidade, inicialmente, era ajudar a filha do programador alemão Harald Hanek, seuÃ? criador,Ã? a navegar por um dos sites mais populares do planeta: A Wikipedia.

Batizado por Haral de GollumÃ? (sim, como o personagem clássico de J.R.R. Tolkien), o navegador lembra as interfaces de cada um dos programas que citei acima, porém com uma diferença: Serve para que a pessoa, ao utilizá-lo, possa experimentar uma sensação visual agradável ao navegar pelo conteúdo do site. O navegador funciona em uma janela à parte e o desenvolvedor tem planos futuros para disponibilizar uma interface auto-executável, que poderá ser baixada diretamente de seu site.

O Gollum é mais um exemplo de tecnologia desenvolvida com AJAX, uma combinação de PHPÃ? e Javascript que se aproveita de requisições XMLHttp para trabalhar. Como pode ser adaptado à diversas aplicações, uma das coisas que imagino é que possa ser utilizado, na web, como um plugin para o WordPress. Talvez não leve muito tempo para que seja desenvolvido, afinal. Enquanto isso, resolvi contribuir com o projeto e fiz a tradução para o português brasileiro da interface do navegador. Confiram, vale à pena.

Fala que eu te Indexo

Em um texto interessante, de Charlene Li, que costuma escrever em seu blog a respeito dos mais diversos lançamentos tecnológicos do momento, o foco é um potencial ainda não explorado do Google Talk — programa de instant messaging do Google — e de outros aplicativos que, como ele, fazem uso da tecnologia de voz sobre IP, ou simplesmente, VoIP.

Segundo Charlene, há um grande potencial para a realização de buscas diretamente em arquivos de áudio. Quem usa programas de VoIP para conversar on-line pode querer gravar suas conversas para ouvi-las em algum momento futuro. E ao invés de contarem apenas com o nome do arquivo para orientá-las na localização futura do que gravaram, seria mais simples para essas pessoas usar algum software de reconhecimento de voz para gerar índices que, mais tarde, seriam pesquisáveis por ferramentas como o Google Desktop Search.

Nem o Google, nem qualquer um de seus concorrentes diretos, como o Yahoo ou a Microsoft, jamais fizeram menção — pelo menos até agora — de desenvolver qualquer idéia nesse sentido. Mas se a coisa vier a acontecer futuramente, poderá ser possível não só localizar aquele bate-papo com um parente distante, mas também encontrar mensagens de correio de voz arquivadas num estalar de dedos.

Embora com o lançamento do Google Talk o gigante das buscas esteja apenas alcançando seus concorrentes, pode ser que o Google decida sair na frente nesse sentido. A missão da empresa sempre foi “organizar a informação mundial”, e seus projetos e lançamentos são sempre grandiosos. Tendo as informações de áudio disponíveis em um formato pesquisável, qual seria o próximo passo? As possibilidades podem parecer tanto infinitas quanto assustadoras.

A Raposa Mais Rápida do Oeste?

Seu Firefox demora a carregar?

Pois um programa recentemente lançado está causando controvérsia entre os usuários de do melhor navegador da paróquia. Trata-se do Firefox Preloader que, como o próprio nome diz, faz com que o Firefox seja carregado já na inicialização do Windows para que, em computadores mais antigos e mais lentos, sua inicialização aconteça de forma mais rápida do que o convencional.

Este é justamente o ponto de discórdia. O tempo médio de abertura do Firefox é de cerca de 3 segundos. Convenhamos que, mesmo em máquinas um pouco mais antigas, não se trata de um tempo longo. Muitas vezes um simples upgrade de memória resolve este tipo de questão. Quem é contra o Firefox Preloader justifica sua posição dizendo que o navegador, embora excelente, consome muita memória enquanto está sendo executado. Carregar um processo na inicialização do Windows, segundo esses usuários, seria o mesmo que tornar esse uso de memória constante, quer o usuário esteja com o navegador aberto, quer não.

Pessoalmente sou obrigado a concordar com este ponto de vista. Uso o navegador com muitas abas abertas, pois me considero um heavy surfer, o que quer dizer que vivo com o Firefox aberto com dezenas de abas ao mesmo tempo. Acho que, embora as mais diversas iniciativas possíveis rodeiem o browser da raposinha, este é um programa que dificilmente vai decolar. Um usuário com computador mais lento, caso opte por não realizar um upgrade em seu equipamento, jamais vai querer um processo adicional na memória da máquina. Afinal, quanto menos processos, mais velocidade.

Aliás, quer liberar a memória usada pelo Firefox da maneira mais simples possível? Experimente, a qualquer minuto, minimizar a janela do navegador e restaurá-la, logo em seguida. Funciona. Basta acompanhar pelo Gerenciador de Tarefas do Windows.



A memória sendo usada pelo navegador no meu computador, por exemplo, como pode-se ver acima, baixou de 53.360kb para míseros 1.416kb. Simples demais.

Writely

Qualquer pessoa que tenha o mínimo de acesso à internet hoje em dia sabe o que é um blog. Afinal de contas, a invenção de Justin Hall, em 1994, cujo produto mais famoso é sem sombra de dúvida o Blogger, idealizado por Evan Williams e sua equipe, e adquirido pelo Google em 2003, deixou há muito tempo de ser apenas diário de meninos e meninas que queriam contar suas experiências pessoais. Hoje em dia temos diversos blogs que comentam notícias, fazem notícia e têm conotação extremamente profissional. Muita gente continua usando a coisa como passatempo, mas muita gente também tira dinheiro da maneira mais simples de publicar idéias na grande rede de computadores.

Wikis, ao contrário, parecem não ter, ainda, caído na boca do povo. Digo isso porquê encontro muito mais conhecidos meus, atualmente, que não sabem do que se trata um wiki do que pessoas que ainda, por ventura, não sabem o que são blogs. Wiki, caso você ainda não saiba, é um site onde se pode realizar a edição de documentos de maneira colaborativa. Dessa forma, você pode começar a escrever sobre um — ou mais de um — assunto e deixar que seus leitores e colaboradores terminem de fazê-lo, ou até mesmo que complementem a idéia inicial com mais informações.

Eu mesmo tenho um wiki. Surgiu porque, esporadicamente, gosto de colocar ali links e tutoriais sobre o WordPress, sobretudo para ajudar leitores do WordPress Brasil e da nossa lista de discussão. Mas não vou, no entanto, me prolongar a respeito das maravilhas e benefícios de um site coletivo. Pra ver como a idéia pode dar certo, basta acessar o mais bem sucedido projeto de site colaborativo do mundo.

Pessoalmente, a necessidade de ter um wiki em mãos já se mostrou muito real para mim até mesmo durante os períodos do dia em que estou trabalhando. às vezes precisamos de um lugar onde possamos rascunhar documentos. Onde possam ir nascendo protótipos que, revisados pouco a pouco, se tornarão versões definitivas. Eu escrevo uma introdução para um dado projeto. Um colega do trabalho pensa em outra parte do texto e encaixa com o que eu já havia escrito. E vai acontecendo assim, colaborativamente, a criação de um trabalho.

Meu problema maior até agora era que os wikis são, em sua essência, muito simples. E não serão nunca diferentes disso. A linguagem de marcação que eles usam é essencialmente projetada para que qualquer pessoa possa digitar textos inteiros usando apenas palavras entre *asteriscos* para o negrito e entre //barras// para o itálico, só para dar um exemplo da coisa. às vezes faltam, aos wikis, uma sofisticação um pouco maior. Um editor WYSIWYG, por exemplo. A capacidade de classificar os documentos e de deixar seu acesso, normalmente público, restrito a algumas pessoas, pelo menos durante a fase de edição. Entre outras coisas mais. Parecia que sofisticações como essas não iam surgir nunca.

Mas surgiram. E com um nome bem definido: Trata-se do Writely.

Continuar lendo

Xô, Pop-ups!

Uma das razões mais citadas pelas pessoas quando estão convencendo alguém a mudar para o Firefox é a sua incrível capacidade de bloquear janelas pop-up. Sem que seja necessário usar qualquer barra de ferramentas adicional, esta é uma funcionalidade que vem acoplada ao browser da raposinha diretamente de fábrica. Excelente, não?

Eu também acho. Mas de uns tempos pra cá, andei reparando que alguns sites insistentemente conseguem fazer as janelinhas indesejáveis brotarem na minha tela. Fiquei descontente com isso, mas procurei ignorar os ocorridos. Até hoje. Isso porquê descobri que os tais pop-ups são gerados por scripts Flash posicionados em determinados sites. E finalmente acabei encontrando uma forma, ainda que inesperadamente, de me livrar da inconveniência.

Se você também quer se ver livre dessas janelinhas, faça como eu:

  1. Digite about:config na barra de endereços do Firefox;
  2. Clique o botão direito do mouse na página, selecione Novo e
    Inteiro;
  3. Dê o nome privacy.popups.disable_from_plugins ao novo valor;
  4. Configure o valor para 2.

Isso deve funcionar. As opções, caso queira alterá-las mais tarde, são:

  • 0: Permitir todos os pop-ups de plugins
  • 1: Permitir pop-ups, mas apenas de dom.popup_maximum.
  • 2: Bloquear pop-ups de plugins.
  • 3: Bloquear pop-ups de plugins, mesmo em sites de sua whitelist.

Google IM?

O Google pode estar nos reservando uma bela surpresa. Um artigo publicado no The New York Times informa que a empresa está para lançar, ainda esta semana — e mais especificamente amanhã — uma ferramenta de comunicação. Embora pudesse ser um concorrente à altura para o Skype, serviço de telefonia por IP que se populariza mais a cada dia que passa, eu aposto minhas fichas no palpite da maioria da comunidade da Internet: Vem um Google instant messenger por aí.

E nem é preciso muita especulação, aliás. O novo software já tem até nome certo: Irá se chamar Google Talk, de acordo com algumas pessoas que já tiveram acesso ao serviço e às suas funcionalidades. O Google está querendo aumentar seu leque de opções para que os usuários não pensem nele apenas como um site de busca. Já têm um serviço de e-mail fantástico, oferecem a seus usuários a possibilidade de ter em mãos o melhor atlas do mundo e já haviam lançado, essa semana mesmo, uma atualização para seu Google Desktop Search que conta com um novo recurso batizado de sidebar, um grande curinga que veio para centralizar, fora dos navegadores web, a leitura de e-mail, notícias, a previsão do tempo, a visualização de fotos, a obtenção de cotações da bolsa de valores, um agregador RSS e mais uma série de funcionalidades obtidas através de plugins.

O Google Talk — se ele realmente vier — pode possuir uma série de características marcantes. Conversas por áudio e vídeo estão apenas no topo da lista de funcionalidades possíveis. O programa pode avisar quando uma nova mensagem do GMail chegar. E pode ser que ele integre sua conta do Orkut, obtendo dali sua uma de amigos e transformando-os em seus contatos. Também é possível que, de alguma forma, o Google Talk se integre a weblogs, permitindo, pelo menos inicialmente, que se possa publicar posts no Blogger diretamente através de sua interface. Todas as novas funcionalidades contidas no sidebar, igualmente, podem ser mescladas ao novo programa.

Infelizmente não dá pra se saber ao certo, sem que esperemos pelo anúncio oficial, se ele for mesmo acontecer essa semana. De qualquer forma, a meu ver, o Google já demorou demais pra lançar um instant messenger. Seus principais concorrentes, a America On-line, o Yahoo e a Microsoft já possuem essa funcionalidade disponível para seus usuários há tempos. O MSN, aliás, tem tantos adeptos que chega a ser considerado por alguns uma espécie de praga virtual que, com sua força, arrebanha usuários dos demais programas de mensagem instantânea disponíveis, não importa o quanto as novidades pipoquem nos concorrentes.

Se o Google Talk realmente vier, na minha opinião já chegará com a missão de desbancar o MSN. E essa é uma tarefa árdua. Como convencer milhões de usuários a migrarem de ferramenta? Profissionais e famílias ao redor do mundo já se acostumaram com certos padrões. É algo difícil, muito complicado. Mas estamos falando do Google. E, vindo deles, acredito eu, tudo é possível. Minhas mãos — ainda que pelo fato de eu ser um geek assumido — estão coçando por uma cópia do Google Talk mais do que quando uma criança espera ansiosa, na véspera do Natal, para abrir seu presente. Nesse caso, só espero encontrar a bicicleta reluzente que eu pedi, e não um par de meias qualquer.

O Blogger invade o Word

Não são apenas as aplicações independentes para a publicação de weblogs, como o WordPress, que surgem, a cada instante, com novidades. O bom e velho Blogger também é capaz de surpreender. Essa semana, como seu mais novo lançamento, a equipe de desenvolvimento do site apresentou ao mundo um plug-in chamado Blogger for Word.

A finalidade do plugin, na verdade implementado, através de seu programa de instalação, como um suplemento do Microsoft Word, é permitir que qualquer pessoa que possua o editor de textos da Microsoft instalado em seu computador, bem como uma conta no Blogger, possa editar e publicar seus pensamentos através da ferramenta, diretamente. A única restrição é que a versão do Word deve ser pelo menos a 2000, rodando, pelo menos, no Windows 2000.

Ao ser instalado, o suplemento exibe uma nova barra de ferramentas no programa. Existem ali, a partir de então, alguns botões que permitem que sejam produzidos, enviados e editados todos os posts de uma conta no Blogger.

Acho extremamente interessante que o Blogger disponibilize uma funcionalidade deste tipo. Acredito que isso irá aumentar o alcance da publicação de posts, bem como tornará a sua confeção muito mais fácil, sobretudo para uma massa de pessoas acostumadas a usar o Word diariamente. Essa idéia, é claro, só poderia ter surgido da brilhante turma do Google.

No entanto, não sei qual será o futuro da coisa: Editores para weblogs, como o fantástico e gratuito w.Bloggar, do Marcelo Cabral, já apresentam uma série de funcionalidades fantásticas para a criação e edição de posts. O programa, desenvolvido pelo autor a partir do zero em Visual Basic e atualizado continuamente, é tão simples que qualquer criança pode aprender a manejá-lo em poucos instantes. Além disso é compatível não apenas com o Blogger em si, mas com uma série de outras ferramentas de criação de weblogs.

O Blogger for Word, ao contrário, é o que é: Um suplemento para Word, pelo menos por enquanto. Como tal, pode haver alguma limitação na extensão de suas funcionalidades. Afinal, não se pode achar que alguém — ainda mais programadores não vinculados à empresa de Bill Gates — vá criar um editor de posts para weblogs completo dentro de uma ferramenta já bastante completa e funcional como é o caso do Word.

Há também uma coisa muito particular do Word: O HTML gerado por ele não é válido, cheio de tags proprietárias da Microsoft e de outros lixos, sem qualquer ordem especial em particular. Muitas vezes um editor de weblog mais preocupado com a validação de seu site se vê na necessidade, ao salvar HTML através do Word, de limpar todo o seu código antes da publicação.

No final das contas, a idéia até que foi boa. Acessibilidade para um número maior de blogueiros. Mas se você quer um conselho pessoal, use o Blogger for Word apenas em último caso. Mantenha-se no seu editor de costume, ou mude de ferramenta para a criação de seu weblog.É mais negócio. Mesmo com toda a boa vontade do Google.

Longe da Tentação

Você é daquelas pessoas fanáticas por tecnologia, informática, internet ou similares? Não consegue deixar de lado seu instant messenger, aquele seu programa de telefonia de voz-sobre-IP, seu álbum de fotos on-line ou seu software de edição de weblogs?

Se a sua resposta é sim e, ainda mais, se isso chega a atrapalhar atividades rotineiras do seu dia-a-dia, seu trabalho, ou até mesmo o seu relacionamento conjugal — para algumas famílias foi-se o tempo, afinal, em que os homens trocavam as esposas pelo futebol —, a solução pode estar numa pequena maravilha chamada Temptation Blocker.

A finalidade deste freeware, disponível apenas para os computadores rodando na plataforma Windows, é justamente essa: Bloquear o acesso a certos programas, pelo tempo que você julgar necessário. Ao invés de perder 15 minutos num bate-papo, bloqueie seu instant messenger por esse mesmo intervalo de tempo e vá conversar com alguém de carne e osso. Bloqueie aquele seu terrível programa de P2P e vá jogar bola com seus filhos, ler um bom livro ou curtir um cinema com a namorada. Isso, é claro, se você decidir bloquear o acesso por um período mais longo.

O programa pode varrer seu sistema assim que é instalado e detectar automaticamente os aplicativos. Se algum deles ficar de fora, no entanto, pode ser adicionado manualmente de forma bem simples. Mesmo que você não veja necessidade pessoal de utilizá-lo, não esqueça de recomendar para aquele seu amigo mais nerd, antes que a vida dele seja colocada em risco…

As novidades do Flickr

O mês de agosto começa com novidades para quem tem uma conta no Flickr. O melhor serviço de hospedagem de fotos do mundo on-line acaba de lançar dois novos recursos para aqueles que possuem uma conta por lá, seja ela free ou pro. O primeiro deles, batizado de Interestingness, tem a ver com uma tentativa do serviço de estabelecer uma classificação para as fotos publicadas pelos usuários, detectando aquelas que possuem maior popularidade.

Segundo consta no próprio FlickrBlog, falar em popularidade de fotos num serviço onde, diariamente, milhares de uploads são realizados, é um feito de proporções gigantescas. Estas fotos mais populares são eleitas dinamicamente através de algoritmos que levam em consideração quantos usuários adicionaram determinada foto a seus favoritos, quantos comentários certa foto recebeu e que tipo de relação existe entre quem publicou a imagem e quem a visualizou. Desta forma, fotos de seu casamento que foram adicionadas aos favoritos por 300 de seus convidados não aparecerão na página principal do Flickr de uma hora pra outra. É um código que estava sendo anunciado há muito tempo pelo Flickr, pelo menos desde que eu adquiri minha conta pro no site, em outubro do ano passado.



É uma ótima pedida para apreciadores de belas imagens, como eu. Pode-se filtrar quais foram as imagens mais populares das últimas 24 horas, por exemplo. Aliás, o sistema de permalinks do Flickr ajuda a pesquisar as imagens mais belas por intervalo de tempo: Similar ao que acontece no WordPress, basta informar o período desejado juntamente com o endereço do Interestingness para que as fotos referentes a um dado período apareçam. Assim, além de um calendário no site, pode-se visualizar as fotos mais interessantes do mês ou de um dia, com os formatos de link:

http://www.flickr.com/explore/interesting/ano/mês/
http://www.flickr.com/explore/interesting/ano/mês/dia/

O outro recurso inovador são os clusters do Flickr.

Continuar lendo

Aba, pra quê te quero?

Quem, como eu, também se utiliza do melhor navegador da face da Terra, sabe como é impossível navegar pela Internet sem o uso de abas. Independente da grande discussão em torno de quem foi o primeiro navegador a implementá-las como auxílio à navegação — sabemos que não foi o Firefox, e tem gente que se divide entre o Opera, o Safari e o NetCaptor —, essas pequenas assistentes tornam minha navegação muito mais rápida e prática.

Voltando ao Firefox, vamos entender as funcionalidades padrão das abas, também chamadas de tabs. Você quer abrir um link do Firefox em uma nova aba? Segure a tecla CTRL enquanto clica e pronto. Mas há também a forma que eu prefiro, neste caso: Usar o botão do meio do mouse. Sem mencionar que o browser da raposinha permite criar bookmarks de várias abas ao mesmo tempo. Para isso basta utilizar o atalho CTRL+D e selecionar a opção Criar pasta com favoritos de todas as abas. Mais prático que isso, impossível, vocês me dirão.

Mas esperem: A coisa não pára por aí. O Firefox, como alguns de vocês, pelo menos, devem saber, conta com as extensões: Pequenos programas desenvolvidos por terceiros que fazem com que a experiência de navegação se torne ainda melhor. E é claro, existem extensões para melhorar a experiência com as abas, também.

Eis o ponto onde queria chegar. Há pelo menos duas extensões inseparáveis do meu Firefox, quando o assunto é aba. A primeira delas é a miniT, uma extensão que adiciona ao navegador a possibilidade de arrastar e soltar as abas na posição em que se deseja. Ela possui um indicador visual para facilitar a vida de quem deseja saber a posição exata na qual se deve soltar uma determinada aba. Clique sobre uma aba qualquer, arraste e reposicione, simples assim. Para mim, que abro dezenas de links dentro da mesma janela do Firefox, é uma verdadeira mão na roda. Organizo os sites que estou lendo, ou pesquisando, num piscar de olhos.

Descoberta por mim mais recentemente, minha segunda extensão inseparável tem um nome mais bodoso: Chama-se Super DragAndGo. Esta veio para ajudar aquele surfista da web que quer as coisas de uma forma mais prática. Com ela, não é preciso nem soltar o botão do mouse para se abrir novas abas. Basta clicar sobre um link e arrastá-lo para baixo para que ele se abra numa aba debaixo da atual. Clicando sobre o mesmo link e arrastando-o para cima, ele se abre numa aba acima da atual, colocando todas as demais abaixo.

Aprovo 100% ambas as extensões. De quebra, a Super DragAndGo ainda vem com um brinde: Para agilizar o download de uma imagem, basta clicar sobre ela e arrastá-la para uma região vazia da tela. Por definição o gerenciador de downloads do Firefox aparecerá e sua imagem será salva em pouquíssimo tempo. Digam a verdade: como viver tanto tempo sem essas duas facilidades?

E na hora dos downloads?

Sabe quando você tira centenas de fotos e, não querendo ocupar espaço com elas no seu computador, vai logo mandando tudo para o melhor serviço de hospedagem de fotos da paróquia? Comigo, essa situação já aconteceu diversas vezes, e tenho certeza de que com vocês, também.

Pois bem. Com o nascimento do meu filho, senti necessidade de baixar de volta uma série de fotos que havíamos tirado, para enviar para tios, primos, avós e amigos, por exemplo, e me deparei com o problema: O Flickr possui uma ferramenta para realização de uploads, mas não possui uma ferramenta equivalente quando o que queremos é fazer downloads. A única alternativa possível, a meu ver, era navegar pelo álbum de fotos e baixar cada uma das imagens individualmente.

Claro que eu não ia me dar por vencido. Algumas buscas no Google e navegação no del.icio.us me trouxeram imediatamente uma recompensa: Trata-se de um programa chamado Flickrdown, criado especialmente para pessoas que, como eu, desejam realizar o download de suas imagens.

O programa, que aprovei instantaneamente, pode pesquisar as fotos de qualquer usuário do Flickr, encontrando imagens individuais ou álbuns completos. Depois disso, é muito simples clicar sobre as imagens desejadas para selecioná-las — o mesmo vale para álbuns —, e trazer tudo de volta para o computador, salvando os dados em uma pasta selecionada pelo usuário. Mesmo com seu ponto fraco (requer a instalação do Microsoft .NET 2.0 Beta 2), acho que vale a pena experimentar.

Em tempo, alguém conhece alternativas para o Flickr Uploader? Eu gostaria muitíssimo de poder enviar as fotos que tiro diretamente para um álbum específico, por exemplo. Sugestões?