Tentado pelo Drupal

orangedrupliconlarge.gifSe você não conhece o Drupal, não se preocupe: Mais cedo ou mais tarde você vai acabar ouvindo falar deste famoso Content Management System, utilizado por uma ampla gama de sites nacionais e estrangeiros para o gerenciamento de seus conteúdos.

E porquê tanta gente usa Drupal?“, você pode se perguntar. Para responder   esta pergunta, basta apenas uma rápida olhada em alguns de seus recursos out-of-the-box, ou seja, embutidos na instalação: O Drupal enche os olhos do webmaster mais exigente, ao incorporar em uma única instalação a possibilidade de gerenciar múltiplos blogs, fóruns de discussão, artigos, enquetes e muito mais, suportados por sindicalização RSS de feeds, controle de acesso, estatísticas, comentários e mais uma série de fantásticos atrativos.

Meus olhos sempre brilharam de alegria ao vislumbrar as possibilidades que eu teria ao instalar uma ferramenta como o Drupal em meu site: Meus sonhos de gerenciar, ao mesmo tempo, um wiki, um fórum de discussão e artigos separados de posts comuns de blog seriam instantaneamente realizados.

A última vez que vi alguém falar sobre o Drupal com tanto entusiasmo foi quando o Camelo Manco — já há algum tempo atrás — expressou a vontade que — também ele — tinha de migrar do WordPress para um CMS mais poderoso e cheio de possibilidades. Dizia ele em seu post que,   certa altura, muitos blogueiros percebem que seus sites têm vocação para algo mais do que um simples blog. Mas o problema em que a maioria deles esbarra é ponto comum:

Não achei nenhum recurso fácil de ser utilizado para fazer a migração, até mesmo porque os bancos de dados são bastante díspares entre os dois sistemas. […] Há, sim, um script que está ââ?¬Å?datadoââ?¬Â e com alguns bugs (posts na mesma data acabam por travar o script), se refere ao WP 1.5, que e ainda bem diferente do atual 2.0.4. Há um outro script que faz dowgrade do banco de 2.0 para 1.5 (mas não tenho idéia se funciona com o 2.04, além do blog do autor ter ido para o espaço por estes dias). Ou seja, caso queira migrar, será preciso ââ?¬Å?botar a mão na massaââ?¬Â.

Sim, estou falando de migração de posts. Trata-se de um senhor problema, e muitas vezes as soluções encontradas por muitos usuários não são documentadas. Mas ocorre que, navegando pela web esta semana, acabei me deparando com um módulo de importação de posts batizado de WordPress to Drupal migration utility, que é compatível com o WordPress 2.0 sem que seja preciso nenhum workaround — ou “gambiarra”.

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Movido novamente por um certo brilho nos olhos, me pus a instalar uma cópia do Drupal 4.7.4 em meu servidor para — como uma criança que ganha brinquedo novo — experimentar a novidade. O tal módulo que achei por acaso, como se pode ver, parecia ser bem organizado e composto por uma estrutura passo-a-passo, tal como qualquer um que não tem — ou não gosta de perder — tempo adoraria. E o que ocorreu a seguir?

Após informar usuário, senha e demais parâmetros de configuração do meu banco de dados, o script foi executado com sucesso — e, ao meu ver, com uma rapidez impressionante se considerados os volumes de posts e comentários existentes. Os resultados foram inclusive exibidos para minha surpresa e acompanhamento. Enfim um trabalho decente:

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A importação foi perfeita!!ou quase. Novamente — tal como ocorreu quando migrei meu blog para a Dreamhost, ocorreu algum tipo de incompatibilidade com a página de código do conteúdo que — apesar de ser detectada corretamente como UTF-8não está sendo exibida corretamente.

Devo confessar que só estudarei o problema mais a fundo mais tarde, pois já é de madrugada e eu trabalho amanhã. De qualquer forma, uma conclusão já é possível tirar: A importação de dados de WordPress para Drupal deixou, para mim, de ser um mito e uma coisa complexa de se fazer. Mas se eu migrarei para a nova plataforma, só o tempo dirá… Enquanto isso, aguardem e confiem, pois assim que resolvido o problema, atualizarei este mesmo post.

Portanto, fiquem ligados! E se alguém quiser colaborar, levante a mão, claro!

Firefox 2.0: Um show!

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Quem já conhece, não precisa de quaisquer apresentações ou comentários adicionais para ter certeza. Quem ainda não conhece, não sabe o que está perdendo. Assim, me sinto na obrigação de me juntar a meus diletos amigos Neto Cury e Camelo Manco, num coro só, para dizer a todos que o novíssimo Firefox 2.0 é realmente um programa dos mais fantásticos!

Entre milhões de outras novidades da nova versão do melhor navegador de Internet do planeta, seguem aqui alguns comentários pessoais — o mais breve possíveis — sobre as três que eu achei mais inovadoras e interessantes, e, é claro, os porquês.

A última sessão de navegação

Escolhi esta como o top da minha lista: O Firefox 2.0 agora pode recuperar a sua última sessão de navegação automaticamente, coisa que antes só era feita através de plugins.

“— E qual é a finalidade disso?”, você pode estar se perguntando. Eu explico: Pessoas como eu, que usam o Firefox para navegar por zilhões de sites ao mesmo tempo, com várias abas abertas, com certeza vez ou outra já fecharam o programa, seja acidentalmente, seja por esquecimento.

O problema nestes casos é claro: Nem sempre a gente se lembra que sites estava visitando exatamente e, no meu caso então, que estou sempre escrevendo pelo menos um rascunho de post para o blog, meu trabalho vai por água abaixo: Salvar meus textos com freq¼ência não é e nem nunca foi uma das minhas grandes virtudes…

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Mas agora a opção salvadora existe: Ela pode ser localizada diretamente no menu Ferramentas » Opções, bastando selecioná-la através da guia Principal, exatamente como estou ilustrando acima. Experimente digitar um texto, deixá-lo pelo meio do caminho e abrir mais uma ou duas abas, fechando o Firefox logo em seguida.

Abra-o novamente e pronto: Sua digitação, formulários, páginas, tudo, tudo, tudo mesmo, estará lhe esperando para que você possa continuar exatamente de onde parou…!

Cada aba com seu botão pra fechar

Esse era um pedido pessoal meu, de tempos atrás! Se podemos navegar abrindo, ao mesmo tempo, diversas abas, porquê foi que demoraram tanto tempo para colocar, em cada uma delas, um botão individual para fechamento? Até então, eu precisava clicar o botão direito do meu mouse sobre a aba, e escolher a opção correta para fechá-la. Agora está muito melhor!

Além disso, mais uma funcionalidade que antigamente era possível apenas através de plugins — presente, aliás, desde a última versão do Firefox, a 1.5 — continua no programa: A capacidade de reordenar as abas que estão abertas. Parece bobagem, mas pessoalmente sentiria uma falta enorme de não poder mais fazer isso!

Correção Ortográfica

Um recurso já há muito tempo disponível em processadores de texto e em aplicações web — como o GMail, entre outras — agora também é parte integrante do Firefox. Novamente através do menu Ferramentas » Opções é possível ativar a correção ortográfica, que estará então automaticamente integrada   digitação em campos texto de formulários da web.

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A integração automática é visível através do destacamento de palavras, tal como ocorre no Microsoft Word, por exemplo, sendo que os erros serão sublinhados em vermelho, e sua correção será possível através do clique do botão direito do mouse sobre a palavra, selecionando-se uma opção dentre as disponíveis, ou adicionando-se uma nova palavra ao dicionário.

Uma ressalva é válida antes de começar a utilizar a correção ortográfica: É necessário instalar-se um ou mais dicionários ortográficos para que o processo funcione. Mas a instalação é o mais descomplicada possível: Basta que, com o mouse sobre qualquer caixa de texto do navegador, o usuário clique o botão direito do mouse e escolha a opção Idioma » Adicionar dicionários. O download de diversos idiomas poderá ser realizado —   exemplo do que já ocorre com plugins e temasdiretamente pelo site da Fundação Mozilla.

WordPress 2.0 + Firefox 2.0 » Um bug!!

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O: Após um pouco de “escavação” pela Internet afora, descobri que o problema na verdade é intencional. Na verdade — aparentemente afim de resolver conflitos com teclas de atalho de menus — a própria Mozilla alterou a funcionalidade dos atalhos das versões anteriores do Firefox.

Agora, para todos os atalhos que antes eram ativados apenas com o pressionamento da tecla ALT, é preciso usar a combinação ALT+SHIFT, conforme descrito nas notas de lançamento da nova versão do navegador.

Na prática, os usuários do WordPress como eu passarão a ter um pouco mais de trabalho: No editor do software, atalhos para negrito e itálico passam a ser ALT+SHIFT+B e ALT+SHIFT+I, por exemplo.

Pode ser que mais usuários do WordPress tenham percebido o mesmo problema, pode ser que não: O fato é que os atalhos de digitação do editor de posts da ferramenta — alt-b para negrito, alt-i para itálico, e por aí afora — não mais funcionam após a atualização de versão.

Embora até o momento eu não tenha localizado nenhuma correção para este problema — o que me deixa triste, pois atalhos de teclado são uma necessidade enorme para mim —, acho que não levará muito tempo até que alguém no fórum de suporte do WordPress apareça com uma solução paliativa, ou que os próprios desenvolvedores surjam com uma correção definitiva.

Quer saber mais?

As novidades em torno do novíssimo Firefox 2.0 são muitas, e pode ser que você queira se aprofundar um pouco mais no assunto. Para isso, talvez uma visita rápida a estes recursos possa lhe ser útil:

» Página Oficial (pt-br) do Firefox

O ponto de partida para o download do programa, ou para conhecer melhor todos os seus recursos — que são muitos. Se você usa o Internet Explorer, ou está com ambos os programas instalados em seu computador, por exemplo, aqui existem dicas sobre como fazer a migração, demonstrando que tudo o que você faria nos outros navegadores poderá fazer aqui também, e muito melhor…

» Central Firefox

Mais dicas sobre o navegador: Fóruns de suporte, comunidade no Orkut e listas de discussão a respeito da ferramenta lhe ajudarão a ficar cada dia mais próximo de se tornar um especialista.

» Mozilla Firefox na Wikipédia

Se você não conhece o navegador da raposa, não perca tempo: Dê uma lida neste artigo da Wikipédia, pois ele lhe trará todo o conhecimento necessário a respeito da ferramenta, falando não apenas do Firefox, mas também de seus criadores, nomes anteriores e uma série de outras curiosidades interessantes. Recomendado.

» Life Hacker’s Geek to Live: Top Firefox 2 config tweaks

Você já obteve bastante informação básica sobre o Firefox 2.0 — ou já o conhecia antes — e quer dar uma incrementada adicional no programa? Gina Trapani, editora do site Lifehacker dá uma série de dicas muito interessantes que visam tornar o browser mais configurável do mundo ainda mais atraente para todos os gostos.

» Bruno Alves: Novidades no Firefox 3.0

O Firefox é superior aos outros navegadores por muitos motivos. No entanto, um dos mais notáveis é o seu constante desenvolvimento e melhoria: Em seu blog, Bruno Alves dá a dica para quem quer ficar a par das próximas novidades, o que é algo muito interessante para geeks de carteirinha como eu.

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Desfragmentar é preciso!

Vez por outra nos deparamos com um problema muito comum para qualquer pessoa na face da Terra que tenha um computador: Lentidão. Quando nossos computadores ficam menos rápidos, entramos logo em desespero — bom, eu, pelo menos, sofro deste mal —, sendo que a primeira coisa que nos vêm   cabeça é que provavelmente tenhamos sido vítimas de algum vírus, trojan ou spyware do mal.

A primeira coisa que se pode fazer para tentar resolver uma crise de velocidade em seu computador realmente tem a ver com a utilização de um bom anti-vírus, em conjunto com um bom eliminador de pragas virtuais como estas que nos assolam quando navegamos pela grande rede. Mas o que fazer quando as respostas de tais programas não acusam nenhum vírus ou praga virtual, embora o seu computador insista em funcionar como se fosse movido   lenha?

Talvez a resposta esteja na realização de uma bela desfragmentação dos arquivos do seu computador.

O que é fragmentação?

Não é muito complicado explicar o que é a fragmentação de arquivos. Para entendê-la, posso recorrer   mesma explicação que usava com meus alunos,   época em que dava aulas de informática.

Embora hoje em dia existam os mais diversos tipos de mídia para armazenamento de arquivos, a maioria de nós utiliza um disco rígido para guardar as nossas informações, sejam elas textos, fotos ou músicas. Este disco possui espaço livre, que vai sendo preenchido ao longo do tempo, conforme as necessidades de cada usuário.

Cada arquivo gravado passa por um programa — chamado sistema operacional —, que é responsável por tentar fazer com que os dados sejam armazenados seq¼encialmente. O armazenamento seq¼encial é mais interessante porquê torna mais rápida a abertura de arquivos posterior, quando precisamos deles.

Quando temos um disco rígido recém-comprado — ou mesmo um que tivermos formatado recentemente —, existe tanto espaço disponível que gravar uma seq¼ência de bits e bytes é muito simples. Mas   medida em que vamos utilizando o computador e fazendo coisas bastante comuns, como deletar arquivos ou aumentar o tamanho deles — como, por exemplo, quando estamos escrevendo um trabalho e vamos enriquecendo o texto com o passar do tempo, salvando cada nova versão — as coisas vão ficando meio “bagunçadas” e nem sempre o sistema operacional consegue achar espaço suficiente para a gravação de todos os dados de um novo arquivo em seq¼ência.

Neste caso acontece a fragmentação: Por não encontrar a quantidade total de espaço livre necessária para gravar um arquivo todo junto, o sistema operacional acaba dividindo a informação em pedaços e gravando cada um deles onde houver espaço disponível. Em termos de armazenamento, a solução é funcional, pois os dados não são perdidos. Mas a velocidade de acesso a eles fica prejudicada.

Seeking

disk_l.jpgOs dados de um disco rígido são acessados por uma cabeça de leitura e gravação. Esta cabeça se movimenta aleatóriamente,   medida que novos arquivos e informações são solicitados através do sistema operacional e é necessário que o programa ordene que estes sejam encontrados pelo disco.

O tempo que a cabeça de leitura e gravação leva para encontrar um arquivo, independentemente do que vá acontecer em seguida, é chamado de seeking time, ou, em bom português, tempo de busca. Agora pensem comigo: Se os todos os arquivos estão organizados corretamente e seu conteúdo está gravado em seq¼ência, fica mais rápida a leitura dos dados. Isso porquê a cabeça de leitura e gravação de seu disco rígido, uma vez tendo encontrado o arquivo necessário, só precisa ir até o final dos dados “em linha reta“.

A figura que escolhi para ilustrar esta seção exemplifica bem este caso, o do disco rígido que aparece no topo.

Quando os dados de um arquivo não estão na seq¼ência, o tempo de acesso é maior, pois a cabeça de leitura e gravação necessita se movimentar uma ou mais vezes para completar sua tarefa: Ao chegar ao final de um trecho do disco sem completar a leitura dos dados, a cabeça “pula” para o próximo trecho e, quanto mais longe um estiver do outro, mais demorada será a operação a ser realizada com o arquivo sendo acessado.

Este é o caso do segundo disco rígido da figura. Os dados de diversos arquivos estão bastante misturados, e isso faz com que cada um deles seja acessado mais vagarosamente pelo disco rígido e, consequentemente, pelo próprio sistema operacional. Embora o seeking time dos discos rígidos esteja na casa dos milissegundos — entre 8ms e 4ms, no caso dos hardwares mais modernos —, se a fragmentação for muita, todos estes microtempos acumulados com certeza causarão irritação no mais sereno dos usuários de computador.

Efeitos desagradáveis

Os efeitos da fragmentação de arquivos são inúmeros: Quando alguém liga o computador, o disco rígido inicia um levantamento de arquivos. Este processo, necessário para a correta inicialização de qualquer sistema operacional, levará muito mais tempo para ocorrer se os arquivos estiverem picados, ao invés de estarem todos ordenados.

Também se sente o efeito deste problema no acesso de qualquer arquivo que você use em seu dia-a-dia, como trabalhos da escola, cartas, planilhas, vídeos ou músicas. No caso destes dois últimos tipos, como seu tamanho é por vezes muito maior do que os anteriores, o tempo de acesso é ainda mais afetado, pois o número de pedaços em que o arquivo pode estar fragmentado dado seu tamanho será também proporcionalmente maior.

Será que estou sofrendo de fragmentação?

SIM! Só não sofrem com este problema os usuários que ainda mantêm seus computadores fechados nas caixas de papelão nas quais os produtos vieram, ou que ainda não ligaram o equipamento uma boa centena de vezes.

Tecnicamente, a fragmentação do seu disco ocorre, entre outros motivos, por uma série de falhas de algoritmos de liberação e reserva de espaço em disco, que variam de sistema operacional para sistema operacional.

Na prática, basta saber que, ao deletar, modificar ou gravar novos arquivos, a fragmentação do disco rígido fatalmente ocorrerá. Mas não é necessário perder mais cabelos do que aqueles que já arrancamos, reclamando das quedas no desempenho e na velocidade de nossas máquinas. O problema tem fácil solução!

O Antídoto

Cada sistema operacional conta com uma série de programas que realizam um processo chamado desfragmentação de disco. Neste processo, um software é responsável por rearranjar os pedaços de arquivos no disco, para que fiquem contíguos e em ordem, desta forma contribuindo para que o desempenho e a velocidade de busca do disco aumentem.

O sistema operacional Windows, por exemplo, conta com um desfragmentador de disco entre suas ferramentas de sistema. O problema com a desfragmentação é que ela parece causar mais assombro entre os usuários de computador do que muitos outros processos mais complicados.

Vejamos o caso de minha mãe, por exemplo. Ela utiliza anti-vírus, anti-spyware e uma série de outros programas muito mais complexos do que um desfragmentador de disco em seu dia-a-dia. Mas até esta semana nunca tinha feito uma desfragmentação em seu próprio sistema, embora tenha admitido pra mim que já tinha ouvido falar do processo, inclusive sabendo que os fabricantes recomendam a desfragmentação periódica.

Acho que o maior problema com a desfragmentação é que não se trata de um processo rápido: Desfragmentar consome toneladas de memória RAM de qualquer computador e um processo efetivo destes pode levar umas boas horas para se completar. Ainda no caso do Windows, muita gente que eu conheço, quando se lembra de desfragmentar o disco rígido, o faz através do modo de segurança do sistema, para que o mínimo de coisas esteja carregado na memória de seus computadores.

Uma Dica

Já que este processo leva muito tempo, ao invés de usar o desfragmentador padrão da Microsoft, sugeri a minha mãe que recorresse a um programa muito bom — com o qual já tive ótima experiência e que é, acima de tudo, gratuito — chamado Auslogics Disk Defrag.

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Ocorre que um amigo e eu experimentamos o programa em nossos computadores no trabalho. Ele nos pareceu bastante rápido: Além de realocar os pedaços de arquivos, ainda mostra, ao final do processo, quanto da performance conseguiu melhorar. No caso do meu computador, este percentual chegou a 21%, dada a quantidade de instalações e desinstalações, downloads e deleções de arquivos que faço regularmente.

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Como os resultados que obtive foram interessantes, resolvi aplicar uma sessão do programa em meu computador de casa. Embora tenha demorado um pouco mais de tempo do que antes, o processo foi igualmente funcional: Logo meu micro estava quase 35% mais rápido.

É fato que existem diversos programas que realizam o mesmo processo, e também que o programa que mencionei me parece ser extremamente novo. Mas pude notar diversos comentários de usuários que, além de mim, também tiveram suas boas experiências e é por isso que deixo a dica registrada neste artigo. De qualquer forma, o importante é desfragmentar, independentemente da ferramenta que se escolha para isso.

Ah! Antes de desfragmentar…

…é importante lembrar que você deve fazer uma limpeza em seu disco rígido. Isso fará com que mais espaço livre seja disponibilizado e igualmente colocado em ordem.

Entre as coisas que você pode fazer estão a exclusão de arquivos temporários, sejam eles os do seu navegador de Internet, ou os do próprio Windows. A limpeza do registro e a desinstalação de programas que você julgue desnecessários também são ótimas pedidas antes de um processo de desfragmentação e, exceto pela última menção, um programa chamado Crap Cleaner, também gratuito, pode ser uma mão na roda.

Depois de feita esta limpeza preliminar, o que posso lhes garantir é que a velocidade do sistema em geral sofrerá uma boa melhora. E se a desfragmentação ainda não for a resposta para tornar sua máquina mais rápida, pode ser que você precise considerar outras opções, como a compra de mais memória RAM. Mas isso já é uma outra história e fica pra outro artigo.

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Hail, Penelope!

Eu já mencionei antes aqui que o primeiro programa de e-mail que usei em toda a minha vida foi o Eudora. Embora mais popular entre os usuários de Mac, naquela época, lá pelos idos de 1996 — talvez até por falta de conhecimento de outros clientes de e-mail — acabei me aficcionando pela ferramenta, que na verdade sempre me pareceu ter uma interface bastante simples e funcional. O tempo passou e, embora outro cliente de e-mail tenha tomando seu lugar em minha lista de programas mais usados, sempre restou aquela ponta de saudade dentro de mim.

Hoje a Qualcomm anunciou que vai descontinuar o desenvolvimento do Eudora, basicamente porquê tal atividade não está mais em alinhamento com o core business da empresa: As últimas versões comerciais do programa — 7.1 para Windows e 6.2.4 para Mac —, por sinal, também foram anunciadas hoje.

Em contrapartida, a companhia anunciou a criação do Penelope, uma iniciativa para a criação de uma futura versão opensource do Eudora, baseada no Mozilla e no Thunderbird, obviamente repleta de melhorias. Um primeiro lançamento da nova plataforma já estaria agendado para o primeiro semestre de 2007.

Acho que devemos saudar Penelope. Segundo o wiki de desenvolvimento, não se trata de desenvolver um sucessor ou competidor do Thunderbird, mas sim de complementá-lo. É bom ver iniciativas novas no campo dos projetos de código aberto e no desenvolvimento colaborativo e, embora o roadmap de desenvolvimento ainda esteja pouco detalhado, é bom ver que os desenvolvedores do Eudora na Qualcomm se unirão aos do projeto Mozilla para levar adiante a ferramenta. Isso demonstra uma louvável preocupação com os usuários, estão sendo devidamente respeitados.

Ao contrário de muito software bom que vemos por aí e que some de uma hora pra outra por motivos similares, a perpetuidade do Eudora parece estar assegurada. Agora é esperar pra ver.

Adwares do Bem?

Um dos programas que utilizo com maior freq¼ência em meu computador, o BSPlayer — um reprodutor gratuito de mídias de áudio e vídeo — passou a incluir em sua última versão a instalação obrigatória de software da empresa de propaganda WhenU. Só comprovei tal fato porquê neste final de semana, ao baixar uma cópia do programa — uma nova versão, por sinal, de um site que havia sido, descobri, totalmente reformulado — para instalá-lo no computador de minha mãe, me deparei com a seguinte mensagem:

Novo Setup do BS Player

Para aqueles que não sabem, a WhenU é uma empresa que fabrica softwares que grandes empresas de segurança mundiais, como a McAfee, já classificaram como spyware, adware ou, minimamente, como riscos de segurança para os usuários. Desta forma, vocês podem imaginar a minha reação imediata: Interrompi o processo de instalação — que, até aquele ponto, ainda só avisava sobre o software indesejável — e deixei pra lá.

Qualquer spyware, notavelmente, tem a capacidade de deixar as máquinas em que estiver instalado extremamente lentas. Neste aspecto, inicializar seu computador pode levar um tempo extra, e sua banda de navegação pode ser, igualmente, afetada. Também pesa contra este tipo de programa a capacidade que tem de invadir a privacidade do usuário, mandando para endereços e pessoas excusas informações sobre os sites nos quais você navega e, em alguns casos mais graves, informações pessoais e bancárias.

Quanto ao adware, embora seja menos grave, acabam pesando sobre ele as acusações, por vezes verdadeiras, de que são acompanhados pelo spyware. Ou seja, enquanto um anúncio está sendo exibido na tela do computador, programas invisíveis são instalados na máquina e passam a rastrear os hábitos do usuário.

Para combater males iguais a estes, programas como o A-Squared, Ad-Aware e o Spybot Seek Search and Destroy (obrigado pela correção, Rodrigo), todos gratuitos ou pelo menos com uma versão gratuita, são essenciais e devem acompanhar o kit de segurança de qualquer usuário bem precavido, junto com um bom firewall e anti-vírus.

Mas há situações em que os adwares também são vistos com bons olhos. Li hoje uma reportagem que achei interessante, sobre uma empresa recém-lançada no mercado, a Spiceworks, que disponibiliza gratuitamente uma solução de gerenciamento de TI baseada na web e que depende da exibição de anúncios — do programa Ad-Sense, do Google — para continuar existindo. Até agora, mais de 5000 empresas de pequeno e médio porte de cerca de 80 países já adquiriram o produto.

Não é pra menos. Impulsionada pelos incentivos que seus clientes lhe fornecem ao clicar nos anúncios de sua ferramenta, em apenas 43 dias de funcionamento a Spiceworks está para lançar sua quarta versão beta. O gerenciador de TI da empresa conta com recursos como auditoria de software, comparação de configurações de microcomputadores e monitoramento de espaço físico disponível dos servidores de uma empresa.

Em troca de tantas atualizações — e, provavelmente, de um suporte ao cliente devidamente eficiente —, os clientes não se importam de, vez por outra, clicar nos anúncios que figuram no aplicativo. Essa prática pode parecer ilegal aos olhos do Google, e também pode-se questionar — como vi no mesmo artigo — se os anunciantes pagarão por cliques originados por gratidão pelo programa, e não por curiosidade pura. Mas esta é outra questão. O que importa é que o modelo adotado pela Spiceworks parece ser, no final das contas, um modelo de adwares do bem.

O mesmo modelo do bem, por sinal, é empregado pelo programa de correio eletrônico Eudora — o primeiro que usei em toda a minha vida de internauta. Após um período de avaliação, o usuário pode escolher entre três modos para continuar usando o programa: Um modo onde o programa continua gratuito, mas limitado, um outro onde os recursos são completos mas precisa-se adquirir uma licença paga e um terceiro, baseado em adware, que faz com que a maioria dos recursos disponíveis seja utilizável, em troca da exibição de até três janelas de anúncios simultâneas. De acordo com a Qualcomm, fabricante do software, as informações pessoais dos usuários não são coletadas.

Fatos sobre os usuÃ?Æ?ários do BS PlayerNo final das contas, toda a questão sobre adware parece ser baseada na confiança ou não que se tem no fabricante do software que você está prestes a instalar. Se pensar no meu problema original, a janela que me fez desistir da instalação do BSPlayer dizia claramente que os anúncios que seriam exibidos no computador da minha mãe seriam baseados no histórico de navegação dela. Ou seja, certamente há spyware na jogada. E embora na mesma janela exista uma citação sobre respeitar-se a privacidade dos usuários, eu imagino de onde os responsáveis pelo BSPlayer teriam conseguido informações como as que ilustram este post, e que são divulgadas por eles na página onde convidam empresas a anunciarem em seu site. Minha confiança neles está definitivamente minada.

Forever Free!

Ainda não faz tanto tempo assim que comentei por aqui que havia experimentado o SkypeOut, serviço do Skype que permite a seus usuários comprarem créditos para falar com telefones fixos em qualquer região do mundo. No meu caso específico, resolvi experimentar a coisa porquê minha esposa estava visitando sua família na Bahia e, para matar as saudades não apenas dela, mas também do meu filho, optei pela compra de créditos para saber assim, qual seria o resultado da utilização do serviço, unindo algo útil ao agradável.

Com qualidade excelente de áudio para suas ligações, a experiência de falar através do SkypeOut apenas não se mostrou ainda melhor por conta de um pequeno detalhe: Dependendo do horário em que eu estava tentando realizar minhas chamadas, eram precisas diversas tentativas antes de conseguir que uma ligação se completasse. Um detalhe que, somado ao fato de que os créditos — comprados em euros para mais tarde se converterem em reais através da cotação do dia de vencimento da fatura do seu cartão de crédito — são consumidos mesmo quando mensagens da operadora informam a impossibilidade de se completar uma ligação, me fez, no final das contas, deixar a utilização do serviço em stand by, pelo menos por uns tempos.

De qualquer forma, não se pode culpar o Skype por isso. A qualidade de ligação das operadoras de telefonia fixa nacionais talvez cumpra algum papel nessas dificuldades em completar ligações. De qualquer forma, é outra coisa que possivelmente continua mantendo muita gente afastada do mundo de ligações através de VoIP. O fato de que se precisa pagar para realizar uma ligação VoIP para telefone fixo. Os valores das tarifas não chegam a ser tão mais baixos — pelo menos no que tange ao SkypeOut — para que alguém se decida por utilizá-lo com mais freq¼ência, visto que a dificuldade em completar uma ligação ainda é maior.

Mas uma notícia muito interessante ocupou as manchetes da mídia internacional hoje. Tudo isso devido a um concorrente direto e em potencial do Skype, chamado Gizmo. O Gizmo, que realmente nasceu com a mesma finalidade do seu primo mais famoso, tem todas as características de um software de mensagens instantâneas como o ICQ ou MSN, permite aos usuários realizarem ligações VoIP com qualidade excelente e ainda conta com características interessantes como e-mail de voz gratuito, chamada em conferência gratuita e histórico permanente de ligações.

Só que o Gizmo não foi notícia exatamente por sua criação, visto que se trata de um projeto que, mesmo sendo menos famoso, já está no mercado há certo tempo. O Gizmo Project, na verdade, não é apenas um software para comunição VoIP. Trata-se de uma rede de comunicações não apenas desta tecnologia, mas também para qualquer aplicação peer-to-peer, sendo que o programa veio em seguida, para permitir a comunicação entre usuários através desta mesma rede. Baseado em protocolos abertos, o Gizmo também utiliza-se de tecnologia Jabber e do sistema SIP de VoIP.

A notícia que envolve o Gizmo tem relação, ao invés disso, com um concorrente direto para o SkypeOut, que mencionei no começo deste post. Trata-se de um novo programa lançado pela SIPphone, Inc., desenvolvedora do software, chamado All Calls Free. Este programa também dá direito a cada usuário ativo do Gizmo de realizar chamadas entre o programa e telefones fixos ou celulares, com o grande diferencial de que tais ligações serão sempre gratuitas.

à primeira vista a coisa pode até parecer mentirosa. Mas não é. Como divulgado hoje através da mídia, o All Calls Free abrange ligações gratuitas e ilimitadas que, no momento, podem ser realizadas para 60 países no mundo inteiro, incluindo Brasil, China, Japão, Itália, Espanha, Coréia do Sul, Canadá e, é claro, Estados Unidos.

Para participar, basta fazer o download do Gizmo, se cadastrar gratuitamente no serviço para obter um nome de usuário e adicionar amigos, família e contatos comerciais à lista de contatos. Para começar a tirar proveito do All Calls Free, no entanto, o usuário precisa ser considerado ativo. Para tanto, deve, ao se cadastrar, realizar uma chamada entre usuários (PC para PC, ou PC para telefone fixo ou celular) e manter a utilização posterior do software para que permaneça nesta condição. Caso o usuário deixe de utilizar o Gizmo para comunicação, lhe será cobrada tarifação a preços reduzidos, caso em que o serviço será similar ao SkypeOut.

Num mundo em que as companhias telefônicas, mais até do que o próprio Skype, buscam a lucratividade através de serviços de VoIP, o Gizmo merece um lugar entre os maiores destaques nesta disputa, visto que, remando contra todas as marés, se propõe a deixar que as ligações ocorram sem cobrança, desde que feitas, em uma das pontas, através de um computador:

“The All Calls Free program allows Gizmo Project users to call more than 2 billion landline or mobile phones around the world at no cost to them. There are no hidden fees or catches and we hope to extend the program to more countries in the near future,” said Jason Droege, president of SIPphone.

E que venham mais iniciativas como essa, sempre!

Skype alternativo?

Uma empresa de tecnologia chinesa desconhecida conseguiu realizar um feito que poderia ser considerado no mínimo questionável, ao menos em termos legais: Segundo o que li, eles foram responsáveis por criar um clone funcional do Skype, o famoso e internacionalmente popular software que é capaz de realizar ligações telefônicas VoIP e conectar usuários, qualquer que seja a distância entre seus computadores.

A solução não estaria pronta para liberação ao público, segundo o post do blog onde encontrei a informação. O autor, aliás, parece ter sabido do software por conhecer pessoalmente alguém de dentro da tal empresa chinesa de TI. Não procurei saber informações mais detalhadas, mas a questão legal que mencionei é claramente relacionada com a utilização, por parte desta mesma empresa — seja lá qual ela for — da tecnologia e propriedade intelectual contidas em um código de programação protegido por leis internacionais, ou seja, realizar processos de engenharia reversa com o programa fonte, o que nada mais é do que o primeiro passo para a prática da pirataria de software.

Enquanto muita gente pode se perguntar que benefícios os chineses teriam ao poder baixar um clone do Skype — tão ilegal para o restante do mundo quanto possa parecer, independente disto —, é importante deixar claro que, por lá, tal software é considerado ilegal e é inclusive combatido pelas autoridades e companhias telefônicas locais, que não gostariam de ver seu lucro escapar dos bolsos.

Estaria assim a tal empresa chinesa dando um grande passo na luta pela liberdade de utilização da grande rede de computadores em solo oriental? Alguns poderiam achar que sim. Mas pode ser também que o produto, uma vez acabado, seja comercializado em conjunto com as telefônicas chinesas, que, localmente — aí sim — apoiariam com certeza uma solução para a realização de ligações através do computador, ainda mais sabendo que poderiam obter lucratividade imediata com isso.

A sua linguagem é popular?

Ando com a idéia fixa de aprender uma nova linguagem de programação. Por mais que eu não tenha exercitado este lado da profissão que eu escolhi, acho que, uma vez no meu sangue, a Tecnologia da Informação sempre exercerá seu peso, me despertando tanta vontade de obter novos conhecimentos nesta área quanto para alguém que busca aprender um novo idioma, seja por diversão, seja para se atualizar no mercado.

Uma das linguagens que eu mais utilizo no meu dia-a-dia, e sobre a qual eu tenho um domínio relativamente alto, é o Visual Basic. O principal motivo para tal escolha é o grau de automatização de geração de informações provenientes de aplicativos do pacote Office que eu realizo. E, embora eu tenha visto, por exemplo, Java e PHP na faculdade antes de me formar, o contato que tive com tais linguagens após minha formatura foi praticamente zero. Preocupado com isso, decidi tirar algumas teias de aranha do cérebro e daí veio a idéia de que falei logo no começo deste post. Mas havia um problema: Que linguagem seria interessante aprender, ou, para mim, dependendo da escolha, reaprender?

Procurando respostas para esta minha dúvida, uma busca rápida com o auxílio dele me fez encontar o site da Tiobe, uma empresa de TI especializada em qualidade de software, e que publica, mensalmente, um ranking de popularidade das linguagens de programação, baseado em sua quantidade de profissionais experientes, cursos e fornecedores disponíveis. Mas como é dito no próprio site, não se trata de determinar a melhor linguagem, nem aquela em que mais linhas de código foram escritas.

O índice publicado pela empresa, que pode ser usado para determinar justamente o que eu queria — se as minhas habilidades de programação estão em dia ou se já é hora de aprender alguma coisa que está em alta no mercado —, traz em primeiro lugar o Java, seguido da linguagem C e de sua variação posterior, o C++. O PHP, que eu mencionei antes, vem na quarta posição, seguido — me espantei — pelo Visual Basic, que, aliás, em relação ao ano anterior, subiu uma posição tal qual o próprio PHP. Meu espanto foi porquê achei, ainda não sei bem o porquê, que a linguagem da Microsoft era coisa do passado, a caminho do museu. Agora, com estas indicações, devo mesmo revisar meus conhecimentos em Java e PHP. E quem sabe, lá na frente, arriscar-me um pouco em Python, pra dar uma variada. Alguma outra sugestão?

Autocódigo

Alguém já se referiu a você dizendo que Fulano é capaz de fazer isso com as mãos amarradas nas costas? Acho pouco provável que não. Quando eu trabalhava mais aprofundadamente com programação, algumas pessoas chegaram a usar esta frase para se referirem à minha facilidade com a criação de códigos para a resolução dos mais diversos tipos de problema. Obviamente, a coisa não passa de uma mera expressão, uma figura de linguagem. Afinal, quem é que já viu alguém programando com as mãos amarradas, ainda mais nas costas, não é mesmo?

Mas talvez possamos adicionar uma certa realidade a esta expressão. É que um novo software de reconhecimento de voz chamado VoiceCode promete permitir aos programadores que criem seus programas sem a necessidade de encostar um dedo sequer em seus teclados.

A novidade, criada em conjunto por pesquisadores do National Research Council of Canada e da Universidade da Califórnia, visa ajudar principalmente as pessoas que sofrem com lesões por esforço repetitivo (LER): Só nos EUA, 100 mil programadores sofrem com dores nos músculos, tendões e nervos de seus braços e costas, já que passam a maior parte de seu tempo utilizando um teclado e realizando digitação.

Os criadores do VoiceCode admitem que existem vários softwares de reconhecimento de voz que podem ajudar as pessoas a utilizarem o computador, mas dizem que nenhum é capaz de converter o que um usuário diz diretamente em sintaxe de linguagem de programação. A ferramenta, que atualmente funciona apenas com Python, pode ser extendida para outras linguagens. Para digitar um comando como if (regAtual < maxReg) then, por exemplo, bastaria o usuário dizer If registro atual menor que o máximo de registros, then.

A única barreira para que mais pessoas possam testar o programa é o tempo que leva para sua instalação: Quase um dia inteiro montando as peças. Para os líderes do projeto, alguém com lesão por esforço repetitivo teria grandes problemas para fazer uma montagem dessas. Mas dos males, o menor: Tenho certeza de que, com tanta nanotecnologia disponível, essa barreira será derrubada logo, logo... E quando isso acontecer, embora eu não sofra de LER, talvez até compre um equipamento desses...

ScanR?

É extremamente comum, durante o meu trabalho, que eu me engaje em uma ou outra discussão sobre os mais variados assuntos. Como nos é exigida, o tempo inteiro, a capacidade de realizarmos brainstorms, o mais comum é que comecemos a fazer anotações, quer em folhas de caderno, flip charts ou nos quadros brancos das salas de reunião da empresa. Independentemente de onde anotamos nossas idéias, no entanto, um problema em comum sempre aparece: O retrabalho.

É que as idéias, descritas em papel ou em quadros, precisam ser transportadas para o computador, ou seja: Aquilo que foi obtido manualmente precisa ser transformado em um produto digital, para que apenas a partir de tal ponto seja aproveitado em um documento, planilha ou apresentação. Como acredito que usar o computador diretamente nas discussões atrasa o processo de brainstorm, a brincadeira mais comum que presencio quando uma reunião acaba é alguém perguntando se dá pra tirar uma foto do flip chart ou do quadro branco, para aproveitamento direto em meio digital. Apesar de causar muitas risadas do pessoal em geral, tal pergunta parece ter ganho uma resposta à altura.

Digo isso por conta de um serviço que descobri, chamado ScanR. Seus desenvolvedores são capazes de lhe enviar por e-mail um documento legível em formato PDF — gerado através de processamento de imagens e de alta tecnologia em extração de dados — com o conteúdo de qualquer imagem gerada através de câmera digital, mesmo aquela que está embutida em seu telefone celular, desde que ela possua pelo menos 1 Megapixel de resolução.

Sendo assim, se eu fizer uma discussão e dela sair um quadro branco lotado de anotações, me parece que meu único trabalho será realmente levar à cabo a brincadeira que tanto fazemos na empresa, e tirar uma foto do que tivermos anotado. Enviando o resultado para o serviço através de e-mail, tenho apenas que esperar entre 1 e 5 minutos antes de olhar minha caixa de entrada e recuperar um documento PDF. O ScanR é gratuito mas, embora seus criadores digam que o serviço sempre terá uma versão neste formato, não me espantaria que, muito em breve, passasse a ser um serviço pago, ainda mais se a qualidade final for realmente próxima da que eles anunciam. Devo fazer um teste e lhes direi o que descobri.

Filhos via GPS

A Fox exibe um seriado humorístico estrelado pela cantora norte-americana de música country Reba McEntire, que leva seu próprio nome. Em um dos episódios da sitcom, Driving Miss Kyra, ela presenteia sua filha adolescente com um novíssimo telefone celular. Mas a intenção real de Reba é localizar sua filha, através de um software rastreador contratado junto à operadora celular.

Mas isso não é apenas coisa de comédia enlatada norte-americana. É cada vez maior o número de pais que procuram serviços similares, muitas vezes precisando recorrer a empresas terceirizadas, para utilizarem o celular de forma a descobrir o paradeiro de seus filhos. Por sinal, a Sprint Nextel, empresa dos EUA, anunciou uma novidade que deve esquentar este mercado. O Family Locator Service, que começará a ser comercializado hoje, permitirá o acompanhamento da localização dos filhos através de qualquer dispositivo sem fio.

O sistema, que utilizará o Sistema de Posicionamento Global — ou GPS — para auxiliar os preocupados pais, permitirá que se descubra a posição de qualquer pessoa — e não apenas das crianças — através do monitoramento de até 4 aparelhos celulares. Também será possível emitir alertas, caso a criança se encontre em uma localização diferente a que se espera dela. Assim, quem quiser faltar à aula pra jogar futebol, por exemplo, terá que se entender mais tarde em casa com seus pais. O celular da criança, por sua vez, também receberá o alerta de que seus pais tentaram localizá-la e, assim, poderá ligar para tranquilizá-los.

Ao custo de cerca de US$ 10, o software da Nextel pode ser baixado por seus clientes e contará inclusive com a possibilidade de avisar aos pais que seus filhos estão próximos da residência de algum maníaco sexual — desde que este esteja com seu endereço registrado pela polícia norte-americana.

Particularmente, acho que isso demonstra a violência do mundo em que vivemos hoje. Não podemos confiar apenas em preceitos básicos do ser humano, como a convivência familiar, respeito e educação. Quer dizer, meu pai e minha mãe sempre me perguntavam onde eu ia e sempre me pediam pra ligar se algo acontecesse, ou ao menos pra dizer se cheguei bem onde estivesse indo, e eu sempre fiz isso.

Agora, com a procura por este tipo de tecnologia realmente aumentando daqui pra frente, parece efetivamente que uma das saídas pra algumas pessoas será tornar-se escravos de aparelhos wireless para localizarem seus filhos. No episódio da série que mencionei, a filha de Reba, Kyra, descobre que está sendo rastreada e deixa o seu celular novo em folha com a amiga, indo pra outro lugar qualquer, e deixando a mãe de cabelos em pé. Como é uma comédia, tudo acaba bem e as duas se encontram, aliviando as preocupações. Mas e na vida real?

Suuji wa dokushin ni kagiru

Você é dessas pessoas que adoram uma partida de xadrez? Se sim, parabéns, pois já começamos este post descobrindo que temos algo em comum. Mas muito provavelmente a resposta seja não, eu presumo. Digo isso porquê, gostando como eu gosto do milenar jogo inventado — provavelmente — pelos indianos há mais de 2000 anos antes de Cristo, sei o quanto é difícil encontrar pessoas que gostem de se divertir movimentando peões, cavalos e bispos, em partidas deste que é de longe o maior clássico dos jogos de estratégia do mundo. Xadrez é, infelizmente, para muitos, um jogo muito chato.

Mas pensemos em outros jogos de raciocínio. Que tal usar como exemplo aquele que é um dos maiores campeões de audiência na praia, principalmente quando aquela chuva chatíssima insiste em cair lá fora, e o sol parece mesmo ter tirado longas férias? Estou falando de resolver palavras-cruzadas. Um hábito que herdei de minha mãe, que sempre gostou deste tipo de diversão, e que certamente contenta e diverte, ganhando de longe, muito mais gente do que uma partida de xadrez.

Palavras-cruzadas são um de meus passatempos favoritos, porquê são práticas e seus níveis de dificuldade diferentes ficam a gosto do freguês. Agradam a qualquer pessoa justamente por isso, e também têm um ponto positivo excelente: Não é preciso um computador para um bom problema de cruzadas, embora haja pelo menos uma excelente versão on-line. Mas há pelo menos mais um jogo que se merece citar, tão intrigante e repleto de lógica quanto podem ser o xadrez e as palavras-cruzadas. Este terceiro jogo chama-se Sudoku.

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Torus Trooper

Com a correria incessante que a minha vida tem sido, diria sem sombra de dúvida que meus níveis de estresse têm aumentado bastante, o que faz com que seja necessário que eu arrume algum tipo de passatempo pra que eu possa descontar a tensão quando chego em casa. Além de pegar meu filho e ficar muuuuito tempo com ele no colo — o que, convenhamos, já me faz esquecer dos problemas cotidianos muito bem —, há também uma novidade interessante que descobri há pouco tempo, relacionada, obviamente, ao computador.

Trata-se de um jogo daqueles às antigas, do tipo shoot’em up. Neste tipo de jogo, naves espaciais aparecem e tudo o que você precisa fazer é detonar todas elas. Lembram de Galaga, Space Invaders, Nemesis ou Megamania? A sensação é a mesma. Mas adicione ingredientes 3D e coloque a nave que você pilota em um corredor onde você voará a velocidades absurdas, dando tiros até não poder mais, sob pena de ver seu tempo diminuir quando esbarra em algum obstáculo, e aumentar quando você destrói determinadas naves. Este é Torus Trooper, meu mais novo vício, um game freeware de download pouco maior que 6mb.

Se dar uns bons tiros alivia suas preocupações e baixa os níveis de estresse, então eu recomendo.

Redes Ocultas

E já que meu último post foi relacionado à redes de trocas de arquivos P2P, nada melhor do que emendar um texto relacionado, ainda mais se ele também tiver alguma relação com o melhor navegador web do mundo, não é mesmo? As coisas tendem a ficar ainda melhores do que já são no mundo da Raposa de Fogo, se uma extensão chamada Allpeers realmente se tornar realidade.

A extensão, divulgada em website próprio, segundo seus desenvolvedores, será capaz de proporcionar aos usuários do Firefox a melhor coisa que já viram desde o próprio navegador. Para isso, quem a instalar passará a contar com um cliente de troca de arquivos P2P completo, que poderá ser ativado e transformado numa barra lateral, de onde um tab separado do navegador poderá ser usado para troca de arquivos, enquanto se visita outros sites.

O mais legal sobre o Allpeers — que contará com conexão à rede BitTorrent para viabilizar as trocas de arquivos — é que ele parece que será orientado à redes privadas de trocas de arquivo. Apenas os usuários que você autorizar verão seus arquivos, e eles podem ser organizados em grupos como Amigos, Trabalho, e assim por diante. Quando alguém na sua rede de amigos obtiver um novo arquivo, todos na mesma rede — e que estejam usando a extensão — serão devidamente notificados.

Usar o próprio navegador para realizar trocas de arquivos parece ser uma sensação maravilhosa. Tanto que me faz coçar os dedos, esperando por um lançamento oficial da coisa toda, pra que eu possa ver efetivamente como funciona. Uma coisa é certa: A melhor coisa que pode haver no Firefox, como dizem os próprios desenvolvedores, pode também ser a pior para aqueles que combatem trocas de arquivos neste meio: Se as redes serão privadas, não dependendo de um servidor central para existirem, então não haverá como a RIAA, ou outras entidades similares, fazerem absolutamente nada. Fecha-se o Grokster ou até mesmo tenta-se fechar o KaZaA. Mas quem fecharia as redes ocultas?

Anti-Vírus: A Bola da Vez

Parece, efetivamente, que eu nunca precisarei me preocupar em parar de escrever sobre o Google. Isso porquê, vira e mexe, a empresa resolve apostar em alguma novidade, fazendo usuários do mundo inteiro vibrarem, e seus concorrentes, por assim dizer, tremerem. Acabo de ler algumas notícias que dizem respeito à estréia de um anti-vírus para proteção das mensagens dos usuários do GMail. Aparentemente a novidade é apenas para a versão em inglês do serviço, já que eu ainda não notei qualquer diferença na interface em português.

Enquanto alguns outros serviços muito bons já oferecem este recurso há tempos, há pelo menos um motivo bem interessante para comentar a notícia: Justamente as empresas que vivem da fabricação de anti-vírus e o medo de que o Google resolva pular de sua plataforma web, não apenas verificando mensagens de e-mail, mas também qualquer outro arquivo, com uma solução desktop própria.

Há uma razão bem simples para que o Google, se assim o quisesse, voltasse suas atenções também para o mercado de anti-vírus: Trata-se de uma ferramenta indispensável para qualquer usuário moderno de computador. Em conjunto com um bom anti-spyware e um firewall — dois tipos de programa, aliás, que o Google, se realmente criasse um anti-vírus gratuito, poderia desenvolver logo em seguida — forma o kit básico essencial para navegação segura pela Internet. Não há usuário que eu conheça que não tenha instalado em sua máquina um programa para detecção de vírus.

Gigantes do ramo de proteção anti-vírus, como a Symantec, nunca se preocuparam — pelo menos acredito eu — com grupos de usuários baixando soluções gratuitas para proteção de suas máquinas: Embora o AVG e o Avast estejam há bastante tempo disponíveis, seu alcance não é grande. O primeiro deles é a solução que uso e recomendo para meus amigos, mas muitos deles, justamente, só souberam do programa por mim. Não há tanto alcance destas empresas dentro do mercado, portanto.

Mas o Google, lançar um anti-vírus? Seria o sacrilégio para tais empresas. Com o alcance de todas as demais ferramentas da empresa aumentando diariamente e numa exponencial, é de se imaginar que, se não dominar o mercado, uma solução de detecção de vírus da empresa pelo menos conquistará uma bela fatia do mercado. Com interfaces simples e funcionais, todos os outros programas lançados por eles até agora têm garantido utilização por boa parcela de usuários. Com um anti-vírus, acredito eu, não seria diferente.

Mas além de bater de frente com grandes empresas do ramo de segurança, o Google também teria que enfrentar uma de suas mais antigas arqui-rivais: A Microsoft, que, esta semana, anunciou o lançamento de um programa anti-vírus, ainda em fase beta, é verdade, igualmente interessada no mercado. Trata-se do Windows OneCare Live, ferramenta que visa, segundo apurei, ajudar principalmente usuários iniciantes a manterem seus computadores seguros, livres de vírus e ameaças. O problema com o OneCare Live é que este será gratuito por tempo limitado. A Microsoft, era de se esperar, planeja cobrar uma taxa de inscrição pra quem quiser usá-lo, no futuro. Mesmo a versão on-line do produto, chamada Windows Live Safety Center beta, deverá ser paga, pelo visto.

De qualquer forma, acredito que possamos esperar grandes novidades neste setor, vindo muito rapidamente. A grande questão que gostaria de dividir com vocês, no entanto, é outra: Você trocaria sua solução anti-vírus atual por uma que fosse desenvolvida pelo Google ou pela Microsoft?