Estou fraquejando pelo Chrome?

Apesar de ser um em um bilhão de usuários da raposa de fogo, um comentário de meu grande amigo Rodrigo Ghedin, feito   época desta afirmação não me saiu da cabeça. Ele, um ex-firefoxer, afirmou que eu ainda veria que o Google Chrome 3 ou 4 seria um grande divisor de águas, visto os grandes esforços da empresa em desenvolver de forma consistente seu navegador web, adicionando, em versões futuras, recursos como os que o Firefox já possui — extensões e temas.

Atualizando minhas leituras, verifiquei através de nota publicada pelo Lifehacker, que o Chrome 3.0 já saiu do forno, e com algumas novidades que até então estavam disponíveis apenas para os usuários que estavam utilizando development versions, coisa que eu, neste caso, optei por não fazer. Dessa forma, abri meu Chrome 2 — sim, a instalação está residente por aqui, e fui logo ao menu about, para provocar uma atualização.

Em questão de segundos me deparei com novas funcionalidades, que o Lifehacker resume bem: O Chrome agora possui melhorias de velocidade — diz o Google que trata-se de uma melhoria de performance do Javascript da casa de 150% desde o primeiro beta do programa, uma nova página inicial de onde se pode realizar um número maior de customizações, uma omnibox melhorada, suporte   HTML5, que promete uma experiência melhorada de navegação e temas para alterar a aparência do navegador.

Com relação   primeira questão, velocidade, devo dizer que me surpreendi imensamente. O Chrome já era relativamente rápido, mas agora está voando no meu computador: E não importa quantas abas eu abra — e olhem que eu costumo navegar com muitas abertas —, a velocidade parece não se abalar.

Blogar é também uma experiência aparentemente muito mais veloz com o novo Chrome, para mim. O editor do WordPress funciona a 1000 por hora, e editar textos não demora tanto quanto quando eu uso o Firefox. Melhoria geral e muito bem-vinda.

Coroando minha constatação, precisei fazer uso do internet banking do meu banco, e resolvi colocar o novo Chrome   prova. Imaginei logo que fosse aparecer alguma mensagem de incompatibilidade, ou problema similar. Além disso não ter ocorrido, as transações foram realizadas num piscar de olhos. Um ponto enorme para o browser da Google.

Pinando a páginaCom relação   página inicial, é verdade que ela está diferente: Agora é possível alterar a ordem das últimas abas abertas, arrastando-as de um lado para o outro com o mouse. Na prática, no entanto, achei que, para mim, isso não faz a menor diferença. Gostei mesmo foi de outra novidade, a de ser capaz de manter páginas visitadas recentemente listadas na minha página inicial indefinidamente, ou, como dizem por aí, de piná-las.

A nova omnibox do Chrome, comparável   barra de endereços do Firefox, também é interessante. Além de tentar auto-completar endereços conforme você digita — desde que o Google esteja definido como padrão para seu site de busca nas opções —, também foram adicionados ícones contextuais que servem para diferenciar as sugestões de completamento entre sites, buscas, bookmarks ou sites que você tenha visitado recentemente.

Sugestões obtidas a partir da ominibox

Sugestões obtidas a partir da ominibox

O suporte   HTML5 é algo que certamente atrairá aqueles que tem no webdesign e no desenvolvimento de aplicações web as suas atividades diárias, na medida em que promete tornar tecnologias como o flash uma coisa do passado.

Os desenvolvedores do Chrome apostaram alto na nova versão da linguagem, que trará tags como <audio> e <video>, que deverão tornar a tarefa de acrescentar mídias destes tipos a um site algo muito mais simples: Sem necessidade de plugins, acrescentar vídeos e áudio será tão simples quanto acresentar uma imagem através da tag <img>. Ou seja, usando o Chrome 3, poderei estar na vanguarda da internet.

Finalmente, no que  diz respeito a temas, eles finalmente chegaram para os usuários finais. Até eu, que honestamente não vi um só tema de que eu tenha realmente gostado, acabei por escolher um menos mal. De qualquer maneira, isso demonstra que neste campo também há uma preocupação do Google em igualar seu navegador  aos recursos oferecidos pelos outros navegadores.

Talvez, admito, eu esteja finalmente fraquejando pelo Chrome. Sei que é complicado dizer algo assim tão pouco tempo depois de me afirmar um firefoxer, mas realmente esta nova versão está me enchendo os olhos como nenhuma outra. A única questão pendente são as extensões, que o Firefox possui, e o Chrome ainda não. Pelo menos nas versões para o público final.

Isso porquê os que optam por usar a versão para desenvolvedores já contam com a possibilidade de usar extensões. A mais interessante na minha opinião — por ser a que mais me faz falta — é  o GMail Checker (que pode ser instalada aqui). No entanto, prefiro esperar pela estabilidade. Extensões realmente fazem falta, mas para mim são uma questão controversa, já que adicionam recursos extras ao navegador, mas normalmente roubam-lhe performance.

Já sou capaz de admitir, no entanto, que saber como os desenvolvedores do Chrome terão lidado com isso, evitando perda de desempenho com extensões assim que este também se tornar um recurso publicamente disponível, pode ser a diferença entre optar definitivamente por ele e me tornar, também eu, um ex-firefoxer.

Trocando em miúdos, Rodrigo: Será que você estava com a razão este tempo todo? Novamente, só o tempo — e, claro, mais uma ou duas versões do Chrome — dirá.

IE6 no more!!

ie6nomore-logoEu não sou web designer, mas confesso que já ouvi milhares de lamúrias por aí referentes   enorme dificuldade que é trabalhar com navegadores antigos, sobretudo o Internet Explorer 6. Esta versão do navegador da Microsoft, lançada no já distante ano de 2001, ainda se encontra instalada em uma série de computadores por aí afora, e tudo pode permanecer assim por mais uns bons anos, se nada for feito.

Tentando evitar isso ao imaginar uma forma de aniquilar o IE6 da face da Terra para sempre,  eis que o site IE6 No More, criado por representantes de alguns sites da Internet global, entre os quais o Disqus e o Defensio, sugere uma abordagem que considero bem bacana. Copiando um trecho de código para seu website, o webmaster pode fazer com que aqueles visitantes que ainda estão navegando com este arcaico navegador visualizem um banner com opções de navegadores mais modernos, como o Firefox.

É claro que, como a intenção final do serviço é promover uma modernização dos navegadores pela Internet afora, aqueles que preferem se manter fiéis   Microsoft também podem baixar a versão 8 do navegador da empresa. Abaixo, destaco a versão em português da imagem:

Banner em português

Para quem também não é web designer, ou apenas não tem noção de que tipo de experiência pode ter ao navegar a bordo do Internet Explorer 6, o ótimo e divertido IE6ify Bookmarklet pode servir como uma espécie de test drive. Arrastando-o para sua barra de marcadores e pressionando-o algumas vezes, um conjunto de rotinas escritas em Javascript farão com que a aparência de qualquer página fique desastrosa, como aconteceu, por exemplo, por aqui:

Efeito IE6 por aqui...

Efeito IE6 por aqui...

Mas voltando ao IE6 No More, uma questão muito interessante levantada pelo site se refere aos usuários corporativos do antigo navegador.

Em tese, estas pessoas utilizam o Internet Explorer 6 não necessariamente porquê querem fazê-lo, mas sim porquê são forçadas a tanto, devido a algum tipo de norma ou imposição da empresa onde trabalham. Na empresa onde eu trabalho, por exemplo, embora não exista uma imposição propriamente dita, o IE6 é o navegador padrão das máquinas. Infelizmente, pode ser que nestes casos o único jeito seja se contentar com a versão antiga, e rezar para que os responsáveis pelo departamento de TI resolvam atualizar seus parques de computadores.

Eu sou um, em 1 bilhão

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Bastou a leitura, no final do mês passado, de uma prévia das novas funcionalidades do Firefox 3.5 feita pelo site Lifehacker, para que eu fosse logo fazer o download. As novidades — como um modo de private browsing e a possibilidade de utilizar wildcards na barra de endereços para encontrar sites previamente visitados  — me fizeram crer que a raposa de fogo continua batendo um bolão.

Talvez justamente por causa disso, eu não tenha me espantado ao ler a notícia de que foi alcançada, no finalzinho deste mês de julho, a marca de 1 bilhão de downloads do navegador, o que, inclusive,  mereceu um site comemorativo, o One Billion + You, ou, em português, Um bilhão + Você, onde, entre outras coisas, descobri que um bilhão de segundos são aproximadamente 31,7 anos — praticamente a minha idade neste momento — e acessei um link para gerar um twibbon alusivo ao marco para utilizar juntamente com meu avatar no Twitter.

Ocorre que essa história de 1 bilhão de downloads me fez pensar em quando eu passei a usar a raposa. Tentando puxar pela memória eletrônica, os arquivos do blog remontam a um post de agosto de 2004, em que eu menciono — e recomendo — o download da versão 0.9.3 do Firefox. Pensando um pouco mais, a análise do histórico de versões lançadas me fez concluir que sou um feliz usuário do navegador desde junho de 2004.

Mas porquê?

Uma nota publicada pela Info no final de junho dava conta de que o Brasil é um dos países que mais baixa o Firefox. Naquela oportunidade, estávamos em quinto lugar no ranking. Talvez os maiores motivadores para este fato sejam pelo menos alguns dos que aparecem no Firefox User Panel:

What general aspects of your browser are most important to you?

Particularmente, as razões que me levaram a começar a usar o Firefox estão entre as 10 principais, elencadas pelo site Switch2Firefox: A possibilidade de navegação em múltiplos sites através de abas, o bloqueio de pop-ups, a possibilidade de buscar texto apenas digitando-o diretamente enquanto estou em uma página qualquer — recurso também conhecido como type-ahead — e um poderoso gerenciador de histórico, indispensável para mim, que estou sempre navegando em diversos sites por dia e depois acabo tendo dificuldades para lembrar por onde andei. Ah… e existem também as extensões, é claro.

É bem verdade que, quanto mais o tempo passa, mais os navegadores se igualam. Concorrentes do Firefox implantam melhorias pensadas inicialmente pelo pessoal que contribui com a Mozilla Foundation, e o próprio Firefox copia aquilo que se mostrou boa idéia em navegadores como o Chrome — de quem foi copiada a navegação anônima e a capacidade de destacar uma aba do navegador arrastando-a com o mouse para fora da janela atual, situação na qual uma nova janela é criada.

No entanto, devo admitir que sou um firefoxer de carteirinha. O Opera, e o próprio Chrome, só para citar dois exemplos, são navegadores que já passaram pela minha máquina anteriormente, mas que eu acabei deixando de lado após sérias saudades da raposinha… acho que é um caso de paixão, mesmo.

market share firefox brasil

Fling: Rápido e Inteligente!

bsHoje, depois de passar por mais uma daquelas periódicas faxinas que todo usuário que se preze precisa fazer no seu computador, me dei conta de que, por um deslize anterior de minha parte, estava sem nenhum software instalado para fazer backups, o que, convenhamos, não é nada esperto.

Embora nestes casos eu costume recorrer ao Cobian Backup — uma solução que não apenas é freeware mas também ultra-poderosa —, certos problemas recentes com consumo de memória me fizeram pensar duas vezes antes de ir em frente e instalá-lo novamente por aqui. Ao invés disso, após um pouco de procura, me deparei com um programa chamado Fling.

Segundo seus desenvolvedores, trata-se de um software que ajuda na automação de tarefas de upload ou transferência de arquivos, podendo ser usado, entre outras coisas, para a manutenção de websites ou backup de arquivos, inclusive através de FTP. Embora as características sejam bastante similares  s do Cobian, pelo menos uma coisa chama a atenção logo no início: o tamanho dos downloads: O Fling tem cerca de 230kb, contra praticamente 10Mb de seu competidor.

Além disso, ele é acima de tudo, simples. Abaixo está a tela inicial, exibida logo que abrimos o programa:

Fling Wizard

Através de um assistente muito simples, podem ser escolhidas tarefas como realizar backups entre dois discos rígidos, entre drives de rede ou ainda entre uma máquina local e outra na internet — neste caso, um servidor com conexão FTP.

Também é possível automatizar a transferência de arquivos entre uma mídia fixa e um drive USB,  o que, apesar de eu ainda não ter tentado, me lembrou automaticamente de copiar as minhas séries favoritas para carregar por aí sempre que eu fizer um novo download.

Após a seleção da tarefa que se deseja realizar, é necessário informar algumas configurações, mas nada muito complicado. No exemplo abaixo, configuro uma conexão com um servidor FTP — que pode ser realizada também por Secure FTP —, para a transferência de arquivos que se encontram em uma pasta local chamada Importantes, e que serão copiados para uma pasta remota, chamada backup.

Propriedades do Fling

O próximo passo consiste em configurar a periodicidade na qual desejamos que a cópia de arquivos ocorra. A maneira mais simples de fazer as coisas funcionarem é acionar o Fling sempre de forma manual: Um atalho na rea de Trabalho é criado para cada novo job que se cria, e basta então acioná-lo para colocar o programa em funcionamento.

O AtalhoNo entanto, o programa roda como um serviço do Windows, e por isso pode ser configurado para monitorar alterações em uma pasta, quer seja a intervalos regulares, ou, o meu favorito, constantemente, realizando o backup a cada alteração reconhecida pelo programa.

Uma vez determinadas todas as configurações, o Fling fica residente na memória, apenas esperando para que possa entrar em ação. Sua assinatura na memória, aliás, é praticamente imperceptível, o que considero outro de seus diferenciais.

Finalmente, ao perceber um evento que dispare a necessidade de backup — como, no exemplo acima, a gravação de um arquivo na pasta selecionada —, o programa entra em ação e começa a copiar arquivos automaticamente.

Interface principal do programa

No final das contas, há qualidades suficientes para que o programa possa desbancar o meu — até então — favorito,  Cobian Backup. É verdade que este último conta com a possibilidade de compactar os arquivos que estão sendo incluídos no backup, recurso que o Fling não possui. No entanto, este pequeno notável conta com facilidade de configuração, interface leve e simples, e a possibilidade de, uma vez configurados, poder praticamente esquecer que os backups existem.

Nota 10.

Transformando AVI em RMVB

Descobri um programa gratuito, chamado Easy RealMedia Producer, que vem a calhar quando se deseja converter um arquivo para o formato RMVB.

Interface principal do programa

Sua utilização é tão simples que impressiona: Uma vez feito o download e instalado o software, basta selecionar um ou mais arquivos de origem a serem processados. Todos os formatos mais populares, como AVI, MPEG, MOV ou WMV, são suportados, além de uma infinidade de outros. Caso sejam selecionados múltiplos arquivos, é claro, um processamento em lote será executado.

O passo seguinte é opcional: Selecionando qualquer arquivo da lista e clicando em settings, uma série de configurações avançadas pode ser efetuada, como determinar a qualidade do áudio do arquivo a ser gerado, sua resolução, ou até mesmo se será aplicado algum tipo de filtro ao resultado. Além disso, graças a um programa adicional chamado DirectVobSub, que é instalado juntamente com o Easy RealMedia Producer, é possível, se assim desejado, acrescentar legendas definitivas aos arquivos a serem criados. Para tanto, basta que arquivos de legendas com os mesmos nomes dos arquivos de vídeo estejam localizados na pasta de origem, durante o processo de conversão.

Aliás, quando se opta por incluir tais legendas, pode-se configurar como elas deverão aparecer. Afinal de contas, o padrão — legendas brancas, escritas com fonte Arial, em tamanho 10 — pode não agradar a todo mundo. Neste caso, existe um painel de controle oculto para o DirectVobSub, que pode ser acessado uma vez que se execute o seguinte comando:

C:\WINDOWS\system32\rundll32.exe “D:\Install\Easy RealMedia Tools\common\vsfilter.dll”, DirectVobSub

Isso fará com que uma janela de propriedades seja exibida — tal como na figura a seguir — e que, a partir dela, se torne possível alterar configurações como cor, posicionamento, tamanho e tipo da fonte. Uma vez alteradas, estas configurações servirão para todas as conversões a serem realizadas.

Configurações "ocultas" do DirectVobSub

Mas uma questão pode surgir: Porquê exatamente converter arquivos para RMVB?

No meu caso, nos últimos tempos, venho acompanhando muitas de minhas séries favoritas através da chamada Torrent TV : Após baixar cada novo episódio e suas legendas, eu o assisto no formato AVI, e então surge uma necessidade: armazenamento. Isso porquê eventualmente eu acabo assistindo alguns episódios novamente, e também porquê não sou exatamente uma pessoa que gosta de jogar as coisas fora.

Neste aspecto, os arquivos RMVB tem uma vantagem: Ocupam, efetivamente, quase 50% menos espaço em disco. Apenas para efeitos ilustrativos, basta dizer que o espaço necessário para manter no HD um episódio de 42 minutos gravado em AVI é, em média, 350MB, enquanto que o mesmo episódio em formato RMVB consumirá entre 140 e 160MB. É certo que algumas discussões podem se originar desta afirmação, como, por exemplo, que a qualidade dos arquivos AVI é superior, o que, em última instância, pode até ser verdade. No entanto, vejamos as duas imagens abaixo, extraídas do season finale da quinta temporada de Lost:

Lost em AVI

Lost em RMVB

A primeira imagem foi capturada do episódio em formato AVI. A segunda, daquele que está em formato RMVB. Na minha opinião, praticamente não há diferença de qualidade.

Mas antes que alguém me condene pelo comentário, quero deixar claro que, para mim, que não faço uso de um aparelho de DVD para assistir aos últimos episódios de Lost, Heroes, e por ai afora — já que meu gosto por séries não é compartilhado por ninguém aqui em casa — a resolução de exibição de um arquivo RMVB  na tela do computador não chega a apresentar, sinceramente, diferenças que possam ser consideradas tão gritantes assim. E é por isso, que, no final das contas, armazenar os episódios desta maneira me atende plenamente.

Combatendo vírus na nuvem

A PandaLabs anunciou esta semana, segundo nota divulgada pela PCMagazine, a disponibilização de um anti-vírus gratuito, e que consome poucos recursos.

Já que consumir poucos recursos é a promessa de 9 entre cada 10 anti-vírus disponíveis atualmente no mercado, não foi exatamente isso o que me chamou a atenção, mas sim o mecanismo que eles alegam que torna a solução leve: O Panda Cloud Antivirus, como o próprio nome delata, é uma ferramenta que emprega tecnologia de cloud computing.

Imagine ter   sua disposição uma comunidade global de mais de 10 milhões de usuários que façam por conta própria — e automaticamente — o trabalho de identificar e classificar novas ameaças, como malwares e spywares, tudo em tempo real. Assim é a cloud computing, ou computação nas nuvens, ao pé da letra. A nuvem, neste caso, é uma referência   Internet, justamente onde ficam localizados todos os recursos que trabalharão em prol de cada usuário.

Fazendo com que o processamento seja realizado na nuvem, ao invés de no computador da minha ou da sua casa, o Cloud Antivirus deixa de consumir maiores recursos. Além disso, a nova ferramenta posterga ao máximo a análise de cada item suspeito. Na prática, isso quer dizer que o item não será verificado durante a cópia ou um download, mas sim, somente a partir do momento em que tentar executar alguma coisa suspeita, quando será devidamente bloqueado.

Uma coisa é certa: Ao longo dos anos eu já perdi a conta de quantas vezes cruzei com discussões do tipo “qual é o melhor anti-vírus da paróquia“. Não foram poucas, isso é verdade, assim como também é verdade o fato de que, na grande maioria das vezes, as reclamações das pessoas fatalmente estavam em consumo de recursos e lentidão dos programas.

Como esta questão de lentidão também é uma reclamação pessoal, nada melhor do que testar a solução oferecida pela Panda, e assim comprovar por conta própria se a ferramenta é tudo isso mesmo que diz ser. Aguardem. Fui em frente, baixei o programa e o pus   prova. A seguir, conforme prometi, as minhas impressões e comentários.

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Twitter pelo TweetDeck é uma maravilha!

tweetdeck_birdJá dizem vários amigos meus que, de tempos em tempos, é inevitável que você precise reformatar seu computador. Há menos de uma semana foi a minha vez de passar pela enésima vez por essa experiência, de forma que eu ainda nem tive tempo de reinstalar a maioria dos programas que venho usando no dia-a-dia.

Entre estes programas está o Twhirl, cliente para interação com o Twitter implementado em Adobe AIR, do qual eu gosto muito. Acontece que hoje, no momento em que eu estava me preparando para reinstalá-lo, acabei me deparando com um interessante artigo do site Mashable, listando justamente os clientes de Twitter mais populares da atualidade, baseado em informações do site TwitStat, e me deparei com o primeiro da lista: O TweetDeck, que também é baseado em Adobe AIR.

Preciso dizer que eu já havia cruzado com a ferramenta antes, gravando-a em meus bookmarks, para eventualmente testá-la qualquer dia desses. Acontece que, como a lista que encontrei demonstra que a aplicação está duas posições   frente do Twhirl, resolvi experimentá-la para saber se era tão bom assim.

Minhas conclusões foram muito positivas.

Logo depois de instalar e configurar o TweetDeck, uma ampla janela com tons de cinza e preto é aberta. Nela são apresentadas, a princípio, três colunas: A primeira com os status mais recentes de todos os seus contatos (All Friends), a segunda com todas as suas replies mais recentes e a última contendo todas as direct messages enviadas a você. Exceto pelo fato de apresentar as informações em três colunas, nada difere,   primeira vista, do Twhirl.

Exemplo de grupo

Exemplo de grupo

Mas as semelhanças param exatamente ai. O TweetDeck se mostra muito mais poderoso, pois permite gerenciar seu tweet feed, dividindo as informações em grupos menores.

Você pode, por exemplo, criar um grupo separado a partir de todos os seus contatos, de forma a acompanhar suas atualizações mais facilmente. Isso pode ser útil, por exemplo, para separar as mensagens dos colegas da faculdade daquelas do trabalho. Ao lado, para ilustrar este artigo, criei um grupo de exemplo, a partir do meu blogroll.

Algumas funções do TweetDeck

Algumas funções do TweetDeck

Outra coisa muito bacana, na minha opinião, é poder utilizar um recurso similar para apresentar em janelas separadas o resultado de suas buscas. Entre estas buscas podem estar nomes de usuário — inclusive @replies dadas a este —, #hashtags e quaisquer palavras soltas. Estas janelas vão se acumulando   direita da interface do TweetDeck, com o número de resultados encontrados para cada uma. A partir daí, os resultados podem ser filtrados, excluídos e marcados como lidos a bel prazer.

Mas o melhor aspecto da coisa mesmo, na minha opinião, é o fato de que, a exemplo das colunas padrão que citei acima, todas estas janelas personalizadas com grupos e buscas vão sendo automaticamente atualizadas   medida em que novas chamadas   API do Twitter são feitas. , o Na prática, isso faz com que a utilização do TweetDeck torne a leitura de tweets muito mais proveitosa, divertida, e até mesmo mais produtiva.

Sinto muito, Twhirl. Você perdeu.

Esteganografia para as massas

Lembra quando você era criança e brincava de esconder mensagens secretas em folhas de papel escritas com suco de limão e um cotonete? A diversão era, na seq¼ência, aproximar a folha de uma vela ou de uma lâmpada, que era pro calor revelar o que estava escrito, como num passe de mágica

Bons tempos, não é mesmo?

Acontece que esse tipo de coisa pode muito bem acontecer nos dias de hoje, em pleno mundo digital! Isso graças a uma técnica chamada esteganografia. Essa palavra meio esquisita vem do grego, e significa ââ?¬Å?escrita escondidaââ?¬Â.

Diferente da famosa criptografia, em que alguém mal intencionado que intercepte uma mensagem sabe bem que há algo de sigiloso escondido ali, esperando para ser descoberto após a eventual quebra de uma chave ââ?¬â?? seja ela mais forte ou mais fraca ââ?¬â?? a esteganografia é algo mais anônimo, em que praticamente não dá pra descobrir que há alguma coisa escondida no meio de uma mensagem, a menos que você seja o remetente ou o destinatário.

Justamente por causa disso, a esteganografia é causadora de boatos e lendas: Há notícias falsas e verdadeiras de seu emprego por contrabandistas, traficantes e até mesmo terroristas, que a utilizam para passar em paz ââ?¬â?? ou com um pouco mais de privacidade ââ?¬â?? suas próprias mensagens.

As mensagens, aliás, podem ser de texto puro, mas também podem ser compostas de um ou mais arquivos que se deseja manter ou transmitir em sigilo. Para transportá-las podem ser usadas fotos ou arquivos MP3. Também podem ser usadas páginas em HTML ou documentos PDF, que passam a carregar um algo a mais de maneira não declarada.

Se um bandido invade nossa casa, procura dentro de nossos guarda-roupas ou atrás de quadros, até encontrar um cofre ou algo de valor. Ele nunca pensaria, no entanto, que seu dinheiro está guardado naquela caixa de sucrilhos vazia que você deixa na última prateleira do armário da cozinha, não é? Eis aí a vantagem principal da esteganografia: Nenhum curioso, ao invadir seu computador, procuraria por suas senhas bancárias dentro daquela foto em que você e sua família estão sorrindo logo depois da ceia de Natal, percebem? Misture a foto em meio a outras centenas, e bingo: Só você — e quem mais você quiser — poderão recuperar a informação oculta.

Para fazer a mágica de embutir conteúdo em arquivos comuns existem dezenas de softwares disponíveis, sendo que muitos deles são gratuitos. Um artigo recente do site Lifehacker — que foi, aliás, o causador do meu interesse pelo tema — menciona o Hide in Picture, que, como o próprio nome diz, oculta arquivos em imagens nos formatos bitmap ou GIF.

Como exemplo, suponham que eu queira pegar um inocente arquivo com uma paisagem bem bonita e ocultar nele uma mensagem de Natal super legal para os meus amigos, embora totalmente secreta. Basta que eu acesse o Hide in Picture e selecione a opção Hide file in picture, tal como na figura abaixo.

Interface do Hide in Picture

Em seguida, só é preciso informar uma senha e, opcionalmente, o algoritmo a ser utilizado pelo programa para criptografar o arquivo que está sendo anexado   nossa imagem, e pronto: A mensagem secreta já fará parte da paisagem, e o melhor: Ninguém suspeitará disso, porquê visualmente tudo continuará como antes!

Protegendo a mensagem com uma senha

A vantagem destes programas é que na maioria das vezes eles procuram manter o tamanho original do arquivo hospedeiro, utilizando algoritmos de compressão que cumprem bem sua tarefa. É claro que fica óbvio que, nestes casos, você simplesmente não consegue esconder um arquivo maior dentro de um arquivo menor, mas essa aparente limitação não deve intimidar ninguém disposto a proteger seus dados para uma eventual transferência a partir da Internet.

Inspirado pelo princípio da esteganografia, no entanto, está um procedimento muito mais simples e direto, ideal para quem não precisa transferir conteúdos muito grandes e está interessado apenas em ocultar pequenos arquivos ââ?¬â?? talvez aqueles em que estão gravadas suas senhas de serviços da internet ou dos bancos, e até mesmo uma ou outra planilha ou foto. No pequeno screencast que acompanha este meu inspirado artigo, fiz a descrição de um método que só precisa do Windows e de um velho compactador de arquivos, sucesso e bastante conhecido entre muita gente: Trata-se do 7-Zip, que é gratuito.

[flv:cast_estego_281208.flv 560 352]

O ponto positivo é que a técnica é muito simples, e pode ser usada pra esconder arquivos não apenas em fotos, mas também em documentos PDF — como no exemplo que eu dou — e músicas.

A advertência, no entanto, fica para o tamanho do arquivo a ser gerado: Ninguém acharia normal, por exemplo, uma imagem JPEG de 30 megabytes, não é mesmo? Assim, cuidado para esconder apenas pequenos arquivos, e no mais… divirta-se!

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A Mágica do MagicDisc

Esta semana me deparei com o MagicISO, um pequeno e notável freeware indicado para quem quer ler cópias back-up feitas a partir de seus CDs e/ou DVDs de software, música ou games.

Após um download rápido — cerca de 1.3 Mb — e instalação, um ícone passa a estar residente na área de notificação — o system tray — do Windows. A partir daí, com alguns cliques de mouse já se torna possível montar e desmontar imagens virtuais de qualquer disco que você tenha criado.

Apesar do nome, o programa não se limita a criar imagens a partir do formato ISO: Também é possível ler a partir de uma variedade de formatos, entre os quais imagens NRG, criadas pelo Nero e CCD ou IMG, criadas pelo CloneCD.

Na minha opinião, o principal ganho de se montar uma imagem de disco para trabalhar está na velocidade de leitura dos dados: Ao invés de contar com leitores de CD e DVD e ficar trocando discos o tempo inteiro, basta criar cópias back-up daquilo que você mais utiliza e acessar o conteúdo a velocidades que chegam até a 200x, por estar tudo diretamente em seu disco rígido.

O PicPick é nota 10!

Venho usando o FastStone Capture ao longo de anos e anos para capturar e tratar imagens, principalmente com a finalidade de ilustrar diversos dos artigos deste humilde blog. Acontece que, desde sua versão 5.3ainda encontrada para download em diversos sites da Internet e a última que baixei —, a ferramenta não é mais freeware, e sim, shareware. Na prática, isso quer dizer que pode-se experimentar o programa, mas, para obter seus recursos completos — e normalmente mais avançados —, além de versões mais recentes, é necessário pagar pelo benefício.

Confesso que acho que, se considerados todos os recursos avançados do FastStone Capture — na versão 6.3, por exemplo, a mais recente no momento em que escrevo este artigo, é possível não apenas capturar telas ou suas regiões, mas também fazer captura das ações da tela em vídeo, criando-se, com isso, pequenos screencasts —, não é caro desembolsar cerca de US$ 20 por uma licença vitalícia do programa. Ainda assim, após saber da migração freeware para shareware, nunca mais fiz um update e, com isso, venho usando o último dos programas gratuitos porquê penso que ele atende plenamente minhas necessidades.

Hoje, no entanto, lendo meus atrasadíssimos feeds RSS, eis que me dei conta do PicPick. Desenvolvido por apenas uma pessoa, o coreano Dae-woong Moon, o PicPick me chamou a atenção não apenas por conter vários dos recursos que o FastStone Capture contém, mas também pelo fato de, sendo ele um freeware, conter algumas outras ferramentas interessantes embutidas em sua interface.

Uma vez instalado, o PicPick pode ser configurado para iniciar-se juntamente com o Windows, e apresenta não apenas as funções triviais para capturar regiões retangulares e áreas fixas, mas também a possibilidade de capturar componentes de janela, ou seja, desde botões e caixas de texto, até janelas inteiras que precisam ser roladas para baixo para serem completamente capturadas — como, por exemplo, páginas web. Ainda no quesito captura, aliás, a função repetir última captura pode ser extremamente interessante para aqueles que estão criando tutoriais e querem documentar modificações mínimas que ocorrem sempre na mesma janela ou área da tela.

Todas as imagens capturadas pelo PicPick vão para um editor onde estão disponíveis desde comandos básicos como rotacionar ou dimensionar, até a pixelização, desfocagem e ajuste de brilho, nitidez e saturação de imagens ou pedaços de imagens pré-selecionados. Dois pontos interessantes do programa — e, para mim, diferenciados em relação   versão 5.3 do FastStone Capture — são sua capacidade de inserir imagens sobre as imagens já capturadas e a possibilidade de tornar qualquer objeto no editor opaco em maior ou menor intensidade.

Além dos recursos de captura e do editor já mencionados, as ferramentas incluídas com o PicPick incluem um capturador de cores — que pode retornar o código de qualquer cor que esteja atualmente em exibição na tela, uma régua de pixels, útil para medir regiões da tela ou de objetos e componentes de programas e documentos nela expostos, um transferidor, para medir o ângulo entre dois pontos ou componentes da tela, um retículo de referência para medir o tamanho de objetos na tela e, finalmente, uma lousa virtual, que parece aquela disponível em apresentações do Power Point e permite rabiscar a vontade por cima de qualquer coisa, já que cria uma camada de transparência para tanto.

Embora a verdade seja que, se comparado ao FastStone Capture, a maioria dos recursos se equivalham — alguns destes últimos que citei, aliás, raramente serão usados pela maioria dos mortais como você ou eu —, tenho que admitir que, em se tratando de uma ferramenta freeware,  o PicPick arrasa por sua simplicidade e sofisticação, sendo um raro caso de ferramenta com tantos recursos que permanece gratuita ao longo do tempo.

Recomendo baixar e experimentar.

O Chrome é promissor!

Não é raro que ouçamos pessoas dizendo que, mais dia, menos dia, o Google vai acabar desenvolvendo um sistema operacional completo. Um dos passos nesse caminho foi o desenvolvimento de uma suite de aplicativos de produtividade — o Google Docs —, e não me espantaria nada que amanhã eles realmente levassem essa idéia adiante e desbancassem, ao longo do tempo, muitas empresas por aí.

Mas enquanto o amanhã não chega, me prendi ao dia de hoje. Dia em que, aliás, baixei, para experiências, mais uma novidade do pessoal de Mountain View, na California: Trata-se do Chrome, que é, nada mais, nada menos, a proposta de navegador web de código aberto do Google.

De acordo com informações contidas na página do programa — que por enquanto só está disponível para os sistemas operacionais Windows Vista e Windows XP —, a idéia de desenvolver um navegador web surgiu porquê “…no Google, passamos a maior parte de nosso tempo trabalhando dentro de um navegador (… e …) Já que passamos tanto tempo on-line, começamos a pensar seriamente sobre que tipo de navegador poderia existir se pudéssemos começar do zero e construir a partir dali os melhores elementos“.

Nesse começo do zero, dizem os desenvolvedores, alguns elementos do WebKit da Apple e do Firefox foram amplamente usados. Aliás, um dos principais desejos deles, o minimalismo e a rapidez, são facilmente notados. O Chrome, todo em tons de azul googliano, não possui barra de menus — o que dá a sensação de que estamos navegando o tempo todo em modo tela cheia. Quando você navega um pouco utilizando a ferramenta, sente justamente uma agradável leveza.

Preciso admitir, no entanto, que começar a navegar com o novo navegador do Google foi um pouco complicado. Talvez seja o fato de o trabalho dos desenvolvedores estar só no começo — afinal, lembrem-se de que tudo o que o Google desenvolve recebe instantaneamente uma tag beta, mas o fato é que ao tentar executar o programa logo de cara em meu computador não parava de receber duas insistentes mensagens de erro, após o que o Chrome ia para o beleléu instantaneamente.

Chrome travado

Felizmente, a segunda mensagem me levou a uma pista para solucionar o problema: O travamento repetitivo acontecia por causa de um vilão, o arquivo winhttp.dll — responsável, no Windows, por ser a ponte de comunicação do sistema com o protocolo HTTP. Para resolver o problema, segui uma sugestão de outra alma que já havia passado pelo mesmo aperto, adicionando ao atalho do Chrome a chave –new-http — notem que há dois hífens no início. A partir daí, o navegador funcionou que foi uma beleza.

Na seq¼ência, me fiz uma pergunta, que não queria calar: Seria o Chrome um páreo   altura do Firefox?

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Eu gostei do LinkAlert!

Sabe aquelas coisas que te conquistam pela simplicidade mais do que por qualquer outro motivo?

Pra mim, a extensão LinkAlert para o Firefox é um exemplo destas coisas. A função dessa extensão é exibir um pequeno ícone ao lado de qualquer link do navegador, alertando o usuário — como seu próprio nome sugere — com relação ao tipo de conteúdo que está prestes a ser processado caso ele vá em frente.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu preciso admitir uma coisa: Sou muito desatento com relação aos links que clico, neste sentido. Às vezes, com pressa, penso logo em sair clicando para baixar arquivos PDF, um torrent de seriado ou até mesmo um arquivo MP3, tudo para descobrir na seq¼ência — frustrado — que na verdade lá vem uma página intermediária, uma propaganda, um 404 ou sei lá o que mais.

Suportando todos estes tipos de arquivo que mencionei — e mais uma pá de outros —, o LinkAlert evita a perda de tempo por propiciar um feedback visual ao usuário, sem que ele precise recorrer ao método padrão, esticar os olhos até a barra de status da raposa de fogo. Pra mim, já virou favorito.

Defraggler: Bom, dependendo do caso

Qualquer usuário de computador já sabe que desfragmentar é preciso: Somente assim é possível combater a demora que começa a surgir no acesso a qualquer arquivo ao longo do tempo, seja ele um simples documento ou um episódio da sua série favorita armazenado digitalmente após uma captura via placa de TV.

O problema não está exatamente em aceitar essa lentidão para abrir os arquivos, mesmo porquê trata-se de algo inevitável depois de centenas de milhares de operações triviais com os arquivos , como copiá-los ou excluí-los. Na verdade, pelo menos a meu ver, a questão principal reside no tempo que um processo de reordenação de bits e bytes pode levar, e na disposição das pessoas em aguardarem. No mundo moderno, se alguns milisegundos soam como longos segundos, minutos inteiros dão a sensação de se arrastarem por horas a fio.

Mas já faz algum tempo me deparei com um pequeno — pequeno mesmo, já que constitui um download de apenas 372kb — programa freeware chamado Defraggler. Diferente dos desfragmentadores de disco comuns, onde todo o conteúdo de um disco rígido precisa ser acessado para que sua desfragmentação ocorra, no Defraggler o processo pode ser executado arquivo por arquivo. Eis como esse processo funciona, depois do download:

defraggler1.jpg

Primeiramente, é necessário solicitar a análise do disco rígido no qual se deseja realizar a desfragmentação. Para isso pode ser utilizado o menu Action, ou o atalho disponível ao clicar o botão direito do mouse sobre a unidade desejada: Em questão de segundos os arquivos que estão fragmentados deverão surgir na tela, localizados na região inferior da interface do programa.

defraggler2.jpg

Além do tamanho do arquivo, como se pode perceber, o número de fragmentos em que ele está dividido também consta da listagem, ordenada por definição desta maneira. Na prática, quanto maior o número de fragmentos, pior a situação do arquivo. Para tratar os piores casos, basta clicar o botão direito do mouse e ordenar a desfragmentação imediata, o que ocorrerá em poucos segundos.

defraggler3.jpg

Mas a análise não seria completa se eu não citasse um ponto muito relevante: Quando o assunto é a desfragmentação de um volume completo, o Defraggler é muito mais lento do que, por exemplo, o  Auslogics Disk Defrag, que eu também uso e já citei por aqui antes.

Assim sendo, recomendo o Defraggler quando se precisar ir direto ao ponto e o volume de arquivos a serem processados é pequeno. Para todos os outros casos, fico mesmo com a minha escolha anterior, que além de eficiente, ainda demonstra, ao final de cada processo, o percentual de ganho de performance que conseguiu proporcionar.

Ponto pro TwitterFox!

TwitterFoxO Twitter se transformou já há algum tempo no meu serviço de microblogging favorito (por pura pressão social, é verdade).

De qualquer maneira, desde que comecei a usá-lo para a criação do meu microblog pessoal, vinha abusando basicamente de três maneiras de enviar minhas mensagens ao site:

  1. Via web, através do próprio site do Twitter (é necessário estar logado no site);
  2. Através de e-mail, principalmente no trabalho (onde o Twitter é barrado pelo proxy);
  3. Com a extensão Twitbin, desenvolvida especialmente para uso com o Firefox.

Pois bem: Com relação aos dois primeiros, nenhum comentário que seja realmente pertinente. É no terceiro método, através do Twitbin, que o bicho literalmente vinha pegando pra mim já há algumas semanas.

Digo isso porquê estava ficando cansado das freq¼entes – e irritantes perdas de configuração da extensão, que sumia com meus posts recentes e principalmente com meus dados de usuário e senha, me obrigando a reconfigurar tudo sempre que quisesse postar algo novo no Twitter. O resultado é que algo que deveria ser rápido, simples e divertido acabava se tornando uma encheção de paciência.

Até agora, pelo menos. É que eu descobri outra extensão pro Firefox, o TwitterFox (não sei se esta é a página oficial, embora seja o primeiro resultado retornado pelo Google e nada conste no site oficial de plugins até o momento, mas tudo bem).

O que é legal sobre o TwitterFox:

  • Sua interface não perde as configurações (pelo menos não aconteceu comigo);
  • Sua interface é 1000 vezes mais agradável que a da extensão que eu vinha usando até então (vejam a ilustração que eu deixei de exemplo);
  • Após ser instalado, o plugin fica residente na barra de status, a exemplo de outras extensões que eu já possuo, e não ocupa um painel lateral, mas sim um pop-up quando quero postar algo novo;
  • As notificações de novas mensagens aparecem como pequenas janelas pop-up e podem ser diretamente respondidas se for o caso;
  • No caso de querermos enviar uma URL para o Twitter, um botão da interface faz tudo sozinho. Genial!

Enfim… como eu disse, é ponto pro TwitterFox!

Update: Está com problemas com a nova versão do plugin porquê ele não pára de te pedir para informar usuário e senha? Meu amigo Neto Cury tem a solução perfeita!

Ubuntu direto do pen drive

Encontrei ontem, meio que por acaso, um tutorial bastante simples para fazer algo que pode incentivar muita gente a começar a utilizar um dos melhores sistemas operacionais da paróquia, o Ubuntu Linux: Executá-lo a partir de um pen drive.

Embora já se encontre em sua versão 7.10 (Gutsy Gibbon) e ganhe cada dia mais usuários, o Ubuntu ainda representa um mito para muita gente que até tem vontade de experimentar o sistema, mas que não quer, ao mesmo tempo, sacrificar logo de cara uma máquina rodando Windows.

Com os passos descritos no tutorial, é possível instalar, carregar e executar o sistema do ping¼im diretamente de um dispositivo USB, e deixá-lo em uma partição persistente. Uma mão na roda para quem, para começar a testar o sistema, só precisa ter   mão um CD do Ubuntu, um gravador de CD e uma mídia de 1Gb, embora 2Gb sejam recomendáveis.

Gerencie projetos com o OpenProj

Muitos profissionais se vêem envolvidos em seu dia-a-dia com a atividade de gerenciamento de pelo menos um projeto, seja qual for o número de atividades envolvido. No meu caso, algumas dezenas deles, e, para outros tantos, talvez até mesmo algumas centenas. Em qualquer dos casos, é sempre bom estar a par de ferramentas que permitam facilitar este trabalho. Ainda mais se estas ferramentas apresentarem alguns recursos interessantes e forem totalmente gratuitas.

openproj.jpg

Encontrei hoje — ainda que acidentalmente — o OpenProj, um desses pequenos aplicativos notáveis: Totalmente desenvolvido em Java — o que lhe permite ser amplamente utilizaado através do Windows, Linux ou Mac, entre outros —, o programa conta com uma quantidade de recursos que está   altura — e pode substituir — uma ferramenta cuja licença custa aproximadamente US$ 1000, como é o caso do Microsoft Project.

Com o OpenProj é possível criar desde os mais simples gráficos de Gantt, até fazer uso de recursos muito mais avançados, como diagramas PERT, EAPs (ou estruturas de WBS), análises de Earned Value e muito mais. Seu tamanho também é surpreendente: Sem programa de instalação, a pasta ocupa apenas cerca de 9Mb. Em resumo, após testar a ferramenta pessoalmente, posso dizer que se trata de um belo achado. Para quem está procurando uma alternativa — principalmente no mundo dos ping¼ins — vale   pena o download.