O dia em que troquei a Cyanogenmod pela SlimKAT

Cyanogenmod e Slimkat

Como diz aquele velho ditado, quem não tem cão, caça com gato. Para mim significa dizer que, enquanto preparo minha — sonhada e antecipada — volta aos celulares da Apple, vou me virando com o que tenho: Um Samsung Galaxy SIII GT-I9300.

O aparelho em questão, embora tenha sido lançado no — longínquo, para os padrões de tecnologia — ano de 2012, ainda bate um bolão. Para que isso seja possível, já há muito tempo, joguei fora a ROM original do telefone — que vinha com a interface Touchwiz, da Samsung, e troquei-a pela ROM da Cyanogenmod, seguindo o conselho de um amigo do trabalho, que me recomendou o sistema customizado por se tratar de uma opção leve, dinâmica e que consumia muito menos recursos, e bateria.

Isso de fato se mostrou verdade, e não apenas a leveza do sistema se fez sentir, como também a facilidade de instalação. O firmware Cyanogenmod é um dos únicos — talvez o único — do que tenho notícia que pode ser instalado usando-se um par de aplicativos: Um deles é baixado no celular e o outro, no PC com Windows. Em aproximadamente 10 minutos você pode ter um celular totalmente livre e leve seguindo tutoriais que estão disponíveis na internet.

Como nunca me contento com nada, vira e mexe lá ia eu fazer flash na pobre ROM da CM. Assim, trocava uma versão stable por outra nightly, depois por stable de novo, e assim sucessivamente. A coisa ia bem, até a hora em que resolveu não ir mais. Me vi preso a uma versão nightly da CM, que, entre outras coisas, estava impedindo o Google Now de funcionar corretamente, causando erros de leitura e gravação nas fotos que eu vinha tirando com meu celular e uma série de mensagens do tipo “o programa XXXX parou“.

O pior de tudo, nesta situação, foi ver que o celular começou a esquentar demais e consumir bateria freneticamente. Na semana passada me vi em busca de alternativas à — até então, amada — CM. Procura daqui, procura dali, tento uma ou outra ROM, e, alguns sistemas flashed sem sucesso depois, encontro a luz no fim do túnel: A SlimKAT, que é uma das menores ROMs que eu já vi, e, nem por isso, menos genial.

O nome em si vem do fato de que a equipe responsável pelo desenvolvimento, a SlimRoms, baseou-se na versão Kitkat do Android, que combina muito bem com meu bom e velho GT-I9300.

As vantagens? Esta ROM é mais leve que a CM, possui um número semelhante de aplicações e customizações próprias e, além disso, consome menos bateria do que sua antecessora. Vale a pena.

A desvantagem? Nada das facilidades de instalação da Cyanogenmod. Você quer o SlimKAT? Tem que instalar tudo na unha.

Eis que eu fui fazer exatamente isso. E abaixo, explico, resumidamente, como foi que consegui instalar o SlimKAT no meu aparelho. Não é simples, mas também não é a coisa mais complicada do mundo.

ATENÇÃO: Como bom curioso, eu vivo fazendo os procedimentos abaixo no meu celular o tempo inteiro, e não posso ser considerado responsável caso você decida segui-los e algo der errado. É tudo por sua própria conta e risco.

PASSO 1:

A primeira coisa que você vai precisar é de um restaurador como o ClockworkMod Recovery, ou CWM. Este programa permite a realização de diversas operação de restauração, instalação e manutenção que, de outra forma, você não conseguiria fazer no seu celular. Para instalá-lo, caso você ainda não o tenha, você vai precisar do Odin e de uma versão flashable do CWM.

Salve o arquivo do CWM em seu computador, abra o Odin em modo Administrador e, em seguida, clique em PDA para carregar o arquivo em questão.

No seu GT-I9300 (ou qualquer outro aparelho, se compatível), entre no modo de download (ou download mode). Para isso, mantenha pressionadas as teclas de abaixar volume, home e power do seu aparelho, até que o modo seja iniciado.

Conecte o seu celular ao computador através do cabo USB e, uma vez que o Odin o reconheça, clique o botão start. Quando a instalação do CWM terminar, o aparelho deve reiniciar. Se tudo correu bem, você terá o CWM instalado.

PASSO 2

Com o CWM instalado, agora será necessário fazer o download da ROM SlimKAT. Para isso, baixe do site do desenvolvedor, para o seu computador, a versão correspondente ao Galaxy S3 GT-I9300 e também, em seguida, o pacote contendo o conjunto de Google Apps necessário.

IMPORTANTE: Se o seu modelo de celular não for igual ao meu, veja se seu aparelho está na lista de aparelhos compatíveis com a SlimKAT antes de continuar.

Depois de salvos, transfira os arquivos do seu computador para o cartão de memória do seu celular. Será a partir daí que a instalação será posteriormente realizada.

PASSO 3

CWM

Reinicie o seu aparelho em modo de recuperação (ou recovery mode). O processo é quase idêntico ao modo de download, bastando manter pressionadas as teclas de aumentar volume, home e power do seu aparelho, até que o modo seja iniciado.

Se tudo correr bem, você deverá se deparar com um menu similar ao que estou ilustrando ao lado.

A primeira coisa a fazer será um factory reset, ou seja, restaurar os padrões de fábrica do aparelho. Vá até a opção  wipe data/factory reset do menu, usando para isso as teclas de volume do aparelho. Confirme com o botão home. Em seguida, selecione a opção Yes -- delete all user data.

Na sequência, será necessário limpar o cache. Usando a imagem acima como referência, selecione agora a opção wipe cache partition e em seguida, confirme selecionando Yes -- wipe cache.

A etapa seguinte consistirá em formatar a partição de sistema. Selecione a opção mounts and storage e em seguida escolha format /system. Em seguida, ainda na opção mounts and storage, formate também a partição de cache (format /cache) e a de data (format /data).

Agora, de volta ao menu principal do CWM, escolha a opção advanced. Em seguida, selecione wipe dalvik cache. Isso limpará os arquivos usados pela Dalvik virtual machine, que é uma espécie de sandbox onde se rodam aplicações Java.

PASSO 4

É chegado o momento de instalar (ou fazer flash) da ROM do SlimKAT. Para isso, volte ao menu principal do CWM e selecione a opção install zip from sdcard.

Escolha a opção choose zip from /storage/sdcard1 — tal como eu fiz, no meu caso, por ter copiado os arquivos para o cartão SD. Se você copiou os arquivos diretamente para o celular, pode ser que precise optar por choose zip from /sdcard. As descrições, aliás, podem ser ligeiramente diferentes: O importante, no fim, será localizar os arquivos apropriados.

Navegue até a pasta do seu celular (ou cartão SD) onde o arquivo com a ROM SlimKAT está gravada e selecione o arquivo Slim-i9300-4.4.4.build.9.0-OFFICIAL-8312.zip. Isso iniciará o procedimento de flash da ROM, e você precisará aguardar por algum tempo até o final do mesmo.

Em seguida, repita a escolha da opção install zip from sdcard e agora localize o arquivo com as Google Apps, que rodam junto com a ROM do SlimKAT. Desta vez, o arquivo será Slim-Addons-normal_gapps.4.4.4.build.9-20150107.zip.

Aguarde até o final do procedimento e você poderá experimentar sua nova SlimKAT: Para isso, novamente no menu principal do CWM, basta escolher a opção reboot system now.

Pronto! Agora basta curtir sua nova ROM!

O melhor antivirus do mundo é o mouse. E quando isso falha?

O melhor antivirus do mundo é o mouse.

02

Digo e repito esta frase inúmeras vezes aos meus filhos — sobretudo o mais velho, que já tem idade para jogar Minecraft e instalar e desinstalar mod packs e outros bichos, todos tirados diretamente da grande rede mundial de computadores.

Sabendo que, se conselho fosse bom, a gente vendia, e não dava, eis que, essa semana, me deparei com um alerta de vírus no computador — fruto de algum destes add ons que meu filho instalou —, vírus este que foi prontamente removido com minha cópia do Kaspersky 2016.

Apenas um pequeno detalhe: O vírus realmente se foi, mas uma mensagem alertando sobre link malicioso bloqueado, emitida pelo antivirus, começou a aparecer o tempo inteiro, sempre que resolvia navegar e abrir uma nova aba. Para quem navega abrindo abas e mais abas o tempo tempo, isso pode ser uma verdadeira chatice.

Como executar o Kaspersky mais uma vez, usar o Hitman Pro, o MalwareBytes e o Vipre Rescue foram todas técnicas que não tiveram sucesso — a mensagem teimava em continuar a aparecer o tempo inteiro —, pensei que precisava fazer alguma coisa diferente, ou morrer louco com os pop ups do próprio antivirus, que, apesar de estarem ali para me avisar que o acesso ao link malicioso foi bloqueado, não deixam de ser bastante irritantes à sua maneira.

Eis que lembrei que sou um usuário pago da Kaspersky.

Assim, resolvi entrar em contato com o suporte técnico deles, fazendo o que normalmente fazemos quando estamos com um problema técnico, ou seja, acionar o Help Desk e abrir um ticket de suporte com eles. O mais interessante é que, descontado o fato de que resolvi abrir um ticket com eles num sábado, a resposta foi muito rápida, e quero dividir os passos que executei através deste texto, para ajudar outras pessoas que possam estar passando pela mesma situação:

Clique em sairA primeira coisa que se deve fazer é baixar um utilitário criado pela própria Kaspersky, o GetSystemInfo. O download da ferramenta é rápido, e basta salvá-la na Área de Trabalho mesmo.

Em seguida, a recomendação é sair do Kaspersky Anti Virus. Para isso, basta clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone do programa e selecionar a opção Sair.

Execute o GetSystemInfo como administrador. Aceite os termos de licença que serão exibidos e, em seguida, a janela do programa será exibida, conforme ilustrado abaixo. Você pode selecionar um local para gravar o relatório do programa, e, em seguida, clicar sobre o botão verde, para iniciar os procedimentos necessários.

janela_gsi

A ferramenta fará uma varredura completa do seu sistema, coletando uma série de informações internas que ajudarão a equipe de técnicos da Kaspersky a entender o que se passa em seu computador. Este processo é relativamente demorado, então você pode ir tomar um café enquanto a coisa acaba.

Ao final do processo, um arquivo zip com diversas informações e arquivos será criado, e é este arquivo inteiro que deve ser encaminhado ao suporte técnico através do próprio ticket aberto por você.

conteudo-do-zip

A resposta, no meu caso, não demorou muito. O técnico que  estava analisando meu problema simplesmente disse que eu precisava remover um arquivo específico:

Olá tenho isto no relatorio

C:\Program Files (x86)\Viva\viva.exe

Assim, reiniciei o computador no famoso modo de segurança e apaguei não apenas o arquivo executável que o técnico mencionou, mas também os outros que estavam na mesma pasta.

safe-boot-windows7

Para quem não sabe, é possível forçar o Windows a executar o modo de segurança da próxima vez em que for iniciado. Para isso, digite msconfig na caixa Executar do Windows para abrir a janela de Configuração do Sistema e selecione a aba Inicialização do Sistema, selecionando, entre as opções de inicialização, a inicialização segura, com suporte mínimo, evitando assim que drivers e eventuais programas maliciosos sejam carregados indevidamente. Clique em Aplicar e o Windows lhe dirá que o computador precisa ser reiniciado.

Uma vez excluídos os arquivos, ainda no modo de segurança, acesse a janela acima novamente e desmarque a opção de inicialização segura, para que seu computador não fique reiniciando apenas no modo de segurança.

Os procedimentos de exclusão acima não foram os únicos que realizei. Por via das dúvidas, também resetei as configurações de todos os navegadores web que utilizo em casa: Firefox, Chrome e Internet Explorer.

Para restaurar o Firefox

Você pode restaurar o Firefox abrindo o navegador e digitando about:support na barra de endereços do programa. Do lado direito superior da tela, haverá uma seção chamada Restaurar o estado inicial do Firefox, e, a partir desta seção, basta clicar no botão Restaurar o Firefox… e seguir o procedimento.

Para restaurar o Google Chrome

Restaurar o Google Chrome é um processo igualmente simples. Também na barra de endereços do navegador, digite chrome://settings/ e em seguida, vá até o final da página e clique no link Show advanced settings. Mais uma vez, vá até o final da página e clique o botão Reset settings.

Para restaurar o Internet Explorer

Você pode restaurar o Internet Explorer diretamente do menu Iniciar. Na caixa de busca, digite Inetcpl.cpl e abra a janela Propriedades da Internet. Em seguida, vá até a guia Avançado e clique no botão Reset que está no rodapé da guia. Siga os procedimentos.

Moral da história: Se você, assim como eu, possui uma assinatura paga de antivirus, não hesite em usar e abusar do suporte técnico em situações em que todos os procedimentos que você conhece falharam. Eles podem até demorar um pouco pra responder, mas, pelo menos no meu caso, foram eficientes em resolver o problema.

PHP x Ruby x Python

Se você se interessa por programação e está se perguntando que linguagem seria melhor aprender, um bom ponto de partida é o infográfico abaixo, que encontrei no site Udemy. Ele compara três das linguagens de programação modernas mais populares atualmente: PHP — utilizado por plataformas como o WordPress —, Ruby e Python.

20121228-100839.jpg

Eu não creio que existam linguagens de programação perfeitas, pois cada programador a quem você perguntar vai dizer o porquê considera essa ou aquela a melhor linguagem do planeta — mas existem aquelas que povoam mais a imaginação de uns e outros, e os fazem querer aprendê-la ou não. Já mexi um pouco com PHP no passado, é verdade. No mercado profissional, conforme a informação acima, seria uma ótima pedida. Mas confesso que tenho mesmo é uma queda por Ruby.

E você? Qual das três linguagens prefere?

Mailbox: A alternativa para o “finado” Sparrow?

Sparrow talvez tenha sido o cliente de e-mail mais sensacional que eu já utilizei em toda a minha vida, mesmo que, no meu caso, eu o tenha usado apenas no iPhone: Era um app leve e dinâmico, e, acima de tudo, possuía uma interface extremamente clean. Tudo ia bem, até que em julho de 2012 a equipe responsável anunciou que a empresa havia sido comprada pelo Google, e que eles uniriam forças dali por diante.

Realmente, devo admitir, a versão mais nova do GMail para iOS ficou mais atraente e contém elementos que só quem já utilizou o Sparrow alguma vez na vida saberia reconhecer. Assim que fiz o download, tratei de jogar o cliente de e-mail nativo do sistema da Apple dentro de um local bem escondido no meu iPhone — já que não consigo, por definição, deletar aplicativos oficiais da Maçã que eu não queira usar — e passei a viver mais feliz.

No entanto, pessoas que utilizam contas de e-mail que não estão associadas ao GMail não têm opção, a não ser continuar com o aplicativo padrão, que, convenhamos, não é lá muito cheio de recursos, embora funcione conforme promete. Melhor dizendo, hoje descobri que existirá uma opção, a partir do primeiro dia de de janeiro de 2013. Trata-se do Mailbox, um novo aplicativo que promete ganhar a atenção de muita gente — inclusive a minha.

O motivo? A meu ver, trata-se do primeiro app que mistura   caixa de entrada conceitos de to-do, permitindo que você leia suas mensagens tratando-as como tarefas concluídas, ou que podem ser postergadas para um determinado momento no futuro,   sua escolha. Quem é fã do conceito de zero inbox certamente se sentirá compelido   experimentar. Além disso, o vídeo acima mostra uma tela de composição de mensagens que lembra muito aquela que usamos no iPhone para compor uma nova mensagem do Twitter. Coincidência? Ou apenas simplicidade em sua forma mais sofisticada?

Seja como for, o Mailbox me deu um motivo a mais para querer que 2013 chegue logo. Felizmente, faltam apenas alguns dias…

Melhor que o Google Maps para iOS

Ele certamente pode ser classificado como o aplicativo mais aguardado de todos os tempos para os usuários de produtos Apple: Prova disso foi o fato de ter se tornado o aplicativo mais popular da AppStore apenas 7 horas após seu lançamento. O renovado Google Mapsversão para iOS — mostrou-se bem melhor que o seu antecessor, aquele que acompanhava os iGadgets da Maçã até a versão 5 de seu sistema operacional. Tudo isso graças   manutenção de um sistema de busca poderosíssimo — típico do Google, é claro — e do Street View, além de um revamp na interface, agora mais limpa e funcional, e da adição de navegação ponto-a-ponto auxiliada por voz, mesmo que ainda em beta.

Convenhamos: É sempre uma experiência muito boa utilizar um aplicativo desenvolvido pelo Google. Confesso que, quando baixei o novo Maps, ontem, fiquei esperando as horas passarem só pra utilizar seus novos recursos de navegação de qualquer maneira — eu testei como ele se sairia a caminho do trabalho. Pela primeira vez, na minha opinião, um aplicativo que tem características de GPS não apresenta uma voz robótica lhe dando instruções, e sim, uma voz feminina suave e agradável de ouvir. Você pode facilmente deixar registrados os endereços padrão de sua casa e do seu trabalho, e os comandos de voz ocorrem com precisão considerável.

Uma coisa que tornou o Maps tão esperado foi o fato de a mídia anunciar em peso que muita gente não adotou a versão mais recente do iOS da Apple — a 6.0, posteriormente vindo a ser a 6.0.1 — justamente por ser a que remove o aplicativo do Google do sistema e coloca em seu lugar o famigerado aplicativo de Mapas da própria fabricante, que, ainda no começo desta semana, levou a polícia australiana a declarar que seu uso poderia trazer ameaças   vida, após ter atendido — e resgatado — várias pessoas que se perderam ao seguir suas indicações. Com o lançamento do novo app, no entanto, a adoção do novo sistema operacional parece ter crescido apenas 0,2%, o que demonstra que podem haver muito mais motivos para sua não adoção do que simplesmente a ausência de bons mapas nos iPhones e iPads.

Discussões sobre este último ponto   parte, considero o seguinte: O Google Maps mais recente para o iOS é fantástico e muito melhor, mas muito melhor mesmo do que o aplicativo padrão da Apple. Mas não é, para mim, o melhor aplicativo para navegação que existe disponível na AppStore no momento. E o principal  motivo para isso é algo que me incomoda em vários aplicativos do gênero para o iPhone: A atualização dos mapas.

Meu teste do Google Maps a caminho do trabalho foi muito agradável, é verdade. Durante o trajeto rumo ao local onde ganho o meu pão de cada dia, aproveitei para testar o que considero a prova de fogo para os aplicativos de GPS que eu já tentei utilizar: O mapeamento de um viaduto que já está nesta rota desde outubro de 2009, e que TomTom e outros simplesmente teimam em ignorar. O Google Maps mostrou o viaduto, e o incluiu na rota. Flawless.

O Mapa

Ao sair do trabalho e voltar para casa, no entanto, descobri um ponto cego no aplicativo: Meu caminho de volta é, já há algum tempo, encurtado por uma avenida que simplesmente não é considerada pelo Google Maps. E é uma avenida, a exemplo do viaduto que eu mencionei acima, que já está ali há muito tempo. No trecho de mapa acima, a seta laranja mostra exatamente a entrada que serviria para encurtar o caminho. Sem ela, sou obrigado a dirigir mais muitos metros adiante e fazer um contorno   direita, tal como a linha azul demonstra.

Cadê a avenida que deveria estar aqui?

Cadê a avenida que deveria estar aqui?

Eu sei que a atualização de mapas depende de uma série de fatores, e que com o tempo essa avenida será certamente mapeada. Eu também sei que, provavelmente em algum ponto no futuro, o carro do Google — aquele famoso, que mapeia o Street View —, vai voltar a pintar por aqui. No entanto, acredito que um fator muito interessante — e poderoso — quando o assunto é GPS é seu grau de interação social, sobretudo para permitir que os mapas estejam o mais atualizados possível. E é aqui que entra um aplicativo que considero — ao menos por agora — melhor que o Google Maps. Trata-se do Waze.

O Waze é um aplicativo que, a exemplo do Google Maps, também é gratuito, e também está na AppStore. Ele também possui navegação ponto-a-ponto auxiliada por voz, tal como a ferramenta oferecida pelo Google.

No entanto, o Waze é chamado por seus desenvolvedores de GPS social, uma vez que com ele é possível não apenas navegar de endereço a endereço, mas fazê-lo ao mesmo tempo em que se recebem alertas de outros usuários da ferramenta, como acidentesengarrafamentos, localização de radaresobras e até mesmo a localização de comandos da polícia. À medida em que você dirige com o aplicativo ligado, acumula quilômetros que geram pontos e que podem servir para algumas coisas como trocar o avatar do seu carro, o que transforma a coisa toda numa atividade similar   de um jogo. Além disso, você pode acrescentar seus contatos do Facebook e combinar com eles, assim, entre um bate-papo e outro através do próprio Waze, quem vai dar carona pra quem no dia seguinte — ou daqui a alguns minutos.

É toda esta atuação comunitária que pra mim torna o Waze uma alternativa igualmente gratuita ao Google Maps, mas melhor que ele: Os mapas, rotas, radares, prédios públicos e locais importantes, entre muitas outras coisas, são todos editados e mantidos por uma comunidade super ativa. Ao baixar o programa e criar uma conta grátis, você também passa a ter direito de atualizar os mapas,   medida em que dirige. Dirija um quilômetro e edite alguns   volta deste que você percorreu, é bastante simples. Para fazer isso, você pode usar sua conta para se conectar ao servidor de mapas e submeter suas alterações. Em no máximo algumas semanas estará tudo lá, disponível não apenas para você, mas também para todos os outros que precisarem das rotas.

Mapa no Waze

Ao consultar o servidor de mapas para o mesmo trecho que o Google Maps exibe, aliás, tenho uma grata surpresa: A avenida que ainda não está entre os dados do Google Maps já se encontra devidamente sinalizada pela comunidade do Waze, tal como é possível observar através da figura acima. Isso demonstra a velocidade com a qual a comunidade envolvida no projeto trabalha.

Eu costumo brincar dizendo que nenhuma aplicação de GPS é perfeita, porquê os GPS não ajudam você a não se perder, mas sim a se perder mais perto de onde você precisa ir. Mesmo para isso, no entanto, é necessário que as atualizações ocorram com o dinamismo que um aplicativo como o Waze permite através de toda esta interatividade social — você por acaso já procurou saber como pedir pra que um mapa do Google seja atualizado? É praticamente impossível, pois os mapas não estão exatamente nas mãos deles. É por isso que eu considero o Waze o melhor do gênero, no momento.

Google Maps to the rescue!

Saiu!! Finalmente, depois de um longo e tenebroso inverno   mercê do aplicativo Maps da Apple para o iOS 6, o Google disponibilizou o Google Maps na App Store. E a versão mais nova do programa está fantástica — inclusive com suporte   navegação por GPS!

Sobre tomar notas e Cintanotes

Estava lendo o texto que o Ghedin escreveu sobre como seria o aplicativo de notas ideal para Windows e resolvi escrever este texto como uma espécie de resposta, sobretudo porquê eu, mais do que ninguém, vivo experimentando aplicativos — deste e de outros gêneros.

Antes de mais nada, no entanto, quero deixar claro que, pessoalmente, costumo fazer anotações de três tipos.

Primeiro, aquelas que se referem  s tarefas que eu preciso executar, o que alguns costumeiramente chamariam de uma lista de to-do. Em segundo lugar, aquelas que me serão úteis em algum momento, seja no trabalho, seja na vida pessoal, como por exemplo, referências, tutoriais, artigos e manuais, entre muitas outras coisas. Esta utilidade pode variar ou se ampliar, e esta categoria de notas que eu crio tende a ser bastante editada.

Finalmente, faço anotações para compor textos que escrevo, especificamente para meu blog — este que você está lendo. Esta categoria de anotação tem sido bastante esparsa — mais do que eu gostaria, na verdade —, e, para ela, eu procuro trabalhar   frente do meu computador desktop, usando o fantástico WriteMonkey, que, além de leve e grátis, ainda impede que eu me distraia quando estou compondo algum texto.

Para as duas primeiras categorias de notas que eu citei, já usei diversas soluções. No primeiro caso, inclusive, escrevi aqui mesmo no blog sobre um programa chamado Noteliner, que eu usei por quase dois anos para dar conta dos meus to-dos e que, mais recentemente, no entanto, foi trocado pelo Remember the Milk, que possui diversos recursos interessantes como reminders e um app para iPhone e iPad que me quebra um galho enorme, e que por isso mesmo tomou facilmente o lugar do anterior.

Para a segunda categoria de notas usei por muito tempo um programa chamado Keynote, que era na verdade um outliner muito versátil e que permitia a criação de notas — na verdade arquivos de texto organizados como um verdadeiro banco de dados — com recursos como formatação richtext e inserção de imagens, além de permitir organizá-las e procurá-las de diversas maneiras. Embora a Tranglos Software tenha encerrado seu desenvolvimento em 2006, o projeto foi levado adiante e transformou-se no Keynote NF, ativamente mantido e com mais recursos que seu antecessor, e que eu também usei para não ficar órfão.

Só parei de usar o Keynote e o Keynote NF porquê com a mobilidade dos tempos mais recentes, não pude mais depender de um programa cuja base de dados era local. Com aparelhos smartphone, tablets e outros dispositivos em mãos, acabei me rendendo ao Evernote, que não deixa de pertencer, a meu ver, a uma categoria avançada de outliner, e que conta com tudo o que o Keynote possuía e muito mais: sobretudo, capacidade de sincronização e, aqui também, um app para iPhone.

Mas e o texto do Rodrigo Ghedin?

Depois de ter dito tudo isso — e dividido com vocês algumas de minhas preferências pessoais atuais no mundo da tomada de notas, vou direto ao assunto: Para solucionar as questões descritas por ele, eu escolheria um notável software chamado Cintanotes.

Trata-se de um aplicativo gratuito muito simples e leve, voltado para a tomada de notas e que recentemente ganhou também uma versão comercial, que por menos de 10 Obamas habilita alguns recursos extras e, convenhamos, ajuda o autor a comprar o leite das crianças.

De qualquer maneira, porquê essa escolha?

Bem, primeiro porquê ele menciona o Notational Velocity e o Resoph Notes, e, a meu ver, o Cintanotes é fortemente inspirado por — ou pelo menos muito parecido com — ambos.

Além disso, o Rodrigo fala em seu texto que procura algo que apresente bom desempenho. O Cintanotes é escrito em Visual C++ e recorre apenas   chamadas de API puras do Windows, ou seja, nada de .NET ou MFC.

É um download pequeno — cerca de 1,5 MB e possui uma assinatura de memória baixa, além de ficar no system tray quando minimizado e responder rapidamente   uma tecla de atalho que pode ser acionada para capturar o que quer que esteja na área de transferência do Windows e transformar em nota.

Quanto   pesquisa em tempo real, o que é facilmente atendido pela ferramenta, que tem uma interface simples com uma lista de notas   direita e uma barra de busca find and highlight as you type na região superior, que é uma das mais rápidas que eu já vi.

Sobre a questão de aparência e usabilidade — embora neste caso seja a minha vez de dizer que esta não é bem a minha praia —, o Cintanotes possui apenas e tão somente caixas de busca e de filtro, uma lista de notas e,   esquerda, uma barra com tags que pode ou não, dependendo da vontade do usuário, ser escondida.

Quanto   suporte ao Aero Glass, é algo nativo, e você pode configurar as fontes e seus tamanhos — inclusive, assim, usando a Segoe UI, que o Rodrigo mencionada. Talvez o único senão se dê em relação ao espaçamento entre linhas, que não pode ser alterado.

O próximo ponto que ele aborda são menus e teclas de atalho.

Teclas de atalho estão presentes no programa, e permitem a edição básica de texto, como torná-lo negrito, itálico, sublinhado e tachado, acrescida da possibilidade de destacar (highlight) trechos de texto, e de transformá-los em monospace. Além disso, pode-se pressionar F2 para edição rápida de notas, F4 para adicionar tags (falo delas mais adiante) e configurar teclas de atalho para captura rápida de notas, como mencionei acima, para exibição da janela principal do programa e para a criação de notas em branco.

No caso dos menus, há um com operações básicas de arquivo, inclusive com direito a backup, importação e exportação de notas nos formatos unicode e XML para a versão gratuita do programa, e destes formatos e mais HTML para a versão paga. Existem outros menus, e, das opções desejáveis pelo Ghedin para edição de texto, só não existe a de find and replace, embora ela exista para a edição de tags.

Tags, aliás, são possivelmente uma característica muito interessante para muitas pessoas (eu, inclusive). Talvez não para uma resposta ao texto, mas sim quando se trabalha com diversas categorias de notas. No Evernote, por exemplo, poderiam-se usar tags e notebooks, embora no Cintanotes as tags já atuem bem, e possam ser agrupadas, movidas e excluídas com muita facilidade.

No quesito seguinte markdown e HTML, já mencionei a exportação para HTML caso se opte por adquirir a versão paga do Cintanotes. O programa, no entanto, não possui uma exportação para markdown — a-há, WriteMonkey! —, embora o autor da ferramenta abra espaço para a sugestão de novas features.

Agora, uma questão muito importante. A sincronização. Para aqueles que usam múltiplos computadores — como, por exemplo, um desktop e um ou mais notebooks —, o Cintanotes é perfeito. Existem instruções para efetuar sincronização com o Dropbox, baseadas na cópia do arquivo onde estão armazenadas suas notas para uma pasta sincronizada com o serviço. Simples e funcional, e ainda melhor se levarmos em conta que quando eu fecho uma nota após editá-la ela é automaticamente salva neste arquivo.

Mas, ao contrário do Noteliner e do Keynote, que mencionei aqui, as notas não são salvas em arquivos texto, e sim em formato proprietário. Assim, se a intenção for visualizar e concluir a edição de um texto em um smartphone ou tablet, por exemplo, nada feito — mesmo com a aplicação nativa do Dropbox para iPhone, por exemplo. É melhor, mais uma vez, optar pelo Evernote.

No entanto, ainda cito o Cintanotes para resolver o questionamento do Ghedin por seu oferecimento de alguma alternativa de sincronia online, e pelo simples fato de ser o que é: um aplicativo amigável, agradável aos olhos, ativamente desenvolvido e muito funcional. Creio que valha, ao menos, experimentar…

Consertando o GMail Manager

O complemento GMail Manager, na minha opinião um dos mais úteis para Firefox, vinha me dando constantes dores de cabeça desde que atualizei o navegador para a versão 8.0. Acontece que, simplesmente, ele parou de funcionar de uns tempos pra cá, solicitando insistentemente login e senha do GMail, e não sendo capaz de conectar-se com o serviço.

Login do GMail Manager no Firefox

Felizmente hoje, depois de um longo período sem sequer conseguir me sentar   frente do computador, finalmente tive uns minutos de tranquilidade e pus um fim   agonia. Tudo isso graças a uma versão corrigida do complemento — não oficial ainda, mas funcional, disponibilizada no GitHub.

Baixado o arquivo xpi, bastou instalá-lo manualmente através do menu encontrado do lado direito do painel de complementos, et voila! Problema corrigido após uma rápida reinicialização da raposa de fogo.

Mantenha o computador acordado com o Caffeine

Eu simplesmente adoro certos utilitários gratuitos que circulam pela Internet, principalmente quando eles têm o tamanho extremamente reduzido e se propõem a resolver algum problema específico pelo qual estamos passando.

Trata-se justamente do caso do Caffeine.

Este pequeno notável — apenas 14kb — tem uma finalidade muito simples: Impedir que seu computador entre em modo sleep, ou que um protetor de tela — alguém ainda usa isso? —- seja ativado, devido ao tempo de inatividade do sistema operacional. E ele faz isso simulando o pressionamento de uma tecla de função a cada 59 segundos, como se alguém estivesse diante do computador, trabalhando com ele.

Mas pra quê serve isso, na prática, exatamente?

Bom, eu uso o programa para, pelo menos, duas coisas diferentes: A primeira, evitar que o monitor desligue sozinho enquanto estou assistindo meus seriados ou filmes. A segunda, evitar que entre em modo sleep durante a noite, quando, por ventura, estou realizando algum download — o que, se acontecer, pode acabar até desligando um ou mais dos HDs que possuo, impedindo que o processo se concretize normalmente.

Ah, e se você usa Mac, há um programa diferente, com o mesmo nome, e a mesma função.

WriteMonkey e Markdown

Recentemente eu comecei a usar o WriteMonkey para escrever alguns textos. O aumento de produtividade que eu tive ao usar esse pequeno — e gratuito — editor de texto foi realmente bem grande, isso porquê ele simplesmente remove tudo da tela, e não deixa que eu me distraia.

Por “remover tudo“, entenda exatamente isso: Ao acionar o programa, este simplesmente aparece em tela cheia, com um fundo escuro, e um cursor claro piscando, opções que podem ser customizadas   vontade posteriormente.

Não há menus, não há barra de títulos, não há barras de  ferramentas, e, se você estiver em plena atividade de digitação, não há nem mesmo a velha e conhecida barra de status. Isso acaba por transformar o WriteMonkey em um editor de texto puro, tal como seria o próprio Bloco de Notas do Windows, por exemplo Mas tudo isso tem o propósito, como eu já disse, de permitir que você se foque naquilo que se propôs a fazer, ou seja, escrever.

Você pode se perguntar: Se o WriteMonkey é similar ao Bloco de Notas, então porquê eu simplesmente não uso esse último, e pronto? Bem meu principal argumento na verdade se divide em dois pontos:

  1. O WriteMonkey suporta linguagens de marcação de texto puro, mais precisamente Markdown (que eu particularmente prefiro e abordarei no texto), e Textile. A vantagem de tal suporte é que eu posso inserir formatação de texto no meio do que estou escrevendo, usando caracteres comuns como um par de underscores (_) para itálico, ou um par duplo de asteriscos (*) para negrito. Você pode posteriormente exportar o resultado digitado para programas como o Word, ou então salvar o texto formatado em XHTML, ou HTML.
  2. O programa é charmoso, portable e, de quebra, pode ser configurado para acrescentar   digitação sons de máquina de escrever, ou de um ZX Spectrum. Para o nostálgico, esse último ponto, aliás, é quase um must.

E como integrar o WriteMonkey com o WordPress?

Isto dito, surge uma questão deveras interessante: Como fazer para que os textos digitados no WriteMonkey migrem para o WordPress da maneira mais seamless possível?

Bem, uma das respostas para isso é um plugin, o Markdown on Save, que simplesmente integra ao editor de posts uma pequena caixa de texto a ser marcada pelo usuário caso o texto por ele digitado contenha formatação Markdown.

Uma vez marcada a opção, você pode salvar seus textos colados do WriteMonkey no WordPress e visualizá-los. Posteriormente, pode inserir imagens normalmente, pois a conversão de Markdown para HTML, apesar de não exibida no editor, será realizada instantaneamente pelo plugin e armazenada separadamente no banco de dados, de maneira que se você resolver remover o plugin, terá toda a versão normal do texto de volta.

Há opções ainda mais avançadas, é verdade. Para os verdadeiramente aficionados por Markdown, há o plugin Markdown Quicktags, que substitui o editor HTML padrão da ferramenta por um editor com as tags próprias da linguagem de marcação, permitindo renderizar o texto em HTML a qualquer momento, e vice-versa.

Uma última nota, como bônus

Percebi que a sintaxe da linguagem Markdown existente no menu de contexto do WriteMonkey está, na verdade, equivocada, pois induz quem quer negritar uma palavra a fazê-lo colocando-a entre dois asteriscos, um de cada lado — o que, na verdade, é a sintaxe do itálico.

Esta bola, aliás, já foi recentemente levantada no fórum do programa, e a resposta do desenvolvedor foi a seguinte:

Yes, the current markup for bold and italic differs a little from Markdown standard. This is because those two (and underline which is not supported by Markdown) were there even before I implemented complete rules. Didn’t want to change that…

Admito. É uma falha perdoável, e eu posso viver com isso.

Noteliner, um pequeno notável

É impressionante o quanto a Internet pode nos trazer surpresas. Para mim, a mais recente é um pequeno aplicativo chamado Noteliner.

Por incrível que pareça, seu criador, Sam Hawksworth, desenvolveu a ferramenta há cerca de 15 anos atrás, como forma de manter organizadas todas as tarefas e pendências que ele tinha no trabalho. Ao longo de todo este tempo, ele procurou por alternativas ao seu próprio trabalho, sempre achando que todas elas eram ou complexas demais, ou simples demais. Assim, ele a atualizou de tempos em tempos, criando o que considero agora ser, sem ter medo de exagerar, exatamente o que eu procurei por toda a minha vida enquanto fazia listas de pendências manualmente.

Sei que acabo de escrever sobre uma ferramenta similar, mas, coincidência ou não, Sam só tornou seu trabalho público no começo deste mês, exatamente um dia depois de eu ter eleito o Hottnotes como mecanismo oficial para controle das minhas pendências. Depois de olhar o trabalho dele, fui obrigado a reconhecer que havia surgido, digamos assim, um novo vencedor nesta disputa.

As funcionalidades do Noteliner são muito simples. Foi o conjunto de todas elas que me fez declarar este novo vencedor:

Noteliner lets you create a hierarchy of notes to track and structure your work.  You can also give these notes due dates, indicate which ones need attention, assign people, prioritize, or mark them complete.  Different views allow you to see all the notes assigned to a particular person, those that are over due, need attention or are dated.

Criar uma hierarquia para organizar suas ideias, pensamentos ou tarefas é simples: Tudo o que se precisa fazer é digitar um item, e apertar ENTER. Um bullet aparecerá ao lado do texto, enquanto o cursor avança para a próxima linha. Cada vez em que se pressionar TAB, serão criados sub-níveis com novos itens de texto, ao lado dos quais também estarão presentes os bullets.

Clicar uma vez sobre qualquer um destes bulletes fará com que o item correspondente se torne azul, indicando que se deve prestar atenção especial o mesmo. Clicar uma segunda vez fará com que o item seja marcado como concluído, tendo sua fonte alterada para cinza. Ao acumular uma quantidade razoável de itens concluídos, basta utilizar a opção prune, para que todos eles sejam eliminados da lista.

Em resumo, o que se tem em mãos ao fazer o download do Noteliner é uma ferramenta portátil — de apenas 416kb —, capaz não apenas de organizar suas tarefas pendentes, mas também ideias, pensamentos e atividades. Ela também é extremamente útil como um excelente meio para fazer a gestão de pequenos projetos, uma vez que prazos e responsáveis podem ser facilmente atribuídos  s tarefas listadas — e, de quebra, as tarefas atrasadas serão coloridas em vermelho.

O único problema que encontrei, inicialmente, foi a falta de suporte a caracteres internacionais, como os acentos que usamos na língua portuguesa. No entanto, mandei uma mensagem ao autor, comentando sobre isso:

Hi Sam, how are you doing?

My name is Daniel, and I’m from Brazil. Just came across your Noteliner application, which I found very clean, simple and useful, after reading about it at del.icio.us and Lifehacker.

When I read your introduction to the software, I saw myself in those words, always around with many “to do” items, but always annoyed by the software tools available, which normally, as you said, generate more work than they save you from.

I have a single question: When I downloaded Noteliner and started using it, I noticed it has no support for international characters, such as accents. Portuguese, which we speak here in Brazil, is full with such.

Do you plan to release an upcoming version supporting international characters? That would most certainly make me abandon any other tools for it. If you need help localizing it too, I would be willing to help you.

Hope to hear from you soon.
Thank you in advance, for your answer, and thanks for sharing Noteliner with us.

Daniel
http://danielsantos.org

Depois de uma resposta do autor dizendo que ele incluiria a funcionalidade em uma próxima versão, fiquei surpreso hoje, no final da tarde, quando recebi, de antemão, uma versão com suporte a caracteres internacionais. A mensagem era a seguinte:

Hello,

I’ve updated Noteliner to allow entry of international characters.
I know that it works in French so I’m guessing the other letter-based languages should be okay.

Can you tell me if you still have problems?
Please see link below.

If it works I’ll update the site tonight.
Thanks,
Sam

A comprovação de que a versão funcionou é a imagem que resolvi utilizar para ilustrar este texto, justamente fruto de um dos testes que andei realizando antes de enviar um novo feedback ao autor. Na prática, o fato de ter um desenvolvedor tão preocupado em implantar melhorias de maneira rápida é apenas mais um dos motivos que me faz declarar que, se você ainda não experimentou o Noteliner, esta dormindo no ponto.

Hottnotes: Um “to do” muito simples

Nas últimas semanas a quantidade de coisas das quais tenho tido que me lembrar — no âmbito profissional — parece ter crescido de forma exponencial. São reuniões, relatórios, afazeres diversos e pendências que eu não posso deixar passarem, sob pena de ver o teto cair sobre a minha própria cabeça.

É bom dizer que, justamente por passar por situações como essa já há muito tempo, desenvolvi uma técnica bastante simples para gerenciar minhas atividades: Ela envolve apenas papel e caneta (ou lápis, se você preferir). Pega-se uma folha em branco, anotam-se as atividades pendentes (e as datas, entre parênteses, se for o caso), e desenham-se caixinhas   esquerda, para que sejam marcadas   medida em que tudo fica pronto. Se novas pendências entram na fila, vão para a parte inferior, numa tentativa de simular o conceito FIFO, ou, first in, first out, sempre que possível.

Hottnotes: Adeus ao "to do" manual?

Honestamente, é algo simples e eficaz.

Mas, sendo uma pessoa ligada a área de tecnologia, há tempos me pergunto sobre uma solução software-based que me trouxesse auxílio na hora de eliminar uma montanha de afazeres de forma minimamente estruturada, preferencialmente de forma tão simples quanto a que eu já uso atualmente. A interface precisaria ter caixinhas   esquerda das tarefas, que pudessen ser marcadas quando uma delas fosse eliminada — ou concluída.

Além disso, idealmente, o programa deveria ter assinatura de memória pequena, ser portátil — podendo ser carregado num pendrive, sem a necessidade de instalações, basicamente por conta de, em algumas máquinas onde opero, não possuir privilégios administrativos para instalação, e gratuito. Além disso, nada de ser online: Gerenciar minhas tarefas tem que ser uma tarefa que não me obrigue a estar sempre conectado   Internet, uma vez que há um controle da empresa onde eu trabalho com relação a este tempo.

Essa busca, apesar de ter-me feito testar alguns bons candidatos nos últimos tempos, sempre acaba sendo infrutífera. Programas mais pesados do que deveriam, pagos, com interfaces complexas, e uma série de outros obstáculos sempre me mantém fiel ao meu velho e bom método manual. Mas parece que, finalmente, encontrei alguma coisa que pode ser a resposta dos problemas em questão. Trata-se de um programa chamado Hottnotes.

O software — cujo desenvolvimento parece estar inativo, já que a sua última versão data de 2007 — na verdade é um gerenciador de sticky notes, aquelas notas que imitam post-its e que ficam na tela dos computadores, sobretudo nos escritórios. No entanto, há uma opção extra que permite a criação de um tipo especial destas notas, a checklist note, em que quadradinhos acompanham o texto   esquerda, e podem ser marcados   medida em que as coisas vão sendo resolvidas — tal como na imagem que ilustra este texto. Desta forma, o programa parece ser, realmente, o que mais se adequa ao conjunto de requisitos que eu esperava encontrar.

A estrutura da versão portable permite verificar que todas as notas — bem como as configurações — são armazenas seguramente, em arquivos XML, podendo ser facilmente recuperadas através do chamado Notebook da aplicação. Como bônus, o programa permite criar ainda mais um tipo de nota, a scribble, em que é possível desenhar as anotações, o que pode ser útil para quem tem um Tablet PC, ou para aqueles que, como eu, de vez em quando brincam de desenhar com mesas digitalizadoras. Interessantíssimo.

Ninite: Múltiplas instalações é com ele!

Na semana passada, minha mãe comprou um novo computador, no qual vieram instalados somente uma cópia — original, é bom que se diga, com número de série e tudo — do Windows Vista Home Premium e uma versão de avaliação do Microsoft Office 2007. Como ocupo a posição oficial de computer guy da família, fui convocado por ela para instalar uma série de outros programas que ela está habituada a usar, desde gravadores de DVD para back-up, até programas triviais como um reprodutor de mídia e a versão mais recente do Java.

Normalmente, quando me deparo com uma situação dessas, recorro a programas freeware, e acabo fazendo o download de cada um deles de forma individual: Termino de baixar um, faço a instalação, e na sequência, parto para o download de outro programa,  num looping que só acaba quando termina. Na verdade, preciso admitir, o tempo para que estas instalações sejam realizadas normalmente é bem razoável, e considero este um trabalho deveras monótono.

Ocorre que na semana passada eu estava navegando   toa pelas tags populares de programas freeware do del.icio.us, quando me deparei com um utilitário chamado Ninite. A ferramenta, que é 100% gratuita e é acessada diretamente da web, se propõe a endereçar justamente o problema de realizar múltiplas instalações de software de uma única vez: Você simplesmente escolhe o que deseja instalar a partir do próprio website dos desenvolvedores — existem navegadores, programas de mensagem instantânea, utilitários para desfragmentação, versões do Java, Flash, programas de FTP e muito mais —, e com a seleção realizada, clica em um botão no final da página para então realizar o download de  um programa de instalação personalizado.

Visão parcial da interface do serviço

Visão parcial da interface do serviço

A  partir daí, basta dar um duplo clique no arquivo baixado e aguardar até que todos os processos de download e instalação sejam concluídos. O  Ninite não apenas se encarrega das instalações, mas também de garantir que nenhum nag program — como toolbars e outras bobagens — seja instalado em seu computador. Munido de uma conexão razoável com a Internet, passa-se por um processo relativamente rápido e indolor, que culmina com a maioria de nossos programas favoritos devidamente instalados, e com atalhos no Desktop — ah, e é claro: você pode simplesmente apagar o instalador quando tudo estiver pronto.

A meu ver, a única desvantagem do processo de instalação é não permitir a personalização do local de instalação. Dessa maneira, todos os programas serão instalados na pasta Arquivos de Programas, cuja localização varia, conforme a versão do sistema operacional da Microsoft que estiver em uso. Outro ponto que pode ser considerado um problema para alguns é o  fato de que alguns dos softwares oferecidos são instalados em inglês — o caso, por exemplo, de ferramentas como o Foxit PDF Reader, ou o uTorrent. Apesar disso, ainda é um programa extremamente recomendado por mim, já que me salvou de um processo moroso e entediante. Entrou para a minha lista de favoritos.

O Mixero me conquistou!

MixeroLá pelos idos de fevereiro eu publiquei um post por aqui tecendo mil elogios ao TweetDeck, uma das inúmeras aplicações desenvolvidas em Adobe AIR que permitem que você gerencie e atualize as suas contas do Twitter. Na época, fiquei tão empolgado com a ferramenta que declarei em alto e bom tom que minha escolha anterior, o Twhirl, havia perdido a batalha para o pássaro negro.

Mas a vida não é exatamente justa 100% das vezes — e eu, como sempre vez por outra, sofro de severas instabilidades no que tange  s minhas aplicações favoritas. E de algumas semanas pra cá, após cruzar com um novo cliente para Twitter, o Mixero, pus em xeque todo o meu amor pelo TweetDeck, trocando-o completamente por este último.

Mas quais são, afinal de contas, as características do Mixero? Abaixo, tentarei resumir as principais, na minha opinião.

Interface

Devo confessar que o que me ganhou logo de cara foi a interface do Mixero. Ela é, de longe, a mais bonita que eu já vi dentre todos os clientes para Twitter que eu já experimentei. Assim sendo, se não houvesse qualquer característica nova na ferramenta em si — o que, claro, não é verdade —, talvez eu tivesse trocado de cliente só por este ponto.

A (bela) interface do Mixero

A (bela) interface do Mixero

Grupos

O Mixero te permite organizar os contatos em grupos — mas ei!!! — obviamente, este é um recurso presente na maioria dos clientes para Twitter que minimamente querem ser levados a sério — como o próprio TweetDeck. Isso porquê com centenas de contatos pessoais, sites e serviços para seguir via Twitter, ficaria difícil usar qualquer ferramenta que não me permitisse fazer isso.

Canais

Também de forma similar ao TweetDeck, o  Mixero permite criar listas baseadas em buscas criadas pelo usuário, quer sejam empregadas para sua construção #hashtags, palavras-chave ou nomes de usuário. A estas listas, foi dado o nome de canais, ou channels, e são elas que lhe permitirão acompanhar somente aquilo que interessa a você.

Filtros

É possível aplicar filtros   timeline de qualquer usuário, grupo ou canal, utilizando palavras-chave de sua escolha. Este é mais um dos recursos em que Mixero e TweetDeck se parecem, e, desta maneira, não é novidade alguma.

Active Lists

Exemplo de Active List

Exemplo de Active List

Para mim, um dos grandes diferenciais que favorecem o Mixero.

Quando você começa a usar a ferramenta, logo percebe que está com muitos grupos e canais criados, o que pode tornar complicado, dependendo do seu tempo livre, humor e paciência, acompanhar todo esse volume de informações de uma única vez.

É aí que entram as Active Lists. Você pode arrastar para um espaço pré-determinado do Mixero apenas aqueles usuários, canais ou grupos que interessam naquele instante. Apenas para ilustrar com um exemplo, quando estou esperando por novos episódios de meus seriados favoritos, eu posso preferir acompanhar apenas o twitter do site eztv.it e os updates dos meus gurus de seriados.

Enquanto uma active list estiver ativa, as atualizações de outros usuários serão processadas, mas naquele dado instante não serão visíveis até que eu desative as listas em que estiver focado.

Contextos

Para facilitar a vida do usuário que tem diversas active lists, é possível utilizar contextos, que nada mais são do que mecanismos que permitem nomear cada uma de suas active lists, para posteriormente tornar possível alternar a leitura entre elas com um simples clique de mouse.  Na figura acima, contextualizei minha active list como seriados. Assim, posso sempre tê-la   mão.

Encurtando URLs

É verdade que os bons clientes para Twitter oferecem pelo menos algum tipo de integração com URL shorteners. Mixero, no entanto, pode ser configurado para encurtar as URLs À medida em que você as digita legal!! Além disso, para os serviços aceitos pelo programa — como o bit.ly ou o is.gd, por exemplo —, é possível verificar qual é o endereço original passando o mouse por cima dos links gerados por você e por seus contatos.

Visualizando a URL original

Visualizando a URL original

Autocompletion

Autocompletion

Autocompletion

Uma outra coisa legal do Mixero é o recurso de autocompletion, que é imediatamente acionado — da forma mais transparente possível, sempre que você digita o @ em qualquer ponto da sua mensagem.

Uma vez que isso aconteça, uma lista dos seus contatos aparece diretamente acima — ou próximo — do texto, permitindo escolher os contatos desejados rapidamente.

Pré-visualização de mídia

O Mixero também permite que você visualize, dentro da própria interface do programa, imagens postadas via TwitPic e no Flickr. Da mesma forma, também é possível pré-visualizar frames de vídeos hospedados no Youtube.

Modo Avatar

Avatar ModeEmbora eu já tenha mencionado a interface do Mixero no começo deste artigo, não posso deixar de mencionar o modo avatar da ferramenta. Este modo permite que você continue a acompanhar as atualizações dos seus contatos mesmo quando você não está com a janela do programa maximizada.

Para tirar proveito deste recurso, basta que você inclua pessoas e grupos em sua active list, e clique no ícone do catavento — o logotipo do programa. Desta forma, apenas os avatares ficarão visíveis, no canto direito de sua tela, permitindo que você continue a trabalhar com outros aplicativos normalmente.

Neste caso, sempre que você receber alguma atualização, além de um alerta sonoro configurável, indicadores visuais lhe informarão quantas mensagens — ou atualizações de canais e grupos você ainda não leu.

Trending Topics

Um último ponto interessante é poder obter a lista de trending topics do Twitter diretamente através do Mixero. A janela em questão pode ser localizada abaixo da lista de canais criada pelo usuário.

A vantagem deste recurso é que, mais uma vez, com um único clique do mouse, você pode acessar todo o noise do momento na twittosfera.

Minha conclusão é que, mesmo que você já tenha pensado que o Mixero é igual ao TweetDeck, ao Seesmic, ou qualquer outra ferramenta de sua preferência, vale a pena dar uma olhada para sentir na pele. E, assim sendo, fica aqui a minha sugestão: experimente.

Há apenas um detalhe: A aplicação, embora possa ser livremente baixada e instalada, só pode ser acessada através de um invite code e, embora o mecanismo incentivado pelos desenvolvedores para obter um desses códigos seja seguir o @mixero, você pode facilmente fazer como eu fiz, depois de cansar de esperar: Buscar no Google.