Como ensinei meu filho a andar de bicicleta

Em abril deste ano resolvemos tirar as rodinhas da bicicleta do Alexandre para que ele pudesse começar a andar sem elas, tal como vários coleguinhas da escola já vinham fazendo. Mas como fazer para ensinar uma criança de, naquela época, 6 anos, a se equilibrar na bicicleta?

O Alexandre é um menino enorme, e, assim sendo, extremamente pesado, mesmo sendo magro. Quando resolvemos começar a usar as técnicas padrão para ensiná-lo a se equilibrar, ou seja, segurar no guidão e atrás do selim enquanto o empurrávamos, percebemos dois fenômenos interessantes:

  1. Ele tendia a puxar a bicicleta para a esquerda e se desequilibrar. Assim, caia no chão e ficava com medo de se machucar;
  2. Com poucos minutos de prática ao lado dele, ou mesmo quando empurrávamos segurando somente o selim, estávamos ficando muito cansados.

A somatória destes dois fatores fez com que meu filho se desinteressasse pelo assunto. Assim, passaram-se vários meses sem que ele quisesse sequer olhar para a bicicleta. Somente esta semana ele resolveu voltar a pensar no assunto, depois que eu prometi a ele que compraria capacetejoelheira cotoveleira.

Mas pensei também que o ideal, além disso, seria provocar alguma coisa diferente para o aprendizado. Alguma coisa que não o pusesse em risco e o deixasse com medo, apesar da proteção que o capacete e demais acessórios trariam, e que ao mesmo tempo eventualmente não necessitasse que ficássemos lhe empurrando ou puxando.

Eis que após um pouco de busca me deparei com um método chamado “Learning to bicycle without pain, teaching bicycling without strain” — algo como Aprendendo a andar de bicicleta sem dor, ensinando a andar de bicicleta sem esforço. A página que descreve o método cita, em poucos passos, o que deve ser feito.

Pode parecer bobagem, mas a coisa funciona. Levei o Alexandre a uma praça aqui da cidade, procurei um local onde houvesse uma ligeira inclinação e cuidei para que a bicicleta dele permitisse que, ao ficar em pé montado nela, seus pés tocassem o chão.

Daí foi só pedir a ele que se soltasse na inclinação, e que, se sentisse que ia cair, apoiasse os pés no chão. Aos poucos ele foi ganhando confiança e, depois de umas quedas protegidas pelas joelheiras, cotoveleiras e capacete, acabou aprendendo a se equilibrar. Nem foi preciso remover os pedais como o método acima sugere.

Depois de cerca de 1h30 praticando, ele se soltou. E eu não precisei dar nenhum empurrãozinho nele, prova de que o método funciona mesmo — servindo para ensinar não só crianças como o meu filho, mas também adultos.

Abaixo, resolvi fazer um registro em vídeo — de maneira bem animada e resumida, do que foi a aplicação do método e seus resultados práticos. Valeu pela diversão. Aliás, se alguém se interessar pela trilha sonora, ela é do Rose for Bohdan, e pode ser encontrada no Free Music Archive.

Ah, e agora, ele não quer mais largar da bicicleta! Genial!

Rafinha e o elevador

As crianças criam hábitos que nos surpreendem a cada momento.

Meu filho mais novo, Rafinha, por exemplo, deu para chamar o elevador todas as vezes que nós vamos sair. Basta abrir a porta de casa e lá vai ele, em disparada, pronto para executar a tarefa com uma empolgação que só ele sabe de onde vem. É como se ele vivesse de esperar por um momento em que pudesse fazer isso, todos os dias.

Aliás, a velocidade dele pra chamar o elevador é tanta — e veja que são os dois elevadores que ele chama, sempre — que demorou pra conseguir fazer o vídeo acima. Toda vez que eu tentava, não era rápido o suficiente…

A maior palavra do mundo

Você sabia que, se não considerarmos termos técnicos, a maior palavra da língua portuguesa é anticonstitucionalissimamente, com 29 letras, seguida de perto por oftalmotorrinolaringologista, com 28 e inconstitucionalissimamente, com 27?

Eu até já tinha ouvido falar disso. Mas essa semana, quando meu filho mais velho chegou com a cara mais feliz do mundo para me perguntar se eu sabia “qual é a maior palavra do mundo”, eu confesso que me esqueci completamente disso, e fiquei procurando dados na memória. Até que desisti.

— Papai, a maior palavra do mundo é ARROZ.

Arroz? Porquê?

— Ué… Porque começa com A e termina com Z!

Wikipedia, desta, nem você sabia.

O Chá da Questão

É muito divertido passar por algumas situações junto das crianças. Estou passando a tarde na casa dos meus pais, e, ainda agora, meu filho, que está esperando a avó terminar de preparar um bolo de milho, veio me procurar com uma expressão toda preocupada que só ele tem. Fiquei esperando pra ver no que ia dar.

– Papai… – ele começou.

– O que foi, filho?

Chá tem gosto de que?

Meu pai, que estava do meu lado enquanto conversávamos, tratou de ajudar:

– Depende… tem chá de maçã, chá de limão, chá de hortelã… chá de um monte de coisas.

– Mas é gostoso, né? – ele emendou, falando com o avô.

Eu fiquei pensando e não aguentei:

– Eles são gostosos sim, mas me diz uma coisa. Porquê a preocupação, pequeno?

Ele, mantendo a expressão mais preocupada do mundo, disse:

– É que a vovó disse que vão duas xícaras de chá no bolo, e eu não sei se vou gostar.

Tem figurinha aí?

Pergunte   maioria do público feminino sobre um certo fenômeno que costuma ocorrer em época de Copas do Mundo como a que teremos este ano, e elas responderão não entenderem como ele pode sequer acontecer. As moças — sejam elas esposas, namoradas, amigas ou irmãs, entre outras, provavelmente se valherão de argumentos como “Não vejo graça“, “É desperdício de tempo e dinheiro“, e muitos outros que não me vem   cabeça neste exato momento, tudo com a finalidade de protestar contra a febre que é colecionar o álbum de figurinhas oficial do campeonato mundial de futebol.

Entre o público masculino, ao contrário do anteriormente citado, o fenômeno é inverso: Homens de todas as idades praticamente voltam a ser crianças, e, justamente ao lado destas, também se amontoam em bancas de jornais e revistas por todo o país para comprar envelopes com cinco figurinhas cada, na expectativa de completar a coleção com 640 cromos. Conforme vão se comprando mais e mais destes envelopes, dezenas — e  s vezes, não vou mentir, centenas — de figurinhas repetidas vão se acumulando com cada colecionador, que passa a negociá-las em um sistema de troca todo próprio, em que figurinhas prateadas, com os escudos dos times, mais difíceis de serem tiradas na sorte, são trocadas, por exemplo, por dois ou mais cromos considerados comuns.

Evidentemente, contra todos os argumentos femininos, posso dizer que colecionar figurinhas da Copa é uma arte, e que acompanhar uma competição dessas sem fazer um álbum em paralelo praticamente não tem o mesmo gosto. Aliás, em minha defesa para este argumento, tiro por base os colegas no trabalho: Mais de 90% deles está fazendo a coleção este ano, muita gente crescida, alguns bem mais velhos do que eu, e tudo pelo prazer de correr atrás de uma coleção completa, uma diversão só.

Eu, depois de ficar sem colecionar álbuns da Copa desde o mundial de 1994, este ano me senti particularmente motivado por conta de algo muito simples: Quero tentar completar o álbum junto com meu filho, o que não havia sido possível na última edição da competição, ocorrida na Alemanha, em 2006, porquê ele estava apenas com pouco mais de 1 aninho de idade. Agora que ele já está maior, ficou radiante, primeiro porquê ontem, depois de ter ganho há alguns dias um álbum da avó, viu o papai chegar em casa com 10 envelopes de figurinhas todos para ele. A diversão durou a tarde inteira — inclusive com toques de sorte, porquê não houve sequer uma repetida —, e agora não acabará tão cedo. Bom… pelo menos não até o final da Copa do Mundo.

Atacando um sorvete!!

Mamãe e papai sabem que eu não sou lá muito chegado em sorvete. Acho gelado demais, e normalmente prefiro comer outras coisas… mas hoje, confesso que resolvi quebrar minhas próprias regras, e acabei experimentando um pouquinho do sorvete que o papai estava tomando.

Na verdade, aliás, experimentar foi pouco. Eu comi várias colheradas, e quando mamãe me perguntou, eu disse que tinha gostado bastante. Isso é verdade…

Atacando um sorvete!!

Atacando um sorvete!!

Atacando um sorvete!!

Vocês viram só a minha felicidade atacando o sorvete do papai? É… quem sabe, daqui para a frente, eu tome mais sorvetinhos por aí…

Os peixinhos do Titio Daniel

Esta semana estava um pouquinho dodói, e por isso mamãe e papai precisaram me levar ao Titio Daniel, que é o meu médico — sim, ele tem o mesmo nome do papai, não é legal?

Tem duas coisas que eu gosto muito de fazer quando vou lá: A primeira é me divertir com uma pilha enoooorme de brinquedos que ele tem no consultório dele. A segunda, ficar observando os peixinhos que ficam no corredor, enquanto a gente ainda não foi chamado.

Na beira do aquário

Olhando pro aquário dá pra ver cada peixe legal… Olhem só algumas das fotos que o papai conseguiu tirar pra me mostrar, e vejam se eles não são bonitinhos…

Peixe!!

Peixe!!

Esse aqui debaixo foi o mais legal de todos, eu acho: Enquanto a gente observava, parecia que ele queria chegar bem pertinho… dava até a impressão, segundo me disse o papai, de que ele queria mandar um beijo pra gente!!

Peixe!!

Almoçando com a titia Fernanda

A titia Fernanda, que mora lá em Brasília, veio pra cá essa semana… hoje fomos no shopping para poder almoçar, e ela e o vovô almoçaram com a gente… foi muito legal. E, como a titia sempre diz que não tem nenhuma foto comigo, dessa vez tiramos não apenas uma, mas duas!!

Ficaram legais, né?

Xande e Fernanda

Xande e Fernanda

Amanhã a titia volta pra casa dela, e eu vou ficar com saudade…!!

Diversão no game!

Mamãe  e papai me levaram para passear no shopping hoje… e é claro que ir ao shopping sem ir ao game, para mim, nunca seria a mesma coisa. Afinal de contas, quero que alguém por aí me responda em que outro lugar eu conseguiria voar de avião

Passeio no Shopping

Passeio no Shopping

…pilotar um carro no colo do papai…

Passeio no Shopping

…e, ainda por cima, ter a surpresa de encontrar a Gabi por lá, pra gente poder brincar juntos?!

Passeio no Shopping

Passeio no Shopping

Passeio no Shopping

Passeio no Shopping

Por essas e outras é que eu amo ir passear por lá…

Five little monkeys

Eu estou tendo aula de inglês na escolinha!!!!

Five Little Monkeys!!

Apesar de eu ainda não entender quase nada do que a professora diz, posso dizer que todo mundo se diverte bastante com ela… a gente até se esconde debaixo da mesa quando ela está pra entrar na nossa sala, imaginem!!

Tem alguns dias, começamos a aprender uma musiquinha que ela ensinou, chamada Five Little Monkeys — ahhhh, aliás, um monkey é um macaco, viu? A professora mandou um bilhete pela minha agenda, e então mamãe e papai descobriram o vídeo lá no YouTube, olhem só:

Com o vídeo em casa, papai ficou cantando comigo várias vezes, porquê eu realmente gostei muito dessa história de five little monkeys. Gostei tanto que, um dia desses, quando ele foi me levar pra escola, fomos cantando juntos praticamente o caminho inteiro.

Mamãe também gostou da idéia de me ver cantando… e pra poder registrar o quanto eu estou cantando certinho, fez até um vídeo… mas não reparem não: eu estou meio escondido assim porquê fico envergonhado de cantar em inglês

Uma homenagem pra mamãe

Papai e eu resolvemos criar um presentinho pra mamãe, já que o dia dela estava chegando. O resultado final foi esse vídeo que eu estou colocando aqui embaixo pra vocês darem uma olhada… acho que ficou muito lindo!!

Ah, e mamãe… um feliz dia das mães pra você, viu?

Eu te amo!!!

Eu conheci um jacaré!!!

Na escolinha onde eu estudava antes, aprendi uma musiquinha bem bacana, a do jacaré… Eu gostei tanto dela que de vez em quando eu ainda canto uns pedacinhos: “…escondam seus olhinhos, senão o jacaré come seus olhinhos e o dedão do pé…”. Aliás, a musiquinha é essa daqui, vejam:

Eis que hoje, mamãe e papai me levaram no Parque da Cidade, onde eu já estaa querendo ir há um tempão… chegando lá, fui passear, e qual não foi a minha surpresa quando descobri um jacaré morando no meio da floresta? Eu fiquei preocupado de chegar perto, mas papai me disse que ele erá só de mentirinha.

Eu e o Jacaré do Parque da Cidade

Eu e o Jacaré do Parque da Cidade

De mentira ou não, eu adorei! Tanto que as fotos que estão ai em cima fui eu quem pediu pro papai tirar: Eu não estou uma graça andando de cavalinho em cima do meu mais novo amigo? E de óculos escuros? Falem a verdade!!

Eu e minha língua azul!!!

Vocês viram a minha língua azul? Pois é… eu fiquei com ela assim depois de comer um certo tipo de doce que tinha na festinha de aniversário da minha amiguinha lá da escolinha, a Maria Eduarda.

Aliás, eu me diverti muuuuuuito por lá!!! É que tinha o meu brinquedo favorito: Uma enorme cama elástica… nem sei dizer quanto tempo fiquei pulando!! Só sei que neste vídeo aqui embaixo, papai conseguiu pegar os últimos momentos da minha diversão… eu estou brincando junto com a Gabi, outra amiguinha que eu tenho na escola. Logo em seguida, eu cansei

Escovando meus dentes sozinho!!!

É isso aí, gente!! Agora ninguém me segura!!

A partir de hoje, posso declarar pra todo mundo que eu já sei escovar os meus dentes sozinho!! Bom… quer dizer… papai ainda está dando algumas dicas, mas nesse vídeo que ele fez, por exemplo, dá pra ver que eu fiz tudo sozinho, né??

Eu dei até um sorriso no finalzinho… amei fazer isso sozinho!!