Fuga descontrolada!

Que tal lhe parece correr desenfreadamente por corredores e telhados de prédios, pulando de um pro outro enquanto assusta pombos, derruba móveis e pula bombas estrategicamente posicionadas para acabar com a sua vida?

Corrida desabalada

Corrida desabalada

Essa é a proposta de Canabalt, um despretensioso joguinho feito em flash que descobri por acaso durante essa semana: Sua missão é muito simples. Você só precisa começar a correr — na verdade, essa ação é automática — numa audaciosa fuga de… bem… de… eu não sei.

Só sei que quanto mais longe você for, melhor será. Mas cuidado para não explodir ou cair do telhado: Você só tem uma vida, e acabar com ela será sinônimo de se ver obrigado a começar de novo. De qualquer forma, eu garanto: É um ótimo time waster.

Tetris: 25 anos!

Alexey Pajitnov, criador do Tetris

Alexey Pajitnov, criador do Tetris

Alexey Pajitnov é, para mim, um dos maiores gênios de todo o mundo. Há exatos 25 anos, em 06 de junho de 1984, ele criou um jogo que marcaria não apenas a minha vida, mas também a de milhões de pessoas ao redor de todo o mundo: O Tetris, um dos quebra-cabeças mais simples e viciantes que o mundo já conheceu, em que o objetivo é posicionar da melhor maneira possível uma série de formas geométricas diferentes — denominadas tetrominós —, que são apresentadas ao jogador em queda livre, para formar o maior número possível de linhas. Quanto mais linhas formadas, mais pontos… e mais rápido as peças caem.

A primeira vez em que tive contato com o jogo — cujo aniversário está sendo homenageado este final de semana pelo Google através do doodle que ilustra este artigo — foi por volta de 1986. Naquela época meus pais instalaram em nosso computador uma versão do Tetris criada pela extinta Speectrum Holobyte, a primeira a trazer o jogo para fora da antiga União Soviética. Apesar da baixa resolução das imagens — todas em padrão EGA, um espetáculo   época —, me viciei absurdamente, e passava horas e horas jogando sem parar. Eu ficava maravilhado cada vez que mudava de fase, e via as paisagens se alternando ao fundo.

A tela de abertura do jogo

A tela de abertura do jogo

Uma coisa da qual não fazia idéia é que, apesar de ser um dos jogos mais lucrativos do mundo, Pajitnov não ganhou muito dinheiro com seu invento: Segundo sua biografia na Wikipedia, o governo soviético alegou serem seus os direitos do programa de computador, e acabou vendendo, através de uma organização chamada Elektronorgtechnica — ou Erlog, para encurtar — diversas licenças de comercialização a empresas do ocidente, por valores muito baratos, repassando quase nada ao autor original.

Este movimento dos russos fez com que, por volta de 1989, meia dúzia de empresas alegassem ter os direitos de criar e distribuir o jogo. No entanto, a que mais acabou lucrando com o Tetris foi a Nintendo,  que criou versões do jogo para o NES e Game Boy, vendendo mais de três milhões de cópias.

Googris, o google doodle homenageando o aniversário de 25 anos do Tetris

Googris, o google doodle homenageando o aniversário de 25 anos do Tetris

Pajitnov só pôde começar a lucrar com seu invento a partir de 1996, quando os direitos “russos” de explorar a marca e o jogo voltaram para suas mãos. Aliás, vale mencionar que em 1984, a intenção de criar o jogo foi buscar distração em seu trabalho no Centro de Computação daAcademia Soviética de Ciências — ou seja, ele não fazia a menor idéia do sucesso que Tetris se tornaria: Na verdade, uma verdadeira febre, que, entre inúmeros outros spin-offs, fez com que alguém desenvolvesse algo chamado Twetris, um game em que você joga Tetris com os textos de tweets alheios.

Mas a influência do Tetris não se limita a video games e computadores: Levou os japoneses a criarem umaversão humana do jogo, denominada Brain Wall. A idéia deu tão certo que foi trazida a mais de 30 países do mundo inteiro, inclusive o Brasil, onde a atração recebeu, no Domingão do Faustão, o nome de De Cara no Muro aliás, é até possível jogar online.

Empurrando caixas

Lá pelo final da década de oitenta, mais ou menos na época em que meus pais compraram o primeiro PC lá de casa — um bom e velho PC XT com monitor de fósforo verde posteriormente substituído por um CGA de 4 cores — tive os primeiros contatos com um jogo chamado Sokoban, palavra japonesa que pode ser traduzida, segundo a Wikipedia, como zelador do armazém.

O Sokoban da Spectrum Holobyte

O Sokoban da Spectrum Holobyte

Criado em 1980 pelo programador japonês Hiroyuki Imabayashi, então dono de uma game house chamada Thinking Rabbit, o Sokoban foi um dos dois primeiros jogos que joguei onde o objetivo era resolver puzzles, ou seja, solucionar quebra-cabeças — o outro, da mesma época, foi o Tetris.  A Spectrum Holobyte importou o jogo para o ocidente, e era exatamente esta versão que nós tínhamos instalada no computador de casa. Com ela eu passei horas muito divertidas empurrando caixas.

Aliás, o objetivo do Sokoban era exatamente esse: movimentar caixotes de um armazém — na verdade um labirinto — para que estes pudessem chegar a locais pré-determinados. As regras do jogo são bastante simples, e apenas três:

Regra 1: Só vale empurrar Regra 2: Só vale empurrar 1 caixa por vez Regra 3: Puxar, nem pensar!

Hoje, por acaso, acabei ensinando o jogo e suas regras   minha esposa, que nunca antes em sua vida havia ouvido falar do Sokoban, depois que ela ficou curiosa em me ver jogá-lo através do decodificador da Sky, aqui em casa, apenas para passar o tempo. Como se trata de um jogo muito viciante, ela acabou gostando muito, e eu fui atrás de uma boa versão para deixar instalada no computador aqui de casa. Acabei baixando o YSokoban, programa gratuito que parece estar em franco desenvolvimento, já que a versão 1.127, mais recente, é de março deste ano.

Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)

Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)

A vantagem do programa é que, apesar de leve — apenas 380kb de espaço em disco são ocupados após extrairmos os arquivos compactados —, ele possui diversos recursos úteis para quem acaba adotando o Sokoban como passatempo, sobretudo a possibilidade de realizar infinitos undos e redos apenas com o mouse.

Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban

Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban

O YSokoban permite a utilização de skins, tornando possível deixar o programa com a cara de seu antecessor, o que é muito legal para os saudosistas como eu.

Os 50 níveis padrão que acompanham a instalação são os mesmos da versão japonesa da Thinking Rabbit, importada pela Spectrum Holobyte, mas, para aqueles que querem estender a diversão é possível importar mapas de Sokoban criados em arquivos texto — facilmente encontrados através de uma busca no Google — para dentro do programa, o que torna a diversão ilimitada.

Assim sendo… o que você está esperando?!

Battle Gear: Um convite   guerra

Já fazia muito tempo que eu não encontrava um jogo tão viciante quanto Battle Gear. Trata-se de um mini-simulador para a disputa de batalhas ou campanhas de guerra.

O jogo é, para mim, um daqueles raros achados que combinam simplicidade e elementos sofisticados: Ao jogá-lo, me vieram a mente jogos de tabuleiro como War, e também de computador, como Green Beret, Worms e Lemmings.

No single mode, você é colocado no comando do exército verde, e deve destruir seus inimigos, do exército vermelho. Para isso, começa a batalha, sempre travada em cenários como florestas, desertos ou o mar aberto, com uma quantidade de dinheiro, que deve ser investida no treinamento de soldados ou construção de veículos e torres de defesa, entre outras coisas. Seus fundos aumentam conforme o seu sucesso na investida contra os inimigos.

Na região inferior da tela ficam posicionados os recursos que você pode usar para preparar sua estratégia, cada um com um determinado preço. Existem unidades terrestres, como soldados, morteiros e veículos, unidades marítimas, como destroyers, e caças, para batalhas travadas no céu. A disponibilidade destes recursos varia conforme o cenário escolhido para o jogo, mas todos ficam disponíveis o tempo inteiro para enriquecer a batalha.

Vence quem conseguir dizimar o exército adversário, ou destruir sua base primeiro.

Ja no modo campaign, você passa a disputar sequências de batalhas, sempre com um determinado objetivo, como conquistar o mundo, por exemplo. Ao contrário do modo anterior, as unidades e armamentos não estão imediatamente disponíveis logo que a campanha começa. Você precisa disputar batalhas e, com isso, acumular experience points e dinheiro, que então são usados na aquisição de novos veículos, ou no treinamento de unidades diferenciadas.

Ao longo do jogo você pode vender unidades e investir em armamentos diferentes, e também conquistar uma série de medalhas.

Independente do modo que se decida jogar, uma coisa é certa: Para mim, ficou mais do que comprovado que Battle Gear é o achado perfeito para quem quer garantia de horas e horas de diversão.

Aliás, este mini-review só foi possível graças ao Rafael Arcanjo, que, via twitter, já alertava sobre alguma coisa que podia acabar com a produtividade, ou com o final de semana. Belíssima dica!

PS: Por sinal, se mais alguém por aí acabar vidrado no joguinho, pode fazer o download por aqui e jogar, mesmo offline.

Sendo menos produtivo com o FireNES

Quem nunca usou um emulador na vida que atire a primeira pedra!

Para quem não sabe, emulação é um termo da Ciência da Computação que descreve a capacidade que um dispositivo ou programa possui de reproduzir o comportamento de outro dispositivo ou programa. Normalmente, esta técnica é utilizada para transpor barreiras que, não fosse por esta técnica, seriam intransponíveis: Por exemplo, pode-se conseguir executar o Windows dentro do Linux através de um emulador, ou fazer impressoras de outras marcas funcionarem com programas escritos para os modelos da HP.

QEMU rodando Windows XP no Ubuntu

Mas é aos gamers de plantão que uma das utilidades mais populares da emulação interessa: É ela quem ajuda na execução dos clássicos de consoles de outrora — como o Atari ou o Mega Drive — nos sistemas computacionais mais modernos. A lista de títulos de emuladores disponíveis é imensa, e mal caberia neste artigo: Basta dizer que o interesse pela coisa é tão grande que praticamente qualquer console que se pense possui, atualmente, pelo menos um emulador.

E eis que os emuladores chegaram ao Firefox: Descobri hoje, por acaso, uma extensão chamada FireNES, que permite justamente a emulação do console Super NES dentro da raposa de fogo. A instalação do plugin ocorre como qualquer outra para o browser, com a única ressalva de que precisei me registrar no addons.mozilla.org para poder seguir adiante com o processo.


O emulador é baseado no vNES, e se utiliza de uma máquina virtual Java para rodar os jogos. A lista de games, aliás, conta com mais de 2500 títulos no repertório, o que certamente garante a diversão de gregos e troianos sem que eles precisem baixar os famosos ROMS.

Passei pelo menos duas horas jogando clássicos como Galaga, Elevator Action e Bomberman, além de muitos outros:

Road Fighter rodando no FireNES Galaga rodando no FireNES Super Mario 3 rodando no FireNES

Embora a jogabilidade geral seja muito boa, é meu dever fazer algumas ressalvas que considero importantes:

  • Os jogos são executados em um popup a partir do Firefox e, mesmo com sua abertura automática depois de selecionado um título, é necessário clicar na parte interna da janela para que os comandos de teclado comecem a funcionar. Esta parece ser, tipicamente, uma limitação do engine do emulador;
  • Alguns jogos têm uma resposta lenta demais aos comandos, o que pode prejudicar um pouco a experiência de quem está jogando;
  • Alguns dos mais de 2500 títulos que estão na lista de jogos simplesmente não funcionam. Eu, pelo menos, não consegui rodar alguns;
  • A página do site da Mozilla onde se pode fazer o download do FireNES cita que o plugin é compatível com o FF 3.0, o que, pelo menos por enquanto, não é verdade: Neste caso os jogos, ao serem executados, acabam por exibir uma tela acinzentada sem som e sem imagem. De qualquer forma, o FAQ oficial do desenvolvedor atesta que eles esperarão até a versão final do novo FF 3.0 para verificar eventuais problemas de compatibilidade.

Mesmo com essas ressalvas, creio que realmente valhe   pena experimentar o FireNES. Alias, eu o vejo como uma excelente oportunidade para diminuir a produtividade no escritório, e para passar momentos divertidíssimos em frente ao computador de casa. Já está entre as minhas extensões favoritas…

Jogos Clássicos… na caneta?

classicgamepens.jpgAproveitando o feriadão do Carnaval hoje fomos dar uma volta em um dos (praticamente) desertos shoppings da cidade, e, ao entrar em uma loja de brinquedos a pedido do pequeno, nos deparamos com um clássico, o Pula Pirata. Meu pensamento foi, automaticamente, aquele que acredito que muita gente já deve ter tido: Alguns jogos clássicos não morrem nunca! Ressurgem com outro nome, ou, como neste caso, com o mesmo nome.

Coincidentemente, ao fazer agora há pouco minha ocasional ronda na web, descobri um post falando justamente sobre jogos clássicos, só que embutidos em canetas esferográficas. Pela bagatela de US$ 5,50 cada você pode levar para casa mini-versões totalmente operacionais do Traço Mágico e do Jogo da Operação. No caso deste último as minúsculas peças são presas   caneta por pequenos fios para que não se percam, e é necessária uma pequena bateria de relógio (já incluída) para jogar, que segundo o vendedor não afeta significativamente o peso da caneta.

Taí, embora eu acredite que mesmo com o preço tão diminuto não compraria uma dessas (a menos que fossem lançadas canetas com versões do Boca Rica ou do próprio Pula Pirata), acho essa uma excelente sugestão de presente. Fica anotada. E que alguém me conte caso tenha resolvido comprar e testar, ok? [via]

Shuffle: Simples mas viciante

shuffle.jpg

Shuffle é uma daquelas idéias ao mesmo tempo simples e viciantes. O jogo se passa em um tabuleiro onde existem dois conjuntos de bolinhas, um vermelho, controlado por você, e outro, amarelo, controlado pelo computador. O objetivo é tirar todas as bolinhas do oponente de cima do tabuleiro e, para isso, você conta apenas com seu mouse.

Escolha uma de suas próprias bolinhas, clique com o mouse sobre ela, segure, arraste para determinar a direção e a velocidade e solte o botão: Agora basta assistir ao estrago. Para ganhar o jogo, é necessário vencer quatro rodadas seguidas, sendo que a cada uma que você ganha, começa com uma bolinha a menos em relação ao adversário, e mais próximo do centro do tabuleiro.

Uma coisa eu garanto: Essa mistura que eu considero como sendo de tiro ao alvo com bilhar já me rendeu várias horas de diversão e, atualmente, está entre meus jogos favoritos. Às vezes, simplicidade é tudo.

DDR ao Extremo

Um grupo de pessoas se reuniu na Califórnia neste último final de semana para jogar Dance Dance Immolation, uma versão do famoso game dançante Dance Dance Revolution onde se usa, nada mais, nada menos, do que lança-chamas:

ddi.jpg

Basicamente, o jogo funciona assim: Se você estiver dançando bem, programas de computador especialmente preparados atirarão grandes chamas criadas a partir de gás propano para o ar. Já se você estiver dançando mal, os mesmos programas apontarão diretamente para o seu rosto.

Dá pra encarar?

Saudades da Ilha dos Macacos

guybrushthreepwood.jpgSó mesmo quem já esteve na pele de Guybrush Threepwood por quatro vezes seguidas pode dizer que Monkey Island — produzido pela LucasFilm Games, mais tarde LucasArts — foi o melhor adventure game já produzido na face da Terra.

Me lembro, aliás que, muito antes de outros sucessos como Doom, por exemplo, me chamarem a atenção, foi este gênero de games que eu passei jogando a minha infância praticamente inteira.

Adventure games anteriores   esta série, como Police Quest e King’s Quest — ambos produzidos pela concorrente Sierra Online — por sinal, foram responsáveis, entre outras coisas, pelo meu interesse contínuo e pelo aprendizado cada vez mais rápido de inglês, uma vez que,   época, não havia nenhum jogo dublado ou legendado em português.

O tom saudosista realmente se fez presente neste post porquê encontrei neste final de semana — ainda que meio por acaso — um link para o Happy Monkey Island Music Day, evento virtual promovido pelo blog especializado em games Joystiq. Nele, revivi a fantástica trilha sonora da abertura de todos os jogos da série, aqui reproduzida em vídeo pela banda Press Play on Tape, especializada em tocar música de jogos de computadores antigos, principalmente o Commodore 64. Mesmo que você nunca tenha sequer ouvido falar do jogo, vale a pena ouvir.

Embora haja rumores sobre um quinto episódio da série Monkey Island, não sei o quanto de verdade há neles, embora existissem referências a isso no último dos jogos da série, o quarto episódio, chamado Escape from Monkey Island.

monkey.jpgMas nem tudo está perdido para os saudosistas como eu, uma vez que atualmente pode-se recorrer ao excelente ScummVM, um programa que permite não apenas reviver as emoções da série da Ilha dos Macacos, mas também de um monte de outros jogos do mesmo gênero. Se você gosta de adventures e não conhece o programa, está perdendo tempo! E se você, como eu, já jogou ou conhece alguém que já se aventurou na pele de Guybrush, me avise para que possamos tomar uma caneca de Grog juntos!