Os pokémons que a minha mãe faz são geniais!

Há umas duas semanas, já em meio à onda do Pokémon Go, enquanto eu navegava pelo Twitter, me deparei com um artigo do site The Verge, falando de uma mulher chamada Nichole Dunigan, que resolveu criar um projeto que batizou de #CrochetGo — para o qual possui um grupo no Facebook.

Um Bellsprout de crochê, vejam só!

Em primeiro plano, um Bellsprout de crochê, vejam só!

O projeto objetiva tricotar — não, crochetar — essa palavra nem existe oficialmente! —, produzir Pokémons feitos em crochê e deixá-los nos diversos pokéstops e ginásios existentes em Lewisville, Texas.

É isso mesmo, deixá-los nestes lugares. Ela não está vendendo nada. Apenas tomou gosto pela coisa, o que não é difícil de entender, uma vez que ela se autodefine, em seu perfil no Instagram, como uma gamer, foodie, e crafty geek. Ela inclusive disponibilizou todas as receitas de crochê que criou em um endereço na internet, para aquelas pessoas que queiram — e possam — seguir o exemplo.

Um Pikachu entre duas pokebolas, tudo feito pela minha mãe.

Um Pikachu entre duas pokébolas, tudo feito pela minha mãe.

Embora não esteja entre as minhas habilidades fazer crochê, e nem seja muito a minha praia, nada como ter uma mãe que possui essas habilidades: Eu mandei pra ela o link desse artigo que encontrei e, não é que para a minha surpresa, ela também começou a produzir os seus próprios Pokémons de crochê?

Acho importante dizer que, ao contrário da Nichole e de seu projeto, minha mãe, que trabalha com artesanato, patchwork e coisas do gênero, agora faz os Pokémons para vender. São muito bem feitos, têm muita qualidade e não são nada caros: Eu simplesmente adorei. Se você também gostou, passa lá na página da minha mãe, que também fica no Facebook, e faz uma visitinha 🙂

Troque teclado e mouse por joystick nos jogos para PC

Há cerca de dois anos eu presenteei meus dois filhos com um Xbox One, console de jogos da Microsoft o qual eu acho excelente, e que conta com uma série de jogos bacanas que são capazes de nos distrair por horas e horas.

O controle do Xbox One

Quando paro pra pensar no joystick do Xbox One, percebo o quanto o controle evoluiu desde a época de seu tataravô, o Atari. Naquela época o controle que usávamos era uma caixa composta por um bastão e um botão, e nem chegava perto dos seus descendentes modernos, todos com sticks, triggers e botões, anatomicamente localizados para facilitar a vida dos jogadores, que assim podem se concentrar na tela, onde toda a ação acontece.

Aliás, por ser um produto da Microsoft, o joystick do Xbox One pode ser usado não apenas com o console da empresa, mas também com jogos que rodam no PC, na plataforma Windows. Quem circula pelas galerias de lojas de games como o Steam sabe bem que a quantidade de títulos que podem ser jogados com controle aumenta a cada dia — e, embora recomendado, não é necessário que o joystick que você usa seja o do Xbox: eu mesmo, pouco antes de comprar o Xbox One, cheguei a configurar um joystick da Multilaser para jogar no computador.

Mas nem só de jogos que nascem com suporte a joystick vivem os gamers — e eu não estou falando dos games que rodam em tablets smartphones, que, aliás, nem de joystick precisam. Estou falando daquela parcela, ainda significativa, de jogos de computador que não são compatíveis com joystick.

Os primeiros jogos da categoria FPS – First Person Shooter são bons exemplos deste tipo de jogo de computador, e, na própria Steam, é possível encontrar alguns exemplos, como os clássicos Doom II, Quake ou o pai do gênero, Wolfenstein 3D. Estes são todos jogos muito bons, mesmo para aqueles que não os jogaram quando crianças, e que não possuem suporte aos joysticks modernos — em cada um deles, assim, você precisa se virar com o bom e velho teclado e decorar todas as teclas a serem usadas, como no caso do Doom, abaixo:

As teclas para jogar Doom

Mas não são apenas os jogos mais antigos para computador que não possuem suporte à joystick. Pensemos em Minecraft, um sucesso absoluto não apenas para as crianças, como meus dois filhos, que adoram o game, mas também entre os adultos. Desconsiderando as versões posteriores do jogo, que invadiram, além de tablet e celular, os consoles Xbox One e 360, os PlayStation 3 e 4, além do Wii U, onde evidentemente ganharam suporte a joystick, o game original joga-se usando uma combinação de teclado e mouse, segundo vive me informando meu filho mais velho.

Quando se leva em conta os movimentos que um jogador de Minecraft, no computador, precisa realizar, este se vê às voltas com uma combinação de teclas e botões de mouse não menos numerosa que as de games como Doom ou Quake:

As teclas (e botões) para jogar Minecraft

Toda essa combinação de teclas e botões de mouse é muito interessante, e, muitas vezes, até fácil de se acostumar depois de algum tempo jogando. Mas, em prol de facilitar sua vida e, pensando nos games que contam com joysticks modernos como o do Xbox One, você provavelmente já deve ter desejado que houvesse pelo menos uma maneira de jogar estes jogos com joystick.

Bem… Eu, pelo menos, já.

COMO JOGAR COM JOYSTICK JOGOS NÃO COMPATÍVEIS

A primeira coisa que fiz foi — obviamente, vocês já devem ter até adivinhado — uma busca no Google. Como sempre, surgem algumas alternativas para esta questão: Softwares como o Xpadder ou o PGP – Pinnacle Game Profiler.

O que estes programas fazem é simples: Para cada tecla do teclado e  movimento ou pressionamento de botões do mouse, eles são capazes de associar e programar um botão de joystick para fazer o mesmo.

Embora, pelo que pesquisei, ambos sejam boas alternativas e cumpram bem o papel de substituir teclado e mouse por joysticks, há uma questão que quis levar em conta ao ir atrás de uma solução: o custo.

O PGP sai por cerca de US$ 9, enquanto que seu concorrente, Xpadder, sai por um pouquinho mais: US$ 10. Eu, como sou da área de informática, sei melhor do que ninguém que estes softwares precisam certamente ser cobrados, pois são o sustento de seus desenvolvedores. Ainda assim, quando você procura um pouco mais, às vezes acha softwares tão bons quanto os pagos, e que são disponibilizados gratuitamente, graças ao trabalho voluntário de uma ou outra alma caridosa, ou de equipes de desenvolvimento.

ANTIMICRO

Quando o assunto é substituir teclado e mouse pelo joystick, existe uma alternativa que se encaixa neste cenário: Trata-se de um software chamado Antimicro. Dentre os três programas que cito neste texto, nenhum deles tem o nome mais estranho. Ainda assim, é algo que merece todo o meu respeito:

antimicro is a graphical program used to map keyboard keys and mouse controls to a gamepad. This program is useful for playing PC games using a gamepad that do not have any form of built-in gamepad support. However, you can use this program to control any desktop application with a gamepad; on Linux, this means that your system has to be running an X environment in order to run this program.

Aliás, para mostrar como é simples fazer toda a configuração da ferramenta, criei o vídeo abaixo, que disponibilizei no YouTube.

MAS VAMOS ÀS INSTRUÇÕES DETALHADAS…

Primeiro, faça o download do Antimicro, disponível no site do Github.

A ferramenta não funciona apenas com Windows: Também é possível usá-la com algumas variações de Linux, como Debian e Ubuntu. Para o sistema da Microsoft, existem duas maneiras de baixar, sendo a primeira um instalador executável e a segunda, um arquivo compactado, para quem prefere algo portable. Deve-se observar, apenas, que, seja qual for sua opção, deve-se escolher entre versões para 32 ou 64 bits.

Optei por fazer o download da versão portable, pois considero-a mais prática.

Extraído o conteúdo do arquivo para qualquer local em seu computador, basta fazer duplo clique sobre o arquivo ANTIMICRO.EXE .

O conteúdo da pasta da ferramenta Antimicro

Será aberta a interface do programa, de onde podem-se então fazer todas as associações de teclas, movimentos e botões do mouse com os botões e sticks de um controle como o do Xbox One, por exemplo. É óbvio que, para que isso seja possível, você precisa antes conectar um joystick ao PC.

O programa não precisa de nenhum tipo de configuração: é quase como um toque de mágica. Brinco assim porquê, uma vez que conectei meu controle ao PC onde utilizo Windows 10, o reconhecimento foi instantâneo, como quero demonstrar abaixo:

Conecte o joystick, et voilà!

Uma vez conectado o joystick, é importante verificar se todos os botões, os sticks triggers são devidamente reconhedicos pelo Antimicro. Como demonstro na figura acima, cada movimento gera um feedback visual, em azul (ou será roxo?).

Uma vez que os testes tenham sido realizados e você perceba que o controle que você possui é 100% reconhecido pelo programa, programar o joystick para qualquer jogo que você quiser é bem simples.

Note que existem três seções no programa. A primeira se refere aos sticks, a segunda aos dpads (directional pads, ou setas de direção), e finalmente, uma seção referente aos botões (left triggerright trigger, A, B, X,Y, e assim por diante).

Sessões do Antimicro

A configuração do joystick é bastante simples e intuitiva. Para exemplificá-la, vou utilizar como exemplo o próprio Minecraft, que mencionei antes: No jogo, em que você normalmente combina teclado e mouse para jogar, as teclas W, A, S e D são usadas, respectivamente, para mover-se para a frente, para a esquerda, para trás e para a direita, enquanto que o movimento do mouse atua como câmera, direcionando o olhar do jogador para onde é preciso.

Note que existem vários botões marcados como [NO KEY].

Sessão Sticks

Considerando a seção Sticks e a região marcada como L Stick, ou stick esquerdo, deve-se clicar em cada um destes botões para configurar adequadamente as teclas que os movimentos do stick representarão.

Clicar em qualquer um destes botões deve fazer com que um teclado virtual apareça. Nele, basta clicar o mouse sobre o botão que representa a tecla que você deseja que o joystick represente. Abaixo, veja como configurar o L Stick para que se comporte como a tecla A.

O teclado virtual do Antimicro

Note, pela figura acima, que existe, na parte inferior esquerda da janela, seções reservadas à representação das teclas do teclado (keyboard) e também dos movimentos e botões do mouse.

Assim, após usar o método para configurar não apenas a tecla A, mas também as teclas W, S e D com seus respectivos movimentos, basta clicar na seção Mouse para fazer a mesma coisa com os botões e movimentos — tomando cuidado para, desta vez, configurar o R Stick, imitando a câmera do Minecraft.

Configuração do mouse

Após configurar movimentos e câmera, basta configurar as outras teclas necessárias ao jogo, repetindo os procedimentos descritos anteriormente. Ao final do processo, você deverá obter algo mais ou menos similar ao que represento abaixo — sendo que os resultados podem variar, conforme o joystick que você possuir.

Antimicro configurado para Minecraft

Você pode, é claro, configurar outras teclas, botões e movimentos do mouse, dependendo do jogo que quiser fazer funcionar com joystick. Para facilitar o uso posterior, a ferramenta permite que você salve perfis, o que também é muito simples de fazer — basta clicar nos botões Save ou Save as.

Cada perfil salvo é armazenado conforme o padrão abaixo:

nome.do.perfil.gamecontroller.amgp

Antimicro na área de notificaçãoUma coisa interessante, que também vale mencionar, é que quando minimizada a janela do Antimicro, suas opções ficam disponíveis na área de notificações, no canto inferior direito, próximo ao relógio do Windows, facilitando a troca entre os diversos perfis criados por você.

Como última dica, se você não quiser criar os perfis manualmente, há vários deles já disponíveis e prontos para baixar do site do Github, onde, como disse anteriormente, o Antimicro fica hospedado.

Espero que as explicações acima sejam úteis para você, e que assim, você logo esteja usando joystick para jogar no PC aqueles jogos que você sempre jogou usando apenas o teclado e o mouse.

Keep talking and nobody explodes

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Tensão. Nervosismo. Raiva. Tensão. Nervosismo. Mais tensão. Mais nervosismo.

Vocês entenderam. São exatamente estes os sentimentos dos jogadores que resolvem disputar uma partida de Keep talking and nobody explodes, um jogo sensacional que está disponível no Steam desde 08 de outubro de 2015, e que eu, infelizmente, só vim a descobrir mais de um mês depois.

Imagine que você está sozinho em um quarto, e que na sua frente está uma bomba prestes a explodir, cheia de módulos, um mais complicado do que o outro. Sua tarefa é muito simples (ou não): Tentar desarmar a bomba.

Só que tem um problema: Você não sabe como.

É aqui que entra o ingrediente que torna o jogo sensacional: Seus amigos especialistas possuem um detalhado manual contendo instruções sobre como desarmar todo e qualquer módulo de bomba já visto na história (do jogo), mas não podem ver a bomba. Você, ao contrário, só vê a bomba na sua frente.

Cabe a vocês se comunicarem na esperança de desarmar a bomba. Mas se o timer chegar a zero, vai tudo pelos ares, e o jogo acaba.

mecanica-do-jogo

Um dos maiores segredos do jogo está justamente no manual de desarmamento de bombas, que está disponível para ser baixado online em formato PDF, ou para ser visualizado como página web. Isso torna as possibilidades de jogo ilimitadas, já que apenas uma cópia do jogo é necessária para jogar:

  • Você pode estar em uma festa com amigos e, enquanto você está na frente da tela do computador, seus amigos estão com cópias impressas do manual, tentando te orientar na mesma sala, sem enxergar nada: Coloquem-se uns em frente aos outros, usem lençóis para tampar as cabeças, ou o que for;
  • Você pode jogar com seus filhos: Minha opção favorita, sendo a que eu pratico em casa. Eu viro o monitor de uma forma que ninguém mais enxergue a imagem, e nós nos revezamos no papel de especialista e de desarmador de bombas;
  • Você pode jogar com um ou mais amigos através do Skype, WhatsApp ou até mesmo no viva voz do celular: A alternação de papéis também pode ser praticada aqui.

Existem dois modos de jogo: Um onde a dificuldade e o número de módulos das bombas — que pode chegar a 11 — vão aumentando progressivamente, e outro, chamado free play, em que você pode desarmar bombas criadas por você mesmo, just for fun.

Oficialmente, o manual de desarmamento está disponível apenas em inglês, mas nossos intrépidos amigos da Comunidade Steam já deram um jeitinho nisso, criando uma tradução extra-oficial para o português, também livre para ser baixada.

No final das contas, não importa como você vai jogar: O que importa é que eu garanto que você terá horas de diversão explodindo — e evitando explodir.

(imagem do topo criada pelo usuário Ron Quiney, da comunidade Steam)

2048

2048Devo confessar que eu tenho uma queda enorme por jogos simples. Meu mais novo ídolo, portanto, é um camarada chamado Gabriele Cirulli, que criou o 2048, um quebra-cabeças tão simples e elegante que vicia desde o primeiro momento em que começamos a jogá-lo. As regras são simples: Com as setas do seu teclado você vai movimentar as peças — todas elas ao mesmo tempo — para cima, para baixo, para a esquerda ou para a direita, sendo que todo movimento fará com que as peças batam em uma das “paredes” da caixa onde elas estão.

Uma vez que duas peças de valores iguais se toquem, elas serão combinadas em uma única peça, com o valor anterior dobrado. Assim, duas peças se tornam 4, duas peças se tornam e assim por diante, até que você consiga atingir o objetivo do jogo que, como é fácil de se imaginar, é chegar   peça 2048 (equivalente   décima primeira potência da base 2, para os nerds de carteirinha que já fizeram, é claro, a associação).

Parece simples   primeira vista. Mas não é. Se o tabuleiro se encher e você ficar sem movimentos, é fim de jogo. A sensação é de que “na próxima, eu vou conseguir” e você não para mais de jogar. Sucedendo o finado Flappy Birds — um dos favoritos do Gregório —, 2048 pode até ser chamado de “o mais novo melhor jogo de todos os tempos da última semana, mas considero-o bem menos frustrante do que seu antecessor. Aliás, a exemplo do jogo, 2048 também já possui vários clones para iOS e Android (o meu favorito é este aqui, que, como diz o autor, é um mero container para a página do jogo original, sem propaganda, sem compras dentro do aplicativo. Apenas diversão).

Em tempo: Threes, uma das fontes de inspiração de Gabriele para criar o 2048, também é bastante divertido e tem os mesmos conceitos. Vale conferir.