Resuma seus feeds… ou não!

Bia Kunze, além de ser a odontologista mais linda da internet (tive que concordar com meu amigo Neto Cury), também veio mostrar o outro lado da moeda com relação   campanha de Feeds Completos iniciada pelo Rafael Arcanjo.

Ela cita — sem deixar de ter razão — um argumento irrefutável, em seu comentário em meu post:

Para quem lê feeds em dispositivos portáteis, vale lembrar que textos muito longos exigem maior tráfego de dados. E na internet móvel, se paga pelo tráfego, e não pelo tempo de conexão. Mesmo quem tem tráfego ilimitado ou usa o wi-fi, muitas vezes se depara com a pouca memória do aparelho

Às vezes há posts que não interessa você ler, e aí já é tarde, seus preciosos KB já foram consumidos.

Só posso afirmar, após conhecer o outro lado da moeda, que a blogosfera também deve ser um lugar democrático. E como eu sou uma pessoa que adora democracia, me vi logo   frente de um impasse.

Como fazer, afinal, para disponibilizar ambos os feeds, sendo um completo — para quem está com conexões de banda larga e/ou quer ler os assuntos sem precisar necessariamente visitar meu blog — e outro, resumido, para atender   leitores e leitoras especiais como a Bia, que têm nos PDA’s e similares não apenas instrumentos de lazer, mas também de trabalho?

Felizmente, para mim, a resposta veio rápido.

Faça uma “cirurgia” em seu feed RSS 2.0

Vou propôr a vocês uma “cirurgia”: E prometo que, ao final do procedimento cirúrgico, teremos tanto o feed completo quanto o resumido. Para isso, tudo o que vamos precisar é do próprio WordPress, além de um pouquinho de conhecimento — bem pouco, mesmo — de PHP.

Pra começo de conversa, escolhi o feed RSS 2.0 de meu site. Não foi por nenhuma razão em especial, já que poderia ter sido qualquer outro feed: O WordPress disponibiliza os formatos Atom, RSS 0.92 e RDF, além da minha própria escolha.

De qualquer forma, para seguirmos adiante, vamos primeiro entender um pouco sobre a forma como o WordPress trata dos feeds. Quem acompanha o BlogAjuda sabe que o Rodrigo está trabalhando em uma série de artigos para criar um tema para esta ferramenta de edição de blogs. Pois bem. Criar temas envolve mexer com templates, que nada mais são do que modelos para o conteúdo do blog.

Além dos templates para o blog, que controlam a forma como aparecem a página principal, os comentários e as páginas para artigos individuais, entre outros, o WordPress também possui modelos para os feeds. Estes modelos, embora não tão amigáveis quando os dos temas, são exatamente o ponto onde precisamos mexer. Então, vamos em frente.

No diretório de instalação do WordPress — o mesmo onde está o arquivo wp-config.php — existem quatro arquivos padrão, chamados wp-rss2.php, wp-rss.php, wp-rdf.php, wp-atom.php e wp-commentsrss2.php. Todos eles controlam a forma como o sistema irá trabalhar com os feeds RSS — o último deles, inclusive, trata do feed de comentários. Vamos dar especial atenção ao arquivo wp-rss2.php.

Para continuar, faça o download do arquivo wp-rss2.php que está no seu blog para o seu computador e abra com um bom editor de texto, de preferência com numeração de linhas Se você quer uma sugestão pessoal, tente o PSPad, ultra-poderoso e freeware..

Uma vez tendo aberto o arquivo, procure o trecho de código abaixo. No caso da versão de WordPress que eu estou usando, ele começa exatamente na linha de número 40:


		]]>

		]]>
	post_content ) > 0 ) : ?>
		]]>
	
		]]>
	


Para quem leu meu post anterior
, este é o bloco que, “nos bastidores do sistema” faz com que a escolha pessoal do usuário em disponibilizar um feed completo ou resumido ocorra. Notem, sobretudo, esta linha:


Ela contém uma tag Uma tag é a representação de qualquer função do WordPress, para se obter funcionalidades, sejam elas básicas ou avançadas que obtém das configurações de seu blog a informação sobre o seu feed. Caso rss_use_excerpt retorne um valor verdadeiro, isso significará que você está disponibilizando um feed resumido. Caso contrário, você está jogando no time das pessoas que têm feeds completos disponibilizados.

Pois bem, é hora de realizar a “intervenção cirúrgica” que mencionei anteriormente. Basicamente, deixaremos de verificar se o usuário deseja um feed completo ou não, e passaremos a forçar a geração de um feed resumido. Para isso, ainda tendo em mente o primeiro dos blocos de código acima, elimine as linhas de números 40 e de 42 a 49 do arquivo. Para facilitar a explicação, a figura abaixo destaca as linhas que iremos apagar:

highlighted_rss2php.jpg

A exclusão das linhas destacadas na figura acima fará com que este bloco, após a edição, fique com apenas uma linha, como a seguir:

]]>

Salve o arquivo com um nome diferente do original. No meu caso, usei o nome wp-rss2-sumario.php. Em seguida, faça o upload deste novo arquivo para o mesmo diretório onde estava o original. Em seguida, será hora de testarmos o novo feed resumido que acabamos de criar.

O teste será prático, simples e indolor: Consistirá em testarmos nosso novo feed com um leitor de nossa preferência. Para esta demonstração, continuarei um fiel adepto do novo Google Reader.

add_reader_sumario.jpg

Uma vez adicionado o endereço do novo arquivo do qual acabamos de fazer o upload, voilá! Um feed resumido instantâneo é produzido, tal como podemos observar pela ilustração abaixo, em que o indicador […] está ativo.

resultado_feed_resumo.jpg

Pronto! Com este resultado, basta criar uma referência ao novo feed na barra lateral de seu blog (tal como eu mesmo já fiz, depois deste tutorial) para que todas as pessoas possam usufruir de feeds completos ou resumidos a seu bel-prazer. O que posso garantir é que todos os seus leitores estarão plenamente satisfeitos depois desta.

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Escândalos, tragédias e oportunistas

Nós brasileiros estamos acostumados a passar por diversas tragédias. Em 1994, quando Ayrton Senna morreu, lembro-me bem da enorme comoção nacional ocorrida e da quantidade de lágrimas que eu mesmo derramei após o acidente do GP de San Marino, em primeiro de maio. Dois anos depois, foi a vez de um acidente aéreo tirar a vida da banda Mamonas Assassinas, que colidiu contra a Serra da Cantareira, em Guarulhos, no dia 2 de março de 1996, causando mais tristeza   população, que havia se acostumado com as brincadeiras de Dinho e sua turma.

Sobre este segundo caso, lembro-me de estar trabalhando poucos dias depois do ocorrido, quando alguém chegou com um disquete contendo fotos do local do acidente e do resgate dos corpos. Muita gente, já naquela época já era movida por uma curiosidade mórbida de ver cenas trágicas — a mesma que faz com que os motoristas diminuam a velocidade quando encontram acidentes   frente nas rodovias — e logo estavam todos em volta do computador para observar as imagens, horríveis, por sinal. Mas se a curiosidade mórbida já existia naquele ano de 1996, uma coisa ainda não era tão presente: Os golpistas virtuais de nosso país.

Qualquer evento que se torne muito polêmico ou comentado se traduz em oportunidade para estas pessoas. O recente vídeo onde Daniella Cicarelli aparece em ousados amassos com seu namorado, Tato Malzoni, e para o qual a moça, inclusive, conseguiu até uma liminar que deve, supostamente, fazer com que o vídeo pare de circular na Internet — ou que, pelo menos, tenha sua circulação na web diminuída — atraiu a atenção de piratas de computador que aproveitaram a oportunidade para espalhar suas pragas virtuais. Estas pragas, chamadas keyloggers, se instalam nas máquinas de usuários inocentes e passam a gravar informações digitadas por eles, como senhas bancárias.

O mais recente dos eventos trágicos brasileiros, o choque aéreo envolvendo o vôo 1907 da Gol e um Legacy 600, avião fabricado pela brasileira Embraer, que caíram no norte do Mato Grosso matando todos os seus passageiros e tripulantes, também já está sendo visado como ótima tentativa para a prática de fraudes virtuais. Um boletim de segurança emitido pela empresa Websense alerta que um e-mail supostamente divulgando fotos do local do acidente na verdade instala nos computadores de quem clicar nas fotos um keylogger bancário.

E embora eu não tenha recebido o tal e-mail em minha caixa de entrada pessoal, não é que me vi mais próximo da tal ameaça do que jamais poderia imaginar? Acessando meus recados do Orkut — coisa que, aliás, eu não fazia há séculos — eis que me deparo com uma pérola das mais preciosas — e perigosas:

Scam Gol

Já sabendo o que iria encontrar pela frente, cliquei no link indicado no recado que recebi e em instantes me vi navegando em uma página
que lembrava muito um famoso site de fofocas nacional, mas que, por outro lado, possuía endereço no servidor Google Pages, onde podem ser hospedados sites gratuitamente, graças a um oferecimento do Google.

No final da página, encontrei o — já esperado — link para download do vídeo com imagens de passageiros mutilados. Segui em frente com minha empreitada, buscando provar como as pragas virtuais são perigosas e fiz o download do arquivo para o meu computador. Neste ponto, cabe uma observação: O tal arquivo com o vídeo tinha apenas 240kb de tamanho que, para quem não sabe, é muito pouco para mídias de vídeo.

icone_scam.jpgObviamente, meu intuito nunca foi executar o tal arquivo. O que fiz, na realidade, foi utilizar-me de algumas ferramentas poderosas para detecção de keyloggers. Uma delas, o AVG Anti-Spyware, em pouco tempo me deu as respostas que estava procurando e que eu queria mostrar a vocês. Logo em seguida, é claro, exclui o arquivo de meu próprio computador.

A experiência que realizei deixa algumas lições interessantes:

Espere pela Mídia Especializada

Por mais mórbida que seja a sua curiosidade — afinal, todo brasileiro normalmente adora mesmo saber informações extras sobre uma tragédia ou escândalo —, espere pelos veículos de imprensa e mídia especializada. Eles lhe darão tais notícias tão logo quanto possível. O recebimento de e-mails que supostamente contêm imagens ou vídeos sensacionais a respeito do assunto do momento normalmente apenas indica uma tentativa de oportunistas de lhe fazer algum mal.

Desconfie do conteúdo do texto

Antes de clicar em qualquer coisa, verifique minuciosamente o que está escrito na mensagem que você recebeu. Desconfie de qualquer coisa, qualquer detalhe, por menor que seja, a começar pelos erros de português. Lembre-se de que, no exemplo que vivenciei, a tal Danielle conseguiu um vídeo com um amigo que também já havia conseguido o tal vídeo antes. E o pior, o tal amigo era do Mato Groço, e não do Mato Grosso.

O mouse é seu aliado!

Seja diretamente no navegador web de sua preferência, seja no seu programa de e-mail, uma coisa é certa e muito simples: Passar o mouse por cima do link de uma mensagem fará com que a barra de status exiba o local para o qual o link lhe transportará ao ser clicado. Se este link contiver arquivos executáveis — com a extensão .exe — ou qualquer outra extensão não familiar para você — como .scr, que deveria ser um protetor de tela —, não clique nele.

Mesmo que o link não contenha um arquivo executável, evite clicar sobre ele. Note que ao fazer isso, fui transportado para um site que parecia ser uma coisa, mas que não era. O Fuxico é um site sério, hospedado pelo UOL, e não pelo Google Pages.

Não, o banco não te mandou e-mail

Da mesma forma, quando recebemos e-mails que supostamente são enviados pelos bancos, não devemos acreditar neles. Primeiro, porquê nenhum banco manda e-mail pra você, o que pode ser comprovado por uma busca minuciosa na maioria dos sites deles. Segundo, porquê eles não estão hospedados no IG, no Geocities, no Zip.net, na Globo.com e nem em qualquer outro hospedeiro gratuito da Internet. Todos têm seus endereços próprios. Então passe o mouse por cima de cada link do qual você desconfiar e, se suas suspeitas forem verdadeiras, não hesite: Exclua a mensagem imediatamente.

Cliques acidentais

Na hipótese de ter realizado um download acidental de algum arquivo suspeito, mantenha a calma. Ao terminar o download, exclua o arquivo imediatamente antes de executá-lo. Muitas pessoas acham que os vírus já estão presentes nos downloads que fazem da Internet em si, mas na verdade precisam clicar nos arquivos e executá-los para que a confusão se instale, justamente o que você não deve fazer.

Também é interessante que você trabalhe com um trio que estará sempre a seu favor: Um bom anti-vírus, um firewall confiável e um complemento: programas para eliminação de spywares, keyloggers, trojans e outras pragas virtuais que nos rondam e assombram diariamente. Lembre-se: A segurança do seu computador, de seus dados e a sua dependem apenas de você.