As categorias secretas da Netflix

Se tem uma coisa pela qual a Netflix merece muitos elogios é a sua capacidade de sugestão de novas séries e filmes que batem com o meu gosto pessoal.

Sempre que ligo a TV ou estou navegando na internet e sinto vontade de assistir alguma coisa diferente, para fugir das variar as séries que eu acompanho regularmente, lá estão as sugestões. De maneira geral, aliás, neste quesito concordo com meus amigos: entre todas as sugestões fornecidas, apesar de algumas bolas fora, a empresa e seu algoritmo conseguem garantir diversão de 90 a 95% das  vezes, o que, como disse, é de se elogiar.

Mas mesmo com todas as sugestões do universo, vocês ou eu nunca seríamos capazes de visualizar tudo o que está disponível, pois o volume de títulos da Netflix, além de enorme, varia diariamente, com exclusões e aposentadorias de filmes e seriados. Enquanto escrevo este texto, aliás, o número de opções para apreciação dos brasileiros está em 562 séries e 2951 filmes1Você pode saber quantas séries e filmes existem na Netflix do mundo inteiro através desta página na web..

É aí que entra um artifício muito interessante, que tem a ver com o que muitos sites por aí estão chamando de categorias secretas da Netflix. Eu, sinceramente, prefiro chamar de capacidade de refinamento das buscas por filmes e seriados, usando gêneros subgêneros que normalmente não estão visíveis para os usuários, e que podem ser acessadas através de um simples endereço web. Ao acessar o site da Netflix, você só precisa usar o endereço a seguir, substituindo “número” pelo equivalente a uma das centenas de categorias disponíveis.

https://www.netflix.com/browse/genre/número

Ao substituir o número por 1365 no endereço acima, por exemplo, é possível acessar o gênero Ação e aventura, conforme exemplifico abaixo. Notem que ao lado do título, existe um menu drop down, que pode ser usado para filtrar por sub-gênero, proporcionando algum grau de refinamento — e permitindo ao meu pai, por exemplo, que encontre seus filmes de faroeste facilmente:

Entre os achados disponíveis, existem coisas mais simples, como o número 3719, reservado a zumbis e o 7700, para faroestes de todas as épocas; e também as buscas um pouco mais específicas, como a que revela o número 277, que lista todos os títulos em que a estrela principal é Susan Sarandon. Com a quantidade de números correspondentes aos gêneros e subgêneros sendo bastante razoável, felizmente, existe um site disponível com todos eles, para nossa consulta e deleite.

O único lado negativo da busca por gêneros e subgêneros é que ela só pode ser realizada através do computador e do notebook, ou seja, os aplicativos que estão disponíveis nas smart TVs ficam de fora desta facilidade. No entanto, você pode fazer a navegação pelo computador e adicionar os filmes e seriados que encontrar através da interface web, para assistir mais tarde na TV, bastando para isso acrescentar o título à sua lista de reprodução:

Espero que essa dica ajude vocês e garanta algumas horas extras… de maratonas de televisão.

O Face ID e a segurança do seu celular

Quando a Apple anunciou o Face ID como medida de segurança para seus novíssimos aparelhos iPhone X, ela comunicou a toda a imprensa e usuários que “nem mesmo máscaras hollywoodianas seriam capazes de enganar seu sistema”. Uma empresa de segurança vietnamita chamada Bkav, no entanto, parece ter colocado esta releitura (in)voluntária da máxima que diz que “nem Deus afunda o Titanic” à prova, ao ter divulgado, recentemente, que enganou o Face ID com uma máscara especialmente projetada para driblar a tecnologia.

Ngo Tuan Anh, vice-presidente da Bkav, empresa de cybersegurança vietnamita, demonstra o software de reconhecimento de face da Apple em conjunto com uma máscara 3D em seu escritório em Hanói, Vietnã. Crédito da foto: Kham, Reuters, [fonte].

De acordo com notícia do site Engadget, os pesquisadores não precisaram sequer trapacear para realizar a façanha: O iPhone X foi treinado a partir do rosto de um funcionário da própria Bkav, e em seguida foi fabricada a máscara, com custo total de fabricação de apenas USD 150, aproximadamente. O vídeo a seguir, publicado por eles, mostra alguns detalhes do que fizeram, ainda que não deixe claro quantas tentativas foram necessárias até conseguirem, ou se de fato conseguiram:

Quer eles tenham ou não conseguido, não estou preocupado com a notícia em si. Primeiro, a Apple, embora tenha de fato anunciado o Face ID, nunca o considerou (apenas) como mecanismo de segurança, mas sim como uma comodidade para os usuários que não querem perder tempo nem para digitar PINs, nem para usar suas digitais.

Pensem também no tempo necessário para produzir uma máscara igual à da empresa vietnamita. Eles levaram 5 dias inteiros, e deixaram claro em seu site que precisaram de ajuda especializada para projetar certos aspectos da máscara final. Ou seja — a vida real não é um episódio de Arrow onde uma Felicity Smoak da vida hackeia qualquer dispositivo antes que você dê outra piscada de olhos. Quando se associa tudo isso ao fato de que pessoas comuns como você e eu (normalmente) não carregam segredos de estado em seus celulares, creio que podemos dizer que estamos relativamente seguros.

Mas exageros a parte, há sempre uma preocupação, sim, ainda que inconsciente, de todos os usuários, com relação à sua segurança e privacidade. Neste sentido, eu gostaria de compartilhar com vocês algumas dicas interessantes quanto a como podemos proteger melhor nossos aparelhos, tão indispensáveis no dia-a-dia, contra máscaras e outros bichos.

Atualize o sistema operacional do seu aparelho

Eu odeio fazer isso, por dois motivos básicos: Primeiro, concordar com a estratégia de obsolescência programada que as fabricantes de celulares e tablets nos empurram todos os dias — novos aparelhos, cada vez mais rápidos e eficientes, com sistemas novos que tornam aparelhos antigos cada vez mais lentos. Segundo, porquê toda versão nova de sistema pode deixar o aparelho com uma interface mais feia ou com experiência pior, ou ainda irritante (alô, iOS 11). Ainda assim, um monte destes hacks dos quais ouvimos falar nas notícias se aproveitam de vulnerabilidades que já foram corrigidas nas versões mais recentes, e, assim, expor-se à toa é bobagem.

Cuidado com o que você instala — e com o que já está instalado

Para quem usa aparelhos baseados no sistema Android, esta dica é particularmente importante. Enquanto alguns usuários se gabam de que o sistema é mais liberal e permissivo do que o da Apple, é justamente quando você instala um novo app que pode se deparar com solicitações para liberar uma série de permissões, incluindo a leitura de arquivos, acesso à câmera do aparelho ou ao seu microfone. É claro que não se deve viver no mundo da teoria da conspiração, já que existem vários usos legítimos para estas capacidades, mas deve-se ter bom senso para evitar os golpes e abusos. Basta pensar no porquê determinado aplicativo precisa daquele acesso.

A Apple leva vantagem neste ponto, já que seu processo de aprovação do que vai ou não ser oferecido na App Store é muito mais severo do que o do Google na Google Play. Pense: O sistema Android também permite a instalação de aplicativos provenientes de app stores alternativas. Algumas são reconhecidas e menos suspeitas por isso, como a da Amazon — enquanto outras são verdadeiras fontes de aplicações maliciosas que só querem se aproveitar de seu pobre aparelho.

Aplicativos que já estão no seu celular também devem ser observados: Não são apenas os sistemas que têm atualizações de versão frequente, que trazem correções e melhorias. Os desenvolvedores dos aplicativos também fazem isso, e é interessante ficar de olho nas descrições de atualização. Leva apenas uns segundos pra pelo menos dar uma passadinha de olhos, e você pode verificar se algo inocente se tornou sinistro de uma hora pra outra. Se for o caso, apague o app com o qual não concorda mais.

Código, código, código

Se alguém de fato chegar a colocar as mãos em seu precioso aparelho, podem acabar te causando uma séria dor de cabeça — pense no que ele pode descobrir dando uma olhada no seu e-mail, ou no Facebook: Quantos dados pessoais, né?

A tecnologia tem avançado e apresentado os Face IDs e os Touch IDs da vida, é fato. Mas pense simples antes de qualquer coisa: Tanto o Android quanto o iOS podem ser configurados para exigir um código com seis dígitos para liberar o aparelho para uso, e isso já é melhor do que nada.

Proteja seus aplicativos e contas fundamentais

Falei acima do Facebook e do seu aplicativo de correio eletrônico. Para todas as suas aplicações fundamentais há usuários e senhas associados, e uma das coisas que mais podem expor seu aparelho — e privacidade — são as funções de auto-login: Basta bobear por um minuto que alguém abre o aplicativo e aí será tarde para reparar o estrago.

Diversos fabricantes e desenvolvedores de software e serviços oferecem uma característica muito legal para proteção neste sentido: Chama-se two-factor authentication, ou autenticação em dois fatores. Pense nisso como um processo onde sua entrada no aplicativo só é liberada depois que você fornece duas informações corretas. Na maioria das vezes trata-se da sua senha e de um código, numérico ou alfa-numérico, que muda de tempos em tempos. Apple, Google e Facebook, só para citar exemplos conhecidíssimos do grande público, todos contam com essa opção — até mesmo o WhatsApp. Mesmo que este recurso também não seja à prova de falhas, é mais uma defesa possível para seus dados.

Também é interessante o uso de gerenciadores de senha. Sou adepto dessa prática já há bastante tempo, e ela tem duas vantagens: Primeiro, eu só preciso lembrar de uma senha, que acaba atuando como uma chave-mestra. Em segundo lugar, todas as senhas geradas pelo aplicativo podem ser configuradas para serem impossíveis de lembrar, com combinações gigantescas de letras, números e símbolos que tornariam o esforço de invasão exponencialmente complexo a cada caractere adicionado.

Alguns de vocês podem pensar que lembrar de uma única senha pode ser um ponto de fraqueza a ser explorado por alguém que queira roubar meus dados. No entanto meu segredo é outro ponto forte: Ao invés de usar meras senhas, adotei as passphrases, ou seja, frases completas no lugar de sequências de caracteres aleatórias, ou palavras simples.

Você pode usar sua citação favorita de um autor, ou criar uma frase totalmente aleatória. O importante é lembrar que senhas mais longas são mais seguras que senhas complexas. Meu argumento final, que considero matador neste aspecto, é que a senha que utilizo para proteger este blog — uma passphrase — levaria 15 octilhões de anos para ser descoberta, de acordo com o How Secure is My Password, ou 89 séculos conforme os dados do Passfault.

Fechando este tópico específico, coloque senha em cada aplicativo seu que permitir que isso seja feito. É mais uma maneira de proteger suas informações. É claro que não adianta nada usar a mesma senha para todos eles: Recorra a um gerenciador de senhas para te ajudar, também neste caso.

Finalmente… rastreie seu dispositivo!

Se o seu aparelho cair em mãos erradas ou for roubado, mesmo com todas estas dicas — claro, isso pode acontecer! —, você ainda pode garantir que seus dados estejam a salvo. Para isso, basta programar seu aparelho para que os dados nele existentes sejam automaticamente apagados depois de um certo número de tentativas de informar a senha que se mostrem incorretas.

Adicionalmente, tanto Android quanto iOS possuem recursos do tipo find my device que podem localizar seu celular em um mapa e travá-lo ou apagá-lo remotamente. Se tudo mais falhar, essa pode ser a solução derradeira.

Selecione apenas as células visíveis no Excel

Já aconteceu com todo mundo que eu conheço: O Excel pode agir de forma inesperada quando você resolve copiar e colar uma determinada faixa de células de uma planilha. O comportamento padrão da ferramenta é copiar e colar todas as células, ainda que algumas delas estejam ocultas, qualquer que seja o motivo para isso.

Só que, às vezes, o que você quer fazer é trabalhar só com os dados que estão visíveis.

Pois existe um atalho que pode economizar seu tempo e poupar dores de cabeça. Através dele, somente as células visíveis serão selecionadas, independente de você ter aplicado um filtro em seus dados, recolhido os dados de um subtotal ou ocultado linhas e colunas deliberadamente.

Utilize a combinação Alt + ; (ponto-e-vírgula) em seu teclado para selecionar apenas as células visíveis.

Um exemplo prático

Digamos que você tenha a planilha abaixo, com uma série de dados relacionados a pedidos referentes a material de escritório, feitos em diversas filiais de uma loja:

Suponha, agora, que você queira ocultar a coluna com o nome do responsável, ficando apenas com as informações restantes, para copiar os dados para outra planilha. Após ocultar a coluna em questão, selecionar os dados e usar o atalho CTRL+C vai te fazer chegar à uma tela muito parecida com esta, abaixo.

Note que a área marcada para copiar, no Excel, é indicada por um pontilhado, e que a coluna responsável (“C“) foi incluída nos dados a serem copiados, mesmo estando oculta. Pode-se observar isso porquê não há interrupção, entre as colunas, na seleção marcada, tornando o pontilhado contínuo.

Agora, se mantivermos as mesmas colunas selecionadas e usarmos o atalho mencionado acima — pressionar a combinação Alt + ; (ponto-e-vírgula) para selecionar apenas as colunas visíveis —, o resultado é um pouco diferente.

A região selecionada agora, ao ser copiada, demonstra claramente um pontilhado intermediário,  excluindo de seu conteúdo a coluna “C“, que não desejamos. Veja a diferença entre a figura anterior e o resultado com o uso do atalho:

Os dados, agora colados, deixarão de fora aquilo que não estiver visível.

Como enviar uma mensagem de WhatsApp para um número que não está nos seus contatos?

Com o WhatsApp tendo se tornado a opção número um de milhões de pessoas para comunicação através de mensagens instantâneas, não é de se admirar que algumas vezes nos vejamos às voltas com a seguinte situação: Você precisa enviar uma mensagem através do WhatsApp para alguém, mas não tem o número da pessoa cadastrado em seu celular.

A situação, embora possa não parecer, é mais comum do que parece: Você pode estar fazendo negociações em sites de leilão como o Mercado Livre, comprando ou vendendo produtos no OLX, ou algo similar. Em circunstâncias como essa, muita gente normalmente cadastraria o número de telefone desejado temporariamente em seus contatos, enviaria as mensagens que precisasse pelo WhatsApp e, em seguida, apagaria o número. Mas então, pense: para que se dar ao trabalho?

O WhatsApp possui um recurso pouco conhecido da grande maioria dos usuários, chamado Conversa em um Clique. Com este recurso é possível que você mande mensagens justamente para números de telefone que não estão em seus contatos. O mais interessante é que a Conversa em um Clique funciona tanto através dos smartphones quanto através do WhatsApp Web. Usar a ferramenta é muito simples. Tudo o que você precisa fazer é saber o número do telefone para quem quer mandar mensagem, abrir um navegador web e digitar o seguinte:

https://api.whatsapp.com/send?phone=número-do-telefone

número do telefone precisa começar com o código internacional do país ao qual o número pertence. Como a maioria das pessoas que conheço mora no Brasil — e se este for o seu caso —, vamos esclarecer que o código internacional de nosso país é 55. Em seguida, você precisa acrescentar o DDD do telefone, para, finalmente, complementar com o número da linha do aparelho celular que você vai contactar.

Suponha que um número de celular válido no Brasil fosse (011) 12345-6789. Para enviar uma mensagem via WhatsApp pelo Conversa em um Clique para esse número, então, bastaria acessar o endereço da seguinte maneira:

https://api.whatsapp.com/send?phone=5511123456789

O importante é notar que não é necessário colocar o número zero (0) na frente do número desejado, nem acrescentar outros caracteres, como parênteses ( ) ou hífens. Uma vez que você entre com o endereço acima no navegador, um chat será aberto com o número de telefone indicado. Acompanhe abaixo o que acontece neste caso quando você está no Windows e no iPhone.

Quando você usa um navegador de internet do próprio celular, o WhatsApp exibe uma tela pedindo que você confirme que quer enviar mensagens para o número solicitado. Uma vez que este processo seja realizado, o próprio aplicativo do WhatsApp será aberto, com uma nova janela de chat aberta, que você poderá usar enquanto for necessário, de uma maneira descartável, que, novamente, lembro ser muito interessante para quando estamos negociando em sites como Mercado Livre ou OLX. Para quem usa o WhatsApp a partir da web, no entanto, o processo é um pouquinho mais demorado, mas quando concluído, permite o mesmo envio de mensagens citado anteriormente.

Para quem depende do WhatsApp Web

Ao digitar o endereço acima em um navegador de seu computador, seja ele desktop ou notebook, você se deparará com a seguinte tela, parte da interface do WhatsApp Web. O número de telefone completo para o qual você enviará a mensagem aparecerá em destaque. Neste caso, se tudo estiver correto, basta que você pressione o mouse sobre o botão Enviar Mensagem.

Como medida de segurança do WhatsApp, o próximo passo envolverá a leitura de um QR Code usando seu celular para completar a operação. Abaixo, destaco a tela com as instruções para quem tem aparelhos iPhoneAndroid ou Windows Phone. Na prática, bastará você apontar a câmera do seu celular para o código que estará na tela, e a conexão será feita automaticamente.

Aliás, para facilitar o trabalho das próximas vezes, caso você esteja fazendo isso através de um computador que acessa sempre e em que confia, como o de sua casa, por exemplo, basta deixar marcada a opção Mantenha-me conectado, como ilustro a seguir.

Quando a verificação do código estiver concluída, uma janela muito similar àquela que conhecemos dos aplicativos de smartphone será aberta, e a partir dela você poderá enviar quantas mensagens desejar. Mais uma vez, para que você possa acompanhar o passo-a-passo, ilustro a tela tal como ela aparece:

Espero que seja de ajuda para muitos de vocês.

 

Segundos em hh:mm:ss no Excel

Você já precisou converter um valor expresso em segundos para horas, minutos e segundos (HH:MM:SS) usando o Excel?

Se você é um usuário do Excel no dia-a-dia, pode ser que tenha uma planilha onde estes valores estão em uma determinada coluna, apenas esperando para serem convertidos e utilizados em um relatório que você está gerando. Se você é um usuário um pouco mais avançado e está envolvido com programação de macros em VBA, provavelmente já passou por pelo menos uma situação em que, dado um tempo de processamento de uma rotina ou job em segundos, era necessário realizar e apresentar os resultados desta conversão.

Neste artigo, vou lhes mostrar como atingir os dois resultados, de forma muito simples.

Sou um usuário comum do Excel, o que preciso fazer?

Ao me referir a usuário comum, estou apenas dizendo que você nunca ouviu falar em VBA — ou que você não precisa disso, no momento.

Neste caso, dê uma olhada na imagem a seguir. A coluna apresenta valores hipotéticos em segundos, sendo estes números inteiros, ou seja, sem casas decimais. Na coluna estão representados os tempos, já expressos em horasminutos e segundos. Para chegar a este resultado, você precisa apenas de uma divisão simples e de uma formatação, oferecida pelo próprio Excel. Vejamos:

Tomando por base a célula B2, vamos inspecionar seu conteúdo:

Veja que o número total de segundos da célula A2 (33312) está sendo dividido por 86400. Este não é um valor aleatório: Representa o total de segundos existentes em um dia completo. Chega-se a este valor multiplicando-se 60 segundos x 60 minutos x 24 horas, e trata-se de uma constante, ou seja, não haverá mudança neste total, pois os dias como os conhecemos sempre terão esta quantidade de segundos.

Mas, como eu disse anteriormente, a divisão acima precisa estar acompanhada de uma formatação. Existem diversas maneiras de acessar as opções de formatação de células no Excel, mas vou me ater a uma que você pode acionar a partir do próprio teclado. Selecione as células que você deseja formatar e pressione a combinação de teclas CTRL + 1.

Uma vez tendo acessado as opções de formatação do conjunto de células, escolha, na guia Número, entre as categorias apresentadas, a opção Personalizado. Veja que existe uma lista de valores pré-definidos, e que basta você escolher a opção hh:mm:ss entre as que estão disponíveis. Uma vez feita a seleção, clicar sobre o botão OK resultará na formatação desejada, conforme a primeira imagem que ilustra este texto.

DICA: Se ao invés de representar seus valores em horas, minutos e segundos você precisa representá-los em diashorasminutos segundos, nada tema. Utilizando o mesmo método descrito acima, você pode digitar uma formatação diferente, usando o formato dd:hh:mm:ss e obter seu resultado facilmente, tal como demonstro abaixo:

Espero que as dicas acima tenham ajudado você.

Sou um conhecedor de VBA. Como resolvo isso com programação?

Usuários de VBA, ou Visual Basic for Applications estarão em busca de uma solução que utilize código. Para que isso seja possível, no entanto, as considerações que explico acima são as mesmas. Você também precisará converter o valor total em segundos para um decimal, utilizando a divisão por 86400. Uma vez que tenha este valor, pode apresentá-lo na formatação que desejar.

Estou assumindo que você está familiarizado com o editor de código do Excel, então abra-o e utilize a função abaixo:

Function SegundosEmTempo(celula As Range)
' Função simples para converter um valor em segundos para hh:mm:ss
' Por Daniel Santos
' http://danielsantos.org/
'
 If Not IsNumeric(celula.Value) Then
 'Retorna um erro caso o valor não seja numérico
 SegundosEmTempo = CVErr(xlErrNum)
 Else
 'Divide o valor da célula por 86400 e formata, como no caso
 'de uma planilha comum...
 SegundosEmTempo = Format(celula.Value / 86400, "dd:hh:mm:ss")
 End If
End Function

Lembrando que já que criamos o código acima como uma função, o mesmo pode ser executado através da própria planilha no Excel, bem como reaproveitado ou ajustado conforme suas próprias necessidades, em seu próprio código.

Espero ter ajudado.

Como pedir reembolso no Steam?

Ao longo de muitos anos como dono de uma conta no Steam, acumulei uma quantidade razoável de games que, durante as horas de lazer, procuro jogar com meus filhos, e às vezes, com algumas visitas. Sou fã de games há muito tempo, e aprecio particularmente estes que compro através da plataforma, por um motivo muito simples: Ao contrário de outras lojas de aplicativos como as da Microsoft ou Apple, onde em algum canto do regulamento existe uma inscrição similar à “all purchases are final and non-refundable”, o Steam permite que peçamos reembolso dos games que compramos.

E isso veio bem a calhar.

TL; DR: Leia a política de reembolso do Steam mais abaixo e, logo em seguida, pule diretamente para o passo-a-passo.

Entre os dias 14 e 18 de setembro deste ano, foi ao ar um final de semana de descontos Bandai Namco, em que vários títulos da gamehouse foram remarcados com descontos significativos: foi nesta ocasião que resolvi comprar, por cerca de R$ 17,00, o game PAC-MAN™ Championship Edition 2, isso porquê, como já tenho a versão anterior da franquia, PAC-MAN™ Championship Edition DX+, pensei que seria bom ter a versão mais recente.

No entanto, qual foi minha surpresa quando, ao executar o game pela primeira vez e ser apresentado aos seus níveis de tutorial, me vi vítima do famigerado Infinite Loading Bug, reportado, aliás, por centenas de usuários. Trata-se de uma situação em que você escolhe um dos níveis de tutorial e fica eternamente olhando para uma única tela, que eu chamo de loading screen da depressão:

Loading screen da depressão

Depois de navegar pelos fóruns da comunidade do game no Steam e tentar soluções como usar modo de compatibilidade do Windows, iniciar e reiniciar o computador, verificar a integridade dos arquivos do jogo e algumas outras peripécias, acumulei 38 minutos de jogo — ou melhor, de aplicação sendo executada, porquê, de jogo mesmo, neca de pitibiriba. Foi aí que me lembrei da política de reembolso do Steam e daquela que considero sua restrição mais importante:


Reembolsos no Steam

Você pode solicitar o reembolso de quase tudo no Steam — por qualquer motivo. Talvez o seu computador não atenda os requisitos mínimos; talvez tenha comprado o jogo por engano; talvez tenha jogado por uma hora e não gostou.

Não importa. Dentro de um prazo de catorze dias, se o jogo tiver sido jogado por duas horas ou menos, a Valve atenderá solicitações de reembolsos feitos através de help.steampowered.com. Há mais alguns detalhes abaixo, mas mesmo que você não atenda as regras mencionadas, a sua solicitação será analisada.

O reembolso será emitido dentro de uma semana da data em que foi aprovado. Você receberá o reembolso na sua Carteira Steam ou diretamente na forma de pagamento original. Caso o Steam não seja capaz de emitir o reembolso por qualquer motivo para a forma original de pagamento, a sua Carteira Steam receberá o valor total.

Já tendo usado o reembolso da Steam pelo menos mais duas vezes no passado, estava atento ao prazo de reembolso. Acumulando, como disse acima, apenas 38 minutos de tentativas frustradas de jogar, atendi a um dos requisitos, enquanto que, tendo solicitado o reembolso apenas 6 dias após a compra, atendi ao outro. Assim, num intervalo de apenas 42 minutos entre solicitação de reembolso e retorno do Steam,  recebi a seguinte mensagem:

Consegui!

O que vale ressaltar é que, ainda de acordo com a política da plataforma de games, o valor reembolsado volta para a carteira Steam e só pode ser usado a partir de 7 dias após a solicitação. De qualquer maneira, é uma forma de, pelo menos, conseguir empregar o dinheiro anteriormente gasto em algum outro game que seja de interesse. E como o saldo da carteira não expira, não há pressa. Mas qual é o passo-a-passo, caso você nunca tenha feito um reembolso antes?

Passo-a-passo para reembolso no Steam

Passo 1

Acesse as informações da sua conta. No cliente para Windows, vá ao canto superior direito, encontre seu nome de usuário, clique sobre ele e, em seguida, no link Detalhes da conta que aparecerá;

Passo 2

Na página que será aberta, você precisará visualizar seu histórico de compras. Para isso, também do lado direito, encontre o link Ver histórico de compras;

Passo 3

Você chegará à lista dos jogos que comprou, organizados da compra mais recente para a mais antiga. Se você satisfaz a política de reembolso do Steam — ou seja, não jogou o game por mais de 2 horas e não o comprou há mais de 14 dias (vide box acima) —, basta clicar sobre o nome do jogo em questão, para obter maiores informações.

Passo 4

Assim que os detalhes forem exibidos, você perceberá que existe um menu de opções para relatar problemas com a compra realizada. O link que você precisará utilizar é o primeiro da lista, “desejo ser reembolsado“, tal como eu ilustro a seguir:

Passo 5

Na sequência, o Steam exibirá um novo menu de opções para o jogo. Neste caso, para continuar com o processo, o link a ser seguido é o segundo, “desejo solicitar um reembolso”. Novamente eu ilustro a opção, para referência:

Passo 6

Este é o passo final para solicitar o reembolso. Os dados da compra serão apresentados na tela e, na região inferior, você poderá escolher o motivo pelo qual o está solicitando. Novamente, aqui pesa positivamente o fato de que a política de reembolso do Steam é muito liberal, e você pode pedir seu dinheiro de volta por praticamente qualquer motivo. O formulário em questão se assemelha ao que ilustro a seguir, com minha justificativa para devolver meu game:

Por fim, é importante que você use o campo observações para descrever pelo menos alguns detalhes adicionais sobre o motivador da devolução. Em seguida, clique sobre Enviar solicitação. Desta maneira, o atendimento receberá sua solicitação e, através de seu endereço de e-mail registrado no Steam, você saberá dos trâmites envolvendo o reembolso. Se tudo correr bem, sua resposta será rapidamente recebida — e você poderá usar o saldo devolvido após 7 dias.

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Como transferir arquivos entre PC e iPhone via wi-fi

Já faz algum tempo que criei o hábito de enviar todas as minhas fotos e vídeos para o Google Photos, de maneira que eu tenha um backup em nuvem de todas as minhas memórias familiares.

O aplicativo para iPhone é uma mão na roda para isso, já que uso o próprio smartphone para filmar e fotografar. Uma vez que tenha feito isso, basta abrir o Google Photos e aguardar pelo backup automático de conteúdo.

As fotos, arquivos menores, são rapidamente processadas e chegam à nuvem em questão de pouquíssimos minutos. Já os vídeos… 

Bem, o processo de upload é o mesmo das fotos, mas enquanto alguns deles chegam normalmente ao mesmo destino que elas, outros — notadamente os arquivos maiores —- ficam literalmente emperrados em processamento. Já deletei o aplicativo para reinstalar, já fiz limpeza de cache e nada: os uploads de vídeos grandes ficam travados tal como reportado neste thread do Reddit.

Que dureza: Upload de vídeos travado…

Seja como for, sempre que estou lidando com vídeos maiores, o jeito é fazer o envio através da interface web do site, que nunca falha é mais difícil de dar problema.

A maneira convencional de fazer os arquivos chegarem ao Google Photos desta maneira é plugando o iPhone no computador através de seu cabo lightning e acessando o Windows Explorer. Em seguida, arrasto as fotos que quero do iPhone para o PC.

Mas eis a questão: Como enviar os vídeos do iPhone para o PC , quando não temos cabo à mão e tudo o que está à disposição é uma conexão wi-fi?

Encontrei uma resposta muito interessante a esta pergunta: O Air Transfer é o app ideal para o serviço, uma vez que através dele é possível transferir não apenas fotos e vídeos, mas também textos, notas, favoritos do navegador, documentos e músicas que estejam em um iPhone ou iPad para o PC. A operação inversa também é possível, graças a uma interface web oferecida pelo app.

Os arquivos transferidos para o PC podem ser baixados individualmente ou em grupos. Neste último caso, o Air Transfer cria um arquivo no formato zip, contendo tudo o que se decidiu transferir. O conteúdo deste arquivo então, pode ser trabalhado, editado e, posteriormente, enviado a sites na internet, como o Google Photos.

Neste rápido vídeo demonstro como transferi duas fotos e um vídeo que estavam armazenados em meu iPhone. Note que o app é bastante intuitivo:

Ah. Esqueci de mencionar: As funcionalidades que demonstrei são todas integrantes da versão gratuita do app Air TransferApenas para constar, aliás, dentro da aplicação há uma opção para se pagar USD 1,99 e liberar todos os recursos: Mas nem dentro do app, nem na App Store, nem no site do desenvolvedor, uma empresa coreana, consegui encontrar resposta para que recursos seriam estes. Mas pelo visto, não fizeram falta.

Devo explorar mais um pouco o app e complementar este artigo com o tempo.

Ficou mais legal acompanhar letras de música pelo iOS usando Musixmatch e Spotify

Eu sempre gostei muito de usar o Musixmatch para descobrir e acompanhar as letras das músicas que eu escuto, no melhor estilo sing along.

Alguns anos atrás, quando eu utilizava um Samsung Galaxy S3, havia um recurso interessantíssimo do Musixmatch, que me permitia acompanhar letras de música através de um popup, que aparecia por cima da interface do Spotify enquanto a música estivesse sendo reproduzida.

Eu achava esse recurso tão sensacional que confesso que depois que voltei para a Apple e o iPhone, foi uma das coisas que mais senti falta, pois, para acompanhar letras de música utilizando o app em conjunto com o Spotify, vinha sendo obrigado a abrir os dois aplicativos no celular ao mesmo tempo, e ficar trocando entre eles: fazendo assim, toda vez que volto para o Musixmatch, a música se interrompe um pouco, pois o microfone precisa ser novamente acessado pelo aplicativo, e isso  atrapalha um pouco a experiência de ouvir música.

Eis que, atualizando o Musixmatch hoje, me deparei com um novo widget que pode ser acrescentado à área de notificações do iPhone. E a melhor notícia é que este novo recurso se integra perfeitamente com o Spotify, e à medida em que ouço músicas no aplicativo, as respectivas letras aparecem normalmente após serem carregadas no widget.

Ainda não se trata do popup que aparecia por cima do aplicativo do Spotify quando eu utilizava um Android. Mesmo assim, é um avanço muito bem-vindo, que deve deixar muita gente feliz, da mesma forma que me deixou.

Quer ajudar seu filho com a tarefa? Use kanban!

O tempo passa muito depressa mesmo: Meu filho mais velho chegou à sexta série no colégio em que estuda. Trata-se de uma fase em que a quantidade de matérias que a escola repassa a ele e seus colegas triplica ou quadriplica, atingindo proporções nunca antes enfrentadas por ele.

Como se adaptar à uma mudança na quantidade de tarefas e obrigações que precisam ser concluídas pode levar um certo tempo, é mais do que natural que, ao longo do processo, algumas das tarefas por fazer acabem sendo esquecidas: Se nós, adultos, já estamos sujeitos a passar por isso — ao gerenciarmos algumas centenas de atividades por mês —, que dirá nossos filhos, não é mesmo?

Mas eis que, vendo meu filho em meio à um mar de trabalhos, tarefas e livros pra ler, colocando as mãos na cabeça e praticamente puxando os cabelos, resolvi tomar por base minha experiência profissional, tanto em programas de melhoria contínua e em tecnologia da informação, e ensinar pra ele — e, na verdade, pra minha esposa, um novo conceito, o kanban.

Kanban é pra comer ou passar no cabelo?

Na verdade, acredite: Nenhum dos dois.

Existem algumas definições diferentes para o termo. Vou dizer que kanban é uma palavra que tem origem no japonês (看板), que significa cartãosinalização ou o quadro onde tais cartões e sinais são afixados, e que teve origem no Sistema Toyota de Produção.

Cartões de kanban podem servir para indicar, conforme as etapas de um processo produtivo ou administrativo, onde cada produto ou informação se encontra. Quanto maior o número de cartões dentro de um dessas etapas, maior o estoque naquela etapa.

Quadro Kanban para Software

Kanban também pode ser usado para acompanhar processos de desenvolvimento de software, sendo muito eficiente para esta finalidade. Embora desenvolver software seja uma atividade de criação, diferente de processos de produção, como fazer um carro, por exemplo, o mecanismo de gestão da ferramenta ainda pode muito bem ser aplicado.

Seja qual for o processo escolhido, suas etapas podem ser representadas com uma grande flexibilidade, o que provoca o maior benefício do kanban: Representar de forma visual o trabalho que está em andamento, o que ainda não começou, o que está com problemas e, é claro, o que já acabou.

KANBAN PARA A TAREFA DA ESCOLA

Como eu disse, pensei em ensinar kanban para minha esposa e filho: A ideia é ajudar meu filho com a enorme quantidade de tarefas que ele agora tem, toda semana, depois de ter passado para o sexto ano do colégio onde estuda.

Quando se pensa em tarefas, séries de exercícios, projetos e livros que precisam ser feitos e entregues, pode ser um pouco difícil definir e priorizar todas as coisas que precisam ser feitas.

Aplicar os conceitos de kanban coloca meu filho no controle de sua própria tarefa da escola: Ele tem condição de saber exatamente o que a escola espera que seja entregue, de uma forma que é simples e que permite saber na hora quanto já foi feito em cada caso.

O segredo da aplicação do kanban está no quadro de atividades. A exemplo do que mostro no vídeo acima, no caso do meu filho, criamos um quadro básico, com três colunas, usando a lateral da parede do guarda-roupa dele. Este quadro possui uma série de post-its distribuídos em colunas que receberam o nome de to do (o que precisa ser feito), ongoing (o que está sendo feito agora) e done (o que já terminou de ser feito).

Cada post-it representa alguma coisa que ele precisa entregar ao longo do próximo período, e isso pode ser qualquer tarefa ou trabalho. Mover as tarefas que existem de uma coluna para a outra (ou seja, por exemplo, declarar que uma atividade passou a ser executada e foi para a coluna ongoing) é responsabilidade dele, à medida em que cria novas tarefas e atualiza as que já existem, concluindo-as.

Como meu filho aprendeu o conceito junto com minha esposa, todos os dias eles fazem uma espécie de reunião — uma standup meeting, emprestando o conceito que vem de desenvolvimento de software usando SCRUMO objetivo é verificar 3 pontos básicos com ele em relação às suas tarefas:

  • O que foi feito no dia anterior;
  • O que será feito hoje; e
  • Quais são os eventuais impedimentos — o que atrapalha a conseguir concluir a tarefa.

À medida que seu filho for executando e concluindo as tarefas vai acabar criando o bom hábito de, ele próprio, gerenciar sua rotina de tarefas de uma forma mais tranquila, e à prova de qualquer que seja a quantidade de matérias que ele tiver na escola.

 

 

Você sabe usar a função PROCV?

Esta vem do tempo em que eu ainda dava aula de informática — ou, pasmem, computação —, lá pelos idos do século passado. Até hoje, muitas pessoas não sabem ao certo para que serve a função PROCV do Excel: algumas delas, inclusive, trabalharam comigo, e,  como sempre procuro eesclarecer a elas os benefícios que pode proporcionar, resolvi criar um post a esse respeito por aqui.

Para que serve PROCV?

A função PROCV — que recebe este nome, na verdade, por ser uma abreviação, até onde sempre imaginei, de PROCura na Vertical — é uma das diversas funções disponibilizadas pela Microsoft no Excel para realização de pesquisas, ou busca de referências.

Quando você tem que encontrar valores que estejam em linhas de uma tabela ou de um intervalo de uma planilha — por exemplo, procurar pela idade de uma pessoa com base em um dado número de identificação, que pode ser um número de matrícula, documento, ou outra coisa qualquer, recomenda-se usar a função PROCV.

COMO EU USO?

Apesar de, como eu disse, essa história de PROCV remontar à época em que dei aula em escolas de informática, muita gente pra quem eu falo de PROCV nunca ouviu de fato falar da função.

Pensando em alcançar o maior número de pessoas que eu conseguir com alguma explicação razoável, criei um exemplo usando a versão do Excel que acompanha o Office 365, do qual possuo uma assinatura, e registrei tudo em vídeo. O resultado está no vídeo publicado acima, que eu espero que ajude você com algum aprendizado.

Aproveite, e, se quiser, comente!

Transferindo arquivos M4R do Windows para o iPhone

Tendo recentemente voltado a utilizar um iPhone, após quase 3 anos de convivência com um Samsung Galaxy SIII rodando Android, confesso que me apeguei à alguns ringtones alarmes que usei durante este tempo todo: Foram eles, afinal de contas, que me acompanharam, lembrando-me de alarmes e me ajudando a acordar.

Dado que o Android aceita que arquivos MP3 sejam diretamente adicionados ao aparelho numa simples operação de drag-and-drop, e que estes podem ser usados como notificação e ringtone automaticamente depois disso — e que o iOS aceita apenas seu formato proprietário, M4R —, a primeira coisa que fiz foi converter os MP3 em M4R. De posse dos arquivos resultantes, fiquei me perguntando como fazer para carregá-los para o iPhone usando a lei do menor esforço.

Foi aí que descobri que podia contar com a ajuda do Walter.

Walter White

Ok. Não deste Walter.

Na verdade, como odeio usar o iTunes no Windows — sempre o achei um programa desnecessariamente pesado e de transferência lenta demais —, acabei buscando uma alternativa: Um programa chamado Waltr.

O Waltr é muito mais do que eu precisava: Trata-se de um conversor de mídia que roda nas plataformas Mac e Windows, e que transfere conteúdo para seu dispositivo iOS, servindo-o diretamente em suas bibliotecas de áudio, vídeo ou reprodutor de mídia padrão. E o que é melhor: Não preciso ter feito jailbreak e nem ter o iTunes instalado.

No meu caso específico, em que eu já tinha disponíveis os arquivos M4R desejados, a operação foi extremamente simples. Localizei a pasta onde estavam os arquivos e abri o Waltr. Em seguida, precisei apenas arrastar o que queria para a interface — super simples — do programa.

waltr_1

Automaticamente será iniciada a atividade de preparação para upload e, em seguida, o upload em si. Se tudo correr bem, o Waltr indicará que os arquivos foram transferidos com sucesso, com um pequeno detalhe: O ícone que ele exibirá indicará o local do iPhone para onde a transferência foi realizada. No meu caso, os arquivos M4R foram parar, acertadamente, nos ringtones.

Sucesso!

sons-waltrCom os ringtones devidamente inseridos no iPhone, basta associá-los a seus alarmes e aplicativos, como seria feito com qualquer ringtone padrão, e pronto.

Como eu disse, para esta necessidade específica, usar o Waltr foi como ter um canhão à disposição para matar formigas: O programa suporta o envio de vídeo nos formatos MKV, AVI, MOV, MP4, M4V, 3GP e WMV, e também o de áudio, suportando MP3, FLAC, APE, ALAC, AAC, M4B, AIFF, WAV, WMA, CUE, OGG, OGA, WV, TTA e DFF.

Um último ponto: Sendo versátil como pude comprovar, é de se esperar que o Waltr não seja gratuito. Suas versões para Windows e Mac têm preços que variam entre USD 30 e USD 50, e, no momento em que este texto foi criado, há um Winter Special que reduziu os valores pela metade. Mas, nada tema: Você pode testar o programa gratuitamente, sem restriçõespor 14 dias, o que, pelo menos para a transferência de arquivos M4R, deve ser suficiente.

Concatene apenas células com texto no Excel

Você já deparou, certamente, com uma situação em que precisou combinar no Excel os valores de duas ou mais células em uma outra célula. A este processo chama-se concatenação, e o programa da Microsoft possui uma função especialmente criada para fazer isso, chamada CONCATENAR.

A sintaxe da função é simples:

=CONCATENAR(texto1, [texto2], ...)

No exemplo acima ilustrado, a célula D4 terá, como string resultante, “Daniel Santos“, isso porquê foi informado, como um dos parâmetros, o espaço (” “).

A função CONCATENAR será eficiente sempre que você informar, como parâmetros, células ou intervalos (ranges) que possuem texto inserido.

Agora, imagine que você possui uma tabela com vários dados, e que, por algum motivo, existem colunas ora em branco, ora preenchidas, em algumas linhas. Só que você precisa concatenar somente os textos das colunas preenchidas. Algo mais ou menos assim:

Se todas as células entre as colunas B e E estivessem preenchidas com nomes, seria fácil criar uma única fórmula CONCATENAR na coluna F, que tivesse a seguinte sintaxe, arrastando a fórmula para baixo nas demais linhas:

=CONCATENAR(B3:E3)

Mas este não é o caso, e a função CONCATENAR, especificada como acima, não será capaz de apresentar os resultados necessários. O que fazer então?

Embora provavelmente existam algumas dezenas de soluções possíveis, eu, ao me deparar com a situação acima em um outro contexto, acabei optando por criar uma função CONCATENAR customizada, usando VBA.

Eis a função em questão:

Function Conca(Faixa As Range, Optional separador As String = " ") As String
''''
' Concatena um conjunto de células, considerando como valores
' apenas aquelas em que exista algum valor preenchido
'
' Por Daniel Santos
' http://danielsantos.org/
'

'Declaração de variáveis
Dim c As Range
Dim strConcat As String

'Examina cada célula da faixa especificada
For Each c In Faixa.Cells

'Se o valor da célula atual contiver texto...
If c.Value <> "" Then
'Constrói a string concatenada célula-a-célula
strConcat = IIf(strConcat = "", c.Value & separador, strConcat & c.Value & separador)
End If

Next

'Retorna a string resultante para o Excel
Conca = strConcat

End Function

Uma vez que ela seja inserida em um módulo VBA, bastará utilizá-la como se fosse uma função pré-definida do Excel:

=CONCA(B3:E3)

Arraste o conteúdo para baixo, e pronto.

Uma coisa interessante que a função que criei admite um parâmetro opcional: o separador. Por default, a função usa espaços em branco entre os termos, mas você pode trocar o espaço por um ponto-e-vírgula, uma vírgula ou qualquer outro caractere que você quiser. Veja abaixo um exemplo com o ponto-e-vírgula como separador:

Espero que a função em questão ajude mais pessoas, e que ela seja útil também para você. Qualquer dúvida, diga aí nos comentários.

Encontre o número de série de sua máquina pelo Windows

Você já se deparou com a necessidade de descobrir o número de série do equipamento que está usando?

Saber qual é o número de série de um equipamento é fundamental em algumas situações corporativas, como, por exemplo, quando se vai emitir uma nota fiscal que comprove que o equipamento com o qual você está andando, para cima e para baixo, pertence à empresa para a qual você trabalha. Também pode ser que o número seja solicitado em situações de requisição de suporte técnico, como quando é necessário acionarmos a garantia da máquina — nestes casos, aliás, a necessidade de localizar o número de série também pode aparecer para os usuários domésticos.

É verdade que, normalmente, esta informação pode ser encontrada em etiquetas estrategicamente afixadas ao próprio notebook ou desktop, mas nem sempre é este o caso: Às vezes o equipamento é mais antigo, às vezes a tal etiqueta com essa preciosa informação pode ter-se descolado e se perdido.

Em situações como essa, se você usa Windows, é interessante saber como fazer para que o próprio sistema operacional lhe indique qual o número de série da máquina.

Para fazer isso, vá até o prompt de comando clicando em Start → Run ou Iniciar → Executar e digitando, em seguida, cmd.

Na janela que será aberta, basta digitar:

wmic bios get serialnumber

Você também pode executar o comando acima diretamente da caixa executar, usando a variação wmic /K bios get serialnumber.

O comando, uma vez processado, exibirá uma saída com duas linhas, sendo a primeira com a string SerialNumber, e a outra, com o número de série do seu equipamento, em si.

Usando o comando WMIC

Uma vez que esta informação esteja em suas mãos, basta copiá-la ou anotá-la para armazenamento em algum lugar seguro — como o Evernote, por exemplo —, e, da próxima vez que precisar, tê-la à mão.

Como desentupir uma lapiseira?

TL; DR: Pegue um grampo, destes de grampeador, e introduza na ponta de sua lapiseira entupida. Pronto, problema resolvido.

Eu não sei quanto à vocês, mas na época em que ganhei minha primeira lapiseira — uma Pentel P205 clássica, de 0,5 mm, ainda criança —, me lembro que, além da borracha na parte de trás, ela também veio com uma pequena haste metálica que era embutida na borracha: o famoso desentupidor. Esse pequeno e milagroso mecanismo me salvou inúmeras vezes, quando o grafite teimava em emperrar dentro do corpo da lapiseira. Bastava colocar esta haste na parte posterior da lapiseira, empurrar e desentupir — o grafite voltava a fluir normalmente e você podia voltar à escrever normalmente.Depois desta lapiseira, usei muitas e muitas outras. Algumas quebraram rápido, outras duraram muito mais tempo comigo. Me mantive fiel à marca Pentel, da qual gosto até hoje: Um dos últimos modelos que usei foi uma Graphgear 500 — com um grip de metal reforçado super resistente, perfeito para alguém que força muito a mão para escrever e já quebrou diversas lapiseiras por conta desse mau hábito no passado. Em seguida, troquei-a por sua prima, a Graphgear 1000, igualmente resistente e com um look muito bonito, na minha opinião. Ambas são excelentes escolhas, de fato, mas apresentam um problema grave.

gg500C255_2

Não sei se a ausência de desentupidor é uma exclusividade destes modelos, mas acredito que não: Entre usos próprios e empréstimos, acabei usando modelos de lapiseiras da CIS, Faber Castell e muitas outras marcas, sempre notando a ausência deste importante e vital instrumento de apoio nas horas de aperto.

Eis que hoje, meu filho veio reclamar que a lapiseira dele — aliás, também uma Graphgear 500 —, entupiu. Nessas horas algumas pessoas se tornam verdadeiros MacGyveres da vida, e eu, como não podia fugir à regra, também. Justamente porquê a bendita lapiseira não possui o raio do desentupidor, tentamos fazer o serviço com o que havia à mão. Tentamos, meu filho e eu, usar clipes de papel, outros grafites mais finos — que quebraram — e também alfinetes. Não tivemos sucesso. Até que olhei para um grampeador aqui em casa. Peguei uma folha de papel, grampeei a dita cuja e, em seguida, arranquei o grampo do papel, entortando-o, exatamente como fazemos com um clipe, até deixá-lo reto.

Introduzi este grampo tornado reto na ponta da lapiseira, mexi um pouco com ele, et voilà!

Conseguimos realizar a missão. Em seguida, após testes de percurso, percebemos que a lapiseira voltou a funcionar normalmente. Assim sendo, se sua lapiseira entupir e você não tiver um modelo com desentupidor próprio, não passe necessidade: Use um grampo de grampeador para fazer o serviço e seja feliz!

Configure seu joystick USB PC para jogar no Steam

O Multilaser JS061

O Multilaser JS061

Este simpático joystick aí do lado é o Multilaser JS061, que foi um dos presentes de Natal que eu dei ao meu filho no ano passado, depois que ele me disse que gostaria de conseguir jogar Mortal Kombat Komplete Edition de uma forma mais fácil e simples. Trata-se de um modelo bem bacana, wireless, para permitir que os movimentos sejam mais livres, sem o risco de enroscar em algum cabo por aí enquanto estamos jogando: Você simplesmente encaixa o adaptador USB e sai jogando normalmente.

Quando ele ganhou o presente, funcionou que foi uma beleza com o jogo, e ele tem se divertido muito desde então. Acontece que, ao tentar jogar outros jogos do Steam com o mesmo joystick, percebi que a experiência não foi assim tão legal quanto a primeira vez. Ocorre que, embora diversos jogos comercializados no Steam sejam compatíveis com joystick, a grande maioria deles é projetada para responder somente aos comandos do joy do Xbox 360. Confesso que, quando eu comprei o joystick para meu filho, até sabia desse pequeno detalhe, mas não estava muito afim de desembolsar entre R$ 150 e R$ 180, pelo menos aqui em minha cidade, para comprar um controle deste tipo. Além disso, o JS061 simplesmente surgiu na minha frente, e parecia perfeito para o trabalho, até eu descobrir que apenas o Mortal Kombat funcionava com ele.

Para mim, a grande questão acabou se tornando “como fazer para que o meu joystick funcione com os jogos do Steam“. Foi quando eu pensei, com meus botões: Deve haver um que possa me ajudar. E felizmente, depois de alguma procura e de sessões de tentativa-e-erro, encontrei o que estava procurando. Trata-se de um programa chamado Xbox 360 Controller Emulator, ou x360ce para abreviar. O uso do software é tão simples que você pode resumi-lo em três etapas:

  • extrair o arquivo do emulador para a pasta do jogo do Steam que você deseja compatibilizar com seu joystick;
  • executar o programa e seguir seus passos solicitados;
  • gravar e executar o jogo, que agora terá suporte a seu joystick.

Como haviam diversos jogos em minha conta Steam que alegam compatibilidade com joystick mas que eu não podia jogar, resolvi colocar o conceito a prova com o Spelunky, um jogo de plataforma.  em que você é um explorador que mergulha nas profundezas de minas e selvas, para coletar riquezas e enfrentar perigos, de vez em quando salvando a mocinha, lutando com monstros e fugindo de um fantasma muito do xarope — enfim, muito apropriado para jogar com joystick. O vídeo abaixo resume minha experiência pré-uso do emulador, sua configuração e a experiência pós-configuração.

Vale sempre a pena lembrar que nem todos os modelos de joystick disponíveis funcionarão com o emulador — o fato é que o meu funcionou, e que eu vi várias outras pessoas relatando sucesso com suas próprias configurações, o que me faz pensar que vale ao menos dar uma chance ao programa. Uma outra questão extremamente relevante — e que eu não cito no vídeo acima — é que, ao tentar executar o emulador pela primeira vez, me deparei com uma mensagem de erro fatal, alertando sobre a falta do arquivo msvcp110.dll, sem o qual é impossível que as configurações do joystick sejam realizadas.

Downloads

Para resolver este pequeno contratempo, precisei baixar os componentes do Visual C++ Redistributable for Studio 2012 Update 4 e instalá-los em meu computador. Existem dois arquivos disponíveis, sendo que, se você tem um sistema operacional de 32 bits, precisará baixar e instalar a versão x86, e, se você tem um sistema de 64 bits, como é o meu caso, precisará baixar e instalar tanto a versão x86, quanto a versão x64. Logo em seguida, bastará executar o emulador novamente, e tudo deverá funcionar bem.

Todas as informações e arquivos necessários para fazer o emulador funcionar podem ser encontrados nos links abaixo mencionados:

Site oficial do x360ce Fórum de suporte do x360ce Download do Visual C++ Redistributable for Studio 2012 Update 4

O emulador deverá estar em cada pasta de cada jogo onde se deseja compatibilidade entre o Steam e o joystick que você possui. Assim, se quero poder usar meu joystick em 10 jogos, precisarei refazer o procedimento que descrevo no vídeo 10 vezes. Parece uma trabalheira enorme, mas não é — eu garanto.

 

steam-compatibilidade-joystick

Verifique a compatibilidade com joystick no Steam

PERGUNTAS E RESPOSTAS

(1) Esse emulador é compatível com o jogo (nome do jogo)?

Pode ser que o jogo para o qual você está pensando em utilizar o emulador não seja compatível com o mesmo. Antes de qualquer coisa, verifique estas duas questões:

  • Na página do jogo em questão dentro do Steam, confirme que o título apresenta compatibilidade total com controle. Para verificar essa informação, abra o Steam, clique em Biblioteca e selecione o jogo desejado. Do lado direito da tela, clique em Página da loja. Uma vez que o link seja aberto, procure, à direita, o quadro de informações representado nesta caixa.
  • Verifique, no site oficial do emulador, a lista dos jogos compatíveis com a ferramenta. Dado que o emulador está em desenvolvimento, esta lista está sujeita a mudanças. Caso seu jogo não esteja nela, entre em contato com o desenvolvedor pelo próprio site oficial.

Se mesmo assim ainda tiver problemas, visite o fórum de suporte do emulador e verifique se existem soluções apontadas por lá. Caso elas não existam, você sempre poderá criar um novo post.

(2) Esse emulador funciona para PS3 / PS4?

Não possuo PS3 ou PS4, mas o emulador que cito neste post foi criado para permitir que uma série de controles genéricos para PC funcionem como se fossem controles do XBox 360. Tecnicamente falando, ela converte controles DirectInput para XInput, este último um padrão da Microsoft para permitir interação com seu joystick.

Até onde consegui pesquisar, através do fórum de suporte do emulador, os controles da Sony parecem não possuir ou reconhecer este padrão. Neste caso, pode ser que alternativas ao x360ce, como o MotionJoy ou o Pinnacle Game Profiler sejam mais adequados — embora não necessariamente sejam gratuitos.

Um emulador é um software que reproduz as funções de um outro determinado software, ou hardware, a fim de permitir se obter uma funcionalidade bastante próxima   do original

E entre Rdio e Deezer havia o Soundiiz

Rdio x Soundiiz x Deezer

Quando o assunto é encontrar um serviço que permita fazer o streaming de música a partir de qualquer dispositivo móvel ou do seu computador, Rdio e Deezer são lembrados por muita gente que eu conheço.

Faixas de preço similares. Tamanhos de acervos musicais similares, com milhões de faixas, álbuns e artistas disponíveis ao alcance dos dedos. Aplicativos disponíveis para as mesmas plataformas. Apesar de ter lido diversos reviews sobre os dois serviços no passado, confesso que na hora de definir qual dos dois é melhor, fico com muitas dúvidas, e tenho convicção de que qualquer conclusão a este respeito será sempre baseada em gosto pessoal, no final das contas.

Minha história com Rdio e Deezer

Vejam o meu caso: comecei fazendo uma assinatura do Rdio. Cerca de 15 reais por mês me deram acesso a toda a música que eu jamais conseguirei terminar de ouvir em toda a minha vida por um valor que julgo acessível, ainda mais podendo usar aplicativos para iOS e Windows. Junte a isso o fato de que podemos fazer download de músicas para ouvir offline e eu não posso, e nem preciso, exigir mais nada de um serviço como esses.

Acontece que passei a usar a plataforma Android, depois de problemas de hardware que tive com dois iPhones 4S seguidos, e que me fizeram sentir-me desgostoso com a linha de produtos Apple — leva-se um bom tempo para conquistar a confiança de um cliente e apenas segundos para perdê-la, como você já deve ter ouvido falar, imagino eu.

Com um Samsung Galaxy S3 como meu novo celular pessoal, baixei o app do Rdio imediatamente via Google Play e passei a usá-lo. Mas achei-o mais lento do que seu equivalente iOS, e, no último mês de dezembro, aproveitando que o Deezer havia anunciado uma promoção especial onde reduziria sua mensalidade — que, até então, era equivalente   do Rdio — pela metade por 6 meses, resolvi que não teria nada a perder, e fui verificar se o seu app para Android seria mais rápido do que o do Rdio.

Ele realmente se mostrou mais rápido. Carrega as músicas mais rápido, depois de ele próprio abrir mais rápido. Eu sei que apps de celular levam pouquíssimo tempo para abrir, mas juro que notei diferença considerável entre os tempos dos dois. Além disso, descobri que o Deezer possui uma seção dentro do perfil do usuário chamada Meus MP3, que permite que eu acrescente minhas próprias músicas   minha coleção —  isso é bem bacana porque assim posso fazer upload dos  meus backups de CDs, com músicas não encontradas no acervo do serviço, e ouvir tudo online ou offline. Só isso já é um diferencial bem bacana.

É claro que, como eu disse antes, no final das contas tudo se resume   uma visão pessoal. Como nem Deezer, nem Rdio exigem fidelidade de seus assinantes,  pode-se muito bem ir e voltar de um e de outro a hora que bem se entender. No entanto, migre você de Rdio para Deezer, ou vice-versa, quantas vezes quiser, e a dúvida sempre vai existir: como migrar minhas playlists de um lado para o outro?

E é aí que entra a utilidade de um serviço chamado Soundiiz.

Migrando de um lado para o outro

É algo muito fácil, aliás: você acessa a página principal deles, clica em Start to Convert e se autentica no Rdio e no Deezer. O sistema que move o Soundiiz então recupera as playlists de ambos os lados e é, literalmente, uma simples questão de clicar em um botão ao lado da playlist e selecionar o serviço de destino.

Aliás, o Soundiiz não possui apenas Rdio e Deezer como serviços disponíveis para transferência: também é possível transferir dados do Grooveshark, YouTubeSoundcloud e Last.fm, e enviar playlists a partir de arquivos m3u,xspf pls, usados por certos softwares e sites. De qualquer modo, mesmo considerando o Soundiiz um achado interessante, eu nunca depositaria 100% de confiança num processo destes.

Alerta do Soundiiz

Quando se inicia uma conversão, o próprio serviço apresenta um disclaimer a este respeito antes de processar os dados. Completamente compreensível e natural, visto que, ao menos teoricamente, tudo depende da disponibilidade exata dos álbuns e músicas de intérpretes que estão sendo migrados entre um serviço e outro.

Conversão em andamento

Vejam, por exemplo, o que ocorreu ao migrar uma de minhas playlists do Rdio,  batizada Dancefloor, para o Deezer. Vários títulos existentes foram convertidos, e outros simplesmente acabaram ficando pelo caminho. Na verdade, entre 42 músicas que eu havia coletado no Rdio,  37 foram convertidas, o que representou uma taxa de erro de quase 12%.

Cinco arquivos da playlist ficaram com a marcação undefined, tal como exemplicado na imagem.

Cinco arquivos da playlist ficaram com a marcação undefined, tal como exemplicado na imagem.

E vale dizer também que, no caso destas músicas que chegaram a ser migradas, eu notei alguns casos de substituição das faixas. Abaixo, ilustro um caso deste tipo, representado pela música Blurred Lines do Robin Thicke, que eu acho muito bacana: Ainda que a trilha original exista no acervo do Deezer, o Soundiiz teimosamente a substituiu por um tributo ao cantor, todo instrumental, ao som de saxofone. Não sei exatamente o porquê deste tipo de situação ter ocorrido, mas considero que até pelo próprio fato do serviço ser gratuito, isso significa que não é algo error-free, e que devemos estar preparados para fazer algum tipo de retrabalho.

Substituição arbitrada pelo próprio Soundiiz. A faixa de cima é um tribute, e a de baixo, a original. Retrabalho...

Substituição arbitrada pelo próprio Soundiiz. A faixa de cima é um tribute, e a de baixo, a original. Retrabalho…

Ainda assim, julgo que a experiência vale   pena: a taxa de acertos do processo foi normalmente maior do que a de erros, no meu caso, e me poupou em grande parte de precisar recriar tudo no serviço de destino. Dessa maneira, recomendo que você pense no Soundiiz e considere-o como uma alternativa para lhe auxiliar, caso esteja pensando em mudar as suas músicas de casa como eu fiz…