Como transferir arquivos entre PC e iPhone via wi-fi

Já faz algum tempo que criei o hábito de enviar todas as minhas fotos e vídeos para o Google Photos, de maneira que eu tenha um backup em nuvem de todas as minhas memórias familiares.

O aplicativo para iPhone é uma mão na roda para isso, já que uso o próprio smartphone para filmar e fotografar. Uma vez que tenha feito isso, basta abrir o Google Photos e aguardar pelo backup automático de conteúdo.

As fotos, arquivos menores, são rapidamente processadas e chegam à nuvem em questão de pouquíssimos minutos. Já os vídeos… 

Bem, o processo de upload é o mesmo das fotos, mas enquanto alguns deles chegam normalmente ao mesmo destino que elas, outros — notadamente os arquivos maiores —- ficam literalmente emperrados em processamento. Já deletei o aplicativo para reinstalar, já fiz limpeza de cache e nada: os uploads de vídeos grandes ficam travados tal como reportado neste thread do Reddit.

Que dureza: Upload de vídeos travado…

Seja como for, sempre que estou lidando com vídeos maiores, o jeito é fazer o envio através da interface web do site, que nunca falha é mais difícil de dar problema.

A maneira convencional de fazer os arquivos chegarem ao Google Photos desta maneira é plugando o iPhone no computador através de seu cabo lightning e acessando o Windows Explorer. Em seguida, arrasto as fotos que quero do iPhone para o PC.

Mas eis a questão: Como enviar os vídeos do iPhone para o PC , quando não temos cabo à mão e tudo o que está à disposição é uma conexão wi-fi?

Encontrei uma resposta muito interessante a esta pergunta: O Air Transfer é o app ideal para o serviço, uma vez que através dele é possível transferir não apenas fotos e vídeos, mas também textos, notas, favoritos do navegador, documentos e músicas que estejam em um iPhone ou iPad para o PC. A operação inversa também é possível, graças a uma interface web oferecida pelo app.

Os arquivos transferidos para o PC podem ser baixados individualmente ou em grupos. Neste último caso, o Air Transfer cria um arquivo no formato zip, contendo tudo o que se decidiu transferir. O conteúdo deste arquivo então, pode ser trabalhado, editado e, posteriormente, enviado a sites na internet, como o Google Photos.

Neste rápido vídeo demonstro como transferi duas fotos e um vídeo que estavam armazenados em meu iPhone. Note que o app é bastante intuitivo:

Ah. Esqueci de mencionar: As funcionalidades que demonstrei são todas integrantes da versão gratuita do app Air TransferApenas para constar, aliás, dentro da aplicação há uma opção para se pagar USD 1,99 e liberar todos os recursos: Mas nem dentro do app, nem na App Store, nem no site do desenvolvedor, uma empresa coreana, consegui encontrar resposta para que recursos seriam estes. Mas pelo visto, não fizeram falta.

Devo explorar mais um pouco o app e complementar este artigo com o tempo.

Quer ajudar seu filho com a tarefa? Use kanban!

O tempo passa muito depressa mesmo: Meu filho mais velho chegou à sexta série no colégio em que estuda. Trata-se de uma fase em que a quantidade de matérias que a escola repassa a ele e seus colegas triplica ou quadriplica, atingindo proporções nunca antes enfrentadas por ele.

Como se adaptar à uma mudança na quantidade de tarefas e obrigações que precisam ser concluídas pode levar um certo tempo, é mais do que natural que, ao longo do processo, algumas das tarefas por fazer acabem sendo esquecidas: Se nós, adultos, já estamos sujeitos a passar por isso — ao gerenciarmos algumas centenas de atividades por mês —, que dirá nossos filhos, não é mesmo?

Mas eis que, vendo meu filho em meio à um mar de trabalhos, tarefas e livros pra ler, colocando as mãos na cabeça e praticamente puxando os cabelos, resolvi tomar por base minha experiência profissional, tanto em programas de melhoria contínua e em tecnologia da informação, e ensinar pra ele — e, na verdade, pra minha esposa, um novo conceito, o kanban.

Kanban é pra comer ou passar no cabelo?

Na verdade, acredite: Nenhum dos dois.

Existem algumas definições diferentes para o termo. Vou dizer que kanban é uma palavra que tem origem no japonês (看板), que significa cartãosinalização ou o quadro onde tais cartões e sinais são afixados, e que teve origem no Sistema Toyota de Produção.

Cartões de kanban podem servir para indicar, conforme as etapas de um processo produtivo ou administrativo, onde cada produto ou informação se encontra. Quanto maior o número de cartões dentro de um dessas etapas, maior o estoque naquela etapa.

Quadro Kanban para Software

Kanban também pode ser usado para acompanhar processos de desenvolvimento de software, sendo muito eficiente para esta finalidade. Embora desenvolver software seja uma atividade de criação, diferente de processos de produção, como fazer um carro, por exemplo, o mecanismo de gestão da ferramenta ainda pode muito bem ser aplicado.

Seja qual for o processo escolhido, suas etapas podem ser representadas com uma grande flexibilidade, o que provoca o maior benefício do kanban: Representar de forma visual o trabalho que está em andamento, o que ainda não começou, o que está com problemas e, é claro, o que já acabou.

KANBAN PARA A TAREFA DA ESCOLA

Como eu disse, pensei em ensinar kanban para minha esposa e filho: A ideia é ajudar meu filho com a enorme quantidade de tarefas que ele agora tem, toda semana, depois de ter passado para o sexto ano do colégio onde estuda.

Quando se pensa em tarefas, séries de exercícios, projetos e livros que precisam ser feitos e entregues, pode ser um pouco difícil definir e priorizar todas as coisas que precisam ser feitas.

Aplicar os conceitos de kanban coloca meu filho no controle de sua própria tarefa da escola: Ele tem condição de saber exatamente o que a escola espera que seja entregue, de uma forma que é simples e que permite saber na hora quanto já foi feito em cada caso.

O segredo da aplicação do kanban está no quadro de atividades. A exemplo do que mostro no vídeo acima, no caso do meu filho, criamos um quadro básico, com três colunas, usando a lateral da parede do guarda-roupa dele. Este quadro possui uma série de post-its distribuídos em colunas que receberam o nome de to do (o que precisa ser feito), ongoing (o que está sendo feito agora) e done (o que já terminou de ser feito).

Cada post-it representa alguma coisa que ele precisa entregar ao longo do próximo período, e isso pode ser qualquer tarefa ou trabalho. Mover as tarefas que existem de uma coluna para a outra (ou seja, por exemplo, declarar que uma atividade passou a ser executada e foi para a coluna ongoing) é responsabilidade dele, à medida em que cria novas tarefas e atualiza as que já existem, concluindo-as.

Como meu filho aprendeu o conceito junto com minha esposa, todos os dias eles fazem uma espécie de reunião — uma standup meeting, emprestando o conceito que vem de desenvolvimento de software usando SCRUMO objetivo é verificar 3 pontos básicos com ele em relação às suas tarefas:

  • O que foi feito no dia anterior;
  • O que será feito hoje; e
  • Quais são os eventuais impedimentos — o que atrapalha a conseguir concluir a tarefa.

À medida que seu filho for executando e concluindo as tarefas vai acabar criando o bom hábito de, ele próprio, gerenciar sua rotina de tarefas de uma forma mais tranquila, e à prova de qualquer que seja a quantidade de matérias que ele tiver na escola.

 

 

Você sabe usar a função PROCV?

Esta vem do tempo em que eu ainda dava aula de informática — ou, pasmem, computação —, lá pelos idos do século passado. Até hoje, muitas pessoas não sabem ao certo para que serve a função PROCV do Excel: algumas delas, inclusive, trabalharam comigo, e,  como sempre procuro eesclarecer a elas os benefícios que pode proporcionar, resolvi criar um post a esse respeito por aqui.

Para que serve PROCV?

A função PROCV — que recebe este nome, na verdade, por ser uma abreviação, até onde sempre imaginei, de PROCura na Vertical — é uma das diversas funções disponibilizadas pela Microsoft no Excel para realização de pesquisas, ou busca de referências.

Quando você tem que encontrar valores que estejam em linhas de uma tabela ou de um intervalo de uma planilha — por exemplo, procurar pela idade de uma pessoa com base em um dado número de identificação, que pode ser um número de matrícula, documento, ou outra coisa qualquer, recomenda-se usar a função PROCV.

COMO EU USO?

Apesar de, como eu disse, essa história de PROCV remontar à época em que dei aula em escolas de informática, muita gente pra quem eu falo de PROCV nunca ouviu de fato falar da função.

Pensando em alcançar o maior número de pessoas que eu conseguir com alguma explicação razoável, criei um exemplo usando a versão do Excel que acompanha o Office 365, do qual possuo uma assinatura, e registrei tudo em vídeo. O resultado está no vídeo publicado acima, que eu espero que ajude você com algum aprendizado.

Aproveite, e, se quiser, comente!

Transferindo arquivos M4R do Windows para o iPhone

Tendo recentemente voltado a utilizar um iPhone, após quase 3 anos de convivência com um Samsung Galaxy SIII rodando Android, confesso que me apeguei à alguns ringtones alarmes que usei durante este tempo todo: Foram eles, afinal de contas, que me acompanharam, lembrando-me de alarmes e me ajudando a acordar.

Dado que o Android aceita que arquivos MP3 sejam diretamente adicionados ao aparelho numa simples operação de drag-and-drop, e que estes podem ser usados como notificação e ringtone automaticamente depois disso — e que o iOS aceita apenas seu formato proprietário, M4R —, a primeira coisa que fiz foi converter os MP3 em M4R. De posse dos arquivos resultantes, fiquei me perguntando como fazer para carregá-los para o iPhone usando a lei do menor esforço.

Foi aí que descobri que podia contar com a ajuda do Walter.

Walter White

Ok. Não deste Walter.

Na verdade, como odeio usar o iTunes no Windows — sempre o achei um programa desnecessariamente pesado e de transferência lenta demais —, acabei buscando uma alternativa: Um programa chamado Waltr.

O Waltr é muito mais do que eu precisava: Trata-se de um conversor de mídia que roda nas plataformas Mac e Windows, e que transfere conteúdo para seu dispositivo iOS, servindo-o diretamente em suas bibliotecas de áudio, vídeo ou reprodutor de mídia padrão. E o que é melhor: Não preciso ter feito jailbreak e nem ter o iTunes instalado.

No meu caso específico, em que eu já tinha disponíveis os arquivos M4R desejados, a operação foi extremamente simples. Localizei a pasta onde estavam os arquivos e abri o Waltr. Em seguida, precisei apenas arrastar o que queria para a interface — super simples — do programa.

waltr_1

Automaticamente será iniciada a atividade de preparação para upload e, em seguida, o upload em si. Se tudo correr bem, o Waltr indicará que os arquivos foram transferidos com sucesso, com um pequeno detalhe: O ícone que ele exibirá indicará o local do iPhone para onde a transferência foi realizada. No meu caso, os arquivos M4R foram parar, acertadamente, nos ringtones.

Sucesso!

sons-waltrCom os ringtones devidamente inseridos no iPhone, basta associá-los a seus alarmes e aplicativos, como seria feito com qualquer ringtone padrão, e pronto.

Como eu disse, para esta necessidade específica, usar o Waltr foi como ter um canhão à disposição para matar formigas: O programa suporta o envio de vídeo nos formatos MKV, AVI, MOV, MP4, M4V, 3GP e WMV, e também o de áudio, suportando MP3, FLAC, APE, ALAC, AAC, M4B, AIFF, WAV, WMA, CUE, OGG, OGA, WV, TTA e DFF.

Um último ponto: Sendo versátil como pude comprovar, é de se esperar que o Waltr não seja gratuito. Suas versões para Windows e Mac têm preços que variam entre USD 30 e USD 50, e, no momento em que este texto foi criado, há um Winter Special que reduziu os valores pela metade. Mas, nada tema: Você pode testar o programa gratuitamente, sem restriçõespor 14 dias, o que, pelo menos para a transferência de arquivos M4R, deve ser suficiente.

Concatene apenas células com texto no Excel

Você já deparou, certamente, com uma situação em que precisou combinar no Excel os valores de duas ou mais células em uma outra célula. A este processo chama-se concatenação, e o programa da Microsoft possui uma função especialmente criada para fazer isso, chamada CONCATENAR.

A sintaxe da função é simples:

=CONCATENAR(texto1, [texto2], ...)

No exemplo acima ilustrado, a célula D4 terá, como string resultante, “Daniel Santos“, isso porquê foi informado, como um dos parâmetros, o espaço (” “).

A função CONCATENAR será eficiente sempre que você informar, como parâmetros, células ou intervalos (ranges) que possuem texto inserido.

Agora, imagine que você possui uma tabela com vários dados, e que, por algum motivo, existem colunas ora em branco, ora preenchidas, em algumas linhas. Só que você precisa concatenar somente os textos das colunas preenchidas. Algo mais ou menos assim:

Se todas as células entre as colunas B e E estivessem preenchidas com nomes, seria fácil criar uma única fórmula CONCATENAR na coluna F, que tivesse a seguinte sintaxe, arrastando a fórmula para baixo nas demais linhas:

=CONCATENAR(B3:E3)

Mas este não é o caso, e a função CONCATENAR, especificada como acima, não será capaz de apresentar os resultados necessários. O que fazer então?

Embora provavelmente existam algumas dezenas de soluções possíveis, eu, ao me deparar com a situação acima em um outro contexto, acabei optando por criar uma função CONCATENAR customizada, usando VBA.

Eis a função em questão:

Function Conca(Faixa As Range, Optional separador As String = " ") As String
''''
' Concatena um conjunto de células, considerando como valores
' apenas aquelas em que exista algum valor preenchido
'
' Por Daniel Santos
' http://danielsantos.org/
'

'Declaração de variáveis
Dim c As Range
Dim strConcat As String

'Examina cada célula da faixa especificada
For Each c In Faixa.Cells

'Se o valor da célula atual contiver texto...
If c.Value <> "" Then
'Constrói a string concatenada célula-a-célula
strConcat = IIf(strConcat = "", c.Value & separador, strConcat & c.Value & separador)
End If

Next

'Retorna a string resultante para o Excel
Conca = strConcat

End Function

Uma vez que ela seja inserida em um módulo VBA, bastará utilizá-la como se fosse uma função pré-definida do Excel:

=CONCA(B3:E3)

Arraste o conteúdo para baixo, e pronto.

Uma coisa interessante que a função que criei admite um parâmetro opcional: o separador. Por default, a função usa espaços em branco entre os termos, mas você pode trocar o espaço por um ponto-e-vírgula, uma vírgula ou qualquer outro caractere que você quiser. Veja abaixo um exemplo com o ponto-e-vírgula como separador:

Espero que a função em questão ajude mais pessoas, e que ela seja útil também para você. Qualquer dúvida, diga aí nos comentários.

Encontre o número de série de sua máquina pelo Windows

Você já se deparou com a necessidade de descobrir o número de série do equipamento que está usando?

Saber qual é o número de série de um equipamento é fundamental em algumas situações corporativas, como, por exemplo, quando se vai emitir uma nota fiscal que comprove que o equipamento com o qual você está andando, para cima e para baixo, pertence à empresa para a qual você trabalha. Também pode ser que o número seja solicitado em situações de requisição de suporte técnico, como quando é necessário acionarmos a garantia da máquina — nestes casos, aliás, a necessidade de localizar o número de série também pode aparecer para os usuários domésticos.

É verdade que, normalmente, esta informação pode ser encontrada em etiquetas estrategicamente afixadas ao próprio notebook ou desktop, mas nem sempre é este o caso: Às vezes o equipamento é mais antigo, às vezes a tal etiqueta com essa preciosa informação pode ter-se descolado e se perdido.

Em situações como essa, se você usa Windows, é interessante saber como fazer para que o próprio sistema operacional lhe indique qual o número de série da máquina.

Para fazer isso, vá até o prompt de comando clicando em Start → Run ou Iniciar → Executar e digitando, em seguida, cmd.

Na janela que será aberta, basta digitar:

wmic bios get serialnumber

Você também pode executar o comando acima diretamente da caixa executar, usando a variação wmic /K bios get serialnumber.

O comando, uma vez processado, exibirá uma saída com duas linhas, sendo a primeira com a string SerialNumber, e a outra, com o número de série do seu equipamento, em si.

Usando o comando WMIC

Uma vez que esta informação esteja em suas mãos, basta copiá-la ou anotá-la para armazenamento em algum lugar seguro — como o Evernote, por exemplo —, e, da próxima vez que precisar, tê-la à mão.

Como desentupir uma lapiseira?

TL; DR: Pegue um grampo, destes de grampeador, e introduza na ponta de sua lapiseira entupida. Pronto, problema resolvido.

Eu não sei quanto à vocês, mas na época em que ganhei minha primeira lapiseira — uma Pentel P205 clássica, de 0,5 mm, ainda criança —, me lembro que, além da borracha na parte de trás, ela também veio com uma pequena haste metálica que era embutida na borracha: o famoso desentupidor. Esse pequeno e milagroso mecanismo me salvou inúmeras vezes, quando o grafite teimava em emperrar dentro do corpo da lapiseira. Bastava colocar esta haste na parte posterior da lapiseira, empurrar e desentupir — o grafite voltava a fluir normalmente e você podia voltar à escrever normalmente.Depois desta lapiseira, usei muitas e muitas outras. Algumas quebraram rápido, outras duraram muito mais tempo comigo. Me mantive fiel à marca Pentel, da qual gosto até hoje: Um dos últimos modelos que usei foi uma Graphgear 500 — com um grip de metal reforçado super resistente, perfeito para alguém que força muito a mão para escrever e já quebrou diversas lapiseiras por conta desse mau hábito no passado. Em seguida, troquei-a por sua prima, a Graphgear 1000, igualmente resistente e com um look muito bonito, na minha opinião. Ambas são excelentes escolhas, de fato, mas apresentam um problema grave.

gg500C255_2

Não sei se a ausência de desentupidor é uma exclusividade destes modelos, mas acredito que não: Entre usos próprios e empréstimos, acabei usando modelos de lapiseiras da CIS, Faber Castell e muitas outras marcas, sempre notando a ausência deste importante e vital instrumento de apoio nas horas de aperto.

Eis que hoje, meu filho veio reclamar que a lapiseira dele — aliás, também uma Graphgear 500 —, entupiu. Nessas horas algumas pessoas se tornam verdadeiros MacGyveres da vida, e eu, como não podia fugir à regra, também. Justamente porquê a bendita lapiseira não possui o raio do desentupidor, tentamos fazer o serviço com o que havia à mão. Tentamos, meu filho e eu, usar clipes de papel, outros grafites mais finos — que quebraram — e também alfinetes. Não tivemos sucesso. Até que olhei para um grampeador aqui em casa. Peguei uma folha de papel, grampeei a dita cuja e, em seguida, arranquei o grampo do papel, entortando-o, exatamente como fazemos com um clipe, até deixá-lo reto.

Introduzi este grampo tornado reto na ponta da lapiseira, mexi um pouco com ele, et voilà!

Conseguimos realizar a missão. Em seguida, após testes de percurso, percebemos que a lapiseira voltou a funcionar normalmente. Assim sendo, se sua lapiseira entupir e você não tiver um modelo com desentupidor próprio, não passe necessidade: Use um grampo de grampeador para fazer o serviço e seja feliz!

Configure seu joystick USB PC para jogar no Steam

O Multilaser JS061

O Multilaser JS061

Este simpático joystick aí do lado é o Multilaser JS061, que foi um dos presentes de Natal que eu dei ao meu filho no ano passado, depois que ele me disse que gostaria de conseguir jogar Mortal Kombat Komplete Edition de uma forma mais fácil e simples. Trata-se de um modelo bem bacana, wireless, para permitir que os movimentos sejam mais livres, sem o risco de enroscar em algum cabo por aí enquanto estamos jogando: Você simplesmente encaixa o adaptador USB e sai jogando normalmente.

Quando ele ganhou o presente, funcionou que foi uma beleza com o jogo, e ele tem se divertido muito desde então. Acontece que, ao tentar jogar outros jogos do Steam com o mesmo joystick, percebi que a experiência não foi assim tão legal quanto a primeira vez. Ocorre que, embora diversos jogos comercializados no Steam sejam compatíveis com joystick, a grande maioria deles é projetada para responder somente aos comandos do joy do Xbox 360. Confesso que, quando eu comprei o joystick para meu filho, até sabia desse pequeno detalhe, mas não estava muito afim de desembolsar entre R$ 150 e R$ 180, pelo menos aqui em minha cidade, para comprar um controle deste tipo. Além disso, o JS061 simplesmente surgiu na minha frente, e parecia perfeito para o trabalho, até eu descobrir que apenas o Mortal Kombat funcionava com ele.

Para mim, a grande questão acabou se tornando “como fazer para que o meu joystick funcione com os jogos do Steam“. Foi quando eu pensei, com meus botões: Deve haver um que possa me ajudar. E felizmente, depois de alguma procura e de sessões de tentativa-e-erro, encontrei o que estava procurando. Trata-se de um programa chamado Xbox 360 Controller Emulator, ou x360ce para abreviar. O uso do software é tão simples que você pode resumi-lo em três etapas:

  • extrair o arquivo do emulador para a pasta do jogo do Steam que você deseja compatibilizar com seu joystick;
  • executar o programa e seguir seus passos solicitados;
  • gravar e executar o jogo, que agora terá suporte a seu joystick.

Como haviam diversos jogos em minha conta Steam que alegam compatibilidade com joystick mas que eu não podia jogar, resolvi colocar o conceito a prova com o Spelunky, um jogo de plataforma.  em que você é um explorador que mergulha nas profundezas de minas e selvas, para coletar riquezas e enfrentar perigos, de vez em quando salvando a mocinha, lutando com monstros e fugindo de um fantasma muito do xarope — enfim, muito apropriado para jogar com joystick. O vídeo abaixo resume minha experiência pré-uso do emulador, sua configuração e a experiência pós-configuração.

Vale sempre a pena lembrar que nem todos os modelos de joystick disponíveis funcionarão com o emulador — o fato é que o meu funcionou, e que eu vi várias outras pessoas relatando sucesso com suas próprias configurações, o que me faz pensar que vale ao menos dar uma chance ao programa. Uma outra questão extremamente relevante — e que eu não cito no vídeo acima — é que, ao tentar executar o emulador pela primeira vez, me deparei com uma mensagem de erro fatal, alertando sobre a falta do arquivo msvcp110.dll, sem o qual é impossível que as configurações do joystick sejam realizadas.

Downloads

Para resolver este pequeno contratempo, precisei baixar os componentes do Visual C++ Redistributable for Studio 2012 Update 4 e instalá-los em meu computador. Existem dois arquivos disponíveis, sendo que, se você tem um sistema operacional de 32 bits, precisará baixar e instalar a versão x86, e, se você tem um sistema de 64 bits, como é o meu caso, precisará baixar e instalar tanto a versão x86, quanto a versão x64. Logo em seguida, bastará executar o emulador novamente, e tudo deverá funcionar bem.

Todas as informações e arquivos necessários para fazer o emulador funcionar podem ser encontrados nos links abaixo mencionados:

Site oficial do x360ce Fórum de suporte do x360ce Download do Visual C++ Redistributable for Studio 2012 Update 4

O emulador deverá estar em cada pasta de cada jogo onde se deseja compatibilidade entre o Steam e o joystick que você possui. Assim, se quero poder usar meu joystick em 10 jogos, precisarei refazer o procedimento que descrevo no vídeo 10 vezes. Parece uma trabalheira enorme, mas não é — eu garanto.

 

steam-compatibilidade-joystick

Verifique a compatibilidade com joystick no Steam

PERGUNTAS E RESPOSTAS

(1) Esse emulador é compatível com o jogo (nome do jogo)?

Pode ser que o jogo para o qual você está pensando em utilizar o emulador não seja compatível com o mesmo. Antes de qualquer coisa, verifique estas duas questões:

  • Na página do jogo em questão dentro do Steam, confirme que o título apresenta compatibilidade total com controle. Para verificar essa informação, abra o Steam, clique em Biblioteca e selecione o jogo desejado. Do lado direito da tela, clique em Página da loja. Uma vez que o link seja aberto, procure, à direita, o quadro de informações representado nesta caixa.
  • Verifique, no site oficial do emulador, a lista dos jogos compatíveis com a ferramenta. Dado que o emulador está em desenvolvimento, esta lista está sujeita a mudanças. Caso seu jogo não esteja nela, entre em contato com o desenvolvedor pelo próprio site oficial.

Se mesmo assim ainda tiver problemas, visite o fórum de suporte do emulador e verifique se existem soluções apontadas por lá. Caso elas não existam, você sempre poderá criar um novo post.

(2) Esse emulador funciona para PS3 / PS4?

Não possuo PS3 ou PS4, mas o emulador que cito neste post foi criado para permitir que uma série de controles genéricos para PC funcionem como se fossem controles do XBox 360. Tecnicamente falando, ela converte controles DirectInput para XInput, este último um padrão da Microsoft para permitir interação com seu joystick.

Até onde consegui pesquisar, através do fórum de suporte do emulador, os controles da Sony parecem não possuir ou reconhecer este padrão. Neste caso, pode ser que alternativas ao x360ce, como o MotionJoy ou o Pinnacle Game Profiler sejam mais adequados — embora não necessariamente sejam gratuitos.

Um emulador é um software que reproduz as funções de um outro determinado software, ou hardware, a fim de permitir se obter uma funcionalidade bastante próxima   do original

E entre Rdio e Deezer havia o Soundiiz

Rdio x Soundiiz x Deezer

Quando o assunto é encontrar um serviço que permita fazer o streaming de música a partir de qualquer dispositivo móvel ou do seu computador, Rdio e Deezer são lembrados por muita gente que eu conheço.

Faixas de preço similares. Tamanhos de acervos musicais similares, com milhões de faixas, álbuns e artistas disponíveis ao alcance dos dedos. Aplicativos disponíveis para as mesmas plataformas. Apesar de ter lido diversos reviews sobre os dois serviços no passado, confesso que na hora de definir qual dos dois é melhor, fico com muitas dúvidas, e tenho convicção de que qualquer conclusão a este respeito será sempre baseada em gosto pessoal, no final das contas.

Minha história com Rdio e Deezer

Vejam o meu caso: comecei fazendo uma assinatura do Rdio. Cerca de 15 reais por mês me deram acesso a toda a música que eu jamais conseguirei terminar de ouvir em toda a minha vida por um valor que julgo acessível, ainda mais podendo usar aplicativos para iOS e Windows. Junte a isso o fato de que podemos fazer download de músicas para ouvir offline e eu não posso, e nem preciso, exigir mais nada de um serviço como esses.

Acontece que passei a usar a plataforma Android, depois de problemas de hardware que tive com dois iPhones 4S seguidos, e que me fizeram sentir-me desgostoso com a linha de produtos Apple — leva-se um bom tempo para conquistar a confiança de um cliente e apenas segundos para perdê-la, como você já deve ter ouvido falar, imagino eu.

Com um Samsung Galaxy S3 como meu novo celular pessoal, baixei o app do Rdio imediatamente via Google Play e passei a usá-lo. Mas achei-o mais lento do que seu equivalente iOS, e, no último mês de dezembro, aproveitando que o Deezer havia anunciado uma promoção especial onde reduziria sua mensalidade — que, até então, era equivalente   do Rdio — pela metade por 6 meses, resolvi que não teria nada a perder, e fui verificar se o seu app para Android seria mais rápido do que o do Rdio.

Ele realmente se mostrou mais rápido. Carrega as músicas mais rápido, depois de ele próprio abrir mais rápido. Eu sei que apps de celular levam pouquíssimo tempo para abrir, mas juro que notei diferença considerável entre os tempos dos dois. Além disso, descobri que o Deezer possui uma seção dentro do perfil do usuário chamada Meus MP3, que permite que eu acrescente minhas próprias músicas   minha coleção —  isso é bem bacana porque assim posso fazer upload dos  meus backups de CDs, com músicas não encontradas no acervo do serviço, e ouvir tudo online ou offline. Só isso já é um diferencial bem bacana.

É claro que, como eu disse antes, no final das contas tudo se resume   uma visão pessoal. Como nem Deezer, nem Rdio exigem fidelidade de seus assinantes,  pode-se muito bem ir e voltar de um e de outro a hora que bem se entender. No entanto, migre você de Rdio para Deezer, ou vice-versa, quantas vezes quiser, e a dúvida sempre vai existir: como migrar minhas playlists de um lado para o outro?

E é aí que entra a utilidade de um serviço chamado Soundiiz.

Migrando de um lado para o outro

É algo muito fácil, aliás: você acessa a página principal deles, clica em Start to Convert e se autentica no Rdio e no Deezer. O sistema que move o Soundiiz então recupera as playlists de ambos os lados e é, literalmente, uma simples questão de clicar em um botão ao lado da playlist e selecionar o serviço de destino.

Aliás, o Soundiiz não possui apenas Rdio e Deezer como serviços disponíveis para transferência: também é possível transferir dados do Grooveshark, YouTubeSoundcloud e Last.fm, e enviar playlists a partir de arquivos m3u,xspf pls, usados por certos softwares e sites. De qualquer modo, mesmo considerando o Soundiiz um achado interessante, eu nunca depositaria 100% de confiança num processo destes.

Alerta do Soundiiz

Quando se inicia uma conversão, o próprio serviço apresenta um disclaimer a este respeito antes de processar os dados. Completamente compreensível e natural, visto que, ao menos teoricamente, tudo depende da disponibilidade exata dos álbuns e músicas de intérpretes que estão sendo migrados entre um serviço e outro.

Conversão em andamento

Vejam, por exemplo, o que ocorreu ao migrar uma de minhas playlists do Rdio,  batizada Dancefloor, para o Deezer. Vários títulos existentes foram convertidos, e outros simplesmente acabaram ficando pelo caminho. Na verdade, entre 42 músicas que eu havia coletado no Rdio,  37 foram convertidas, o que representou uma taxa de erro de quase 12%.

Cinco arquivos da playlist ficaram com a marcação undefined, tal como exemplicado na imagem.

Cinco arquivos da playlist ficaram com a marcação undefined, tal como exemplicado na imagem.

E vale dizer também que, no caso destas músicas que chegaram a ser migradas, eu notei alguns casos de substituição das faixas. Abaixo, ilustro um caso deste tipo, representado pela música Blurred Lines do Robin Thicke, que eu acho muito bacana: Ainda que a trilha original exista no acervo do Deezer, o Soundiiz teimosamente a substituiu por um tributo ao cantor, todo instrumental, ao som de saxofone. Não sei exatamente o porquê deste tipo de situação ter ocorrido, mas considero que até pelo próprio fato do serviço ser gratuito, isso significa que não é algo error-free, e que devemos estar preparados para fazer algum tipo de retrabalho.

Substituição arbitrada pelo próprio Soundiiz. A faixa de cima é um tribute, e a de baixo, a original. Retrabalho...

Substituição arbitrada pelo próprio Soundiiz. A faixa de cima é um tribute, e a de baixo, a original. Retrabalho…

Ainda assim, julgo que a experiência vale   pena: a taxa de acertos do processo foi normalmente maior do que a de erros, no meu caso, e me poupou em grande parte de precisar recriar tudo no serviço de destino. Dessa maneira, recomendo que você pense no Soundiiz e considere-o como uma alternativa para lhe auxiliar, caso esteja pensando em mudar as suas músicas de casa como eu fiz…

Use o campo BCC: A gente agradece!

20121118-101830.jpg

Você já deve ter vivido algo assim.

Recebe uma mensagem onde, além do seu próprio endereço de e-mail, consta o endereço de mais um buzilhão de pessoas. O remetente desta mensagem faz um mesmo pedido para todos os destinatários: informarem se já participaram (ou não) de uma determinada atividade.

Esta semana recebi uma mensagem assim, e a respondi apenas para o remetente. Mas em questão de minutos vi meu inbox lotado de respostas que deviam ter sido endereçadas apenas   ele. Em meio  quele calhamaço de e-mails, lembrei-me imediatamente de regras simples para o envio de mensagens eletrônicas. Sobretudo aquelas relacionadas aos campos CC: e BCC:.

O campo CC: — que vem do inglês carbon copy e foi traduzido para o português como com cópia — deve ser usado no lugar do campo Para: (ou To:) quando as pessoas ali inseridas estão recebendo uma mensagem apenas em caráter informativo, ou seja, não precisam responder   mensagem.

Acontece que a mensagem que eu recebi não tinha caráter informativo, já que o remetente solicitava uma informação, e esperava respostas de todos os envolvidos. Nestes casos, usar o campo BCC:blind carbon copy, de cópia cega, que foi traduzido para o português como CCO:, ou com cópia oculta — cai como uma verdadeira luva.

Isso porquê ele é perfeito para incluir endereços de pessoas que não necessariamente se conhecem. Na verdade, perfeito para quando elas não precisam interagir entre si, o que era o caso nesta mensagem. Ao usar o campo BCC: o destinatário só tem como saber o endereço do remetente e o dele próprio e, justamente por isso, só pode responder ao próprio remetente. Assim, evita lotar a caixa de mensagens de outras pessoas com algo que não precisa mais da atenção delas.

Da próxima vez que você for enviar uma mensagem para muitas pessoas — ou responder uma, pense nisso. Muita gente vai te agradecer, eu garanto.

Receba um SMS quando o Brasil ganhar medalha!

Eu simplesmente não posso negar que adoro assistir  s Olimpíadas. É o momento para se torcer por seu país em tantos esportes ao mesmo tempo que você até perde a conta! Estando de férias, então, assistirei boa parte das competições graças a uma extensiva cobertura dos canais de televisão.

Mas somente a TV não basta. Estar de férias é sobretudo passear, e assim, eu criei uma receita no ifttt para ser avisado via SMS sempre que um brasileiro for medalhista em qualquer competição dos Jogos de Londres 2012.

Esta criação foi possível graças a uma novidade do ifttt, que, durante todas as disputas, disponibilizará, em parceria com a ESPN norte-americana, um canal com triggers olímpicos. A partir daí, foi só dar asas   imaginação!

Confesso que foi a primeira vez que usei o canal de mensagens SMS. O ifttt deixa claro que não há garantia de compatibilidade com 100% das operadoras de telefonia mundiais, mas mesmo assim envia um PIN de confirmação para a ativação, em todo caso — no caso da TIM, o código levou poucos segundos para chegar.

Ao assistir  s competições de judô hoje pela manhã, me deparei com a primeira chance de ver se a receita havia funcionado, com as medalhas de bronze de Felipe Kitadai e Sarah Menezes.

É fato que as notificações por SMS vindas do ifttt não chegaram em tempo real, mas, como se pode ver pela imagem acima, elas vieram. Prova de que, mais uma vez, o ifttt mostra porquê mata a pau.

Se você também quiser um jeitinho um pouco mais nerd de acompanhar o Brasil em Londres 2012, não se esqueça de também usar a receita, ok?

[icons_button link=”http://ifttt.com/recipes/47374″ target=”blank” style=”info”]Acesse a receita no ifttt[/icons_button]

Como nunca mais esquecer o guarda-chuva

Forgotten — ilustração de Mike R. Baker

Você certamente já esqueceu um guarda-chuva. É ruim quando saímos com ele de casa para tentarmos nos prevenir de algum tipo de incidente meteorológico, só para descobrir que, ao invés de chuva, veio o sol. Daí é muitas vezes tarde demais: Já deixamos o dito cujo sobre alguma cadeira, apoiado em alguma parede ou sabe-se lá Deus onde. E o pior — muitas vezes esquecemos onde foi que deixamos o guarda-chuva, tudo isso porquê o sol nos faz  esquecer que precisamos dele. E há os momentos em que chove e estamos sem guarda-chuva, o que talvez seja muito pior do que a primeira situação, já que, neste caso, acabaremos molhados!

Pois bem. Usando uma conta no Gmail, outra no Remember the Milk e, finalmente, uma última conta no ifttt, vou mostrar uma maneira de ser lembrado de que é uma ótima ideia levar o guarda-chuva, através da previsão do tempo. Isso porquê, se o dia estiver realmente chuvoso, nós raramente vamos esquecer do guarda-chuva, e o que eu quero mostrar é uma forma de dar um empurrãozinho na memória.

Vou assumir que você já tem uma conta no Remember the Milk. Se não tem, devia ter — trata-se de um ótimo aplicativo, gratuito, para o gerenciamento de listas de tarefas. Eu tenho várias listas lá, e uma delas se chama Pessoal (com minhas tarefas pessoais, é claro). É esta a lista que usarei neste texto. Ah… e pra ficar mais legal, vou acreditar que você usa o Remember the Milk no celular.

Também vou assumir que você já tem uma conta no ifttt. Se você não conhece o site, deveria — é um automatizador de tarefas rotineiras, que pode, entre outras coisas, publicar uma foto em um álbum no Flickr quando você a publica no Instagram, e salvar um bookmark do Pinboad no Evernote, só para dar dois exemplos. Aqui, será o ifttt que fará a interação com o Remember the Milk.

Mãos   obra!

A primeira coisa a se fazer é identificar o seu endereço de e-mail do Remember the Milk.

Este endereço é utilizado para enviar novas tarefas ao serviço, de maneira que elas sejam publicadas em uma ou mais listas de tarefas específicas. Quando você está conectado   sua conta do serviço, o e-mail pode ser obtido no seguinte endereço:

[blue_box]http://www.rememberthemilk.com/home/username/#section.settings[/blue_box]

Anote o endereço — provavelmente algo no formato username+número@rmilk.com — para que possamos usá-lo daqui a alguns instantes.

Em seguida, vamos criar uma nova receita no ifttt. Para isso, já conectado   sua conta do serviço, acesse o seguinte endereço:

[blue_box]http://ifttt.com/myrecipes/personal/new[/blue_box]

Clique no bloco this da receita: Para que ela funcione, usaremos um canal de previsão meteorológica — o weather channel. Este canal está mais abaixo no primeiro passo, pois os canais estão listados em ordem alfabética.

Uma vez tendo selecionado o canal correto, escolha o trigger adequado. Um trigger é um gatilho, ou seja, uma ocorrência que, quando acontecer, fará com que uma ação seja desencadeada. Neste caso, estamos interessados no trigger Tomorrow’s forecast calls for, ou seja, “A previsão do tempo para amanhã é de…”.

Provavelmente, após a seleção do trigger, a previsão em que estamos interessados (rain, ou chuva), já estará escolhida. Caso isso não tenha ocorrido, altere a seleção para que fique como na figura a seguir. Não se esqueça de clicar em Create Trigger criar gatilho quando terminar:

Agora que já configuramos o bloco this da receita, é hora de configurar o bloco that, ou seja, vamos dizer ao ifttt o que deve ser feito se a previsão do tempo para amanhã for de chuva.

O que vamos fazer é compor uma mensagem de email. Para isso, após clicar em that, selecione o canal de ação Gmail, conforme aparece na imagem a seguir:

O canal Gmail serve para mandar mensagens automáticas quando disparado por algum evento — no nosso caso, é bom lembrar, sempre que a previsão do tempo para amanhã for de chuva. Ao selecionar o canal, basta optar pela única opção disponível, ou seja, send an email.

Isto fará com que um formulário padrão de composição de email apareça na tela, inclusive já pré-populado com algumas informações que, para efeitos deste texto, podem ser apagadas, o que vai acabar deixando todos os campos em branco.

Agora basta personalizar a mensagem. Veja o exemplo:

O que eu fiz foi inserir o meu endereço de email do Remember the Milk no campo To address. Em seguida, usando uma facilidade do próprio RTM, o Smart Add, usei o campo Subject da mensagem para indicar que o meu to-do será chamado “Se for sair, levar o guarda-chuva!”, e que a ação deverá ser agendada para amanhã  s 06:30, sendo incluída na minha lista de tarefas Pessoal, como eu havia mencionado anteriormente.

A última coisa a se fazer é clicar o botão Create Action, para que a nova receita fique listada entre as demais que você eventualmente já possui no ifttt. Assim, se tudo correu bem e você seguiu as instruções direitinho, basta esperar que a previsão do tempo seja de chuva — droga!! — e voil , você verá a tarefa em seu Remember the Milk, alertando-lhe para que, aí sim, você leve o guarda-chuva com  muito mais certeza de que vá efetivamente usá-lo.

Capture as telas do seu iPhone

Uma das atividades mais corriqueiras no meu dia-a-dia é, acreditem, capturar telas — elas são úteis para escrever tutoriais e documentação em geral, e se você também faz isso diariamente, sabe bem do que eu estou falando. Para realizar minhas capturas diárias no PC tenho meu programa favorito, o mesmo sobre o qual  já comentei por aqui há certo tempo atrás. Mas como fazer capturas de tela num iPhone?

Ilustrar artigos do blog ou tutoriais com imagens tiradas do meu próprio smartphone — sem a necessidade, portanto, de usar aquela mesma surrada imagem disponível na Apple Store ou em algum outro site por aí afora — seria muito legal. Também seria interessante, confesso, mandar screenshots ao desenvolvedor de algum programa que estivesse apresentando problemas, por exemplo, ou registrar recordes de games no Twitter. As possibilidades são enormes, e você já entendeu.

Eis que, por sorte, a captura de tela num iPhone não requer prática nem habilidade e pode ser realizada em apenas duas etapas, tal como ilustrado acima — de uma maneira, aliás, bem auto-explicativa.

Uma vez realizados os passos descritos na imagem, a tela capturada ficará automaticamente disponível na Fototeca do seu iPhone. Para acessá-la, basta clicar em Fotos e, em seguida, sobre Rolo da Câmera — e, a partir daí, enviá-la por e-mail, Twitter, ou mesmo baixá-la para seu computador e realizar edições antes de publicá-la em algum lugar — como no blog, por exemplo 🙂

Dê adeus aos seus comprovantes de votação

Você já se deu conta de quantos comprovantes eleitorais já guardou, desde que começou a votar?

Estas pequenas tirinhas de papel são muito importantes na hora de emitir documentos como passaporte e carteira de trabalho, e também quando queremos nos matricular na faculdade, por exemplo. Assim sendo, meus comprovantes andam lado a lado com o título de eleitor, presos por um clipe de papel.

Acontece que existem tantos comprovantes anexos ao meu título que o pobre pedaço de metal vez por outra precisa ser trocado por um novo — até que este novo também se desfaça, e assim por diante. Em resumo: É uma agonia terrível ter que guardar os comprovantes de nossos exercícios de democracia pregressos.

Mas a agonia não precisa continuar: Que tal trocar toda uma pilha de comprovantes — quem sabe, até, contribuindo para um futuro mais sustentável, ao reciclá-los — por uma única folha de papel? Felizmente, isso já é possível, graças a um documento chamado Certidão de Quitação Eleitoral.

Disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral, a Certidão não tem custo, e pode ser impressa diretamente do conforto de sua residência (ou até mesmo convertida em PDF, para que possa ser devidamente enviada por e-mail sempre que solicitada por alguém). Para conseguir o documento, no entanto, é preciso ter o número do título de eleitor em mãos — se você não o tem, ou não lembra de cabeça (quem lembraria, afinal?), pode consultar o número através de seu nome e data de nascimento.

Também será necessário não ter pendências com a Justiça Eleitoral — neste último caso, para obter a Certidão, você precisará comparecer pessoalmente ao Cartório Eleitoral de seu domicílio de votação, e obter informações sobre como regularizar sua situação.

Pasta de dente remove sujeira da parede, você sabia?

Quem é que consegue viver sem pasta de dente? Ninguém, não é mesmo? Porém o que eu não sabia até a semana passada, quando encontrei, por acaso, um artigo muito interessante no blog de um dentista, é que ela pode ser usada para pelo menos 9 coisas diferentes além da escovação do dia-a-dia.

Entre estas utilidades inesperadas estão o tratamento de picadas de inseto, o uso como removedor de odores fortes das mãos — em complemento ao sabonete — e a capacidade de eliminar arranhões daquele CD ou DVD que parecia perdido. No entanto, a utilidade mais inusitada que descobri, e que me pareceu de longe a mais útil de todas — talvez por ter em casa um filho pequeno —, foi a de removedor de manchas de parede:

2) Removes Crayon and other Marks from Painted Walls

Believe it or not, it’s true! Toothpaste (the original paste variety) is a miracle worker when it comes to getting rid of bothersome crayon marks left behind by little fingers. The best part is that it won’t remove the paint so it’s safe to use on walls and other wood furniture that has been painted in a different color scheme than the offending crayon. If you’re cleaning on budget and need to remove crayon fast most dollar stores have tubes for one dollar or less. This means you can even use this for an excellent and frugal crayon removal tip.

*Hint: Toothpaste should be safe for your paint and is in most cases. However, it is wise to do a small test area in an inconspicuous location on your wall before applying the toothpaste to a larger area in an effort to remove unsolicited works of art from your wall. Let it sit for 24 hours and check back for potential problems with paint then remove the larger work of art.

Na verdade, coloquei em prática a dica acima. Com o uso de uma escova de dentes usada e um pouco de pasta de dente comum, neste último final de semana eu mandei ver em alguns riscos de uma das paredes em casa, e o que aconteceu? Eles sumiram! Durante a escovação já foi possível perceber, aos poucos, o resultado.

É claro que, para complementar, é bom usar um pano seco para limpar a parede… mas o resultado foi, realmente, sensacional.

Segredos do Celular: Verdades ou Mitos?

Esta semana recebi uma mensagem mencionando 4 utilidades escondidas que, supostamente, estariam presentes em qualquer telefone celular. Foi o que bastou para que eu, uma pessoa bastante cética, quisesse colocar as afirmações   prova. Para isso, usei meu aparelho atual, um LG Viewty, e classifiquei as afirmações como sendo ou não mitos. O que eu descobri, divido com vocês logo a seguir.

O número universal de emergência para celular é 112

Diz a mensagem que recebi: “Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado“.

Plausível. Realmente, discar o número 112 no teclado do meu celular fez com que a inscrição “chamada de emergência” aparecesse no visor, indicando o que, provavelmente, se transformaria numa chamada de emergência. No entanto, não completei a chamada — basicamente por não estar realmente em uma emergência, e assim, apenas posso acreditar que a coisa funcione.

O celular pode ser usado para destrancar seu carro

Diz a mensagem: “Você já trancou seu carro com a chave dentro? Seu carro abre com controle remoto? Bom motivo para ter um celular. Se você trancar seu carro com a chave dentro e a chave reserva estiver em sua casa, ligue pelo seu celular, para o celular de alguém que esteja lá. Segure seu celular cerca de 30cm próximo   porta do seu carro e peça que a pessoa acione o controle da chave reserva, segurando o controle perto do celular dela. Isso irá destrancar seu carro, evitando de alguém ter que ir até onde você esteja, ou tendo que chamar socorro. Distância não é impedimento. Você pode estar a milhares de quilômetros de casa, e ainda assim terá seu carro destrancado”.

Mito. Ao tentar realizar este procedimento com meu celular, não obtive sucesso. Quem foi que disse que celulares e alarmes de carro operam na mesma frequência?

Existe um código secreto que libera carga de bateria extra para o celular

Mais uma colocação da mensagem que recebi: “Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, pressione as teclas *3370#. Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria”.

Mito. Digitar o código em questão em meu celular fez com que eu obtivesse a resposta “dados inesperados“. Como, das afirmações que são realizadas na mensagem, esta é, na minha opinião, sem sombra de dúvida a mais sensacional e útil de todas, fiz uma busca internet afora, procurando saber se, eventualmente, a mensagem que recebi continha um código que tivesse sido transcrito erroneamente, mas apenas percebi que o código está correto.

Investigando um pouco mais, descobri uma nota no site Snopes, especializado em listar rumores e boatos das mais diversas categorias. Depois de ler a informação em questão, foi possível me convencer de que a coisa toda é, na verdade, um mal entendido, e pode inclusive causar o efeito contrário em alguns aparelhos, como os da marca Nokia:

The claim that pressing the sequence *3370# will unleash hidden battery power” in a cell phone seems to be a misunderstanding of an option available on some brands of cell phone (such as Nokia) for Half Rate Codec, which provides about 30% more talk time on a battery charge at the expense of lower sound quality. However, this option is enabled by pressing the sequence *#4720#; the sequence *3370# actually enables Enhanced Full Rate Codec, which provides better sound quality at the expense of shorter battery life.

Existe um código secreto que pode evitar que terceiros usem seu celular em caso de roubo

A mensagem termina com esta afirmação: “Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os seguintes dígitos: *#06#. Um código aparecerá. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma. Talvez você fique sem o seu celular, mas pelo menos saberá que ninguém mais poderá usá-lo. Se todos fizerem isso, não haverá mais roubos de celular“.

Plausível. Digitar o código em questão exibiu, em meu aparelho, o IMEIsigla, em inglês, para International Mobile Equipment Identity, um código que realmente identifica cada aparelho celular de forma única, e que pode mesmo ser utilizado não apenas para rastrear os aparelhos, mas também para bloqueá-los em caso de roubo. A razão para classificar este item como plausível se baseia em dois fatores. O primeiro, que nem todos os aparelhos exibem o IMEI utilizando-se a combinação em questão. O segundo, que a possibilidade de a operadora bloquear seu aparelho apenas com o IMEI existe, mas pode ser em muitos casos, limitada.

O resultado final, a meu ver, não é animador. A mensagem que recebi mistura, deliberadamente, pontos que são factíveis e reais com outros que não têm nenhuma indicação de que poderiam sequer funcionar. De qualquer maneira, pelo menos para uma coisa esses testes serviram: Eliminar dúvidas, de uma forma divertida…