Serviços? Até mentira rola pra você não cancelar!

Um amigo meu é quem realmente tem razão. Ele sempre diz que, no dia em que um serviço — qualquer que seja a natureza dele — for 100% transparente com seus clientes, assim que você resolver contratá-lo a atendente irá te perguntar umas 150 vezes:

— O senhor tem mesmo certeza de que estará querendo o serviço? Olha lá, hein? Depois não diga que nós não avisamos, porquê para o senhor estar saindo depois vai ser um verdadeiro parto de porco-espinho, hein?

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Passei recentemente por não apenas um, mas dois partos de porco-espinho. O primeiro deles foi cancelar há alguns dias atrás o Speedy, da Telefônica. Depois de quase dez ligações sem sucesso — já que sempre que eu escolhia a opção que desejava, a linha caía depois de eu ouvir minutos a fio de propaganda — e mais uns quarenta minutos de espera para falar com um atendente, veio a pergunta padrão, que deve vir, eu não duvido, de algum manual de procedimentos padrão:

— Qual é o motivo do cancelamento?

Eu acho absurda essa pergunta. Quem é que está pagando o serviço? Eu. Quem é que, inadvertidamente, pode cancelar por qualquer motivo do mundo, o serviço? Eu, é claro. E sem precisar dar satisfações, pois afinal sou maior de idade, vacinado, ganhando meu próprio dinheiro para me sustentar e pagando os abusivos impostos deste país, motivos suficientes para fazer o que eu bem entender, na hora que eu bem entender.

Mas é claro que normalmente você dá um motivo qualquer, e aí é que vem o mais interessante:

— Senhor, verificamos que o senhor é um cliente com muito tempo de relacionamento conosco (X anos), e podemos estar dando um desconto pro senhor, a mensalidade pode ir dos atuais R$ XX,00 que o senhor está pagando para apenas R$ YY,00.

E eis aqui a maior das hipocrisias. Eu não sou um cliente especial. E lamento muito por informar, vocês todos também não são clientes especiais. Somos apenas cifras, e, como tais, só recebemos estas ofertas espetaculares na hora de cancelarmos um contrato. É a manutenção do cliente a qualquer preço, pois, se fôssemos realmente especiais, certamente receberíamos cartas em casa, junto com os boletos, informando-nos de que, devido ao nosso longo tempo de relacionamento, nossa mensalidade sofreu X% de redução daqui por diante. Por isso, é claro, respondi que não me interessava.
Mas o ápice do cancelamento do Speedy foi quando, verificando que ainda havia uma chamada técnica em aberto no meu nome, o atendente me perguntou:

— Senhor, verificamos que ainda consta um chamado técnico no seu nome. Acho que seria melhor o senhor aguardar pelo atendimento para depois, eventualmente, voltar a nos procurar para cancelar, se ainda desejar fazer isso.

Como já disse antes, nessas horas tudo se acumula: Uma semana de serviço indisponível com a anuência e o pouco caso da Telefônica, mais uns 40 minutos de espera e outros tantos naquele bate-papo descabido renderam ao pobre do atendente um sonoro comentário:

— Ah, você não vai querer agora me dizer o que é melhor eu fazer, não é mesmo?

Ao que, é claro, seguiu-se um silêncio que quase me fez arrepender do que eu tinha dito. No entanto, funcionou. Menos de cinco minutos depois deste comentário da minha parte, eu tinha o número do protocolo de cancelamento em minhas maõs, e fim de papo.

O segundo parto de porco espinho foi hoje. Tratou-se do cancelamento da minha assinatura do Terra. O novo serviço de acesso   Internet via ADSL que eu tenho me permite ficar apenas na base da autenticação. Neste caso, não demorou nada a espera até meu atendimento. No entanto, o que se seguiu também não foi uma das experiências mais legais do mundo.

Logo de cara disse que queria cancelar o provedor. E, claro, veio novamente o questionamento em relação ao motivo, ao que respondi que já estava assinando um novo serviço em que apenas a autenticação na rede era necessária. Talvez este tenha sido um erro da minha parte, pois fui bombardeado por perguntas.

— Qual é o serviço que o senhor assinou?

— É aqui da minha cidade, é local, vocês não conhecem.

— Mas se o senhor não continuar assinando, perderá acesso ao nosso portal (“— Eu nunca usei este acesso para nada”), ao álbum de fotos (“— Eu tenho uma conta no Flickr”) e ao seu e-mail protegido (“— Eu já uso uma conta no GMail há mais de dois anos”), yada-yada-yada.

E depois de mais algumas perguntas e de quedas de valores na assinatura mensal (de R$ 25,90/mês chegamos aos R$ 2,94, u-la-lá!), ela se manteve firme no argumento do e-mail protegido do Terra. Embora eu estivesse irredutível e dizendo a todo momento pra ela que estávamos demorando muito pra cancelar o serviço, ela era muito insistente:

— Senhor, eu estou lhe fazendo estas perguntas só enquanto aguardo o término do procedimento de cancelamento da sua conta.

ARGH! Quanto tempo pode levar um DELETE FROM? Bom, talvez alguns milisegundos mais do que um SET ACTIVE = FALSE, claro. Mas a insistente moça, a um certo momento, disparou uma grande pérola, que quem estava online viu, já que eu transmiti este cancelamento ao vivo pelo Twitter.

— O senhor não quer mesmo manter o e-mail protegido? Seriam apenas R$ 2,94 por mês e o senhor ainda poderia usar o serviço para proteger sua conta no GMail.

Esta é uma tremenda mentira. Para milhares de usuários que não conhecem a fundoa internet e seus vários mistérios, este argumento poderia colar, e alguém continuaria com o serviço para proteger o GMail. Para outras pessoas, a mentira reside no fato de que, entre outras coisas, o Terra tem seus servidores, e o Google, que mantém o GMail, os seus, e eles nada têm a ver um com o outro: Sendo assim, é impossível que o Terra, que mal protege suas próprias caixas postais, vá proteger as caixas alheias. Fala sério.

Mas aí estava o sinal, finalmente, de que a negociação estava no final. Disse   tal moça que me atendia que não, desta vez o mais sonoramente que consegui, e que não me importava se ela ia me oferecer um quilo de ouro (será?), eu não queria continuar com o Terra. Passados 27 minutos de conversa, a conta estava cancelada, o número do protocolo também na minha mão.

Moral destas histórias? Bem, eu tenho aprendido a duras penas que, por mais que eu não goste de me indispor com alguém,  s vezes é necessário ser um pouco rude. Se não for assim, e se você não tiver paciência, persistência e muuuuuuita força de vontade, nunca conseguirá cancelar nada. Nenhum serviço. Afinal, a coisa é uma verdadeira negociação, porquê é isso o que acontece: Você tem que praticamente implorar para conseguir cancelar qualquer coisa nesse país, e essa é uma absurda falta de respeito.

Em tempo, sobre o tal e-mail protegido do Terra, serviço que tanto me foi oferecido insistentemente, vale a pena dar uma lida no que escreveu o GraveHeart: a coisa não é bem o que parece.

Rainha Antenada

Rainha da Inglaterra divulgará mensagem de Natal no YouTube pela 1ê vez

Segundo um porta-voz da família real, a rainha está consciente de que é preciso atingir um número maior de pessoas e adaptar-se aos meios de comunicação mais adequados.

E não é brincadeira não: Haja visto o canal da família real britânica, também no YouTube, onde vídeos retratam o casamento da mãe da rainha e um dia na vida do príncipe de Gales, entre outras coisas mais, tudo isso com algumas centenas de assinantes fiéis.

Enquanto isso, na Terra Brasilis, nada de mensagem de Natal do Lula via internet. Mas nem por isso nossos cidadãos deixam de acompanhar o dia-a-dia do Chefe da Nação bem de perto. Quem mandou ser pop, né?

543: Eu sem o meu computador

Aviso: Esta é uma história narrada na terceira pessoa.

Tudo o que Daniel queria era um computador mais moderno. Como em todas as outras vezes em que esse pensamento lhe ocorreu, foi motivado por algo muito simples: Anos a fio usando o mesmo computador, que foi ficando cada dia mais obsoleto. Também como em outras vezes, a saída pensada por ele foi fazer um upgrade dos componentes.

Isso parecia simples: Trocar sua velha placa-mãe, uma ASUS A7S333, por uma muito mais moderna, a ASUS P5SD2-X. Além disso, é claro, devido   incompatibilidade de padrões de processador — a antiga AMD, a mais nova, Intel —, seria necessário atualizar também este componente, além de adquirir memórias DDR2. Lá se ia o processador Athlon XP 2400+.

Lá se foi Daniel, com coragem: Comprou a placa-mãe nova, comprou o processador novo, um Pentium 4 HT 631, bacana, com 3.0 Ghz de clock, LGA 775, FSB de 800 Mhz, e tudo mais que era exigido por esta placa. Montou o computador com toda a alegria, ajudado por um amigo, ambos ávidos por configurá-lo assim que fosse possível ligá-lo. E quando veio o momento, ele não ligou. Nem com reza brava.

Daniel e seu amigo descobriram, após ler o manual — o que ninguém nunca faz logo de cara, mas somente quando algum problema aparece — que a nova placa-mãe, como era compatível com processadores Pentium 4, precisava não apenas de um conector de 24 pinos para se energizar, mas também de um conector EATX 12V extra, sem o qual a placa não se ligaria. Minha fonte ATX comum precisaria ser trocada por uma ATX 2.0.

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Já que eu precisava mesmo trocar a fonte, comprei logo uma de 900W reais — a Leadership Gamer. Crentes que depois desta instalação tudo funcionaria, tornamos a tentar ligar a máquina, e mesmo assim, nada funcionou. A situação se manteve inalterada. Depois disso, resolvi apelar e pedir ajuda para os universitários: Levei o meu gabinete para um técnico e abri uma ordem de serviço, de número 543.

Por conta disso, estou no momento sem micro, sem condições de escrever alguns artigos dos quais tive as idéias nestes últimos dias, e tentando fazer o tal técnico correr pra me entregar logo o computador de volta: O prazo que ele me deu é de uma semana, e eu não sei se consigo sobreviver tudo isso longe dos meus bits e bytes particulares. Ã?Å  vidinha…

Meme: Um ano em uma ilha deserta

Minha amiga Patrícia Muller resolveu reinventar aquela velhíssima pergunta sobre o que você levaria para uma ilha deserta: Para deixar a coisa mais divertida, criou um super enredo e o cercou de perguntas intrigantes para procurar saber das pessoas o que levariam para lá de uma maneira especialmente inusitada.

Fui convidado por ela para entrar na brincadeira, e por isso lá vou eu… Eis a proposição que ela faz: Você vai passar exatamente um ano em uma ilha deserta, onde existe uma certa infra-estrutura, mas ela é limitada. Além de você não haverá mais ninguém na ilha, mas você terá acesso a alguns privilégios limitados. Com isso em mente, seguem as perguntas:

1. Na ilha você terá água   vontade e frutas nativas. Se souber pescar, com sorte vai poder comer um peixe de vez em quando. Fora isso, você terá que escolher apenas um tipo de comida salgada e um tipo de comida doce para comer todos os dias, o ano inteiro (podem ser cruas ou cozidas). Quais você escolhe?

Puxa vida!! Tinha que começar logo com uma pergunta relativa   comida? Bem, tá certo… acho que levaria a minha comida salgada favorita, fricassê de frango. Isso porquê acredito que não me enjoaria facilmente dele… poderia mesmo comê-lo por um ano todo.

Doce… doce. Vamos ver… Brigadeiro? Talvez. Acho que vou preferir mesmo um bom pavê de chocolate. Percebe-se, é claro, que, com uma dieta dessas, eu engordaria bastante. Mas fazer o quê, né? Regras são regras!

2. Além da água (e, também com sorte, água de côco se você estiver disposto(a) a subir no coqueiro) não há nenhuma outra bebida na ilha, mas você pode também escolher um único tipo de bebiba, fria ou quente, alcoólica ou não, para ter   sua disposição ao longo do ano. Qual você escolhe?

Serei traído por um dos meus maiores vícios (e talvez, até criticado por isso), mas não posso fazer absolutamente nada: Coca-cola. Com gelo e limão, é claro, que provavelmente poderão ser providenciados com a alguma infra-estrutura da ilha em que eu fui parar…

3. Para manter a tradição, você pode também levar um único livro. Que livro você leva?

Essa é um pouco complicada. Um único livro. Eu não sou uma pessoa daquelas que pensa automaticamente em um único livro, e, pra ser sincero, eu normalmente leio séries inteiras deles. Talvez, como a regra me restringe, eu levasse a trilogia do Senhor dos Anéis, que eu tenho em edição única com a capa do filme. Assim poderia ler a história toda, o que, aliás, me ocuparia pelo menos alguns meses, beeeeem aproveitados!

4. Igualmente, você poderá levar um único filme para assistir. Que filme você leva?

Sou um cara simples de agradar em termos de filmes. Eu levaria qualquer comédia para a ilha, principalmente uma que fosse estrelada pelo Jackie Chan. Aliás, será que há mais alguém nas ilhas por aí que goste dele? Poderíamos trocar filmes na garrafa, criando a primeira locadora trans-marítima da história!

5. Você terá um notebook   sua disposição, mas com um único programa instalado. Mas você não pode usar um programa de comunicação (como email ou mensagens instantâneas). Qual programa teria mais utilidade para você e por que?

Um jogo de xadrez, talvez sudoku. São os programas que considero mais úteis pra mim porquê me ajudam a exercitar o raciocínio. Em momentos de tédio e de cansaço, são também ótimas vias de escape para relaxar… e como se tratam de modelos computacionais, o número de partidas geradas seria virtualmente infinito, ideal para um período de um ano em uma ilha deserta, hehehe. Aliás, que lambujem, hein, Patty?

6. Você poderá acessar a internet, mas este acesso é limitado a um único site, o ano todo. (Se você escolher o Google, por exemplo, não poderá navegar para os links dos resultados da sua busca, que estão fora do Google). Também não pode ser seu webmail, Meebo e afins ou sites de notícias (o que elimina os portais). Fora isso, não há restrição nenhuma ao tipo de site, inclusive os que permitem comunicação de outros tipos. A qual site você quer ter acesso por um ano e por que?

Não sei se estou quebrando as regras do meme, mas não o considero instant messenger nem site de notícias. Eu escolheria o meu próprio blog, porquê, isolado em uma ilha como estaria, poderia postar artigos diários sobre as minhas descobertas, e talvez até rendesse lguns tutoriais. Já imagino: “Como engarrafar uma mensagem e evitar que ela se molhe ao enviá-la para o mar exterior” ou então “Confeccionando camisas decentes com folhas de palmeira“.

7. Você também poderá ouvir música. Mas, claro, você terá que ouvir a mesma música o ano todo, pois só pode escolher uma. Qual você leva? E se fosse um CD?

Uma música específica…? na verdade a que me vem   cabeça agora é A Kind of Magic, do Queen, que é uma banda que gosto muito. Se fosse um CD, levaria o meu favorito, que é Money for Nothing, do Dire Straits.

8. Você poderá escolher um dia do ano para fazer uma única ligação para uma única pessoa, com quem poderá falar por 10 minutos. Para quem você vai ligar, quando e por que?

Escolheria ligar pro meu filho. Eu já tenho este hábito, com a única diferença de que ligo pra ele (do trabalho) praticamente todo santo dia. É relaxante e revigorante ouvir a voz do baixinho de longe, pois me tranquiliza e diverte. Escolher um único dia do ano é que é complicado, mas seria o meu aniversário, pois se trata de um excelente presente, afinal de contas…

9. Você poderá escolher um programa de TV para assistir ao longo deste ano na ilha – limitado   freq¼ência de uma vez por semana. Você só não poderá assistir nenhum tipo de noticiário, fora isso não há restrições. Que programa você quer assistir?

A quarta temporada de House nunca veio tanto a calhar. Começa agora no próximo dia 22 de novembro e dura mais ou menos uns 4 a 5 meses… No restante do ano que eu passasse na ilha, certamente me contentaria com as reprises, porquê este é o melhor seriado do planeta.

10. Quando for seu aniversário, você terá direito a receber uma carta de um(a) amigo(a) ou familiar que tenha uma novidade para contar (sobre si próprio ou não). De quem você gostaria de receber a carta e com qual notícia?

Para fazer par com o telefonema para o meu filho, no meu aniversário, nada melhor do que receber uma carta da minha esposa. Certamente o que eu mais gostaria de ouvir da parte dela é que ela estava morrendo de saudades. Porquê eu estaria, certamente.

11. Como não queremos que você transforme uma bola de vôlei no seu melhor amigo imaginário e a única pessoa na ilha será você, você terá direito a levar um animal de estimação para lhe fazer companhia (veja como estou facilitando sua vida!). Que tipo de animal você escolhe e por que? É um animal que você já tenha?

Realmente você está facilitando muito a minha vida, hehehe. Embora eu já estivesse me preparando para os gritos de “Wiiiiiiiiiilson… Wiiiiiiiiiilson…”, acho que levaria um cachorro. Afinal de contas, é o melhor amigo do homem, não é mesmo? Eu não tenho nenhum, pois moro em apartamento… mas com certeza pediria emprestado o da minha mãe ou o da minha irmã…

12. Do que você acha que sentirá mais falta? (Contato com as pessoas? Tecnologia? Não saber o que está acontecendo no mundo? Etc)

Acho que o que eu menos sentiria falta seria saber o que está se passando no mundo. A gente ouve tanta notícia ruim todos os dias que pelo menos uma vez na vida – passando um ano em uma ilha deserta – seria legal estar isolado.

No entanto, acredito que sentiria muita falta tanto do contato com amigos quanto da tecnologia. E no mais, de dormir na minha cama, com o meu colchão e os meus travesseiros. Não há nada melhor que dormir na própria cama…

13. Por outro lado, o que você acha que será positivo, proveitoso ou benéfico na experiência? Ou divertido?

Seria bom e positivo dar um tempo para espairecer. Um ano seria tempo suficiente para pensar melhor em vários pontos da minha vida, refletir… talvez replanejar… e também tempo suficiente para ter muita, muita, muita saudade do baixinho e voltar com muito amor pra dar pra ele.

Também acho que talvez, depois de um tempo tão longo quanto esse em um lugar ermo (embora com alguma infra-estrutura, como diz a Paty), eu descobrisse que algumas das coisas sem as quais eu não passo na verdade são dispensáveis… Tanta gente é feliz com pouco, talvez eu descobrisse maneiras de também sê-lo, desta forma.

14. Por fim, você tem direito a levar 3 outros ítens   sua escolha que:

a) não entrem em contradição com nenhuma das perguntas anteriores

b) não seja algo que você vá usar para sair da ilha, como um barco, por exemplo.

O que você vai levar e por que?

Três itens? O primeiro deles, sem sombra de dúvida, seria um álbum de fotos do meu filho… se eu realmente me visse em um local deserto por tanto tempo, não ag¼entaria de saudades, e certamente usaria o álbum como fuga e alivio imediato.

O segundo item seria um caderno de desenho. Gosto de desenhar bastante, e contrabandeado dentro do próprio caderno viria uma lapiseira com borracha, para que eu pudesse criar, criar bastante. Isso também é muito relaxante, podem apostar.

O último dos três itens seria um livro bem grosso de palavras cruzadas. Afinal de contas, mesmo a mais deserta das ilhas tem praia, e praia me lembra rede… e rede me lembra passar o tempo nela, justamente me dedicando a um dos passatempos mais fabulosos da paróquia 🙂

Bem, estas foram as respostas nas quais pensei, e fiz isso da maneira mais sincera possível. É realmente difícil se imaginar numa situação assim, e você realmente tem que pensar com calma a respeito. Conforme a sugestão da Patrícia, agora faço o convite para mais cinco pessoas, que são as seguintes:

  • Neto Cury, meu companheiro mais antigo de blogosfera, pois sempre gostei de suas opiniões direto ao ponto e queria ver como ele sairia numa situação assim;
  • Marcelo Glacial, outro camarada blogueiro de longa data que eu leio e respeito. Como ele é praticamente recém-casado ainda, gostaria de ver como ele se viraria numa situação destas;
  • Kadu, que é mais um entre meus cinco ou seis fiéis leitores, e que sempre me manda contribuições para alguns dos meus artigos mais legais. Será que ele sobreviveria sem o verdão por um ano?
  • Bia Kunze, que é a menina mais interligada que eu conheço, e que escreve artigos muito interessantes sobre o mundo sem fio. Conseguiria ela sobreviver em uma ilha deserta por tanto tempo?
  • Carla do Brasil, amiga antiga, dos tempos do IRC. Realmente gostaria de saber como uma das pessoas que escreve os posts mais sinceros do universo e é, segundo ela própria, uma nerd, se viraria neste caso. Além de ser uma segunda opinião feminina, é claro…

Lembrando que os convites são, é claro, facultativos, embora eu espere a resposta de vocês, se possível…

PS: A foto que ilustra este post é a ilha deserta dos sonhos de qualquer um. Trata-se de Paradise Island, em Malawi. Quem quiser, confira a foto original no Flickr.

Condomínio Brasil

Se eu em algum momento cheguei a pensar que só nas grandes votações populares poderia haver discórdia entre as propostas dos diversos candidatos a algum cargo, foi porquê nunca tinha pensado antes em uma eleição de condomínio.

Onde eu moro foi feita uma eleição para escolha do novo síndico do condomínio no sábado passado. Nenhum dos candidatos agradava a gregos e troianos, mas o que eu — que aliás acabei nem votando porquê fui pra São Paulo neste dia — ouvi de reclamações de grande parte dos moradores com relação ao vencedor não estava no gibi.

A maior parte destas reclamações tem a ver com o medo que as pessoas têm de que aquele que foi escolhido para um cargo representativo — neste caso, um simples cargo de síndico — não defenda necessariamente os interesses que elas julgam importantes. Trocando em miúdos, temem que a sardinha seja puxada para o lado que não lhes convém.

Já não vivemos mais nos tempos das primeiras democracias, na Grécia e Roma Antigas, onde as decisões eram tomadas diretamente pela população, o que quer dizer que não dá mais para simplesmente colocar todo mundo em praça pública e sair votando a pauta do dia. É por isso que foram instituídas as democracias representativas, como as que escolhem vereadores, prefeitos, deputados, senadores, presidentes… e síndicos.

Daí vem que talvez as pessoas se foquem muito no síndico do condomínio porquê sentem que têm mais poder de decisão e controle neste tipo de cenário. No âmbito municipal, estadual ou federal, estes nossos representantes é que, eleitos por nós mesmos, tomam as decisões, e a opinião da gente mesmo muitas vezes não é sequer defendida.

Como então, aproximar as decisões diárias que nossos representantes tomam de um modelo mais parecido com o de um condomínio? Bem, penso eu que para implementarmos um Condomínio Brasil, deveríamos usar a Internet como ferramenta.

A Estônia saiu na frente neste quesito, entrando para a história como o primeiro país no mundo a promover eleições parlamentares através da grande rede de computadores, em março deste ano. Para votar neste sistema, que deve continuar a ser empregado por lá daqui por diante, os cidadãos estonianos só precisam utilizar suas cédulas de identidade, que já contam com um smart card integrado para autenticação on-line.

Estonian IDPor lá, as eleições eletrônicas estonianas ocorrem de 4 a 6 dias antes das eleições feitas da maneira convencional, e durante o período de votação a pessoa pode acessar seu voto e mudá-lo até a última hora quantas vezes quiser. Também lhe é permitido ir a um local de votação físico mais tarde e invalidar seu voto on-line, substituindo-o pelo convencional, se assim quiser. Neste pleito de março, dos quase 1 milhão de eleitores daquele país, cerca de 30 mil optaram por registrar suas preferências pela web.

Além da implantação de uma eleição 100% eletrônica no Brasil, acredito que poderíamos rever o modelo representativo: Neste novo cenário, os nossos representantes continuariam a apresentar suas pautas e propostas através de projetos de lei, mas estes passariam não apenas a serem votados pela Câmara e pelo Senado, mas também pelos cidadãos comuns como eu e você que, de posse de uma cédula de identidade como a estoniana, poderiam ter facultado o direito a votar ou não em um ou outro assunto que julgasse mais pertinente.

Claro que há uma série de implicações nesse modelo: Inclusão digital talvez seja uma das primeiras preocupações, pois não há muita gente ainda hoje com acesso a um computador. Há também questões como o peso que um voto direto de um cidadão comum teria em relação ao voto de um parlamentar constituído através de um processo de eleições diretas como o brasileiro. Seria maior? Menor? Por quanto tempo a votação ficaria aberta? Isso tudo sem contar com o grande esforço que deve ser pensado para evitar fraudes no processo.

Por outro lado, superadas as dificuldades iniciais, se um dia chegarmos sequer próximos de algo assim, estaríamos exercendo o poder de decisão através de referendos, que, no fundo, são grandes consultas governamentais para saber a opinião dos cidadãos sobre questões de interesse da Nação. A única grande mudança seria fazer isso através de um meio digital, que se torna cada dia mais popular.

Ding Dong!

Minha amiga e vizinha de blogosfera Patrícia Muller está literalmente perdendo o sono por conta de um problema recorrente: Acostumada a passar suas madrugadas em claro e ir dormir por volta de 5 ou 6 horas da manhã, neste último sábado foi acordada lá pelas 9hs da manhã com alguém que tocou sua campainha. Diz a Patty, em um dos trechos de seu artigo descrevendo a história:

— Ah, desculpa, te acordei?

(…)

— Sim, me acordou. Pois não

— Eu sou (fulana) e nós estamos passando nas casas para incentivar as pessoas a ler a bíblia.

(respira fundo e conta até um bilhão)

Quem, pergunto eu, nunca passou por uma situação irritante destas? Digo, não vou entrar no mérito religioso e das crenças que está envolvido nesta questão — assim como ela também não entrou — mas sou obrigado a concordar que neste tipo de situação está sendo ferido pelo menos um princípio básico de qualquer cidadão não apenas brasileiro, mas de qualquer parte do mundo: O direito ao sossego. Afinal de contas, se eu ou você não pudermos descansar no retiro do lar, onde poderemos afinal?

Como temos que praticar a política da boa vizinhança, fui   luta e encontrei duas excelentes invenções que poderiam certamente fazer efeito na situação que ela enfrenta com regularidade e gostaria de apresentá-las a vocês. A primeira delas foi originalmente projetada para ajudar mamães que têm crianças pequenas e que não querem ser incomodadas pela campainha depois que seus bebês foram dormir. No entanto, o Sleepy Time Doorbell Button pode atender a qualquer um: Desliga completamente a campainha, deixando-a inoperante ao toque de um simples botão. Por cerca de US$ 20, talvez valha   pena o sossego, afinal.

Mas é claro que, para aqueles que querem algo um pouco menos ortodoxo, há a segunda invenção. E trata-se de algo que já foi concebido há muito tempo: Escavando a grande rede de computadores, encontrei uma imagem digitalizada do que parece ser um pedaço de página de jornal ou de revista, datada de março de 1934. Trata-se da descrição da chamada Anti-pest doorbell:

Notem o intrigante mecanismo da campainha: Para que possa ser tocada, é necessário que uma moeda seja inserida previamente. Caso você esteja visitando a casa de um amigo, este obviamente lhe devolverá o valor do investimento de bom grado assim que abrir a porta. Por outro lado, se estivermos falando de um vendedor ou de alguma outra pessoa simplesmente te incomodando, a tal moeda é retida a título de compensação financeira pelo incômodo.

Genial, não? Sinceramente, não sei como uma idéia dessas não “pegou” desde a época em que foi inventada!

Finalmente, se nenhuma destas invenções efetivamente resolver o problema, talvez seja hora de procurar os seus direitos. Mas não se preocupe: O Decreto Lei número 3.688, promulgado em 03/10/1941 — quase tão antigo quanto a campainha anti-pestes — garante, em sua seção especial, capítulo IV, artigo 42:

Art. 42. Perturbar alguem o trabalho ou o sossego alheios:

I ââ?¬â?? com gritaria ou algazarra;

II ââ?¬â?? exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;

III ââ?¬â?? abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;

IV ââ?¬â?? provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda:

Pena ââ?¬â?? prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

Infelizmente, por mais que eu procurasse, não encontrei os valores corrigidos monetariamente da multa que também é aplicável neste caso. Entretanto, dependendo do incômodo, dá mesmo vontade de chamar a polícia e pedir a prisão do infrator. Excelente, não é mesmo?

Os Correios em Benfica não abrem aos sábados

Em homenagem aos mais diversos tipos de mensagens que tenho recebido ao longo dos últimos meses, frutos normalmente de contatos feitos por internautas completamente perdidos que literalmente caem de pára-quedas por aqui através do formulário de contato deste humilde site, resolvi inaugurar mais um serviço de (in)utilidade pública, o Serviço de Orientação ao Internauta (Desavisado).

A primeira favorecida deste meu novo serviço será a senhora Izete Angélica da Cruz, que me escreve da cidade do Rio de Janeiro através de seu e-mail, provavelmente motivada por este meu recente post:

IZETE ANGÉLICA DA CRUZ wrote:
Preciso saber se o correio de Benfica RJ, esta aberto também aos sabados, e o telefone, pois eu tenho uma encomenda, para buscar ok.

Trata-se de uma pergunta altamente pertinente: Afinal, muitas pessoas são obrigadas a contar com serviços de utilidade pública aos sábados — desculpe-me, viu, dona Izete, mas a palavra tem acento —, mesmo porquê é o único dia da semana que têm livre para tratar de seus assuntos particulares.

Para responder   sua pergunta, precisei primeiro pesquisar referências geográficas: Benfica — eu não sabia — é um bairro da capital carioca, e eu, erroneamente, acreditei que pudesse ser uma cidade. Após esclarecer este pequeno detalhe, uma consulta rápida ao site dos Correios no que diz respeito  s informações de agências me revela que existem duas agências no bairro, a ACF Cadeg (telefone 21 3860-4301) e a ACF Olímpio de Melo (telefone 21 3860-0998). Infelizmente, nenhuma das duas atende aos sábados, sendo seu horário de funcionamento das 09:00  s 17:00, de segunda a sexta-feira.

Mais uma prova de que outro pacato cidadão brasileiro será obrigado a deixar seus afazeres durante a semana — perder talvez um dia de serviço e de salário inteiro — para ir buscar uma encomenda nos Correios que, se abrissem aos sábados, não causariam tal transtorno   população deste país.

Informou o plantão Daniel Santos.

Misery loves company…!!

Já aconteceu com vocês de estarem assistindo televisão e ouvirem numa vinheta ou propaganda casual uma música que logo de cara te conquista? A última vez em que algo parecido tinha acontecido comigo foi em 2003: Vendo o canal AXN na época, um clipe do Evanescence — na verdade Bring me to life — fez com que eu procurasse avidamente a música em meio eletrônico minutos depois do término do vídeo, e me transformasse num fã incondicional da banda até hoje.

Depois disso, durante muito tempo, nada efetivo chamou-me tanto   atenção. Até ontem.

Assistindo ao oitavo episódio da terceira temporada de House no Universal Channel, reparei na música de fundo de uma das vinhetas do canal, um rock bem executado e de ritmo contagiante do qual comecei a tentar extratificar algumas frases. Percebi também que não era a primeira vez que a vinheta me chamava   atenção, e resolvi correr atrás de alguns dados, contando com a ajuda divina.

Em poucos segundos veio a resposta: A música, Misery, um dos singles mais executados da banda de Pop Punk Good Charlotte, de Maryland, presente no álbum Good Morning Revival, de 2007, é realmente muito, muito boa. Ainda não tive a oportunidade de escutar mais algumas músicas, pois depois de assistir o episódio ontem e procurar as informações, fui direto pra cama, mas o final de semana com certeza dará lugar a mais explorações!

Moral da história: Daqui por diante, vou prestar mais atenção aos comerciais e seus pequenos detalhes… quem sabe venham mais coisas boas por aí, não é mesmo?

Atualização: Ouvi todo o álbum Good Morning Revival. Não é que realmente valeu muito à pena? 🙂

18/10/1977: Trinta anos de idade!

Como já andei colocando no Twitter falando por aí, hoje é o dia em que completei 30 anos de idade. É isso mesmo, no dia em que fiz upgrade para a versão 3.0 — embora alguns bugs permaneçam irremediavelmente hard coded —  preciso parar 5 minutinhos e escrever um post rápido para agradecer a todo mundo que se lembrou de mim.

Família, amigos… mensagens SMS, telefonemas, abraços e cumprimentos fizeram meu dia algo fantástico, tanto que nem senti o peso da idade, hehehehe. Também quero agradecer a todo mundo que deixou recados no Orkut e mensagens no Twitter. Vocês são os melhores amigos que um cara como eu poderia desejar! Valeu mesmo!

The Green Data Project e outras coisinhas…

Hoje é o dia do Blog Action Day. Neste 15 de outubro, os organizadores deste evento esperam que os blogueiros do mundo inteiro se juntem para colocar em evidência um dos assuntos mais comentados da paróquia este ano: O meio-ambiente.

Como fiquei imediatamente tocado pela idéia, resolvi procurar em meus vastos arquivos e descobri que recentemente escrevi por aqui sobre dois assuntos altamente relacionados   ecologia e ao meio-ambiente: Primeiro, no dia 16 de julho, Zonbu, o PC ecologicamente correto foi a bola da vez. A pequena maravilha, do tamanho de uma caixa de charutos, é comercializada no país de origem por apenas US$ 99 e promete poupar de seus usuários até US$ 10 por mês na conta de luz. Tentador, não é? Ainda mais por rodar Linux

Em seguida, no dia 21 de agosto, também comentei por aqui a respeito do laptop biodegradável. Bom, na verdade, os chassis do equipamento é que são feitos de material que se decompõe na natureza. 15% menos emissão de carbono é conseguida através deste processo, o que pode contribuir não apenas para a redução dos custos ao consumidor final, mas também para a diminuição da poluição.

Mas é claro que eu não poderia deixar de contribuir com algo novo. E desta vez, nada de produtos ecologicamente corretos: Vasculhando a grande rede hoje descobri uma iniciativa genial, batizada de The Green Data Project. O projeto visa mostrar que não é apenas o hardware que deve ser green, mas também os dados armazenados, para que esta ação diminua o consumo de energia.

O conceito é muito, muito simples: Você já pensou que muita coisa que está armazenada no seu computador são arquivos que você já não precisa mais — e  s vezes até esquece que estão ali? Você guarda alguma coisa, um documento, uma cópia de boleto, uma foto, na esperança — ou no pensamento — de que ele venha a ser necessário algum dia e, quando percebe, lá estão elas, toneladas e toneladas de dados armazenados   toa, consumindo um grande poder de processamento para serem lidos, indexados, desfragmentados e — consumindo energia elétrica preciosa.

Mas você acha que o seu computador é ruim? O projeto na verdade foca ainda mais nos casos de grandes empresas e órgãos governamentais, que armazenam gigabytes e gigabytes de dados. Nestes casos, estimam os fundadores do projeto, cerca de 40% da informação é esquecida e processada diariamente, consumindo energia.

Tenho uma experiência prática para relatar com relação a todo esse volume de informação inútil: Na área onde eu trabalhava até 6 meses atrás — e onde fiquei por aproximadamente 9 anos — semestralmente eram enormes as reclamações de usuários que não mais conseguiam salvar seus documentos na rede. A mensagem de erro? Espaço insuficiente em disco. Isso porquê a empresa onde eu trabalho instituiu cotas de disco para as áreas, e aqueles rascunhos de apresentações, bancos de dados, atas de reuniões e imagens ilustrativas, entre outros, sempre acabavam entulhando a cota. O remédio? Data cleaning. Colocam-se todos os usuários para separar aquilo que é vital — vai pra um DVD, CD ou fita streamer — daquilo que não é — normalmente 90% dos casos — que acabam indo para a lixeira.

O resultado prático parece invisível, mas não é. Com menos arquivos para processar, os backups da empresa são mais rápidos, consumindo menos recursos de TI e energia elétrica.

Uma outra coisa que eu faço no escritório — e que acaba de me ocorrer por também poder ser considerada green — é a não utilização de post-its para anotar recados. Na verdade, nenhum papel de rascunho em específico. Existe um software muito bom para Windows — e completamente free — chamado Stickies, que substitui a papelada. E ainda conta, de quebra, com funções de alarme e lixeira para recuperação de informações importantes. Os linuxistas de plantão obviamente conhecem programas similares para o ping¼im, como o popular Tomboy.

Para terminar, uma outra coisa, desta vez que faço em casa: Não imprimir os boletos das contas que eu pago no banco através da Internet. Não se iludam, a informação continua guardada: Vai direto para o formato PDF e, dali, de tempos em tempos, para backups realizados em CD. Nada de papel. Nada de consumo de árvores. Ecologicamente correto.

Estas foram minhas contribuições para o Blog Action Day. Espero que tenham sido úteis. Ah, não poderia deixar de agradecer a dica imperdível obtida via Twitter do meu compadre Neto Cury. Valeu!

Os Backyardigans e os Correios: EN nunca mais!

A foto acima mostra o presente de dia das crianças de uma mamãe e de um papai corujas que, vendo a verdadeira paixão do filhote pelo seriado The Backyardigans — atualmente em exibição pelo Discovery Kids, mas também, pelo que sei, no canal aberto RedeTV —, tiveram a idéia de dar-lhe os bonecos do Pablo, Austin, Tasha, Uniqua e Tyrone — todos os personagens da série — para que ele pudesse brincar   vontade.

O que me surpreendeu nessa história não foi fazer a compra dos bonequinhos em si: Esse processo foi rápido e através do Mercado Livre, depois que não encontramos os brinquedos disponíveis em nenhuma loja da cidade ou na internet. No dia 29 de setembro a vendedora de quem fiz a compra já estava em contato comigo, pois queríamos que chegasse no prazo para o dia das crianças: Eis aqui o meu erro, pois solicitei o envio através de EN, ou seja, encomenda normal. E estas encomendas costumam levar até 15 dias para chegar ao destino.

Ocorre que não pensei em pedir o envio via SEDEX porquê estando eu em São José dos Campos e a vendedora no Rio de Janeiro, achei se tratar de uma distância razoavelmente curta, e por isso, imaginei que o prazo de 15 dias seria apenas uma estimativa. Entretanto, até mesmo hoje, no momento em que escrevo este artigo, a situação da encomenda ainda é a mesma: Seu último status no sistema dos Correios foi informado no dia 03 de outubro:

Data Local Situação
03/10/2007 14:06 ACF CLOVIS BEVILAQUA – RIO DE JANEIRO /RJ Encaminhado
Em trânsito para CTE BENFICA/RJ – RIO DE JANEIRO/RJ
02/10/2007 16:24 ACF CLOVIS BEVILAQUA – RIO DE JANEIRO /RJ Postado

A falta de ação — na verdade, diria eu, de informação de rastreabilidade — dos Correios associada   proximidade cada vez mais iminente do dia das crianças fez com que tanto eu quanto a vendedora — acreditem — ficássemos preocupados: Assim sendo, no meio do processo, resolvemos que ela me enviaria uma nova encomenda através de SEDEX, e que, assim que a outra chegasse, me mandaria o dinheiro para que eu postasse a EN original de volta. Assim fizemos, e rapidamente o presente do filhote chegou. Foram menos de 24 horas de espera.

Data Local Situação
10/10/2007 14:13 CEE SAO JOSE DOS CAMPOS – SAO JOSE DOS CAMPOS/SP Entregue
10/10/2007 11:37 CEE SAO JOSE DOS CAMPOS – SAO JOSE DOS CAMPOS/SP Saiu para entrega
10/10/2007 06:51 CTE VILA MARIA – SAO PAULO/SP Encaminhado
Encaminhado para CEE SAO JOSE DOS CAMPOS – SAO JOSE DOS CAMPOS/SP
09/10/2007 22:55 CTE BENFICA/RJ – RIO DE JANEIRO/RJ Encaminhado
Encaminhado para CTE VILA MARIA – SAO PAULO/SP

O que isso me ensina? Que solicitar envio de qualquer compra minha feita on-line por encomenda normal, nunca mais. Bom, talvez nos casos em que eu não tivesse nenhuma pressa, ela ainda fosse aplicável. Mas, de maneira geral, estou mesmo mal-acostumado com o recebimento rápido — e quem não está? SEDEX uma vez, SEDEX sempre

E se tivesse sido o McDonald’s?

Dono de lanchonete é preso por batizar sanduíche de sargento

O dono de uma lanchonete em Alagoas foi detido pela Polícia Militar por dar nomes de patentes de militares a sanduíches. O comandante da PM na cidade de Penedo (169 km de Maceió), Eneildo Batista, considerou que a prática, como chamar um hambúrguer de “sargento”, fere a imagem da corporação e mandou deter o comerciante no domingo.

[…]

Na lanchonete Mister Burg, o cliente pode escolher lanches como o “coronel”, com filé e presunto, e o “comandante”, de calabresa. A Polícia Militar diz que os nomes dos pratos provocavam “chacotas” e “insinuações” contra os policiais entre os moradores da cidade, que tem 60 mil habitantes.

Informou o plantão Daniel Santos. Sem mais comentários.

As dúvidas da Telefônica TV Digital

No começo deste ano escrevi um artigo falando sobre as minhas impressões ao ter assinado a VocêTV, na época o serviço oferecido pela Telefônica para recepção de TV por assinatura.

O tempo passou, eu cancelei o serviço e acabei voltando para a Sky, mas sou obrigado a reconhecer que me surpreendi ao ver que o artigo acabou se transformando numa espécie de fórum de discussão de curiosos, outros assinantes, amigos e afins, sendo até agora o responsável pelo maior número de visitas por aqui.

Eis um exemplo de comentário que recebi ontem no artigo, para moderação. Como em todos os casos, liberei-o normalmente para exibição, mas fiquei preocupado: questões como as que são levantadas pelo Rui, acima, aparecem com freq¼ência entre os comentários, e me fazem ver o quanto a Telefônica não informa corretamente seus clientes, sejam os atuais, antigos ou prováveis.

Se você visita o site do atual produto de TV por assinatura deles e consulta as perguntas freq¼entes, descobre que a dúvida do Rui, e muitas outras, não estão ali contempladas. Isso, pra mim, se caracteriza como amadorismo. Talvez não haja mesmo como comportar todas as dúvidas naquele espaço. No entanto, acredito que, no mínimo, a empresa deveria disponibilizar aos seus clientes um chat para tirar dúvidas on line, como muitos outros serviços fazem. Isso certamente ajudaria bastante.

Em tempo, acabo de notar a pergunta 21: “Conheço pessoas que possuem a Telefonica TV Digital, mas dizem que na minha casa a instalação não pode ser efetuada. Qual o motivo?”

A resposta que está atualmente no site diz: Existem regiões consideradas áreas de sombra, isto é, regiões nas quais existe alguma obstrução que impede que o sinal seja recepcionado na casa desse cliente. Nesse caso não há como efetuar a instalação.

Acontece que uma amiga do trabalho passou exatamente por este problema. Ligou para assinar o serviço tempos atrás porquê me ouviu falando dele e porquê o vizinho que mora no apartamento do lado tinha acabado de assinar. Ouviu que a instalação estava indisponível no endereço dela. No entanto, o problema não era a referida área de sombra. O problema era que a linha telefônica do vizinho era da Telefônica, e a dela, da Vésper.

Não sabia que venda casada tinha mudado de nome para área de sombra… Tsc, tsc.

Nome bom pra cachorro

Sempre que vamos a um determinado shopping aqui da cidade, paramos em uma loja de animais pra ver os filhotinhos de cachorro que ficam em exposição,   espera de que alguém os compre. O motivo destas paradas? O filhão, lógico, que sempre que dá umas voltas por lá, não sossega enquanto não dá uma bela olhada nos bichinhos…

Hoje então, ele pirou! Isso porquê a dona da loja tirou da vitrine um filhote de maltês e deixou que ele fizesse carinho. Perguntei se ele tinha gostado e a resposta — Gostou, gostou — foi mais do que imediata, o que me fez pensar em, assim que puder, comprar um cachorrinho pra ele.

Eis que a patroa sugere que, se comprarmos um cãozinho — na verdade, pela preferência dela, uma cachorrinha —, poderíamos chamá-la de Mel. Respondi imediatamente que só de amigos meus que deram esse nome aos seus bichinhos, conheço meia dúzia, e que preferia um nome, digamos… mais original. Algo do tipo Monza — como batizou seu cachorro um tio meu — ou Caps Lock — nome que eu gostaria particularmente de dar a um cachorrinho (hehehe). Alguém tem alguma sugestão?

Provedor pra quê?

Via meu amigo Kadu, chega a ratificação de algo que eu ontem comentava com a minha mãe:

COMUNICADO IMPORTANTE

Com o intuito de reforçar comunicado anteriormente encaminhado a você cliente Speedy, a Telefônica informa que, de acordo com decisão judicial não definitiva, a partir de quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 passou a oferecer conexão   Internet através do login ââ?¬Ë?internet@speedy.com.br’ e da senha ââ?¬Ë?internet’.

O serviço de conectividade prestado por meio do login acima indicado não inclui os serviços que hoje você já usufrui e que somente são disponibilizados através dos provedores, tais como: e-mail, conteúdos de acesso restrito, entre outros.

A Telefônica esclarece que o serviço de conectividade, realizado por meio do login acima, será cobrado no valor de R$8,70 em prazo a ser definido.

Por fim, a decisão judicial não cancela os serviços de provedores de internet já contratados por você, que poderá optar por continuar fazendo o login através do provedor que já contratou e manter os serviços que possui atualmente. Neste caso, você não precisa fazer nada. Caso queira entender melhor estes serviços e/ou alterá-los entre em contato com o seu provedor.

Mais informações podem ser obtidas em nossa Central de Relacionamento.

Bom… Devo dizer que a primeira coisa que passa pela minha cabeça é que já era hora de alguém pensar em acabar com a obrigatoriedade de se contratar um provedor de acesso para utilizar a internet, mesmo porquê isso nunca foi necessário. Agora, assim como o Kadu, acho que não é hora (ainda) de sair por aí mandando provedores  s favas.

O trecho do comunicado da Telefônica que se refere   uma decisão judicial não definitiva dá muito pano pra manga, e esta é a justificativa ideal para não nos precipitarmos. É bom que aguardemos algum tempo até que este termo seja trocado por algo realmente definitivo, o que, acredito eu, certamente acabará acontecendo.

De qualquer forma, enquanto esperamos, vale a pena refletir sobre outro ponto da mensagem da operadora: a decisão judicial não cancela os serviços de provedores de internet já contratados por você. Pergunto: Será que realmente compensa pagar mais para usufruir de alguns diferenciais?

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Eita cachorrinho safado!

humpy_doggy.gifTenho que admitir que as pérolas que se encontram na Internet são as mais diversas possíveis.

Digo isso porquê lendo uma série de artigos de tecnologia na semana passada enquanto procurava algo que me interessasse publicar neste humilde blog, eis que me deparei com um anúncio na lateral de uma das páginas que visitava — exatamente o que está ilustrando o início deste artigo.

Notaram o quanto ele é… er… bem, chamativo?

Pois bem. Mereceu um clique meu, somente para descobrir se tratar de um dispositivo USB que… bem, vocês já sabem. O interessante é que, ao preço de US$ 17,95 cada — e oferta temporária de US$ 45 pelo lote de 3 modelos de cachorrinhos diferentes — não se trata de memória flash. Trocando em miúdos, não é pen drive. Trata-se apenas de um dispositivo cuja finalidade é… essa.

É claro que, caso você esteja pensando em presentear alguém com este interessante gadget, poderá antes assistir a uma demonstração:

[coolplayer width=”480″ height=”380″ autoplay=”0″ loop=”0″ charset=”utf-8″ download=”0″ mediatype=””] Humping Dog
[/coolplayer]

Por isso, da próxima vez em que você estiver pensando em presentear um amigo no aniversário, amigo secreto ou qualquer outra ocasião, pense bem. Os simpáticos cachorrinhos — nas versões Beagle, Dálmata ou Labrador — podem ser a alma da festa…!

humpingdogs.jpg