Chega de telemarketing II: A Missão

É preciso reconhecer que, ao menos vez por outra, alguns serviços de utilidade pública funcionam. Com meu número residencial devidamente cadastrado no Procon paulista entre os que não aceitam ligações de telemarketing, tenho vivido tranquilamente há mais de um ano.

Eu, que já havia mencionado tal cadastro antes, até achei estranho o fato de ter recebido duas ligações deste naipe esta semana. Acontece que me dei conta de que uma delas foi recebida em meu telefone celular, enquanto que a outra, em meu telefone comercial.

Foi quando me ocorreu de revisitar o cadastro que eu havia feito no ano passado. O meu número de celular, que foi trocado neste meio tempo, não estava cadastrado, e por isso precisei fazer a alteração. Com sorte, dentro de no máximo 1 mês, não precisarei mais me preocupar com a questão.

A única chateação, infelizmente, ficará por conta do número de telefone comercial: Para impedir as ligações de telemarketing, a lei nos obriga a ser titulares da linha em questão. Bem que poderiam fazer uma emendazinha, permitindo que fiéis usuários também tivessem o direito. Bem que poderiam.

May the force be with you

Às voltas com a decisão de comprar ou não um GPS para usar no carro, acabei encontrando meio que por acaso os vídeos abaixo, que retratam os bastidores das gravações das vozes de, nada mais, nada menos, que Darth Vader e Mestre Yoda para os navegadores TomTom. Além das vozes dos dois personagens, também está disponível a do robô C-3PO e estará, em breve, a de Han Solo.

Ah!! E se alguém por aí por acaso acha que se trata de uma brincadeira, pode ficar tranquilo: Não é não.

Genial!

Marcelo Madureira já sabia!

Eu me lembro de ter assistido   este bate-papo entre André Trigueiro, da Globo News, e Marcelo Madureira — um dos integrantes do Casseta & Planeta. Nos dias seguintes, comentei a conversa com vários amigos e conhecidos, porquê, admito, eu também sou um dos muitos que não ficou satisfeito com a convocação do — agora — ex-técnico da seleção brasileira.

Pensando no que aconteceu com a seleção brasileira, só me vem   cabeça achar que ele sabia do que estava falando.

Vamos inocentar a Jabulani

Green concedes soft goal

Capitão da Inglaterra, o volante Gerrard diz que frango foi culpa da Jabulani

ââ?¬â?? Falaram muito sobre a bola durante essa semana e aconteceu de passarmos por essa circunstância adversa. Mas, nesses momentos, todos apoiamos Robert (Green) ââ?¬â?? afirmou Gerrard, que prometeu lutar para fechar a primeira fase com os sete pontos possíveis.

Discordo de colocarem a culpa na bola, pois duas coisas são fato nesta história.

Primeiramente, as críticas realizadas   bola oficial da Copa do Mundo 2010 por vários jogadores são bem conhecidas — os brasileiros, inclusive, ajudaram a dar voz a tais reclamações, e Luis Fabiano chegou até a comentar que a bola seria sobrenatural, por conta da estranha trajetória que ela faz quando é chutada. Mas, como bem lembrou Kaká, toda competição de futebol sempre traz críticas dos jogadores   bola que será usada — e, assim sendo, prefiro me manter fiel ao argumento dele, mesmo sabendo que se trata de um garoto-propaganda da Adidas, a fabricante da Jabulani.

Em segundo lugar, a maneira como o goleiro inglês reagiu após o lance, ficando desolado, tal como apenas alguém que reconheceu seu próprio erro ficaria. Me lembro das palavras da minha esposa, logo depois desse ocorrido: “Coitado do goleiro da Inglaterra“.

http://www.youtube.com/watch?v=cvyKmffnRXc

Por mais que a equipe o tenha apoiado após o final do jogo — disputado ontem pela primeira rodada do grupo C da Copa —, quando as inevitáveis entrevistas vieram, as palavras do técnico Fabio Capello, italiano que dirige o time americano, são as que melhor descrevem o ocorrido:

ââ?¬Å?The second half he played very well,ââ?¬Â Fabio Capello said, while the rope connected to the guillotine blade began to slip through his fingers. ââ?¬Å?But the mistake remains a mistake.ââ?¬Â

O próprio Robert Green, que é apenas mais um de uma longa linhagem de goleiros de uma seleção que sempre foi conhecida por não ter bons goleiros, já  admitiu seu erro: “I’m 30. I’m a man. I’m strong enough to take it and move on and be ready for another game if selected. I have no excuses. It’s time to get on with it. That’s life“. Assim sendo, podemos inocentar a Jabulani, a bola cujo nome, em zulu, significa “para celebrar“. Celebremos, então, o fato, que nos renderá, ainda, muita conversa em mesa de bar.

Assolan – ASSOLATION

Eu admito que a música em si é o mais perfeito exemplo de earworm.

No entanto, também preciso dizer que tiro o chapéu pro pessoal que cuida do marketing da Assolan – eles estão sempre utilizando as músicas que caem no gosto popular para colocar o produto em evidência.

Os verdadeiros gestores do país somos nós

O vídeo acima — que me foi mostrado hoje pela manhã por um amigo e vem do competente time de humoristas liderados por Marcelo Adnet, do Comédia MTV — é um dos mais inteligentes que já vi: Na medida certa critica todos os políticos deste país utilizando o artifício da primeira pessoa, através de um estereótipo que na verdade retrata exatamente o perfil de 99% de nossos representantes governamentais.

Mas notem que o vídeo também tem espaço para criticar os cidadãos brasileiros. Tudo isso porquê nosso país — ao menos a meu veu ver —, não está preparado para eleições sérias.

Outro dia, conversando com o mesmo amigo que me mostrou hoje este vídeo, argumentávamos que, se nas grandes corporações — como aquela em que nós dois trabalhamos atualmente —, os funcionários são cobrados e avaliados através de planos de ação, que contém metas e objetivos a serem cumpridos ao longo de um determinado período de tempo e que, se ao término deste período, não se cumprem as metas, existem consequências — como a falta de pagamento de bônus ou até mesmo a demissão por falta de produtividade, também deveria ser assim com os nossos representantes de governo.

O grande mecanismo para que as grandes corporações privadas e os órgãos públicos sejam mais iguais neste aspecto, na verdade, já existe. Chama-se plano de governo, um equivalente perfeito ao plano de metas pelas quais os funcionários de iniciativas privadas são cobrados. O problema é que nosso país não parece estar, nem de longe, preparado para eleições sérias. Se estivesse, deveria cobrar mais consistentemente daqueles que resolvem concorrer a qualquer vaga do legislativo um plano de metas consistente, com prazos estabelecidos e metas claras, tal qual um empresário precisa desenvolver um plano de negócios e apresentá-lo a credores, antes de conseguir financiamento para seguir adiante, abrir e administrar sua empresa.

Como não estamos preparados, nos vemos  s voltas, como bem lembrou o Gilson, com candidaturas, por exemplo, das celebridades da moda, que se aproveitam de seus 15 minutos de fama para angariar votos de eleitores desavisados. “Olha, filha… não é aquele bonitinho daquele reality show? Vou votar nele”. Sem qualquer plano de governo mais estruturado —  s vezes com uma única meta, ou nenhuma — esses famosos — e também, é claro, um monte de gente anônima —- chegam ao poder por meio da população desavisada e por lá ficam, sendo pagas por nosso dinheiro, protegidas pelo esquecimento coletivo da população, que não usa meios para cobrá-las pelas ações que nos prometeram realizar uma vez que nós, após confiarmos nossos votos   elas, as elegêssemos.

Essa nossa curta memória também é responsável pela corrupção. Quantos não são os casos de representantes públicos envolvidos em escândalos, CPIs, mensalões e assim por diante? Notícias alardeadas pelos meios de comunicação diariamente nos dão informações sobre os rombos nos cofres públicos, tudo para que apenas alguns dias se constate que as pessoas já não se lembram mais, porquê a novela é mais importante, ou porquê a Copa do Mundo é. Voltando ao vídeo que me inspirou a escrever este texto, o que quero dizer é que se a crítica feita por Marcelo Adnet cabe como uma luva em nós, é por nossa própria culpa.

Se nós resolvêssemos ser mais como as grandes empresas — cobrando e advertindo nossos candidatos eleitos sobre a falta de andamento de seus planos de governo, e até mesmo solicitando suas demissões ao governo por falta de cumprimento das metas ou de produtividade —, seríamos mais preparados para eleições sérias. E as ferramentas estão cada vez mais em nossas próprias mãos, já que a cobrança, nos tempos de hoje, pode ser feita através de mensagens de email, de perfis do twitter, de comentários em blogs dos parlamentares, e, em última instância, para aqueles que ainda não tem acesso aos meios mais modernos, o bom, velho e tradicional embate olho-no-olho. Só na medida em que as pessoas criarem mais consciência do poder que tem em mãos, apoiando o Ficha Limpa, fazendo uso de informações históricas e destes canais de cobrança, é que nos colocaremos mais   vontade em nossos papéis de gestores de um país que usa de nossos representantes para alcançar os melhores interesses para o bem coletivo.

O naufrágio do futebol paulista

Precisa acrescentar alguma coisa ao comentário do Diogo Salles, em seu blog no Estadão?

O futebol paulista é um naufrágio geral. O São Paulo vai afundando pouco a pouco. Primeiro sofreu para ganhar de um time de piratas ââ?¬â? e teria perdido, não fosse o comandante Rogério Ceni para pegar 2 pênaltis e salvar a nau tricolor. Agora vem o Cruzeiro pela frente e a água já está subindo pelas canelas.

O Palmeiras também tem um grande goleiro ââ?¬â? e ele conseguiu fazer ainda melhor: pegou 3 pênaltis. Bem que o Atlético (GO) ajudou a empurrar o barco palestrino, mas ninguém esperava tamanha incompetência do time verde para converter as suas cobranças O Marcão pode ser santo, mas não pode remar sozinho.

E, finalmente no Corinthians, o comandante Mano Menezes começou a perder o controle do timão quando o barco corintiano sofreu um súbito ataque de urubus fanfarrões. Ronaldo Fenômeno bem que tentou, mas a embarcação alvinegra rumo a Tóquio já estava seriamente avariada e acabou ficando pelo caminho.

A exceção aqui é o Santos mas esse é peixe nadando na água. Aí é covardia.

Ah, e a ilustração também é dele. Perfeito.

Companhia aérea lança seguro contra cinza de vulcão

A empresa Flybe Airlines lançou um seguro que custa somente R$ 19, mas que promete pagar despesas com alimentação, ligações e estada no valor até R$ 3 mil, caso o cliente em viagem fora do Reino Unido tenha seu voo cancelado ou adiado por mais de 24 horas devido a problemas com cinza de vulcão.

A oferta, que vai até 30 de outubro, também estabelece que se o passageiro tiver um pacote acertado com alguma operadora e perder a viagem, receberá até R$ 6 mil de reembolso.

E quem foi que disse que o episódio com o vulcão foi apenas sinônimo de maus negócios?

via epocanegocios.globo.com

Eu não conhecia os Sorvetes Garoto

No começo da semana passada eu pensei que pudesse ser a pessoa mais alienada do mundo. É que, ao resolver tomar um sorvete na hora do almoço, qual não foi o meu espanto quando vi, na minha frente, um sorvete Talento de Avelã? Para mim, o chocolate — que é, aliás, um dos meus favoritos — estava disponível somente em barras (ou tabletes).

O Talento de Avelã

Além do Talento de Avelã, descobri uma série de outros sorvetes produzidos a partir de chocolates Garoto, que, aliás, dispensam apresentação. Entre eles estão o Serenata de Amor — numa versão que se assemelha ao Troppo —, o Opereta e o Mundy Cream. Imediatamente, comecei a me perguntar quem estaria por trás de tais novas maravilhas.

Descobri com pouco esforço: Tratava-se da Sorvetes Garoto.

“Mas esperem um pouco!! A Garoto não faz sorvetes”.

Daí a sensação de alienação que mencionei no começo do texto. Por um minuto, pensei ser o único ser humano na face da Terra a não saber que a Garoto faz sorvetes. Mas meu senso de investigação me levou a descobrir que, na realidade, a Nestlé é quem está por trás da marca Sorvetes Garoto, que já existe, aliás, desde 2007: A empresa suíça adquiriu a brasileira em 2002, um fato que eu, até agora, desconhecia.

Mas se já faz tanto tempo, porquê é que os sorvetes da Garoto nunca tinham chegado ao meu conhecimento?

O problema é que eles eram vendidos somente no Espírito Santo — sede da Garoto —, e depois, ao longo do ano passado, foram expandidos também para locais que, embora consumam poucos sorvetes, como Recife, Fortaleza, Bahia e Goiânia, são os pontos fortes de mercado da marca. Somente agora, no começo de 2010, o estado de São Paulo começou a receber os sorvetes, o que, afinal, é uma ótima notícia para o paladar — embora talvez não seja muito para o bolso: Um Talento me custa, atualmente, R$ 3,70, quase o mesmo valor do chocolate em barra.

(baseado em informações de uma notícia de 14/10/2009, do jornal Valor Econômico)

In love with curling

Eu confesso: O que mais estou gostando de acompanhar em Vancouver 2010 é mesmo o Curling. Se você não ainda não conhece o esporte, dê uma olhada no vídeo abaixo, Video Essay: The Mysteries of Curling.

Para alguns pode parecer muito chato, mas para mim — como descobri ao longo de praticamente as duas últimas semanas inteiras — é um esporte coletivo recheado com estratégia, talvez por isso sendo apelidado por seus praticantes e especialistas de xadrez do gelo. Vai, sinceramente, me deixar com saudades. Porquê é que não tem gelo suficiente por aqui, não é mesmo?

O Curling nas Olimpíadas de Inverno (fonte)

É uma torcida comportada, ambiente familiar. E o próprio jogo lembra tarefas domésticas. Algumas vassouras, algumas chaleiras e está criado um esporte olímpico.

No curling, masculino e feminino, varrem-se com a mesma vontade, a mesma eficiência e o mesmo objetivo.

Uma espécie de chaleira requintada desliza pelo gelo para alcançar o círculo azul e marcar pontos. O número de peças e a localização do círculo contam para o resultado.

Se a tal chaleira deve correr mais, então as vassouras também aceleram o ritmo. Um estranho balé que não se vê na faxina de casa. Entre as mulheres, a Suécia derrotou o Canadá. Uma turma bem treinada de varredores.

“Em casa quem varre?”, pergunta o repórter. Ela nem pestaneja. Diz que é função do marido. Que já basta o esforço no esporte.

É uma combinação de precisão, talento, estilo e boas cordas vocais. No curling bom grito pode ser a diferença entre a vitória e derrota. É o grito que determina a direção e a intensidade das varridas. Sem ele, as varreduras ficam desorientadas. Portanto, voz baixa é problema na certa.

A Itália perdeu para a Suíça, e Diana Gaspari, uma das atletas, assumiu parte da culpa.

“Elas não conseguem me ouvir. Acho que a minha voz não é das melhores”, lamenta a italiana.

Ganhar no grito não é força de expressão. E os futuros campeões parecem saber disso desde cedo.

A máquina da felicidade

Encontrei o vídeo abaixo meio que por acaso, enquanto surfava pelo YouTube a procura de outras coisas: Trata-se de uma iniciativa de marketing realizada pela Coca-Cola no campus de uma universidade americana, com base em seu slogan amplamente difundido durante o ano de 2009, “Abra a felicidade“, que tem relação com dividir os momentos mais simples da vida — como um almoço em família.

A ideia aqui, como se pode perceber, é dividir a felicidade com o corpo estudantil. E o mais legal é ficar acompanhando as reações das pessoas, as mais diversas possíveis, diante de uma situação tão, digamos, inusitada quanto essa. Deveras interessante, não acham?

Papo de boteco: Pentel 357, a lapiseira flex

Decidido a antecipar uma das grandes batalhas que normalmente são enfrentadas por minha família no começo de todos os anos, resolvemos sair ontem para comprar o material escolar do filhote, antes que o ano se torne ano novo, e que as ruas fiquem lotadas de pais com a mesma ideia.

Acontece que enquanto esperávamos em uma papelaria, minha esposa se lembrou de que a lapiseira dela havia misteriosamente desaparecido — aliás, quem é que pode dizer que nunca perdeu uma lapiseira? — e se pôs   busca de uma nova. Isso levou   um intenso debate entre ela e a vendedora, envolvendo cores, tamanhos, marcas e outros detalhes técnicos que normalmente são esquecidos, pelo menos por mim, até que a coisa enveredou pelo lado dos diâmetros de grafite.

Praticamente todo mundo sabe que existem vários diâmetros de grafite disponíveis. Os mais famosos são os de 0,5 e 0,7mm, ambos já utilizados por mim, que atualmente sou usuário de uma fiel lapiseira de 0,7mm. Apesar disso, tenho em minha gaveta do escritório duas lapiseiras adicionais, acreditem: Uma de 0,5 e outra, de 0,9mm. Isso se deve não apenas ao fato de diferentes necessidades durante o dia-a-dia, mas também para eventuais utilizações de ambas como lapiseiras de backup, caso, por exemplo, acabe o grafite e eu esqueça de comprar mais.

O que me levou   ideia de que o mundo poderia ser um lugar bem melhor pra se viver caso alguém resolvesse lançar uma lapiseira que comportasse diversos diâmetros de grafite ao mesmo tempo. Não estranhem, pois, afinal de contas, quantas misturas de lapiseiras e canetas,  s vezes de diversas cores diferentes, vocês já viram na vida? Existem diversas delas, e isso me fez pensar que a ideia poderia muito bem ser aplicada também para as lapiseiras e seus diferentes diâmetros de grafite. Quanto perguntei   vendedora   respeito — por mera curiosidade, é verdade —, ela me disse que desconhecia uma lapiseira assim, e que, provavelmente, isso não existia.

Por razões óbvias, eu concordei. Afinal de contas, quem é que se preocuparia em produzir uma lapiseira flex? Quem seria potencial consumidor deste artigo? Desenhistas? Projetistas? Malucos que guardam em suas gavetas lapiseiras de dois diâmetros extras e distintos, meramente para fins de backup?

Acontece que, de novo por mera curiosidade, fiz uma busca no Google, e acabei descobrindo que há pelo menos um tipo de lapiseira flex, a Pentel Function 357.

Trata-se, até onde eu descobri, de um modelo produzido e vendido exclusivamente no Japão, e que pode ser carregado com grafites de três diferentes diâmetros: Os de 0,5 e 0,7mm, que eu mencionei anteriormente, e o de 0,3mmbem que poderia ser o de 0,9mm. O mecanismo da lapiseira é bastante similar ao dessas misturas de lapiseira e caneta: Você determina qual diâmetro de grafite utilizar através de botões que estão localizados na parte superior do corpo da lapiseira. Aperta-se um desses botões e a ponta surge para uso.

Há, no entanto, um detalhe na Pentel 357 que alguns poderiam achar um ponto negativo: A lapiseira não tem borracha na ponta. Outra questão é que, ainda segundo eu andei lendo, o corpo não é dos mais resistentes. De qualquer maneira, isso não tira o mérito dela no que diz respeito   versatilidade, e, além disso, o preço é, na minha visão, bastante compatível com a oferta: Por cerca de US$ 15 é possível comprá-la, ou pedir que alguém lhe compre, e te faça uma bela surpresa com um presente no mínimo interessante.

Uma voz que se cala…

É com você, Lombardi!

É com você, Lombardi!

SÃ?Æ?O PAULO – Num tempo que todos podem ser locutores, com seus próprios programas gravados em podcasts ou em vídeos no Youtube, nada podia ser mais anacrônico que uma voz de veludo, empostada, com a dicção perfeita, narrando como há 50 anos nos antigos programas de rádio. Não no SBT. Tem coisas que só no SBT pode. Uma delas era o Lombardi.

Onde mais seria possível ouvir sem se aborrecer alguém anunciando produtos – de carnê de compras, títulos de capitalização e cosméticos aos prêmios para os participantes: “…um lindo refrigerador, uma casa e um carro zero quilômetro!” – sem a informalidade artificial de telemarketing que impera nos merchandisings que proliferam nos programas de TV?

Na contramão de tudo o que é considerado moderno e cool, Lombardi interagia com o patrão de voz tão inconfundível quanto   dele com uma entonação grandiloquente, mas ao mesmo alegre e simpática, sobretudo nas últimas palavras da frase, onde era possível até escutar um sorriso. (via Estadão)

Cheguei em casa ontem e minha esposa comentou comigo sobre a morte do Lombardi. Fiquei surpreso, ao mesmo tempo em que pensava no que poderia escrever aqui, mas este trecho de nota publicada pelo Estadão diz muita coisa.

O locutor se foi, e, certamente, com ele, se foi também uma parte da história do Brasil e da televisão brasileira. Eu sentirei a falta dele na interação com Sílvio Santos, assim como imagino que muita gente por aí. Será difícil esquecer do bordão “Ooooiii Sííílvio…”, que ele usava para responder   chamada do patrão#rip