As legendas de House são ruins

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Eu tenho que admitir que um dos meus vícios há dois anos é acompanhar a série House, M.D. Trata-se, na minha opinião, de um dos dramas médicos mais bem produzidos dos últimos tempos, que eu, na época em que assinava DirecTV, acompanhava fielmente através do Universal Channel.

Com a perda do canal — que, infelizmente, até o momento não faz parte do line-up da VocêTV — acabei obtendo alguns episódios da terceira tempora através da internet, que precisei complementar com legendas em formato SRT, tudo para continuar acompanhando as histórias.

Coincidentemente, eis que li um post do Cris Dias, que, após passar por um período em que também usou do recurso de baixar episódios e legendas do seriado diretamente da web, resolveu adquirir os DVDs oficiais — o que seria minha próxima pedida —, mas acabou muito surpreso com a qualidade das legendas dos episódios, cheias de erros primários:

Estou falando de coisas bobas, triviais, que qualquer tradutor que viva disso deveria ser capaz de pegar. Erros que fazem a gente se perguntar se a tradução não foi feita com um tradutor automático. Todo mundo erra, mas provavelmente o DVD simplesmente não foi revisado.

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A indignação é totalmente compreensível, uma vez que, gastando seu dinheiro com um produto oficial, qualquer consumidor espera obter a qualidade que seu dinheiro deveria valer.

Por exemplo: Nesta cena do primeiro episódio da terceira temporada que obtive da web juntamente com legendas amadoras, reparem que a Dra. Cameron diz que coloca drops nos olhos. Trata-se de um deslize do tradutor que me fez pensar imediatamente que ela poderia estar colocando Hall’s — ou qualquer outro tipo de pastilha — nos olhos. O correto seria dizer que ela coloca colírio nos olhos.

No entanto, um deslize deste tipo cometido por tradutores amadores — que, muitas vezes, aliás, fazem da tradução um passatempo — é imensamente diferente de um que seja cometido por profissionais que, depois, acabam por endossar a venda de um produto com um nível de qualidade inferior ao que se poderia esperar. Assim como já comentei por lá, me surpreendi com a informação, pois acho que isso ofusca o brilho do seriado, além de arranhar a imagem do produto junto aos fãs.

Como continuo com a idéia de adquirir os DVDs da série futuramente, espero que, após o alerta, no mínimo os responsáveis corrijam o problema: Acho que seria o caso de promover o que talvez seja o primeiro recall de DVDs da história brasileira.

Combo Speedy + VocêTV

Uma das coisas mais difíceis do mundo ultimamente tem sido encontrar notícias a respeito da VocêTV, o novo serviço de televisão digital por assinatura que tem sido ofertado em parceria da Telefônica com a empresa DTHI e que assinei no começo deste ano: Acredito que, pelo fato de a abrangência ainda não ser total no estado de São Paulo — o código de área 011, por exemplo, ainda não conta com o serviço, deixando muitos paulistanos e vizinhos destes ansiosos — a divulgação de novidades ainda se encontra um pouco prejudicada.

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De qualquer forma, acabei encontrando ontem uma notícia deveras interessante: Antes não passando de boataria de uma série de recém-assinantes como eu e de curiosos, agora a notícia se tornou oficial. Embora a compra da TVA pela Telefônica ainda precise de aprovação da Anatel, foi anunciada parceria comercial entre as empresas, que agora passarão a ofertar pacotes conjuntos de serviços de televisão por assinatura e internet banda larga. E de carona, a oferta também vale para a VocêTV:

No pacote básico de ambas, os preços são idênticos. As características é que mudam de uma empresa para outra. A Telefônica vai cobrar R$ 69,90 pela combinação de Speedy de 256 kbps e TV paga — com 43 canais, incluindo 10 da HBO, e serviço digital.

hbo_max_vocetv.jpgEmbora interessante e muito aguardado, o lançamento do combo parece ter afetado a oferta do pacote HBO Max Digital na VocêTV, o que era o atrativo para muitos que optaram — ou que estavam pensando em optar — pela mudança: Antes, assinando qualquer pacote de canais do serviço — mesmo a oferta básica — os 10 canais de filmes eram incluídos gratuitamente pelo período de um ano. Agora, ao assinar apenas a televisão digital, os canais só são ofertados na compra do pacote total, por R$ 79,90/mês, enquanto que, decidindo-se aproveitar também a oferta que inclui a internet banda larga, os 10 canais ficam na grade por 3 meses, reduzidos para apenas 4 deles depois disso, enquanto o valor promocional de R$ 69,90 sobe para R$ 89,90.

Independente da decisão que possa ser tomada pelos futuros assinantes, uma coisa é certa: O que faltava neste mercado nacional de internet e de TV por assinatura era justamente um pouco de concorrência. Agora basta esperar a resposta, por exemplo, da Embratel, que tem parceria, atualmente, com a NET. A guerra parece ter finalmente começado, e as batalhas são questão de tempo… quem será que vai ganhar?

VocêTV: O guia de um recém-assinante

Logotipo VocêTVEsta semana passei a ser cliente VocêTV, serviço de televisão digital por assinatura da Telefônica operado por uma empresa parceira da gigante das telecomunicações, a DTHi Interactive. A VocêTV entrou na minha vida por acaso, para substituir o gap deixado pela Sky+DirecTV, depois que decidi cancelar os serviços da empresa ainda agora, no começo de 2007.

Já que anteriormente eu dividi com vocês a experiência — e os porquês — de haver cancelado um serviço que me acompanhava há vários anos, achei também extremamente interessante falar sobre seu substituto, a respeito do qual há ainda muito mistério, de forma a tentar prestar um serviço de utilidade pública, e documentar prós e contras de decidir realizar uma migração como esta de uma hora pra outra.

Me acompanhem agora, numa tentativa de realizar um dos reviews mais rápidos da história sobre o mais novo serviço de TV digital do país… Continuar lendo

Bye, bye, Sky+DirecTV

Foram anos e anos de entretenimento e diversão, mas tomei uma decisão e resolvi solicitar esta semana o cancelamento da minha assinatura Sky+DirecTV.

Originalmente sou um assinante DirecTV. Na época em que optei pelo serviço, uma série de vantagens que visualizei — sobretudo interface com o usuário na hora de buscar informações, a bela e bem cuidada apresentação de informações, o guia com sinopses e horários alternativos, serviços como agendamento de programas e busca de conteúdo, mesmo com o decoder desligado — me fizeram tomar a decisão, da qual nunca me arrependi durante os quase seis anos em que tive a companhia da programação oferecida pela empresa, que na verdade surgiu nos EUA em 1994.

Antiga interface oferecida pela DirecTV

Mas devo agora confessar que desde o momento em que as discussões sobre a fusão entre Sky e DirecTV ganharam uma definição mais concreta fiquei preocupado com o futuro da plataforma tecnológica que me fornecia os serviços de que tanto eu gostava. E meus medos se confirmaram: Há quase três meses me foi oferecida — por assim dizer, pois se tratava não de uma opção, mas sim de uma obrigação para continuar contando com a prestação de serviços de TV por assinatura oferecida pela nova Sky+DirecTV — o que os atendentes descreveram como atualização tecnológica. E a partir daí começou meu descontentamento.

Quando a migração ocorreu, descobri que a nova interface   qual fui apresentado era de operação simplíssima. Mas meu problema começou exatamente neste ponto: A falta que senti de recursos como trocar o áudio com o pressionamento de um simples botão, escolher meus canais favoritos e listar apenas estes durante minha navegação ou mesmo buscar programas por um trecho de sua descrição em diferentes horários do dia atual ou no futuro começou a pesar bastante, e me deixou um tanto quanto saudosista. Até a posição da tarja de informações — que na DirecTV ficava na região superior, como se vê na imagem e na Sky é na parte inferior da tela — acabou me deixando insatisfeito, por mais insignificante que este detalhe pudesse parecer.

Pode ter sido inclusive o meu lado nerd o responsável pelo saudosismo, uma vez que interfaces bem apresentadas e funcionais são exatamente o que procuro desenvolver quando estou programando ou usando um software de terceiros, e preferências pessoais como essas migram facilmente como desejos quando se escolhe um sistema de TV por assinatura com o qual se possa identificar. Mas o fato é que, não bastasse esta questão, descobri um problema que julguei muito ruim: A qualidade de áudio e imagem que passei a receber se mostraram, neste intervalo de tempo, muito aquém do que eu gostaria ou imaginaria receber.

Assim sendo, liguei — na última segunda-feira, munido de toda a minha paciência — para o serviço de atendimento Sky+DirecTV, como disse no início deste meu texto, para que pudesse cancelar seus serviços (aliás, a qualidade do SAC foi outra coisa que, a meu ver, diminuiu).

Tentem cancelar qualquer serviço do qual vocês possuam assinatura. Será mais difícil cancelá-lo, provavelmente, do que sofrer um parto, ver o Papa de perto ou até mesmo ganhar na loteria sozinho. No meu caso, a atendente tentou usar desculpas e artifícios como “o sistema está fora do ar” (“eu aguardo“) e “não tenho a senha para cancelamento” (comentário ao qual eu reagi com uma risada sarcástica), em vão. Também tentou me oferecer um desconto no valor da assinatura, mas minha falta de paciência com a baixa qualidade que eu julgo terem os novos serviços foi a gota d’água. Assim, após cerca de 45 minutos ao telefone, acabei conseguindo o que queria e cancelei minha assinatura.

Mas é claro que anos de companhia de um serviço de TV por assinatura não podem ser esquecidos. Esta maldita coisa vicia e, no meu caso, pelo menos, trata-se de um vício virtualmente incurável. Sendo assim, rapidamente encontrei um substituto para a minha ausência de canais como Fox, History Channel e People and Arts: Substituto aliás, com o qual tive o primeiro contato — acidental, é verdade — na semana passada, enquanto estava de folga no litoral. As suas vantagens em relação   Sky são muito grandes — a começar pelo preço que pagarei — e com certeza também pesaram na minha decisão. Mas o que ocupará o buraco deixado pela antiga DirecTV em minha vida será assunto para um próximo post, assim que a instalação ocorrer, ainda esta semana… 😉

Happy Feet: O Ping¼im

Happy Feet - O Ping¼imManter o interesse, durante quase duas horas initerruptas, pela história de um pequeno ping¼im imperador em busca do amor de sua vida é uma das tarefas mais difíceis que eu poderia imaginar para um diretor de cinema: Muito provavelmente, poucos dariam conta do recado. Felizmente, a meu ver, George Miller — diretor dos filmes do porquinho atrapalhado Babe — foi um desses iluminados.

Não é apenas o elenco de peso convocado para a produção — que conta com nomes como Elijah Wood (O Senhor dos Anéis), Hugh Jackman (X-Men) e Nicole Kidman (A Feiticeira) —-, nem apenas a trilha sonora, vibrante, dançante e que tem tudo para agradar todos os gostos, indo de Prince a Queen. Em Happy Feet: O Ping¼im (2006), o que vemos é um verdadeiro show de animação, onde a computação gráfica, muito bem utilizada do início ao fim, se transforma numa atração   parte. Vejam por exemplo, as imagens abaixo:

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Leva-se um tempo até descobrirmos que imagem é verdadeira e que imagem é gerada por computação gráfica, não é mesmo? De qualquer forma, em Happy Feet: O Ping¼im, conhecemos Mumble — que, na versão dublada virou Mano (horrível tradução, diga-se de passagem) —, um ping¼im imperador que habita os arredores da Antártica. Toda a comunidade em que vive está acostumada a encontrar seus amores verdadeiros — atividade, aliás, para a qual os ping¼ins são preparados desde muito cedo — através de canções. Mas aí é que está o xis da questão: Por uma destas adversidades do destino, Mumble nasce sem saber cantar uma única nota. Sua voz, aliás, é horrível.

Acontece que seu talento se revela de outra maneira: Mumble se mostra detentor de uma incrível capacidade de sapatear. Desde que sai do ovo demonstra que será um dançarino nato e, a partir daí, começa sua jornada para demonstrar que pode ser aceito mesmo com diferenças tão grandes para a maioria, e que isso não será impedimento para que, também ele, possa encontrar o amor verdadeiro, que, aliás, se reflete na personagem Glória, com quem vai junto para a escola, desde bebê.

Repleto de dança e musicais — óbvio em um filme em que o personagem principal é um ping¼im que sapateia — o filme conta ainda com um hilário quinteto de pinguins mexicanos que hablan um belo portu±ol e que acompanham Mumble em sua jornada através do mundo gelado do filme. O personagem ainda se vê  s voltas com conflitos religiosos e ecológicos. Apesar das duras críticas de alguns telespectadores e jornalistas especializados por conta destes dois últimos pontos, minha opinião final é de que foi um belo filme pra se ver, ainda mais na época natalina. Vale   pena.

Déj  vu?

E pra não dizerem que é impossível um raio cair duas vezes no mesmo lugar, o presidente da vida dele ataca novamente:

Record vai processar ex-participante de “O Aprendiz”

O ex-participante do programa ââ?¬Å?O Aprendizââ?¬Â, Peter Collins, que disse que demitia Justus de sua vida no capítulo em que foi eliminado, pode ser processado pela Rede Record. Ele deu entrevista ao jornal “Extra”, do Rio de Janeiro, e atacou duramente o apresentador Roberto Justus.

Segundo a Record, Collins descumpriu cláusula contratual que o impedia de dar entrevistas até o final do ano. Na entrevista, ele disse que o programa foi decepcionante e afirmou considerar Justus “excessiv0amente egocêntrico”. Collins assinou um contrato com a emissora, no qual se comprometeu a não falar, sob pena de processo e multa contratual.

Parece que a praia do camarada não é mesmo cumprir regras, ou contratos…

Aprendendo

Alguns amigos meus têm fielmente assistido à O Aprendiz 3, o reality show produzido em conjunto pela People and Arts e Rede Record de Televisão que tem como prêmio final um salário dos mais gordos — meio milhão de dólares por ano — e um emprego garantido nos Estados Unidos.

Quando O Aprendiz foi lançado, em 2004, vibrei com seu formato inovador e acompanhei todos os episódios da série que, na época, deu a vitória à Vivianne Ventura, hoje de volta ao programa como uma das consultoras de Roberto Justus. O mesmo formato não foi capaz de me segurar pela segunda temporada inteira e, desta vez, assisti a apenas dois episódios.

O segundo destes episódios, por sinal, foi um tanto quanto inusitado: Trata-se do sexto episódio da terceira edição do programa, no qual o candidato a aprendiz Peter Collins aprontou uma lambança sem precedentes pra cima do apresentador. Dizendo-se presidente de sua vida e não aguentando a pressão pela qual provavelmente passava, Peter simplesmente se demitiu em rede nacional, o que elevou os até então fracos índices de audiência do programa para uma média de 12 pontos e pico de 14.

A elevação na audiência, a meu ver, se deu por conta do brasileiro gostar de acompanhar um bom bate-boca. E isso foi o que não faltou neste episódio do programa. Peter e Justus tiveram fortes desentendimentos e o empresário criticou seu aprendiz por não saber respeitar um contrato comercial — já que ele teria que esperar ser demitido pelo apresentador, por mais que sentisse que isso aconteceria, visto que este é o formato do programa e ele teria concordado com isso. Justus também disse a Peter que, provavelmente — devido a seu comportamento naquela noite — ele estaria fechando diversas portas de pessoas que poderiam contratá-lo após o programa. A Rede Record disponibilizou um vídeo de cerca de 14 minutos com os acontecimentos daquela noite.

Mas confusões e desentendimentos à parte, o que fazer para manter o sucesso de um programa cuja fórmula — e eu digo isso pelo meu acompanhamento da série — parece estar desgastando-se mais rápido do que o esperado? A série tem enfrentado reclamações e está por um fio de ser tirada dos domingos:

Insatisfação

A Record não pára de receber telefonemas de telespectadores reclamando de Vivianne Ventura, atual consultora de “O Aprendiz”. O público quer Isabel Arias, a Bel, de volta. Dizem que Roberto Justus está irritado por causa disso.

Novo dia

Já cogita-se, na Record, tirar “O Aprendiz” do domingo.

Não acredito que haja algo de errado com o formato do programa em si. Afinal de contas, desde o primeiro ano do programa é que se sabe que ele é uma grande entrevista de emprego e, como tal, precisa fazer com que os candidatos a aprendiz passem por uma série de provas e testes, de forma a determinar quem está melhor qualificado. Com relação à Vivianne Ventura, verdade seja dita: Torci por ela e adorei quando ganhou O Aprendiz 1. Mas realmente, ela parece estar meio apagada como consultora de Justus.

O que acho que poderia ser mudado é o apresentador. Não se trata de levar a sugestão de Peter Collins à cabo e demitir Roberto Justus, mas sim, de permitir que o programa busque novos rumos: Com três edições seguidas em que um bem-sucedido executivo do ramo da propaganda e marketing buscou por um aprendiz, os telespectadores já estão habituados demais com o jeitão do empresário.

Acho que a melhor solução para alavancar a audiência das próximas edições de O Aprendiz seria uma troca de apresentador. Talvez colocando como âncora do programa um empresário da construção civil ou da indústria automobilística, o que se visse fosse diferente. Com menos provas voltadas ao marketing e mais à construção, por exemplo, e também com um novo jeito de ser de um apresentador, talvez os índices fossem melhores.

Na Saudade…

É verdade que desde que me tornei pai, o tempo que tenho dedicado a assistir televisão tem diminuído quase tão vertiginosamente quanto o tempo que estou dedicando a postar novo conteúdo por aqui. Mas mesmo assim, se tem uma coisa que eu — que vivi minha infância na década de 80, rodeado de determinados programas que hoje em dia não são encontrados mais por aí — simplesmente adoro é assistir a desenhos clássicos. A coisa chega mesmo ao fanatismo, e minha própria esposa às vezes gosta de me lembrar — sem que eu possa tirar-lhe a razão — que parece que eu assino TV via satélite apenas para assistir desenhos animados.

Pois bem. Admito. Adoro assistir a Tom e Jerry, Pantera Cor-de-rosa, Os Jetsons, Hong-Kong Fu, Formiga Atômica e mais uma série de títulos que não citarei, mas que estão igualmente guardados em um local especial na minha memória. Por isso me sinto no direito de defender com unhas e dentes um dos canais mais fantásticos para os saudosistas de plantão como eu: O Boomerang. Mas o fato é que o espaço para quem é saudosista está cada vez menor. E o canal do qual tanto gosto nunca mais será o mesmo, a partir do próximo dia 3 de abril.

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Licença para Trocar

Os deputados franceses estão apoiando a aprovação de uma lei que pode mudar totalmente um conceito que está cada vez mais em prática atualmente: o de que as pessoas tenham que pagar para ter acesso à mídias, como música ou vídeos on-line. Na França, fala-se atualmente de um plano para legalizar as redes de trocas de arquivo P2P ââ?¬â?? tão combatidas por diversas organizações, como a RIAA, americana, por exemplo ââ?¬â??, ao mesmo tempo em que seria iniciada uma cobrança de royalties para acessar a Internet, como uma forma de compensar os detentores de direitos autorais sobre os diversos conteúdos.

Os royalties, neste caso, seriam incluídos no preço da assinatura mensal do provedor de acesso à Internet das pessoas. Enquanto isso, a troca particular de arquivos entre as pessoas seria legalizada através de uma licença apropriada, desde que uma taxa mensal de €5 fosse paga. Trata-se do desejo de alguns especialistas ââ?¬â?? não apenas franceses ââ?¬â?? de diluir o custo que é pago por se acessar mídia on-line em hardware ââ?¬â?? como os gravadores de CD ââ?¬â?? ou em conexões à Internet, que tornam a operação possível.

Na França, um grupo chamado Sacrem, que controla royalties, passaria a ser responsável por coletar fundos entre os provedores de acesso, repassando o que fosse coletado aos artistas e gravadoras, que deixariam então de obter seus lucros da venda direta aos consumidores, ficando atrelados à este novo modelo. Se o governo cobrasse uma taxa por conta própria e repassasse ele próprio os valores, os especialistas dizem, seria ainda melhor. Modelos como esse, segundo li, podem ser aplicados em diversos países, inclusive o Brasil.

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TV Móvel

Você está a caminho do trabalho e se lembra que, se não fosse por isso, poderia estar assistindo a um de seus programas favoritos, sentado em frente à TV. Atualmente não há muito o que possa ser feito para contornar a situação, exceto colocar o programa para gravar e assisti-lo mais tarde, certo? Pois bem. E se houvesse uma forma de assistir ao programa comodamente sentado, mesmo que você ainda estivesse a caminho do trabalho? A Nokia, inovando mais uma vez, espera resolver este problema até o meio do ano que vem.

Contando com um sistema batizado de Digital Video Broadcast-Handhelds, ou DVB-H, seu novíssimo modelo N92 conta com uma tela de 2,8 polegadas de onde será possível assistir a programas de TV. A maior novidade, no entanto, não é o fato do aparelho receber sinais de televisão, e sim, como ele os recebe. Os serviços que certas operadoras disponibilizam atualmente baseiam-se na retransmissão de conteúdo licenciado, realizada por elas próprias, para os aparelhos dos clientes. Agora a intenção é que os próprios donos dos aparelhos, ao ligá-los, possam acessar programação ao vivo, diretamente das estações de TV. Para isso, a única coisa que ainda precisa ser resolvida é o licenciamento direto entre emissoras e a Nokia.

O lançamento do aparelho foi anunciado em uma conferência realizada pela empresa em Barcelona, na Espanha, durante o dia de ontem. A intenção da Nokia é que sejam criadas redes de televisão móvel que utilizem a mesma tecnologia do aparelho. Por sinal, a partir do lançamento do aparelho, a tecnologia DVB-H deverá ser incluída em cada um dos aparelhos da gigante das telecomunicações que possuir recursos de multimídia.

A Nokia espera implantar a tecnologia primeiro em países como Indonésia, Alemanha, Tailândia e Rússia. Não sei o que deverá acontecer no Brasil, mas a intenção da Telecom Italia Mobile, a TIM, ao menos na Europa, é implantar o padrão DVB-H — concorrente do coreano DMB, já em uso há certo tempo naquele mesmo país — já a partir do ano que vem: Isso talvez faça com que a mesma iniciativa seja propagada para os países onde ela atua. Resta saber os valores que seriam praticados para permitir a recepção de partidas de futebol, programas e outros conteúdos por aqui. Na Europa, segundo os analistas, a expectativa é de que o serviço custe algo entre 5 a 10 euros por mês, embora alguns deles acreditem que apenas em 2008 é que algo deste tipo será viável. Eu, podem ter certeza, vou esperar por isso ansiosamente.

Os Centuriões e a HBO

Gosta de história antiga? Talvez, então, você já tenha ouvido falar dos centuriões, oficiais de infantaria romana que comandavam legiões de legionários nas batalhas que o império travava, àquela época. Mesmo que seu conhecimento histórico seja baixo, é improvável que você nunca os tenha visto, retratados nos grandes épicos Hollywoodianos, sejam eles versões modernas ou não. Comandando entre 60 e 150 pessoas, cada centurião podia andar à cavalo nas investidas do império, mas morria freq¼entemente em batalha, auxiliando seus comandados.

Batalha, aliás, é o que a HBO pretende levar adiante para proteger a sua parte do Império Romano. Obviamente estou falando da série produzida originalmente pelo canal, Roma. A série, que já estreiou nos Estados Unidos, tem seu início marcado para 9 de outubro nas telas brasileiras. Mas, como acontece, aliás, com diversos outros títulos televisivos, seus episódios estão circulando livremente pela Internet, através das redes P2P de troca de arquivo, principalmente através de arquivos torrent.



Se o canal tivesse centuriões à sua disposição, com certeza enviaria seus homens, juntamente com seus legionários e todos os outros homens que pudesse, numa tentativa de repreender a pirataria dos episódios da série que, de longe, é um dos maiores tesouros que produziu, e também uma das mais caras produções do canal e da história: Custou aos cofres da empresa um total de 60 milhões de dólares. Em compensação, a estréia americana da história, contada em 12 capítulos, atraiu mais de 3 milhões de telespectadores norte-americanos, garantindo sua renovação por pelo menos mais uma temporada.

Como legionários e a alta infantaria romana atualmente só podem ser vistos através de reconstituições televisivas ou cinematográficas, resta à HBO utilizar-se de meios mais práticos na defesa de seu patrimônio: Ela tem progressivamente dificultado a vida de internautas que buscam os episódios de sua série em tais programas de troca de arquivos, principalmente através da já velha conhecida tática de oferecer downloads falsos nessas redes. Este tipo de download é oferecido através de uma fonte falsa (chamada de “seed” no BitTorrent e similares), que leva a um loop constante de download, fazendo com que a obtenção de um episódio fique travada indefinidamente.

Pessoalmente eu já fui vítima de tais seeds falsos, baixando episódios de outra série muito famosa da TV americana, Lost. Posso comprovar, assim, que trata-se de um meio bastante efetivo de atrapalhar a vida de quem quer conseguir os episódios de maneira mais fácil. Como dizer que a efetividade do mecanismo é total seria um exagero, pelo menos iniciativas deste tipo dificultam a obtenção de material pirateado, fazendo com que, ao invés de horas, leve-se dias até que um único arquivo seja baixado da Internet.

Mas é claro que manter qualquer iniciativa contra a pirataria será sempre difícil. Enquanto HBO e companhia enchem a rede de arquivos falsos, usados como isca, programas como o Peer Guardian permitem justamente que você gerencie e combata listas de fontes inválidas em ambiente P2P. E, no final das contas, qualquer um pode tomar a iniciativa de organizar tais listas, tal como acontece hoje num ambiente muito mais conhecido, o dos programas de e-mail. Afinal de contas, informar listas de endereços de spammers é um serviço de utilidade pública. Por quê informar sobre seeds defeituosos não seria, não é verdade? E que legionários me decaptem se eu estiver sem razão.

USB TV

Ok. Se alguém resolver me perguntar quais são duas das coisas que considero mais viciantes em minha vida, serei obrigado a citar a Internet como cabeça da lista, seguida de perto pela televisão. Ora, que posso eu fazer se considero a primeira delas uma fonte inesgotável de informações, enquanto que, a segunda, uma fonte — igualmente — inesgotável de entretenimento?

Assisto aos mais diversos programas quando tenho um tempinho livre. Seja em forma de documentários, shows, filmes ou desenhos animados, vivo à procura de conteúdo interessante. A troca constante de canais em busca de algo que valha à pena assistir lembra em tudo minha forma de navegar na web: Site após site, dia após dia, filtrando aquilo que vale à pena ser lido. Se tenho determinados sonhos de consumo para tornar minha navegação na Internet mais agradável, em termos de televisão meus sonhos também existem: Sempre pensei em comprar uma placa de vídeo com sintonizador de TV embutido, desde que vi uma dessas na casa de um amigo, já há algum tempo. Os preços nem são tão caros, mas acabo sempre adiando a compra.

Eu poderia até adiar esta compra para sempre. Isso porquê algo que encontrei por acaso fez com que eu me apaixonasse imediatamente. Trata-se de um produto alemão com interface USB, fabricado pela TerraTec Electronic, chamado Cinergy Hybrid T USB XS. Com o tamanho de um flash disk desses convencionais, que se tornam, aliás, mais populares à cada dia, a diferença entre eles e o produto é que, ao invés de permitir carregar dados em seu interior, este contém o hardware necessário para a captação e decodificação de sinais analógicos e digitais de televisão, detectando os canais locais próximos da sua residência e permitindo que estes sejam não apenas assistidos na tela do computador, mas também gravados diretamente pelo aparelho, sem que seja necessário qualquer hardware adicional.

O padrão digital de televisão captado pelo aparelho é o DVB-T, utilizado internacionalmente em diversos países. Mesmo sabendo que ainda não existe nenhum padrão digital definido para a televisão brasileira e que essa decisão deve demorar pelo menos até o início do ano que vem, fiquei tentado pelo maravilhosos aparelhinho, que vem acompanhado de controle-remoto e antena com base magnética. Seu preço, que convertido para nossa moeda chega a cerca de R$ 550 pode parecer um pouco alto, mas a tentação é grande. Os benefícios extras, como a gravação de programas no padrão MPEG2 e à partir de CD’s ou DVD’s, também parecem convidativos.



Eu sei que pareço até criança que está descrevendo o brinquedo dos sonhos pra seus pais, esperando ganhá-lo no aniversário que se aproxima. Mas olhem de novo e me respondam: Um kit desses não parece mesmo o mais convidativo dos presentes que alguém poderia querer ganhar?