As categorias secretas da Netflix

Se tem uma coisa pela qual a Netflix merece muitos elogios é a sua capacidade de sugestão de novas séries e filmes que batem com o meu gosto pessoal.

Sempre que ligo a TV ou estou navegando na internet e sinto vontade de assistir alguma coisa diferente, para fugir das variar as séries que eu acompanho regularmente, lá estão as sugestões. De maneira geral, aliás, neste quesito concordo com meus amigos: entre todas as sugestões fornecidas, apesar de algumas bolas fora, a empresa e seu algoritmo conseguem garantir diversão de 90 a 95% das  vezes, o que, como disse, é de se elogiar.

Mas mesmo com todas as sugestões do universo, vocês ou eu nunca seríamos capazes de visualizar tudo o que está disponível, pois o volume de títulos da Netflix, além de enorme, varia diariamente, com exclusões e aposentadorias de filmes e seriados. Enquanto escrevo este texto, aliás, o número de opções para apreciação dos brasileiros está em 562 séries e 2951 filmes1Você pode saber quantas séries e filmes existem na Netflix do mundo inteiro através desta página na web..

É aí que entra um artifício muito interessante, que tem a ver com o que muitos sites por aí estão chamando de categorias secretas da Netflix. Eu, sinceramente, prefiro chamar de capacidade de refinamento das buscas por filmes e seriados, usando gêneros subgêneros que normalmente não estão visíveis para os usuários, e que podem ser acessadas através de um simples endereço web. Ao acessar o site da Netflix, você só precisa usar o endereço a seguir, substituindo “número” pelo equivalente a uma das centenas de categorias disponíveis.

https://www.netflix.com/browse/genre/número

Ao substituir o número por 1365 no endereço acima, por exemplo, é possível acessar o gênero Ação e aventura, conforme exemplifico abaixo. Notem que ao lado do título, existe um menu drop down, que pode ser usado para filtrar por sub-gênero, proporcionando algum grau de refinamento — e permitindo ao meu pai, por exemplo, que encontre seus filmes de faroeste facilmente:

Entre os achados disponíveis, existem coisas mais simples, como o número 3719, reservado a zumbis e o 7700, para faroestes de todas as épocas; e também as buscas um pouco mais específicas, como a que revela o número 277, que lista todos os títulos em que a estrela principal é Susan Sarandon. Com a quantidade de números correspondentes aos gêneros e subgêneros sendo bastante razoável, felizmente, existe um site disponível com todos eles, para nossa consulta e deleite.

O único lado negativo da busca por gêneros e subgêneros é que ela só pode ser realizada através do computador e do notebook, ou seja, os aplicativos que estão disponíveis nas smart TVs ficam de fora desta facilidade. No entanto, você pode fazer a navegação pelo computador e adicionar os filmes e seriados que encontrar através da interface web, para assistir mais tarde na TV, bastando para isso acrescentar o título à sua lista de reprodução:

Espero que essa dica ajude vocês e garanta algumas horas extras… de maratonas de televisão.

As melhores frases do Pica-Pau

Algumas das memórias mais tenras da minha infância foram construídas passando manhãs e tardes inteirinhas assistindo a PopeyeLooney Tunes Tom e Jerry. Mas, sem dúvida nenhuma, o meu desenho favorito naquela época era, de longe, o Pica-Pau. Criado em 1940 pelo desenhista e animador norte-americano Walter Lantz, esta ave de cabelo vermelho foi garantia de que eu desse muitas e muitas risadas.

Não é de hoje, posso dizer, portanto, que o Pica-Pau influencia minha vida. Seja em casa ou no trabalho, vira e mexe me lembro de alguns dos desenhos mais memoráveis aos quais assisti. E são essas lembranças que me fazem citar algumas passagens e frases do desenho, muitas vezes divertindo os colegas que têm mais ou menos a minha idade — e que portanto se lembram tão bem quanto eu do personagem e suas travessuras — e intrigando o pessoal que é um pouco mais novo.

Após refletir um pouco sobre o assunto, resolvi compartilhar aqui uma lista, contendo 5 frases e/ ou passagens que mais utilizo,  ou que mais costumam me divertir. E são elas:

Se o Pica-Pau tivesse comunicado à polícia, isso nunca teria acontecido

O episódio Bunco Busters (no Brasil, Um Tesouro Difícil), que foi ao ar originalmente em 21 de novembro de 1955, narra a história do caso do Pica-Pau pateta (The Case of the Gullible Woodpecker): O desenho começa com um jornal noticiando que “o Pica-Pau herda uma nota firme”. Pica-Pau passa com um pote cheio de dinheiro por Zeca Urubu, que decide que vai tomar toda a fortuna do Pica-Pau, inventando um mapa do tesouro e diversas artimanhas para lhe tirar cada centavo. A frase “Se o Pica-Pau tivesse comunicado à polícia, isso nunca teria acontecido” era repetida exaustivamente pelo detetive da polícia que nos narra o caso, todas as vezes em que Zeca tirava mais um dinheirinho de nosso amigo penado.

Ok. Mas nada disto, e disto

O episódio Woody’s Clip Joint (no Brasil, O Pica-Pau na barbearia), exibido pela primeira vez em 3 de agosto de 1964, mostra o Pica-Pau indo cortar seu cabelo (hã?) como muita gente faz todos os dias. Abandonado pelo barbeiro (porque era hora do almoço, afinal de contas), Pica-Pau ouve o noticiário que informa sobre a fuga do leão Rei Luisinho. É claro que o leão vai justamente até a barbearia onde está o Pica-Pau e o obriga a escondê-lo. Até que o Pica-Pau descobre que há uma recompensa pela captura do leão e o engana, oferecendo-se para disfarçá-loLuisinho maltrata Pica-Pau o tempo inteiro com tapas no rosto e socos na cabeça, e, à certa altura, nosso herói só concorda em continuar ajudando caso o leão pare com isso.

Asas batendo. Marcha de decolagem. Turbinas e… já!

Em Sufferin’ Cats (no Brasil, O Gato a Jato), de 1961, um homem está sendo atormentado pelo Pica-Pau, que transformou seu telhado em uma reprodução de queijo suíço com mais buracos do que se pode imaginar. Cansado da situação, ele resolve contratar os serviços do Gato a Jato, que se diz “o gato mais a jato do mundo“. Obviamente, como em qualquer desenho da série, não é nada fácil para os inimigos do Pica-Pau se livrarem dele, e neste caso não há exceção. A frase que cito neste caso é usada pelo Gato a Jato, quando este vai “decolar” para mais uma investida veloz no Pica-Pau.

¡Yo no lo conozco, señor!

O episódio Panhandle Scandal (no Brasil, Pica-Pau Delegado), que foi ao ar pela primeira vez em 18 de maio de 1959 é um dos que mais me provoca risadas. A frase acima é repetida por um baixinho, vestido com trajes mexicanos e sombrero, como parte de um diálogo muito engraçado entre ele e um bandido que chega na cidade e está em busca do Pica-Pau, que proibiu a entrada de bandidos na cidade.  O diálogo é assim:  “Quiere dicer el tal de cabelo vermelho? (sim) E de grande nariz? (sim) E que faz ha-ha-ha? (sim, sim, sim) E que é um grande astro da TV? (Esse mesmo!) ¡Yo no lo conozco, señor!“.  De bônus, o espirituoso cavalo do bandido em questão, quando se mete a pedir uma bebida no bar local é expulso, proferindo a pérola “Nhé, não gosta de beber com cavalo, é?“.

Tô procurando rachador. É um cara que faz assim: VRRUMMMM…

The Screwdriver (no Brasil, O Rachador, ou, algumas vezes, O Pica-Pau biruta) é o segundo desenho do Pica-Pau produzido em toda a filmografia. É um episódio em que o Pica-Pau tem aquela aparência mais amalucada, com olhos verdes, tal como o coloquei neste post. Durante o desenho, o carro do Pica-Pau quebra e ele resolve tentar consertá-lo. Depois de consertá-lo, ele volta a ficar possante, e ele acaba se encontrando com um policial rodoviário que está procurando rachadores. A certa altura, ocorre um diálogo entre o oficial e o Pica-Pau, onde o primeiro está explicando o conceito de um rachador.

 

Projeto Coelho Branco

Descobri esta semana, meio que por acaso, a série White Rabbit Project, produção original da Netflix que me foi sugerida com 90% de chance de combinar com meu gosto por programas de TV — confesso, aliás, que até agora os algoritmos mágicos da Dona Netflix estão acertando mais do que errando!

Mas também pudera: White Rabbit Project, que foi disponibilizada em 10 episódios e estreou já há tempo considerável, em 09 de dezembro de 2016, é apresentada por Kari Byron, Tory Belleci e Grant Imahara, o trio que auxiliou Adam Savage e Jamie Hyneman na série Mythbusters, que aqui no Brasil ficou conhecida como Os Caçadores de Mitos.

Se esta não é minha série favorita de todos os tempos, ela passa muito perto: sempre achei muito divertido acompanhar essa turma detonando mitos e explodindo coisas pelo caminho, e me entristeceu de verdade a notícia de que a produção chegaria a seu fim.

Embora White Rabbit Project não seja exatamente 100% sobre experimentos científicos — o formato do programa apresenta sempre seis eventos, como assaltos milionários impensáveis, fugas da cadeia sensacionais, os maiores charlatões da história, entre outros, para os quais os próprios apresentadores sugerem pontuações e definem o vencedor — ainda é possível ver os três construírem uma ou outra engenhoca aqui e realizarem uma experiência acolá, no estilo do programa Mythbusters.

Para mim, esses são ingredientes suficientes para muita diversão: tanto que já detonei 100% dos episódios disponíveis e estou no aguardo de uma segunda temporada, que eu espero que a Netflix disponibilize, já que gastou uma boa grana na primeira temporada, ao investir em tema e formato até então inéditos para a empresa. Resta esperar…

Back to the Future in ACTUAL 2015

Não é de hoje que se fala sobre as previsões do filme De Volta para o Futuro 2 que deram certo e que deram errado para o ano de 2015 — o ano da chegada de Marty e do Doutor ao futuro.

Repleto de hologramas, robôs, hoverboards, tênis que se amarram sozinhos,  pizzas desidratadas que aumentam de tamanho como mágica e muito mais, este 2015 bem que poderia ter carros voadores, como os roteiristas imaginaram.

Como,  apesar dos acertos e semi-acertos, nem tudo se tornou realidade, o pessoal do canal College Humor criou uma genial representação em desenho animado da chegada de nossos intrépidos amigos ao verdadeiro 2015.

De Volta para o Futuro com a Mercedes-Benz

Em apenas três dias, 21 de outubro de 2015, o mundo comemorará o Back to the Future Day, o dia em que Marty McFly e o Doutor “Doc” Emmet Brown chegam ao futuro no segundo filme da trilogia de ficção científica mais incrível do mundo. Diversas campanhas publicitárias têm sido criadas para homenagear o aniversário da franquia, e uma delas, criada pela Mercedes-Benz, traz como estrela principal seu carro autônomo F 015 Luxury.

Ao todo, três filmes foram produzidos pela montadora, e em todos o veículo aparece no lugar do DeLorean como máquina do tempo, uma vez que o intuito da empresa com seu carro é trazer às pessoas uma experiência imersiva e uma nova perspectiva em termos de futuro da mobilidade.

O resultado dos comerciais ficou bem legal. Eis o primeiro:

O segundo:

E, finalmente, o último filme produzido:

Code Black: Plantão Médico como devia ser

Tive uma grata surpresa – – – e uma baita sorte – – –  hoje,  ao navegar pelas minhas subscrições no YouTube: Um dos banners do site chamava atenção para a estréia hoje,  no Canal Sony,  da série americana Code Black.

codeblack

Ao clicar no tal banner, descobri se tratar de um seriado médico. Como me considero órfão de House – – –  indiscutivelmente o melhor seriado médico da paróquia de todos os tempos,  pensei imediatamente em dar uma chance à produção.

Code Black,  como nos é explicado no começo do episódio de estreia exibido pela Sony,  é um termo empregado pelos americanos para definir uma situação emergencial extremamente crítica, que ocorre em um pronto-socorro que tem,  em dado momento,  muito mais pacientes do que recursos para atendê-los (OK,  qualquer semelhança com o nosso SUS não terá sido mera coincidência).

Baseada em um premiadissimo documentário homônimo rodado e dirigido em 2013 pelo médico Ryan McGarry, o episodio ainda acrescenta que está condição, que ocorre em média 5 vezes por ano num hospital convencional, acontece 300 vezes por ano no fictício hospital Angels Memorial, em Los Angeles – – –  o que,  pasmem,  torna o local extremamente procurado por residentes de medicina querendo aprender e ter contato com situações extremas.

O seriado começa com calma,  mas vai indicando a mudança nos códigos de atendimento: verde,  amarelo, vermelho e… black. O ritmo é muito intenso e as situações dramáticas vão se acumulando sucessivamente, o que deixa muito menos espaços para história paralela e os romancezinhos água com açúcar da turma de George Clooney e seus companheiros de Plantão Médico, por mais que este tenha ficado tanto tempo no ar. Para mim, esse é um ponto muito positivo, pois a medicina e os dramas tradicionais ficam em primeiro plano.

O interessante sobre Code Black, produzido pelo canal CBS, é que será uma série com temporada mais curta, com apenas 13 episódios, o que pra mim é sinônimo de uma história sequenciada sem enrolações e monotonia (exceto por The Walking Dead,  por mais que eu goste e acompanhe o seriado sobre zumbis), e que permite aos roteiristas descansarem e oxigenarem as mentes em busca de idéias originais por mais tempo.

Mesmo com uma estreia modesta se comparada à ER (pouco mais de 8,5 milhões de espectadores tendo assistido ao episódio de estreia nos EUA contra 23,8 milhões do seu primo mais velho),  o seriado teve mais espectadores na estreia do que House,  que marcou apenas 7,05 milhões de pessoas sintonizadas mas foi um sucesso enorme. Assim,  espero que a série fique por aí por muito tempo,  já que conquistou pelo menos um espectador a mais.

Chaplin em desenho animado

Vocês já tiveram a chance de assistir a pelo menos um episódio de Chaplin & Co, série animada em 3D baseada no personagem Vagabundo, de Charles Chaplin?

http://www.youtube.com/watch?v=1cCaPMLjVvY

Confesso que eu venho me divertindo muito com os curtas, 104 desenhos que tem duração de cerca de 7 minutos, cada um. Assisti-los junto com o pequeno sempre me faz querer ver mais. Sinceramente, na minha opinião, trata-se de um programa ideal e imperdível para toda a família, que tem ido ao ar pelo canal Gloob.

Contra o Tempo

Hoje pela manhã, mais impulsionado por uma sexta-feira muito chuvosa no meio do feriado do que por qualquer outro motivo, acabei assistindo   Contra o Tempo — filme de 2011 que, em inglês, tem o título de Source Code.

Com cerca de 90 minutos de duração, confesso que comecei a assistir   trama com grande desconfiança, acreditando tratar-se de um filminho qualquer — já que nunca tinha visto nenhuma divulgação da história até que encontrei o filme no NOW. Eis a sinopse:

Quando o capitão Stevens acorda e se vê na pele de um homem que ele não conhece, descobre que está fazendo parte de um experimento criado pelo governo americano chamado de Código Fonte. O programa possibilita que Stevens assuma a identidade de um outro homem em seus últimos 8 minutos de vida. Agora sua missão é encontrar os responsáveis por um atentado que deixou milhares de vítimas.

No entanto, a história foi se revelando aos poucos uma grata surpresa — talvez, é verdade, pelos elementos nerds de viagem no tempo. Bem: Não exatamente viagem no tempo, mas sim sua, digamos, reutilização.

Além disso, a trama tem um toque — de leve, bem de leve — de Inception, no que diz respeito   um final no mínimo inusitado. Vale   pena assistir, e quando você menos esperar, vai se ver preso   história.

Tinysubs, o agregador de legendas

Se você, assim como eu, costuma acompanhar pelo menos um seriado de televisão através de arquivos baixados da internet, então já deve ter ouvido falar do legendas.tv. É lá que normalmente estão todas as versões possíveis e imagináveis de legendas para qualquer episódio de seriado ou filme que eu queira ver, bastando baixá-las para que a diversão comece.

Acontece que nem sempre as legendas estão disponíveis de imediato para serem baixadas, e isso ocorre principalmente por conta da existência de diversos grupos voluntários que se encarregam das traduções, cada qual com diferente número de membros, e cada membro com diferentes atribuições e rotinas diárias. Isso faz com que legendas de uma série que vai ao ar  s segundas-feiras nos EUA só fiquem disponíveis na quarta ou quinta-feira da mesma semana.

Não há nada de errado com isso, é bom que eu diga logo: Na verdade, normalmente espero pacientemente pelo trabalho destes grupos, o qual deve-se sempre reconhecer. No entanto, sou dono de uma insistente ansiedade, e, dependendo da série que acompanho, e da qualidade do cliffhanger [foot]Cliffhanger é um recurso utilizado pelos roteiristas de uma série em que se coloca um dos personagens principais em uma situação precária, perigosa, ou que traz um dilema, ou ainda, uma grande revelação. Utiliza-se tal artifício para tentar garantir, com suspense, que o público se interessará em voltar a acompanhar a série para saber como o personagem resolveu a questão.[/foot] imposto pelos roteiristas, quero ver o desfecho ou a continuação de um arco de histórias o mais breve possível — sendo que essa brevidade normalmente não bate com o prazo dos grupos de tradução de legendas. Neste tipo de situação, costumo recorrer ao Addic7ed , que disponibiliza versões de legendas para os episódios em vários idiomas, sobretudo o próprio inglês. Faço o download e assisto em inglês mesmo — o que é bom, também, para evitar que a língua enferruje, ao mesmo tempo que a mantém em dia, com novas expressões e gírias.

O que eu não sabia, no entanto, era de um serviço chamado Tinysubs, que funciona como um agregador de legendas para filmes e seriados, em diversos idiomas. Dentre os sites indexados pelo serviço estão o já citado Addic7ed e o Open Subtitles, além de uma série de outros, a maioria desconhecida para mim.

A interface do Tinysubs é muito simples. Tão simples que não há nada, praticamente, a dizer sobre ela: Você simplesmente informa o nome da série, preferencialmente acompanhado pelos números de temporada e episódio procurados, e o idioma desejado. Você também pode escolher um entre os diversos sites indexados para busca — o legendas.tv não faz parte da coleção, no entanto — antes de iniciar a pesquisa. Ah, e se quiser, páginas específicas com os últimos filmes e as últimas séries a terem suas legendas disponibilizadas podem facilitar sua busca.

A idealização de um agregador de legendas é, certamente, muito bem vinda. Eu, que imaginava que este tipo de serviço normalmente era criado apenas para buscas de arquivos torrent, fiquei muito satisfeito.

Que pena tu vida

Fiquei devendo, dias atrás, escrever sobre Que pena tu vida, uma comédia romântica chilena da qual ouvi falar meio que por acaso, enquanto navegava web afora.

O motivo do filme ter me chamado a atenção, aliás, é sua forma de incluir ao longo da trama o que se pode definir como pitadas de tecnologia — afinal, como se desconectar de alguém em uma era em que estamos sempre conectados? é o tema central da história.

Sofía é o grande amor de Javier. Ele tem certeza de que ela é a mulher certa pra se casar e passar o resto da vida. Aos poucos, o amor dos dois vai se tornando uma realidade, em um mundo em que tudo é cor de rosa e os dias ensolarados. Até, é claro, que o tempo vira.

E quando o amor acaba, somos levados a descobrir o que pode acontecer quando uma relação é totalmente baseada em ferramentas web e redes sociais como o Twitter e o Facebook, e os efeitos que se dão na vida de um jovem de 29 anos que de uma hora pra outra se vê sem a namorada de seus sonhos e sem emprego e que, quando cai em si novamente e resolve pedir perdão, descobre que pode já ser tarde demais.

Enfrentar uma vida de solteiro é possível quando você está as voltas com as lembranças — e não só no mundo real, mas também no virtual? Assisti a Que pena tu vida imaginando que iria encontrar uma certa linha de história, e, na verdade, me deparei com outro raciocínio, o que, na verdade, não demerita o filme em absolutamente nada. Pelo contrário, a mistura de humor com drama na medida certa, proporcionada pelo diretor Nicolás López é algo que me agradou do início ao fim, e que realmente me prendeu na cadeira — ou melhor, no sofá — até o final da história.

Se você ainda não viu, eu recomendo, e muito.

Você não entendeu “A Origem”?

Há alguns minutos terminei de assistir “A Origem” (Inception, 2010), filme dirigido, produzido e escrito por Christopher Nolan, que, caso você não saiba, é a mesma mente por trás dos filmes Batman Begins e The Dark Knight, ambos sobre o homem morcego. Sei que o filme já está por aí há um certo tempo agora — estreiou em julho do ano passado, mas resolvi escrever este texto não exatamente para fazer uma review a respeito, mas sim para registrar pensamentos próprios que não quero que se percam.

Porque?

Meus pais, que viram o filme há poucos dias em casa, acreditem, simplesmente dormiram durante a exibição — e não quiseram saber mais dos acontecimentos, depois, porquê classificaram a história como sendo chata. Para tentar provar o contrário, e visando (tentar) auxiliar quem também tenha a mesma opinião, ou tenha ficado perdido no meio do caminho, criarei, baseado em meu próprio entendimento da história, este texto.

E agora, vamos ao que interessa.

— IMPORTANTE: Não leia se você ainda não viu o filme.

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Falling Skies: The Walking Dead com alienígenas

Nem bem acabo de assistir aos 6 episódios da primeira temporada de The Walking Dead — me acostumando   ideia de que um apocalipse zumbi varreu os quatro cantos da Terra transformando a quase todos em comedores de qualquer coisa viva que se movimente por aí — e me deparo com a mais nova criação de Steven Spielberg, chamada Falling Skies, uma série da TNT cuja de exibição prevista é junho de 2011.

De acordo com o site oficial, os acontecimentos da série se iniciam após a ocorrência de um ataque alienígena que deixou a maior parte do Planeta Terra completamente incapacitado. Durante os seis meses que se passam após a invasão inicial, os poucos sobreviventes se reuniram em grupos fora das grandes cidades, para começar a difícil tarefa de contra-atacar. Cada dia vivido por eles é um teste de sobrevivência — enquanto pessoas comuns se tornam soldados para proteger aos que amam.

Depois do apocalipse zumbi, é a vez do apocalipse alienígena.

Agora me digam se vocês já viram isso em algum lugar. Como li em alguns sites por aí, é verdade que The Walking Dead concluiu sua primeira temporada sendo aclamado por público e crítica, e que isso inevitavelmente traria   tona o surgimento de alguns competidores. Só não imaginei que a coisa fosse ser tão rápida assim.

http://www.youtube.com/watch?v=39eegoYnH9s

Assistindo ao trailer de Falling Skies, fiquei pensando em escrever sobre quantas similaridades existem entre as duas séries — quando encontrei uma lista pré-compilada, e concordei com cada um dos itens ali citados, que reproduzo a seguir:

Both shows have a big movie name attached.
The Walking Dead has Frank Darabont. Falling Skies has Steven Spielberg. Who needs huge movies when you’ve got cable television?

The tragedy has already happened, and we watch the survivors deal with the aftermath.
With the alien invasion explained only by children’s drawings and stories, we can count on Falling Skies to follow The Walking Dead‘s lead by focusing on post-attack survival.

Society abruptly crumbles, leaving the characters to fight evil creatures and nature for survival.
Without the comforts of civilization, both The Walking Dead and Falling Skies show humans struggling to survive both murderous attacks and a lack of hot showers.

Cities are really, really bad places to be.
In The Walking Dead, the cities were overrun with zombies, turning an urban stroll into near suicide. In Falling Skies, the cities seem to be alien targets, prone to electro-magnetic bursts and impressive explosions.

The world is suddenly and inexplicably overwhelmed by evil hordes who just want us dead.
Why are they here?

So not important. The key is that they want us dead in time for lunch.

Fraught romances struggle to survive amidst the doom of humanity.
The Walking Dead‘s Rick Grimes had his ex-partner-cheating wife. Noah Wyle’s professor seems to have a good thing going with child therapist Anne Glass. I guess the threat of becoming lunch just puts people in a romantic mood?

The central figure is a father whose first priority is protecting his family.
The hero is strong and brave. But Noah Wyle’s history professor is — much like Grimes — a family man first. Aliens or zombies may invade, but you’ve got to look out for the kids.

Shooting the evil creatures in the head seems to work pretty well. As long as there aren’t a whole bunch of them.
Arriving in the millions, the aliens have decimated the Earth. Individually, however, you can shoot them in the head. Kind of like how one zombie is easy, while hordes of them will eat you.

The aliens seem to be into eating people.
These aliens might as well be zombies from outer space. All they want to do is kill and eat.

Esta é a melhor de todas: There’s no particular reason for any of it.
According to the trailer anyway, the aliens have invaded Earth to wreak havoc and to eat humans. Why they would travel across the vast reaches of space just to munch on Earth-treats makes about as much sense as a sudden influx of zombies.

E na sua opinião? Qual será o próximo apocalipse retratado em uma série de TV? Enquanto penso a respeito, pensarei também se vou querer dar uma chance ao seriado — talvez sim, é verdade, principalmente se levarmos em conta que ele estreará antes do retorno de The Walking Dead, de qualquer maneira.

The Walking Dead

Finalmente tive tempo de parar para assistir a The Walking Dead, série da rede de TV americana AMC que recebeu razoável atenção da mídia neste último trimestre, por ser baseado na famosa série de histórias em quadrinhos homônima, criada por Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard.

The Walking Dead acompanha a vida de Rick Grimes, um sub-delegado da cidade de King County, no estado americano da Georgia, que, após se envolver em um tiroteio acaba entrando em coma, somente para acordar semanas depois em meio ao que restou do mundo depois que este foi atingido pelo apocalipse. Desorientado, ele descobre aos poucos que, nesta nova realidade, não apenas a civilização regrediu séculos, mas também que a maioria da população morreu e se transformou em zumbis errantes, comedores de qualquer coisa viva que (ainda) encontrem em sua frente. Ah… e como se isso já não bastasse, ele também descobre que sua família — a mulher, Lori, e seu filho Carl — estão desaparecidos.

Conforme se ajusta ao novo presente, Rick começa a interagir com outros sobreviventes, e juntos eles iniciam a busca por algum lugar que possam chamar de lar em meio   devastação dos Estados Unidos — algum lugar que não esteja, com sorte, infestado pelas hordas cada vez maiores de zumbis. Ao que parece, a (curta) primeira temporada da série, com apenas 6 episódios — dos quais, até agora, assisti   apenas 3 — retrata o desespero cada vez maior do grupo liderado pelo ex-sub-delegado, desafiando a sanidade de todos   medida em que se deparam com os horrores de um mundo desolado.

A proposta da série não é a de ser recheada de ação — embora isso inevitavelmente ocorra sempre que uma legião de zumbis precisa ser enfrentada —, e sim um drama em que a sobrevivência momento-a-momento é o que importa, ainda mais quando todos estão em um mundo onde o desespero talvez tenha tornado os que ainda estão vivos mais perigosos do que aqueles que estão perambulando pelas ruas. E tal proposta me cativou — deixando-me curioso pelo desfecho que está por vir, após os 3 episódios que ainda não assisti.

E como bônus, Sarah Wayne Callies — a eterna Sara Tancredi de Prison Break — empresta seu jeitinho de menina ao seriado, num papel que, de tão controverso, divide opiniões dos que, assim como eu, começaram a acompanhar a série. Acho que a coisa promete.

Atualização (01/01/2011): Agora, com os 6 episódios desta curtíssima temporada devidamente assistidos, devo dizer que fiquei realmente pensando em como a história se desenrolará daqui pra frente. O único problema será esperar até o mês de outubro — é muuuuuuito tempo, fala sério.

Nurse Jackie, só em 2011

Finalmente coloquei em dia os últimos 7 episódios da segunda temporada de Nurse Jackie — e após ter chegado ao fim de uma maratona como esta durante a última madrugada, devo admitir: Continuo listando a série entre as minhas favoritas, dada a sua combinação singular de drama e humor, da qual não vou nunca me cansar de falar.

Além disso, ao final dos 12 episódios mais recentes, mais uma vez a série foi capaz de terminar com um ótimo cliffhanger: O que acontecerá agora com Jackie Peyton? A produtora executiva da série, Linda Wallem, falando na Comic Con, já adiantou que a personagem continuará a sofrer com seu vício em drogas. Durante o evento, em um dos paineis, foi exibido o seguinte vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=cZWr_kzf5os

A única coisa que me deixou triste, no entanto, é que terei que esperar até 2011 pela terceira temporada. É muito tempo. Muito.

The IT Crowd voltou!!

Eis que no último dia 25 de junho voltou a ser exibida pelo Channel 4 britânico aquela que, ao menos para mim, é uma das melhores comédias de todos os tempos. Estou falando de The IT Crowd, que chegou   sua quarta temporada.

Para quem não conhece, a série gira em torno da história dos três únicos funcionários do departamento de TI da Reynholm Industries, uma grande empresa de Londres. A equipe é formada pelos técnicos de informática Maurice Moss — interpretado pelo ator Richard Ayoade —, Roy Tenneman — interpretado pelo ator Chris O’Dowd — e por sua chefe, Jen Barber — interpretada pela atriz Katherine Parkinson —, que na verdade chegou ao departamento por acidente e não entende patavinas de informática. Juntos, eles passam por uma série de situações relacionadas não apenas ao ambiente do escritório onde convivem, mas também no cruel mundo de lá de fora.

The IT Crowd contém todos os elementos típicos de uma série de humor produzida pelos ingleses. Seus episódios, desta maneira, estão recheados de situações secas, irônicas e, até mesmo, pesadas. Este conjunto de ingredientes, devo confessar, me atrai bastante quando o assunto é comédia, e, honestamente, não ria tanto com um seriado desde a já extinta — e também britânica — Coupling, que muitos comparavam   Friends e Seinfeld, mas cujo teor continha muito mais elementos sexuais.

Veja abaixo um trecho do segundo episódio da primeira temporada, em que Moss está assistindo   uma propaganda no mínimo pitoresca na TV:

Falando em comparações, muitas pessoas por aí costumam comparar The IT Crowd   americana The Big Bang Theory, outra série muito famosa e conhecida.

Embora eu deva dizer que prefiro evitar comparações, já que ambas as séries são centradas no universo nerd e possuem elementos em comum — The IT Crowd é voltada  s piadas tipicamente relacionadas   tecnologia da informação e The Big Bang Theory é voltada  s piadas relacionadas ao mundo da ciência —, sou obrigado a admitir que todos temos nossos favoritos, e que, no meu caso, The IT Crowd é mesmo a vencedora. Mas e a sua opinião? Se quiser, deixe-a registrada abaixo!

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Haja paciência com o “1 contra 100”

Não me levem a mal aqueles que não gostam do gênero, mas eu confesso que sou fanático por game shows.

Haja paciência, hein, Justus?

O último que caiu nas minhas graças foi o 1 contra 100game de perguntas e respostas exibido pelo SBT, em que uma única pessoa tenta derrotar 100 participantes de um painel, na esperança de levar pra casa, nada mais, nada menos, que um milhão de reais. Além de pessoas comuns como você e eu, muita gente famosa de diversos universos e mídias também participa do programa frequentemente — uma dessas participações, por exemplo, foi do Alexandre Inagaki, do blog Pensar Enlouquece.

Gosto — imagino eu, como milhares de pessoas — de ficar tantando responder  s perguntas propostas, e isso me traz diversão suficiente para uma quarta-feira   noite. No entanto, por mais que eu goste da diversão, devo admitir que não consegui assistir todo o programa de ontem — em que o jogador Careca, que jogou muito tempo no São Paulo e foi da seleção brasileira, era uma das celebridades participantes em uma noite em que o tema do programa eram perguntas sobre — adivinhem — futebol, em alusão   Copa do Mundo deste ano.

O problema todo é que tem intervalo comercial demais no 1 contra 100.

A constante interrupção do programa por seu apresentador para ouvir mensagens dos patrocinadores — aliás, coincidência ou não, Roberto Justus é um famoso e bem-sucedido  publicitário — é irritante, e até mesmo, acredito eu, um desrespeito aos telespectadores. Ontem, por exemplo, durante a participação do Careca, após a primeira pergunta feita houve um intervalo “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Cerca de cinco minutos, se não estou enganado.

Quando o programa voltou, e a segunda pergunta foi feita, veio a mesma ladainha: Outro intervalo, “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Desta vez, sem brincadeira, uns oito minutos. Na terceira vez em que isso se repetiu — sim, na terceira pergunta, perdi a paciência e desliguei a televisão. Preferi, sim, ir dormir. Ora, sinceramente.

Entendo que o que mantém os programas de televisão e suas emissoras são os comerciais.  Mas as interrupções já foram menos frequentes, e mais curtas, e isso infelizmente vem mudando com o tempo. De algumas semanas pra cá passa-se mais tempo durante o horário do programa em intervalos comerciais do que  s voltas com as perguntas e respostas que são o formato do game show.

Isso sem falar do longo tempo — quase interminável, mesmo — em que Justus fica apresentando os participantes do painel com as 100 pessoas, e conversando com cada uma delas. Isso também é interromper — ou melhor, nem começar o programa. Para mim, quando estas apresentações e intervalos comerciais se tornam constantes ou demorados demais — e permitem que eu, assim como vários telespectadores fiquem muito tempo zapeando em outros canais —, a audiência do programa é colocada em risco. Na prática, infelizmente, acredito que se esse padrão não mudar, logo logo haverá espectadores a menos. Bom, pelo menos, 1 a menos.