2048

2048Devo confessar que eu tenho uma queda enorme por jogos simples. Meu mais novo ídolo, portanto, é um camarada chamado Gabriele Cirulli, que criou o 2048, um quebra-cabeças tão simples e elegante que vicia desde o primeiro momento em que começamos a jogá-lo. As regras são simples: Com as setas do seu teclado você vai movimentar as peças — todas elas ao mesmo tempo — para cima, para baixo, para a esquerda ou para a direita, sendo que todo movimento fará com que as peças batam em uma das “paredes” da caixa onde elas estão.

Uma vez que duas peças de valores iguais se toquem, elas serão combinadas em uma única peça, com o valor anterior dobrado. Assim, duas peças se tornam 4, duas peças se tornam e assim por diante, até que você consiga atingir o objetivo do jogo que, como é fácil de se imaginar, é chegar à peça 2048 (equivalente à décima primeira potência da base 2, para os nerds de carteirinha que já fizeram, é claro, a associação).

Parece simples à primeira vista. Mas não é. Se o tabuleiro se encher e você ficar sem movimentos, é fim de jogo. A sensação é de que “na próxima, eu vou conseguir” e você não para mais de jogar. Sucedendo o finado Flappy Birds — um dos favoritos do Gregório —, 2048 pode até ser chamado de “o mais novo melhor jogo de todos os tempos da última semana, mas considero-o bem menos frustrante do que seu antecessor. Aliás, a exemplo do jogo, 2048 também já possui vários clones para iOS e Android (o meu favorito é este aqui, que, como diz o autor, é um mero container para a página do jogo original, sem propaganda, sem compras dentro do aplicativo. Apenas diversão).

Em tempo: Threes, uma das fontes de inspiração de Gabriele para criar o 2048, também é bastante divertido e tem os mesmos conceitos. Vale conferir.

Configure seu joystick USB PC para jogar no Steam

O Multilaser JS061

O Multilaser JS061

Este simpático joystick aí do lado é o Multilaser JS061, que foi um dos presentes de Natal que eu dei ao meu filho no ano passado, depois que ele me disse que gostaria de conseguir jogar Mortal Kombat Komplete Edition de uma forma mais fácil e simples. Trata-se de um modelo bem bacana, wireless, para permitir que os movimentos sejam mais livres, sem o risco de enroscar em algum cabo por aí enquanto estamos jogando: Você simplesmente encaixa o adaptador USB e sai jogando normalmente.

Quando ele ganhou o presente, funcionou que foi uma beleza com o jogo, e ele tem se divertido muito desde então. Acontece que, ao tentar jogar outros jogos do Steam com o mesmo joystick, percebi que a experiência não foi assim tão legal quanto a primeira vez. Ocorre que, embora diversos jogos comercializados no Steam sejam compatíveis com joystick, a grande maioria deles é projetada para responder somente aos comandos do joy do Xbox 360. Confesso que, quando eu comprei o joystick para meu filho, até sabia desse pequeno detalhe, mas não estava muito afim de desembolsar entre R$ 150 e R$ 180, pelo menos aqui em minha cidade, para comprar um controle deste tipo. Além disso, o JS061 simplesmente surgiu na minha frente, e parecia perfeito para o trabalho, até eu descobrir que apenas o Mortal Kombat funcionava com ele.

Para mim, a grande questão acabou se tornando “como fazer para que o meu joystick funcione com os jogos do Steam“. Foi quando eu pensei, com meus botões: Deve haver um que possa me ajudar. E felizmente, depois de alguma procura e de sessões de tentativa-e-erro, encontrei o que estava procurando. Trata-se de um programa chamado Xbox 360 Controller Emulator, ou x360ce para abreviar. O uso do software é tão simples que você pode resumi-lo em três etapas:

  • extrair o arquivo do emulador para a pasta do jogo do Steam que você deseja compatibilizar com seu joystick;
  • executar o programa e seguir seus passos solicitados;
  • gravar e executar o jogo, que agora terá suporte a seu joystick.

Como haviam diversos jogos em minha conta Steam que alegam compatibilidade com joystick mas que eu não podia jogar, resolvi colocar o conceito a prova com o Spelunky, um jogo de plataforma.  em que você é um explorador que mergulha nas profundezas de minas e selvas, para coletar riquezas e enfrentar perigos, de vez em quando salvando a mocinha, lutando com monstros e fugindo de um fantasma muito do xarope — enfim, muito apropriado para jogar com joystick. O vídeo abaixo resume minha experiência pré-uso do emulador, sua configuração e a experiência pós-configuração.

Vale sempre à pena lembrar que eu não tenho como afirmar que todos os modelos de joystick disponíveis funcionarão com o emulador — o fato é que o meu funcionou, e que eu vi várias outras pessoas relatando sucesso com suas próprias configurações, o que me faz pensar que vale ao menos dar uma chance ao programa. Uma outra questão extremamente relevante — e que eu não cito no vídeo acima — é que, ao tentar executar o emulador pela primeira vez, me deparei com uma mensagem de erro fatal, alertando sobre a falta do arquivo msvcp110.dll, sem o qual é impossível que as configurações do joystick sejam realizadas.

Downloads

Para resolver este pequeno contratempo, precisei baixar os componentes do Visual C++ Redistributable for Studio 2012 Update 4 e instalá-los em meu computador. Existem dois arquivos disponíveis, sendo que, se você tem um sistema operacional de 32 bits, precisará baixar e instalar a versão x86, e, se você tem um sistema de 64 bits, como é o meu caso, precisará baixar e instalar tanto a versão x86, quanto a versão x64. Logo em seguida, bastará executar o emulador novamente, e tudo deverá funcionar bem. Todos os arquivos necessários para realizar o procedimento do vídeo estão listados a seguir:

Download do emulador — XBOX 360 Controller emulator Download do Visual C++ Redistributable for Studio 2012 Update 4

Finalmente, lembro que o emulador deverá estar em cada pasta de cada jogo onde se deseja compatibilidade entre o Steam e o joystick que você possui. Assim, se quero poder usar meu joystick em 10 jogos, precisarei refazer o procedimento que descrevo no vídeo 10 vezes. Parece uma trabalheira enorme, mas não é — eu garanto.

Um emulador é um software que reproduz as funções de um outro determinado software, ou hardware, a fim de permitir se obter uma funcionalidade bastante próxima à do original

E entre Rdio e Deezer havia o Soundiiz

Rdio x Soundiiz x Deezer

Quando o assunto é encontrar um serviço que permita fazer o streaming de música a partir de qualquer dispositivo móvel ou do seu computador, Rdio e Deezer são lembrados por muita gente que eu conheço.

Faixas de preço similares. Tamanhos de acervos musicais similares, com milhões de faixas, álbuns e artistas disponíveis ao alcance dos dedos. Aplicativos disponíveis para as mesmas plataformas. Apesar de ter lido diversos reviews sobre os dois serviços no passado, confesso que na hora de definir qual dos dois é melhor, fico com muitas dúvidas, e tenho convicção de que qualquer conclusão a este respeito será sempre baseada em gosto pessoal, no final das contas.

Minha história com Rdio e Deezer

Vejam o meu caso: comecei fazendo uma assinatura do Rdio. Cerca de 15 reais por mês me deram acesso a toda a música que eu jamais conseguirei terminar de ouvir em toda a minha vida por um valor que julgo acessível, ainda mais podendo usar aplicativos para iOS e Windows. Junte a isso o fato de que podemos fazer download de músicas para ouvir offline e eu não posso, e nem preciso, exigir mais nada de um serviço como esses.

Acontece que passei a usar a plataforma Android, depois de problemas de hardware que tive com dois iPhones 4S seguidos, e que me fizeram sentir-me desgostoso com a linha de produtos Apple — leva-se um bom tempo para conquistar a confiança de um cliente e apenas segundos para perdê-la, como você já deve ter ouvido falar, imagino eu.

Com um Samsung Galaxy S3 como meu novo celular pessoal, baixei o app do Rdio imediatamente via Google Play e passei a usá-lo. Mas achei-o mais lento do que seu equivalente iOS, e, no último mês de dezembro, aproveitando que o Deezer havia anunciado uma promoção especial onde reduziria sua mensalidade — que, até então, era equivalente à do Rdio — pela metade por 6 meses, resolvi que não teria nada a perder, e fui verificar se o seu app para Android seria mais rápido do que o do Rdio.

Ele realmente se mostrou mais rápido. Carrega as músicas mais rápido, depois de ele próprio abrir mais rápido. Eu sei que apps de celular levam pouquíssimo tempo para abrir, mas juro que notei diferença considerável entre os tempos dos dois. Além disso, descobri que o Deezer possui uma seção dentro do perfil do usuário chamada Meus MP3, que permite que eu acrescente minhas próprias músicas à minha coleção —  isso é bem bacana porque assim posso fazer upload dos  meus backups de CDs, com músicas não encontradas no acervo do serviço, e ouvir tudo online ou offline. Só isso já é um diferencial bem bacana.

É claro que, como eu disse antes, no final das contas tudo se resume à uma visão pessoal. Como nem Deezer, nem Rdio exigem fidelidade de seus assinantes,  pode-se muito bem ir e voltar de um e de outro a hora que bem se entender. No entanto, migre você de Rdio para Deezer, ou vice-versa, quantas vezes quiser, e a dúvida sempre vai existir: como migrar minhas playlists de um lado para o outro?

E é aí que entra a utilidade de um serviço chamado Soundiiz.

Migrando de um lado para o outro

É algo muito fácil, aliás: você acessa a página principal deles, clica em Start to Convert e se autentica no Rdio e no Deezer. O sistema que move o Soundiiz então recupera as playlists de ambos os lados e é, literalmente, uma simples questão de clicar em um botão ao lado da playlist e selecionar o serviço de destino.

Aliás, o Soundiiz não possui apenas Rdio e Deezer como serviços disponíveis para transferência: também é possível transferir dados do Grooveshark, YouTubeSoundcloud e Last.fm, e enviar playlists a partir de arquivos m3u,xspf pls, usados por certos softwares e sites. De qualquer modo, mesmo considerando o Soundiiz um achado interessante, eu nunca depositaria 100% de confiança num processo destes.

Alerta do Soundiiz

Quando se inicia uma conversão, o próprio serviço apresenta um disclaimer a este respeito antes de processar os dados. Completamente compreensível e natural, visto que, ao menos teoricamente, tudo depende da disponibilidade exata dos álbuns e músicas de intérpretes que estão sendo migrados entre um serviço e outro.

Conversão em andamento

Vejam, por exemplo, o que ocorreu ao migrar uma de minhas playlists do Rdio,  batizada Dancefloor, para o Deezer. Vários títulos existentes foram convertidos, e outros simplesmente acabaram ficando pelo caminho. Na verdade, entre 42 músicas que eu havia coletado no Rdio,  37 foram convertidas, o que representou uma taxa de erro de quase 12%.

Cinco arquivos da playlist ficaram com a marcação undefined, tal como exemplicado na imagem.

Cinco arquivos da playlist ficaram com a marcação undefined, tal como exemplicado na imagem.

E vale dizer também que, no caso destas músicas que chegaram a ser migradas, eu notei alguns casos de substituição das faixas. Abaixo, ilustro um caso deste tipo, representado pela música Blurred Lines do Robin Thicke, que eu acho muito bacana: Ainda que a trilha original exista no acervo do Deezer, o Soundiiz teimosamente a substituiu por um tributo ao cantor, todo instrumental, ao som de saxofone. Não sei exatamente o porquê deste tipo de situação ter ocorrido, mas considero que até pelo próprio fato do serviço ser gratuito, isso significa que não é algo error-free, e que devemos estar preparados para fazer algum tipo de retrabalho.

Substituição arbitrada pelo próprio Soundiiz. A faixa de cima é um tribute, e a de baixo, a original. Retrabalho...

Substituição arbitrada pelo próprio Soundiiz. A faixa de cima é um tribute, e a de baixo, a original. Retrabalho…

Ainda assim, julgo que a experiência vale à pena: a taxa de acertos do processo foi normalmente maior do que a de erros, no meu caso, e me poupou em grande parte de precisar recriar tudo no serviço de destino. Dessa maneira, recomendo que você pense no Soundiiz e considere-o como uma alternativa para lhe auxiliar, caso esteja pensando em mudar as suas músicas de casa como eu fiz…

Quanto tempo da sua vida você já perdeu no Facebook?

Esse foi o meu resultado. Até que não foi tanto tempo...

Esse foi o meu resultado. Até que não foi tanto tempo…

Esta semana o Facebook completa 10 anos de existência.

Criado por Mark Zuckerberg, o site começou a funcionar em 4 de fevereiro de 2004. Durante este tempo, estima-se que cerca de 1,1 bilhão de usuários tenham criado perfis e compartilhado, curtido, enviado fotos e cutucado muito. Mas você tem idéia de quanto tempo já perdeu com a rede social desde o seu início?

A edição online da revista TIME pode ajudar nesta resposta.

Eles desenvolveram uma simpática calculadora que pode responder a esta questão em pouco tempo. Como o Facebook não disponibiliza exatamente a quantidade de tempo que cada usuário passa conectado, ela se baseia nos timestamps — horários de publicação dos seus conteúdos —, um a um, desde que você se conectou à rede pela primeira vez, para fazer uma estimativa. Antes disso, aliás, você precisa informar quantos minutos, em média, passa olhando as atualizações por dia (dica: em média, uma pessoa normal gasta cerca de 17 minutos conectada ao site, por dia).

Utilizando exatamente estes 17 minutos como referência — já que não sou exatamente um da ferramenta, reduto de muitas bobagens e muuuuuitos erros de português  —, cheguei aos números ao lado. Considerando a quantidade de gente que eu conheço que tem suas vidas praticamente sugadas pela ferramenta, não creio que esteja mal. Quais são os seus números?

Fui parar no App.net

app_netBem, é oficial. Depois que o Otávio gentilmente me cedeu um convite, vim parar na ADN — ou App.net. As pessoas tendem a achar que se trata de um clone do Twitter, e blá, blá, blá, mas a ferramenta permite muito mais usos do que simplesmente postar status como naquela outra rede social. Você pode compartilhar fotos, jogar xadrez e criar blogs a partir de lá, só para citar alguns exemplos. Há um site com diversas ferramentas e dicas sobre a rede, e agora que o serviço se tornou freemium, não há desculpa para não experimentá-lo. Você pode me seguir por lá, se quiser.

Se você não sabe o que fazer com a cebola, jogue-a fora

Primo Levi

Primo Levi, químico e escritor italiano que sobreviveu ao Holocausto após ter sido prisioneiro em Auschwitz-Birkenau, escreveu em seu livro A Tabela Periódica uma história sobre a época em que trabalhou em uma fábrica de verniz.

Como ele era químico, ficou fascinado pelo fato de que a receita do verniz solicitava que, além da inclusão dos diversos elementos químicos já esperados, fosse também acrescentada uma cebola crua.

Para que serviria ela? Ninguém soube lhe responder. Só sabiam que era parte da receita.

Então ele resolveu investigar, e eventualmente descobriu que alguém tinha acrescentado a cebola anos antes, para verificar a temperatura do verniz — se estivesse quente o suficiente, a cebola fritaria.

Na época em que ele se deu conta disso, tecnologias mais avançadas — como os termômetros — fizeram com que jogar a cebola no verniz se tornasse desnecessário. Mesmo assim, as pessoas seguiram fazendo isso, pois se habituaram ao ingrediente, e deixaram de questionar.

Se está ali, é porquê deve estar certo.

Ao tomar conhecimento, quase que por acaso, da história contada por Primo, me pus a refletir. A primeira reflexão se deu no âmbito profissional — eu trabalho atualmente, de certa forma e em grande parte, com mapeamento e otimização de processos. Vejo as pessoas lidando com cebolas em seus vernizes o tempo todo, e o que é pior: Elas não se dão conta de que as cebolas podem não ser mais necessárias, e que, eventualmente, podem — e devem — ser substituídas.

Experimente olhar para um fluxograma. Observe as etapas ali descritas. Questione-se se ali, por acaso, não existem cebolas no verniz. Garanto que o exercício valerá à pena.

Finalmente, o texto de Primo Levi também é válido para o âmbito pessoal. Quantas não são as cebolas nos vernizes da vida? Quanto bem nos faria nos livrarmos delas, não é mesmo? E não se engane: Todos nós temos pelo menos uma cebola em nossas receitas de verniz. Eu garanto.

O Posterous já era. E agora, José?

https://twitter.com/danielsantos/status/302828246528045058

Como eu disse através do tweet acima, o Posterous está mesmo com os dias contados. À partir do dia 30 de abril de 2013, o serviço, que para mim foi sinônimo de revolução no que diz respeito à publicação de conteúdo online, permitindo que textos inteiros e outros tipos populares de mídia, como fotos e vídeos, fossem publicados através do e-mail, vai fechar suas portas depois de pouco menos de um ano de sua aquisição pelo Twitter.

A primeira sensação que eu tive quando li essa nota de despedida do Posterous foi de alívio. Me lembro de ter dado passos relativamente largos para realizar a migração, para o serviço, de todos os textos que escrevi ao longo dos anos neste blog. Assistir, agora, a este movimento de camarote, me faz pensar que eu tive razão em não continuar com a migração. Que eu fiz bem em continuar quietinho por aqui, escrevendo meus textos, ainda que cada vez mais raros, em um site que eu mesmo mantenho, com uma ferramenta que eu acredito que não deva sumir do mapa por pelo menos um bom tempo, ainda.

Mas fiquei me perguntando o que será do pessoal que está hospedado no Posterous, neste momento. O serviço acabou… E agora, José?

Something went wrong for Posterous!

O texto-saideira do pessoal do Posterous recomenda que seus soon-to-be-homeless users migrem para o WordPress.com — versão hospedada da ferramenta que uso para manter este blog — ou para o Squarespace, que é um serviço que, à primeira vista, é muito melhor do que o próprio Posterous. Na verdade, nos dias atuais, os dois serviços são melhores que ele.

Money, baby

Existe um motivo para que ambos sejam melhores, e não tem necessariamente nada a ver com espaço ilimitado, customização ou outras ferramentas e facilidades oferecidas. A coisa tem a ver com monetização. Sim: Tanto o Squarespace quanto a opção não-self-hosted do WordPress cobram de seus usuários determinados valores, quer mensal, quer anualmente, para que eles permaneçam em sua base de usuários. Se você não paga para usar, pode ficar limitado a recursos básicos da ferramenta — sem poder, por exemplo, hospedar vídeos ou utilizar temas premium para mudar a aparência do seu site, no caso do WordPress.com, ou ficar totalmente de mãos abanando — ou seja, ter a porta fechada na sua cara, após 14 dias, se não optar por um plano pago, no caso do Squarespace.

Você tem todo o direito de reclamar por ter que pagar para blogar. Mas não se engane: O futuro deste tipo de serviço é este. A analogia é mais ou menos a de piratear um software: Você não está repassando às pessoas que se esforçaram para fazê-lo o devido valor que devem receber por terem investido seu tempo e inteligência na solução. Com blogs e redes sociais, é a mesma coisa. Todos os desenvolvedores vão querer um payback, e empresas como o Facebook e o próprio Twitter, que é o responsável pela machadada no Posterous, estão constantemente em busca de maneiras de ganhar dinheiro para recuperar seu investimento. No futuro — e escreva o que eu digo —, ou você pagará para não ver anúncios, ou estará fadado a linhas do tempo poluídas como a do Facebook, atualmente. Ou, se verá privado de recursos simples como anexar fotos e vídeos a um tweet. Só estou dizendo.

Outras opções para os órfãos do Posterous

Mas, além de Squarespace e WordPress.com, existem outros lares para quem perderá seu Posterous. Alguns são pagos, outros não.

A primeira opção? O Tumblr. Para quem gosta do estilo rápido que o Posterous era capaz de imprimir, acredito ser uma boa saída. Acredito, inclusive, que os estilos sejam bastante similares, embora o Tumblr não conte com a facilidade de enviar arquivos e textos através de email para publicação instantânea. De qualquer maneira, se a questão for pagamento, o Tumblr é completamente gratuito.

ATUALIZAÇÃO - 18/02/2013:
Descobri, através de notícia publicada no TechCrunch, uma alternativa interessante — e automática — para quem quer migrar do Posterous para o Tumblr. Trata-se de um serviço chamado JustMigrate, onde tudo o que é necessário é autorizar o Tumblr a acessar sua conta do Posterous (no caso de já ter múltiplos blogs no Tumblr, você pode escolher para qual os posts do Posterous irão). De qualquer maneira, mesmo neste caso, there’s no free lunch — dependendo do caso, inclusive, pode sair bem caro.

Moving 100 posts is free, and it’s $10 for 250 and $25 for 500 posts. Tumblr’s API allows 250 posts, or 75 photo posts to be uploaded daily, so JustMigrate will queue posts over days if you have a large Posterous blog.

Se você usa o Dropbox, pode também optar pelo Scriptogr.am. Até o momento, eles não mencionam nada que seja relativo à preços, ou seja: estão oferecendo o serviço completamente de graça. Nele, os textos que você escreve podem ser combinados com a mídia que estiver disponível em sua nuvem particular. O mesmo ocorre com o Marquee, que também permite usar imagens e vídeos hospedados no Dropbox, e também os de outros sites, e arquivos do seu próprio computador — aliás, me pareceu um serviço muito bem elaborado, mesma sensação que eu tive com relação ao já citado Squarespace.

Throwww

Um servicinho interessante — e até onde eu saiba, gratuito —, parece ser o Throwww. Dele, pode-se dizer, com certeza, vem uma das interfaces mais simples e minimalistas que existem atualmente. Quando você acessa o site por sua página principal, pode simplesmente digitar um título, um texto — com suporte à Markdown — e pronto. Ganha uma URL, um endereço para compartilhar através das redes sociais. O serviço aceita imagens e vídeos do YouTube, e você pode ser um escritor anônimo, ou se identificar no Twitter para levar crédito por seus textos e ter acesso a eles, no futuro. As páginas criadas, como a deste cara, são bem legais.

Posthaven

Finalmente, há um serviço chamado Posthaven, mencionado ainda ontem no Hacker News. Ele merece ser citado porquê foi criado por Garry Tan e Brett Gibson, co-fundadores do Posterous, que afirmam que o serviço nunca será vendido e nunca acabará. Isso será possível, adivinhem, graças à monetização:

It’s $5 a month and will have all of the ease of use and power of Posterous. It’s just the two of us and we’re coding it in our bedrooms right now.

Há ainda uma coisa interessante no Posthaven. Se você parar de pagar pelo serviço, perde apenas o direito de acrescentar novos posts e editar os antigos, e continua podendo visualizar suas páginas, com as criações antigas. Quando quiser voltar, paga novamente e tem seus acessos restaurados. Apesar de o serviço ainda não ter sido lançado — está programado para breve —, admito que esse modelo de negócio quase me lembrou o do Flickr. A diferença é que, no site de hospedagem de fotos, após 90 dias de inatividade, uma conta não PRO pode ser deletada. No Posthaven, não.

Ou será que…?!

Ouviram do Ipiranga?

Quando meu filho mais velho veio me pedir ajuda com a tarefa hoje, achei interessante a pergunta que a professora havia pedido para que ele fizesse à algum adulto da casa: “Qual é uma lembrança que ele tem da época da escola?”.

Minha resposta poderia ter sido qualquer uma, pois tive diversos momentos memoráveis quando pequeno. No entanto, para permitir que ele percebesse certo constraste entre épocas, disse que me lembrava de, todos os meses, participar de um Culto à Bandeira, onde cantávamos o Hino Nacional. Depois de cada evento desses, aliás, havia apresentações que, nós, alunos, fazíamos para outros alunos, coordenados pelas professoras.

Meus pais já me contaram, certa vez, que na época deles, cantar o Hino Nacional era ponto obrigatório antes das aulas começarem. Isso mostra que, no espaço de apenas uma geração, o Hino deixou de ser um canto diário para ser mensal, e, no espaço de duas gerações, a dos avós do meu filho e ele, bem… O Hino deixou completamente de ser cantado.

Civismo

Qual a importância do Hino Nacional, e porquê eu deveria me importar com o fato de que as escolas tenham parado de realizar eventos como um Culto à Bandeira?

Devemos nos importar porquê aprender o Hino e celebrá-lo é o mínimo que devemos fazer para ensinar às crianças o respeito pelo nosso país.

Ao contrário de Estados Unidos e França, só para citar dois países, onde as bandeiras nacionais estão à vista em escolas e outros prédios públicos, monumentos e vários outros lugares, não somos um país patriota.

O brasileiro reclama do país. Do governo, dos impostos, da educação. Critica o país como se não fosse culpa dele mesmo o governo que temos, os escândalos, a corrupção que todo dia está nas manchetes. Mas não move, muitas vezes, sequer uma palha para mudar a situação.

Quando vemos um ente querido doente, — e quem é pai sabe certamente disso — nossa vontade é muitas vezes tomar o lugar dessa pessoa, dado o amor que sentimos por ela. Fazemos isso porquê no fundo nosso desejo é ver essa pessoa melhor, porquê nós a amamos.

Não se quer mudar o que não se ama. Não estou generalizando, mas como ensinar amor pelo país se um ato simples como cantar o Hino Brasileiro não é mais praticado nas escolas? Se matérias como Educação Moral e Cívica, ainda que instituídas por outros governos em outros carnavais, que ensinavam aos alunos sobre nossos hinos, nossas armas nacionais e os principais cargos brasileiros e órgãos do governo, não fazem mais parte do currículo?

O brasileiro, ao contrário do francês ou do americano, não valoriza seu país. Por aqui só cantamos Hino Nacional em época de Copa do Mundo, e ainda assim sem ficar em posição de sentido e respeito, como eu me lembro de fazer quando estudava, e disse hoje ao meu filho.

Existe uma lei publicada no Diário Oficial da União em 21 de setembro de 2009, de número 12.031, que obriga escolas, sejam elas públicas ou particulares, a executarem o Hino Nacional pelo menos uma vez por semana. No entanto, quando perguntei ao meu filho, há pouco, se na escola dele cantavam o Hino Nacional, ele me disse:

— Só no 7 de setembro, papai.

Brasileiro é assim mesmo. Cria lei para tudo, mas esquece que falta braço — e pernas — para fiscalizar o cumprimento dessas leis. E é claro, existe lei muito mais importante do que a que obriga as escolas a executarem o Hino Nacional semanalmente para fiscalizar. Aliás, esse assunto não deveria ser regido por uma lei. Deveria ser natural que as escolas ensinassem respeito pela Pátria, automaticamente. Mas não.

A única coisa que me deixa tranquilo é saber que não dependo de que a escola ensine civismo aos meus filhos. Isso, eu mesmo posso — e vou — fazer. Questão de valores.

Nós não nascemos para assistir vídeos na vertical!

Você com certeza já assistiu. E, se usa bastante seu celular como eu, pode até já ter criado algum deles, ainda que de maneira inadvertida.

Estou falando, é claro, do vídeo gravado em orientação retrato. Aquele mesmo, em que o celular é mantido na posição vertical durante a captura, e que por isso mesmo pode ser chamado também de vídeo na vertical.

Os resultados de um vídeo gravado assim podem ser considerados desastrosos. Quando se assiste um vídeo na vertical, o resultado é uma imagem estreita, com barras pretas preenchendo os lados esquerdo e direito da tela. A coisa pode até funcionar direito em alguns um único caso, que é quando desenvolvedores querem fazer um vídeo de demonstração de seus aplicativos para smartphones, mas, fora isso, é algo que deveria ser repensado.

E convenhamos: Com tablets e smartphones ostentando seus acelerômetros, seria muito fácil que os sistemas operacionais ao menos alertassem os usuários de que os seus aparelhos estão na vertical antes de começarem a gravar os vídeos.

http://www.youtube.com/watch?v=Bt9zSfinwFA

Não me entendam mal… Esta posição sobre vídeos na vertical é extremamente pessoal. Eu acho que eles são completamente errados. E acabei encontrando por acaso, na internet, o vídeo que está acima, exibindo de maneira divertida as consequências da chamada síndrome do vídeo vertical.

Eu entendo que a orientação retrato é remanescente das câmeras digitais, e, na verdade, da época das câmeras analógicas. Mas enquanto parece completamente correto virar a câmera na vertical para tirar uma foto em pé, a mesma naturalidade não existe para os vídeos. Há, aliás, uma questão deveras importante neste caso: A posição default da câmera digital é paisagem, ou seja, na horizontal — talvez por isso não nos deparemos com vídeos em pé capturados por elas. E, como diz o vídeo acima, filmes, televisão, telas de cinema e até mesmo nossos olhos sempre foram horizontais. Porquê mudar isso?