12.04.2009
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Adieu, Tweetbacks: Olá, Chat Catcher!

ccbblQuem me acompanha mais de perto sabe que eu venho tentando, através de plugins para o Wordpress, integrar tweetbacks ao blog. Minha insistência se baseia no fato de que, caso eu venha a escrever algo interessante ou minimamente útil, essa informação será comentada por uma ou mais pessoas através do Twitter, e eu gostaria de saber a respeito. Neste aspecto, ocorre que a integração através do plugin Tweetback realmente funciona para a maioria dos serviços de URL shortening, mas falha gravemente quando alguém faz uso do migre.me, site que é cada dia mais popular entre os usuários de microblogging brasileiros.

Tal mau funcionamento recentemente me levou há alguns dias a pedir ajuda não apenas ao desenvolvedor do plugin, mas também ao desenvolvedor do serviço brasileiro. Depois de esperar por um tempo razoável sem que houvesse qualquer resposta — fato que eu honestamente compreendo perfeitamente, pois imagino que ambos estejam tão ocupados quanto eu, com seus afazeres profissionais —, resolvi voltar à batalha, buscando qualquer alternativa que me fizesse obter um maior grau de êxito com minha vontade. Foi quando esbarrei sem querer com um artigo de Ari Herzog, especialista em mídias sociais que contribui para o site americano Mashable,  onde ele descreve a forma que ele próprio utiliza para incluir citações a seus artigos em seu blog. Trata-se de um serviço chamado Chat Catcher, criado pelo programador norte-americano Shannon Whitley e introduzido no começo deste ano em um artigo de seu blog pessoal.

O título do artigo de Ari Herzog realmente diz tudo: O Chat Catcher é mesmo mais inclusivo do que os tweetbacks, uma vez que inclui em suas buscas não apenas as citações realizadas através do Twitter, mas também aquelas que estiverem dando sopa em serviços como o FriendFeed e o Identi.ca. Basta que um artigo do seu blog apareça em um destes serviços e pronto: Uma referência a ele se tornará um trackback — ou um comentário comum, se você assim preferir, postado de volta no blog original. Entre as vantagens do Chat Catcher está o fato de que ele funciona com qualquer plataforma de blog que suporte trackbacks, e, mesmo quando isso não é possível, são oferecidas alternativas de integração scriptless. Há também um plugin para Wordpress, que eu já instalei e testei aqui no blog.

Integração entre o Chat Catcher e o migre.me

Uma vez realizada a instalação, o procedimento é realmente muito simples: Na verdade, a única coisa realmente necessária é ir até as opções da página do plugin e clicar o botão Register this blog. Opcionalmente você pode listar usuários que deseja excluir das pesquisas — como o seu próprio usuário do Twitter, ou algum engraçadinho que esteja lhe mandando spam — e escolher se deseja tornar cada citação a um artigo seu um trackback ou comentário comum. Uma opção que eu não poderia deixar de mencionar é a possibilidade de moderar as citações antes que apareçam no corpo do blog.

Para concluir, é importante dizer que minha decisão final por adotar o Chat Catcher e abandonar o plugin anterior se baseia no fato de que o serviço cumpre o que promete: Lidar com qualquer serviço de URL shortening, resgatando citações custe o que custar. Neste aspecto, como ilustra a figura que se encontra neste artigo, até mesmo uma citação que eu mesmo fiz através do migre.me foi competentemente capturada. E isso, meus amigos, finalmente põe fim à esta novela.

07.03.2009
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Tentando fazer Tweetbacks e migre.me se darem bem

Até hoje eu não podia chegar a dizer que possuo um compactador de URLs favorito. De qualquer maneira, reconheço que este tipo de serviço é extremamente necessário nos tempos atuais, principalmente para qualquer um que se encontre às voltas com a arte do microblogging, sobretudo o Twitter.

Tenho acompanhado a crescente utilização, pelos blogueiros brasileiros, de um compactador de URL 100% nacional. Trata-se do migre.me, que não apenas reduz os endereços para que caibam junto às mensagens de 140 caracteres típicas dos serviços de microblogging, mas também atua como uma espécie de Digg brasileiro, computando URLs, vídeos e fotos populares no Twitter, o que eu acho simplesmente genial.

No entanto, é justamente o migre.me que vem me tirando o sono há alguns dias, tudo porquê, usuário do plugin Tweetback para Wordpress como me declarei recentemente, estive às voltas com tentativas de ajustar o código PHP do autor para fazer com que eventuais citações a meus artigos através do serviço brasileiro também aparecessem por aqui, entre os últimos comentários.

Minha batalha começou quando, recentemente, percebi que o migre.me já possui uma API. É verdade que dá um pouco mais de trabalho mexer com ela pra obter as URLs compactadas, já que é preciso ler um arquivo XML para que a mágica aconteça, mas nada de outro mundo.

No arquivo principal do plugin para Wordpress que eu estou usando para exibir os Tweetbacks aqui no blog — tweetback.php — há uma função chamada fh_tweetback_getshorturl, que é, como o nome diz, responsável por obter as URLs compactadas de serviços como o tinyurl, bit.ly e outros. Foi lá onde eu acrescentei algumas coisas por conta própria para fazer com que também as URLs compactadas pelo migre.me fossem levadas em conta na hora de verificar se houve citações do Twitter por aqui.

A função em si ficou assim — notem que todos os comentários em inglês do autor do plugin foram mantidos… eu só acrescentei mesmo a parte do migre.me:

  function fh_tweetback_getshorturl($permalink,$provider='tinyurl.com') {
  $permalink = urlencode($permalink);
  //http://blog.cli.gs/news/analysis-of-linking-patterns-on-twitter-cligs-scores-well
  switch($provider) {
  case 'tinyurl.com':
  return fh_tweetback_curl('http://tinyurl.com/api-create.php?url='.$permalink);
  case 'is.gd':
  return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);
  case 'bit.ly':
  return fh_tweetback_curl('http://bit.ly/api?url='.$permalink);
  case 'twiturl.de':
  return fh_tweetback_curl('http://api.twiturl.de/friends.php?output=txt&new_url='.$permalink);
  case 'migre.me':
  $xml = simplexml_load_file('http://migre.me/api.xml?url='.$permalink);
  return (string)$xml->migre;
  /* blearg, I really dont feel like all that signupapikeystuffpostcomplicated, what the hell.
  * Maybe I'll have more motivation later on to register or do post mechanism, for now on
  * its just like that. tinyurl ftw! :)
  * (and yes, I understand why registration and keys can make sense. however, I am still too lazy for that.)
  case 'twurl.nl':
  return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);
  case 'snipurl.com':
  return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);
  case 'snurl.com':
  return fh_tweetback_curl('http://is.gd/api.php?longurl='.$permalink);*/
  default:
  return false;
  }
  return false;
  }

Pois bem: Devo dizer que, antes de partir para a alteração do código do plugin, fiz um teste em arquivo PHP separado para verificar se a obtenção de URLs aqui do blog compactadas pelo migre.me estava funcional, inclusive levando em conta que elas devem ser tratadas pela função PHP urlencode.

Os testes funcionaram perfeitamente. Uma maravilha, mesmo. No entanto, depois de começar a postar uma série de testes a partir do TweetDeck, percebi que os tweetbacks ora aparecem, ora não aparecem no blog. E, sinceramente, estou numa dúvida violenta entre se tratar de um problema no plugin, ou algo que eu esteja fazendo errado com a própria API do migre.me.

A impressão que tenho é que eu quase cheguei lá, mas alguma coisa ainda parece precisar de ajustes. Como entendo um pouquinho de PHP mas no momento estou mais pra weekend programmer do que qualquer outra coisa, enviei o link deste texto para o desenvolvedor do migre.me, na esperança de que ele possa me apontar algum problema — caso aplicável. Também enviei um e-mail ao desenvolvedor do plugin Tweetback, Florian Holzhauer, asking for his advice:

Hi there, Florian!

My name is Daniel Santos, and I’m a Brazilian Wordpress user. I came across your e-mail address thanks to your excellent Tweetback plugin for Wordpress, which not only I’ve been using in my own blog, but also have been trying to extend.

Let me explain: A lot of Brazilian users have been exchanging abroad URL shorteners like http://tinyurl.com or http://bit.ly for http://migre.me, which is a 100% Brazilian-made URL shortener. Developers from http://migre.me have recently deployed an XML-based API (http://migre.me/blog/api-gerador-de-urls/) that can be used to retrieve shortened URLs to be used as one best fits.

After implementing some code using your PHP plugin file as a reference, I created a variation of it (which I’m sending you, attached to this message). Simple enough, I have added some lines of code to your fh_tweetback_getshorturl function, retrieving a XML file and getting one attibute out of it. Besides, I added http://migre.me to the Admin Panel backend, exactly as I noticed you yourself did with the other services your plugin works with.

Unfortunately, there IS a problem, as shortened URLs created by http://migre.me sometimes appear listed in my post’s comments, sometimes not. Fact is, I don’t know, out of three possible situations, which is actually happening:

(1) my changes to your code were not enough — or are possibly wrong;
(2) the problem might be located in my misuse of http://migre.me API itself.
(3) my PHP skill sucks (LOL)

As #3 is currently impossible to solve and I have contacted http://migre.me developers for help, I’m asking you to please help me figure out if the problem could be with the plugin itself.

Hoping that you will answer me as soon as possible, I would like to thank you in advance, and possibly expect my contribution to your plugin to be useful – as I think several Brazilian tweetbackers will find.

Best regards,

Daniel Santos

http://danielsantos.org/

No entanto, este meu artigo é também um pedido de ajuda pra quem mais quiser se habilitar a fazer a coisa funcionar. Uma vez que a popularidade do migre.me aumenta cada dia mais entre os internautas e blogueiros brazucas, penso que a integração com o plugin para Wordpress seja uma ótima pedida.

Ah, é claro: A minha modificação do plugin pode ser visualizada através deste link.

14.02.2009
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Aderindo aos Tweetbacks

Qualquer um que já tenha escrito pelo menos meia dúzia de artigos em um blog sabe o que é  — ou, pelo menos, já ouviu falar de — um linkback: Também popularmente conhecido como pingback ou trackback, trata-se de um mecanismo que notifica um autor, em seu próprio blog, todas as vezes em que outras pessoas fazem menção a um ou mais artigos seus em outro endereço da Grande Rede de Computadores.

Exemplos de tweetback por aqui

Exemplos de tweetback por aqui

Pois bem: Depois de haver recentemente instalado e saudado com entusiasmo o TweetDeck, me dei conta de alguns links interessantes que mencionavam alguns artigos que eu havia escrito por aqui recentemente. Minha conclusão óbvia é de que, assim como alguns blogueiros têm evoluído para formas aleatórias de microblogging, as pessoas têm usado também seus serviços de microblogging — sobretudo o Twitter como forma de linkback. Esse novo tipo de link, chamado tweetback, foi na verdade introduzido no começo deste ano por Rachel Cunliffe, em seu post  10 Ways Twitter Will Change Blog Design in 2009, publicado no site Mashable:

Bloggers will start to add “Tweetbacks” to their blog posts. The simplest version will show the number of people who have tweeted this post (including all reverse engineered tinyurls). Tweetbacks are not yet available.

Options will include:

  • Showing what tweeters are saying about the post
  • Replies to those tweets from others
  • Showing who is tweeting the post
  • Showing the tweeters’ avatars
  • Ordering tweeters by Twitter influence
  • Mixing tweets in with comments, rather than displaying them separately

Imaginei logo que eu deveria aderir a algum tipo de integração dos assim chamados tweetbacks com o meu próprio blog: Minha motivação foi realmente o fato de acreditar que as pessoas efetivamente têm passado menos tempo visitando e comentando posts dos blogs, e que têm dado preferência ao Twitter, para tanto. Depois de procurar um pouco por aí, acabei fazendo algumas experiências e me decidi com relação ao plugin Tweetback, escrito por Florian Holzhauer.

De maneira resumida, ele é capaz de varrer o Twitter em busca de links que apontem para os artigos do blog, mesmo que eles estejam ocultos por serviços de URL shortening — atualmente, aliás, são suportados, além do tinyurlpadrão —,  o is.gd e o bit.ly, sendo que o autor já prometeu suportes adicionais em breve. Uma vez encontrados estes links, eles são transformados em tweetbacks, e publicados no blog acompanhados dos avatares de seus autores, no Twitter.

Opções do plugin

Opções do plugin

Para não dizer que a instalação foi totalmente plug and play, a única coisa que resolvi fazer foi uma edição no arquivo PHP fonte, apenas para aumentar o tamanho do avatar padrão, para que ele coincidisse com o tamanho que venho usando no blog.

Seja como for, o importante é saber que qualquer comentário ou reação aos meus artigos que venha via Twitter agora passará a ser capturados por aqui — figurando na barra lateral, junto aos comentários feitos direto no blog —-, o que me permitirá ter uma idéia melhor das reações com relação ao que eu escrevo. Espero ter boas surpresas… :)

18.01.2009
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Finalmente um TinyMCE ligeiro no meu Wordpress 2.7

Desde o começo de dezembro do ano passado eu vinha enfrentando severos problemas ao tentar digitar meus artigos para publicação aqui no blog: Carregar o TinyMCE, editor WYSIWYG padrão que acompanha o Wordpress, levava mais de 10 segundos na raposa de fogo, e, em seguida, digitar cada mera letra parecia uma tortura interminável, só perdendo para o tempo gasto ao ter que apagar alguma coisa usando o backspace ou formatando os textos.

Tentei, antes de qualquer coisa, usar uma versão recente do Opera para acessar o painel de edição de artigos, o que funcionou maravilhosamente bem, já que a lentidão desapareceu por completo na digitação. No entanto, não dava pra ficar usando um navegador diferente só pra criar artigos no blog e, assim sendo, cogitei a possibilidade de que pudesse se tratar de um problema qualquer com uma das inúmeras extensões que eu possuo instaladas no Firefox.

Infelizmente, após desabilitar todos os plugins e realizar um fresh setup, o problema não se resolveu: Cada caracter ainda levava uma eternidade para aparecer na tela ao digitá-lo. O próximo suspeito da minha lista foi o próprio Wordpress. Pensei se tratar de algum bug da nova versão do Wordpress, já que, afobado por testar novas funcionalidades, naquele momento eu vinha usando algumas versões beta.

Quando a versão 2.7 saiu oficialmente e eu reparei que o problema de lentidão ainda não dava o braço a torcer, comecei uma busca um pouco mais dedicada atrás de uma solução. Se na primeira quinzena de 2009 fiquei sem publicar uma palavra que fosse por aqui, foi por conta de estar ocupado atrás de cada pequena referência que pudesse representar uma luz no final do túnel.

No começo dessa semana encontrei essa luz, lendo um artigo do Andrew Ozz, chamado Troubleshooting TinyMCE in Wordpress 2.7. Nele, Andrew lista alguns pontos que podem ser tentados por qualquer pessoa se seu editor resolve não aparecer ou funcionar corretamente. Alguns pontos eu já havia tentado, mas foi no sexto que eu parei, pois, recentemente havia encontrado diversos erros provenientes da página em que o TinyMCE é carregado no Wordpress, examinando-a pelo console de errors do Firefox:

Delete both wp-admin and wp-includes directories and upload fresh copies from the WordPress installation package.

Precisei esperar até o final da semana para ter tempo de ver se a coisa funcionava, mas valeu cada segundo de espera: Eis que abri meu programa de FTP favorito e mandei bala na orientação. Após alguns minutos de upload, BINGO! O editor estava novamente lépido e veloz.

Ah, é claro, a explicação: Ao renovar sobretudo o conteúdo da pasta wp-includes, pude me certificar de que os diversos arquivos em javascript ali existentes estivessem em sua versão mais recente: Após o procedimento, não houve qualquer problema no console de erros da raposa, o que me fez pensar que alguma falha acidental deve ter ocorrido entre a migração da última versão beta do 2.7 para a oficial. Mea culpa.

16.01.2009
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Plainscape: Para começar 2009 bem

Precisava — como já precisei em outras vezes — de uma mudança de ares por aqui para dizer que poderia começar bem 2009 (ainda que começando a escrever 16 dias depois da virada do ano). Para isso, depois de muito procurar, acabei encontrando um tema que achei bacana, o Plainscape.

Para meus padrões atuais de gosto, o tema é genial: Totalmente clean, o que o torna sofisticado. Conta com uma barra lateral direita — ao contrário do Apricot, tema que eu vinha usando até então, onde as coisas são agrupadas na esquerda. Além disso, já possui suporte nativo ao novo — e, por mim, mais do que amplamente antecipado — recurso de comentários endentados (ou threaded comments) da versão 2.7 do Wordpress.

Espero que o novo tema agrade, e que me inspire a escrever um pouco mais por aqui.

15.11.2008
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Infinite Scrolling: Adeus, links de navegação!

Uma das principais ferramentas de um site movido a Wordpress são seus links de navegação. Afinal de contas, um visitante pode utilizá-los — entre outros mecanismos, é claro — para ter acesso a outros artigos escritos por você, quer ele navegue artigo por artigo, ou página por página.

Mesmo reconhecendo a importância de fornecer ao visitante recursos para que possa navegar tranquilamente pelo conteúdo aqui do blog, reparei, apenas recentemente, que o tema que venho usando atualmente por aqui não possuía essa navegação embutida. Assim que reparei nesse problema, pensei imediatamente não em criá-los no rodapé, mas sim, em fazer uso do excelente plugin WP-PageNavi, que, no caso do modelo de índice do blog, cria um estilo de navegação de páginas similar aos dos resultados de busca do Google, e que eu já adaptei a vários temas que usei por aqui no passado.

Antes de seguir adiante com a implementação, no entanto, considerei as mudanças que apliquei por aqui recentemente, com a finalidade de mesclar blog, microblogs e tumblelog. Mais do que paginar o conteúdo, não me agradou a idéia de, me colocando no lugar de um visitante que desse as caras por aqui, encontrar uma página principal listando os 10 últimos posts e estes posts serem todos referentes, por exemplo, a atualizações de microblogs. Ou seja, nada de artigos do blog, propriamente falando.

Imediatamente eu pensei que uma das maneiras de amenizar esta situação seria garantir que, entre os artigos listados na página principal, estivessem, além das atualizações relacionadas ao meu lifestream, também os últimos 10 artigos do blog. Na prática, seria como imaginar que o número de artigos que um visitante encontraria ao chegar à minha página principal seria não 10, mas sempre pelo menos 10. O problema foi que, ao procurar por meios de implementar mais este comportamento por aqui, dei com os burros n’água.

Com isso, quero dizer que o Wordpress não possui uma forma padrão — não, pelo menos, que eu tenha conseguido descobrir após escavações demoradas nos fóruns e sites de suporte — para listar os últimos x artigos do blog, desde se garanta que entre estes artigos estarão, por exemplo, 10 artigos de uma categoria pré-especificada, qualquer que ela seja.

Filosofia do Infinite Scroll

Filosofia do Infinite Scroll

Estava quase desistindo da parada quando, ainda em meio às minhas buscas, me deparei com o conceito de infinite scrolling. Este conceito, que, pelo que vi também recebe nomes como autopagerize ou unpaginate, na verdade se resume a garantir que o conteúdo da próxima página web — ou, na verdade, de uma ou mais páginas web subseqüentes — àquela que o usuário está atualmente visitando seja pré-obtido e acrescentado à própria página atual automaticamente, sem que ele sequer se dê conta disso.

Seria como se, na prática, pudéssemos ler todo o conteúdo de um livro como se ele coubesse em uma única página, que seria gigantesca e estaria passando sempre diante dos nossos olhos, como em um rolo de pergaminho que fosse sendo desenrolado à medida em que a leitura progredisse.

No Swurl — mais um dos agregadores de redes sociais que, como o FriendFeed, existem por aí, e onde , aliás, eu também cheguei a criar uma conta —, a filosofia do infinite scrolling está em prática, o que implica no fato de que uma pessoa, por mais que navegue em uma página de usuário do serviço, nunca chegue ao final — ou ao rodapé — da página.

No fundo, aplicar este conceito num blog implica que, por mais que links de navegação sejam legais e importantes, eles se tornam obsoletos, e até mesmo desnecessários, pelo menos no que diz respeito à navegação na página principal do site.

Infinite Scrolling em ação por aqui

Infinite Scrolling em ação por aqui

Pois bem. Eu resolvi dar também este passo por aqui e instalei, a partir da própria página onde li a respeito do conceito de Infinite Scrolling, um plugin para Wordpress que eles têm disponível. Neste momento, aliás, este plugin está ativo para qualquer visitante deste humilde blog, e, ao chegar ao rodapé da página principal, deve exibir uma simpática mensagem — um momento, por favor — para alertar o visitante de que mais artigos estão sendo carregados.

Ou seja, o período de testes está aberto. Por favor me dêem feedback caso achem necessário, para que eu possa saber como tudo está indo. E, caso não haja maiores problemas, será sinal de que poderei declarar, realmente, o fim dos links de navegação na página principal do Back-up Brain.

06.11.2008
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Mesclando blog, microblog e tumblelog: Um tutorial

Ainda não faz tanto tempo assim desde que integrei ao blog uma página de onde pode ser acompanhado o meu lifestream — a corrente que traz, listadas em ordem de ocorrência, todas as minhas atividades online, sobretudo nas redes sociais como o del.icio.us, e em microblogs como o Plurk ou o Twitter.

Minha intenção com a integração do lifestreaming ao Back-up Brain sempre foi muito clara: Participar meus poucos — mas fiéis — leitores daquilo que eu venho fazendo na Internet enquanto busco a inspiração para escrever novos artigos por aqui. Penso que o compartilhamento de músicas, links, vídeos, imagens e pequenos pensamentos rápidos demonstra, a quem possa interessar, no mínimo, que eu não sumi, e que, mesmo demorando a dar sinais mais evidentes de vida, continuo nas redondezas.

Ocorre que depois de ter trazido o lifestreaming para o blog, primeiro na barra lateral do layout, e depois também numa página própria só para isso, pensei comigo mesmo que, num mundo em que microblogs e outras atividades sociais se misturam cada vez mais com os blogs tradicionais — e, muitas vezes, também com a falta de tempo de seus autores —, o ideal mesmo seria transformar meu espaço num combinado entre blog, microblog e o que mais fosse preciso, desde que isso pudesse ser lido em um único stream, de cima a baixo.

A primeira coisa que eu pensei — pra variar, eu admito — foi abandonar a utilização do Wordpress. Numa época em que estou louvando a chegada da nova versão 2.7 isso pode parecer bizarro, eu sei. Mas me veio um desejo fortíssimo de substituir minha velha ferramenta de blogar pelo Sweetcron, que, aliás, nasceu especificamente com a finalidade de permitir a qualquer um que hospede por conta própria seu lifestream. A definição do autor da ferramenta para sua criação, aliás, é mais do que perfeita:

Blogs are evolving. You’re looking at my Lifestream, a real-time flow of my activity across various websites, with the occasional blog post for nourishment.

Ou seja, eu reconheço que o ponto de vista dele está correto, pois a coisa tem realmente caminhado para uma situação em que a pessoa mantém um fluxo de atividades em vários sites, e de vez em quando, escreve um ou outro artigo em seu blog para — coloquemos assim — alimentar a alma.

Outra coisa que me ocorreu ao pensar em dar adeus ao Wordpress foi começar um tumblelog. Segundo me diz a Wikipedia, esta seria uma outra forma mais do que perfeita para conectar o mundo convencional dos blogs ao mundo dos pequenos status updates e dos compartilhamentos de mídia:

A tumblelog (also known as a tlog or tumblog) is a variation of a blog that favors short-form, mixed-media posts over the longer editorial posts frequently associated with blogging. Common post formats found on tumblelogs include links, photos, quotes, dialogues, and video. Unlike blogs, tumblelogs are frequently used to share the author’s creations, discoveries, or experiences while providing little or no commentary.

Mas vejam só: Os motivos para não trocar minha ferramenta velha de guerra pelo Sweetcron ou por um tumblelog — neste caso, admito, optaria pelo Tumblr, a mais famosa e reconhecida ferramenta e site de hospedagem para tumblelogs — foram os mesmos:

  1. Eu gosto de controle total sobre o site e o que acontece nele.
  2. Eu adoro a diversidade de opções que o Wordpress permite que eu desfrute.
  3. E, sobretudo, eu adoro feedback. Assim, eliminar ou reduzir a possibilidade de envio de comentários, como normalmente exigiria a manutenção do formato clássico de um tumblelog, nem pensar!

Mas, vejam só: Mesmo tendo chegado a esta conclusão — a de não abandonar novamente o caminho, a verdade e a vida —, também me dei conta de que apenas uma página de lifestreaming não seria mais suficiente para mim. Eu continuei a querer provocar mudanças aqui, desde que promovidas com a utilização de artifícios 100% relacionados ao Wordpress.

Este artigo é o anúncio — e, mais do que isso, o relato — de que eu consegui atingir meu intuito. Ainda tenho que cuidar de alguns aspectos e concluir pequenas modificações, mas posso dizer que transformei o formato do blog para algo mais voltado a lifestreaming e tumblelog. E mais: Para não prejudicar a leitura de fiéis leitores, tudo isso só pode ser observado por quem visita meu blog ao vivo: Nada mudou nos feeds RSS, graças também a certas alterações com as quais me preocupei, e que descrevo a seguir.

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12.10.2008
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Wordpress 2.7: Mal posso esperar por novembro!

Definitivamente deveriam organizar logo um Wordcamp Brazil. Para aqueles que não têm familiaridade com o termo, um Wordcamp é um tipo de evento que discute qualquer coisa relacionada à melhor plataforma para criação e gerenciamento de blogs da paróquia. Nestas ocasiões qualquer blogueiro como você ou eu tem a chance de ouvir blogueiros populares e desenvolvedores, e descobrir a quantas anda o universo Wordpress.

Enquanto não organizam algo do gênero por aqui, encontrei em vídeo um dos trechos da palestra de Matt Mullenweg no Wordcamp NYC 2008, em que ele demonstra a novíssima versão 2.7 da ferramenta, que deve sair apenas em 10 de novembro. É desnecessário dizer que eu, um fã mais do que declarado da plataforma, fiquei literalmente de queixo caído com as novas funcionalidades apresentadas.

[viddler]91447bc[/viddler]

A interface para criação de novos artigos ficou muito mais funcional, totalmente operada com AJAX. Na prática qualquer uma das caixas em que estão localizadas as categorias, tags, status dos artigos e qualquer outra coisa pode ser reposicionada na tela. Aliás, há agora uma prática janela de opções que pode ser ativada a qualquer momento, permitindo que o usuário escolha o que deseja ou não que fique visível em sua própria interface.

Esta mesma janela de opções, aliás, está presente no gerenciamento de artigos: Pode-se optar por quais colunas deseja-se visualizar, e também optar por visualizar ou não a introdução de cada um dos textos. A edição rápida — para, por exemplo, corrigir algum erro de última hora — é outro trunfo da ferramenta: A versão 2.7 do Wordpress permite que ela seja feita na própria lista de artigos, através de uma janela similar àquela que hoje é apresentada quando inserimos imagens em nossos artigos.

No que diz respeito à comentários, mais uma novidade: Agora será possível respondê-los diretamente a partir da tela de gerenciamento. Antes, para obter este tipo de funcionalidade, era preciso recorrer à plugins. Há ainda uma ponta do que parece ser fruto da recente aquisição do Intense Debate por parte do pessoal da Automatticembora Matt negue isso, por dizer que já estava sendo preparado pelo time de desenvolvedores para ficar no núcleo do WP: Qualquer resposta à um comentário poderá ser configurada para figurar abaixo da resposta original, criando os chamados threaded comments.

Com relação a esta última possibilidade, aliás, trata-se do que mais me deixa ansioso com relação ao novo Wordpress: A possibilidade de contar com comentários aninhados nativos à ferramenta sempre povoou os meus sonhos, uma vez que até hoje nunca me satisfiz com qualquer plugin disponível para tanto. Espero que eu não me desaponte com tal ponto, especialmente por estar colocando expectativas demais nele.

WordPress 2.7

WordPress 2.7

No mais, o que mais chama a atenção é a nova interface de instalação de plugins: Eles podemagora ser filtrados na interface do seu site a partir de suas tags associadas, além de poderem ser diretamente baixados do repositório oficial e instalados automaticamente, o que, também, era possível até agora apenas com o auxílio de plugins. Isso, é claro, sem mencionar que a usabilidade do Wordpress parece ter ficado ainda melhor.

Isso tudo só pra me deixar com mais água na boca ainda.

06.09.2008
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Mudando de solução anti-spam

Acima de qualquer coisa, a intenção principal deste artigo é me desculpar publicamente com uma série de leitores fiéis que me acompanham (e eu, a eles) de longa data. Entre essas pessoas estão a Patty Muller, o Thalis, o Rodrigo, a Vivi, o Neto e o Émerson.

O motivo da desculpa está ilustrado acima. Não sou de receber muitos comentários neste humilde blog, mas a falta deles vinha me incomodando nos últimos dias, mesmo sabendo que dei uma ligeira sumida da grande rede, e que não tenho escrito muita coisa nova por mês — poucos textos novos + poucas idéias = poucos comentários, vocês entendem.

Pois bem. Impelido por essa sensação de que havia sido esquecido pelo mundo, fui dar uma olhada na quarentena de spam do Defensio, ferramenta anti-spam que venho usando por aqui há longa data, e que vinha se mostrando muito eficiente até então. Infelizmente, a olhadela na fila me fez descobrir 15 comentários legítimos — realizados nos últimos sei lá quantos dias — que haviam sido considerados spam pela ferramenta.

Fiquei tão chateado — afinal de contas, sempre tentei responder cada comentário recebido nos últimos tempos, prezando pelo bom bate-papo entre mim e meus poucos leitores — que na mesma hora me deu vontade de despachar o Defensio. Sim, lembrem-se: Levam-se anos para conquistar um cliente, e segundos para perdê-lo. E foi nessa minha decisão que encontrei o Mollom.

Nomes esquisitos à parte, o Mollom me chamou a atenção por sua principal proposta: Eliminar o tempo que você precisa gastar para moderar comentários. Em resumo, ele analisa qualquer conteúdo — comentários, mensagens enviadas via formulário de contato, tracks e pingbacks — enviado para o servidor do serviço e retorna três tipos de classificação: spam, ham ou unsure.

 

Na primeira hipótese, a tratativa é óbvia. No segundo caso, o comentário é liberado e aparece instantaneamente no site. E em último caso — quando o Mollom não sabe precisar a resposta — aparece na tela de quem estiver no site uma proposição CAPTCHA. Por menos que eu seja fã desses tipos de teste, neste contexto elas têm sua utilidade.

Digo isso porquê é justamente a classificação unsure o que os desenvolvedores do serviço — Dries Buytaert, o criador, nada mais, nada menos, do Drupal Benjamin Schrauwen, especialista em aprendizado por máquinas — dizem ser o trunfo para acabar com a necessidade de moderação. Afinal de contas, sabemos que apenas seres humanos — ao menos em tese — têm capacidade para resolver um CAPTCHA, que o Mollom exibe em formato texto ou de áudio.

Se esta será a solução definitiva implantada por aqui, eu não sei. O fato é que fiquei animado com as estatísticas do serviço, que demonstram precisão de 99,94%, ou seja, apenas 6 entre cada 10 mil mensagens de spam infiltram-se no sistema, e acabei me inscrevendo no serviço — que tem, a exemplo do próprio Akismet e do Defensio, versões gratuitas e pagas, estas últimas voltadas para empresas —, e instalando o Mollom para Wordpress.

Espero que realizando essa mudança, pelo menos, eu tenha chance de ser mais justo com aqueles que têm paciência para ler alguma coisa escrita por mim, respondendo e participando junto com eles de bate-papos bem interessantes. E quem por ventura testar o Mollom, me avise, pra trocarmos impressões sobre ele.

18.07.2008
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Novo Wordpress 2.6: Problemas e soluções

Saiu esta semana e já está disponível para download o novíssimo Wordpress 2.6 Tyner — nome emprestado, como de costume, de alguma celebridade do mundo do jazz, desta vez o pianista McCoy Tyner. O que mais me impressionou logo de cara nesta versão foi a rapidez com que ela veio. Os desenvolvedores falam de lançamento um mês antes do previsto, o que demonstra que eles estão produzindo a todo vapor.

Antes que eu diga qualquer outra coisa, devo fazer uma recomendação a respeito do processo de atualização. Minha migração da versão 2.5 para a 2.6 foi toda automática, graças ao excelente plugin Instant Upgrade, que eu venho usando já há algum tempo, e sobre o qual, inclusive, escrevi um artigo dedicado. Este plugin, além de substituir com total maestria o WPAUWordpress Automatic Upgrade, que parece abandonado —, ainda elimina totalmente a necessidade de baixar arquivos e fazer uploads manualmente, via FTP.

A seguir, minha visão, novamente, com relação a novidades e problemas.

Novidades

Controle de Revisões

O controle de revisões, uma das novidades desta versão, pode ser bom ou mau para o seu blog.

Este recurso pode se mostrar útil quando se comete algum erro no texto que se está escrevendo para um artigo ou página, e é necessário voltar atrás. No rodapé na página de edição estarão disponíveis todas as versões salvas do texto sendo escrito — tanto aquelas salvas pelo usuário quanto as que foram salvas pela auto-gravação.

Neste caso, pode-se comparar quaisquer duas versões do mesmo texto, num sistema visual que lembra muito o que já é usado em diversas plataformas de wiki, ou mesmo em softwares especializados na comparação de texto. A qualquer momento o usuário pode selecionar uma versão mais antiga do texto e substituir pela atual.

Para blogs que funcionam com a colaboração de diversos usuários, em que todos normalmente alteram um ou outro detalhe do texto, o controle de revisão chega ao nível de indicar que usuário alterou o quê, e quando isso aconteceu.

Pesando contra o controle de revisões está sua utilização em blogs com um único usuário ativo e editando textos, como é o meu caso. Ocorre que o processo de armazenamento de revisões de artigos funciona acrescentando um novo registro ao banco de dados — mais especificamente à tabela WP_POSTS — todas as vezes que um texto é editado ou salvo automaticamente.

Assim, com o controle de revisões, se o Wordpress grava automaticamente o seu texto 10 vezes enquanto ele é editado, você logo terá 10 novos registros em sua tabela WP_POSTS. Significa dizer que rapidamene sua tabela ficará gigantesca.

Felizmente, conforme Lester Chan, existem algumas providências que podem ser tomadas. A primeira delas, alterar o intervalo de gravação automática utilizado pelo Wordpress para gerar cópias dos artigos. Para isso, basta acrescentar a seguinte linha ao arquivo wp-config.php, sendo que o número 60 aqui se refere ao intervalo em segundos entre uma gravação e outra, e pode ser alterado a gosto.

define('AUTOSAVE_INTERVAL', 60);

Uma opção mais radical é desabilitar por completo o controle de revisões do novo Wordpress 2.6. Para isso, também será necessário acrescentar uma linha ao arquivo wp-config.php:

define('WP_POST_REVISIONS', false);

Mudanças no painel de plugins

O painel de gerenciamento de plugins também tem uma novidade muito bacana: Agora os plugins ativos estão separados dos plugins inativos, sendo que estes últimos podem ser todos apagados ao mesmo tempo, diretamente através do painel, graças a caixas de seleção — checkboxes — posicionadas ao lado de cada item inativo, e de um botão apagar.

Para mim, que sempre adiei a limpeza dos plugins inativos na minha instalação de Wordpress, não há mais desculpas para ficar postergando a hora da faxina.

Pré-visualização de temas

Na minha opinião, uma das coisas mais bacanas que surgiu com a nova versão 2.6 do Wordpress foi a capacidade de pré-visualizar a aparência de um tema para o blog antes de ativá-lo definitivamente. Antes deste recurso, era necessária a utilização de plugins como o excelente Theme Test Drive para obter o mesmo resultado.

Pré-visualização de um tema para este blog

Pré-visualização de um tema para este blog

A partir de agora, uma vez instalado o tema desejado, basta clicar sobre seu thumbnail no painel de temas para que uma janela pop-up apareça com a pré-visualização já ativa. Os resultados poderão ser percebidos automaticamente, e, caso assim deseje, o usuário poderá confirmar a ativação do tema, usando para isso um link no canto superior direito da janela.

Para maníacos por novos temas como eu, que não consigo me decidir com relação a que tema deixar instalado ou não para meus visitantes, certamente isso será uma verdadeira mão na roda!

Edição de imagens facilitada

Reparei com surpresa em uma das novidades do Wordpress 2.6. Ao editar um de meus artigos mais recentes e clicar sobre uma das imagens que o ilustrava, percebi o aparecimento de uma borda ao redor da figura, e de dois botões no canto superior esquerdo da mesma.

Um desses botões permite editar atributos da imagem — inclusive o tamanho, com uma moderna escala em tempo real — e o outro, excluir a imagem do corpo do texto. As tais bordas da imagem também têm uma função importante: Permitem flutuar com a imagem pelo texto, reposicionando-a a critério do usuário.

Gears

Eu não poderia deixar de mencionar a adoção, pelos desenvolvedores do Wordpress, do Gears. Desenvolvido pelo Google, trata-se de um plugin que, instalado no seu navegador, é capaz de estender as plataformas de aplicações web, compartilhando recursos localizados localmente em seu computador.

Nos blogs movidos a Wordpress a finalidade do uso do plugin é aumentar a velocidade de acesso a alguns arquivos da área de administração do blog, sobretudo imagens e folhas de estilo CSS, para evitar tráfego web desnecessário.

De qualquer forma, para comprovar por conta própria o quanto o Gears pode de fato influenciar na sua própria experiência com o Wordpress, você deverá habilitá-lo. Para isso, deve ser utilizado o link Turbo, que agora se encontra no painel de administração do blog, no canto superior direito. Clicando sobre ele, uma janela aparecerá, solicitando que o plugin seja instalado.


Uma vez prosseguindo-se com a instalação do Gears, o navegador deverá ser reinicializado para que as alterações tenham efeito. Em termos de Wordpress, uma vez concluído este processo, será necessário clicar novamente sobre o link Turbo do painel de administração do blog. Uma janela popup do próprio Gears aparecerá, perguntando se o usuário deseja habilitar o plugin para o site — no caso, o próprio blog.

Em seguida, será feito o download de aproximadamente 200 arquivos para o computador do usuário. Neste ponto, é importante lembrar que somente será interessante usar o Gears se isso for feito a partir do seu próprio computador — ou seja, não é legal baixar arquivos do seu site para máquinas públicas.

São estes arquivos, armazenados no seu computador em diferentes locais dependendo do sistema e do navegador internet utilizados, que farão a diferença de velocidade. Em alguns casos, segundo a equipe responsável pelo Wordpress, após a ativação da ferramenta, as janelas e páginas chegam a aparecer instantaneamente na tela.

Particularmente, não notei grandes diferenças de desempenho com o uso do Gears. Pode ser que eu ainda não tenha reparado em tudo, mas por enquanto me parece que a diferença virá apenas no caso de conexões com a internet extremamente lentas.

Problemas

Felizmente, ao contrário do que aconteceu na minha migração para a versão 2.5 do Wordpress, com a nova versão Tyner eu não me deparei com grandes problemas. Na verdade, tive apenas dois deles — até o momento —, sendo um devido à incompatibilidade de plugins, e o outro, com o envio de imagens para o meu servidor. Vou descrever as soluções encontradas a seguir.

Simple Tags

O plugin Simple Tags, que eu uso por aqui para me ajudar no gerenciamento das tags dos meus posts, parou de funcionar tão logo a migração para a versão 2.6 foi concluída. No entanto, a primeira providência que pensei tomar resolveu a questão: Através do próprio painel de gerenciamento de plugins, fiz a atualização de versão e instalei o Simple Tags 1.5.7, eliminando o problema.

Envio de imagens: Sem miniaturas, ou thumbnails

Com relação ao envio de imagens para o blog, uma coisa mais estranha aconteceu.

Ao atualizar um dos meus artigos recentes e tentar complementá-lo com uma imagem extra, percebi que a miniatura que normalmente é gerada após o upload não estava sendo gerada. Tentei configurar diversas opções do novo Wordpress, inclusive alternando entre o uploader baseado em flash e o tradicional, mas nada disso adiantou. A miniatura de qualquer imagem não aparecia de jeito nenhum.

Felizmente, procurando pela internet afora, descobri no próprio fórum de suporte do Wordpress, que havia uma solução para o problema. Ocorre que, para usuários que, como eu, têm configurado um diretório para upload de imagens diferente do padrão do Wordpress (wp-content/uploads), agora é necessário preencher um campo adicional em Configurações » Diversos, especificando a URL completa para este diretório, conforme ilustro acima.

Por último, quero lembrar que, a exemplo do que já havia sido feito no lançamento da versão anterior, um screencast está disponível em inglês, contendo cerca de 3 minutos de informações sobre o Wordpress 2.6. Acredito ser uma boa parada, caso você ainda não o tenha assistido.

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